Reading view

Análise: O que falta para a delação de Vorcaro ser aceita

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, busca um acordo de colaboração premiada, mas enfrenta resistência significativa da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo informações apuradas junto ao entorno de Vorcaro, a negociação estaria contaminada pelo ambiente político do país.

A expectativa predominante é que Vorcaro permaneça preso pelo menos até o fim das eleições, o que representaria ainda três ou quatro meses de detenção na Superintendência da Polícia Federal ou no Complexo Penitenciário da Papuda.

PF insatisfeita com o que foi apresentado

A Polícia Federal demonstra insatisfação com a segunda proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A avaliação dos investigadores é de que ele ainda não entregou todas as informações disponíveis — não forneceu todos os detalhes nem o volume de dados que os investigadores gostariam de obter.

Diante disso, parte do entorno de Vorcaro aposta que a delação seja encaminhada pela PGR. Uma resposta oficial sobre a aceitação ou rejeição da nova proposta era esperada até o final da semana.

Vorcaro ainda faz acréscimos ao material já apresentado. Há ainda a questão da homologação pelo relator André Mendonça, no STF (Supremo Tribunal Federal). Em paralelo, a Justiça das Bahamas reconheceu oficialmente a liquidação do Banco Master, decisão que facilita o processo de recuperação de ativos financeiros da instituição no exterior.

Duas versões em disputa

O analista de Política da CNN Caio Junqueira destacou que existe uma guerra de versões em torno do caso. De um lado, o entorno de Vorcaro sustenta que a PF e a PGR demonstram má vontade em fechar o acordo, em razão de conexões políticas com o STF e o Palácio do Planalto.

De outro, os investigadores afirmam que Vorcaro entregou pouco, que está escondendo recursos e que avançou pouco entre uma proposta e outra. “Ele diz que deu dinheiro para um contrato, por exemplo, mas ele não diz que aquela autoridade deu de volta com algum benefício a partir do exercício de sua função”, explicou Caio Junqueira.

Nenhum agente externo teria tido acesso direto ao conteúdo das propostas — tudo o que circula vem de pessoas que afirmam ter visto os documentos.

Politização e cálculo estratégico

O vice-presidente da Arko Advice, Cristiano Noronha, avaliou que Vorcaro tenta conduzir a negociação preservando parte dos recursos, ainda que prometa devolver uma parcela. “O fato é que muita gente em Brasília está torcendo para que essa delação não saia, porque acaba poupando muita gente do desgaste”, afirmou o especialista.

Ele também apontou que a ampla rede de relacionamentos construída por Vorcaro ao longo dos anos teria operado no sentido de enviar sinais de que a delação não seria um bom negócio para ele.

A âncora da CNN Thais Herédia ressaltou que, para que a colaboração premiada seja aceita, é necessário que o colaborador confesse os crimes cometidos. Segundo ela, essa confissão seria justamente uma das peças que ainda falta.

Além disso, há questionamentos sobre a forma do ressarcimento — um número em torno de R$ 60 bilhões teria aparecido nas negociações —, e sobre a base de cálculo desse valor. “É uma linha muito tênue entre aquilo que as autoridades já têm e podem incriminá-lo e aquilo que pode virar uma peça a favor dele ao longo do tempo”, ponderou Herédia.

Clima político mudou em quatro meses

O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, recordou que, em janeiro e fevereiro, quando surgiram as primeiras mensagens do celular de Vorcaro e quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levou um relatório a Edson Fachin citando um ministro do STF, o clima no mundo político era de “pânico absoluto”.

Quatro meses depois, segundo Rittner, esse clima mudou de forma significativa. A sucessão de idas e vindas nas negociações — troca de advogados, novas propostas, acréscimos — teria esvaziado, ao menos na percepção do ambiente político, o impacto potencial da delação.

“Tudo isso está dando uma sensação de algum relaxamento que pode ser falsa”, alertou Rittner, ressalvando que esse relaxamento pode ser um auto-engano.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Governo amplia benefícios do Reidi para sistemas aeroportuários

O Ministério de Portos e Aeroportos assinou nesta terça-feira (9) uma portaria que amplia o acesso ao Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) para projetos de infraestrutura aeroportuária. A medida também inclui sistemas de proteção ao voo instalados em aeródromos públicos.

Com a nova regulamentação, o benefício fiscal passa a abranger projetos relacionados a sistemas aeroportuários e de proteção ao voo em aeródromos públicos, incluindo aeroportos administrados pela Infraero, estados e municípios, além de empreendimentos em áreas aeroportuárias voltados à operação e desenvolvimento logístico e comercial.

Segundo o Ministério, a medida integra a estratégia do programa Investe + Aeroportos e tem como objetivo ampliar a atratividade do setor para investimentos privados, além de estimular a ocupação econômica dos sítios aeroportuários.

Durante o evento, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a atualização do Reidi busca fortalecer o ambiente de negócios e aumentar a capacidade de atração de capital nacional e estrangeiro para o setor de infraestrutura aeroportuária.

“O Reidi vem para consolidar esse desejo de fazermos do setor de aeroportos algo atrativo para o capital nacional e para o capital estrangeiro, fazendo com que a infraestrutura cumpra seu papel de desenvolver o país, gerar oportunidades para o nosso povo, renda para os brasileiros e bons negócios para quem acredita e investe no Brasil”, disse.

De acordo com a diretora de Assuntos Econômicos do ministério, Helena Venceslau, a portaria corrige uma limitação da norma anterior, que restringia o benefício às concessionárias aeroportuárias. Com a mudança, projetos prioritários em aeródromos públicos passam a ter acesso ao regime, ampliando a segurança jurídica para investidores.

“A portaria anterior limitava o acesso ao Reidi às concessionárias aeroportuárias. Com a atualização, ampliamos o alcance da política pública para projetos prioritários de infraestrutura, criando mais oportunidades para investimentos no setor.”

O governo avalia que a medida pode impulsionar novos investimentos, gerar empregos e fortalecer a infraestrutura aeroportuária brasileira.

  •  

Durigan diz apoiar PEC da autonomia do BC, mas adverte cuidado com projeto

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite de terça-feira (9), ser favorável ao fortalecimento do Banco Central com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que garante autonomia orçamentária e financeira ao BC.

Ele advertiu, no entanto, que “é preciso tomar cuidado, porque a pretexto de fortalecer o BC, uma série de outras regras podem ser incluídas e isso pode atrapalhar”.

Conforme o Broadcast noticiou mais cedo na terça, a equipe econômica do governo Lula trabalha em uma alternativa à PEC. A ideia seria manter o BC como autarquia, mas com maior autonomia para gerir os próprios recursos.

A PEC 65 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desta quarta-feira, (10).

O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), garantiu, em entrevista ao Broadcast, que a matéria será votada e não há possibilidade de retirar o texto da pauta.

O relator senador Plínio Valério (PSDB-AM), descartou qualquer possibilidade de acolher uma mudança no texto.

Apesar disso, Durigan disse que pretende falar novamente com Plínio Valério “para que a gente tenha espaço de arrumar o texto e não ter um texto ruim sendo votado no Senado”.

  •  

Custo político de nova escalada EUA-Irã é alto demais, diz especialista

Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), avaliou ao WW os possíveis desdobramentos dos ataques entre EUA e Irã ocorridos na terça-feira (9). Segundo ele, o custo político de uma nova escalada entre os dois países é alto demais para que qualquer um dos lados declare abertamente o fim do cessar-fogo.

“O cálculo iraniano é esse: na teoria dos jogos, a gente tem um jogo para isso, que é o ‘jogo de chicken’, ou ‘jogo de covarde’, que pressupõe a existência de dois carros, cada um em direção contrária, esperando que o outro desvie no último momento”, explicou.

Ele ressaltou que, diante das armas disponíveis atualmente, esse tipo de confronto é “muito preocupante”.

Cessar-fogo como “ficção funcional”

O especialista descreveu o cessar-fogo vigente como uma “ficção funcional“. “Ambos os lados violam, mas nenhum quer declarar o fim porque o custo político de uma nova escalada é alto demais“, afirmou.

Para Coelho, o episódio recente confirma que o conflito entrou em um estágio de baixa intensidade crônica — uma situação que, segundo ele, “é mais perigosa do que parece, porque de certa forma normaliza a violação do cessar-fogo“.

Cada ciclo de ação e reação proporcional, alertou, “corrói um pouquinho mais a margem para um acordo real”.

Impactos econômicos e a questão do Líbano

O professor também destacou os efeitos econômicos do conflito, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz. “Enquanto Ormuz não abre, o mundo paga a conta dentro de um choque econômico que também vai se tornando sistêmico”, disse. Coelho lembrou que não é apenas petróleo que passa pelo estreito, ampliando o alcance das consequências globais.

Outro ponto abordado foi a questão do Líbano e sua relação com o conflito envolvendo Israel. Segundo Coelho, “quem traz a questão do Líbano de volta para a mesa é o Irã”, em uma tentativa de dissociar a resolução desse conflito da questão israelense.

O especialista avaliou ainda que, apesar de todos os ataques sofridos e de múltiplas lideranças terem sido assassinadas, o Irã sai estrategicamente fortalecido desse momento.

“Apesar de todos os ataques que sofreu, estrategicamente, o Irã, saindo desse conflito nesse momento, é melhor do que entrou”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Bolsas da Ásia fecham em baixa após nova liquidação de ações de tecnologia

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira (10), com perdas expressivas na Coreia do Sul e no Japão, após uma nova liquidação de ações de tecnologia em Nova York.

Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi caiu 4,52% em Seul, a 7.730,82 pontos, após disparar no pregão anterior. As gigantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix tombaram 6% e 7,5%, respectivamente.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,89%, a 64.179,27 pontos. O SoftBank, empresa de tecnologia e telecomunicações com forte foco em inteligência artificial, amargou queda de 8,3%.

Em outras partes da Ásia, o Taiex registrou baixa de 3,31% em Taiwan, a 43.225,54 pontos, e o Hang Seng cedeu 0,64% em Hong Kong, a 24.407,96 pontos, ambos também pressionados por ações de tecnologia.

Na China continental, o Xangai Composto teve perda de 0,42%, a 3.993,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,97%, a 2.688,46 pontos.

Ontem, o Nasdaq – composto principalmente por ações de tecnologia – caiu quase 1% em Nova York, em meio a preocupações renovadas sobre a valorização excessiva de papéis relacionados ao boom da IA. No fim da semana passada, o Nasdaq já havia sofrido um tombo de mais de 4%.

A guerra no Oriente Médio também segue no radar. Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques de ontem para hoje, gerando volatilidade no mercado de petróleo. No fim da madrugada, o Brent – referência internacional – recuava cerca de 0,70%.

Os últimos dados de inflação da China evidenciaram o impacto do choque nos preços de energia desencadeado pelo conflito, iniciado no fim de fevereiro. O PPI (taxa anual de inflação ao produtor) chinês acelerou para 3,9% em maio, de 2,8% em abril. O CPI (inflação ao consumidor), porém, ficou estável de um mês para o outro, em 1,2%.

Na Oceania, a bolsa da Austrália contrariou o tom negativo da Ásia e terminou o pregão no azul. O S&P/ASX 200 avançou 0,57%, a 8.653,30 pontos.

55% dos brasileiros desconhecem o Open Finance, aponta pesquisa

  •  

Irã quer frentes libanesas e iranianas em conflito único, diz especialista

O Irã está tentando transformar as frentes libanesa e a questão nuclear iraniana em um único conflito, contrariando os objetivos de Israel de separar as duas questões. A análise é de Paulo Filho, mestre em Ciências Militares, em entrevista ao WW sobre os ataques trocados entre EUA e Irã na terça-feira (9).

Segundo o especialista, o episódio mais recente tem origem nos ataques iranianos a Israel ocorridos no fim de semana — uma ação considerada inédita. “Foi a primeira vez que o Irã atacou Israel sem ter sido atacado no seu próprio território”, destacou o especialista. A ofensiva iraniana teria sido motivada pelos ataques israelenses a Beirute, capital do Líbano.

Israel tenta separar as frentes, Irã resiste

De acordo com Paulo Filho, Israel vinha fazendo um esforço deliberado para dissociar o conflito com o Hezbollah da questão nuclear iraniana e do Estreito de Ormuz. O objetivo seria garantir liberdade de ação para atuar no Líbano sem provocar uma resposta americana relacionada ao programa nuclear do Irã.

“Só que isso não é possível”, afirmou o especialista, explicando que o Irã tem interesse justamente em manter as duas frentes entrelaçadas.

Trump age para conter escalada

Diante dos ataques mútuos entre Israel e Irã, o presidente americano, Donald Trump, teria agido com firmeza sobre ambos os lados para interromper os confrontos e preservar um ambiente favorável às negociações.

No entanto, logo em seguida, um drone abateu um helicóptero Apache americano — episódio descrito por Paulo Filho como incomum e ainda pouco esclarecido. “Do ponto de vista militar, é bem inédita, é bem incomum um drone abater um helicóptero Apache, isso vai ter que ser esclarecido”, disse.

Reação limitada para preservar negociações

Diante do abate do helicóptero, Trump se viu obrigado a responder, mas optou por uma reação contida. Segundo Paulo Filho, a intenção foi dar uma satisfação à opinião pública norte-americana sem escalar as tensões com Teerã.

“Ele faz o ataque de forma limitada, esperando que o Irã contra-ataque também de forma limitada, de modo a manter as negociações“, explicou o especialista.

Paulo Filho alertou, no entanto, que o equilíbrio é extremamente delicado. Incidentes como o do helicóptero Apache podem facilmente levar a uma escalada indesejada.

Ele ressaltou ainda que o Irã mantém uma grande liberdade de ação na região, em parte por sua capacidade de fechar o Estreito de Ormuz — o que representa, segundo ele, “um enorme trunfo para o governo iraniano”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Proposta para fim da escala 6×1 é “benefício ilusório” e restrito, diz CNI

Entidades de diversos setores da economia brasileira publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC 12/2026, conhecida como a PEC do “trabalho flexível”.

O documento reúne mais de 3 mil entidades econômicas e representa uma resposta à proposta de fim da escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados e agora em análise no Senado.

Ricardo Alban, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), concedeu entrevista para comentar o posicionamento do setor produtivo diante do debate. Para ele, o texto que saiu da Câmara representa um retrocesso. “Do jeito que foi feito, o texto que saiu da Câmara é algo que só vai prejudicar o trabalhador”, afirmou.

Críticas à proposta da Câmara

Alban argumentou que a PEC aprovada na Câmara beneficiaria apenas uma parcela restrita da população. Segundo ele, dos 40 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, cerca de 30% trabalham acima de 40 horas semanais, o que representa aproximadamente 12 milhões de pessoas — entre 5% e 6% da população total.

“É um benefício ilusório”, declarou, alertando que a redução de jornada sem contrapartida tende a ser repassada aos preços de produtos e serviços, prejudicando toda a população.

Como exemplo, Alban citou o caso do Chile, onde uma redução semelhante de carga horária teria resultado em aumento da inflação, da informalidade e do desemprego. “O que realmente o trabalhador precisa no Brasil é renda. Não é questão de trabalhar menos ganhando a mesma coisa”, ressaltou.

Ele também mencionou que a Alemanha, com média de 34 horas trabalhadas semanais em uma referência de 48 horas, está discutindo a possibilidade de aumentar o teto, e que a Argentina realizou uma reforma trabalhista em sentido oposto ao que se debate no Brasil.

Expectativa em relação ao Senado

Apesar das críticas, Alban afirmou que a CNI não é contrária ao debate sobre jornada de trabalho, mas defende que ele ocorra de forma aprofundada e sem pressões eleitorais.

“Nós estamos muito esperançosos com o equilíbrio do Senado, com a parcimônia do Senado, não que aprove ou desaprove, mas que essa discussão seja estendida sem as pressões eleitorais ou oportunistas de um momento eleitoral”, disse.

Alban também comentou sobre os fenômenos da Pejotização e da chamada “uberização” do trabalho, afirmando que tais modalidades representam, na prática, uma busca por maior renda com menor custo.

Para ele, a flexibilização das relações de trabalho é um caminho compatível com a economia moderna. “O negociado sobre o legislado é uma vitória da economia moderna”, afirmou, defendendo que a negociação coletiva já permite, hoje, a média de 38,4 horas trabalhadas semanais no país.

Segundo ele, o objetivo central deve ser aumentar a produtividade e garantir renda ao trabalhador, sem impor novos custos à economia brasileira.

Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Knicks x Spurs: horário e onde assistir ao jogo 4 das Finais da NBA

New York Knicks e San Antonio Spurs medem forças nesta quarta-feira (10), às 21h30 (de Brasília), em duelo válido pelas finais da NBA. O confronto, que é o quarto jogo da série, coloca frente a frente duas das franquias mais tradicionais do basquete norte-americano.

O Madison Square Garden será o palco da partida. O jogo terá transmissão do Amazon Prime Video (streaming) e do NBA League Pass (pay-per-view).

Cenário do confronto

Depois de sair perdendo por 2 a 0 na série, o Spurs reagiu na última partida e superou o adversário, fora de casa, por 115 a 111. O pivô Victor Wembanyama comandou a vitória com 32 pontos, oito rebotes e seis assistências. Stephon Castle foi outro destaque da franquia, com 23 pontos anotados.

Campeões da Conferência Leste nesta temporada, os Knicks já conquistaram dois títulos da NBA, em 1970 e 1973. San Antonio, por sua vez, integra a Conferência Oeste e acumula cinco taças, vencidas em 1999, 2003, 2005, 2007 e 2014.

Onde assistir a New York Knicks x San Antonio Spurs

  • Canais: Prime Video (BR) e Global NBA League Pass

Ficha técnica de New York Knicks x San Antonio Spurs

  • Data: 10/06/2026
  • Horário: 21h30 (de Brasília)
  • Local: Madison Square Garden, em Nova York
  • Fase: Jogo 4 das Finais da NBA

NBA: Knicks tentam quebrar jejum de 53 anos nas finais contra os Spurs

Os textos gerados por Inteligência Artificial na CNN Brasil são feitos com base em informações apuradas e checadas por jornalistas. Clique aqui para saber mais
  •  

O Grande Debate: Politização pode contaminar eventual delação de Vorcaro?

O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o cientista político Magno Karl debateram, na terça-feira (9), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a “politização pode contaminar eventual delação de Vorcaro?”

O entorno de Daniel Vorcaro, do Banco Master, avalia que as negociações de sua delação premiada foram contaminadas por interesses políticos. A avaliação, apurada pela CNN Brasil, indica ainda que o ex-banqueiro deve permanecer preso pelo menos até o fim do processo eleitoral.

Segundo fontes próximas a Vorcaro, há um incômodo com o que consideram má vontade da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República em relação ao material entregue nas negociações. O entorno afirma que esse material estaria mais aprofundado do que a primeira versão e que detalharia a relação do ex-banqueiro com personagens dos três poderes.

A avaliação é de que não interessaria às autoridades avançar com algo que pudesse gerar amplo prejuízo político antes das eleições.

Tese da politização é uma “vacina política”

José Eduardo Cardozo foi categórico ao rebater a tese levantada pelo entorno de Vorcaro. Para ele, a narrativa da politização funciona como o que chamou de “vacina política”, uma estratégia para desviar a atenção dos fatos investigados.

“Quem é o entorno de Vorcaro? Só pode ser pessoas que de algum nível têm uma relação com ele. Se têm relação com ele, possivelmente participaram do grande universo de falcatruas que ele produziu”, afirmou. Segundo Cardozo, essas pessoas teriam interesse em que a delação não avançasse, pois temem ser envolvidas no processo.

Cardozo também questionou a lógica de uma delação premiada que não acrescenta informações novas. “Se o delator mente ou não apresenta as provas que provavelmente tenha, por que se vai negociar com ele se ele não está acrescentando nada?”, argumentou.

Para ele, a Polícia Federal, o Ministério Público e o ministro do STF André Mendonça, que conduz o inquérito, agiram de forma absolutamente natural ao não concordar com o material apresentado. Cardozo destacou ainda que a pena de Vorcaro tende a ser elevada, independentemente de uma eventual delação, dada a quantidade e a gravidade dos ilícitos investigados.

Politização é natural, mas não justifica o esquema

Magno Karl reconheceu que algum grau de politização no caso é inevitável, dado que o esquema investigado teria distribuído bilhões de reais entre agentes da política brasileira. “É muito difícil não haver politização na abordagem, na discussão, na investigação de um crime que literalmente distribuiu bilhões, pelos players da política no Brasil”, disse.

No entanto, Karl foi enfático ao afirmar que isso não transforma Vorcaro em vítima. “O sistema funciona para proteger a sociedade, não é para proteger o bandido”, afirmou.

Karl também destacou que Vorcaro teria mentido na primeira proposta de delação, e que a imprensa, uma semana depois, descobriu fatos com provas que ele nem havia mencionado. Para o analista, o entorno do ex-banqueiro prefere falar sobre política justamente para desviar o foco das provas concretas.

“Algumas coisas são apenas uma questão de polícia e bandido. E é importante que a gente não esqueça quem é a polícia e quem é o bandido nesse caso”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Análise: Tempestade perfeita esfria sonho dos 200 mil pontos

O Ibovespa encerrou sua sétima semana consecutiva de queda e registrou o pior desempenho mensal desde 2023. O movimento de correção foi impulsionado principalmente pela saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira, aumentando a pressão sobre o principal índice do mercado acionário do país.

Para a analista do CNN Money, Lucinda Pinto, não há um único fator capaz de explicar o cenário, mas sim a combinação de diversos elementos que passaram a preocupar os investidores ao mesmo tempo.

“A gente tem que olhar mesmo para o momento do mercado que azedou. As coisas pioraram em uma semana de um jeito impressionante”, afirmou.

Entre os principais fatores de pressão, a analista destacou a percepção de que o espaço para novos cortes na taxa de juros ficou bastante reduzido.

“Tem gente falando que não existe mais espaço para corte de juros, e quando você olha para a curva, existe até uma precificação modesta de algum aumento”, explicou. Embora nenhum agente de mercado defenda abertamente uma alta da Selic, a mudança nas expectativas tem penalizado a bolsa.

A questão fiscal também segue no radar. Lucinda citou um cálculo da XP que aponta estímulos fiscais da ordem de R$ 200 bilhões, parte deles realizados fora do orçamento. “Isso é uma pressão adicional para o mercado”, avaliou.

Nesse contexto, empresas mais endividadas tendem a sofrer mais, diante do aumento do custo de financiamento e da necessidade de renegociação de passivos.

A saída de investidores estrangeiros também contribuiu para o enfraquecimento da bolsa. No início do ano, o Brasil era visto como uma alternativa para investidores que buscavam diversificar suas posições em relação às ações de tecnologia dos Estados Unidos. Além disso, o país se beneficiava da condição de exportador de petróleo e de sua distância dos principais focos de tensão geopolítica.

Esse cenário, porém, mudou. “Parece que aquela discussão de bolha de inteligência artificial acabou, e o investidor estrangeiro que estava vindo para o Brasil buscando uma alternativa voltaria em tese para esse setor”, disse Lucinda.

A analista observou ainda que o ganho fiscal esperado com a alta do petróleo não se concretizou da forma projetada pelo mercado.

“Tudo que a gente parece que ganharia do ponto de vista fiscal com a alta do petróleo está sendo gasto. O governo está usando ou para diminuir o impacto do aumento do petróleo ou para outras coisas”, afirmou.

Como resultado, tanto as blue chips quanto as ações mais ligadas ao ciclo doméstico passaram a sofrer maior pressão.

O cenário político também aumentou a cautela dos investidores. Segundo Lucinda, episódios recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e a aproximação do calendário eleitoral ampliaram as incertezas sobre a disputa presidencial de 2026.

“O mercado está olhando para a eleição realmente como algo bem difícil de prever”, afirmou.

Com isso, a janela de oportunidade que parte dos analistas enxergava no início do ano, quando o Ibovespa chegou próximo dos 200 mil pontos, parece ter se fechado.

“A festa realmente parece ter acabado muito antes do brasileiro ter oportunidade de aproveitá-la”, concluiu.

Para o próximo ciclo de governo, independentemente de quem vença as eleições, a analista projeta um ambiente marcado por inflação elevada, atividade econômica mais fraca e juros altos no cenário internacional, o que deve encarecer o crédito e ampliar a cobrança por disciplina fiscal.

Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Nenhum candidato ganhou espaço com desgaste de Flávio, diz Arko Advice

Ao WW, Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, avaliou que o escândalo envolvendo o Banco Master gerou um dano relativamente limitado para as duas candidaturas que lideram as pesquisas de intenção de voto.

Segundo ele, nenhuma outra candidatura ao Planalto conseguiu ganhar espaço com o desgaste sofrido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Noronha destacou que, apesar da repercussão negativa provocada pela divulgação de áudios envolvendo Flávio e das especulações sobre uma possível substituição de candidatura, o nome segue na disputa.

“Ele continua sendo o principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa disputa”, afirmou o consultor.

Recuperação nas pesquisas

Noronha apontou que algumas pesquisas já indicam uma recuperação de Flávio Bolsonaro após o período de maior desgaste.

“Dependendo do instituto que se olhe, alguma recuperação”, pontuou.

Para ele, a queda registrada quando os áudios foram divulgados demonstra que a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, assim como eventuais revelações de investigações da Polícia Federal, pode ser decisiva para um ou outro candidato, a depender do que vier a ser divulgado.

STF também saiu desgastado

O consultor também observou que o episódio acabou colocando o STF (Supremo Tribunal Federal) em uma posição de desgaste.

Segundo Noronha, a Corte, que já apresenta índice de desaprovação superior ao de aprovação, viu sua legitimidade questionada.

Para ele, a situação acabou, de certa forma, beneficiando a candidatura de Flávio Bolsonaro, na medida em que parte da opinião pública passou a enxergar motivações políticas e interesses pessoais nas ações de um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes, no contexto do caso.

Apesar de reconhecer o potencial impacto eleitoral da delação e das investigações em curso, Noronha foi cauteloso em suas conclusões.

“Eu ainda não acredito que ela seja suficiente para abalar esses dois candidatos que hoje despontam como favoritos nessas pesquisas de intenção de voto”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Joísa: Leilão de baterias gera debate sobre risco e retorno ao investidor

O Ministério de Minas e Energia publicou no DOU (Diário Oficial da União) as diretrizes do primeiro leilão de reserva de capacidade voltado exclusivamente para sistemas de armazenamento de energia em baterias no Brasil.

O certame, considerado há muito tempo esperado pelo setor elétrico, prevê a realização de dois leilões: um no dia 2 de dezembro e outro no dia 4 de dezembro.

De acordo com Joísa Dutra, colunista da CNN Infra, o armazenamento em baterias é uma peça-chave para a integração das fontes renováveis ao sistema elétrico nacional.

“Felizmente, a gente está avançando na nossa compreensão de que a solução dos nossos problemas não passa apenas pelo avanço das fontes como solar e eólica”, afirmou.

Ela destacou que o operador nacional do sistema já emitiu comunicados recentes alertando para os desafios de operar a rede elétrica diante da variabilidade da demanda e da geração.

Dois leilões em sequência

Entre os pontos de atenção identificados por Joísa Dutra, o primeiro diz respeito à estrutura sequencial dos certames.

O leilão do dia 2 de dezembro exigirá requisitos de conteúdo nacional, com monitoramento previsto pelo BNDES, enquanto o do dia 4 será aberto à competição geral.

Segundo a analista, uma alternativa mais transparente seria a realização de um leilão simultâneo com margens de preferência para os competidores que atendessem aos critérios de conteúdo nacional. “A nossa legislação já estabelece esse tipo de possibilidade”, ressaltou.

Joísa Dutra também alertou que a política de conteúdo nacional não se sustenta isoladamente.

“Ela precisa pensar nas cadeias de suprimento como um todo”, disse, acrescentando que o Brasil precisaria avançar no marco da mineração e dos minerais críticos para garantir acesso aos componentes essenciais à fabricação de baterias.

Sem esse alinhamento, há o risco de elevar os custos para o consumidor sem necessariamente desenvolver a indústria nacional desejada.

Modelo de negócios gera debate sobre risco e retorno ao investidor

Outro ponto destacado pela analista refere-se ao modelo financeiro desenhado para o leilão. Segundo as diretrizes publicadas, os retornos provenientes da arbitragem de energia — ou seja, carregar as baterias quando a energia é barata e injetá-la no sistema quando é cara — serão destinados a uma conta de potência para reserva de capacidade, e não ao investidor privado.

“O investidor não vai se apropriar desses ganhos”, explicou Joísa.

Para a analista, essa estrutura pode reduzir o apelo do leilão ao capital privado, uma vez que neutraliza o risco de mercado que normalmente serve de base para os retornos dos investidores.

Ela pontuou que, embora o modelo possa ser adequado para incentivar a adoção inicial da tecnologia, é importante que o governo evite criar dependências de longo prazo.

“As tecnologias barateiam — caso do armazenamento, que teve redução de custo de 90% nos últimos 10 anos — e o consumidor não acaba vendo esse benefício lá na conta”, alertou. Joísa Dutra concluiu que o momento ainda é oportuno para aperfeiçoamentos no modelo antes que o leilão seja efetivamente realizado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Análise: Redução da maioridade penal faz oposição desafiar o PT

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, mais uma vez, nesta terça-feira (9), a votação da proposta que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

A análise havia sido interrompida anteriormente por um pedido de vista, e o tema voltou a ganhar destaque no cenário político nacional.

Nessa etapa do processo legislativo, a CCJ não analisa o mérito da proposta — ou seja, se ela deve ou não ser aprovada —, mas sim se o texto é constitucional e admissível.

Debate ressurge em momento de comoção e articulação eleitoral

Ao CNN 360°, analista de política da CNN Pedro Venceslau destacou que o debate sobre a maioridade penal tramita há muito tempo no Congresso Nacional e costuma ressurgir com maior intensidade em momentos de comoção popular.

“Recentemente teve o caso do cão Orelha, lá em Santa Catarina, aquele que foi assassinado por um grupo de adolescentes, e que também, nesse momento, se retomou esse debate sobre a questão da maioridade penal”, afirmou Venceslau.

A discussão, no entanto, ocorre em um momento politicamente sensível, quando pré-candidatos à presidência da República estão organizando seus programas de governo e a segurança pública desponta como um dos temas centrais da disputa eleitoral, explica o analista

Venceslau apontou que o avanço desse debate beneficia especialmente Flávio Bolsonaro e o campo político mais conservador, que sempre defendeu a redução da maioridade penal como uma de suas principais bandeiras.

“É aquele campo político mais linha dura, que faz um discurso de mais severidade na questão de penas, de aumento de penas, especialmente para crimes hediondos”, explicou o analista.

Em contrapartida, o tema representa um terreno desconfortável para o PT, partido que, desde sua fundação em 1980, se posiciona contrariamente à medida.

PT enfrenta desafio diante da popularidade da pauta

De acordo com Venceslau, pesquisas internas dos partidos em períodos eleitorais indicam que a redução da maioridade penal tem maior aceitação do que rejeição entre o eleitorado.

“É diferente da questão da pena de morte, por exemplo, que aí já é uma divisão mais acentuada”, comparou o analista.

Esse cenário torna ainda mais difícil para o PT encontrar uma posição intermediária no debate sem incorrer em incoerência com sua trajetória histórica ligada aos direitos humanos.

Venceslau ressaltou ainda que Lula tem buscado dialogar com eleitores mais conservadores e encontrar uma bandeira sólida na área de segurança pública.

A PEC da segurança pública, no entanto, segue no Congresso sem previsão de votação no Senado.

Caso o debate avance pela CCJ e chegue ao plenário da Câmara às vésperas do recesso — período que coincide com as convenções partidárias —, “o PT vai acabar ficando na defensiva, porque não é a sua zona de conforto”, concluiu o analista.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Ouro fecha em queda com expectativa de alta nos juros; prata despenca 5%

O ouro encerrou em queda nesta terça-feira (9) voltando a bater as mínimas do ano, em meio à piora no sentimento diante das expectativas de taxas de juros elevadas por um período prolongado nos Estados Unidos diante da continuidade das tensões no Oriente Médio.

A prata também registrou baixas acentuadas. Além do cenário geopolítico, o mercado avalia dados econômicos sobre a economia dos Estados Unidos, à espera do CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,76%, a US$ 4.286,4 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 4,9%, a US$ 65,240 por onça-troy.

Os metais aceleraram as perdas no final da sessão após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o país irá responder a um ataque do Irã que abateu um helicóptero americano.

No lado iraniano, o tom mais duro também foi reforçado pelo presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, que publicou uma aparente ameaça aos americanos no X. Em meio ao cenário, o ouro voltou a operar na faixa de US$ 4.200, recuando ao menor nível desde novembro de 2025.

Enquanto isso, as apostas por uma política monetária mais restritiva, assim como uma inflação mais alta, também pressionam os metais preciosos, segundo o TD Securities. De acordo com o MUFG, as expectativas de juros altos por mais tempo continuam sendo um obstáculo para ativos não rentáveis, como o ouro.

O metal “permanece cerca de 18% abaixo do seu nível pré-conflito, refletindo o impacto combinado do aumento dos rendimentos dos títulos, de um dólar mais forte e da mudança nas expectativas das taxas”, afirma.

Na mesma linha, o Commerzbank avalia que, caso os dados de inflação dos EUA apresentem alta acima do esperado, o preço do metal dourado deve continuar em queda.

“Enquanto prevalecerem as expectativas de aumento das taxas de juros, o ouro provavelmente permanecerá em baixa”, pontua a instituição.

Mais cedo, o mercado acompanhou a divulgação de uma série de números sobre a economia americana, como o déficit comercial, os estoques no atacado e as vendas de moradias usadas.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Análise: Vaia a Trump na NBA não está vinculada diretamente à desaprovação

Donald Trump foi intensamente vaiado durante o jogo 3 das finais da NBA, entre o New York Knicks e San Antonio Spurs, realizado em Nova York, em um dos ginásios mais famosos do mundo, o Madison Square Garden. As manifestações do público ocorreram tanto na chegada de Trump ao local quanto durante a execução do hino norte-americano.

Além das vaias, Trump ainda saiu do evento com a fama de pé frio: a equipe de Nova York, que vinha de 13 vitórias consecutivas, foi derrotada dentro de casa na ocasião.

Contexto importa na avaliação do episódio

Para a analista de Internacional Fernanda Magnotta, ao CNN 360º, a imagem é simbólica e emblemática, mas precisa ser contextualizada antes de qualquer conclusão mais ampla. “De fato, o presidente Trump tem índices de rejeição mais altos da história das presidências dos Estados Unidos em geral e enfrenta o seu momento de desgaste mais acentuado em particular”, afirmou Magnotta.

No entanto, a analista ponderou que o episódio ocorreu em uma das cidades mais democratas dos Estados Unidos, onde Trump historicamente registra os mais altos índices de rejeição.

Magnotta também destacou o perfil demográfico do público presente. Segundo ela, o público da NBA costuma ser mais urbano, mais jovem e mais progressista do que a média do eleitorado americano — inclusive do que aquele segmento que, em muitos casos, define o resultado de eleições para o lado republicano ou trumpista.

Desgaste evidente, mas Trump segue como força mobilizadora

A analista reconheceu que há um desgaste evidente e até um certo conforto das pessoas em manifestar sua desaprovação publicamente. Contudo, ressaltou que, historicamente, esse tipo de reação em estádios e ginásios é relativamente comum. “Para muitos políticos, mais do que a rejeição, o problema era a indiferença. O presidente Trump, apesar de ser odiado por muitos, ainda é uma força mobilizadora importante”, destacou também.

Como evidência dessa capacidade de mobilização, a analista apontou as eleições locais e de meio de mandato previstas para novembro, nas quais candidatos alinhados a Trump ainda têm obtido êxito em diversas disputas. Para Magnotta, o episódio da vaia deve ser acompanhado como um sintoma, mas está longe de representar a característica predominante do cenário político nos Estados Unidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Análise: Repetição de Trump sobre acordo com Irã gera gap de credibilidade

Um levantamento da CNN revelou que Donald Trump já afirmou estar próximo de fechar um acordo com o Irã ao menos 37 vezes desde o início do cessar-fogo. Nesta terça-feira (9), Trump voltou a repetir a declaração, afirmando que o acordo poderia ser concluído “em dois ou três dias”.

A analista de Internacional Fernanda Magnotta analisou o comportamento e o classificou dentro de um padrão recorrente nas negociações conduzidas por Trump. Segundo ela, existe um termo específico utilizado em circunstâncias como essa no campo das negociações internacionais: o “gap de credibilidade”.

“A gente está falando basicamente de situações em que um determinado líder anuncia repetidamente um resultado que ele considera iminente, mas esse resultado, na prática, não se concretiza”, explicou Magnotta em comentário no CNN 360º desta terça-feira.

A consequência direta desse comportamento, segundo a analista, é que mercados, aliados e até os adversários passam a, de certa maneira, desconsiderar essas declarações.

Magnotta observou que, neste caso, o problema não está necessariamente em não atingir um acordo, mas em “criar uma expectativa temporal específica e não conseguir entregar”.

Padrão identificado em outros conflitos

A analista apontou casos anteriores em que esse padrão se manifestou de forma clara. O primeiro exemplo citado foi o das negociações com a Coreia do Norte, quando Trump chegou a se reunir com Kim Jong-un. Em 2019, ele foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a pisar em território norte-coreano.

“Foi considerado um evento histórico, sem precedentes, mas na prática, pouco avanço se verificou depois daquele aperto de mão“, afirmou Magnotta.

Ela ressaltou que Trump prometia anúncios transformadores que nunca se concretizaram: “Para além do efeito simbólico, a relação com os Estados Unidos nunca mudou e a Coreia do Norte continuou a sua narrativa, a sua ofensiva contra o Ocidente”.

O segundo exemplo mencionado por Magnotta foi o da guerra entre Rússia e Ucrânia. Ela lembrou que Trump prometeu soluções rápidas para o conflito diversas vezes. A analista lembra que, durante a campanha eleitoral, o presidente norte-americano chegou a afirmar que encerraria a guerra em 24 horas. Nenhuma dessas promessas se materializou.

“A gente vai percebendo que isso corresponde a uma espécie de padrão, que na leitura de Trump provavelmente tem um quê de estratégico. É como se ele estivesse usando um certo otimismo público para conduzir um processo de negociação, é uma ferramenta”, avaliou Magnotta.

Custo político

Fernanda Magnotta alertou que, apesar de eventual caráter estratégico, o custo dessa postura “no curto prazo é muito alto”. “Não há previsibilidade clara, a gente não tem necessariamente garantias de que isso vá acontecer e o relógio da opinião pública costuma ser um pouco impaciente“, afirmou.

A analista também destacou a contradição presente no cenário atual: ao mesmo tempo em que Trump promete avanços negociais com o Irã, ele próprio declarou que um helicóptero americano teria sido derrubado por forças iranianas e que haveria retaliação.

A chama da guerra continua acesa e a escalada nos conflitos pode acontecer às vezes a partir de faíscas muito pequenas”, concluiu Magnotta.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Flávio diz que suspenderá reforma tributária por um ano caso seja eleito

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta segunda-feira (9) que, se eleito, suspenderá por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, durante esse tempo, serão formuladas novas regras.

“Vamos suspender a entrada em vigor dela por, pelo menos, um ano, porque já ultrapassamos a famosa Curva de Laffer há muito tempo. Muito tributo, altíssima carga tributária e, com isso, começa a haver sonegação”, declarou, durante visita à Times Brasil/CNBC.

A Curva de Laffer é a teoria que defende que o aumento de imposto nem sempre resulta em mais receita, pois alíquotas excessivamente altas desestimulam a economia e reduzem a base.

Flávio afirmou que, tal como está, a reforma tributária “veio para aumentar carga tributária” e “complicou ainda mais” o sistema tributário.

“Temos que buscar uma reforma tributária que seja negativa. A gente consegue, com um governo mais moderno, mais enxuto, usando tecnologia, inteligência artificial, apertando os gargalos de desperdício de dinheiro público, e com isso, vamos conseguir oferecer uma carga tributária mais baixa”, falou.

O senador defendeu uma revisão para algumas atividades econômicas. “Tem setores que são impossíveis de pagar. Quem é profissional liberal vai pagar quase 40% de imposto”, disse.

  •  

Fim da 6×1 vai gerar inflação nos alimentos, diz vice-presidente da CNA

A proposta de fim da escala de trabalho 6×1 pode ter como consequência direta o aumento dos preços dos alimentos no Brasil.

Essa é a avaliação de Marcelo Bertoni, vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em entrevista ao CNN 360°.

Segundo Bertoni, o setor agropecuário já enfrenta escassez de mão de obra, e a mudança na legislação trabalhista agravaria esse cenário, elevando os custos de produção e, consequentemente, os preços nas prateleiras dos supermercados.

Impacto no setor agropecuário

Bertoni destacou as especificidades do trabalho no campo para justificar sua preocupação.

“O nosso setor tem muitas especificações diferentes de trabalho, principalmente na leiteria. Você trabalha a semana inteira, você tem períodos de plantio, de safra, que você fica quatro meses sem sábado, domingo, sem feriado”, afirmou.

Para ele, a rigidez de uma escala fixa não se adequa à realidade do agronegócio.

O representante da CNA foi enfático ao alertar sobre as consequências econômicas da medida.

“Com certeza, nós teremos um aumento de custo de produção. Nenhuma empresa trabalha no vermelho. Esses custos serão repassados para a população. Quem vai pagar a conta é a população”, declarou.

Bertoni acrescentou ainda que, se houver mais custo de produção, haverá inflação, que chegará ao bolso do consumidor na gôndola do supermercado.

Defesa da flexibilização e negociação direta

Em vez da PEC que propõe o fim da escala 6×1, Bertoni defendeu a PEC 12, de autoria do senador Rogério Marinho, que prevê flexibilidade para que o trabalhador possa negociar diretamente com o empregador as condições de trabalho.

“Eu acho que essa liberdade de escolha o trabalhador possa ter para fazer isso discutindo com o seu empregador”, disse.

Ao ser questionado sobre o argumento dos sindicatos de que, nessas negociações, o empregador sempre leva vantagem, Bertoni discordou.

“Eu preciso do trabalhador e o trabalhador precisa do empregador. As forças são iguais nesse sentido. Não há o porquê dizer que um tem mais força do que o outro, sendo que os dois dependem diretamente um do outro”, argumentou.

Ele citou como exemplo o setor de enfermagem, que opera na escala 12×36, e no qual profissionais acabam acumulando dois empregos, trabalhando 72 horas semanais.

Críticas ao ritmo da discussão

Bertoni também criticou a velocidade com que a proposta avançou na Câmara dos Deputados, defendendo um debate mais amplo antes de qualquer votação definitiva no Senado.

“Essa discussão, essa análise, tem gente falando pelo nosso setor que não é do nosso setor”, afirmou.

Para ele, a proposta não foi suficientemente debatida e o momento político — em ano eleitoral — não favorece uma análise aprofundada do tema.

Sobre as perspectivas de tramitação no Senado, Bertoni afirmou acreditar que as discussões precisam ser mais aprofundadas do que foram na Câmara.

“As discussões teriam que ser maiores do que foi na Câmara dos Deputados”, concluiu, sem precisar um prazo para a conclusão do processo legislativo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Segundo escalão do BC envia carta ao Senado e apoia PEC da autonomia

O segundo escalão de servidores do BC (Banco Central) escreveu uma carta aberta a senadores reafirmando o compromisso com a instituição e manifestando apoio integral à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que institui a autonomia orçamentária, financeira, administrativa e operacional do BC.

“O Pix, patrimônio público do Estado brasileiro e referência mundial, precisa ser preservado e fortalecido. Para que continue a evoluir e servir à sociedade, é essencial garantir-lhe recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene”, enfatizaram.

O documento é assinado pelos secretário-executivo, chefes de departamento e de chefes de gabinete da diretoria e da presidência da autarquia. Dessa elite do BC, apenas o corregedor e os dois chefes da Procuradoria não assinaram o documento por conta das atividades desempenhadas na instituição.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autoridade monetária também defendem a PEC 65.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve apreciar o texto nesta quarta-feira, 10, após um período de vaivéns. O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM) já fez a leitura do documento final e houve pedido de vistas.

Os servidores do BC alegam que avanços da inclusão financeira, com milhões de brasileiros incorporados ao sistema financeiro e o aumento expressivo de instituições supervisionadas, exigem uma supervisão mais ampla e rigorosa.

“A redução de pessoal nos últimos anos, entretanto, ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do país”, escreveram.

Para os funcionários do BC, o texto apresentado pelo relator traz as condições necessárias para enfrentar esses desafios.

“Ele fortalece a autonomia institucional do Banco Central, assegurando que nossa atuação permaneça técnica e voltada ao interesse público. Com contribuições de diversos setores da sociedade, este debate amadureceu e a proposta evoluiu. Entendemos que é chegado o momento de avançar. Por isso, manifestamos nosso apoio integral à proposta do relator e defendemos sua votação imediata. Confiamos que o Senado da República reconhecerá a importância desta decisão para o futuro do sistema financeiro nacional e para o Brasil”, traz o texto ao final.

  •  

Apoiamos diálogo sobre flexibilização da jornada de trabalho, diz CNT

Entidades do setor comercial e industrial brasileiro publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta dirigida a senadores e senadoras pedindo a aprovação da PEC 12/2026, apelidada de PEC do trabalho flexível. A proposta, protocolada por 36 parlamentares, é apresentada como uma alternativa à PEC pelo fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio deste ano.

O documento é assinado por grandes entidades como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNC (Confederação Nacional do Comércio), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Juntas, essas organizações representam mais de 40 milhões de empregos e 91% do PIB nacional. As associações defendem que a rigidez da proposta aprovada na Câmara aumentará os custos de produtos e serviços e prejudicará trabalhadores que dependem de comissões.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Vander Costa, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), afirmou apoiar o debate sobre a flexibilização.

“A PEC permite que o trabalhador opte por trabalhar um dia e folgar seis, trabalhar seis e folgar um, e não tira nenhum direito do trabalhador”, declarou. Ele ressaltou que o tema ainda não está maduro o suficiente para ser implementado via emenda constitucional sem um debate mais amplo com a sociedade.

Impactos econômicos preocupam o setor produtivo

Vander Costa alertou que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, conforme previsto na proposta aprovada na Câmara, elevará os custos para os empresários.

“Isso vai gerar inflação, vai gerar perda de poder aquisitivo. O salário real vai cair, toda a população brasileira vai perder o poder de compra”, afirmou. No setor de transportes, especificamente, ele estimou um aumento de custo de aproximadamente 10%, com impacto de cerca de R$ 11 a R$ 12 bilhões por ano na sociedade.

Sobre a possibilidade de coexistência das duas propostas, Vander Costa considerou viável. “Elas podem coexistir de uma forma que cabe ao trabalhador a opção que ele fizer”, disse, acrescentando que a PEC do trabalho flexível se assemelha ao modelo norte-americano de trabalho, no qual o trabalhador tem liberdade para definir quantos dias por semana deseja trabalhar.

O representante da CNT pediu ainda que o Senado siga o rito previsto na Constituição, com a formação de uma comissão, realização de audiências públicas e votação em dois turnos com o interstício constitucional.

Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  
❌