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Acordo entre EUA e Irã pode ser assinado neste fim de semana; entenda

13 June 2026 at 08:00

Autoridades dos EUA e do Irã afirmaram na sexta-feira (12) que um memorando de entendimento para encerrar o atual conflito está próximo de ser concluído, aumentando a expectativa de que o documento seja assinado nos próximos dias.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo “nunca esteve tão próximo” e disse que o memorando poderá ser assinado remotamente após a conclusão das negociações finais.

Segundo autoridades americanas e iranianas, o documento serviria como uma etapa preliminar para um acordo mais amplo e abriria um período de 60 dias de negociações técnicas entre os dois países.

Entenda os pontos do acordo

De acordo com uma autoridade do governo dos Estados Unidos, o memorando inclui:

  • Reabertura do Estreito de Ormuz;
  • Fim do bloqueio americano aos portos iranianos;
  • Desmantelamento do programa nuclear iraniano;
  • Transferência do material nuclear enriquecido do Irã para os Estados Unidos, onde seria destruído;
  • Possível alívio gradual das sanções econômicas impostas a Teerã.

O governo americano afirma que qualquer benefício econômico só seria concedido após o cumprimento das obrigações por parte do Irã.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura”, afirmou uma autoridade americana. Segundo a fonte, cada etapa cumprida pelo regime iraniano resultaria em contrapartidas econômicas específicas.

Divergências

Apesar do avanço das negociações, Washington e Teerã seguem apresentando versões distintas sobre os termos do entendimento.

Enquanto os Estados Unidos destacam concessões iranianas relacionadas ao programa nuclear, o governo iraniano tem enfatizado pontos como o alívio das sanções, o respeito à soberania do país e o encerramento dos conflitos regionais.

Araghchi afirmou que o memorando incluirá não apenas questões nucleares e econômicas, mas também uma solução para os confrontos no Líbano e em “todas as outras frentes” do conflito regional.

O chanceler iraniano também declarou que o Irã está preparado para retomar a guerra caso os termos negociados não sejam cumpridos.

Israel mantém posição

Em meio às negociações, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país não pretende se retirar das áreas que ocupa no Líbano, na Síria e em Gaza.

Segundo Katz, Israel continuará atuando contra ameaças ligadas ao Irã e aos grupos armados apoiados por Teerã na região.

Tensão em Ormuz

No fim da noite de sexta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou ter interceptado diversos drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.

Segundo os militares americanos, as aeronaves buscavam interromper o tráfego marítimo comercial na região. O CENTCOM afirmou que todos os drones foram abatidos e que a navegação no corredor marítimo segue sem restrições.

(Com informações de Kevin Liptak, Sophia Saifi, Mitchell McCluskey, Alayna Treene, Oren Liebermann e Michael Williams, da CNN)

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Perda de apoio dos EUA é maior risco para Israel, diz professor ao WW

13 June 2026 at 07:03

A possível perda do apoio dos Estados Unidos representa o principal risco estratégico para Israel no cenário internacional, segundo avaliação de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Economia da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), em entrevista ao WW Especial, da CNN Brasil.

Ao analisar os desafios enfrentados pelo Estado israelense, Vieira, que também leciona no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), afirmou que questões internas, como as mudanças demográficas em curso no país, são relevantes, mas não suficientes, isoladamente, para ameaçar sua continuidade.

“O grande risco está do outro lado do Atlântico Norte”, afirmou. Segundo ele, uma eventual mudança no ambiente político americano pode reduzir significativamente o apoio histórico dado a Israel por Washington.

Vieira destacou que pesquisas apontam uma crescente resistência entre eleitores democratas ao apoio irrestrito dos Estados Unidos ao governo israelense. “Até três quartos dos eleitores democratas são contra, não vou dizer absolutamente, mas têm, no mínimo, um apoio crítico em relação aos Estados Unidos continuarem a apoiar Israel”, disse.

O professor também chamou atenção para transformações dentro da base republicana ligada ao Maga (Make America Great Again, sigla em inglês para “Faça a América Grande Novamente”), movimento político fundado por Trump.

Segundo ele, há um componente identitário relevante nesse grupo, associado à ideia de retorno a uma América definida por valores brancos, anglo-saxões e protestantes.

“Tem todo esse debate sobre os judeus serem considerados brancos ou não no contexto americano. Até 1945, eles eram super excluídos das universidades, não podiam entrar nas instituições de maior prestígio e estavam totalmente isolados do mainstream americano”, explicou.

Na avaliação do especialista, tanto democratas quanto republicanos podem, por razões distintas, representar desafios para a relação entre Washington e Tel Aviv no futuro.

“Caso os democratas voltem ao poder, haverá essa oposição por outro caminho. A ideia de que Israel não é mais um aliado confiável porque quer, em primeiro lugar, satisfazer interesses extremamente ideológicos e religiosos”, destacou.

Ao mesmo tempo, ele argumentou que setores do movimento conservador americano também podem rever sua posição em relação a Israel a partir de uma agenda política cada vez mais voltada para questões identitárias internas.

“O risco é de ambos os lados. Tanto o caminho republicano quanto o caminho democrata são pouco promissores para Israel, caso o país continue nessa toada”, avaliou.

Por fim, Vieira ressaltou que as mudanças demográficas em Israel ampliam os incentivos para a manutenção da atual trajetória política do país. Segundo ele, a população ortodoxa israelense cresceu de forma acelerada nas últimas décadas.

“Hoje a população ortodoxa seria de 14% a 15%, sendo que, no começo do século, era 7%. Ou seja, duplicou em 25 anos e continua aumentando”, concluiu.

WW Especial

Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

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Análise: Trump diz que guerra com o Irã acabou

EUA abatem drones iranianos perto do Estreito de Ormuz, diz Exército

13 June 2026 at 03:28

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou na noite desta sexta-feira (12) que as forças armadas americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional perto do Estreito de Ormuz.

O Irã lançou diversos drones de ataque que buscavam interromper o tráfego marítimo comercial próximo ao estreito, informou o CENTCOM em uma publicação no Facebook.

Os militares americanos afirmaram que suas forças “abateram todos eles nas últimas horas, enquanto o fluxo de tráfego pelo estreito continua sem impedimentos”.

“O corredor comercial internacional permanece aberto para trânsito”, afirmou o CENTCOM.

Possível acordo

A movimentação acontece em meio a especulações de um possível memorando de entendimento entre os EUA e o Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou mais cedo nesta sexta-feira que o acordo pdoerá ser assinado remotamente por ambas as partes nos próximos dias.

O documento será assinado e anunciado após as etapas finais das negociações, disse Araghchi.

O chanceler iraniano também afirmou que o documento deve abordar diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi .

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

EUA preparavam missão para capturar urânio do Irã; Trump mandou suspender

13 June 2026 at 01:59

O principal comandante militar dos Estados Unidos fez uma visita secreta e urgente ao quartel-general do Comando Central dos EUA (Centcom), na Flórida, no fim do mês passado, para receber pessoalmente informações sobre planos de enviar tropas terrestres ao Irã. O objetivo era tomar à força o urânio altamente enriquecido do país — componente essencial para a produção de uma arma nuclear, disseram à CNN duas fontes familiarizadas com o assunto.

As reuniões foram consideradas tão urgentes e sensíveis que exigiram que o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, deixasse às pressas um encontro de altos oficiais da Otan, em Bruxelas, e retornasse a Tampa, na Flórida, em 19 de maio, segundo as fontes. A natureza urgente e de alto nível das discussões mostra o quão perto o governo esteve de autorizar a arriscada operação terrestre.

Um porta-voz do Estado-Maior Conjunto se recusou a comentar os preparativos para uma possível operação.

Posteriormente, Caine apresentou ao presidente Donald Trump as opções para uma missão desse tipo, disse uma das fontes.

No entanto, Trump decidiu suspender os planos após ser alertado de que a operação provavelmente provocaria uma forte retaliação iraniana, prolongando a guerra e mergulhando a economia global em uma turbulência ainda maior, segundo as fontes. Trump também demonstrou preocupação com a possibilidade de um número significativo de baixas americanas.

O planejamento avançado ocorreu enquanto Trump afirmava repetidamente que EUA e Irã estavam próximos de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e concluir as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Na quinta-feira, Trump disse que os dois países poderiam assinar um acordo em breve, possivelmente já no fim de semana.

Mas as discussões sobre o envio de tropas terrestres ao Irã mostram o quão perto os EUA estiveram de uma grande escalada do conflito.

“Muito risco”, disse uma das fontes familiarizadas com os planos. Segundo ela, não foi surpreendente que Trump tenha optado por não dar sinal verde à operação.

Teerã e a “opção nuclear” econômica

Caso as negociações fracassem e a guerra seja retomada, Teerã também tem considerado uma “opção nuclear” econômica, disseram à CNN três pessoas familiarizadas com o tema: convencer os Houthis, principal força aliada do Irã no Iêmen, a fechar o estreito de Bab el-Mandeb — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e ponto estratégico para o comércio global, especialmente após meses de fechamento do Estreito de Ormuz.

Um alto funcionário do governo americano respondeu a um pedido de comentário da CNN nesta sexta-feira com uma lista de condições que o Irã supostamente aceitou nas negociações, incluindo a destruição e remoção do material nuclear, o desmantelamento do programa nuclear, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do financiamento iraniano a grupos armados aliados. Apenas depois disso haveria alívio de sanções.

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando de entendimento deve tratar do programa nuclear iraniano e do alívio de sanções, entre outros temas, incluindo uma solução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”.

Ainda de acordo com Araghchi, uma declaração sobre o futuro controle do Estreito de Ormuz deverá ser divulgada “em breve”.

O estoque de urânio do Irã

Garantir o controle do urânio altamente enriquecido do Irã continua sendo um dos principais objetivos de Trump que ainda não foi alcançado, seja por meio da diplomacia ou da força militar.

Embora o presidente tenha mencionado repetidamente a possibilidade de os EUA confiscarem o material à força, ele tem relutado em avançar com uma operação que possa resultar em muitas baixas americanas.

Ao comentar outra possível ação militar — a tomada da ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã — Trump afirmou à Fox News esta semana: “Não sei se os americanos têm disposição para isso”.

Apesar dos riscos, a possibilidade de apreender o urânio do Irã — especialmente as cerca de 970 libras (aproximadamente 440 quilos) enriquecidas a níveis próximos aos necessários para armas nucleares — ainda não foi totalmente descartada.

A frustração de Trump aumentou à medida que o Irã demorava a aceitar um acordo que exigiria concessões significativas em seu programa nuclear, incluindo a entrega voluntária de seus estoques de urânio enriquecido. Segundo fontes da CNN, esse material está distribuído entre várias instalações nucleares iranianas, principalmente nos complexos de Isfahan, Natanz e Fordow, enterrados profundamente em túneis subterrâneos.

Especialistas em energia nuclear questionam se uma operação militar americana conseguiria localizar e verificar todo o material, quanto mais removê-lo de forma segura em condições hostis. Acredita-se que o urânio ainda esteja em forma gasosa, como estava na última inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em junho de 2025.

O Irã expulsou os inspetores internacionais no mês seguinte, após ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel contra suas instalações nucleares. Embora esses bombardeios tenham causado danos, não destruíram todo o material nuclear, que permaneceu nos túneis subterrâneos.

Em entrevista recente, o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, alertou que o estoque existente poderia permitir ao Irã produzir até dez bombas nucleares, caso o país decidisse transformar seu programa em um projeto militar.

A comunidade de inteligência dos EUA acredita saber onde está todo esse material graças ao monitoramento aéreo contínuo, segundo duas fontes. Além do urânio altamente enriquecido, o Irã possui grandes quantidades de material de baixo enriquecimento que poderia ser usado para fabricar uma “bomba suja”.

Uma operação extremamente arriscada

Segundo reportagens anteriores da CNN, garantir fisicamente o controle do urânio exigiria uma grande força terrestre americana, incluindo centenas de operadores de forças especiais.

“Seria absurdamente difícil vasculhar aqueles túneis e todos os recipientes”, disse uma fonte. “Teríamos de estabelecer uma presença maciça. Na prática, teríamos de invadir.”

Comandantes militares classificaram uma operação desse tipo entre os níveis “alto” e “extremo” de risco aceitável para forças especiais, o que significa que ela poderia resultar em um número significativo de baixas americanas, mesmo em caso de sucesso.

Riscos de uma resposta iraniana

Caso uma operação terrestre para capturar o urânio fosse lançada, o fechamento do estreito de Bab el-Mandeb — cenário previsto em avaliações de inteligência — poderia causar danos econômicos catastróficos à economia mundial.

Uma fonte familiarizada com essas avaliações destacou que os Houthis ainda não retomaram ataques em larga escala contra navios americanos ou europeus, limitando suas ações principalmente a embarcações ligadas a Israel. Ampliar os alvos representaria uma escalada significativa.

Segundo as fontes, o Irã evitou até agora recorrer aos Houthis dessa forma porque sabe que isso poderia comprometer as negociações de paz em andamento.

O Exército regular iraniano foi significativamente enfraquecido, mas as principais ameaças para tropas americanas seriam os túneis armadilhados onde o urânio está armazenado, além de mísseis antiaéreos e lançados do ombro. O país também mantém uma parcela significativa de seus estoques de drones e mísseis balísticos.

Dan Caine e outros líderes militares já haviam alertado sobre a escala, a complexidade e o potencial de baixas americanas em uma campanha prolongada contra o Irã. Eles também advertiram que uma guerra extensa afetaria significativamente os estoques de armamentos e a prontidão militar dos EUA.

Apesar de declarações anteriores sobre a possibilidade de capturar o urânio, Trump minimizou essa opção na quinta-feira, em declarações no Salão Oval: “Ninguém vai chegar perto dele porque está enterrado sob uma montanha”, afirmou o presidente.

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Israel diz que não vai recuar no Líbano em meio a possível acordo EUA-Irã

13 June 2026 at 01:35

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou nesta sexta-feira (12) que Israel não vai se retirar dos territórios que ocupa no Líbano. A declaração surge em meio ao possível acordo entre Estados Unidos e Irã.

“Israel não se retirará das zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza”, declarou Katz. “Nossa doutrina de segurança é firme e clara: agimos contra ameaças próximas e distantes e buscamos resultados decisivos, não compromissos ou concessões”, acrescentou.

Katz afirmou ainda que os Estados Unidos e Israel têm um “interesse comum” em impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

Ele disse esperar que esse princípio seja mantido, “juntamente com outros relacionados aos mísseis e às organizações terroristas por procuração” — uma referência aos grupos armados que o Irã apoia no Oriente Médio.

Possível acordo entre EUA e Irã

O Irã sugeriu nesta sexta-feira que um acordo com os Estados Unidos estava próximo e poderia ser assinado nos próximos dias. A Casa Branca também sinalizou otimismo, embora uma autoridade do governo Donald Trump tenha dito que alguns detalhes ainda precisam ser acertados.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o memorando de entendimento deve incluir o programa nuclear iraniano, o alívio de sanções e o bloqueio ao Estreito de Ormuz, além de uma solução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”.

Também nesta sexta-feira, uma autoridade americana afirmou que o possível acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz; o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos; o desmantelamento do programa nuclear iraniano; a transferência de estoques de urânio enriquecido. A fonte do dos Estados Unidos, no entanto, não mencionou o Líbano.

Sobre o alívio das sanções, a autoridade americana disse que “esses benefícios só serão concedidos se o Irã realmente cumprirem o que foi acordado”.

Irã diz que declaração conjunta com Omã sobre Ormuz será divulgada em breve

12 June 2026 at 22:10

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou na noite desta sexta-feira (12) que uma declaração conjunta com Omã sobre o futuro controle do Estreito de Ormuz deve ser divulgada “em breve”.

Araghchi disse à televisão estatal iraniana que a declaração será divulgada em conjunto com o governo omanita, segundo a agência de notícias semioficial ISNA. O Estreito de Ormuz está situado entre o território de ambas as nações.

Os comentários surgem em meio a rumores de que um suposto acordo entre os EUA e o Irã estaria sendo finalizado, com sua assinatura prevista para os próximos dias.

Autoridades americanas destacaram vários pontos do memorando de entendimento, incluindo a reabertura completa do estreito e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos ao longo do estreito.

Acordo aborda o Estreito de Ormuz

Araghchi disse que o memorando abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.

O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o chanceler.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Memorando com EUA pode ser assinado remotamente nos próximos dias, diz Irã

12 June 2026 at 21:53

Um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã poderá ser assinado remotamente por ambas as partes nos próximos dias, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em pronunciamento na televisão estatal nesta sexta-feira (12).

O documento será assinado e anunciado após as etapas finais das negociações, disse Araghchi.

O chanceler iraniano também afirmou que o documento deve abordar diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi .

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Irã diz que acordo aborda Estreito de Ormuz e conflito no Líbano

12 June 2026 at 21:01

O memorando de entendimento entre os EUA e o Irã abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (12).

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.

O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o ministro das Relações Exteriores.

“As ameaças devem parar e o povo iraniano deve ser tratado com respeito”, afirmou.

Araghchi acrescentou que o Irã está pronto para retornar à guerra se os EUA escolherem esse caminho.

“Se os termos do memorando de entendimento não forem cumpridos, o acordo final não será assinado”, disse ele.

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.

“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.

presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.

Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Governo Trump detalha termos de acordo provisório com o Irã

12 June 2026 at 18:40

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  1. A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  2. O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  3. O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

A questão do alívio econômico ao Irã tem sido um dos principais pontos de impasse nas negociações entre os dois países. A fonte insistiu que qualquer flexibilização só ocorrerá após o Irã tomar medidas concretas para cumprir o acordo.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) nem durante a própria negociação”, disse a autoridade.

“O que eles recebem são recompensas econômicas pelo cumprimento de suas obrigações no âmbito do acordo. Portanto, se entregarem o material nuclear conforme prometido, receberão algo. Se desmantelarem seus programas ou instalações nucleares, receberão outra compensação. E, se realmente se comprometerem com a paz e a estabilidade regional, receberão benefícios adicionais além disso”, acrescentou a fonte.

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

Trump acusa Irã de mentir sobre termos de acordo provisório com os EUA

12 June 2026 at 14:50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (12) que os termos divulgados pelo Irã sobre o acordo provisório são falsos.

“Os termos que o Irã divulgou […] NÃO têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito. O que eles disseram, incluindo sua declaração fraca e patética sobre ter um acordo, não tem nenhuma relação com a verdade”, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social. “São pessoas extremamente desonestas. Com elas, não existe negociação de boa-fé.”

Trump afirmou na quinta-feira (11) que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Ele também declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

A agência estatal iraniana IRNA afirmou, nesta sexta-feira (12), que a questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”.

O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos disseram sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que Trump disse anteriormente?

O presidente americano anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Ele disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura seria realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcaria o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Ainda na quinta-feira, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Líbano, Ormuz e questão nuclear: saiba o que o Irã diz sobre acordo com EUA

12 June 2026 at 14:43

A agência de notícias estatal iraniana IRNA informou que após várias rodadas de revisões, um acordo provisório com os Estados Unidos “chegou efetivamente à sua fase final”, baseado na proposta de 14 pontos do Irã.

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que o Irã diz?

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos, incluindo a IRNA e a agência de notícias semioficial Mehr, estão dizendo sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

O que dizem os EUA?

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Questão nuclear do Irã não está no acordo atual com os EUA, diz agência

12 June 2026 at 12:46

A questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos, informou a agência estatal iraniana IRNA, nesta sexta-feira (12).

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã pode ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Uma pessoa familiarizada com os planos afirmou que a assinatura poderá ser feita já no domingo (14).

As declarações acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Irã não fará transferência da gestão de Ormuz em acordo, diz agência

12 June 2026 at 12:28

A IRNA, uma das agências de notícias estatais do Irã, noticiou nesta sexta-feira (12) que o Irã não assume compromissos sobre transferir a gestão do Estreito de Ormuz no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

“O futuro da gestão do estreito será resolvido no âmbito de uma questão regional e por meio de diálogo e tomada de decisão conjunta entre Teerã e Omã”, informa a agência.

Sobre o programa nuclear iraniano, a agência diz que “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da atual proposta provisória.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os países pode acontecer em Genebra, na Suíça, já no próximo domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Assinatura de acordo entre EUA e Irã deve acontecer na Suíça, dizem fontes

12 June 2026 at 10:46

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã deverá ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Essa assinatura poderá ocorrer já no domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance. No entanto, autoridades iranianas ainda não confirmaram se um acordo foi alcançado.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

No entanto, nada foi confirmado, e uma fonte iraniana sugeriu que Viena, capital da Áustria, também estava sendo considerada.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Resposta iraniana

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, classificou as notícias sobre um acordo fechado como “mera especulação”. Segundo ele, Teerã ainda não tomou uma decisão definitiva.

“Até o momento, o Irã não chegou a uma decisão final sobre qualquer acordo”, disse à agência estatal IRNA.

Baghaei também acusou Washington de alterar posições ao longo das negociações e declarou que as ações militares americanas têm dificultado o processo diplomático.

“Desde o início, o status das negociações estava claro para nós, e grande parte do texto já havia sido finalizada. No entanto, os americanos continuaram mudando suas posições”, declarou Baghaei, segundo a IRNA.

Já o parlamentar da ala linha-dura do Irã, Ebrahim Rezaei, alertou que Trump pode estar agindo de forma enganosa ao anunciar um “grande acordo” para encerrar a guerra, defendendo, em vez disso, que o Irã mantenha seus ataques.

“A probabilidade de Trump estar enganando é alta”, afirmou Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.

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