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Bolsas da Ásia fecham em baixa após nova liquidação de ações de tecnologia

10 June 2026 at 11:49

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira (10), com perdas expressivas na Coreia do Sul e no Japão, após uma nova liquidação de ações de tecnologia em Nova York.

Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi caiu 4,52% em Seul, a 7.730,82 pontos, após disparar no pregão anterior. As gigantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix tombaram 6% e 7,5%, respectivamente.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,89%, a 64.179,27 pontos. O SoftBank, empresa de tecnologia e telecomunicações com forte foco em inteligência artificial, amargou queda de 8,3%.

Em outras partes da Ásia, o Taiex registrou baixa de 3,31% em Taiwan, a 43.225,54 pontos, e o Hang Seng cedeu 0,64% em Hong Kong, a 24.407,96 pontos, ambos também pressionados por ações de tecnologia.

Na China continental, o Xangai Composto teve perda de 0,42%, a 3.993,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,97%, a 2.688,46 pontos.

Ontem, o Nasdaq – composto principalmente por ações de tecnologia – caiu quase 1% em Nova York, em meio a preocupações renovadas sobre a valorização excessiva de papéis relacionados ao boom da IA. No fim da semana passada, o Nasdaq já havia sofrido um tombo de mais de 4%.

A guerra no Oriente Médio também segue no radar. Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques de ontem para hoje, gerando volatilidade no mercado de petróleo. No fim da madrugada, o Brent – referência internacional – recuava cerca de 0,70%.

Os últimos dados de inflação da China evidenciaram o impacto do choque nos preços de energia desencadeado pelo conflito, iniciado no fim de fevereiro. O PPI (taxa anual de inflação ao produtor) chinês acelerou para 3,9% em maio, de 2,8% em abril. O CPI (inflação ao consumidor), porém, ficou estável de um mês para o outro, em 1,2%.

Na Oceania, a bolsa da Austrália contrariou o tom negativo da Ásia e terminou o pregão no azul. O S&P/ASX 200 avançou 0,57%, a 8.653,30 pontos.

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Investidores ampliam presença no futebol e clubes viram ativos do mercado global

A presença de investidores institucionais no futebol mundial tem crescido de forma consistente, impulsionada pelo aumento das receitas do setor, pela busca de novas formas de monetização e pela percepção dos clubes como ativos cada vez mais escassos e valiosos. Na temporada 2025/26, estima-se que mais de 36% dos clubes das cinco principais ligas europeias já possuam algum tipo de ligação com o mercado de capitais, segundo dados da PitchBook citados pelo UBS.

Esse movimento não se limita à aquisição de controle acionário de clubes menores ou com dificuldades financeiras, modelo observado em casos como Paris FC, Birmingham City, Botafogo e Cruzeiro. De acordo com o UBS, novas estruturas de investimento vêm ganhando espaço, incluindo participações minoritárias, operações de financiamento estruturado e modelos híbridos que ampliam a entrada de capital no futebol.

Entre os exemplos recentes estão aportes realizados em clubes como Paris Saint-Germain e Juventus, além de operações de crédito com garantias específicas utilizadas por equipes como Barcelona, Atalanta e Olympique de Lyon. No cenário brasileiro, o São Paulo também adotou uma estrutura semelhante ao recorrer a um FIDC estruturado pela Galapagos.

Novos modelos de investimento ampliam receitas no futebol

Outra tendência em expansão é o compartilhamento de receitas futuras. Um dos casos mais conhecidos é a parceria entre a gestora Sixth Street e o Real Madrid envolvendo a modernização do estádio Santiago Bernabéu, com participação em receitas vinculadas ao empreendimento.

No Brasil, um modelo semelhante foi observado na relação entre a WTorre e o Palmeiras, parceria que, apesar de disputas ao longo dos anos, contribuiu para consolidar a arena como uma importante fonte de receitas paralelas ao desempenho esportivo do clube.

Com a diversificação das formas de investimento e a entrada de novos agentes financeiros, o futebol passa a ser cada vez mais estruturado como um setor integrado ao mercado de capitais global, ampliando as possibilidades de receita e de valorização dos clubes.

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