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Pizzi homenageado na cidade do Futebol

10 June 2026 at 13:51

VTM

Natural de Bragança, Pizzi recordou alguns pontos altos do seu percurso como as conquistas da Liga Europa, pelo Atlético de Madrid, e da Liga das Nações por Portugal, os dois títulos internacionais que alcançou como profissional.

“Tive títulos que me marcaram muito enquanto jogador, que foram a conquista da Liga Europa e, depois, claro, pela seleção, a Liga das Nações. Acho que é um dos pontos mais altos para um jogador representar a seleção e ganhar um título, o primeiro de seleções em Portugal, e acho que esse foi um ponto especial para mim”, recordou.

O futebolista de 36 anos, que se retirou dos relvados a 16 de maio, lamentou não ter tido a oportunidade de participar na fase final de um Campeonato da Europa ou do Mundo por Portugal, mas preferiu destacar a “carreira muito feliz” que protagonizou tanto pela equipa das ‘quinas’, na qual acumulou três golos em 17 internacionalizações, como nos emblemas que representou.

“Acho que todos os jogadores que estão no espaço da seleção nacional querem os grandes torneios, seja Europeu ou Mundial. Eu não tive a oportunidade de estar presente, mas acho que não há nenhum sentimento amargo em relação a isso, porque esta foi, sem dúvida, uma carreira muito feliz, seja nos clubes ou na seleção”, assinalou.

Formado no GD Bragança, Luís Fernandes (Pizzi) iniciou o percurso sénior no seu clube da terra e passou depois pelo Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e Sporting de Braga, antes de rumar a Espanha, onde representou as ‘cores’ de Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanyol. Em 2022 deixou o Benfica para representar os turcos do Basaksehir, passando, depois, pelo Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Sporting de Braga, APOEL (Chipre) e Estoril Praia.

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Bolsas da Ásia fecham em baixa após nova liquidação de ações de tecnologia

10 June 2026 at 11:49

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira (10), com perdas expressivas na Coreia do Sul e no Japão, após uma nova liquidação de ações de tecnologia em Nova York.

Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi caiu 4,52% em Seul, a 7.730,82 pontos, após disparar no pregão anterior. As gigantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix tombaram 6% e 7,5%, respectivamente.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,89%, a 64.179,27 pontos. O SoftBank, empresa de tecnologia e telecomunicações com forte foco em inteligência artificial, amargou queda de 8,3%.

Em outras partes da Ásia, o Taiex registrou baixa de 3,31% em Taiwan, a 43.225,54 pontos, e o Hang Seng cedeu 0,64% em Hong Kong, a 24.407,96 pontos, ambos também pressionados por ações de tecnologia.

Na China continental, o Xangai Composto teve perda de 0,42%, a 3.993,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,97%, a 2.688,46 pontos.

Ontem, o Nasdaq – composto principalmente por ações de tecnologia – caiu quase 1% em Nova York, em meio a preocupações renovadas sobre a valorização excessiva de papéis relacionados ao boom da IA. No fim da semana passada, o Nasdaq já havia sofrido um tombo de mais de 4%.

A guerra no Oriente Médio também segue no radar. Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques de ontem para hoje, gerando volatilidade no mercado de petróleo. No fim da madrugada, o Brent – referência internacional – recuava cerca de 0,70%.

Os últimos dados de inflação da China evidenciaram o impacto do choque nos preços de energia desencadeado pelo conflito, iniciado no fim de fevereiro. O PPI (taxa anual de inflação ao produtor) chinês acelerou para 3,9% em maio, de 2,8% em abril. O CPI (inflação ao consumidor), porém, ficou estável de um mês para o outro, em 1,2%.

Na Oceania, a bolsa da Austrália contrariou o tom negativo da Ásia e terminou o pregão no azul. O S&P/ASX 200 avançou 0,57%, a 8.653,30 pontos.

55% dos brasileiros desconhecem o Open Finance, aponta pesquisa

Manifestações contra o racismo em Lisboa e no Porto

10 June 2026 at 09:58
Manifestação desta quarta-feira em Lisboa e Porto para lembrar as vítimas de racismo e da xenofobia em Portugal e homenagear Alcindo Monteiro, assassinado no Bairro Alto, em junho de 1995.

© Tiago Petinga/LUSA

Portugal volta a pagar mais para emitir nova dívida. Juro a nove anos supera os 3,34%

Os investidores pediram um juro mais elevado para financiar o país a nove anos, numa altura em que a tensão no Médio Oriente tem introduzido maior instabilidade no mercado de dívida e alterado as perspetivas de inflação no médio prazo.

Manifestações contra o racismo em Lisboa e no Porto

10 June 2026 at 09:58
Manifestação desta quarta-feira em Lisboa e Porto para lembrar as vítimas de racismo e da xenofobia em Portugal e homenagear Alcindo Monteiro, assassinado no Bairro Alto, em junho de 1995.

© Tiago Petinga/LUSA

Demanda recorde dos EUA abre espaço para avanço da carne bovina brasileira

10 June 2026 at 07:08

A necessidade crescente de importação de carne bovina pelos Estados Unidos pode abrir novas oportunidades para o Brasil nos próximos anos. Segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país deverá importar cerca de 2,77 milhões de toneladas da proteína em 2026 e um volume próximo disso em 2027. Mesmo sem mudanças nas regras atuais, a expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 318 mil toneladas para o mercado norte-americano.

A avaliação é de Geraldo Isoldi, analista da Terra Investimentos, que vê potencial para um crescimento ainda maior caso os Estados Unidos eliminem a chamada TRQ (Tariff-Rate Quota), sistema de cotas que limita a entrada da carne bovina brasileira no país.

“Desses 2,77 milhões de toneladas que os Estados Unidos devem importar, a gente já projeta que o Brasil exporte cerca de 318 mil toneladas. Isso sem nada acontecer, com a TRQ mantida e com os impostos aplicados depois que a cota é esgotada”, afirma Isoldi.

Atualmente, o Brasil participa da cota destinada ao grupo de “outros países”, que até 2025 era de 65.005 toneladas. Neste ano, porém, os Estados Unidos transferiram 13 mil toneladas desse volume para o Reino Unido, reduzindo a cota compartilhada para 52 mil toneladas. O problema, segundo Isoldi, é que esse limite costuma ser preenchido nos primeiros dias de janeiro, obrigando os exportadores a pagar uma tarifa de 26,4% sobre os embarques realizados posteriormente.

O analista destaca que a situação coloca o Brasil em desvantagem frente a concorrentes como Austrália e Nova Zelândia. A Austrália, principal fornecedora de carne bovina para os Estados Unidos, possui uma cota próxima de 550 mil toneladas e não paga tarifas dentro desse limite. Mesmo fora da cota, a alíquota aplicada é de 21,1%, inferior à cobrada sobre a carne brasileira.

“A Austrália tem uma cota muito maior e condições tarifárias mais favoráveis. Enquanto o Brasil paga 40 centavos de dólar por quilo dentro da cota e 26,4% quando ela estoura, os australianos entram sem tarifa dentro do limite e pagam menos imposto fora dele”, explica.

Para Isoldi, uma eventual eliminação da TRQ mudaria significativamente a competitividade brasileira no mercado norte-americano.

“Se por um acaso fosse realmente derrubada a TRQ, a gente competiria em pé de igualdade com a Austrália, com a Nova Zelândia e com os demais fornecedores por esses 2,7 milhões de toneladas de carne que os Estados Unidos precisam importar. E a gente sabe que a nossa carne tem um preço mais competitivo”, afirma.

Segundo ele, embora alguns cortes australianos tenham preferência entre consumidores norte-americanos, principalmente por questões ligadas à qualidade e ao perfil do produto, o Brasil teria condições de ampliar sua participação no mercado.

“Não é uma concorrência 100%, porque existem cortes específicos em que eles preferem a carne australiana. Mas certamente o Brasil conseguiria exportar muito mais do que as 318 mil toneladas projetadas hoje”, diz.

A avaliação ganha força diante do atual cenário da pecuária norte-americana. Dados do USDA mostram que o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para 86,2 milhões de cabeças em janeiro de 2026, o menor nível dos últimos 75 anos. Além disso, problemas sanitários enfrentados pelo México reduziram o fluxo de gado destinado aos confinamentos americanos, dificultando a recomposição da oferta local.

Nesse contexto, Isoldi acredita que o mercado americano pode se tornar ainda mais estratégico para a carne bovina brasileira.

“Quem sabe até a ponto de compensar parte da perda que a gente pode ter com a cota chinesa. Os Estados Unidos têm uma necessidade muito grande de importação e o Brasil reúne competitividade de preço, escala de produção e capacidade de fornecimento”, afirma.

Apesar do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre o fim da TRQ para a carne bovina, a medida acabou sendo adiada após forte reação de entidades ligadas aos pecuaristas americanos. A preocupação do setor é que uma maior abertura às importações possa pressionar os preços internos e dificultar a recuperação do rebanho nacional.

Enquanto a decisão não é formalizada, o Brasil segue ampliando sua presença no mercado. Em 2025, os Estados Unidos importaram 229,5 mil toneladas de carne bovina brasileira. Apenas entre janeiro e abril deste ano, os embarques já somaram 135,6 mil toneladas, reforçando a importância crescente do destino para as exportações nacionais.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=576828

Cimeira da Indústria — os melhores momentos

9 June 2026 at 20:11
Académicos, empresários, gestores, decisores políticos. Um dia inteiro para ouvir algumas das vozes mais relevantes da economia em Portugal. Os melhores momentos da Cimeira da Indústria do Observador.

© Igor Martins

Cimeira da Indústria — os melhores momentos

9 June 2026 at 20:11
Académicos, empresários, gestores, decisores políticos. Um dia inteiro para ouvir algumas das vozes mais relevantes da economia em Portugal. Os melhores momentos da Cimeira da Indústria do Observador.

© Igor Martins

Meta lidera queixas digitais com 50% do total

9 June 2026 at 17:11
Instagram e Facebook concentram 56% das reclamações. Suspensão de contas foi o principal motivo, representando 55% das 98 queixas recebidas entre janeiro e março de 2026.

© NUNO FOX/LUSA

As reclamações que registaram o maior crescimento foram as relativas ao tratamento de reclamações

Mabel endurece fiscalização e aumenta multas por fios soltos e abandonados em Goiânia

9 June 2026 at 17:15

A Prefeitura de Goiânia anunciou nesta segunda-feira (9) novas medidas para reforçar a fiscalização de fios rompidos, caídos ou abandonados nas ruas da capital. O prefeito Sandro Mabel (UB) assinou um decreto que regulamenta a aplicação da Lei nº 9.785, de 2016, e amplia a responsabilização de empresas de energia, telefonia, internet e TV por assinatura pela manutenção e retirada de cabos sem utilização.

Segundo a administração municipal, o objetivo é combater situações que representam risco à população e contribuem para a poluição visual da cidade. O decreto define com mais clareza as irregularidades passíveis de punição e estabelece novas obrigações para as empresas responsáveis pelas redes aéreas.

Durante coletiva de imprensa, Mabel afirmou que a retirada dos fios não tem acompanhado o crescimento da quantidade de cabos instalados na cidade. De acordo com ele, acidentes envolvendo motociclistas, motoristas e até crianças já foram registrados em razão da fiação solta.

Pelas novas regras, empresas poderão ser multadas caso mantenham cabos rompidos, caídos ou excedentes em vias públicas, deixem de realizar a manutenção necessária ou dificultem a atuação dos fiscais. Além das multas, a prefeitura poderá interditar estabelecimentos por períodos de três a dez dias e, em situações mais graves ou de reincidência, cancelar a licença de funcionamento.

Outra novidade é a obrigatoriedade da apresentação de um plano para remoção da rede de cabos aéreos sem utilização. As empresas terão prazo para apresentar o cronograma após notificação do município. O descumprimento da medida poderá gerar multa diária de R$ 10 mil.

O decreto também estabelece regras para a destinação dos materiais retirados. Os fios deverão ser reciclados, reutilizados quando possível ou descartados em locais adequados. O abandono, a queima ou qualquer forma de descarte que provoque danos ambientais passam a ser proibidos.

Segundo a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), a fiscalização já resultou na aplicação de mais de R$ 6 milhões em multas. O secretário Fernando Peternella destacou que os valores das penalidades podem chegar a R$ 40 mil por fio em casos de reincidência.

Dados da Agência de Regulação (AR) de Goiânia apontam que cerca de 87 toneladas de cabos já foram retiradas durante a Operação Cidade Segura. A ação ocorre de forma permanente, principalmente em avenidas de grande circulação.

A prefeitura também pretende intensificar o combate a empresas clandestinas. A exigência é que toda fiação instalada tenha identificação visível, permitindo localizar rapidamente a empresa responsável. Cabos sem identificação poderão ser removidos pelas equipes de fiscalização.

A população pode registrar denúncias sobre fios soltos e outras irregularidades por meio dos canais da Prefeitura de Goiânia e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Confira abaixo entrevista do prefeito Sandro Mabel:

Vídeo: Secom

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Meta lidera queixas digitais com 50% do total

9 June 2026 at 17:11
Instagram e Facebook concentram 56% das reclamações. Suspensão de contas foi o principal motivo, representando 55% das 98 queixas recebidas entre janeiro e março de 2026.

© NUNO FOX/LUSA

As reclamações que registaram o maior crescimento foram as relativas ao tratamento de reclamações

Exportações caem 1,4% e importações sobem 4,7% até abril

9 June 2026 at 13:45
Considerando apenas o mês de abril, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de, respetivamente, 15,5% e 8,9% (11,0% e 12,3%, pela mesma ordem, em março de 2026).

© JOSÉ COELHO/LUSA

Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos em ambos os fluxos: 16,9% nas exportações e 15,3% nas importações (14,9% e 12,7%, respetivamente, em março de 2026)

Exportações caem 1,4% e importações sobem 4,7% até abril

9 June 2026 at 13:45
Considerando apenas o mês de abril, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de, respetivamente, 15,5% e 8,9% (11,0% e 12,3%, pela mesma ordem, em março de 2026).

© JOSÉ COELHO/LUSA

Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos em ambos os fluxos: 16,9% nas exportações e 15,3% nas importações (14,9% e 12,7%, respetivamente, em março de 2026)

Remunerações subiram 3% em abril

9 June 2026 at 13:35

As remunerações subiram 3,6% em abril (4,6% no mês anterior), enquanto o emprego e as horas trabalhadas registaram decréscimos de 0,3% e 0,5% (variações de 0,3% e 2,1% em março), respetivamente, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Os índices de emprego e de horas trabalhadas apresentaram reduções mensais de 0,5% e 5,6% em abril (variações de 0,1% em -3,2% no mesmo mês de 2025), enquanto as remunerações aumentaram 0,7% (1,7% em abril de 2025)”, dizem os dados.

“O Índice de Volume de Negócios na Indústria apresentou, em abril, um aumento homólogo nominal de 9,2% (10,4% em março). Excluindo o agrupamento da Energia, a variação do volume de negócios situou-se em 8,1% (10,7% no mês anterior). Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo evoluíram de forma distinta, tendo o primeiro abrandado de 11,7%, em março, para 9,4%, e o segundo acelerado de 8,4% para 9,0% em abril”, indicam os dados do instituto de estatística português.

Ao nível do Volume de Negócios na Indústria, por mercados, as vendas para o mercado nacional aumentaram 9,4% (11,7% no mês anterior), tendo tido uma contributo de 5,9 pontos percentuais (p.p.) para a variação do índice total (7,3 p.p. em março).

“O índice das vendas com destino ao mercado externo cresceu 9,0% (8,4% no mês precedente), tendo contribuindo com 3,4 p.p. para a variação do índice total (3,2 p.p. no mês anterior)”, assinalou o INE.

Os Bens Intermédios e a Energia tiveram um contributo de 3,0 p.p. e 2,7 p.p. (3,1 p.p. e 2,0 p.p. em março), “originados por taxas de crescimento de 9,5% e 13,7%, respetivamente (9,8% e 9,5% no mês anterior)”.

Os Bens de Consumo e os Bens de Investimento “desaceleraram 1,1 p.p. e 8,6 p.p., para variações homólogas de 6,9% e 7,8%, tendo contribuído respetivamente com 2,0 p.p. e 1,5 p.p. para o resultado agregado (2,3 p.p. e 3,0 p.p. em março)”.

A variação mensal do índice de vendas para o mercado nacional ficou 0,8%, em abril (7,7% em março).

Défice da balança comercial de bens diminuiu em abril

As exportações e importações de bens aumentaram no mês de abril, com subidas homólogas de 15,5% e 8,9%, respetivamente, segundo dados do INE. Já o défice da balança comercial de bens diminuiu, estando agora nos 2.883 milhões de euros.

Se excluirmos as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (TTE), as exportações cresceram mais expressivamente, 16,9% face ao período homólogo.

Retirando a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, as exportações aumentaram 14,3%, devido aos elevados preços desta categoria. Os preços das exportações também registaram uma variação positiva, de 3,2%.

Apesar do aumento registado nas exportações, se analisarmos em cadeia, estas diminuíram 1,7% em abril. Olhando para o trimestre terminado em abril, as exportações apresentaram um aumento de 3,3%, mas em termos acumulados no ano diminuíram 1,4% no primeiro quadrimestre.

A categoria de produtos que apresentou o maior aumento nas exportações foi os ‘fornecimentos industriais’, principalmente de metais comuns e máquinas.

Espanha foi o principal destino das exportações nacionais, seguida de França e Alemanha.

No caso das importações, que aumentaram 8,9% em abril, se excluirmos a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, cresceram 6,3%. Já os preços das importações apresentaram uma variação positiva, a primeira desde fevereiro de 2025, de 2,6%.

Olhando para o trimestre terminado em abril, as importações apresentaram um aumento de 5,9% face ao período homólogo, e no acumulado do ano já registaram um crescimento de 4,7%.

A categoria de ‘material de transporte’ registou o maior acréscimo, de 22,5%, seguindo-se as ‘máquinas e outros bens de capital’, com um crescimento de 17,8%.

Espanha liderou os aumentos, com uma subida de 13% nas importações, enquanto a Irlanda liderou as descidas, com um decréscimo de 79,1%.

Afinal, o que quer Israel?

9 June 2026 at 00:08

Há uma velha piada entre historiadores do Médio Oriente que diz que a região moderna foi desenhada por homens que nunca lá viveram, sobre mapas que nunca compreenderam e com réguas que nunca deveriam ter utilizado. Como quase todas as boas piadas, contém uma parte significativa de verdade.

Quando o Império Otomano colapsou após a Primeira Guerra Mundial, as potências europeias dividiram a região segundo interesses estratégicos, linhas ferroviárias, recursos energéticos e equilíbrios imperiais. O resultado foi um conjunto de fronteiras artificiais que separaram tribos, dividiram comunidades religiosas e obrigaram grupos rivais a coexistir dentro dos mesmos Estados. Síria, Iraque, Jordânia e Líbano são, em larga medida, produtos dessa engenharia geopolítica do século XX.

É importante recordar este facto porque muitos dos conflitos atuais não acontecem entre nações antigas com fronteiras milenares. Acontecem dentro de uma arquitetura política relativamente recente, construída sobre equilíbrios frágeis e frequentemente contestados.

Israel nasceu precisamente nesse contexto. Desde a sua fundação, em 1948, enfrentou guerras, invasões, terrorismo, atentados suicidas, ataques de foguetes e uma contestação permanente da sua própria existência. Nenhuma análise séria pode ignorar esta realidade. Mas reconhecer a legitimidade das preocupações de segurança de Israel não significa deixar de fazer uma pergunta cada vez mais inevitável: afinal, o que quer Israel?

A questão tornou-se particularmente relevante esta semana. Depois dos ataques iranianos e dos apelos explícitos de Donald Trump para evitar uma escalada, Israel voltou a atacar alvos iranianos. Não é a primeira vez que Telavive ignora pedidos de contenção por parte de aliados. O que torna este episódio interessante é que revela algo mais profundo do que uma simples divergência táctica.

Pela primeira vez em muitos anos, parece existir uma diferença de objetivos entre Washington e Jerusalém. Os Estados Unidos procuram estabilidade. Israel procura segurança. À primeira vista parecem sinónimos. Na prática podem significar coisas completamente diferentes.

Para Washington, um acordo com Teerão, por imperfeito que seja, continua a ser preferível a uma guerra regional permanente. Para Israel, pelo contrário, qualquer acordo que permita ao regime iraniano sobreviver, reorganizar-se e recuperar capacidades estratégicas pode ser visto como uma ameaça futura. É aqui que começa a divergência. A estratégia americana continua assente na gestão do conflito. A estratégia israelita parece cada vez mais orientada para a transformação do equilíbrio regional.

Nos últimos anos, Israel combateu ou confrontou diretamente cinco frentes distintas. O Hamas em Gaza. O Hezbollah no Líbano. Os Houthis no Iémen. As milícias pró-iranianas no Iraque e na Síria. E, naturalmente, a própria República Islâmica do Irão. Nenhum outro país democrático enfrenta simultaneamente uma rede tão vasta de atores hostis armados e financiados por um mesmo centro de poder regional. Ignorar este facto seria intelectualmente desonesto.

Mas também seria desonesto ignorar outra realidade. Em vários setores da atual coligação governamental israelita existe uma visão estratégica que vai muito além da simples autodefesa.

Figuras como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich defendem uma leitura profundamente maximalista do futuro de Israel. Não falam apenas de segurança. Falam de soberania. Não falam apenas de dissuasão. Falam de expansão da presença israelita sobre territórios disputados.

Nos Estados Unidos, algumas vozes próximas da atual administração têm reforçado esse discurso. O atual embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, provocou controvérsia ao afirmar que seria aceitável que Israel controlasse uma área muito mais vasta da região, evocando referências bíblicas que se estendem do Nilo ao Eufrates. Mais do que uma declaração diplomática, foi uma janela para um pensamento político que existe há muito tempo, mas que raramente era expresso de forma tão explícita.

Naturalmente, não existe qualquer plano oficial israelita para conquistar metade do Médio Oriente. A ideia de um “Grande Israel” pertence mais ao domínio ideológico do que ao planeamento militar real. Mas as ideias importam porque influenciam decisões, moldam prioridades, ajudam a explicar comportamentos e revelam que a discussão dentro de Israel já não é apenas sobre como sobreviver, mas também sobre qual deve ser o papel regional do Estado israelita nas próximas décadas.

A questão torna-se ainda mais complexa quando olhamos para o outro lado. O regime iraniano não é uma democracia liberal incompreendida. Durante décadas financiou organizações armadas em vários países da região, patrocinou grupos que atacaram civis israelitas e construiu uma arquitetura de influência baseada em milícias, proxies e guerra indireta.

Para muitos israelitas, o problema não é apenas o programa nuclear iraniano. É a própria natureza do regime. É por isso que, mesmo quando Washington fala em negociações, muitos em Israel continuam a pensar em termos de contenção permanente ou mesmo de enfraquecimento estrutural do poder iraniano.

O problema é que existe uma diferença fundamental entre enfraquecer uma ameaça e viver num estado de guerra contínua. A história ensina que nenhuma potência consegue permanecer indefinidamente mobilizada sem custos políticos, económicos e morais. É precisamente aqui que surge a grande interrogação estratégica.

Israel quer regressar ao statu quo anterior a 7 de Outubro? Quer apenas destruir as capacidades militares dos seus adversários? Ou pretende criar uma nova ordem regional em que os seus inimigos deixem de ter capacidade para desafiar a sua superioridade?

As respostas a estas perguntas determinarão o futuro do Médio Oriente muito mais do que qualquer ataque aéreo desta semana. Porque a verdadeira questão já não é militar. É política.

O povo israelita merece viver em segurança. Merece viver sem sirenes, sem foguetes e sem ameaças existenciais. Mas o povo israelita não se confunde com Benjamin Netanyahu. Nem a democracia israelita se resume à sua atual coligação governamental.

Da mesma forma que criticar Netanyahu não significa ser anti-Israel, apoiar o direito de Israel à defesa não implica concordar com todas as decisões do seu governo. Essa distinção tornou-se cada vez mais importante, sobretudo agora que a pergunta central da política regional deixou de ser o que o Irão quer.

A pergunta central passou a ser outra: depois de Gaza, do Líbano, do Iémen, da Síria, do Iraque e agora do Irão, afinal, o que quer Israel?

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