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Pizzi homenageado na cidade do Futebol

10 June 2026 at 13:51

VTM

Natural de Bragança, Pizzi recordou alguns pontos altos do seu percurso como as conquistas da Liga Europa, pelo Atlético de Madrid, e da Liga das Nações por Portugal, os dois títulos internacionais que alcançou como profissional.

“Tive títulos que me marcaram muito enquanto jogador, que foram a conquista da Liga Europa e, depois, claro, pela seleção, a Liga das Nações. Acho que é um dos pontos mais altos para um jogador representar a seleção e ganhar um título, o primeiro de seleções em Portugal, e acho que esse foi um ponto especial para mim”, recordou.

O futebolista de 36 anos, que se retirou dos relvados a 16 de maio, lamentou não ter tido a oportunidade de participar na fase final de um Campeonato da Europa ou do Mundo por Portugal, mas preferiu destacar a “carreira muito feliz” que protagonizou tanto pela equipa das ‘quinas’, na qual acumulou três golos em 17 internacionalizações, como nos emblemas que representou.

“Acho que todos os jogadores que estão no espaço da seleção nacional querem os grandes torneios, seja Europeu ou Mundial. Eu não tive a oportunidade de estar presente, mas acho que não há nenhum sentimento amargo em relação a isso, porque esta foi, sem dúvida, uma carreira muito feliz, seja nos clubes ou na seleção”, assinalou.

Formado no GD Bragança, Luís Fernandes (Pizzi) iniciou o percurso sénior no seu clube da terra e passou depois pelo Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e Sporting de Braga, antes de rumar a Espanha, onde representou as ‘cores’ de Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanyol. Em 2022 deixou o Benfica para representar os turcos do Basaksehir, passando, depois, pelo Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Sporting de Braga, APOEL (Chipre) e Estoril Praia.

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Vereador do Chega pede esclarecimentos sobre investimento em nova marca

VTM

Em comunicado, Alberto Moura esclarece que as suas críticas surgem após a análise da documentação relativa aos contratos celebrados em 2017 e em 2026, que lhe foi facultada pela maioria socialista.

Segundo o vereador, os documentos consultados apontam para um investimento acumulado de 58 mil euros no desenvolvimento da identidade visual do município, valor que ascende a 71.340 euros com a aplicação do IVA.

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Mais de 100 câmaras para vigiar floresta num investimento de 32 mil euros

VTM

O projeto contempla a colocação de 125 câmaras, distribuídas por zonas estratégicas do território, permitindo a monitorização em simultâneo de áreas florestais consideradas mais sensíveis.

São 25 locais que estarão sob vigilância destes novos equipamentos que foram entregues à Polícia Judiciária (PJ), após a assinatura do protocolo de cooperação no âmbito do Programa de Redução do Número de Ignições em Espaço Rural.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, a medida resulta de um desafio lançado pela PJ no âmbito do grupo de trabalho dedicado à investigação das ignições em espaço rural, em articulação com a Guarda Nacional Republicana e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). “Fomos interpelados para sermos uma entidade colaboradora, disponibilizando tecnologia que permita melhorar a prevenção e, quando necessário, apoiar também a investigação de situações de dolo”, explicou.

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“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”

10 June 2026 at 12:28

VTM

A posição foi assumida no programa “Bola ao Centro”, onde o técnico analisou uma época marcada por um percurso acima das expectativas. O Bragança terminou a época no 1.º lugar da série A e lutou pela promoção até ao último jogo, mas acabou por falhar o objetivo de subida à Liga 3.

“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”, afirmou André Irulegui, sublinhando que o atual modelo “torna injusto” o desfecho de uma época longa e exigente para equipas que conseguem regularidade ao longo da temporada. “Acabaram por subir as equipas que tinham ficado em 2º”, vinca.

Segundo o treinador, a época terminou com sentimento de orgulho, mas também alguma frustração. “O balanço é claramente positivo pelo que foi construído, mas no fim fica aquela sensação de termos estado muito perto”, referiu, acrescentando que a equipa “foi além do que era esperado no início da época”, quando o objetivo passava essencialmente pela manutenção.

Apesar do desfecho, o técnico fez questão de enaltecer o grupo de trabalho. “Tenho muito orgulho nos jogadores. Foram de uma entrega enorme, muitas vezes a jogar no limite físico”, destacou, lembrando o desgaste acumulado ao longo da época e a dificuldade em gerir um plantel curto.

Irulegui detalhou também os desafios estruturais enfrentados pelo clube, apontando diferenças significativas face a adversários mais preparados. “Há equipas com mais profundidade, que conseguem rodar jogadores sem perder qualidade. Nós tivemos de ir quase sempre com os mesmos”, explicou.

O treinador destacou, ainda, a eliminatória da Taça de Portugal com o S.C. Braga como o momento chave da temporada. Apesar da eliminação, o jogo serviu como ponto de viragem. “Esse jogo mostrou-nos que podíamos competir. A partir daí houve um clique no grupo”, afirmou.

Ainda sobre o último jogo da época, no reduto do Leça, o treinador luso-brasileiro falou de um balneário com um misto de emoções “Havia tristeza, mas também orgulho pelo caminho feito. Vi jogadores a consolar outros e isso diz muito sobre o grupo”, contou.

Outro dos temas abordados foi a importância da comunicação e da liderança no futebol atual, com André Irulegui a defender uma abordagem baseada na proximidade com os jogadores e na adaptação individual. “Não se pode falar para todos da mesma forma, porque cada jogador reage de maneira diferente”, explicou, acrescentando que a equipa técnica teve um papel fundamental na gestão diária do grupo.

Quanto ao futuro, o técnico não adiantou se vai ou não continuar no Bragança. Contudo, acredita que, na próxima época, a equipa será “forte” e vai querer “mostrar o que vale”.

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Parque da Cal pretende preservar e valorizar território

VTM

O espaço, inicialmente ligado à antiga fábrica de cal localizada na Campeã, aproveita as ruínas e toda a área envolvente, preservadas e transformadas num espaço de lazer integrado na natureza.

Fernando Pereira, engenheiro florestal, é o “cérebro” por detrás do parque natural de vários hectares e que junta arte, poesia e natureza. O proprietário do Parque Empresa da Cal afirma que o espaço nasceu com um propósito que vai muito além da componente turística ou recreativa. “O principal objetivo é que as pessoas se encontrem consigo próprias”, explica à VTM, defendendo que o contacto com a natureza, aliado aos pilares do amor, da poesia, da arte e da contemplação, pode proporcionar momentos de reflexão e autoconhecimento. “Acredito que o verdadeiro bem-estar está na relação profunda entre o homem e a natureza”, sustenta.

Situado na serra do Marão, o projeto procura também sensibilizar para a preservação ambiental e para a valorização dos territórios rurais. O responsável considera que a região possui um enorme potencial, beneficiando da proximidade aos centros urbanos, tanto do interior como do litoral, mas alerta para as pressões exercidas por grandes projetos energéticos sobre o território.

“Gostava de criar um alerta de sensibilização para a proteção da natureza”, diz Fernando Pereira. “Hoje em dia, existe nas zonas rurais uma tentativa de as grandes empresas de energia apoderarem-se do território de Trás-os-Montes, que é um território barato para desenvolverem as energias ditas verdes, que, no meu ponto de vista, de verdes não têm nada. Vêm para cá, porque o solo é barato”.

Por isso, o empresário assume que o seu “principal objetivo” é proteger a floresta. “O dinheiro que eu conseguir ganhar como empresário é para comprar área florestal para poder protegê-la, porque muito francamente, a sensibilização das pessoas fica muito aquém daquilo que deveria ser”, considera.

Sobre a questão económica de manter o território, Fernando Pereira quer distanciar-se de alguns proprietários florestais. “Há os produtores florestais do eucalipto, que são as grandes celuloses, essas não precisam de apoio absolutamente nenhum, porque são responsáveis pelo problema da floresta em Portugal”, explica, acrescentando que “fizeram uma monocultura de uma espécie que, para mim, deveria ser combatida”.

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Vila Pouca vence dérbi e conquista Taça AFVR

10 June 2026 at 11:32

VTM

O SC Vila Pouca conquistou a Taça AFVR ao derrotar o Juventude Pedras Salgadas por 3-1, numa final bem disputada e com uma excelente moldura humana.

A partida começou equilibrada, com o Pedras Salgadas a entrar ligeiramente melhor. Aos oito minutos, Tiago Magalhães obrigou Meireles a uma boa intervenção, num dos primeiros lances de perigo do encontro. A resposta do Vila Pouca surgiu pouco depois, por intermédio de Lucas.

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Saúde e ensino foram os setores mais afetados pela greve geral

VTM

Ao longo do dia, registaram-se níveis de adesão muito distintos entre concelhos e serviços, com unidades encerradas, outras a funcionar em serviços mínimos e várias estruturas com funcionamento condicionado.

Na área da educação, verificaram-se encerramentos totais e parciais em vários agrupamentos de escolas. Em Vila Real, a Escola Diogo Cão encerrou logo pela manhã, após não estarem reunidas condições para o funcionamento normal das atividades letivas. Também a Escola Secundária de São Pedro não teve qualquer atividade letiva, ao mesmo tempo que no Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, o Centro Escolar Abade de Mouçós, a Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral e a própria escola-sede não reuniram condições para o funcionamento, tendo igualmente encerrado.

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Vida militar não é apenas uma profissão, é uma escolha

VTM

Os militares não são apenas essenciais para conflitos bélicos, sendo uma linha de defesa importante em tempo de paz. Isso ficou provado, mais do que uma vez, no passado recente do nosso país. Seja contra o fogo no verão, seja contra as cheias no inverno ou mesmo durante a pandemia, soldados estiveram sempre presentes para prestar apoio às populações.

Numa altura em que é muito difícil atrair jovens para as fileiras de qualquer ramo das Forças Armadas, assim como o é para bombeiros e muitas outras instituições que estão prontas para intervir em tempos de necessidade, ainda há bons exemplos de jovens que preferem a vida militar, seja pelo contexto familiar, por vontade própria ou por encararem a possibilidade de prosseguir uma carreira profissional neste meio.

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Associação Bino cria guia de apoio para famílias neurodivergentes

6 June 2026 at 15:01

Depois de apoiar crianças através do projeto “ParaKarate Inclusão”, Albino Sousa, presidente da Associação Bino Academia Desportiva Inclusiva e mestre de karaté há mais de 18 anos, decidiu alargar a sua intervenção para fora do dojo. Inspirado pela própria experiência enquanto pai e pelo contacto próximo com famílias de crianças neurodivergentes, lançou um guia prático que reúne direitos, benefícios e medidas disponíveis em Portugal para crianças neurodivergentes e com síndrome de Down.

O documento, pensado para pais e cuidadores, procura simplificar um processo que muitas famílias descrevem como “confuso”, burocrático e emocionalmente desgastante, sobretudo após um diagnóstico ou perante as primeiras suspeitas de alterações no desenvolvimento infantil.

A publicação, intitulada “Guia de Direitos e Apoios para Crianças e Jovens com Deficiência”, reúne informação sobre prestações como o Abono de Família, Bonificação por Deficiência, Prestação Social para a Inclusão (PSI), Subsídio de Educação Especial, Subsídio por Assistência de Terceira Pessoa e ainda o acesso ao Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM).

Além de explicar os direitos existentes, o guia alerta também para a importância da ordem dos pedidos, já que algumas candidaturas podem influenciar o acesso a outros benefícios. O objetivo passa por evitar que famílias percam apoios sociais por desconhecimento ou falta de orientação.

A iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido por Albino Sousa no ParaKaraté, projeto ligado à inclusão através do desporto que o colocou em contacto próximo com crianças neurodivergentes e respetivas famílias. No entanto, foi a experiência pessoal recente que acabou por acelerar a criação do guia.

“Em março de 2025 estávamos no início de um percurso muito intenso a nível emocional e de decisões. E digo ‘estávamos’ porque vivi tudo lado a lado com a minha esposa. Quando descobrimos a condição do nosso bebé, percebemos rapidamente que, apesar do enorme esforço e boa vontade das equipas médicas, muitas vezes não existia informação clara sobre os recursos disponíveis e os passos a seguir”, explicou Albino Sousa.

Segundo o responsável, uma das maiores dificuldades foi precisamente navegar entre processos e medidas muitas vezes desconhecidas até pelos próprios serviços.

“O próprio gabinete de apoio do Hospital de Faro chegou a contactar-nos porque sabia que o nosso bebé iria ser avaliado numa junta médica da Segurança Social para atribuição, ou não, da bonificação. Pediram-nos depois que partilhássemos o resultado, porque tinham conhecimento de um caso semelhante em Portimão em que esse benefício tinha sido recusado a outra bebé”, contou.

Ao longo do processo, Albino admite que houve momentos de frustração e desorientação: “Sentimos também muitas dificuldades no acesso à informação. Em vários momentos tivemos a sensação de que até os próprios serviços de atendimento da Segurança Social desconheciam determinados direitos. Foi aí que nasceu a vontade de criar algo que pudesse realmente ajudar outras famílias como a nossa.”

Foi precisamente dessa necessidade que nasceu a ideia do guia: “Lembro-me perfeitamente de um dia, enquanto esperávamos por mais uma consulta, em que comecei a pesquisar informação online. Encontrei muitos conteúdos úteis, mas quase sempre dispersos, difíceis de compreender ou acessíveis apenas após pesquisas demoradas. Nesse momento pensei: ‘Tenho de transformar isto em algo simples, prático e direto, que qualquer família consiga consultar facilmente.’”

Para Albino Sousa, o principal objetivo passa por aliviar o peso sentido por muitas famílias após um diagnóstico: “Quando uma família recebe uma notícia destas, já tem preocupações emocionais, médicas e pessoais mais do que suficientes. Não deveria ter de travar uma luta adicional para perceber a que apoios tem acesso ou por onde começar.”

Mais do que informação técnica, o autor espera que o guia consiga transmitir proximidade e esperança: “Gostava que, ao lerem o guia pela primeira vez, as famílias sentissem sobretudo duas coisas: que não estão sozinhas e que existe um caminho possível. Mesmo no meio da incerteza, é importante sentir que há alguém que já passou por isso e que está disposto a ajudar.”

Apesar de recente, a partilha do guia já começou a gerar reações emocionais entre famílias: “Recebi uma mensagem que me marcou muito. Dizia apenas: ‘Muito obrigado pela partilha. Para uns pode parecer insignificante, mas para nós fez a diferença.’ Foi uma frase simples, mas teve um impacto enorme em mim. Porque no fundo é exatamente esse o objetivo: fazer a diferença, mesmo que seja de forma pequena, na vida de uma família que naquele momento precisa de orientação ou apenas de sentir que alguém compreende aquilo que está a viver.”

Albino Sousa refere ainda que essa visão está diretamente ligada ao lema da associação que criou recentemente: “Continua sendo diferente. Isso é o que te torna genial.”

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