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Parque da Cal pretende preservar e valorizar território

VTM

O espaço, inicialmente ligado à antiga fábrica de cal localizada na Campeã, aproveita as ruínas e toda a área envolvente, preservadas e transformadas num espaço de lazer integrado na natureza.

Fernando Pereira, engenheiro florestal, é o “cérebro” por detrás do parque natural de vários hectares e que junta arte, poesia e natureza. O proprietário do Parque Empresa da Cal afirma que o espaço nasceu com um propósito que vai muito além da componente turística ou recreativa. “O principal objetivo é que as pessoas se encontrem consigo próprias”, explica à VTM, defendendo que o contacto com a natureza, aliado aos pilares do amor, da poesia, da arte e da contemplação, pode proporcionar momentos de reflexão e autoconhecimento. “Acredito que o verdadeiro bem-estar está na relação profunda entre o homem e a natureza”, sustenta.

Situado na serra do Marão, o projeto procura também sensibilizar para a preservação ambiental e para a valorização dos territórios rurais. O responsável considera que a região possui um enorme potencial, beneficiando da proximidade aos centros urbanos, tanto do interior como do litoral, mas alerta para as pressões exercidas por grandes projetos energéticos sobre o território.

“Gostava de criar um alerta de sensibilização para a proteção da natureza”, diz Fernando Pereira. “Hoje em dia, existe nas zonas rurais uma tentativa de as grandes empresas de energia apoderarem-se do território de Trás-os-Montes, que é um território barato para desenvolverem as energias ditas verdes, que, no meu ponto de vista, de verdes não têm nada. Vêm para cá, porque o solo é barato”.

Por isso, o empresário assume que o seu “principal objetivo” é proteger a floresta. “O dinheiro que eu conseguir ganhar como empresário é para comprar área florestal para poder protegê-la, porque muito francamente, a sensibilização das pessoas fica muito aquém daquilo que deveria ser”, considera.

Sobre a questão económica de manter o território, Fernando Pereira quer distanciar-se de alguns proprietários florestais. “Há os produtores florestais do eucalipto, que são as grandes celuloses, essas não precisam de apoio absolutamente nenhum, porque são responsáveis pelo problema da floresta em Portugal”, explica, acrescentando que “fizeram uma monocultura de uma espécie que, para mim, deveria ser combatida”.

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Empresa acata providência cautelar e suspende trabalhos em mina de lítio em Trás-os-Montes

9 June 2026 at 20:01

A empresa Savannah disse ter sido hoje notificada da ordem de suspensão temporária dos trabalhos associados à exploração de lítio na mina do Barroso, em Boticas, após providência cautelar admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.

“Tal como antecipado, a Savannah foi hoje notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção de uma providência cautelar”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado pela Savannah.

Segundo a empresa, a notificação “foi entregue hoje” e, no seu entender, “tem efeitos apenas a partir de hoje”, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Unidos em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, acrescenta.

Vai agora, “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar”, e promete “retomar os trabalhos” assim que as autoridades competentes o autorizarem, lembrando que o mesmo aconteceu no ano passado.

Em 01 de junho, a empresa tinha dito que atuava sem incumprir a lei, uma vez que não tinha sido notificada de qualquer providência cautelar.

Em comunicado dessa altura, o Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso indicou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela admitiu a providência cautelar apresentada a 27 de maio para “suspender os efeitos da servidão administrativa e dos trabalhos dela decorrentes até que seja apreciada a sua legalidade”, acrescentando que a Savannah está “obrigada a parar os trabalhos”.

Segundo o despacho de 29 de maio, a providência cautelar foi apresentada pela Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso contra o Ministério do Ambiente e da Energia, dando 10 dias para os interessados se pronunciarem.

A comunidade dos baldios de Covas do Barroso entende que a “servidão administrativa permite à empresa ocupar terrenos comunitários e privados à revelia da vontade dos proprietários e compartes, repetindo um padrão de imposição coerciva já denunciado durante a primeira servidão administrativa associada ao projeto mineiro”.

O Ministério do Ambiente já tinha autorizado uma primeira servidão em dezembro de 2024, que originou a apresentação de uma providência cautelar, por parte de proprietários de terreno, levando à suspensão dos trabalhos de prospeção durante 15 dias em fevereiro de 2025.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Trabalhador morre em Trás-os-Montes após queda de 8 metros

9 June 2026 at 16:58

Um homem de 44 anos morreu hoje em Torre do Pinhão, concelho de Sabrosa, após uma queda de cerca de oito metros no seu local de trabalho, revelou à Lusa fonte da GNR de Vila Real.

O alerta foi dado pelas 15:25, acrescentou a fonte que não soube precisar o local em causa.

Para o local foram mobilizados meios do Instituto Nacional de Emergência Médica, Bombeiros de Sabrosa e de Vila Real – Cruz Verde, indicou fonte do Comando Sub-Regional do Douro.

A GNR tomou conta da ocorrência.

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Mulher suspeita de roubo no Brasil detida em Trás-os-Montes

8 June 2026 at 15:42

A PSP deteve uma mulher em Mirandela, no distrito de Bragança, suspeita de ter cometido um roubo no Brasil, anunciou hoje aquela força de segurança.

Em comunicado, a PSP adiantou que a mulher, de 54 anos, foi detida na sexta-feira, sendo suspeita de um roubo ocorrido no Brasil.

A PSP deu cumprimento a um mandado de detenção internacional, através da articulação e troca de informação internacional com a Interpol.

Segundo a polícia, a suspeita vai ser presente ao Tribunal da Relação de Guimarães, para aplicação das medidas de coação.

No comunicado, PSP refere ter detido ainda três homens suspeitos de tráfico de droga.

No sábado, um homem, de 50 anos, foi detido em Bragança e foram-lhe apreendidas cerca de 11 gramas de cocaína, um grama de heroína e quatro gramas de haxixe.

Já no domingo, foram detidos mais dois suspeitos, um em Mirandela e outro em Bragança, de 52 e 57 anos, respetivamente.

Em Mirandela, a PSP disse que foram apreendidas 501 gramas de haxixe, 26,24 gramas de cocaína e 14,4 gramas de heroína, enquanto em Bragança apreendeu 12 gramas de cocaína.

Os três suspeitos vão ser presentes hoje a tribunal, para conhecer as medidas de coação.

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Movimento cívico contra parques eólicos e fotovoltaicos em Trás-os-Montes

8 June 2026 at 13:02

O Nordeste Transmontano tem um novo movimento cívico – Plataforma Nordeste Vivo – composto por 25 pessoas de vários setores de atividade, que prometem lutar contra a instalação de parques eólicos e fotovoltaicos neste território, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, o membro da Plataforma Nordeste Vivo – Movimento Cívico pelo Território do Nordeste Transmontano, José Jambas, disse que este é um movimento cívico apartidário composto por 25 pessoas de vários setores de atividade que vão desde o turismo, ao meio ambiente, hotelaria, associações de agricultores e pecuária ou técnicos superiores em várias outras áreas económicas.

“A Plataforma Nordeste Vivo avança como um movimento cívico, apartidário, composto por diversos representantes da sociedade civil, unidos por um objetivo comum: a defesa intransigente do território do Nordeste Transmontano e da qualidade de vida das populações locais”, vincou.

 Segundo José Jambas, este movimento pretende saber o ponto de situação em que se encontram os projetos de hibridização das barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua, no distrito de Bragança, para as quais foram anunciados, pela elétrica francesa Engie, parques eólicos e fotovoltaicos de dimensões consideráveis.

 “Todo este processo de implantação de parques eólicos e fotovoltaicos têm surgido de forma camuflada, onde nestes projetos não há um rigor ou aproximação às populações e têm surgido de surpresa e, quando nos apercebemos, já estão autorizados ou quase a ser construídos. Este movimento surge para que haja seriedade e transparência, para que as comunidades onde estes parques vão ser construídos tenham uma voz ativa no processo”, defendem os membros da Plataforma Nordeste Vivo.

 De acordo com José Jambas, “a Plataforma Nordeste Vivo é favorável à transição energética, mas contra a imposição da produção industrial”.

Para esta plataforma cívica, o Nordeste Transmontano “não é um espaço vazio disponível para ocupação industrial, sendo uma terra de pessoas, de memória, de tradição e de equilíbrio entre comunidade e natureza”.

“É um território onde a agricultura, a pecuária, a caça, a apicultura, o turismo e os modos de vida rurais continuam intimamente ligados à paisagem e à cultura local”, indica este movimento cívico.

Segundo José Jambas, esta região já contribui significativamente para a produção energética nacional, acolhendo inúmeras infraestruturas que há décadas impactam as populações e o território.

Por este motivo, a Plataforma Nordeste Vivo considera que “ocorrerão impactos profundos e irreversíveis provocados pela implantação destes megaprojetos de energia fotovoltaica e eólica e vários setores, impactos diretos na saúde e qualidade de vida das populações, perdas irreversíveis de produção agrícola e pecuária com a ocupação e destruição de solos férteis e áreas de pastorícia significativa nas áreas utilizadas para caça e perdas de conectividade entre as populações de espécies cinegéticas, entre outros”.

 O movimento considera que “o que está a ser imposto vai contra toda a estratégia de desenvolvimento do território que tem sido posta em prática no Nordeste Transmontano: a aposta no turismo ligado aos valores naturais e culturais, a promoção de raças autóctones, a agricultura que privilegia a qualidade à quantidade”.

 A Plataforma Nordeste Vivo nasce para ser a voz de um território “que não está à venda e exige transparência total nos processos de licenciamento e aprovação dos projetos, como Estudos de Impacto Ambiental rigorosos, independentes e publicamente acessíveis antes de qualquer aprovação”.

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Barras e moedas de ouro, prata e outras jóias. Litígio familiar em Trás-os-Montes acaba em leilão

6 June 2026 at 11:06

Um processo de divisão de bens decorrente de um litígio familiar em Vila Real, Trás-os-Montes, resultou na colocação em leilão de um vasto conjunto de património, incluindo ouro, moedas, prata, mobiliário antigo e peças de arte.

O acervo em causa integra quatro barras de ouro fino, coleções de moedas de ouro e prata, joias e diversos objetos de valor, bem como o recheio completo de uma habitação familiar composta por mobiliário antigo, quadros, esculturas religiosas e outros bens decorativos.

O processo, cujo acordão foi consultado este sábado por O MINHO, teve origem numa ação de divisão de coisa comum, após uma doação familiar realizada em 2015, tendo as partes envolvidas, dois coproprietários, divergido quanto à forma de partilha dos bens. A falta de acordo levou o tribunal a determinar a venda judicial dos conjuntos considerados indivisíveis.

Um dos exemplos em leilão, consultado este sábado por O MINHO, são quatro barras de ouro fino de 999,99 milésimas, com 100 gramas cada e origem suíça (peso total de 400 gramas), pelo valor base de 23 124,00 euros.

Mas existem outros casos valiosos, como 23 libras em ouro da rainha Vitória, pelo valor base de 10 159,80 euros.

Pode consular o catálogo completo aqui.

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Esta vila em Trás-os-Montes vai pagar mais 10 euros/hora aos médicos

5 June 2026 at 18:59

Os médicos que venham a prestar serviço no Centro de Saúde de Vimioso em consulta aberta receberão mais 10 euros por hora, numa medida que visa atrair mais profissionais ao concelho, segundo um protocolo assinado hoje.

O protocolo assinado entre a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e a Câmara de Vimioso, distrito de Bragança, tem por objetivo melhorar os honorários dos médicos.

Segundo a diretora clínica da ULS do Nordeste, Filipa Faria, esta majoração de mais 10 euros/hora, para além da remuneração normal, é destinada aos clínicos que venham a prestar serviço no Centro de Saúde de Vimioso, com incidência na doença aguda e consulta aberta.

“Esta é uma consulta que o centro de saúde dispõe sete dias por semana, aos dias úteis entre as 08:00 e as 22:00 e os fins de semana e feriados entre as 09:00 e as 22:00. É necessária uma escala de médicos, entre os do quadro e os prestadores de serviço, que possa garantir o apoio às populações, sendo nesta ocasião que o município se oferece a dar um apoio monetário de 10 euros/hora, acima do valor base pago pela ULS do Nordeste”, disse a responsável.

Filipa Faria acrescentou que “cada vez mais se fala de atratividade e de fixação de clínicos no interior, e não se pode descurar que a parte monetária é importante e pode fazer a diferença entre médicos que se possam vir a fixar em Vimioso ou em outros concelhos do interior”.

Segundo o documento a que a Lusa teve acesso, os incentivos serão processados pela ULS do Nordeste e posteriormente debitados à Câmara de Vimioso, em função dos registos de assiduidade dos profissionais abrangidos.

Ainda segundo o mesmo documento, o município de Vimioso atribui à ULS do Nordeste um valor máximo anual de mais de 52 mil euros.

“Este apoio financeiro destina-se, designadamente, mas não exclusivamente, a melhorar o funcionamento e a capacidade de resposta do serviço de atendimento do Centro de Saúde Vimioso. Apoiar outras medidas de reforço da prestação de cuidados de saúde (…) que se revelem necessárias e à melhoria do acesso das populações aos cuidados de saúde”, lê-se.

Por seu lado, Miguel Abrunhosa, presidente da ULS do Nordeste, disse que os municípios são parceiros estratégicos da missão da ULS por serem um agente da proatividade no campo da saúde.

O município de Vimioso teve em discussão pública até 08 de abril o regulamento municipal de atribuição de incentivos para fixação e manutenção de médicos no concelho.

Na ocasião, em declarações à agência Lusa, o presidente António Santos (PSD) avançava que os cuidados médicos que estão a ser prestados no Centro de Saúde de Vimioso são insuficientes para a população do concelho, que conta com cinco mil habitantes.

De acordo com o autarca social-democrata, atualmente, o Centro de Saúde de Vimioso tem três médicos de medicina geral e familiar, em regime de consulta programada, que são “insuficientes” para o concelho.

Após aprovada em Assembleia Municipal, a alteração ao regulamento que foi publicada há uma semana em Diário da República e entrou em vigor na segunda-feira estabelece como apoios/incentivos para fixar médicos em Vimioso, entre os quais “um apoio de 10 euros, para além do valor pago pela ULS, por hora ao médico que preste serviço no Centro de Saúde de Vimioso em Consulta Aberta”, bem como a disponibilização de uma viatura municipal para deslocações profissionais no âmbito do exercício das funções médicas, nomeadamente nas freguesias.

Estabelece também como apoios a atribuição de uma habitação permanente disponibilizada pelo município, um subsídio de alojamento ao fim de semana no valor de 50 euros desde que comprovadamente o médico pernoite no concelho e o pagamento de despesas com o consumo de energia, água e Internet da respetiva habitação.

Em alternativa à habitação disponibilizada pela autarquia, o médico “poderá optar por receber um subsídio de moradia para comparticipação no arrendamento ou no esforço de aquisição ou construção de uma habitação no concelho”.

Prevê também o pagamento de equipamento, como mobiliário, eletrodomésticos e/ou outros imprescindíveis para que a habitação reúne todas as condições.

Entre outros, garante ainda acesso gratuito a equipamentos municipais, nomeadamente piscinas e termas, extensível ao agregado familiar, bem como a eventos culturais e desportivos organizados pela câmara.

Perante estes apoios/incentivos, o presidente da Câmara de Vimioso, António Santos, mostrou-se otimista quanto à fixação de médicos no concelho, mas sempre afirmou que seria um processo mais lento que o previsto.

“Mesmo assim, com estas regalias, não será fácil quantificar os gastos da autarquia. Se não acreditássemos que não vinham médicos para Vimioso, não trabalhávamos nesse sentido”, referiu hoje o autarca.

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Apanhado a andar de trotineta com 2,4 g/l de álcool no sangue em Trás-os-Montes

5 June 2026 at 10:50

A PSP deteve um homem, de 49 anos, por conduzir uma trotineta elétrica embriagado, em Mirandela, região de Trás-os-Montes.

Segundo o Jornal de Notícias, o homem apresentou uma taxa de álcool no sangue de 2,4 g/l – ou seja, quase cinco vezes superior ao permitido.

Recorde-se que as trotinetas elétricas são equiparadas a velocípedes, devendo os seus utilizadores cumprir as regras estabelecidas no Código da Estrada.

Os condutores de trotinetes estão sujeitos às mesmas taxas de álcool que os de automóveis. O limite é 0,5 g/l e a partir de 1,2 g/l já é taxa-crime.

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Motociclista de 68 anos morre após despiste em Trás-os-Montes

4 June 2026 at 20:57

Um homem morreu hoje na sequência de um despiste de motociclo, no Itinerário Principal (IP) número 4, próximo de Vila Real, disse fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo a fonte da GNR, estão ainda a ser investigadas as circunstâncias do despiste, que aconteceu às 11:04, uma vez que circulavam vários motociclos na mesma altura, desconhecendo-se, para já, se estavam juntos ou se foi apenas uma coincidência.

O motociclista de 68 anos ainda foi transportado para o hospital, onde acabou por morrer.

O IP4 esteve cortado em ambos os sentidos, ao quilómetro 95.

A mesma fonte da GNR deu ainda conta de um outro acidente, na estrada nacional 244, ao quilómetro 95, na zona de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, no caso uma colisão entre um veículo ligeiro de mercadorias e um ligeiro de passageiros.

Deste acidente resultaram dois feridos graves e um ligeiro, tendo havido necessidade de cortar a circulação automóvel nos dois sentidos e de chamar o helicóptero do INEM.

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Empresa de Braga vai levar fibra ótica a mais de 3.000 casas em Trás-os-Montes

2 June 2026 at 20:53

A dstelecom vai estrear, até ao final deste mês de junho, a sua rede de fibra ótica multioperador no concelho de Chaves, com a cobertura inicial de 800 casas, chegando a mais de 3.000 casas até ao final do ano, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a empresa de Braga refere que o plano de expansão abrange cinco freguesias do interior transmontano até agora sem acesso a infraestruturas de banda larga de última geração.

As primeiras localidades a integrar a rede serão Anelhe, Arcossó, Selhariz, Vilas Boas e Vilela do Tâmega, territórios onde a procura por internet de alta capacidade “tem vindo a crescer, acompanhando a fixação de novos residentes, o turismo de natureza e a modernização da economia agropecuária”.

Ao longo do 2.º semestre, a empresa continuar a expandir a rede, levando fibra a mais 2.400 habitações.

No total, até ao final do ano, cerca de 3.200 famílias passarão a beneficiar de conectividade de última geração.

“A entrada em Chaves traduz a determinação da dstelecom em corrigir, de forma estrutural, as assimetrias digitais do país. O concelho passa a contar com uma rede de comunicações avançada e aberta, capaz de potenciar novas oportunidades para famílias, tecido empresarial e instituições locais”, refere Ricardo Salgado, CEO da dstelecom, citado em comunicado enviado às redaç~eos.

A rede da dstelecom é “neutra e aberta”, por isso esta possibilidade “garante que os consumidores possam escolher o seu serviço e operador de acordo com as suas necessidades, ao mesmo tempo em que usufruem de preços mais competitivos”.

Os residentes podem já verificar a disponibilidade de cobertura aqui. Ou através dos contactos euquerofibra@dstelecom.pt / 800 910 660, indicando a morada completa e, idealmente, coordenadas GPS.

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Aldeias de Trás-os-Montes vão ter rede de transporte a pedido

2 June 2026 at 19:16

Os municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes vão ter, a partir de agosto, uma rede de transporte a pedido, para colmatar a falta de transportes públicos nas aldeias, revelou, hoje, o presidente desta CIM.

Em declarações à Lusa, o presidente da comunidade intermunicipal, Pedro Lima, explicou que o transporte terá uma vertente “permanente”, com as rotas associadas ao transporte escolar, e outra “de inovação com transporte a pedido”, através de uma articulação entre câmaras municipais e juntas de freguesia.

“Vai possibilitar uma resposta mais alargada, a nível territorial, e também a nível de maior flexibilidade a nível de horários deste transporte a pedido, que vai ser articulado com os autarcas e tendo por base as necessidades das populações”, sublinhou.

Segundo o autarca, nas aldeias onde já existem rotas de autocarro, mantêm-se, mas naquelas onde não existe sequer transporte público, que as ligue à sua sede de concelho, será feito consoante pedido da população.

“Uma aldeia que tenha a necessidade de um ou dois munícipes se deslocarem à sede de concelho, num dado dia, há uma articulação, ou seja, tentar agregar ali as pessoas, com o operador, e efetua-se esse transporte, que anteriormente não existia”, exemplificou.

Uma vez que uma parte significativa de idas à sede de concelho é feita por idosos que têm consultas no centro de saúde ou hospital, os municípios irão estabelecer um acordo com a Unidade Local de Saúde do Nordeste, para que “as consultas sejam feitas pelo menos no mesmo dia” para os utentes que são da mesma aldeia, para melhor aproveitamento do serviço de transporte.

“Nós estamos muito satisfeitos, por chegar a este ponto. (…) Foi uma luta de anos, estamos convencidos de que vai funcionar bem”, vincou o autarca.

Este projeto tem vindo a ser falado e reclamado há vários anos e vai finalmente sair do papel, custando cerca de cinco milhões de euros, durante quatro anos, aos nove municípios que compõem a CIM Terras de Trás-os-Montes, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor.

De acordo com Pedro Lima, este serviço vai ter “um custo também bastante significativo para todos os concelhos envolvidos” e, por isso, esperam uma “majoração positiva” do Governo, para suportar este tipo de transporte.

“Nós sabemos muito bem que se não forem os autarcas, muitas vezes, a darem esse passo em frente, que ninguém o dará e depois quem é que sofre? É a população. (…) Nós vamos dar este passo, vamo-nos substituir ao Estado, que nos abandonou, que desistiu do território, que deixou pessoas isoladas em aldeias, que têm direito de viverem nessas aldeias e de se ligarem à sede de concelho e a todas as outras do seu país, como qualquer cidadão nacional”, contestou.

Ainda assim, o transporte será “praticamente gratuito” para os utilizadores, que terão acesso a um passe.

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