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Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

10 June 2026 at 06:50

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

Joísa: Leilão de baterias gera debate sobre risco e retorno ao investidor

10 June 2026 at 02:12

O Ministério de Minas e Energia publicou no DOU (Diário Oficial da União) as diretrizes do primeiro leilão de reserva de capacidade voltado exclusivamente para sistemas de armazenamento de energia em baterias no Brasil.

O certame, considerado há muito tempo esperado pelo setor elétrico, prevê a realização de dois leilões: um no dia 2 de dezembro e outro no dia 4 de dezembro.

De acordo com Joísa Dutra, colunista da CNN Infra, o armazenamento em baterias é uma peça-chave para a integração das fontes renováveis ao sistema elétrico nacional.

“Felizmente, a gente está avançando na nossa compreensão de que a solução dos nossos problemas não passa apenas pelo avanço das fontes como solar e eólica”, afirmou.

Ela destacou que o operador nacional do sistema já emitiu comunicados recentes alertando para os desafios de operar a rede elétrica diante da variabilidade da demanda e da geração.

Dois leilões em sequência

Entre os pontos de atenção identificados por Joísa Dutra, o primeiro diz respeito à estrutura sequencial dos certames.

O leilão do dia 2 de dezembro exigirá requisitos de conteúdo nacional, com monitoramento previsto pelo BNDES, enquanto o do dia 4 será aberto à competição geral.

Segundo a analista, uma alternativa mais transparente seria a realização de um leilão simultâneo com margens de preferência para os competidores que atendessem aos critérios de conteúdo nacional. “A nossa legislação já estabelece esse tipo de possibilidade”, ressaltou.

Joísa Dutra também alertou que a política de conteúdo nacional não se sustenta isoladamente.

“Ela precisa pensar nas cadeias de suprimento como um todo”, disse, acrescentando que o Brasil precisaria avançar no marco da mineração e dos minerais críticos para garantir acesso aos componentes essenciais à fabricação de baterias.

Sem esse alinhamento, há o risco de elevar os custos para o consumidor sem necessariamente desenvolver a indústria nacional desejada.

Modelo de negócios gera debate sobre risco e retorno ao investidor

Outro ponto destacado pela analista refere-se ao modelo financeiro desenhado para o leilão. Segundo as diretrizes publicadas, os retornos provenientes da arbitragem de energia — ou seja, carregar as baterias quando a energia é barata e injetá-la no sistema quando é cara — serão destinados a uma conta de potência para reserva de capacidade, e não ao investidor privado.

“O investidor não vai se apropriar desses ganhos”, explicou Joísa.

Para a analista, essa estrutura pode reduzir o apelo do leilão ao capital privado, uma vez que neutraliza o risco de mercado que normalmente serve de base para os retornos dos investidores.

Ela pontuou que, embora o modelo possa ser adequado para incentivar a adoção inicial da tecnologia, é importante que o governo evite criar dependências de longo prazo.

“As tecnologias barateiam — caso do armazenamento, que teve redução de custo de 90% nos últimos 10 anos — e o consumidor não acaba vendo esse benefício lá na conta”, alertou. Joísa Dutra concluiu que o momento ainda é oportuno para aperfeiçoamentos no modelo antes que o leilão seja efetivamente realizado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

EDP aposta em experiência europeia para disputar mercado livre no Brasil

10 June 2026 at 00:15

A portuguesa EDP pretende aproveitar a experiência acumulada na liberalização do mercado europeu, especialmente na Península Ibérica, para disputar espaço na futura abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão

Embora ainda não detalhe sua estratégia comercial, a companhia sinaliza que a disputa pelos clientes residenciais e pequenos negócios envolverá muito mais do que a venda de energia, incluindo novos modelos tarifários e serviços associados.

Durante entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN, o CEO da EDP na América do Sul, João Brito Martins, afirmou que a preparação para a abertura do mercado é um dos principais desafios do setor elétrico nos próximos anos.

“Temos que preparar as bases e infraestrutura para a liberalização do mercado e é um fator determinante na forma de como o setor elétrico está organizado”, disse.

A abertura do mercado permitirá que consumidores escolham livremente seu fornecedor de energia, replicando um movimento já observado em diversos países da Europa. Questionado se a EDP pretende concentrar sua atuação inicialmente nas áreas onde já possui distribuidoras — como São Paulo e Espírito Santo —, Martins evitou antecipar detalhes da estratégia comercial.

O executivo, porém, indicou que a competição não ficará restrita ao fornecimento de eletricidade. Segundo ele, a abertura criará espaço para a oferta de novos produtos e soluções energéticas.

“Será a transação de compra de um conjunto de serviços de energia que permitam ter um mercado competitivo”, afirmou.

A declaração reforça uma tendência observada em mercados maduros, onde comercializadoras passaram a oferecer pacotes que combinam energia, geração distribuída, armazenamento, eficiência energética, mobilidade elétrica, serviços digitais e diferentes modalidades tarifárias.

“Queremos ter uma posição relevante, sobretudo nos beneficiando da experiência no mercado europeu, onde já participamos e na Ibéria, em particular conseguimos ter uma posição de liderança”, disse.

Apesar da ambição, a companhia não estabeleceu metas públicas de participação de mercado. Segundo o executivo, o objetivo é atuar nacionalmente, e não apenas nas regiões onde já possui presença por meio das distribuidoras.

A estratégia remete à própria trajetória da EDP em Portugal. A companhia enfrentou um processo semelhante quando o mercado português foi gradualmente aberto à concorrência. Na ocasião, deixou de ser fornecedora exclusiva de energia e passou a disputar clientes com novos entrantes, adaptando seu modelo de negócios para oferecer produtos e serviços além da eletricidade.

No Brasil, a abertura do mercado de baixa tensão é vista como uma das transformações mais profundas do setor elétrico desde a privatização das distribuidoras. Especialistas avaliam que empresas com marcas consolidadas, conhecimento do consumidor e presença operacional relevante tendem a largar em vantagem na disputa pelos clientes.

Nesse contexto, a EDP já sinaliza que pretende usar a experiência adquirida na Europa para ocupar espaço em um mercado que poderá movimentar milhões de consumidores e redefinir o papel das distribuidoras tradicionais nos próximos anos.

Amtrol-Alfa e Galp introduzem garrafas de butano produzidas com aço de baixas emissões

9 June 2026 at 23:59

A Amtrol-Alfa, empresa do grupo Worthington Enterprises com sede em Brito, Guimarães, anunciou o lançamento de uma nova geração de garrafas de gás butano produzidas com aço de baixas emissões de carbono. A iniciativa resulta de uma colaboração com a ArcelorMittal e conta com a Galp como parceira na distribuição das primeiras cinco mil unidades, que deverão começar a chegar ao mercado nacional em breve.

De acordo com a empresa, estas garrafas são fabricadas com aço laminado a quente XCarb® reciclado e produzido com recurso a energia renovável. Segundo a informação disponibilizada, este material apresenta uma pegada de carbono 73% inferior à do aço utilizado convencionalmente na produção deste tipo de recipientes.

Citado no comunicado, o diretor-geral da Amtrol-Alfa, Filipe Pedrosa, afirma que a empresa assumiu “o compromisso de desenvolver uma garrafa de aço com a menor pegada de carbono possível, sem recorrer a compensações de carbono”. O responsável acrescenta que o trabalho desenvolvido em conjunto com a ArcelorMittal permitiu criar um produto “mais sustentável, em total conformidade com as normas regulamentares”, sublinhando ainda o objetivo de disponibilizar esta solução a clientes interessados em reduzir o seu impacto ambiental.

A colaboração entre a Amtrol-Alfa e a ArcelorMittal teve início em 2022, com foco na redução da pegada carbónica do aço utilizado no fabrico de garrafas de gás. O projeto incluiu várias fases de testes e validação do aço XCarb® reciclado e produzido com energia renovável.

Também citado no documento, Tom Van de Putte, responsável pelo desenvolvimento de negócio XCarb® na ArcelorMittal Europe Flat Products – CMO Industry, explica que o aço utilizado é produzido com, pelo menos, 75% de sucata reciclada e num forno elétrico alimentado por eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo o responsável, este processo permite reduzir significativamente as emissões associadas à produção do material e é acompanhado por uma Declaração Ambiental de Produto verificada de forma independente.

A Amtrol-Alfa apresenta-se como o maior fabricante europeu de garrafas de aço, garrafas leves em aço e garrafas compósitas de baixo peso, contando com cerca de 800 colaboradores e um volume de faturação anual de 120 milhões de euros. A empresa fornece os setores do GPL, gases industriais e gases técnicos para diversos mercados internacionais.

Kristin forçou abastecimento elétrico por Espanha

9 June 2026 at 22:21
A ministra do Ambiente revelou em Madrid que os ventos de 220 km/h a 28 de janeiro danificaram as linhas de muito alta tensão. Cooperação ibérica também evitou cheias graves.

© PAULO CUNHA/LUSA

A ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha "trabalham em conjunto em muitas frentes"

Kristin forçou abastecimento elétrico por Espanha

9 June 2026 at 22:21
A ministra do Ambiente revelou em Madrid que os ventos de 220 km/h a 28 de janeiro danificaram as linhas de muito alta tensão. Cooperação ibérica também evitou cheias graves.

© PAULO CUNHA/LUSA

A ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha "trabalham em conjunto em muitas frentes"

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

Logo Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

Notícias relacionadas:

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

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“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Mau tempo: Sul de Portugal abastecido de eletricidade por Espanha após Kristin

9 June 2026 at 20:30

O Sul de Portugal teve de ser temporariamente abastecido de eletricidade por Espanha na sequência da tempestade Kristin, no final de janeiro, por causa dos danos nas ligações energéticas no território nacional, revelou hoje a ministra do Ambiente.

“A ligação de muita alta tensão entre o Norte e o Sul de Portugal foi profundamente afetada” pela tempestade Kristin, “que varreu o país com ventos de mais de 220 quilómetros por hora, a 28 de janeiro deste ano”, disse Maria da Graça Carvalho, em Madrid.

“Como a grande parte da produção de eletricidade se encontra a Norte, o Sul do país foi abastecido através de Espanha”, acrescentou a ministra, que falava nas comemorações do 10 de Junho organizadas pela embaixada de Portugal em Madrid.

As comemorações oficiais em Madrid do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas decorreram hoje, num evento no auditório do Museu Nacional Rainha Sofía, que incluiu um concerto de Marta Pereira da Costa.

Na cerimónia esteve a ministra do Ambiente e da Energia de Portugal e a ministra para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha, Sara Aagesen.

“A presença conjunta das duas ministras reveste-se de particular simbolismo num ano em que as cheias que afetaram Portugal deram origem a uma pronta demonstração de solidariedade por parte de Espanha”, explicou a Embaixada de Portugal, num comunicado.

Na intervenção que fez hoje em Madrid, a ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha “trabalham em conjunto em muitas frentes”.

Ainda por causa do mau tempo e das inundações que atingiram a Península Ibérica este ano, Maria Graça Carvalho lembrou a gestão conjunta dos rios partilhados pelos dois países e como “a boa coordenação entre as barragens portuguesas e espanholas, no rio Tejo, evitaram uma cheia de grande dimensão em Lisboa”.

“De igual modo, a coordenação a nível do Guadiana permitiu-nos calcular com antecedência os efeitos e retirar as populações, nomeadamente da zona baixa de Mértola”, acrescentou.

A gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha está regulada pela Convenção de Albufeira, “que já conta com 26 anos de existência”, como lembrou hoje a ministra portuguesa.

Os dois países assinaram em 2024, numa cimeira em Faro, um acordo qualificado então pelas duas partes como histórico e o mais relevante das últimas décadas em termos de água, que, no quadro da Convenção de Albufeira, passou a garantir caudais mínimos diários no rio Tejo e caudais ecológicos no rio Guadiana.

Na cimeira ibérica seguinte, em Huelva, em março deste ano, tanto o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, como o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, referiram os temporais deste ano e destacaram que foram evitadas situações ainda mais graves graças à cooperação entre os dois países e aos acordos sobre água saídos da cimeira de Faro.

Luís Montenegro destacou a cooperação e articulação entre os dois governos por causa das cheias e disse que a gestão conjunta dos caudais “foi fundamental para que as consequências não tivessem sido ainda piores” nos dois países, “mas em particular do lado português”.

Além a energia e da água, a ministra Maria da Graça Carvalho destacou hoje a cooperação e alinhamento de Portugal e Espanha em fóruns multilaterais (europeus, ibero-americanos e outros) nas questões relacionados com o clima e a conservação da natureza e destacou um dos projetos de cooperação bilateral e “colaboração transfronteiriça” mais emblemático, o da recuperação do lince ibérico.

Numa referência ao apagão elétrico na Península Ibérico em 28 de abril do ano passado, a ministra sublinhou que houve “trabalho conjunto, diário, na recuperação da eletricidade”.

Governo propõe aumentar para 32% o etanol na gasolina contra alta de preço

9 June 2026 at 20:15

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (9) que deve submeter, nos próximos 15 dias, uma resolução ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para avaliar o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32%, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 24 de junho de 2025, o CNPE aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30%, conhecido como E30. A medida entrou em vigor em 1° de agosto do ano passado.

Passado menos de um ano, a possibilidade de mais um aumento de 2% já havia sido anunciada pelo ministro Silveira em abril. 

A afirmação aconteceu após reunião com o presidente e demais associações e empresários do setor de energia. Segundo Silveira, a reivindicação realizada hoje deve permitir um maior debate sobre o tema da segurança energética e descarbonização no país. 

O ministro também ressaltou que, com o aumento de 2%, 450 milhões de litros de gasolina deixarão de ser importados. “Com isso, podemos nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina e minimizando também os impactos da guerra”, afirmou.

Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), também presente na reunião e coletiva de imprensa, desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a diferença entre o preço do etanol e gasolina fez com que brasileiro economizasse R$ 2 bilhões.

“O Brasil deixou de gastar R$ 8 bilhões com importação de gasolina durante esse período”, afirmou.

Gussi também ressaltou que o etanol custa, em média, R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina e, com o aumento de 2% na mistura, isso também deve ser refletido nos valores e trazer redução ao consumidor.  Além disso, segundo o presidente da UNICA, a mistura de 32% já foi testada “com sucesso” quando a mistura foi elevada para 30%.

Entenda se mais etanol na gasolina pode reduzir preço do combustível

Empresa acata providência cautelar e suspende trabalhos em mina de lítio em Trás-os-Montes

9 June 2026 at 20:01

A empresa Savannah disse ter sido hoje notificada da ordem de suspensão temporária dos trabalhos associados à exploração de lítio na mina do Barroso, em Boticas, após providência cautelar admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.

“Tal como antecipado, a Savannah foi hoje notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção de uma providência cautelar”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado pela Savannah.

Segundo a empresa, a notificação “foi entregue hoje” e, no seu entender, “tem efeitos apenas a partir de hoje”, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Unidos em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, acrescenta.

Vai agora, “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar”, e promete “retomar os trabalhos” assim que as autoridades competentes o autorizarem, lembrando que o mesmo aconteceu no ano passado.

Em 01 de junho, a empresa tinha dito que atuava sem incumprir a lei, uma vez que não tinha sido notificada de qualquer providência cautelar.

Em comunicado dessa altura, o Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso indicou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela admitiu a providência cautelar apresentada a 27 de maio para “suspender os efeitos da servidão administrativa e dos trabalhos dela decorrentes até que seja apreciada a sua legalidade”, acrescentando que a Savannah está “obrigada a parar os trabalhos”.

Segundo o despacho de 29 de maio, a providência cautelar foi apresentada pela Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso contra o Ministério do Ambiente e da Energia, dando 10 dias para os interessados se pronunciarem.

A comunidade dos baldios de Covas do Barroso entende que a “servidão administrativa permite à empresa ocupar terrenos comunitários e privados à revelia da vontade dos proprietários e compartes, repetindo um padrão de imposição coerciva já denunciado durante a primeira servidão administrativa associada ao projeto mineiro”.

O Ministério do Ambiente já tinha autorizado uma primeira servidão em dezembro de 2024, que originou a apresentação de uma providência cautelar, por parte de proprietários de terreno, levando à suspensão dos trabalhos de prospeção durante 15 dias em fevereiro de 2025.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Presidência da COP31 quer 35% de eletrificação até 2035

9 June 2026 at 18:15
Em Bona, nas conferências intermédias sobre o clima, a presidência turca apelou aos países para se comprometerem com a utilização da eletricidade, mas de forma voluntária, não vinculativa.

© YOUSSEF BADAWI/EPA

A iniciativa reflete o pouco entusiasmo por novos compromissos contra os combustíveis fósseis nas COP

Presidência da COP31 quer 35% de eletrificação até 2035

9 June 2026 at 18:15
Em Bona, nas conferências intermédias sobre o clima, a presidência turca apelou aos países para se comprometerem com a utilização da eletricidade, mas de forma voluntária, não vinculativa.

© YOUSSEF BADAWI/EPA

A iniciativa reflete o pouco entusiasmo por novos compromissos contra os combustíveis fósseis nas COP

Donos da mina de Boticas lamentam nova tentativa de atrasar projeto de lítio

Os donos do projeto de lítio de Boticas, distrito de Vila Real, lamentam a nova tentativa de travar o projeto.

A Savannah confirmou esta terça-feira que recebeu uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnica dada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, na sequência de uma providência cautelar.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da Direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira
vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, segundo comunicado divulgado hoje.

“Estamos em total acordo com a Senhora Ministra do Ambiente e da Energia que referiu recentemente: “o verdadeiro “flagelo” no que toca à demora dos projetos são as providências cautelares e não os processos de licenciamento, que são “rigorosos” e têm tempo limite”, pode-se ler na nota.

A companhia britânica garante que vai “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar. A Savannah irá também, com toda a normalidade, retomar os trabalhos assim que tenha confirmação para o fazer pelas autoridades competentes, tal como aconteceu no ano passado, em 2025”.

A empresa disse que só foi notificada hoje e que a suspensão só produz efeitos a partir desta data, “ao contrário do veiculado pelo grupo de sempre e que comprova o carácter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos das nossas equipas no terreno”.

Diversidade no topo: abrir novos caminhos

9 June 2026 at 14:17
Maria João Carioca, co-CEO da Galp, partilha o seu percurso profissional desde o setor financeiro à energia, refletindo sobre liderança, o impacto da diversidade e a gestão em contextos de incerteza.

Portugueses concluem projeto de baterias na América

A EDP Renováveis concluiu um projeto de baterias no estado do Arizona, nos Estados Unidos da América.

Este é o seu maior sistema de armazenamento de baterias com capacidade de 200 MW/800 MWh, suficiente para abastecer mais de 44 mil famílias.

O projeto Flatland Energy Storage vai contribuir para “garantir um fornecimento fiável durante períodos de maior procura e para apoiar o crescimento das necessidades energéticas do estado”.

“Os sistemas elétricos estão a tornar-se cada vez mais complexos e a procura de energia continua a aumentar, tornando cada vez mais importante o investimento em sistemas mais resilientes. Projetos de armazenamento de energia à escala, como este — o maior dentro do Grupo EDP até à data — são fundamentais para reforçar a estabilidade e a resiliência da rede, bem como para assegurar um desempenho mais fiável do sistema”, disse Miguel Stilwell d’Andrade, presidente-executivo do Grupo EDP.

Este projeto vai gerar mais de 17 milhões de euros de impacto económico local e regional ao longo da sua vida útil, incluindo receitas para as autoridades locais.

“A EDP Renováveis América do Norte é um dos principais promotores e operadores de infraestruturas de energia limpa no Arizona, com cerca de 600 MW de capacidade operacional bruta em energia solar e armazenamento, abastecendo o equivalente a mais de 113.000 lares”, segundo a companhia.

A EDP conta com um portfólio de mais de 460 MW de armazenamento em operação e em construção nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico.

Diversidade no topo: abrir novos caminhos

9 June 2026 at 14:17
Maria João Carioca, co-CEO da Galp, partilha o seu percurso profissional desde o setor financeiro à energia, refletindo sobre liderança, o impacto da diversidade e a gestão em contextos de incerteza.

Eurowind quer investir €1,2 mil milhões em renováveis em Castelo Branco, mas não se entende com a autarquia

9 June 2026 at 07:15

Empresa dinamarquesa quer instalar centrais solares, torres eólicas e baterias em Castelo Branco. A escala do projeto preocupa a Câmara Municipal. E levou a Eurowind a encomendar um estudo de opinião que mostra que a população local tem preocupações, mas vê benefícios nos projetos de energias renováveis

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