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Sem citar tarifas, cônsul diz que EUA estão abertos para capital do Brasil

10 June 2026 at 13:09

O cônsul-geral do Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, disse que as portas dos Estados Unidos estão abertas para o capital brasileiro e as companhias nacionais.

A avaliação do cônsul é de que o atual contexto é propício para o investimento brasileiro nos EUA. Ele citou que as condições da economia americana são favoráveis por conta da baixa carga tributária, ao grande mercado consumidor e ao que chamou de “cultura do empreendedorismo“.

“Quero deixar uma mensagem clara: as portas dos Estados Unidos estão mais do que nunca abertas para o capital brasileiro”, afirmou em evento com empresários e lideranças em São Paulo, nesta terça-feira (9).

Murakami citou ainda uma série de investimentos de grandes companhias brasileiras no país, entre elas, a Embraer e a JBS.

“Os estados dos EUA, governadores e agências de desenvolvimento estão comprometidos em aumentar suas parcerias com o setor privado, tanto para empresas americanas, mas também para empresas brasileiras”, declarou.

Por outro lado, Murakami evitou comentar sobre a proposta de taxação dos EUA contra o Brasil, a partir da investigação com base na Seção 301. Apesar de ser o tema central do encontro desta terça, o cônsul não citou o assunto durante sua coletiva.

Apesar dessa sinalização, a avaliação majoritária dos empresários presentes no evento é de que o impasse com os americanos deve ser resolvido no curto prazo, além de que as novas tarifas teriam impacto limitado na economia brasileira.

O governo dos EUA tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e aplicação da proposta, que passará por consultas públicas e audiências antes da aprovação.

Pix, etanol e pirataria: O que motiva tarifaço dos EUA contra o Brasil

Tarifaço dos EUA tem componente político, mas de curto prazo, diz Meirelles

10 June 2026 at 12:59

O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o novo tarifaço dos Estados Unidos que pode atingir o Brasil possui um componente político, mas de curto prazo.

Meirelles participou nesta terça-feira (9) de um evento com lideranças e economistas em São Paulo.

O ex-ministro da Fazenda afirmou, no entanto, que o Pix pode ser visto por empresas americanas de pagamentos como uma forma de concorrência desigual.

Meirelles ressaltou as qualidades e benefícios gerados pela ferramenta para a economia brasileira, mas explicou os argumentos das companhias americanas sobre o meio de pagamento do BC.

O Pix é citado pelo USTR (Representante comercial dos Estados Unidos) que questiona distorções competitivas em várias áreas com relação ao Brasil, entre elas, meio de pagamentos, serviços financeiros e comércio eletrônico.

Meirelles disse que avanços regulatórios e a operação direta pelo BC fizeram com que o Pix ganhasse escala rápida. Para ele, esse cenário faz com que os americanos vejam uma desigualdade na ferramenta.

O governo dos EUA tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e aplicação da proposta, que passará por consultas públicas e audiências antes da aprovação.

Em seu relatório, o USTR conclui que o uso do Pix como meio de pagamento eletrônico é “injusto e discriminatório” contra empresas americanas.

“O duplo papel do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, diante da ausência de salvaguardas processuais adequadas”, afirma um trecho do documento.

Pix, etanol e pirataria: O que motiva tarifaço dos EUA contra o Brasil

Durigan diz apoiar PEC da autonomia do BC, mas adverte cuidado com projeto

10 June 2026 at 12:19

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite de terça-feira (9), ser favorável ao fortalecimento do Banco Central com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que garante autonomia orçamentária e financeira ao BC.

Ele advertiu, no entanto, que “é preciso tomar cuidado, porque a pretexto de fortalecer o BC, uma série de outras regras podem ser incluídas e isso pode atrapalhar”.

Conforme o Broadcast noticiou mais cedo na terça, a equipe econômica do governo Lula trabalha em uma alternativa à PEC. A ideia seria manter o BC como autarquia, mas com maior autonomia para gerir os próprios recursos.

A PEC 65 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desta quarta-feira, (10).

O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), garantiu, em entrevista ao Broadcast, que a matéria será votada e não há possibilidade de retirar o texto da pauta.

O relator senador Plínio Valério (PSDB-AM), descartou qualquer possibilidade de acolher uma mudança no texto.

Apesar disso, Durigan disse que pretende falar novamente com Plínio Valério “para que a gente tenha espaço de arrumar o texto e não ter um texto ruim sendo votado no Senado”.

Proposta para fim da escala 6×1 é “benefício ilusório” e restrito, diz CNI

10 June 2026 at 08:00

Entidades de diversos setores da economia brasileira publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC 12/2026, conhecida como a PEC do “trabalho flexível”.

O documento reúne mais de 3 mil entidades econômicas e representa uma resposta à proposta de fim da escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados e agora em análise no Senado.

Ricardo Alban, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), concedeu entrevista para comentar o posicionamento do setor produtivo diante do debate. Para ele, o texto que saiu da Câmara representa um retrocesso. “Do jeito que foi feito, o texto que saiu da Câmara é algo que só vai prejudicar o trabalhador”, afirmou.

Críticas à proposta da Câmara

Alban argumentou que a PEC aprovada na Câmara beneficiaria apenas uma parcela restrita da população. Segundo ele, dos 40 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, cerca de 30% trabalham acima de 40 horas semanais, o que representa aproximadamente 12 milhões de pessoas — entre 5% e 6% da população total.

“É um benefício ilusório”, declarou, alertando que a redução de jornada sem contrapartida tende a ser repassada aos preços de produtos e serviços, prejudicando toda a população.

Como exemplo, Alban citou o caso do Chile, onde uma redução semelhante de carga horária teria resultado em aumento da inflação, da informalidade e do desemprego. “O que realmente o trabalhador precisa no Brasil é renda. Não é questão de trabalhar menos ganhando a mesma coisa”, ressaltou.

Ele também mencionou que a Alemanha, com média de 34 horas trabalhadas semanais em uma referência de 48 horas, está discutindo a possibilidade de aumentar o teto, e que a Argentina realizou uma reforma trabalhista em sentido oposto ao que se debate no Brasil.

Expectativa em relação ao Senado

Apesar das críticas, Alban afirmou que a CNI não é contrária ao debate sobre jornada de trabalho, mas defende que ele ocorra de forma aprofundada e sem pressões eleitorais.

“Nós estamos muito esperançosos com o equilíbrio do Senado, com a parcimônia do Senado, não que aprove ou desaprove, mas que essa discussão seja estendida sem as pressões eleitorais ou oportunistas de um momento eleitoral”, disse.

Alban também comentou sobre os fenômenos da Pejotização e da chamada “uberização” do trabalho, afirmando que tais modalidades representam, na prática, uma busca por maior renda com menor custo.

Para ele, a flexibilização das relações de trabalho é um caminho compatível com a economia moderna. “O negociado sobre o legislado é uma vitória da economia moderna”, afirmou, defendendo que a negociação coletiva já permite, hoje, a média de 38,4 horas trabalhadas semanais no país.

Segundo ele, o objetivo central deve ser aumentar a produtividade e garantir renda ao trabalhador, sem impor novos custos à economia brasileira.

Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Quest: Economia do Brasil não é melhor do mundo, mas está “indo bem”

10 June 2026 at 02:49

Em evento com nomes do mercado brasileiro nesta terça-feira (9), em São Paulo, Richard Quest, âncora da CNN Internacional, avaliou que a economia do Brasil não é a melhor do mundo, mas que caminha bem em meio a um cenário de oportunidades.

À CNN Brasil, Quest ponderou que também vê muita preocupação na economia brasileira.

“No final do dia, a convulsão política que vai acontecer no Brasil neste ano, não importa para qual caminho ela vá, pode descarrilhar muito daquele otimismo. E eu acho que isso é uma grande preocupação para muita gente aqui”, disse o jornalista.

O ano de 2026 será marcado pela eleição presidencial que tem o atual presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principais candidatos nas pesquisas de intenções de votos, em meio à alta taxa de juros brasileira e ao cenário geopolítico que pressiona a inflação ao redor do mundo.

O evento desta terça-feira reuniu Richard Quest com nomes como Carlos Antônio Vieira Fernandes, presidente da Caixa Econômica Federal, e Marco Antonio Bologna, sócio da Galápagos Capital.

De passagem pelo Brasil, Quest tem como principal característica ancorar programas ao redor do mundo e acessar líderes de governo e grandes empresários, e assim “ter uma visão global de pessoas de cada local e continente”, como avaliou Márcio Gomes, âncora da CNN Brasil.

“Melhor do que ninguém, ele [Quest] tem uma visão de planeta e para onde ele está indo”, comentou Gomes.

Para João Vítor Xavier, presidente da CNN Brasil, a vinda de Richard Quest ao país trouxe “uma visão sincera de alguém que conhece muito de economia, do mundo e das relações comerciais”.

Para Xavier, “foi uma oportunidade muito especial da CNN poder trazer o maior jornalista de economia dos EUA para conversar com alguns dos maiores nomes da economia do Brasil, grandes grupos econômicos do nosso país”.

Quem vencer a eleição enfrentará ano fiscal difícil, diz CEO da Galápagos

10 June 2026 at 02:45

O CEO da Galápagos Capital, Marco Antônio Bologna, avaliou que o próximo governo encontrará um cenário econômico desafiador, marcado por incertezas geopolíticas, juros elevados e dificuldades fiscais.

A fala foi feita durante um evento em São Paulo, nesta terça-feira (9), que reuniu nomes relevantes da economia brasileira e o âncora da CNN Internacional Richard Quest.

“Quem vencer a eleição no ano que vem terá pela frente um ano bastante difícil do ponto de vista fiscal e da atividade econômica. E, principalmente, com o patamar da taxa de juros, que deve continuar elevado. Espero que não haja novas altas, mas uma queda na velocidade e na magnitude que gostaríamos e de que o país necessita não vai acontecer”, afirmou Bologna.

Em entrevista à CNN, Bologna destacou falas do jornalista e âncora da CNN Internacional Richard Quest sobre pressões do mercado e do governo de Donald Trump em relação à possibilidade de alta dos juros nos Estados Unidos.

Na visão do CEO da Galápagos, o cenário internacional continua impondo desafios à economia brasileira.

“Do ponto de vista geopolítico, temos grandes desafios. Temos muitos ventos de fora que não são favoráveis. Internamente, temos uma eleição muito disputada, levando a uma polarização. Continuamos tendo o mesmo problema que o mundo tem, mas, no caso aqui [no Brasil], muito mais amplificado, com uma taxa de juros aí quase em 15%”, avaliou.

O executivo ressaltou ainda sua preocupação com os efeitos do atual nível de juros sobre o setor produtivo, que, segundo ele, a principal consequência pode ser a deterioração das condições financeiras das empresas e a redução dos investimentos.

Câmara do DF aprova projeto que autoriza empréstimo para socorrer BRB

10 June 2026 at 00:35

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nesta terça-feira (9), em primeiro e segundo turnos, o projeto de lei que autoriza o governo distrital a contratar um empréstimo de cerca de R$ 6,6 bilhões para aportar no BRB (Banco de Brasília).

A proposta ratifica o acordo homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) entre a União e o Governo do Distrito Federal, possibilitando que o Poder Executivo do Distrito Federal celebre a operação de crédito com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), prestando contragarantias e dando outras providências.

A garantia do empréstimo será concedida por bancos S1, que são as instituições financeiras de grande porte cujo tamanho é igual ou superior a 10% do PIB. Não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União.

Além disso, o acordo prevê contragarantias em caso de calote do Governo do Distrito Federal. Serão utilizados dois fundos do Distrito Federal para esta finalidade. São eles:

  •  Fundo de Participação dos Estados (FPE);
  •  Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Como parte do acordo, o governo regional se comprometeu a adotar medidas de ajuste fiscal com vistas à condução do ente a uma trajetória de equilíbrio fiscal. Atualmente, a situação fiscal do Distrito Federal lhe confere a nota C na CAPAG (Capacidade de Pagamento), indicador do Tesouro Nacional.

Flávio diz que suspenderá reforma tributária por um ano caso seja eleito

9 June 2026 at 22:15

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta segunda-feira (9) que, se eleito, suspenderá por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, durante esse tempo, serão formuladas novas regras.

“Vamos suspender a entrada em vigor dela por, pelo menos, um ano, porque já ultrapassamos a famosa Curva de Laffer há muito tempo. Muito tributo, altíssima carga tributária e, com isso, começa a haver sonegação”, declarou, durante visita à Times Brasil/CNBC.

A Curva de Laffer é a teoria que defende que o aumento de imposto nem sempre resulta em mais receita, pois alíquotas excessivamente altas desestimulam a economia e reduzem a base.

Flávio afirmou que, tal como está, a reforma tributária “veio para aumentar carga tributária” e “complicou ainda mais” o sistema tributário.

“Temos que buscar uma reforma tributária que seja negativa. A gente consegue, com um governo mais moderno, mais enxuto, usando tecnologia, inteligência artificial, apertando os gargalos de desperdício de dinheiro público, e com isso, vamos conseguir oferecer uma carga tributária mais baixa”, falou.

O senador defendeu uma revisão para algumas atividades econômicas. “Tem setores que são impossíveis de pagar. Quem é profissional liberal vai pagar quase 40% de imposto”, disse.

Fim da 6×1 vai gerar inflação nos alimentos, diz vice-presidente da CNA

9 June 2026 at 21:43

A proposta de fim da escala de trabalho 6×1 pode ter como consequência direta o aumento dos preços dos alimentos no Brasil.

Essa é a avaliação de Marcelo Bertoni, vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em entrevista ao CNN 360°.

Segundo Bertoni, o setor agropecuário já enfrenta escassez de mão de obra, e a mudança na legislação trabalhista agravaria esse cenário, elevando os custos de produção e, consequentemente, os preços nas prateleiras dos supermercados.

Impacto no setor agropecuário

Bertoni destacou as especificidades do trabalho no campo para justificar sua preocupação.

“O nosso setor tem muitas especificações diferentes de trabalho, principalmente na leiteria. Você trabalha a semana inteira, você tem períodos de plantio, de safra, que você fica quatro meses sem sábado, domingo, sem feriado”, afirmou.

Para ele, a rigidez de uma escala fixa não se adequa à realidade do agronegócio.

O representante da CNA foi enfático ao alertar sobre as consequências econômicas da medida.

“Com certeza, nós teremos um aumento de custo de produção. Nenhuma empresa trabalha no vermelho. Esses custos serão repassados para a população. Quem vai pagar a conta é a população”, declarou.

Bertoni acrescentou ainda que, se houver mais custo de produção, haverá inflação, que chegará ao bolso do consumidor na gôndola do supermercado.

Defesa da flexibilização e negociação direta

Em vez da PEC que propõe o fim da escala 6×1, Bertoni defendeu a PEC 12, de autoria do senador Rogério Marinho, que prevê flexibilidade para que o trabalhador possa negociar diretamente com o empregador as condições de trabalho.

“Eu acho que essa liberdade de escolha o trabalhador possa ter para fazer isso discutindo com o seu empregador”, disse.

Ao ser questionado sobre o argumento dos sindicatos de que, nessas negociações, o empregador sempre leva vantagem, Bertoni discordou.

“Eu preciso do trabalhador e o trabalhador precisa do empregador. As forças são iguais nesse sentido. Não há o porquê dizer que um tem mais força do que o outro, sendo que os dois dependem diretamente um do outro”, argumentou.

Ele citou como exemplo o setor de enfermagem, que opera na escala 12×36, e no qual profissionais acabam acumulando dois empregos, trabalhando 72 horas semanais.

Críticas ao ritmo da discussão

Bertoni também criticou a velocidade com que a proposta avançou na Câmara dos Deputados, defendendo um debate mais amplo antes de qualquer votação definitiva no Senado.

“Essa discussão, essa análise, tem gente falando pelo nosso setor que não é do nosso setor”, afirmou.

Para ele, a proposta não foi suficientemente debatida e o momento político — em ano eleitoral — não favorece uma análise aprofundada do tema.

Sobre as perspectivas de tramitação no Senado, Bertoni afirmou acreditar que as discussões precisam ser mais aprofundadas do que foram na Câmara.

“As discussões teriam que ser maiores do que foi na Câmara dos Deputados”, concluiu, sem precisar um prazo para a conclusão do processo legislativo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Segundo escalão do BC envia carta ao Senado e apoia PEC da autonomia

9 June 2026 at 21:12

O segundo escalão de servidores do BC (Banco Central) escreveu uma carta aberta a senadores reafirmando o compromisso com a instituição e manifestando apoio integral à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que institui a autonomia orçamentária, financeira, administrativa e operacional do BC.

“O Pix, patrimônio público do Estado brasileiro e referência mundial, precisa ser preservado e fortalecido. Para que continue a evoluir e servir à sociedade, é essencial garantir-lhe recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene”, enfatizaram.

O documento é assinado pelos secretário-executivo, chefes de departamento e de chefes de gabinete da diretoria e da presidência da autarquia. Dessa elite do BC, apenas o corregedor e os dois chefes da Procuradoria não assinaram o documento por conta das atividades desempenhadas na instituição.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autoridade monetária também defendem a PEC 65.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve apreciar o texto nesta quarta-feira, 10, após um período de vaivéns. O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM) já fez a leitura do documento final e houve pedido de vistas.

Os servidores do BC alegam que avanços da inclusão financeira, com milhões de brasileiros incorporados ao sistema financeiro e o aumento expressivo de instituições supervisionadas, exigem uma supervisão mais ampla e rigorosa.

“A redução de pessoal nos últimos anos, entretanto, ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do país”, escreveram.

Para os funcionários do BC, o texto apresentado pelo relator traz as condições necessárias para enfrentar esses desafios.

“Ele fortalece a autonomia institucional do Banco Central, assegurando que nossa atuação permaneça técnica e voltada ao interesse público. Com contribuições de diversos setores da sociedade, este debate amadureceu e a proposta evoluiu. Entendemos que é chegado o momento de avançar. Por isso, manifestamos nosso apoio integral à proposta do relator e defendemos sua votação imediata. Confiamos que o Senado da República reconhecerá a importância desta decisão para o futuro do sistema financeiro nacional e para o Brasil”, traz o texto ao final.

BRB quer divulgar balanço até 30 de junho; banco aguarda aporte do GDF

9 June 2026 at 20:18

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson de Souza, disse nesta terça-feira (9) que a instituição regional pretende divulgar o seu balanço financeiro de 2025 até 30 de junho. O executivo ressaltou, porém, que é necessário solucionar algumas pendências antes da publicação do documento.

O banco precisa de um aporte de R$ 8,8 bilhões para melhorar os seus índices de saúde financeira, dos quais R$ 6,5 bilhões serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF (Governo do Distrito Federal) obteve com a securitização da dívida ativa.

Para concluir as negociações desse empréstimo, o GDF aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A expectativa é de que os deputados distritais analisem o texto ainda nesta terça-feira (9).

A proposta em tramitação ratifica o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que possibilitou que o Governo do Distrito Federal conseguisse um empréstimo junto ao FGC. Caso o crédito seja liberado, haverá garantia de um sindicato de bancos S1 (bancos com tamanho igual ou maior do que 10% do PIB).

Além do empréstimo, o BRB também aguarda a conclusão de uma auditoria contábil. O parecer é necessário para revisar o trabalho da auditoria forense sobre as operações entre o Banco Master e a instituição regional. A auditoria forense foi realizada por um escritório independente e concluiu seu trabalho em 31 de março.

“A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidas pelas normas aplicadas. Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço”, disse Nelson.

O prazo final para divulgação do balanço encerrou em 31 de março. O atraso na divulgação prejudica a imagem do banco, que teve seu rating rebaixado pela S&P Global pela 2ª vez em menos de três meses.

O presidente do BRB participou de uma audiência realizada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na manhã desta terça-feira (9). Após responder as perguntas dos senadores, Nelson afirmou a jornalistas que há mais de 20 processos sendo conduzidos contra servidores da instituição por envolvimento nas fraudes do Master.

Governo propõe aumentar para 32% o etanol na gasolina contra alta de preço

9 June 2026 at 20:15

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (9) que deve submeter, nos próximos 15 dias, uma resolução ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para avaliar o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32%, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 24 de junho de 2025, o CNPE aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30%, conhecido como E30. A medida entrou em vigor em 1° de agosto do ano passado.

Passado menos de um ano, a possibilidade de mais um aumento de 2% já havia sido anunciada pelo ministro Silveira em abril. 

A afirmação aconteceu após reunião com o presidente e demais associações e empresários do setor de energia. Segundo Silveira, a reivindicação realizada hoje deve permitir um maior debate sobre o tema da segurança energética e descarbonização no país. 

O ministro também ressaltou que, com o aumento de 2%, 450 milhões de litros de gasolina deixarão de ser importados. “Com isso, podemos nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina e minimizando também os impactos da guerra”, afirmou.

Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), também presente na reunião e coletiva de imprensa, desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a diferença entre o preço do etanol e gasolina fez com que brasileiro economizasse R$ 2 bilhões.

“O Brasil deixou de gastar R$ 8 bilhões com importação de gasolina durante esse período”, afirmou.

Gussi também ressaltou que o etanol custa, em média, R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina e, com o aumento de 2% na mistura, isso também deve ser refletido nos valores e trazer redução ao consumidor.  Além disso, segundo o presidente da UNICA, a mistura de 32% já foi testada “com sucesso” quando a mistura foi elevada para 30%.

Entenda se mais etanol na gasolina pode reduzir preço do combustível

Vamos chegar em 2028 com lucro líquido de R$ 1 bi, diz presidente do BRB

9 June 2026 at 20:12

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antonio de Souza, afirmou que a instituição prevê chegar a 2028 com lucro líquido de R$ 1 bilhão.

A fala ocorreu nesta terça-feira (9), quando o presidente participou de audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal.

Na reunião, o presidente foi questionado sobre a situação financeira do BRB, bem como as operações entre o banco público e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Devido a essas operações, o BRB enfrenta uma crise de liquidez e patrimônio, e teve que recorrer a um aporte por parte do GDF (Governo do Distrito Federal), controlador do BRB.

“Fizemos um plano conservador, vamos ter condições, e pela competência da equipe técnica que veio, vamos chegar em 2028 com LL [Lucro Líquido] acima de R$ 1 bi”, disse.

O aporte feito pelo GDF será de R$ 8,8 bilhões, e contará com R$ 6,6 bilhões que serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Os outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF obteve com a securitização da dívida ativa.

Rombo do Banco Master

Ainda na reunião, o presidente Nelson Antonio de Souza, detalhou as perdas e operações do BRB junto ao Banco Master. Segundo o presidente, quando assumiu a presidência do BRB, no fim de novembro do ano passado, foi constatado que BRB e Master transacionaram um montante de R$ 30 bilhões, entre 2024 e outubro de 2025.

Desse valor, R$ 21,9 bilhões são referentes a carteiras do Master no BRB, divididos em quatro grupos. Uma carteira de pessoa física, outra carteira de CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários), uma terceira carteira com 19 fundos de investimentos, sendo 17 nacionais e 2 em paraísos fiscais, e uma quarta carteira de pessoas jurídicas.

De acordo com Nelson, após uma análise da equipe técnica do BRB, foi avaliada a necessidade de provisionar um montante de R$ 8,8 bilhões. Ou seja, incluir no balanço financeiro da instituição como possíveis perdas futuras. O presidente justifica que esse provisionamento foi o embasamento para o pedido de aporte do GDF no BRB.

Fiscal brasileiro é alerta para investidor estrangeiro, diz Morgan Stanley

9 June 2026 at 19:48

A economista-chefe para Brasil do Morgan Stanley, Ana Madeira, disse nesta terça-feira (9) que o arranjo fiscal brasileiro segue como ponto de alerta para a atratividade do investidor estrangeiro.

“Quando fazemos um acompanhamento das medidas fiscais que foram tomadas e dos dados dentro dessas medidas fiscais, que têm um impacto direto nas contas, e os impactos indiretos com as medidas parafiscais ou quase-fiscais, chegamos a uma soma que é significativa”, observou a economista, durante seminário do Lide, em São Paulo.

“É algo que, na nossa visão, também está começando a pesar um pouco na mente dos investidores”, acrescentou.

Madeira lembrou que o País passou por um rebalanceamento de riscos do início do ano para cá. “Vimos uma diminuição do risco do Brasil que os investidores estrangeiros tinham”, disse.

No início do ano, segundo ela, o Brasil estava “relativamente bem posicionado”, com carrego alto, real em apreciação e uma volatilidade mais baixa, dada a falta de grandes novidades na seara fiscal no momento.

Logo depois, afirmou, veio o choque do petróleo, e o Brasil foi um dos países menos afetados diretamente.

“É um exportador líquido de petróleo, o preço do barril elevado ajuda o fiscal, e, do ponto de vista da inflação, o País consegue retardar os efeitos do choque com medidas de mitigação”, salientou a economista.

No entanto, agora, com a proximidade do ciclo eleitoral, a volatilidade tradicionalmente costuma aumentar no segundo semestre do ano.

“Logo, já começa a virar um pouco o tema dos investidores, ou seja, o driving theme das questões do mercado”, completou, em referência à preocupação fiscal.

 

Euribor sobe a 3 meses para máximo desde abril de 2025 e cai a 6 e 12 meses

Euribor

A taxa Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde abril de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,312%, continuou abaixo das taxas a seis (2,584%) e a 12 meses (2,842%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,584%, menos 0,004 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,842%, menos 0,009 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,312%, mais 0,001 pontos que na quinta-feira e um novo máximo desde abril de 2025.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

Em 30 de abril, na segunda reunião desde o início da guerra, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

O mercado antecipou esta manutenção das taxas diretoras, mas prevê um aumento na próxima reunião de política monetária do BCE, que se realiza em 10 e 11 de junho em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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