ING revoluciona su modelo de negocio y lanza una estrategia con planes de suscripción que remite a la operativa de los neobancos




A Euribor subiu esta quarta-feira a três meses, para um máximo desde março de 2025, e desceu a seis e a 12 meses, face a terça-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,397%, continuou abaixo das taxas a seis (2,592%) e a 12 meses (2,841%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 2,592%, menos 0,014 pontos do que na terça-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu hoje para 2,841%, menos 0,025 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido oposto, a Euribor a três meses avançou hoje, fixando-se em 2,397%, mais 0,024 pontos que na terça-feira e um novo máximo desde 19 de março de 2025.
Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.
Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.
Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.
Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

© CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA

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O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.
De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.
O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.
A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.
A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.
Já o BCE não prestou comentários.
La guerra de opas que sacude a la banca italiana desde hace un par de años ha entrado en una nueva fase. La irrupción de Intesa Sanpaolo, el mayor banco del país, en la pugna por Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS) ha abierto un nuevo capítulo en la batalla por el control del sistema financiero italiano. La entidad ha lanzado una oferta pública de adquisición valorada en 30.600 millones de euros apenas un día después de que Banco BPM propusiera fusionarse con el histórico banco toscano para crear el segundo mayor grupo bancario del país. Se trata de un movimiento que amenaza con redefinir el mapa financiero italiano y alterar los equilibrios de poder construidos en los últimos años.

© ANGELO CARCONI (EFE)

© ANDRE KOSTERS/EPA

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Os bancos europeus estão estruturalmente limitados na sua capacidade de financiar a economia do continente, e a arquitectura regulatória acumulada desde a crise financeira global é a principal razão. A conclusão é do relatório European Bank Competitiveness — Enabling banks to play a greater role financing European growth, elaborado pela consultora Oliver Wyman a pedido da Federação Bancária Europeia (EBF) e divulgado esta terça-feira.
O estudo estima que as necessidades de investimento adicional anual da União Europeia ascendem atualmente a cerca de 1,4 biliões de euros — significativamente acima dos 800 mil milhões calculados no Relatório Draghi de 2024 e dos 1,2 biliões estimados pelo BCE em 2025. A diferença reflete a escalada das necessidades de defesa, invocadas pelos líderes europeus, face à instabilidade geopolítica crescente, bem como um conjunto mais alargado de prioridades ambientais e sociais.
“O verdadeiro valor poderá ser ainda mais elevado, uma vez que alguns sectores estrategicamente importantes ainda não estão plenamente reflectidos nestas estimativas”, alerta a Oliver Wyman no seu relatório.
“O número exato é menos importante do que a escala global e a direção a seguir, uma vez que o ponto-chave é que as necessidades de investimento da Europa estão a aumentar, e não a diminuir. Esta tendência é impulsionada pela aceleração da adoção da IA, pela crescente procura por centros de dados, pelo investimento em infraestruturas energéticas e pela crescente incerteza geopolítica, fatores que, em conjunto, estão todos a contribuir tanto para a escala como para a urgência do desafio”.
Face a este cenário, o Oliver Wyman conclui que os bancos europeus apenas conseguem, nas condições atuais, assegurar cerca de 20% das necessidades anuais de financiamento privado adicional.
“O sistema de financiamento europeu não está atualmente configurado para satisfazer estas necessidades de financiamento em grande escala. Estimamos que os bancos apenas possam satisfazer cerca de 20% das necessidades de investimento do sector privado no enquadramento atual, enquanto os canais de financiamento alternativos permanecem menos desenvolvidos do que noutras grandes economias”, refere o documento.
Para cobrir 60% dessas necessidades, seria necessário um reforço de capital CET1 da ordem dos 540 mil milhões de euros — um valor que nenhum ajustamento incremental consegue absorver sem reformas estruturais., segundo o estudo.
“A AFME estima que mais de 225 mil milhões de euros de capital e 250 mil milhões de euros de liquidez estão retidos em filiais porque as isenções transfronteiriças não estão totalmente disponíveis. Já o Instituto Europeu dos Mercados de Capitais (ECMI) estima que um mercado de titularização da UE mais forte poderia suportar um volume adicional de empréstimos anual de 130 a 320 mil milhões de euros”
O relatório da Oliver Wyman deixa sete recomendações que visam reforçar o ecossistema de financiamento da Europa, aumentando a capacidade de financiamento dos bancos, apoiando uma União de Poupança e Investimento mais robusta, reduzindo a fragmentação e melhorando a eficiência com que o capital é mobilizado e alocado a toda a economia europeia.
O relatório apresenta várias estimativas para ilustrar o impacto potencial das recomendações. Limitar a almofada de capital para instituições de risco sistémico, a O-SII a 1% (a reserva mínima para G-SIB), poderia libertar aproximadamente 50 mil milhões de euros de capital CET1 e apoiar cerca de 300–400 mil milhões de euros de capacidade de crédito adicional.
Na mesma linha, a eliminação da almofada de capital para risco sistémico poderia libertar aproximadamente 19–29 mil milhões de euros de capital e apoiar cerca de 120–230 mil milhões de euros de capacidade de crédito adicional.
Adicionalmente, a eliminação da dedução relativa ao software poderia libertar aproximadamente 18 a 35 mil milhões de euros de capital CET1 e apoiar cerca de 140 a 220 mil milhões de euros de capacidade de crédito adicional.
A “software deduction” refere-se à dedução (ou abatimento) de custos de software no cálculo do capital regulatório dos bancos. Ao investir em software, as entidades financeiras capitalizam o ativo no balanço, mas as normas exigem que este valor seja deduzido dos fundos próprios para garantir liquidez e solvência.
Por outro lado, a AFME (Association for Financial Markets in Europe) estima que mais de 225 mil milhões de euros de capital e 250 mil milhões de euros de liquidez estão retidos em filiais porque as isenções transfronteiriças não estão totalmente disponíveis.
Já o Instituto Europeu dos Mercados de Capitais (ECMI) estima que um mercado de titularização da UE mais forte poderia suportar um volume adicional de empréstimos anual de 130 a 320 mil milhões de euros.
“Estes valores não devem ser considerados como perfeitamente cumulativos. Eles abordam diferentes restrições, afetam diferentes bancos e dependem da procura, das ponderações de risco e dos rácios de capital-alvo das instituições. No entanto, demonstram que uma recalibração direcionada poderia ter um impacto significativo”, defende a Oliver Wyman.
“O relatório cita um estudo da EBF sobre 15 bancos europeus que concluiu que os aumentos dos requisitos de capital entre 2021 e 2024 absorveram mais de 90% do crescimento cumulativo dos resultados retidos, deixando menos de 10% disponíveis para apoiar a expansão do balanço. Esta dinâmica equivale, segundo o documento, a uma redução da capacidade de crédito na ordem de 1 a 1,5 biliões de euros”
Rentabilidade não traduz maior capacidade de dar crédito
Um dos argumentos centrais do estudo é que a recente melhoria da rentabilidade dos bancos europeus — cujo retorno médio sobre o capital dos dez maiores bancos da UE passou de cerca de 5% em 2015 para cerca de 10% em 2025 — não se traduz automaticamente em maior capacidade de crédito. “Rentabilidade e capacidade de concessão de crédito não são a mesma coisa”, sublinha o documento.
“Apesar de os bancos da UE se apresentarem agora mais rentáveis, o relatório afirma que estes estão limitados porque rentabilidade e capacidade de concessão de crédito não são a mesma coisa. Na verdade, os bancos não concedem crédito simplesmente por serem rentáveis”, mas sim quando as operações “geram um retorno ajustado ao risco aceitável após consideração dos custos de financiamento, perdas esperadas, requisitos de capital, requisitos de liquidez e custos operacionais”.
Acresce que o tipo de investimento de que a Europa mais necessita — infra-estruturas de longa duração, transição energética, inteligência artificial, semicondutores, defesa — concentra-se precisamente nos ativos mais intensivos em capital, de maior prazo e perfil de risco mais elevado, que o enquadramento regulatório atual desincentiva. “À medida que a qualidade de crédito do mutuário se deteriora e os prazos aumentam, o capital consumido cresce de forma desproporcionada, tornando estas operações economicamente pouco atrativas para os bancos”, explica o relatório.
Ou seja, estas exposições consomem quantidades significativas de capital e liquidez, o que aumenta o retorno necessário para que o crédito continue a ser economicamente atraente.
Ao mesmo tempo, os crescentes requisitos de capital regulamentar absorveram uma parte expressiva dos lucros bancários nos últimos anos. Um estudo da Federação Bancária Europeia (EBF) baseado em 15 bancos europeus constatou que os aumentos nestas exigências regulatórias entre 2021 e 2024 consumiram mais de 90% do crescimento acumulado dos lucros retidos, deixando menos de 10% disponíveis para apoiar uma expansão adicional do balanço.
Esta dinâmica equivale, segundo o documento, a uma redução da capacidade de crédito na ordem de um bilião a 1,5 biliões de euros.
Consequentemente, a questão não é saber se os bancos europeus são rentáveis, mas sim se o quadro atual proporciona capacidade e incentivos suficientes para que invistam capital nos tipos de financiamento a longo prazo e de elevada intensidade de que a Europa tanto necessita.
O argumento do relatório não reside na falta de rentabilidade dos bancos, mas sim na urgência de um quadro de financiamento que apoie melhor a mobilização dos balanços bancários, a par dos mercados de capitais e dos investidores institucionais, para satisfazer as ambições de investimento do continente.
O estudo da Oliver Wyman dá força ao argumento da comissária europeia responsável pelos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos , quando conclui que a Europa não tam falta de poupança. “As famílias europeias detinham aproximadamente 37 biliões de euros em ativos financeiros em 2023. No entanto, muito pouco deste capital está a ser canalizado para investimento produtivo, particularmente nos sectores estratégicos que impulsionarão o crescimento e a competitividade futuros”, lê-se no documento.
“As iniciativas da União de Poupança e Investimento representam um passo importante para mercados de capitais mais profundos e integrados. No entanto, as necessidades de investimento da Europa são imediatas, e a construção da escala e da profundidade dos mercados de capitais necessárias para as satisfazer levará tempo”, alerta a Oliver Wyman.
“Não é desregulação, é melhor regulação”
Antecipando as críticas, o relatório rejeita a ideia de que estas propostas equivalem a um retrocesso regulatório. “O objectivo não é a desregulação; é uma melhor regulação — preservar a resiliência enquanto se removem constrangimentos desnecessários ao investimento produtivo”, afirma o documento. A consultora recorre a uma analogia: “Se a regulação é para o sistema financeiro o que a medicina é para o corpo humano, é essencial na dose certa — mas prejudicial em excesso.”
O estudo relembra que as reformas pós-crise foram “necessárias e bem-sucedidas na restauração da estabilidade e da confiança” e que o rácio CET1 médio dos maiores bancos europeus se situava em 16,2% no final de 2025, acima do intervalo óptimo de 10% a 14% identificado pelo Banco de Internacional de Pagamentos (BIS) e dos 11% que o Banco de Inglaterra concluiu, em dezembro de 2025, serem o nível adequado para o sistema bancário britânico.
A nota final é de urgência. “As necessidades de investimento da Europa não são projeções teóricas. São imediatas e crescentes. A inação tem custos que vão muito além do sector financeiro”, conclui o relatório, lembrando que a Europa possui 37 biliões de euros em ativos financeiros nos balanços das famílias mas canaliza apenas 17% para títulos financeiros — contra 43% nos Estados Unidos.
Output floor do Basileia III pode retirar 450 a 600 mil milhões de capacidade de crédito
Entre as ameaças identificadas, destaca-se a implementação integral do output floor do Basileia III, que deverá estar concluída até 2030. A Oliver Wyman estima que esta medida poderá aumentar os ativos ponderados pelo risco dos sete G-SIBs europeus em cerca de 12%, com um impacto de redução da capacidade de crédito entre 450 mil milhões e 600 mil milhões. Em sentido inverso, os G-SIBs norte-americanos verão os seus requisitos de capital cair entre 8% e 10% com as propostas atualmente em discussão nos Estados Unidos — uma assimetria que preocupa a consultora.
O relatório desmonta igualmente o argumento de que os bancos europeus enfrentariam requisitos mais elevados sob as regras americanas, invocado num documento do BCE. “As diferenças estruturais e regulatórias entre os EUA e a UE influenciam a composição dos activos dos bancos, enviesando essa análise”, contrapõe o Oliver Wyman, apontando que os bancos norte-americanos podem transferir hipotecas para a Fannie Mae e Freddie Mac através de mercados de titularização líquidos — o que reduz significativamente a fatia de hipotecas no seu balanço —, enquanto os bancos europeus são obrigados a deduzir parcialmente os ativos de software ao capital CET1.
“As sete recomendações deste relatório visam reforçar o ecossistema de financiamento da Europa, aumentando a capacidade de financiamento dos bancos, apoiando uma União de Poupança e Investimento mais robusta, reduzindo a fragmentação e melhorando a eficiência com que o capital é mobilizado e alocado a toda a economia europeia”
Sete recomendações para impulsionar o financiamento bancário
Para fazer face a este diagnóstico, o relatório avança com sete recomendações agrupadas em três eixos. O primeiro, já referido, passa por reforçar a capacidade de financiamento, e a Oliver Wyman propõe “racionalizar e recalibrar os add-ons de capital” europeus, nomeadamente os buffers O-SII, cujo limite máximo o estudo sugere fixar em 1% (o mínimo aplicado aos G-SIBs), o que liberaria cerca de 50 mil milhões de capital CET1 e permitiria 300 a 400 mil milhões de euros de crédito adicional. O mesmo eixo contempla a eliminação do Systemic Risk Buffer — que poderia libertar entre 19 e 29 mil milhões de capital — e a revisão da dedução de ativos de software, cuja remoção libertaria 18 a 35 mil milhões de CET1 e suportaria 140 a 220 mil milhões de empréstimos adicionais.
O segundo eixo recomenda incorporar objetivos explícitos de crescimento e competitividade nos mandatos dos reguladores e supervisores europeus — algo que o Reino Unido fez em 2023 para a PRA e a FCA, e que os EUA adoptaram em 2025 no âmbito do Financial Stability Oversight Committee.
“A filosofia regulatória europeia está cada vez mais desfasada dos principais centros financeiros mundiais”, constata o documento, notando que a UE é a única grande jurisdição onde nenhum regulador bancário possui um mandato estatutário explícito de crescimento ou competitividade.
O terceiro eixo centra-se no desbloqueio do contínuo de financiamento: concretizar o pleno potencial da União de Poupança e Investimento, desobstruir a titularização — cujo mercado europeu de centros de dados securitizados totaliza apenas 800 milhões de dólares desde 2018, contra 63,6 mil milhões de dólares nos EUA — e remover a fragmentação que mantém, segundo a AFME, mais de 225 mil milhões de euros de capital e 250 mil milhões de euros de liquidez imobilizados em subsidiárias devido à ausência de dispensas transfronteiriças.
O relatório foi elaborado por Elie Farah, Huw van Steenis, Magnus Burkl, Elisa Haining e Ryan Lancaster, da Oliver Wyman, e foi encomendado pela Federação Bancária Europeia. Mas os autores salientam que as conclusões representam a visão independente da consultora e não necessariamente as posições da EBF ou dos seus membros.

O processo de revisão da convenção coletiva no Millennium BCP sofreu um novo revés, com os sindicatos da UGT — constituídos pelo Mais, SBN e SBC — a avançarem com um pedido de conciliação junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), face ao que apelidam de “recusa do banco em negociar”.
O impasse em torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2026 arrasta-se desde o dia 8 de setembro de 2025, data em que a estrutura sindical entregou formalmente a sua proposta de revisão.
Passados quase nove meses, em comunicado, os representantes dos trabalhadores lamentam que “pouco ou nada se tenha avançado”, justificando que a sua proposta inicial teve por base os relatórios económicos do Banco de Portugal e do próprio BCP, o “forte desempenho financeiro” da instituição, o impacto da inflação e a urgência em reter talento e garantir o equilíbrio social interno.
“Os Sindicatos procederam a uma apreciação sobre o impacto esperado da medida de tais atualizações remuneratórias, nas componentes de motivação e retenção de talento, de reforço da coesão social interna e de contribuição para o equilíbrio social”, lê-se no comunicado
O Mais Sindicato, o SBN e o SBC, por sua vez, apontam que o BCP falhou o prazo legal de 30 dias para responder, reagindo apenas a 29 de janeiro de 2026 e na sequência de uma carta de insistência enviada pelos sindicatos em dezembro.
A contraproposta apresentada pelo banco, que previa um aumento salarial de 1,8% nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, foi prontamente rejeitada pelas direções sindicais por considerarem que o valor penaliza o poder de compra dos trabalhadores face à inflação registada desde o início do ano. “Após este episódio, o MAIS, o SBN e o SBC tentaram repetidamente, através de contactos mensais por correio eletrónico, agendar a indispensável mesa negocial para aproximar posições”, dizem.
Os sindicatos filiados na UGT acusam o banco de protelar sucessivamente os encontros e de, nos últimos tempos, ter deixado de responder aos apelos.
Classificando a atitude da instituição financeira como “uma total desconsideração pelos trabalhadores”, os sindicatos recorreram à mediação oficial da DGERT como a única via restante para tentar alcançar a solução consensual pretendida.

El BBVA aviva la guerra bancaria por captar clientes. La entidad ha elevado a 1.060 euros la remuneración máxima que pagará a los nuevos usuarios que abran una cuenta y cumplan con una serie de requisitos. Se trata de una de las ofertas más agresivas de la banca española para tratar de ganar nuevos clientes.

© Albert Garcia
A banca italiana prepara-se para uma batalha de licitações pelo Monte dei Paschi di Siena (MPS), com o Intesa Sanpaolo e o Banco BPM a disputarem o controlo da instituição.
Esta segunda-feira, a Intesa anunciou uma oferta de 30,6 mil milhões de euros pela instituição financeira, o que criaria o segundo maior banco europeu considerando a capitalização de mercado.
A oferta também representa um prémio de 12,5% em relação à cotação final na sessão de sexta-feira.
O MPS é o banco mais antigo de Itália, sendo que a oferta da Intesa assume um valor de mercado de 27,4 mil milhões de euros. A instituição foi resgatada pelo governo italiano em 2017 e posteriormente reprivatizada em 2023 e 2024.
Desde então que a instituição é vista como um alvo apetecível para consolidação, em linha com várias operações desta natureza que têm ocorrido nos últimos semestres na economia italiana.
A oferta da Intesa surge depois de o BPM ter sinalizado, na passada semana, a sua intenção de discutir uma possível fusão com o MPS. Perante esta vontade do banco, o diretor executivo da Intesa, Carlo Messina, classificou a posição do BPM como “uma declaração de amor”, por oposição à oferta concreta e real da sua instituição.
A Intesa tornou-se no maior banco italiano depois de adquiri a UBI em 2020, saltando da quarta posição para o topo da banca transalpina e ultrapassando o UniCredit. Caso se confirme a aquisição do MPS, o novo banco passa o BNP Paribas e o BBVA como a segunda maior instituição financeira europeia, atrás apenas do Santander.
As ações da Intesa caíram mais de 2% durante a sessão desta segunda-feira, enquanto as do MPS valorizaram mais de 10%. Já o BPM valorizou modestamente, abaixo de 1%.

La salida a Bolsa de SpaceX está rompiendo moldes. No solo con el dinero que espera levantar en el mercado, unos 75.000 millones de dólares, ni con la valoración que podría tener una vez comience a cotizar, unos 1,77 billones de dólares, sino con la búsqueda del pequeño inversor. Si lo habitual en cualquier estreno bursátil es contar con un tramo dirigido al inversor institucional internacional, la empresa dedicada a la tecnología aeroespacial y la inteligencia artificial se ha abierto al pequeño inversor extranjero, y dentro de él, al español. Un movimiento que abre la puerta a que las otras dos grandes tecnológicas estadounidenses que esperan debutar este año en el parqué (Anthropic y OpenAI) sigan sus pasos, según fuentes del mercado, y que busca compensar la ausencia de tramos minoristas en los debuts bursátiles de las empresas europeas.

© Dado Ruvic (REUTERS)


O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.
Segundo a análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.
Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.
“Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido”, ressalva.
Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.
Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.
Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.
De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.
“Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras”, indica o BdP, salientando que os intermediários podem “descomplicar” o processo.
É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.
A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que “podem estar relacionadas”.

© JOÃO RELVAS/LUSA

O Mais Sindicato defendeu que os bancos devem começar a aplicar de imediato os princípios previstos na Diretiva Europeia sobre transparência salarial, apesar de Portugal não ter concluído a transposição da norma para a legislação nacional dentro do prazo estabelecido. A Diretiva (UE) 2023/970 deveria ter sido integrada no ordenamento jurídico português até 7 de junho de 2026, explica o sindicato liderado por António Fonseca.
Segundo o sindicato, a diretiva pretende reforçar a igualdade remuneratória entre trabalhadores, estabelecendo mecanismos que permitam identificar e corrigir discriminações salariais. Entre as medidas previstas estão o direito dos trabalhadores a conhecer os critérios que determinam a remuneração e a progressão salarial, a obrigação de informar candidatos sobre a remuneração associada a uma função antes da contratação e a proibição de solicitar informações sobre salários anteriores durante processos de recrutamento.
A organização sublinha que a transparência salarial não implica a divulgação pública dos vencimentos individuais, mas sim a existência de regras claras, critérios objetivos e instrumentos eficazes para assegurar a igualdade de remuneração por trabalho igual ou de igual valor.
O sindicato considera que a diretiva se aplica tanto a entidades públicas como privadas, abrangendo igualmente o setor bancário. Nesse sentido, entende que as instituições financeiras devem rever os seus sistemas remuneratórios, procedimentos de recrutamento, critérios de progressão na carreira, avaliações de desempenho e mecanismos de atribuição de prémios ou complementos salariais, de forma a prevenir desigualdades injustificadas.
O Mais Sindicato sustenta ainda que o atraso do Estado português na transposição da diretiva não deve prejudicar os trabalhadores, defendendo que os direitos nela previstos devem ser reconhecidos e aplicados pelas entidades empregadoras enquanto não for aprovada a legislação nacional correspondente.
Além disso, a estrutura sindical apelou ao Governo para que avance rapidamente com a transposição da diretiva e pediu à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e a outras entidades competentes que reforcem a fiscalização nesta matéria.
O sindicato afirma que continuará a acompanhar a implementação das regras de transparência remuneratória e a intervir junto das entidades empregadoras sempre que considere existirem situações de desigualdade salarial sem justificação objetiva.