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BCE colocou restrições à Revolut devido à rapidez de aprovação de novos produtos financeiros

10 June 2026 at 09:14
BCE

O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.

De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.

O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.

A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.

A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.

Já o BCE não prestou comentários.

Banco Central Europeu deverá aumentar taxas de juro

9 June 2026 at 10:16

Michael Krautzberger, diretor de Investimento Global de Mercados Públicos, Allianz GI, antecipou, numa nota de análise, que o BCE deve subir a taxa de juro diretora em 25 pontos-base, para os 2,25%, em linha com as orientações que tem dado desde março.

“A restrição monetária continua a justificar-se: uma sucessão de choques na oferta mantém a inflação acima do objetivo, e o BCE está empenhado em evitar a repetição do cenário pós-Covid, em que o atraso na adoção de medidas acabou por exigir aumentos de juros mais agressivos”, explicou.

O analista sinalizou ainda que é provável que a presidente do BCE, Christine Lagarde, mantenha a porta aberta a subidas adicionais, com um aumento final de 25 pontos-base em setembro, enquanto em julho a possibilidade de uma subida dependa de uma deterioração adicional significativa das perspetivas de inflação.

Para Martin Wolburg, o aumento da taxa de juro em junho “serviria principalmente para preservar a credibilidade anti-inflacionista do BCE e ajudar a ancorar as expectativas”.

Ainda assim, com as esperanças de um acordo de paz no conflito com o Irão a dissiparem-se novamente e os riscos de estagflação a manterem-se elevados, “é provável que a presidente Lagarde queira manter a porta aberta para um maior aperto monetário, se necessário”, notou.

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