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BCE colocou restrições à Revolut devido à rapidez de aprovação de novos produtos financeiros

10 June 2026 at 09:14
BCE

O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.

De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.

O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.

A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.

A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.

Já o BCE não prestou comentários.

Mudança na cúpula do Revolut: Co-fundador Vlad Yatsenko passa a não-executivo e Donato Lucia é o novo CTO

4 June 2026 at 13:48

A Revolut anunciou hoje que o cofundador Vlad Yatsenko decidiu transitar da função de Chief Technology Officer (CTO) para a de Administrador Não-Executivo (Non-Executive Director, NED) no Conselho de Administração, com efeitos a partir de 1 de julho de 2026.

“Esta mudança surge após mais de uma década de excelência enquanto um dos principais arquitetos da plataforma inovadora da Revolut. Vlad será sucedido por Donato Lucia, que assumirá o cargo de Vice President of Technology”, lê-se no comunicado do banco digital.

Os motivos da saída do co-fundador Vald Yatsenko, que nasceu na Europa de Leste e tem dupla nacionalidade britânica e ucraniana, não foram avançados. Mas o comunicado diz que “neste novo cargo, continuará a disponibilizar a sua experiência e conhecimento à empresa”.

O novo Chief Technology Officer  integra a equipa de engenharia da Revolut há oito anos e desempenhava, mais recentemente, a função de Head of Technology. A sua comprovada liderança técnica e o profundo conhecimento da arquitetura central da plataforma fazem dele a pessoa ideal para liderar a divisão global de engenharia da Revolut na próxima fase de crescimento da empresa.

Esta mudança surge depois de esta semana Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut, ter sido formalmente nomeado Banqueiro Europeu do Ano 2025, de acordo com o anúncio emitido pelo dfv Euro Finance Group. Pela primeira vez na história deste galardão, criado em 1994, o reconhecimento é atribuído ao líder de um neobanco, assinalando uma mudança fundamental no panorama bancário e financeiro tradicional do continente.

Nikolay Storonsky (ex-trader do Credit Suisse) fundou a Revolut em 2015, em Londres, juntamente com o cofundador Vlad Yatsenko (ex-desenvolvedor de software do Deutsche Bank). Frustrado com as elevadas comissões bancárias e as taxas de câmbio desfavoráveis nas suas viagens, Nik Storonsky criou um cartão multimoeda com conversão instantânea pelo câmbio real. A sua sede principal continua localizada na capital britânica.

O fundador da Revolut nasceu em Dolgoprudny, Rússia, em 1984 e naturalizou-se britânico em 2022.

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