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Quaest: para 12%, relação com Vorcaro diminui vontade de votar em Flávio

10 June 2026 at 12:35

O levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (10) testou o impacto que as notícias sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o ex-controlador do extinto Banco Master, tiveram sobre as intenções de voto em Flávio. 12% dos entrevistados afirmam que a revelação fez com que a vontade de votar no senador diminuísse.

6% dos eleitores afirmam que a vontade de votar em Flávio aumentou após tomar conhecimento das notícias.

Para a maior parte dos entrevistados, porém, não houve mudança na intenção de voto. 50% afirmam que já não votariam nele, enquanto 26% dizem que ainda pretendem votar no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outros 6% não souberam ou não responderam.

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Esta foi a primeira pesquisa realizada pela Quaest desde a divulgação dos áudios em que Flávio Bolsonaro pedia repasses de dinheiro para Daniel Vorcaro.

Metodologia

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 5 e 8 de junho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07661/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

*Sob supervisão de Renata Souza

PF faz nova fase de operação sobre Master

10 June 2026 at 12:13

A PF (Polícia Federal) realiza nesta quarta-feira (10) nova fase da investigação sobre as fraudes do antigo banco Master.

A ação se refere a irregularidades na gestão do fundo previdenciário dos servidores públicos municipais da Prefeitura de Paulista, cidade do litoral de Pernambuco.

A PF investiga a aplicação em Letras Financeiras emitidas pelo banco de Daniel Vorcaro. Segundo as apurações, houve promessa de 7% de retorno + IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para aportes do banco de Daniel Vorcaro. A adesão teria sido imposta pela presidência do sistema de previdência municipal.

A investigação indica que mais de R$ 3 milhões teriam sido direcionados a investimentos de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos exigidos para a administração de recursos previdenciários.

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), além da prefeitura de Paulista (PE).

De acordo com a PF, a operação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta, apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo.

Nenhum candidato ganhou espaço com desgaste de Flávio, diz Arko Advice

10 June 2026 at 04:08

Ao WW, Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, avaliou que o escândalo envolvendo o Banco Master gerou um dano relativamente limitado para as duas candidaturas que lideram as pesquisas de intenção de voto.

Segundo ele, nenhuma outra candidatura ao Planalto conseguiu ganhar espaço com o desgaste sofrido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Noronha destacou que, apesar da repercussão negativa provocada pela divulgação de áudios envolvendo Flávio e das especulações sobre uma possível substituição de candidatura, o nome segue na disputa.

“Ele continua sendo o principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa disputa”, afirmou o consultor.

Recuperação nas pesquisas

Noronha apontou que algumas pesquisas já indicam uma recuperação de Flávio Bolsonaro após o período de maior desgaste.

“Dependendo do instituto que se olhe, alguma recuperação”, pontuou.

Para ele, a queda registrada quando os áudios foram divulgados demonstra que a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, assim como eventuais revelações de investigações da Polícia Federal, pode ser decisiva para um ou outro candidato, a depender do que vier a ser divulgado.

STF também saiu desgastado

O consultor também observou que o episódio acabou colocando o STF (Supremo Tribunal Federal) em uma posição de desgaste.

Segundo Noronha, a Corte, que já apresenta índice de desaprovação superior ao de aprovação, viu sua legitimidade questionada.

Para ele, a situação acabou, de certa forma, beneficiando a candidatura de Flávio Bolsonaro, na medida em que parte da opinião pública passou a enxergar motivações políticas e interesses pessoais nas ações de um de seus membros, o ministro Alexandre de Moraes, no contexto do caso.

Apesar de reconhecer o potencial impacto eleitoral da delação e das investigações em curso, Noronha foi cauteloso em suas conclusões.

“Eu ainda não acredito que ela seja suficiente para abalar esses dois candidatos que hoje despontam como favoritos nessas pesquisas de intenção de voto”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Rioprevidência anuncia reversão de recursos de custeio para benefícios

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O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) divulgou nesta terça-feira (9) uma medida que destina recursos excedentes do fundo que custeia suas despesas para o pagamento de benefícios previdenciários. A autarquia também anunciou que adotá critérios mais conservadores em investimentos.

O órgão é responsável por administrar e garantir o pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro e foi recentemente citado no Caso Master pela suspeita de compra irregular de bilhões em letras de crédito.

Notícias relacionadas:

Segundo o Rioprevidência, com a nova regra, ao final de cada mês, os valores do Fundo Administrativo que superarem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses anteriores serão revertidos para o pagamento de aposentadorias e pensões.

A medida foi aprovada pela diretoria executiva do instituto no último dia 2 e a expectativa é que cerca de R$ 100 milhões terão essa nova destinação até o fim deste ano. A regra será submetida ao Conselho de Administração do Rioprevidência, que tem sessão ordinária agendada para o final do mês de junho.

O diretor-presidente, Felipe Derbli, afirma que, além de reforçar o pagamento dos benefícios, a medida funcionará como um mecanismo de limitação das despesas para o futuro.

A diretoria executiva também decidiu que os investimentos do Fundo Administrativo seguirão critérios mais conservadores, de curto prazo e de maior liquidez. O objetivo da autarquia é ter maior segurança na aplicação dos recursos do fundo, impedindo investimentos de maior risco.

“Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, afirmou Felipe Derbli.

Aplicações no Master

No dia 26 de maio, a Polícia Federal realizou a oitava fase da Operação Compliance Zero, com a finalidade de investigar o envolvimento do ex-governador Cláudio Castro na aplicação irregular de cerca de R$ 3 bilhões do fundo de previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.

De acordo com relatório parcial da PF, entre outubro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As informações foram recebidas pelo ministro do STF André Mendonça, relator do Caso Master.

Posteriormente, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, diante de entraves regulatórios, foram realizados novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, na ordem de R$ 2,01 bilhões.

Rioprevidência anuncia reversão de recursos de custeio para benefícios

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O órgão é responsável por administrar e garantir o pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro e foi recentemente citado no Caso Master pela suspeita de compra irregular de bilhões em letras de crédito.

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Segundo o Rioprevidência, com a nova regra, ao final de cada mês, os valores do Fundo Administrativo que superarem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses anteriores serão revertidos para o pagamento de aposentadorias e pensões.

A medida foi aprovada pela diretoria executiva do instituto no último dia 2 e a expectativa é que cerca de R$ 100 milhões terão essa nova destinação até o fim deste ano. A regra será submetida ao Conselho de Administração do Rioprevidência, que tem sessão ordinária agendada para o final do mês de junho.

O diretor-presidente, Felipe Derbli, afirma que, além de reforçar o pagamento dos benefícios, a medida funcionará como um mecanismo de limitação das despesas para o futuro.

A diretoria executiva também decidiu que os investimentos do Fundo Administrativo seguirão critérios mais conservadores, de curto prazo e de maior liquidez. O objetivo da autarquia é ter maior segurança na aplicação dos recursos do fundo, impedindo investimentos de maior risco.

“Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, afirmou Felipe Derbli.

Aplicações no Master

No dia 26 de maio, a Polícia Federal realizou a oitava fase da Operação Compliance Zero, com a finalidade de investigar o envolvimento do ex-governador Cláudio Castro na aplicação irregular de cerca de R$ 3 bilhões do fundo de previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.

De acordo com relatório parcial da PF, entre outubro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As informações foram recebidas pelo ministro do STF André Mendonça, relator do Caso Master.

Posteriormente, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, diante de entraves regulatórios, foram realizados novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, na ordem de R$ 2,01 bilhões.

Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRB

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Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criticaram nesta terça-feira (9) a falta de informações oficiais sobre a real situação financeira do Banco de Brasília (BRB).

A demora na divulgação do balanço financeiro de 2025 – que o banco estatal deveria ter apresentado até 31 de março – e a falta de clareza quanto ao tamanho do prejuízo decorrente das negociações com o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, motivaram os senadores a cobrar mais transparência.

Notícias relacionadas:

“Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB e quanto roubaram do banco”, comentou o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante audiência pública na qual o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assegurou que a instituição precisa de R$ 8,8 bilhões de empréstimo.

“Não entendo como o Supremo Tribunal Federal aprova um plano sem que o BRB publique o balanço de 2025. Como se faz um plano assim? Como ele é homologado?”, comentou Calheiros.

O acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União, o Banco Central (BC) e o BRB permitiu que o GDF faça um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados.

A operação contará com garantia de fiança oferecida por sindicato de bancos e contragarantia vinculada às verbas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.

Com a medida, o GDF se compromete a implementar medidas legais para o controle de despesas públicas, o que, segundo os senadores, inclui a não realização de novos concursos públicos e a não concessão de reajustes salariais para servidores públicos, entre outras ações de ajuste fiscal.

Além disso, segundo o STF, eventuais recursos que o Distrito Federal receber por via judicial ou por acordos relacionados a prejuízos sofridos pelo BRB deverão ser prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo.

Mesmo tendo sido homologado pelo STF no fim de maio, a execução prática do acordo depende de a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovar o projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo distrital.

Segundo o presidente do BRB, os outros R$ 2,2 bilhões virão da securitização da dívida do GDF, por meio de uma operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual e que, já na primeira etapa, em 25 de maio, captou R$ 1,17 bilhão para o banco estatal.

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), os termos do acordo homologado pelo STF comprometem a governança do Distrito Federal. 

“Um empréstimo a ser pago em 15 anos compromete [a gestão dos] próximos três governadores. Fora que não temos o balanço [financeiro do banco], [resultados das] auditorias, informações. Não tem nada. Só a fala de vossa senhoria”, apontou Lucas, dirigindo-se ao presidente do BRB e destacando que os recursos de que o BRB precisa deveriam estar indo para a saúde, a educação e a segurança, “e não para cobrir um roubo”.

Autora do pedido de realização da audiência pública, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) não se manifestou contra o socorro ao banco, mas cobrou mais transparência.

“Ainda temos muitas dúvidas. Dúvidas enormes. Até hoje, a pergunta é: quanto esta crise vai custar para o Distrito Federal, para os cidadãos e para o Brasil?”, questionou Damares.

Segundo ela, a preocupação com a crise do BRB transcende o âmbito distrital, já que, além de estressar o sistema financeiro nacional, ameaça os cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos junto ao banco por determinação de tribunais de justiça de quatro estados (Alagoas, Bahia, Maranhão e Paraíba) e do Distrito Federal.

O BRB também responde por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, controlando uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

“Este não é mais só um problema do Distrito Federal. É um problema do Brasil, dos estados que estão preocupados com os depósitos judiciais que estão no BRB. Infelizmente, não dá mais para falar de fraude bancária no Brasil sem citar o BRB [...] E não queremos mais ser surpreendidos pela imprensa”, concluiu Damares.

Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRB

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Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criticaram nesta terça-feira (9) a falta de informações oficiais sobre a real situação financeira do Banco de Brasília (BRB).

A demora na divulgação do balanço financeiro de 2025 – que o banco estatal deveria ter apresentado até 31 de março – e a falta de clareza quanto ao tamanho do prejuízo decorrente das negociações com o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, motivaram os senadores a cobrar mais transparência.

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“Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB e quanto roubaram do banco”, comentou o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante audiência pública na qual o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assegurou que a instituição precisa de R$ 8,8 bilhões de empréstimo.

“Não entendo como o Supremo Tribunal Federal aprova um plano sem que o BRB publique o balanço de 2025. Como se faz um plano assim? Como ele é homologado?”, comentou Calheiros.

O acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União, o Banco Central (BC) e o BRB permitiu que o GDF faça um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados.

A operação contará com garantia de fiança oferecida por sindicato de bancos e contragarantia vinculada às verbas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.

Com a medida, o GDF se compromete a implementar medidas legais para o controle de despesas públicas, o que, segundo os senadores, inclui a não realização de novos concursos públicos e a não concessão de reajustes salariais para servidores públicos, entre outras ações de ajuste fiscal.

Além disso, segundo o STF, eventuais recursos que o Distrito Federal receber por via judicial ou por acordos relacionados a prejuízos sofridos pelo BRB deverão ser prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo.

Mesmo tendo sido homologado pelo STF no fim de maio, a execução prática do acordo depende de a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovar o projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo distrital.

Segundo o presidente do BRB, os outros R$ 2,2 bilhões virão da securitização da dívida do GDF, por meio de uma operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual e que, já na primeira etapa, em 25 de maio, captou R$ 1,17 bilhão para o banco estatal.

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), os termos do acordo homologado pelo STF comprometem a governança do Distrito Federal. 

“Um empréstimo a ser pago em 15 anos compromete [a gestão dos] próximos três governadores. Fora que não temos o balanço [financeiro do banco], [resultados das] auditorias, informações. Não tem nada. Só a fala de vossa senhoria”, apontou Lucas, dirigindo-se ao presidente do BRB e destacando que os recursos de que o BRB precisa deveriam estar indo para a saúde, a educação e a segurança, “e não para cobrir um roubo”.

Autora do pedido de realização da audiência pública, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) não se manifestou contra o socorro ao banco, mas cobrou mais transparência.

“Ainda temos muitas dúvidas. Dúvidas enormes. Até hoje, a pergunta é: quanto esta crise vai custar para o Distrito Federal, para os cidadãos e para o Brasil?”, questionou Damares.

Segundo ela, a preocupação com a crise do BRB transcende o âmbito distrital, já que, além de estressar o sistema financeiro nacional, ameaça os cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos junto ao banco por determinação de tribunais de justiça de quatro estados (Alagoas, Bahia, Maranhão e Paraíba) e do Distrito Federal.

O BRB também responde por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, controlando uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

“Este não é mais só um problema do Distrito Federal. É um problema do Brasil, dos estados que estão preocupados com os depósitos judiciais que estão no BRB. Infelizmente, não dá mais para falar de fraude bancária no Brasil sem citar o BRB [...] E não queremos mais ser surpreendidos pela imprensa”, concluiu Damares.

Ministro da Justiça diz que não há dúvida sobre suicídio de Sicário

9 June 2026 at 21:52

O ministro da Justiça Wellington Cesar Lima admitiu nesta terça-feira (09) que Luiz Philip Mourão, o cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, de fato atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.

“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse.

O ministro ainda explicou que os detalhes sobre a morte de Mourão têm “muitas facetas sigilosas”, mas que devem ser destituídas de sigilo em algum momento.

Luiz Philip Machado de Moraes Mourão era descrito como braço operacional da organização encabeçada pelo ex-dono do Banco Master e foi réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Considerado agiota pelo Ministério Público de Minas Gerais, Mourão era responsável pelo grupo que coletava informações de pessoas consideradas “desafetos” do ex-banqueiro.

A declaração foi feita durante a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, promovida pela Câmara para que o Ministério prestasse esclarecimentos a respeito de diversos temas. Um dos tópicos também abordados foi a retirada de credenciais de um delegado brasileiro ligado à prisão de Alexandre Ramagem, na Flórida, em abril deste ano.

Quem foi Sicário?

Segundo a PF, Sicário era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo“. A corporação apontou que ele obtia dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de seugrança pública e investigação policial.

O investigado também teria atuado pela remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo.

No dia 4 de março deste ano, Mourão foi preso pela Polícia Federal e atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele foi levado imediatamente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e morreu dois dias depois, em seis de março.

Importante

Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, pensamentos suicidas ou depressão, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Não hesite em buscar apoio.

BRB quer divulgar balanço até 30 de junho; banco aguarda aporte do GDF

9 June 2026 at 20:18

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson de Souza, disse nesta terça-feira (9) que a instituição regional pretende divulgar o seu balanço financeiro de 2025 até 30 de junho. O executivo ressaltou, porém, que é necessário solucionar algumas pendências antes da publicação do documento.

O banco precisa de um aporte de R$ 8,8 bilhões para melhorar os seus índices de saúde financeira, dos quais R$ 6,5 bilhões serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF (Governo do Distrito Federal) obteve com a securitização da dívida ativa.

Para concluir as negociações desse empréstimo, o GDF aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A expectativa é de que os deputados distritais analisem o texto ainda nesta terça-feira (9).

A proposta em tramitação ratifica o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que possibilitou que o Governo do Distrito Federal conseguisse um empréstimo junto ao FGC. Caso o crédito seja liberado, haverá garantia de um sindicato de bancos S1 (bancos com tamanho igual ou maior do que 10% do PIB).

Além do empréstimo, o BRB também aguarda a conclusão de uma auditoria contábil. O parecer é necessário para revisar o trabalho da auditoria forense sobre as operações entre o Banco Master e a instituição regional. A auditoria forense foi realizada por um escritório independente e concluiu seu trabalho em 31 de março.

“A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidas pelas normas aplicadas. Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço”, disse Nelson.

O prazo final para divulgação do balanço encerrou em 31 de março. O atraso na divulgação prejudica a imagem do banco, que teve seu rating rebaixado pela S&P Global pela 2ª vez em menos de três meses.

O presidente do BRB participou de uma audiência realizada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na manhã desta terça-feira (9). Após responder as perguntas dos senadores, Nelson afirmou a jornalistas que há mais de 20 processos sendo conduzidos contra servidores da instituição por envolvimento nas fraudes do Master.

Vamos chegar em 2028 com lucro líquido de R$ 1 bi, diz presidente do BRB

9 June 2026 at 20:12

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antonio de Souza, afirmou que a instituição prevê chegar a 2028 com lucro líquido de R$ 1 bilhão.

A fala ocorreu nesta terça-feira (9), quando o presidente participou de audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal.

Na reunião, o presidente foi questionado sobre a situação financeira do BRB, bem como as operações entre o banco público e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Devido a essas operações, o BRB enfrenta uma crise de liquidez e patrimônio, e teve que recorrer a um aporte por parte do GDF (Governo do Distrito Federal), controlador do BRB.

“Fizemos um plano conservador, vamos ter condições, e pela competência da equipe técnica que veio, vamos chegar em 2028 com LL [Lucro Líquido] acima de R$ 1 bi”, disse.

O aporte feito pelo GDF será de R$ 8,8 bilhões, e contará com R$ 6,6 bilhões que serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Os outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF obteve com a securitização da dívida ativa.

Rombo do Banco Master

Ainda na reunião, o presidente Nelson Antonio de Souza, detalhou as perdas e operações do BRB junto ao Banco Master. Segundo o presidente, quando assumiu a presidência do BRB, no fim de novembro do ano passado, foi constatado que BRB e Master transacionaram um montante de R$ 30 bilhões, entre 2024 e outubro de 2025.

Desse valor, R$ 21,9 bilhões são referentes a carteiras do Master no BRB, divididos em quatro grupos. Uma carteira de pessoa física, outra carteira de CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários), uma terceira carteira com 19 fundos de investimentos, sendo 17 nacionais e 2 em paraísos fiscais, e uma quarta carteira de pessoas jurídicas.

De acordo com Nelson, após uma análise da equipe técnica do BRB, foi avaliada a necessidade de provisionar um montante de R$ 8,8 bilhões. Ou seja, incluir no balanço financeiro da instituição como possíveis perdas futuras. O presidente justifica que esse provisionamento foi o embasamento para o pedido de aporte do GDF no BRB.

Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master

5 June 2026 at 21:30

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar um mandado de segurança que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.  A decisão foi proferida na quarta-feira (3).

A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso.

Notícias relacionadas:

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e possui “interesse direto” no caso.

Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator.

“É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, explicou Fachin.

Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2026.

De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.  

Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master

5 June 2026 at 21:30

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A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso.

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Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator.

“É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, explicou Fachin.

Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2026.

De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.  

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