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“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”

10 June 2026 at 12:28

VTM

A posição foi assumida no programa “Bola ao Centro”, onde o técnico analisou uma época marcada por um percurso acima das expectativas. O Bragança terminou a época no 1.º lugar da série A e lutou pela promoção até ao último jogo, mas acabou por falhar o objetivo de subida à Liga 3.

“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”, afirmou André Irulegui, sublinhando que o atual modelo “torna injusto” o desfecho de uma época longa e exigente para equipas que conseguem regularidade ao longo da temporada. “Acabaram por subir as equipas que tinham ficado em 2º”, vinca.

Segundo o treinador, a época terminou com sentimento de orgulho, mas também alguma frustração. “O balanço é claramente positivo pelo que foi construído, mas no fim fica aquela sensação de termos estado muito perto”, referiu, acrescentando que a equipa “foi além do que era esperado no início da época”, quando o objetivo passava essencialmente pela manutenção.

Apesar do desfecho, o técnico fez questão de enaltecer o grupo de trabalho. “Tenho muito orgulho nos jogadores. Foram de uma entrega enorme, muitas vezes a jogar no limite físico”, destacou, lembrando o desgaste acumulado ao longo da época e a dificuldade em gerir um plantel curto.

Irulegui detalhou também os desafios estruturais enfrentados pelo clube, apontando diferenças significativas face a adversários mais preparados. “Há equipas com mais profundidade, que conseguem rodar jogadores sem perder qualidade. Nós tivemos de ir quase sempre com os mesmos”, explicou.

O treinador destacou, ainda, a eliminatória da Taça de Portugal com o S.C. Braga como o momento chave da temporada. Apesar da eliminação, o jogo serviu como ponto de viragem. “Esse jogo mostrou-nos que podíamos competir. A partir daí houve um clique no grupo”, afirmou.

Ainda sobre o último jogo da época, no reduto do Leça, o treinador luso-brasileiro falou de um balneário com um misto de emoções “Havia tristeza, mas também orgulho pelo caminho feito. Vi jogadores a consolar outros e isso diz muito sobre o grupo”, contou.

Outro dos temas abordados foi a importância da comunicação e da liderança no futebol atual, com André Irulegui a defender uma abordagem baseada na proximidade com os jogadores e na adaptação individual. “Não se pode falar para todos da mesma forma, porque cada jogador reage de maneira diferente”, explicou, acrescentando que a equipa técnica teve um papel fundamental na gestão diária do grupo.

Quanto ao futuro, o técnico não adiantou se vai ou não continuar no Bragança. Contudo, acredita que, na próxima época, a equipa será “forte” e vai querer “mostrar o que vale”.

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Fim de ciclo para Vítor Gamito no Rebordosa

7 June 2026 at 11:48

VTM

“Chega ao fim um ciclo que me deixa orgulhoso, não apenas pelos resultados alcançados, mas sobretudo pelas pessoas com quem o partilhei.” Foi desta forma que Vítor Gamito anunciou o fim da sua ligação ao Rebordosa, colocando um ponto final numa passagem de duas temporadas no comando técnico da equipa sénior.

Numa longa mensagem de despedida, o treinador deixou palavras de agradecimento à direção, ao staff, ao departamento de formação, à sua equipa técnica, aos sócios e simpatizantes, reservando uma menção especial aos jogadores, que considerou os “verdadeiros protagonistas deste percurso”.

“Que grupo! Que forma de competir!”, escreveu Gamito, destacando o facto de o Rebordosa ter sido a única equipa pós-laboral presente na Fase de Subida do Campeonato de Portugal. Para o técnico, esse feito reflete “o caráter, a ambição e o compromisso” demonstrados pelo plantel ao longo da época.

Apesar do percurso positivo, o treinador reconheceu que a equipa não alcançou o objetivo pretendido. “Não terminámos a época com o objetivo que pretendíamos alcançar. Assumimos essa responsabilidade. Poderíamos e deveríamos ter feito mais e melhor”, admitiu, referindo à tão ambicionada subida à Liga 3.

Na despedida, Vítor Gamito evocou ainda os ensinamentos do falecido treinador Vítor Oliveira, lembrando que “os finais de época são passageiros. Os vencedores terão de provar novamente o seu valor. Os vencidos terão a oportunidade de redefinir objetivos e voltar a competir”, acrescentando que “Rebordosa é valente. Vai seguir em frente.”

Do lado do Rebordosa, a direção fez saber, em comunicado, que a decisão partiu do próprio treinador e aproveitou para agradecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos.

“O seu compromisso foi fundamental para o crescimento, desenvolvimento e profissionalização do clube e da sua estrutura”, lê-se na nota, publicada nas redes sociais.

“O seu compromisso foi fundamental para o crescimento, desenvolvimento e profissionalização do clube e da sua estrutura. Foram 65 jogos, 35 vitórias e momentos inolvidáveis, desde o apuramento para os oitavos de final da Taça de Portugal, à presença na fase de subida à Liga 3, bem como ao recorde de invencibilidade no Campeonato de Portugal”, destaca o clube, aproveitando para desejar a Vítor Gamito “e a toda a sua equipa técnica os maiores sucessos pessoais e profissionais, com a certeza de que esta será sempre a vossa casa”.

Recorde-se que o Rebordosa ficou em 1º lugar da série B, com 58 pontos. Na fase de subida a equipa ficou aquém das expectativas. Em seis jogos, somou apenas quatro pontos e falhou os lugares de acesso à Liga 3.

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