Homem morto a tiro a um quilómetro de percurso do Papa

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© MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

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Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde têm enfrentado níveis elevados de cansaço, estresse e esgotamento, uma situação que pode comprometer a qualidade da assistência prestada aos pacientes.
O alerta é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) em 30 hospitais particulares de diferentes regiões do Brasil.
O estudo identificou a ocorrência do chamado "presenteísmo", condição em que o trabalhador comparece ao serviço, mas apresenta desempenho reduzido devido ao cansaço físico ou emocional.
Segundo o levantamento, a combinação entre presenteísmo e absenteísmo, quando o profissional falta ao trabalho, resulta em uma perda de 27% da produtividade das equipes de saúde.
Além dos impactos operacionais, especialistas destacam que o esgotamento dos profissionais pode afetar diretamente a segurança dos pacientes. De acordo com a pesquisa, trabalhadores com níveis elevados de desgaste físico e mental podem ter até 2,2 vezes mais chances de cometer falhas clínicas durante o atendimento.
Os reflexos também são percebidos na gestão hospitalar. O levantamento estima que mais de 914 mil horas de trabalho foram perdidas ao longo de um ano nos hospitais analisados, gerando prejuízos superiores a R$ 22 milhões.
Diante desse cenário, especialistas orientam que pacientes e familiares adotem uma postura ativa durante o atendimento para ajudar a reduzir o risco de erros.
Entre as recomendações estão esclarecer dúvidas sobre diagnósticos, exames e medicamentos, confirmar informações importantes, como a identificação do paciente e o procedimento a ser realizado, informar alergias e condições de saúde relevantes e solicitar explicações sempre que algo não estiver claro.
A participação do paciente no próprio cuidado é apontada como uma medida importante para fortalecer a segurança durante a assistência médica e hospitalar.


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