Reading view

GLP-1 pode ajudar em tratamentos renais, dizem nefrologistas a Kalil

Novas classes de medicamentos estão surgindo como aliadas no tratamento de doenças renais, oferecendo perspectivas promissoras para retardar a progressão da condição e reduzir a necessidade de diálise e transplante. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, no CNN Sinais Vitais deste sábado (13) .

Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina, apresentou duas classes de medicamentos que estão entrando no tratamento da doença renal. A primeira é a finerinona, descrita como uma versão aprimorada da espironolactona.

“A espironolactona já é uma medicação para hipetensão que nós usamos há muito tempo, e a finerinona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal“, afirmou Requião. Segundo esse, essa eficiência foi detectada primeiro em pacientes com diabetes e mais recentemente no tratamento renal.

A segunda classe mencionada são os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras“, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, que também demonstraram efeito direto sobre os rins. “Nós não sabemos ainda os mecanismos, precisa ainda de estudo de longo prazo para saber a segurança dessa classe, mas deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico“, explicou Requião.

Outra classe de medicamentos originalmente desenvolvida para o controle do diabetes, mas que demonstrou efeitos protetores sobre o coração e os rins são os inibidores do cotransporte SGLT2, conhecidos como gliflozinas. Segundo nefrologista do Hospital do Rim Caio Bastos, esses medicamentos também apresentaram efeitos protetores sobre o coração e os rins.

“É uma nova medicação que descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos. Ele ressaltou ainda que as gliflozinas estão disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes de maior risco.

Diálise

Requião enfatizou que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença renal. Segundo ele, o pilar do tratamento é a prevenção, com o controle adequado do diabetes, da hipertensão e dos demais fatores de risco.

“Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, declarou Requião.

Requião ressaltou que, na era pré-diálise, todos os pacientes com falência renal morriam em decorrência da condição. A introdução da diálise representou um marco histórico na medicina.

Além disso, o avanço tecnológico nas máquinas e nos produtos utilizados, aliado ao conhecimento científico acumulado, tem contribuído para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de hemodiálise ou diálise peritoneal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Fim da 6×1 teria impacto de bilhões, diz diretora da SRB

A proposta de fim da escala 6×1 segue em tramitação no Congresso Nacional com posições divergentes entre Câmara dos Deputados e Senado Federal. Enquanto a Câmara avança com a designação de um relator e a sinalização de pauta para breve, o Senado indica que deve conduzir o debate com mais cautela e sem pressa, com possibilidade de alterações no projeto original.

Patrícia Arantes, diretora-executiva da SRB (Sociedade Rural Brasileira), defendeu que a discussão sobre o tema seja feita de forma menos acelerada, levando em conta as especificidades do setor agropecuário.

“O setor agropecuário emprega praticamente 30 milhões de pessoas, então isso corresponde a um em cada quatro trabalhadores do Brasil”, afirmou. “Toda mudança que a gente tiver nesse setor realmente tem um impacto muito grande.”

Patrícia Arantes citou estudo apresentado pela Frente Parlamentar da Agropecuária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para ilustrar a dimensão financeira da proposta.

Segundo os dados, o setor de etanol sofreria um impacto de R$ 4 a R$ 5 bilhões, o de proteína suína e avícola de R$ 9 bilhões, e as cooperativas de R$ 2,5 bilhões. “Realmente esse impacto é muito grande”, destacou.

A representante da SRB também apontou que o prazo de transição previsto na proposta — de 60 dias para uma parte e 14 meses no total — seria inviável para o empresariado.

Segundo ela, essa condição poderia gerar ainda mais dificuldades de contratação. O cenário, na avaliação de Patrícia Arantes, seria agravado pelo veto integral do projeto de lei dos safristas pela Presidência da República, medida que, segundo ela, torna o quadro ainda mais preocupante para o setor.

Setor defende liberdade contratual e PEC alternativa

Questionada sobre uma PEC alternativa que propõe maior flexibilização das leis trabalhistas, Patrícia Arantes afirmou que a Sociedade Rural Brasileira apoia a iniciativa. Ela argumentou que a liberdade de contratar é fundamental, especialmente diante da competitividade internacional.

“Estados Unidos, Austrália e Argentina são três países que são concorrentes nossos e têm legislações trabalhistas com muito mais liberdade contratual”, disse, acrescentando que essa diferença impacta negativamente o custo do Brasil.

Patrícia Arantes também ressaltou que aplicar lógica urbana à realidade rural seria, nas palavras dela, “um erro muito grande“. A SRB afirma estar fornecendo dados técnicos ao Senado para que as especificidades do campo sejam contempladas nas propostas em discussão.

Entre os exemplos citados estão a pecuária leiteira, com suas duas ordenhas diárias, os frigoríficos com escala de 12 por 36, e os trabalhadores safristas, todos com dinâmicas de trabalho distintas das atividades urbanas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Pressão criou condição para EUA e Irã quererem fim da guerra, diz professor

Um possível acordo provisório de paz entre Estados Unidos e Irã pode ser assinado nos próximos dias, segundo análise do professor de Relações Internacionais Danny Zahreddine, ao WW.

Para ele, a pressão econômica mútua entre os dois países criou uma condição favorável para que ambos os lados busquem uma saída do conflito.

Zahreddine destacou que, desta vez, há um elemento novo que diferencia o atual momento das declarações anteriores sobre um possível entendimento.

“O posicionamento público do ministro das Relações Exteriores, o Abbas Araghchi, dizendo que eles não chegaram tão perto quanto chegaram agora”, foi apontado pelo professor como um sinal relevante de avanço nas negociações.

Pressões econômicas de ambos os lados

O professor explicou que a pressão imposta pelos americanos aos portos iranianos, impedindo o Irã de exportar petróleo pelo Golfo Pérsico, combinada com as pressões que os próprios Estados Unidos enfrentam em razão dos preços do petróleo e dos fertilizantes, criou um cenário em que os dois lados têm interesse em resolver o impasse.

Segundo Zahreddine, os termos do acordo já estariam prontos há mais de duas semanas, e a questão era apenas o timing escolhido pelos americanos para anunciá-lo como uma vitória política.

Divisões internas no governo iraniano

Zahreddine também chamou atenção para as tensões internas no governo iraniano.

De um lado, a linha mais dura, ligada à Guarda Revolucionária, se opõe a qualquer acordo que considere desfavorável, preferindo uma postura de confronto total.

Do outro, uma ala mais moderada e reformista, representada pelo próprio Araghchi, enxerga o protocolo de entendimento como uma vitória razoável.

Essa divisão interna representa um dos principais desafios para a conclusão do acordo.

Apesar do otimismo cauteloso, o professor ressaltou que o presidente americano, Donald Trump, já afirmou, por quase 40 vezes desde abril, que um acordo estava prestes a ser assinado.

Por isso, Zahreddine concluiu que é necessário aguardar a semana seguinte para uma avaliação mais precisa sobre a real possibilidade de um entendimento definitivo entre os dois países.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Especialista: Capacidade produtiva reduzida deve ser notada com fim da 6×1

A possível aprovação do fim da escala 6×1 no Brasil traz consigo impactos econômicos relevantes que vão além do debate sobre qualidade de vida dos trabalhadores. Em entrevista ao CNN Prime Time, Gustavo Madi, da consultoria LCA, avaliou que, embora a medida atenda a um anseio da sociedade por maior equilíbrio entre trabalho e lazer, ela carrega custos significativos para o setor produtivo.

Para Madi, a sociedade precisa estar ciente de que a redução da jornada de trabalho encarece os processos produtivos.

“Essa medida atende a um pedido da sociedade de reequilibrar o tempo de vida entre as horas de trabalho e o lazer ou as demais atividades não remuneradas, mas ela tem um custo”, afirmou.

Produtividade por hora versus produção total

Madi explicou a diferença entre produtividade por hora e capacidade produtiva total.

Segundo ele, o trabalhador mais descansado tende a render mais, cometer menos erros e apresentar menor rotatividade, o que eleva a produtividade por hora trabalhada.

No entanto, esse ganho não é suficiente para compensar a redução no total de horas trabalhadas ao longo de um mês.

“Esse aumento da produtividade por hora não é suficiente para compensar a produção total no intervalo maior de tempo. Ao longo de um mês, por exemplo, o total trabalhado por esse funcionário vai se reduzir, isso significa um menor nível de produção”, disse Madi.

Para ele, a medida tem, portanto, “um custo em termos de redução da capacidade produtiva da população como um todo”.

Possível aumento de trabalhadores autônomos e novas contratações CLT

Questionado sobre a possibilidade de crescimento no número de profissionais autônomos após a mudança na escala, Madi reconheceu que isso pode ocorrer para parte dos trabalhadores, que podem optar por continuar trabalhando o mesmo número de horas para obter maior renda.

Contudo, ele avaliou que o efeito predominante deve ser outro.

“O efeito predominante vai ser você ter uma certa compensação com o aumento de empregos CLT para compensar a redução de horas trabalhadas por cada funcionário”, explicou.

Ao ser indagado sobre quem arcará com os custos da medida, Madi afirmou que a resposta depende das dinâmicas de cada setor.

Segundo ele, a conta deve ser dividida entre uma redução da lucratividade das empresas e um aumento de preços ao consumidor.

“Ao longo do tempo, esse aumento de preços significa a inflação. A inflação corrói o poder de compra dos trabalhadores”, alertou.

Madi ponderou que, num primeiro momento, a expectativa de reduzir a jornada sem diminuir salários ou rentabilidade pode se concretizar, mas que esse benefício tende a ser reduzido pelo efeito inflacionário ao longo do tempo.

Além disso, ele destacou impactos sobre as finanças públicas: empresas menos lucrativas recolhem menos imposto de renda, mas o aumento de contratações pode elevar a arrecadação sobre a folha salarial, criando um efeito parcialmente compensatório.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Defesa de Vorcaro pressiona PF com jogada “desesperada”, diz especialista

O caso envolvendo Daniel Vorcaro e a possibilidade de uma delação premiada ganhou novos contornos após o que especialistas descrevem como uma manobra da defesa do ex-banqueiro.

Para Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, o vazamento de informações e a ventilação de possíveis novos nomes — majoritariamente políticos — configuram uma jogada “desesperada” para pressionar as autoridades competentes.

Em entrevista ao WW nesta sexta-feira (12), Barreto avaliou que a estratégia da defesa de Vorcaro visava pressionar a PF (Polícia Federal) e a  PGR (Procuradoria-Geral da República) a aceitarem o acordo de delação premiada do ex-banqueiro.

Comparação com a Lava Jato

Para contextualizar a situação, Barreto recorreu à Operação Lava Jato como parâmetro de análise. Segundo ele, existe no histórico recente do país o exemplo de “uma operação um pouco descontrolada, de ataques sem uma estrutura hierárquica, os políticos empurrando uns aos outros em direção ao foco para conseguirem se livrar”.

Em contraposição, o especialista descreveu um modelo investigativo oposto: “uma investigação e um processo de apuração top-down, controlado com seus efeitos dosados”, no qual os envolvidos chegariam a estabelecer um cronograma para a divulgação de informações.

Sensação de controle que se desfez

Barreto relatou que, até recentemente, havia em Brasília a percepção de que o caso caminhava para um desfecho mais controlado.

Nesse cenário, o próprio Vorcaro estaria, nas palavras do especialista, “enrolando as organizações”, possivelmente após receber um recado para “segurar a onda” e, assim, conseguir se livrar da situação posteriormente. Essa sensação, no entanto, teria sido abalada pelos acontecimentos mais recentes.

O que se viu a partir de determinado momento, segundo Barreto, foi um vazamento atribuído, nos bastidores, à própria defesa de Vorcaro.

A estratégia teria consistido em especular sobre a existência de outros políticos envolvidos — incluindo o presidente do Senado e uma ala do PT — “de certa maneira para criar algum tipo de frisson na opinião pública, na imprensa para que a Polícia Federal, as instituições fossem pressionadas a aceitar” o acordo.

Para o especialista, trata-se de “uma jogada um pouco desesperada, talvez, da defesa”, que reacendeu o risco de o processo “perder o controle novamente com vazamentos”.

Barreto resumiu o momento como um limiar em que o país pode “entrar num bang-bang onde as instituições perdem um pouco o controle desse processo de investigação e de apuração”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Pontos principais não estão sendo tratados entre EUA e Irã, diz professor

As negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito entre os dois países não estão abordando os pontos centrais do impasse, como a questão nuclear iraniana. A avaliação é de Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em entrevista ao Hora H.

Segundo Alexandre Coelho, caso um acordo seja firmado, ele deverá ser classificado como um entendimento tático e extremamente frágil.

“Se esse acordo sair, será um acordo muito frágil, será o que a gente pode dizer até de um acordo tático”, afirmou.

Para ele, o principal objetivo norte-americano nas negociações é simplesmente evitar a continuidade do conflito armado, sem necessariamente resolver as disputas estruturais entre os dois países.

Estratégia de escalada e desmobilização do Estreito de Ormuz

Os recentes ataques realizados pelos Estados Unidos, de acordo com Alexandre Coelho, faziam parte de uma estratégia deliberada de escalada seguida de desescalada, com o objetivo de pressionar o Irã a aceitar condições mais favoráveis a Washington.

O professor destacou que o foco central do possível acordo seria a desmobilização do Estreito de Ormuz, permitindo a passagem de petroleiros pela região — e que mesmo essa medida seria implementada de forma gradual.

“No mais, permanecemos no mesmo patamar, na mesma guerra de atrito para a qual esse conflito está caminhando”, avaliou.

Alexandre Coelho também ressaltou que, ao declarar vitória na guerra, o Irã obteve um triunfo do ponto de vista estratégico, ainda que os Estados Unidos mantenham clara superioridade militar.

“Do ponto de vista militar, não há dúvidas que os Estados Unidos domina a questão militar”, reconheceu.

No entanto, acrescentou que, do ponto de vista estratégico, os norte-americanos estão em desvantagem, em parte devido às diferenças entre os sistemas políticos dos dois países e seus impactos sobre a política externa de cada nação.

Netanyahu como variável de risco para o acordo

Outro ponto destacado por Alexandre Coelho foi o papel do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como fator de instabilidade no contexto das negociações.

Para o professor, Netanyahu se tornou um passivo para os próprios Estados Unidos, em razão de acusações de corrupção, de um processo no Tribunal Penal Internacional e de um mandado de prisão contra ele.

“Os Estados Unidos, ou Donald Trump, me parece que se tornou refém do Netanyahu”, afirmou.

Alexandre Coelho apontou ainda que a própria base de apoio de Donald Trump já não sustenta mais Netanyahu, especialmente no que diz respeito à guerra.

Além de Netanyahu, o professor identificou o Hezbollah, no sul do Líbano, como outra variável capaz de comprometer qualquer entendimento alcançado.

“Pode colocar tudo a perder desse frágil acordo, desse frágil memorando de entendimento”, concluiu, indicando que as negociações previstas em Genebra merecem atenção nos próximos dias.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Aprovação da PEC da 6×1 na Câmara foi irresponsabilidade, diz Abrasel

Ao Hora H, Paulo Solmucci, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), classificou como “irresponsabilidade” a velocidade com que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados.

Solmucci afirmou que o tema deveria ser debatido com muito mais tempo e cautela, dado o impacto que a medida teria sobre a vida de todos os brasileiros.

Críticas à celeridade da votação

Solmucci foi enfático ao avaliar o processo legislativo na Câmara.

“Eu nunca vi tanta irresponsabilidade na minha vida na política brasileira, como aconteceu na Câmara“, declarou.

Segundo ele, houve uma pressão para que um assunto de tamanha relevância fosse votado em apenas 45 dias, sem o devido debate com a sociedade.

Em contrapartida, Solmucci demonstrou satisfação com a postura adotada pelo senador Davi Alcolumbre no âmbito do Senado Federal.

“Estamos muito animados com a postura do senador Davi Alcolumbre, que tem mostrado uma responsabilidade democrática muito grande”, disse.

De acordo com Solmucci, Alcolumbre tem defendido abertamente que o tema seja discutido com calma e que toda a sociedade conheça os custos envolvidos.

Impacto econômico para o setor

O representante da Abrasel detalhou os efeitos práticos que a aprovação da PEC traria para bares e restaurantes.

Segundo ele, o setor enfrentaria um aumento de custo de 20%, além de uma dificuldade estrutural relacionada à substituição de funções especializadas.

“É impossível pegar um garçom e ele virar cozinheiro”, exemplificou, ao explicar que, para manter a oferta de serviços, as empresas precisariam contratar um trabalhador adicional para cobrir o dia a menos trabalhado, elevando proporcionalmente os custos.

Solmucci alertou ainda que os impactos não se restringiriam ao setor de alimentação.

Segundo ele, condomínios residenciais e clínicas médicas também registrariam aumentos de cerca de 20% em seus custos.

O representante da Abrasel criticou a narrativa de que seria possível “trabalhar menos, ganhar igual e ficar mais tempo com a família” sem consequências econômicas, chamando-a de “falácia”.

Como alternativa, ele citou a proposta do senador Rogerio Marinho (PL), que prevê o trabalho por hora, permitindo que cada trabalhador ajuste sua jornada conforme suas necessidades e seu desejo de geração de renda.

Risco para trabalhadores de periferias

Solmucci também destacou um efeito colateral que considera grave: a possibilidade de empresas maiores e mais ricas disputarem mão de obra especializada com pequenos estabelecimentos de bairros periféricos.

Na prática, segundo ele, restaurantes de regiões mais abastadas de São Paulo poderiam atrair cozinheiras de bairros como Campo Limpo, levando ao fechamento de pequenos negócios locais e ao desemprego de outros trabalhadores.

“Vai todo mundo trabalhar longe de casa. Duas horas de ônibus para ir e duas horas de ônibus para voltar”, afirmou, concluindo que a medida, na forma como foi aprovada na Câmara, pioraria a qualidade de vida dos trabalhadores em vez de melhorá-la.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Fim da 6×1 merece discussão centrada, diz presidente da Fiepa

Em entrevista exclusiva à CNN Money, Alex Carvalho, da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), criticou a forma como vem sendo conduzido o debate sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, a discussão tem sido marcada por superficialidade e apelo eleitoral, em detrimento de uma análise técnica mais aprofundada.

Para Carvalho, a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados ocorreu sem o devido embasamento. “Existe um nós contra eles de forma desnecessária”, afirmou.

Na avaliação dele, defender mais cautela e aprofundamento no debate não significa ser contrário aos trabalhadores, mas agir com responsabilidade diante dos possíveis efeitos de uma mudança aprovada de forma precipitada.

O principal ponto de preocupação do setor industrial são os impactos econômicos da medida. Com base em estudos do Observatório da Indústria do Estado do Pará, Carvalho afirmou que a proposta, nos moldes aprovados pela Câmara, elevaria os custos em 13% na construção civil e em 11% na indústria de transformação.

Segundo ele, esse aumento acabaria sendo repassado aos consumidores, afetando toda a sociedade.

Diante desse cenário, Carvalho demonstra expectativa de que o Senado conduza uma discussão mais madura. Ele destacou a proposta do senador Rogério Marinho como uma alternativa que amplia a flexibilidade nas relações de trabalho ao reforçar o princípio de que o negociado deve prevalecer sobre o legislado.

De acordo com ele, a iniciativa conta com o apoio de mais de 40 senadores.

Questionado sobre a possibilidade de incluir mudanças na jornada de trabalho na Constituição, Carvalho avaliou que esse não seria o instrumento mais adequado. Para ele, constitucionalizar o tema pode gerar rigidez excessiva e efeitos negativos de difícil reversão, especialmente em um contexto de crescente competição global.

O representante da Fiepa também apontou uma contradição entre o discurso de reindustrialização do país e medidas que, em sua visão, reduzem a competitividade do setor produtivo. Ele citou fatores como a instabilidade geopolítica, os juros elevados e os desafios da economia global para defender um debate mais técnico e equilibrado.

O pleito da entidade, apoiado por mais de 3 mil organizações, é que o tema seja discutido com mais calma, parcimônia e base em dados concretos, longe das pressões do calendário eleitoral.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Chanceler do Irã afirma que país venceu a guerra contra os EUA

O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou publicamente que o Irã é o vencedor da guerra contra os Estados Unidos, em meio à crescente expectativa pela assinatura de um acordo entre os dois países.

A declaração ocorre em um momento em que as negociações avançam para o que deve ser um memorando de entendimento entre Teerã e Washington. O documento em negociação deve abrir um prazo de 60 dias para discussões técnicas, mas já traria algumas condições e efeitos imediatos a partir de sua assinatura.

Declarações do chanceler iraniano

Araghchi afirmou que as questões nucleares serão discutidas em uma etapa posterior, sinalizando como o acordo pretende tratar um dos pontos mais sensíveis das negociações.

Ele também declarou que o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, será anunciado no acordo provisório, e que em breve será divulgado um comunicado conjunto com Omã sobre o futuro controle do Estreito de Ormuz.

As declarações do chanceler iraniano contrastam diretamente com a posição do governo americano, que afirma ter sido os Estados Unidos os vencedores do conflito.

Mesmo com as negociações em estágio avançado, as versões apresentadas pelos dois lados permanecem conflitantes, com cada um reivindicando a vitória na guerra.

Os iranianos descrevem uma versão com diversas concessões por parte dos Estados Unidos, enquanto o lado americano apresenta um texto com concessões do Irã — incluindo pontos com os quais Teerã nunca havia concordado anteriormente.

Donald Trump teria cancelado ataques previstos para a noite de quinta-feira justamente em razão do avanço das negociações para o memorando de entendimento.

Nos bastidores, Trump demonstraria frustração por considerar difícil projetar a imagem de que os Estados Unidos saíram mais fortes do conflito, uma vez que o Irã não teria reconhecido os ataques mais recentes como particularmente poderosos.

Mudança de postura do Irã

Ao longo do conflito, o Irã teria mudado a postura que adotava nos últimos anos, quando preferia atuar por meio de grupos associados, como o Hezbollah no Líbano, evitando confrontos diretos.

A postura mais ousada de Teerã, no entanto, não impediu ataques de Israel ao Irã, ao Líbano, nem novos ataques americanos registrados recentemente.

Apesar das versões divergentes, ambos os lados apontam para a possibilidade concreta de pelo menos um acordo provisório.

O documento deve estabelecer condições iniciais para que discussões técnicas sobre o programa nuclear iraniano e outras questões possam ocorrer nos meses seguintes.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Anac aprova venda de 20 aeroportos da Motiva para grupo mexicano Asur

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou nesta sexta-feira (12) a anuência prévia para a transferência do controle societário da plataforma de aeroportos da Motiva, antiga CCR, para o Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste), do México.

A operação envolve a venda de 20 aeroportos administrados pela CPC (Companhia de Participações em Concessões), braço de infraestrutura aeroportuária da companhia brasileira.

A decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria colegiada da agência reguladora.

Segundo o diretor-relator, Roberto Honorato, a área técnica da agência avaliou que a compradora atendeu aos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais exigidos para operações dessa natureza e que a operação não compromete a continuidade, a regularidade nem a qualidade da prestação dos serviços aeroportuários concedidos.

Com a aprovação, a transação, anunciada pelas companhias em novembro de 2025, ainda depende da conclusão das etapas contratuais e societárias entre as partes, mas já tem aval regulatório para avançar.

Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA

  •  

Privatização da Copasa se torna 2ª maior do setor de saneamento

A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) encerrou seu processo de privatização na noite da quinta-feira (11) movimentando nas duas fases de sua oferta secundária de ações (follow on) um montante de R$ 8,4 bilhões, o qual deve chegar aos cofres do Estado mineiro, único vendedor das ações.

Esta é a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.

A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior da oferta, na qual participou sem concorrentes.

O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões.

A ação foi vendida a R$ 49,03, no mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia na primeira fase do processo, e somente o lote base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.

Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi colocada à disposição de investidores institucionais.

O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido. Esse lote representa 5% da Copasa, a participação que o governo mineiro ficou. Segundo uma fonte, como já havia um investidor de referência, a Equatorial, o governo de MG preferiu ficar com 5% da Copasa e garantir assento no conselho.

O BTG Pactual atuou como coordenador líder da transação e os bancos UBS BB, Itaú BBA, Citi e Bank of America como coordenadores globais. O Bradesco BBI assessorou a Equatorial durante o processo de entrega de propostas para investidor de referência.

A Equatorial se comprometeu com metas de universalizar o acesso a água e saneamento no Estado de Minas Gerais até 2033.

“O saneamento é avenida prioritária de crescimento para o grupo”, disse o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, em teleconferência na quinta para comentar a aquisição. “É um setor com enorme necessidade de investimento, regulação cada vez mais madura e oportunidades relevantes de geração de valor”, completou.

A forte demanda pelos papéis foi impulsionada pela perspectiva positiva de crescimento do setor de saneamento, mas também por uma oportunidade de ganho imediato, por conta do preço menor ofertado em relação aos negociados no mercado.

Na quinta, o papel fechou a R$ 58,50, ou seja, o preço de venda na privatização teve um desconto de 16%.

“Múltiplos investidores locais e estrangeiros”, incluindo fundos soberanos, de pensão e fundos dedicados a saneamento participaram da oferta, disseram fontes ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A estratégia também foi assegurar que as ações da Copasa chegassem as mãos de maior número de investidores institucionais de longo prazo, os chamados fundos ‘long only’, que acabaram representando 85% dos compradores. Investidores de prazo mais curto prazo, e mais especulativos, os hedge funds, somaram 15%.

As alocações foram previamente discutidas com o governo de Minas Gerais. Uma reunião aconteceu na quinta a partir das 18h com representantes do governo mineiro para discutir os detalhes finais da operação. O resultado final da transação aconteceu já próximo à meia-noite.

Os 10 investidores principais receberam 30% dos pedidos da oferta de mercado, enquanto os 20 maiores receberam 50%, segundo uma fonte. A Equatorial havia manifestado interesse em comprar até 48 milhões de ações no lote de mercado, o equivalente a R$ 2,35 bilhões, não foi alocada.

Equatorial

Para pagar os R$ 5,6 bilhões pela fatia de 30% na Copasa, a Equatorial contratou um financiamento ao prazo de 18 meses com um grupo de bancos.

De acordo com a diretora de Estratégia Financeira e de Relações com Investidores da empresa, Tatiana Queiroga Vasques, a companhia vai avaliar agora as opções de “take-out” – as operações financeiras em que uma dívida de curto prazo é substituída por outra operação de mais longo prazo.

Entre elas, emissão de títulos de dívida ou operação de venda de ações (follow-on) no mercado, além do uso de caixa e dividendos.

A Equatorial se comprometeu em não vender metade das ações que comprou da Copasa pelo prazo de 4 anos, ou seja, até junho de 2030, no chamado ‘lock-up’, disse o CFO da empresa, Leonardo Lucas, em teleconferência.

Os outros 50% restantes só podem ser vendidos após dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização do acesso a águe a esgoto em Minas Gerais, o que ocorrer primeiro.

A privatização da Copasa era uma bandeira do governo de Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro do ano passado, quando começaram os trâmites no legislativo mineiro. Desde então, a empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente a R$ 21 bilhões.

Demanda por energia aumentará 25% até 2034, diz governo

  •  

Fim da 6×1: Estamos preocupados com risco econômico, diz Alfredo Cotait

A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate econômico e trabalhista no Brasil. Em entrevista ao CNN 360º, Alfredo Cotait, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), defendeu uma abordagem mais flexível para a reforma da jornada de trabalho e alertou para os riscos econômicos da proposta aprovada na Câmara dos Deputados.

Segundo Cotait, a entidade não é contrária à discussão sobre mudanças na jornada de trabalho, mas considera que o texto aprovado pelos deputados impõe restrições excessivas. “A proposta que foi aprovada na Câmara engessa de tal forma que vai prejudicar uma série de setores que precisariam ser examinados com um pouco mais de cuidado”, afirmou.

PEC alternativa como saída

Cotait destacou como alternativa a PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL), que, segundo ele, flexibiliza a jornada de trabalho sem retirar os direitos garantidos pela CLT. “Essa PEC vem a calhar porque ele flexibiliza o horário de trabalho, a jornada de trabalho, sem que o trabalhador perca os seus direitos na CLT”, explicou. Na visão da entidade, o modelo ideal seria aquele em que o trabalhador pudesse definir quantas horas deseja trabalhar, recebendo por hora trabalhada, de acordo com suas necessidades.

O representante do setor empresarial ressaltou ainda que a proposta de jornada flexível seria de aplicação imediata, uma vez que a legislação trabalhista vigente já permite a negociação entre empregadores e empregados. “O negociado prevalece sobre o legislado”, reiterou Cotait, referindo-se à reforma trabalhista aprovada anteriormente.

Risco econômico e impacto nos preços

Um dos pontos centrais da fala de Cotait foi a preocupação com os efeitos econômicos da extinção da escala 6×1 nos moldes propostos pela Câmara. Ele alertou que o aumento dos custos trabalhistas seria repassado aos preços ao consumidor, gerando pressão inflacionária. “A gente está muito preocupado com o risco econômico, porque quem vai pagar a conta são os próprios trabalhadores e a sociedade civil em geral, porque vai haver um aumento de custos”, disse.

O presidente da CACB completou que: “Todo aumento de custos de mão de obra é repassado para preço. Provavelmente vai ter uma inflação, e isso vai ser pago pela sociedade”.

Cotait apontou os setores de comércio e serviços como os mais vulneráveis às mudanças, por dependerem de escalas variadas que não se encaixam no modelo 5×2. Ele citou exemplos concretos, como restaurantes que precisariam contratar mais funcionários sem encontrar mão de obra disponível no mercado, e condomínios que teriam de reorganizar toda a sua equipe de trabalho.

Período de transição insuficiente

Outro ponto de crítica levantado por Cotait foi o prazo de transição previsto na proposta da Câmara. Para ele, os dois meses estipulados são insuficientes para que as empresas se adaptem às novas regras. “Os dois meses que eles estão colocando é muito pouco”, afirmou. “Eu acho que teria que ter uma certa transição paulatina um pouco mais longa para que as empresas pudessem se adaptar.”

Cotait também ponderou que o momento atual não seria o mais adequado para avançar com a discussão, em razão da proximidade das eleições. No entanto, reiterou o apoio da entidade a um debate mais amplo e cuidadoso sobre o tema. “Somos a favor da discussão, quem sabe num outro momento”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Villar: Mercado imobiliário exige visão de longo prazo e análise do crédito

O mercado imobiliário demanda uma perspectiva de longo prazo por parte de seus agentes. Segundo análise do CEO da Moura Dubeux, Diego Villar, durante entrevista ao programa “É Negócio, trata-se de um exercício constante de projeção e tentativa de acerto diante de múltiplas variáveis econômicas.

O mercado imobiliário é altamente dependente do crédito, que pode ser analisado sob dois aspectos principais: o volume, ou seja, a capacidade do mercado de gerar oferta de crédito, e a taxa de juros. Ambos os fatores influenciam diretamente a dinâmica do setor e precisam ser monitorados com atenção.

Além do crédito, a confiança na economia e no emprego desempenha papel fundamental. A decisão de adquirir um imóvel representa o maior endividamento que uma pessoa assume ao longo da vida, o que exige que o comprador tenha expectativa real de capacidade de pagamento.

Inflação e juros altos como desafios estruturais

Outro ponto destacado é a necessidade de antecipar os efeitos da inflação, que contribui para a manutenção de juros elevados. Esse cenário impõe ao setor a responsabilidade de planejar a produção com cautela e responsabilidade.

De acordo com Villar, o mercado imobiliário funciona como “um exercício pleno de olhar para os próximos 4 ou 5 anos”, buscando prever variáveis que, em um país como o Brasil, tendem a se comportar de forma extrema em determinados momentos. A volatilidade do cenário macroeconômico torna esse planejamento ao mesmo tempo essencial e desafiador.

Mercado imobiliário concentra demanda no luxo e na baixa renda

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento em que a demanda se concentra nos dois extremos do espectro: o segmento de luxo e alto padrão, de um lado, e o segmento econômico, de outro. Segundo Villar, essa configuração é reflexo tanto do déficit habitacional quanto dos incentivos governamentais em vigor.

O programa É Negócio é uma parceira do NeoFeed com a CNN Brasil. Carlos Sambrana entrevista os executivos e líderes das maiores companhias do Brasil. Acompanhe os episódios inéditos, todos os domingos, às 20h45 na CNN Brasil, com reprise às quartas-feiras, às 19h15 no CNN Money.

Minha Casa Minha Vida e alto padrão lideram a demanda

O programa Minha Casa Minha Vida tem sido apontado como um dos principais fatores que sustentam a demanda no segmento econômico. “O segmento de luxo é alto padrão e o segmento econômico, por conta não só do déficit (habitacional), mas também do incentivo que o governo vem dando com o programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou. Atualmente, quase 90% da composição de investimentos e comercializações está concentrada nessas duas pontas.

Taxa de juros e a classe média reprimida

Um dos principais entraves para o crescimento do segmento intermediário é o nível elevado das taxas de juros, que dificulta o acesso da classe média ao crédito imobiliário. “Se o país entra numa trajetória de redução de taxa de juros e isso consegue enquadrar mais a classe média na aprovação do crédito imobiliário, a gente consegue ter uma classe média mais demandante”, destacou Villar. Após anos de juros altos, a demanda reprimida nesse segmento é considerada bastante elevada.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

EUA saem da guerra mais fracos do que antes do conflito, diz professor

A expectativa de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã cresceu. Em entrevista ao CNN 360°, o professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudzit avaliou o cenário geopolítico atual e afirmou que os Estados Unidos saem do conflito muito mais fracos do que estavam antes de sua eclosão.

Donald Trump teria repostado uma publicação do chanceler iraniano indicando que um memorando de entendimento entre os dois países nunca esteve tão próximo. Para Rudzit, no entanto, a incerteza ainda é grande.

“Com Donald Trump tudo é possível“, disse o professor, ressaltando que as postagens de Trump em sua rede social Truth Social têm como objetivo manter sua base engajada, especialmente porque a guerra é vista negativamente pela própria base Maga.

Condições para um acordo

Rudzit apontou dois pontos que considera fundamentais para que qualquer acordo seja considerado legítimo. O primeiro é que a Agência Internacional de Energia Atômica tenha acesso irrestrito ao programa nuclear iraniano — o chamado protocolo adicional, que permitiria a inspetores o acesso a qualquer instalação, a qualquer tempo.

“Se ele não conseguir no mínimo que a agência volte a ter esse acesso irrestrito… as críticas vão ser muito grandes”, afirmou o professor, lembrando que um acordo menos rigoroso seria considerado inferior ao que havia sido firmado anteriormente e do qual os Estados Unidos se retiraram.

O segundo ponto destacado por Rudzit é a liberação da passagem pelo Estreito de Ormuz a qualquer navio. Segundo o professor, o Irã tentará ao máximo preservar o controle sobre esse estreito, que representa um instrumento econômico estratégico.

“É um instrumento econômico que todo presidente americano evitou dar para o Irã e que o Trump entregou”, declarou. Negociadores do Catar estiveram em Teerã justamente durante uma nova escalada de ataques, o que, segundo Rudzit, indica que o diálogo continua, ainda que seja difícil saber o quanto a porta permanece aberta.

Enfraquecimento político dos EUA

Ao analisar a projeção de poder dos Estados Unidos após o conflito, Rudzit foi categórico: “Hoje os Estados Unidos saíram muito mais fracos do que estavam antes dessa guerra.”

O professor destacou que o enfraquecimento é, sobretudo, de prestígio — já que os EUA não conseguiram derrotar um inimigo consideravelmente inferior em termos militares e econômicos.

Ele traçou um paralelo com a Rússia, que também saiu com prestígio reduzido após não conseguir derrotar a Ucrânia. Aliados no Golfo Pérsico, segundo Rudzit, passaram a desconfiar da aliança com Washington ao perceberem que a estrutura militar americana não é capaz de protegê-los diante da nova lógica de guerra com drones.

O professor também mencionou a capa da revista Economist, que retratou Xi Jinping com um sorriso no segundo plano, ao lado de uma frase atribuída a Napoleão: “nunca interrompa seu inimigo quando estiver fazendo algo errado.”

Para Rudzit, o conflito serviu de lição para americanos, chineses e outros países sobre o quanto uma nação mais fraca pode enfrentar uma potência maior — lição que, segundo ele, a China aplica tanto em relação a uma possível confrontação com os EUA quanto a uma eventual invasão a Taiwan.

Reflexos no conflito entre Israel e Hezbollah

Questionado sobre os desdobramentos no Oriente Médio, Rudzit fez questão de distinguir o conflito como sendo entre Israel e o Hezbollah — e não entre Israel e o Líbano, uma vez que o governo libanês já teria assinado acordos com Israel.

O professor avaliou que Teerã busca manter os dois teatros de operações interligados para preservar o Hezbollah como instrumento de pressão sobre Israel.

Rudzit também apontou que teria sido forte a influência de Benjamin Netanyahu sobre Donald Trump para que este acreditasse que, eliminando a liderança iraniana, o regime cairia e o Oriente Médio seria transformado.

“Muito pelo contrário, ele está entrando para a história como um presidente que praticamente perdeu o Oriente Médio”, afirmou. O professor concluiu que a situação permanece muito fluida e que é difícil prever para onde os acontecimentos vão caminhar.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Bitcoin avança e registra maior preço da semana com alívio no Oriente Médio

O bitcoin operou em alta na tarde desta sexta-feira (12) com a melhora do sentimento de risco em meio às esperanças de um acordo nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, acompanhando expectativas para a decisão de política monetária dos EUA da próxima semana. O mercado acompanha, ainda, o primeiro dia de negociações da SpaceX.

Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin subia 2,1%, a US$ 64.099,73, enquanto o ethereum caía 0,84%, a US$ 1.664,95, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, as moedas digitais ganharam cerca de 5,5% e de 7%, respectivamente.

No começo da tarde, a primeira criptomoeda avançou ao valor mais alto da semana, em US$ 64.305,7, ainda segundo a Binance. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um acordo nunca esteve tão próximo, pedindo o fim das especulações sobre os termos após o presidente americano, Donald Trump, acusar o país de mentir sobre as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão deve viajar à Suíça ainda hoje em continuidade à mediação.

Na avaliação do Saxo Bank, o cenário geral permanece construtivo, com a redução das tensões geopolíticas melhorando o sentimento por ativos de risco. Contudo, os investidores continuam acompanhando os fluxos de ETFs (Exchange Traded Funds), à espera da decisão do Fed (Federal Reserve), “em busca de confirmação de que a recente recuperação pode se estender ainda mais”, afirma a instituição.

Com os avanços no Oriente Médio, as expectativas de aperto monetário foram “adiadas”, observa a corretora XM, com um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros totalmente precificado apenas em março de 2027.

Dados da CoinGlass mostram que as saídas de capital de ETFs continuam acontecendo, mas em ritmo mais lento. A Coinbase Institutional avalia que um dos fatores impulsionando o fluxo negativo para criptomoedas é a SpaceX, além da expectativa em torno do IPO de outras empresas como OpenAI e Anthropic.

Para a corretora, a empresa de Elon Musk está competindo “diretamente pelo mesmo conjunto de capital de risco que financia ativos especulativos como criptomoedas”. Em seu primeiro dia de negociações nas bolsas, a empresa ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Ouro fecha em alta de 3% diante de otimismo no Oriente Médio

O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira (12) em meio a esperanças de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que pressionaram o dólar e diminuíram as expectativas por um aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve). Apesar dos ganhos desta sexta, os metais ainda registraram perdas semanais.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy, perdendo 2,9% na semana. A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, perdendo 1,6% semanalmente.

O ouro operava em alta desde as primeiras horas do dia, ajustando os ganhos conforme as novidades sobre as negociações no Oriente Médio circulavam pelo mercado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações. Poucas horas depois, contudo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações, afirmando que nunca estiveram tão próximos de um tratado, comentário compartilhado posteriormente por Trump em suas redes sociais.

Mesmo com persistentes divergências entre os lados, o noticiário indica avanço nas negociações e há expectativa do mercado pela reabertura do Estreito de Ormuz, o que enfraqueceu os preços do petróleo e o dólar.

O Deutsche Bank aponta que os investidores reduziram as expectativas pela possibilidade de aumentos rápidos das taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Anteriormente, uma alta em dezembro era dada como certa, segundo a instituição.

Contudo, o TD Securities afirma que os metais preciosos continuam pressionados e com ganhos limitados frente ao nível ainda elevado dos juros dos Treasuries. “A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo”, alerta.

Para o banco canadense, uma queda do ouro abaixo do nível chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em queda.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Bolsas da Europa avançam com expectativas por um acordo entre EUA e Irã

As bolsas europeias fecharam em alta firme nesta sexta-feira (12) sustentadas pela melhora do apetite por risco diante das expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e de alívio nas tensões geopolíticas levou para baixo os preços do petróleo, reduzindo preocupações inflacionárias e favorecendo principalmente setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como turismo, bancos e consumo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,63%, a 10.471,72 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,66%, a 24.612,56 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,83%, a 8.350,87 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,97%, a 51.497,21 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,50%, a 18.747,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,76%, a 9.093,82 pontos. As cotações são preliminares.

Investidores acompanharam novos desdobramentos das negociações entre Washington e Teerã. Apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar o Irã de divulgar informações falsas sobre os termos de um eventual acordo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando de entendimento “nunca esteve tão próximo” da conclusão.

A queda do petróleo reforçou a percepção de menor pressão inflacionária. Para o Deutsche Bank, o recuo da commodity e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz levaram investidores a reduzir apostas em novas altas rápidas de juros. Já a Jefferies avaliou que o mercado permanece em “modo de alívio”, diante da possibilidade de evitar uma nova escalada do conflito.

Na agenda econômica, a inflação anual ao consumidor da Alemanha desacelerou para 2,6% em maio, enquanto a produção industrial do Reino Unido ficou estável no mês, abaixo da expectativa do mercado.

Companhias ligadas a viagens e lazer se destacaram na Europa, com alta de 4,75% no setor, refletindo a perspectiva de combustíveis mais baratos e melhora da atividade econômica.

Entre as farmacêuticas, a Novo Nordisk subiu cerca de 1,6% depois que o Reino Unido aprovou a versão em comprimido do medicamento para perda de peso Wegovy. Bancos europeus figuraram entre os principais suportes dos índices, acompanhando a melhora do sentimento de risco no continente. O setor teve forte alta de 3,9%.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

Pejotização pode crescer com o fim da jornada 6×1, diz especialista

A possível aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 pode gerar um aumento significativo nos custos das empresas e impulsionar a pejotização no Brasil. A avaliação é de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV Ibre, em entrevista ao CNN Novo Dia.

Segundo Barbosa Filho, a redução da jornada de trabalho prevista no texto aprovado na Câmara dos Deputados — de 44 para 40 horas semanais — representa uma queda de 9% no tempo disponível do trabalhador. “A produtividade total desse trabalhador por mês vai cair”, afirmou. “Isso significa que somente a redução do trabalho daria um aumento de 10% no custo do trabalho.”

O pesquisador explicou que, ao se considerar também os dois dias de descanso remunerado por semana previstos na proposta, o impacto total sobre os custos das empresas pode chegar a 20%.

“Obviamente, a empresa vai buscar a alternativa. A alternativa pode ser a informalidade, pode ser a quebra do vínculo de trabalho”, disse Barbosa Filho. Ele acrescentou que todas as empresas que puderem repassar esse aumento de custo aos preços o farão, atingindo o consumidor de forma geral e pressionando a inflação.

Barbosa Filho destacou ainda o risco de aumento da rotatividade no mercado de trabalho. De acordo com ele, é comum que, diante de reduções de jornada com manutenção de salário, as empresas substituam trabalhadores que ganham acima do piso da categoria por outros com remuneração menor.

“O risco que a gente tem hoje em dia da PEC é que uma parte desse aumento de custo vire rotatividade, uma parte vire o trabalhador migrar para a informalidade”, alertou.

Pejotização como saída para as empresas

Questionado sobre o risco de pejotização, o pesquisador foi direto: “Quando isso é possível, o trabalhador acaba virando uma PJ, ele cria um CNPJ e acaba prestando um serviço para a empresa.”

Para Barbosa Filho, sempre que o custo relativo do trabalho aumenta, tanto empresas quanto trabalhadores reagem, e a pejotização é uma das possibilidades que estarão “em cima da mesa”.

O pesquisador também comentou sobre alternativas que circulam no Congresso para mitigar os impactos econômicos da proposta, como a ampliação do limite do MEI. No entanto, ele ponderou que essa medida traz riscos próprios.

“Você abrir mais espaço para o MEI, que tem um grande subsídio na Previdência, vai contra o equilíbrio fiscal do governo e ao mesmo tempo você acaba fortalecendo um tipo de vínculo que não é aquele vínculo formal com carteira”, concluiu.

Barbosa Filho ressaltou que empresas de pequeno porte, com margens menores, serão as mais afetadas caso a PEC seja aprovada nos moldes atuais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Zambelli tem que deixar lista da Interpol após decisão italiana, diz defesa

A Justiça da Itália divulgou, na última quinta-feira (11), a decisão que negou a extradição de Carla Zambelli. Após a publicação do documento, o advogado de Zambelli afirmou que ela deve ser retirada da lista da Interpol. A situação jurídica da ex-deputada, no entanto, permanece nebulosa.

Segundo apuração do analista de Política Pedro Venceslau, o advogado Fábio Pagnozzi declarou que começa agora uma nova etapa do ponto de vista jurídico.

“Ele ainda não consegue entender direito como fica a situação da Carla Zambelli no que se refere à difusão vermelha da Interpol”, relatou Venceslau ao CNN 360º desta sexta-feira (12). Os nomes incluídos na difusão vermelha da Interpol ficam impedidos de circular em aeroportos internacionais, e pode resultar em prisão.

De acordo com informações apuradas por Venceslau junto ao analista de Segurança Pública Elijonas Maia, quando uma pessoa é presa, seu nome é retirado da difusão vermelha. “A questão é que o nome pode voltar à lista da Interpol se houver um pedido da Polícia Federal brasileira ou do governo brasileiro”, destacou Venceslau.

O advogado Fábio Pagnozzi informou que pretende solicitar ajuda ao governo italiano para fazer a interlocução com a Interpol e com as autoridades policiais, a fim de entender com precisão qual é a situação jurídica de Zambelli e se ela está liberada para circular pela União Europeia.

“Evidentemente que no Brasil ela não pode pisar neste momento, porque tem uma ordem de prisão contra ela. Se ela pode sair da Itália, essa é uma outra questão que precisa ser repondida”, afirmou o analista.

Carla Zambelli fugiu do Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Posteriormente, foi também condenada por porte ilegal de arma e ameaça, em episódio ocorrido em São Paulo às vésperas de uma eleição. Sobre essa segunda condenação, há outro processo de extradição em andamento na Itália.

Decisão italiana

A decisão da Corte Suprema italiana, tomada em 22 de maio e tornada pública nesta sexta-feira, apontou que houve violação do direito a um julgamento justo no processo conduzido no Brasil.

O documento afirma que Alexandre de Moraes, relator do caso, acumulou funções ao ser simultaneamente vítima de um dos crimes imputados a Zambelli e integrante do colegiado julgador. Esta circunstância, segundo a corte italiana, teria comprometido a imparcialidade do processo.

Em resposta, o presidente do STF Edson Fachin assinou uma nota em defesa da Primeira Turma da Corte, responsável pelo julgamento. Ele afirmou que o processo transcorreu em conformidade com a Constituição Federal brasileira, com direito à ampla defesa.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

Seleção Brasileira faz último treino antes de estreia na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira realizou nesta sexta-feira (12) seu último treino antes de estrear na Copa do Mundo.

A imprensa teve acesso limitado ao treinamento, podendo acompanhar apenas cerca de 15 minutos da atividade antes de ser retirada do local.

Durante o tempo observado, os jogadores foram vistos realizando um “bobinho” em roda.

Ainda hoje, às 17h30, Carlo Ancelotti e Vini Júnior participam de uma entrevista coletiva.

A partida de estreia contra o Marrocos está marcada para as 19h (de Brasília), no Estádio de Nova York/Nova Jersey.

Veja imagens do treino

Possíveis titulares ganham força

Ao longo da semana, alguns nomes despontaram como prováveis titulares, mesmo sem confirmação oficial.

Danilo apareceu como opção para a lateral, enquanto Matheus Cunha foi apontado como provável atacante, ao lado de Vini Júnior e Rafinha.

Paquetá também surgiu como candidato a atuar em um meio-campo mais avançado, em papel semelhante ao que desempenhou na partida contra o Egito.

No entanto, Ancelotti não revelou publicamente a escalação definitiva durante a semana.

Pesquisa revela opinião do torcedor sobre convocação de Neymar na Copa

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  
❌