Ancelotti não fez todos os testes que gostaria antes da Copa, diz Germano
Carlos Germano avaliou, em entrevista à CNN Brasil, a situação da Seleção Brasileira às vésperas de sua estreia na Copa do Mundo, neste sábado (13), diante de Marrocos. Para o ex-goleiro, a experiência acumulada por jogadores que já disputaram edições anteriores do torneio será um fator decisivo para a equipe.
Germano destacou que Carlo Ancelotti assumiu o comando da seleção há apenas um ano e teve tempo limitado para realizar os testes que desejava. “O nosso treinador só tem um ano à frente da nossa seleção e não conseguiu fazer, talvez, os testes que ele gostaria”, afirmou.
Segundo ele, os encontros do grupo se restringiram às datas Fifa para jogos amistosos, o que representou pouco tempo de trabalho conjunto.
Experiência como diferencial
A experiência de jogadores veteranos foi apontada por Germano como o principal trunfo da equipe. Ele citou nomes como Alisson, Ederson, Casemiro, Neymar e Marquinhos como figuras fundamentais para o desempenho do Brasil. “A gente vai depender muito da experiência do Alisson, do Ederson, do Marquinhos, principalmente do Neymar também, que já está indo para a sua quarta Copa”, declarou. Para Germano, a presença de Neymar no grupo e no vestiário terá grande importância para o conjunto da seleção.
O ex-goleiro também ressaltou que a tranquilidade transmitida por um goleiro experiente é capaz de influenciar positivamente todo o time. “O goleiro que já disputou a Copa do Mundo e está tranquilo transmite essa tranquilidade para o seu time também, e até para o torcedor brasileiro”, afirmou. Ele avaliou que Ancelotti acertou ao convocar jogadores com esse perfil, apostando na combinação entre experiência e juventude.
Brasil diante de um Marrocos invicto
Ao ser questionado sobre as dificuldades que o Brasil pode encontrar diante da seleção marroquina, Germano foi categórico: “Vai ser um início difícil para a seleção brasileira”. Ele destacou que Marrocos é uma equipe muito forte, com muita velocidade e que já vem jogando junto há bastante tempo — características que, segundo ele, ainda faltam ao Brasil neste momento.
Germano lembrou ainda que Marrocos chega ao confronto com uma sequência de 29 jogos de invencibilidade, o que representa um tabu adicional para a seleção brasileira superar. “É um tabu que o Brasil tem que bater hoje, além da forte seleção de Marrocos”, concluiu. Para o ex-goleiro, apesar das limitações de entrosamento, a qualidade e a experiência do elenco brasileiro são suficientes para enfrentar o desafio.
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