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Fim da crise do Estreito de Ormuz não vai acabar com os altos preços dos combustíveis

O fecho do Estreito de Ormuz em 28 de fevereiro, na sequência do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, criou o maior choque de oferta de energia da história, tamnto no segmento do petróleo como do gás natural. Diariamente, em 2025, cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e cinco milhões de barris de derivados de petróleo transitavam pelo Estreito, aproximadamente 20% da oferta global. Mas, se o fecho daquela via marítima resultou em consequências imediatas do lado da oferta e no consequente aumento dos preços, a abertura do estreito não resultará na reposição da oferta à mesma velocidade a que ela desapareceu.

A normalização dos mercados na próxima semana, por exemplo, é uma quimera que não vai acontecer – por muito que a guerra acabe mesmo, o que ainda não é certo. “Mesmo que o estreito seja reaberto rapidamente, espera-se que o mercado global de petróleo permaneça com oferta insuficiente até 2027, visto que a retoma das instalações de produção e da logística global leva vários meses”, refere um estudo analítico da autoria dos especialistas Thomas Mramor, Alexander Roth, Simone Tagliapietra e Georg Zachmann, dado a conhecer pelo ‘think tank’ Bruegel.

“Restaurar a cadeia de fornecimento pré- guerra significa realocar centenas de navios-tanque de outras rotas comerciais, deslocar trabalhadores e reabrir campos de petróleo. Acima de tudo, as empresas de transporte marítimo e os produtores precisam de recuperar a confiança na estabilidade futura da região para retomar o transporte marítimo e a produção. Nesse contexto, a dependência da Europa em relação às importações de petróleo parece ser um passivo de longo prazo”, referem.

A economia da União Europeia está altamente exposta a preços mais altos do petróleo e a défices de oferta: em 2024, o petróleo representou 38% da matriz energética da União. Quase todo o petróleo bruto é refinado para produzir combustível para transporte rodoviário e da aviação, ou como matéria-prima para a indústria, salientam os analistas.

Ora, a União depende quase inteiramente do petróleo importado, com 97% do seu consumo de petróleo bruto proveniente do exterior. Embora os volumes totais de importação tenham permanecido relativamente estáveis ​​nos últimos 30 anos, a sua composição deslocou-se, “passando do petróleo bruto para os produtos refinados, em particular o gasóleo e o querosene de aviação. O petróleo bruto representava quase 97% das importações em 1990, mas apenas cerca de 89% em 2024, enquanto as importações de querosene de aviação e gasóleo aumentaram cinco e vinte e cinco vezes, respetivamente”.

Neste contexto, os choques globais afetam a União através das importações de petróleo bruto e dos mercados de produtos, dependendo da diversificação. “O fornecimento de petróleo bruto é relativamente bem diversificado, com a maior parte das importações provenientes da Noruega, dos Estados Unidos e do Cazaquistão. No caso da gasolina, a União é exportadora líquida. Para o diesel, cerca de 17% do fornecimento da União é importado, principalmente da Arábia Saudita, dos Estados Unidos e da Índia. Para o querosene de aviação, as importações representam cerca de 38% do fornecimento, sendo o Kuwait, a Índia e os Emirados Árabes Unidos os principais países fornecedores.

 

Capacidade interna diminuiu

Ao mesmo tempo, a capacidade de refinação global do bloco diminuiu 5% desde 2015. As refinarias de petróleo podem, até certo ponto, alternar entre diferentes produtos petrolíferos, mas quanto mais se afastam do produto em bruto, menos eficientemente operam, refere o estudo.

Para atenuar o impacto do aumento dos preços do petróleo ao consumidor, os governos europeus já comprometeram mais de 11 mil milhões de euros em medidas fiscais – 72% das quais consistem em medidas não direcionadas, como o imposto geral sobre a energia ou cortes no IVA, que não têm um grupo-alvo claro nem critérios de qualificação definidos. “Estas medidas correm o risco de distorcer o sinal dos preços ao consumidor, aumentando, em última análise, o consumo de energia durante um período de escassez”.

Apesar da interrupção em curso, os preços do petróleo bruto permaneceram abaixo de seu máximo histórico – atingido em 2008 – e caíram recentemente, acompanhando os preços dos derivados. “Parece que os mercados de commodities não acreditam num défice de oferta duradouro; o que pode refletir a esperança de uma resolução rápida do conflito com o Irão”. Se este perceção se consolidar entre os consumidores, o consumo pode aumentar, o que levará inevitavelmente a que os níveis de armazenamento caírem ainda mais.

As recomendações da AIE (Agência Internacional de Energia), a Unnião exige que os Estados-membros mantenham reservas de emergência equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas ou 60 dias de consumo. O armazenamento comercial é significativo, com a região ARA (Amsterdão-Roterdão-Antuérpia) como um centro fundamental. “Os seus níveis de enchimento apresentam um panorama misto: enquanto as reservas de petróleo bruto e gasóleo parecem estáveis ​​em relação à média de 2021-2025, as reservas de querosene de aviação diminuíram drasticamente desde janeiro, atingindo menos de 70% da média dos últimos cinco anos”. Embora algumas companhias aéreas estejam otimistas quanto à possibilidade de evitar a escassez de querosene de aviação, analistas, incluindo o Goldman Sachs e a S&P Global, estão muito menos otimistas.

 

Escassez à vista

É neste contexto que os quatro analistas aconselham vivamente a União a “começar a preparar-se para a possibilidade de escassez de alguns produtos petrolíferos nos próximos meses” – o que deve impulsionar medidas do curto ao longo prazo. Em primeiro lugar, dizem, os Estados-membros devem suspender a implementação de subsídios indiscriminados aos combustíveis, que apenas sustentam a procura de petróleo durante períodos de escassez. Os subsídios indiscriminados aumentam a procura global e agravam a escassez”. Os escassos fundos públicos devem, em vez disso, ser utilizados para proteger os mais vulneráveis ​​e para incentivar tecnologias limpas, referem.

Em segundo lugar, a União deve elaborar um plano de contingência com medidas coordenadas de redução da procura de petróleo em caso de crise de abastecimento. “Um aumento acentuado dos preços do petróleo reduz naturalmente a procura, mas algum grau de coordenação continuará a ser importante. Isto poderia ser concretizado com a adoção de uma meta de redução da procura de petróleo, tal como foi implementado para o gás natural durante a crise energética de 2022-23”.

Em terceiro lugar, “deve-se evitar uma maior liberação das reservas de emergência. Os países devem garantir o abastecimento quando necessário, e não limitar artificialmente os preços, para preservar uma reserva adequada para situações de escassez real”.

Depois, “a União precisa de desenvolver um caminho claro para reduzir a sua dependência de combustíveis fósseis importados, introduzindo uma meta específica, se necessário, e identificando em quais fornecedores poderá confiar no futuro, já que um retorno ao status quo pré-guerra é improvável”.

Finalmente, o bloco “deve aproveitar a crise para acelerar a sua transição para energias limpas e para a eletrificação, o que reduziria as emissões e a sua dependência de combustíveis fósseis importados, mitigando os impactos de crises semelhantes no futuro”.

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Setúbal y la sierra de la Arrábida, un viaje por el Portugal de otro tiempo

En su crónica Viaje a Portugal, que relata la gira que llevó a cabo a través del país en 1979 José Saramago, el escritor advertía que Setúbal y Arrábida solo podían comprenderse viajando despacio, mirando a ambos lados del camino. “É preciso demorar-se”, recomendaba al respecto de esta costa donde la naturaleza conserva todavía un aire de intemperie y calma antigua. Mucho ha llovido desde entonces, pero sus palabras siguen siendo sorprendentemente ciertas. Resulta casi milagroso si se piensa que Lisboa, una de las capitales europeas más saturadas por el turismo, se encuentra a apenas 45 kilómetros.

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© Rafael Estefanía (EL PAÍS)

Una mariscadora recogiendo ostras en el río Sado.
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El cannabis aumenta el riesgo de brotes psicóticos, pero su legalización no siempre tiene las mismas consecuencias

Las estrategias de los gobiernos para abordar el uso del cannabis es un debate constante en las últimas décadas en el ámbito de la regulación y la salud pública. Se sabe que el consumo, sobre todo a edad temprana, aumenta el riesgo de psicosis. Al mismo tiempo, las experiencias de países que han cambiado sus leyes muestran que no todas las formas de legalización producen los mismos resultados: las experiencias donde es comercializado libremente en el mercado conllevan un aumento de consumo problemático, pero no es así en lugares donde es el Estado el que controla la venta.

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© SOPA Images (SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Un joven fuma un porro de cannabis en Londres.
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Polícia encontra cemitério clandestino de facção criminosa no Rio

A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) encontrou um cemitério clandestino do tráfico, na comunidade de Rio das Pedras, localizada na zona Sudoeste do Rio, nesta quarta-feira (17).

De acordo com as informações da polícia, após um trabalho de investigação, os agentes encontraram um poço utilizado para o descarte dos cadáveres em um terreno situado em uma área de mata.  

As investigações foram iniciadas a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local.

Segundo á PCERJ, a área era utilizada por uma facção criminosa para ocultar os cadáveres de suas vítimas.

Veja:

A ação, realizada por policiais civis da DDPA ( Delegacia de Descoberta de Paradeiros), ocorre em conjunto com a SOC (Seção de Operações com Cães), da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e da Ssinte (Subsecretaria de Inteligência).

A operação também conta com o apoio do Corpo de Bombeiros.

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IBGE: Veja regras para participar de concurso com mais de 8 mil vagas

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou a abertura de um novo processo seletivo com mais de 8 mil vagas para profissionais com interesse em atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Os contratos são temporários de até 12 meses, com direito à prorrogação e salários entre R$ 2.128,00 e R$ 4.008,00. 

Além dos salários, todos os contratados terão benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Para se inscrever, o candidato deverá realizar o cadastro pelo site da IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação) e pagar uma inscrição de R$ 53.

Além disso, só poderão assumir o cargo aqueles que possuem ensino médio completo (todas as vagas) e CNH válida, de no mínimo categoria B (para determinadas funções).

Deverão ter carteira de motorista os agentes operacionais regionais, agentes censitários regionais e agentes censitários supervisores.

Segundo o instituto, são oferecidas 8.238 vagas, distribuídas entre:

  • Agente Censitário Administrativo (1.110 vagas);
  • Agente Censitário de Informática (1.089 vagas);
  • Agente Operacional Regional (948 vagas);
  • Agente Censitário Regional (948 vagas);
  • Agente Censitário Supervisor (4.143 vagas).

A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias.

Segundo o edital, a seleção dos candidatos será realizada por meio de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório.

O percentual de 5% das vagas ficará reservado às pessoas com deficiência, enquanto 25% são destinadas às pessoas pretas ou pardas.

Outros 2% das vagas são destinadas a pessoas quilombolas e 3% destinam-se a pessoas indígenas.

O prazo para inscrição se encerra às 23h do dia 1º de julho de 2026, no horário de Brasília.

Mulheres ganham menos que homens em 82% das áreas de atuação, diz IBGE

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Oportunidades de emprego no Grupo Morada no Grande Recife

A Região Metropolitana do Recife (RMR) conta com novas oportunidades de trabalho em diferentes níveis de experiência. O Grupo Morada, que atua no segmento funerário, abriu processo seletivo para preencher vagas no Recife, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.

Cargos disponíveis e localidades

As posições estão distribuídas de acordo com a demanda operacional de cada município, incluindo postos para a área administrativa, de atendimento e vendas. Há também cota para inclusão social:

  • Paulista: agente de serviços, cerimonialista, consultor de atendimento e florista;
  • Jaboatão dos Guararapes: cerimonialista, operador de campo e vendedor(a) externo(a);
  • Recife: vendedor(a) externo(a);
  • Geral: auxiliar administrativo (vaga exclusiva para pessoas com ceficiência).

Os profissionais contratados receberão pacote de benefícios que inclui vale-alimentação, assistência médica, assistência odontológica, suporte psicológico e licenças maternidade e paternidade estendidas.

Inscrições no processo seletivo

Os interessados em participar da seleção devem cadastrar o currículo por meio da internet. O envio das informações e a consulta aos pré-requisitos específicos de cada função podem ser feitos diretamente no site.

© DIVULGAÇÃO

Dia de Finados no Morada da Paz
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Tiroteio com a PM deixa um morto e dois feridos no litoral de SP

Uma troca de tiros entre policiais militares e suspeitos de integrarem uma rede de tráfico de drogas deixou um homem morto e outros dois feridos na noite desta terça-feira (16), no bairro Rádio Clube, em Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), os agentes realizavam uma operação em um ponto conhecido pelo comércio dos entorpecentes, na rua do Caminho São José, quando o confronto se iniciou.

Um homem de 22 anos morreu no local. Houve discussão entre a população e os agentes após o tiroteio.

Veja:

A Polícia Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência. Em relação aos outros dois feridos, a SSP afirma que eles foram socorridos e permanecem internados sob escolta policial.

Além disso, foram apreendidas porções de maconha e cocaína, duas pistolas com numeração suprimida, aparelhos celulares, dinheiro e materiais relacionados ao comércio dos entorpecentes.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos como tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio tentado e homicídio decorrente de intervenção policial.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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La comisaría de Lloret de Mar cierra por falta de policías

En la imagen turistas pasean en una calle del centro de  Lloret de Mar (Girona).

La comisaría de la Policía Local de Lloret de Mar (Girona) tuvo que “cerrar” la noche del sábado al domingo por falta de efectivos. Según informó el alcalde, Adrià Lamelas (PSC), se registraron 38 ausencias simultáneas durante el fin de semana, entre bajas e indisposiciones, que se sumaron a los permisos por enfermedad de larga duración y a los agentes que estaban de vacaciones. Los turnos de mañana y tarde se pudieron hacer con pocos guardias pero al llegar la noche no había ni un solo efectivo para el turno. La situación incluso obligó a contratar personal de seguridad privada para controlar los accesos de la comisaría, y a contactar con los Mossos d’Esquadra para pedir un refuerzo de patrullas en las calles del municipio. Esta anómala situación tiene de base un conflicto entre la plantilla y el gobierno municipal sobre la renovación del convenio laboral. El alcalde reconoce que la situación “es preocupante y genera inquietud”.

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“Biqueira” na Faria Lima: veja como neologismo dominou língua portuguesa

A desarticulação de um ponto de venda de drogas pela Polícia Civil na região da avenida Brigadeiro Faria Lima, nesta terça-feira (16), reforçou a consolidação do termo “biqueira” em contextos urbanos.

A ação, denominada Operação Gladiador, identificou a comercialização de entorpecentes em um condomínio residencial em uma das áreas mais valorizadas da capital paulista, resultando na prisão de dois suspeitos.

A evolução do neologismo semântico

O uso da palavra para designar locais de tráfico é o que a linguística chama de neologismo semântico. Ela é a atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente.

Um estudo produzido pela Universidade de São Paulo, concluiu que originalmente, registros do século XIV associam o termo “Biqueira” com a ponta de sapatos ou extremidades de objetos.

A transição para o vocabulário do crime ocorreu na década de 1990, com raízes nas periferias de São Paulo. O termo foi disseminado inicialmente pela cultura do Rap e Hip Hop, como em letras da banda Facção Central de 1999, e gradualmente migrou para o público geral com a expansão da internet.

Pesquisas indicam que 59% das ocorrências do termo no português brasileiro referem-se ao comércio de entorpecentes.

Do crime à literatura

Segundo o relatório do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi), o monitoramento do local na Faria Lima incluiu imagens aéreas que comprovaram a movimentação de usuários.

O uso de “biqueira” em boletins oficiais e na mídia jornalística para descrever ocorrências em centros financeiros, demonstra como o vocabulário das comunidades atravessou barreiras geográficas.

Essa trajetória revela uma língua dinâmica, onde o significado base, o “bico”, permanece em uso enquanto novas acepções atendem às necessidades socioculturais contemporâneas.

Saiba o que o PCC comprou com fintechs sediadas na Faria Lima

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Casal é preso no Rio por falsificar alvarás para soltar traficantes

Logo Agência Brasil

Policiais federais prenderam nessa terça-feira (16) um casal foragido da Justiça, acusado de associação criminosa e falsificação de documento público. A investigação aponta para uma organização especializada em forjar alvarás de soltura, usados para liberar presos no estado do Rio.

Agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) e da Delegacia de Polícia Federal em Macaé cumpriram dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O homem e a mulher estavam na cidade de Itaboraí, região metropolitana do estado.

Notícias relacionadas:

Entre os beneficiados pelo esquema está um dos maiores traficantes de armas do país, condenado a 27 anos de prisão, além de outros condenados por crimes graves, que tiveram a soltura efetivada com base em documentos judiciais falsos.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Depois de cumprimento da prisão em flagrante, o casal foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal, enquanto aguarda julgamento.

A dupla responderá pelos crimes de associação criminosa e falsificação de documento público, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados no durante as investigações.

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Casal é preso no Rio por falsificar alvarás para soltar traficantes

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Policiais federais prenderam nessa terça-feira (16) um casal foragido da Justiça, acusado de associação criminosa e falsificação de documento público. A investigação aponta para uma organização especializada em forjar alvarás de soltura, usados para liberar presos no estado do Rio.

Agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) e da Delegacia de Polícia Federal em Macaé cumpriram dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O homem e a mulher estavam na cidade de Itaboraí, região metropolitana do estado.

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Depois de cumprimento da prisão em flagrante, o casal foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal, enquanto aguarda julgamento.

A dupla responderá pelos crimes de associação criminosa e falsificação de documento público, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados no durante as investigações.

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Meses de trabalho para cinco minutos de magia

VTM

Entre tecidos, linhas, botões e máquinas de costura, uma sala da Associação Cultural e Recreativa de Abaças – Mérito Rebelde transforma-se num autêntico ateliê. É ali que nascem os fatos, os acessórios e boa parte da identidade da marcha, fruto de um trabalho voluntário que mobiliza quase toda a comunidade.

“Começamos em abril a tratar da música, a escolher o tema e depois a fazer tudo o resto”, explica Joana Borges, uma das organizadoras. Este ano, a marcha presta homenagem às costureiras, profissão que marca gerações da aldeia. “Muitas das nossas avós sabiam costurar, porque antigamente ficavam em casa e não iam à escola. Nunca tínhamos dado destaque a esse trabalho e decidimos fazê-lo agora.”

A escolha do tema acaba por ser também uma homenagem às próprias mulheres que, ano após ano, constroem a marcha. São elas que desenham, cortam, cosem e decoram praticamente tudo. “Seria muito mais fácil alugar os fatos, mas nós fazemos tudo à medida. Cada saia, cada blusa, cada sapato, cada acessório. Tentamos reutilizar materiais de outros anos, mas continua a ser um investimento muito grande”, admite.

Desafio superado

Nélia Brigas é uma das organizadoras que dedica horas intermináveis ao projeto. “Desde abril que isto não para. Estamos aqui todos os dias. Há noites em que saímos daqui perto da meia-noite”, conta. O vestido da madrinha da marcha foi um dos maiores desafios deste ano, com um corpete que “leva centenas de botões e muito trabalho manual. Parece um vestido de noiva”, conta.

A preocupação com a sustentabilidade também está presente. Muitos dos materiais são reaproveitados. Os botões são provenientes do ponto têxtil de Vila Real, que deram vida aos fatos deste ano. “Tudo o que conseguimos reutilizar é aproveitado. Dá trabalho, mas vale a pena”, acrescenta Rosa Gonçalves, outra das organizadoras.

Vila Real Preparacao Marcha de Abacas para o Sto. Antonio Filipe Brigas MM 7

‘Muitos não dão valor ao que elas fazem. É tudo voluntário”.
FILIPE BRIGAS

O esforço é ainda mais impressionante quando se percebe que a maioria destas pessoas trabalha durante o dia. Maria Gorete, uma das participantes que mais tempo dedicou a esta marcha, chegou de França há cinco anos e nunca mais deixou a marcha. “Há dias em que durmo duas horas. Saio daqui à meia-noite e às cinco da manhã já estou a caminho do trabalho. Mas quando entramos na avenida, o cansaço desaparece.”

A marcha de Abaças reúne cerca de 80 pessoas entre marchantes, músicos e cantores. Nem todos são da freguesia. Há participantes que vêm de Vila Real e Sabrosa. Um deles é Diogo Trindade. “Vim por convite de um amigo e fiquei. Fui recebido como se fosse da terra. Nunca falhei um ensaio”, afirma. Mais do que a dança ou a música, foi o ambiente que o conquistou. “Sente-se que isto é uma família.”

Comunidade

Para Filipe Brigas, presidente da Junta de Freguesia de Abaças, esse espírito comunitário é precisamente o maior património da marcha. “As pessoas veem cinco minutos na avenida, mas não imaginam o trabalho que está por trás. Há semanas em que estamos aqui até à uma da manhã. Tudo é feito por amor à terra”.

O autarca faz questão de destacar o papel das mulheres que lideram o projeto. “Muitos não dão valor ao que elas fazem. É tudo voluntário. Gastam tempo, energia e dinheiro para que a freguesia esteja bem representada”.

Quando a marcha entrar na avenida, poucos saberão quantas horas foram necessárias para coser uma saia, aplicar centenas de botões ou criar um acessório. Mas para quem vive este projeto por dentro, o verdadeiro prémio não é um troféu.

“É muito ingrato trabalhar meses para três ou quatro minutos”. “Mas quando ouvimos os aplausos e vemos as pessoas felizes, percebemos que vale a pena.”

Em Abaças, a marcha não é apenas uma tradição popular. É uma obra coletiva feita de dedicação, amizade e orgulho numa comunidade que continua a encontrar nas festas um motivo para se unir.

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Golfo Pérsico regressa a níveis de petróleo pré-guerra até ao final de julho

O Golfo Pérsico deverá regressar às exportações de petróleo aos níveis pré-guerra até ao final de julho. Esta é a previsão feita pelo Goldman Sachs (GS), caso o acordo de paz seja assinado esta semana entre os EUA e o Irão e o estreito de Ormuz seja reaberto à navegação.

O banco norte-americano chegou a prever que os níveis normalizassem mais tarde, em agosto, mas antecipou a meta, avisando, contudo, que existem, obviamente, riscos à sua previsão, dado os recuos e avanços nas negociações ao longo dos últimos meses.

Neste momento, estão a sair 11 milhões de barris diariamente do Golfo Pérsico, dado o alívio gradual nas restrições à navegação. Ao mesmo tempo, os produtores usam pipelines ou o transporte rodoviário para conseguir exportar sem recorrer ao estreito de Ormuz.

Os analistas destacam que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos vão conseguir aumentar a produção rapidamente dada a forte procura provocada por baixos stocks na Europa, Ásia e América, segundo a nota do GS citada pela “Morningstar”.

O petróleo estava a cair mais de 5% para os 78 dólares na tarde de terça-feira, a afastar-se dos 100 dólares por barril atingidos durante a guerra.

Neste momento, existem 118 petroleiros encurralados dentro do estreito de Ormuz, que podem partir no espaço de 10-15 dias, com as entregas a aumentarem sem um aumento real de produção, segundo a Kpler.

O acordo de paz chega num momento crucial para os EUA, pois o país atingiu o seu nível mais baixo de inventários de petróleo desde 1983.

Entre os riscos identificados pelo GS estão a aversão ao risco dos armadores e seguradoras que podem limitar as exportações e a produção.

A limpeza do estreito de minas é outra das questões, podendo demorar algum tempo…. isto se as negociações não forem abortadas novamente.

Os maiores importadores mundiais de petróleo deverão adotar uma postura comercial de compras para voltar a acumular stocks relevantes.

No seu pior cenário, do estreito continuar fechado, o petróleo poderá atingir os 130 dólares por barril até ao final de 2026, atingindo 105 dólares em 2027.

O Goldman Sachs reviu em baixa o preço do barril de Brent para o final de 2026: de 90 dólares para 80%, menos 11%. Cortou também a previsão para 2027: de 80 dólares para 75 dólares, menos 6%.

Já o Morgan Stanley espera que demore um pouco mais de tempo até a produção voltar aos níveis pré-guerra.

“Ainda muito está a ser negociado e permanecem os riscos principais, mas por agora, isto é um passo essencial para atingir a redução de tensão do conflito e mais exportações de petróleo via estreito de Ormuz. Vemos a produção nos 50% em setembro e nos 80% em dezembro”, segundo a nota citada pela “Bloomberg”.

“Pensamos que vai demorar meses até chegar aos níveis próximos a 27 de fevereiro”, isto é, os níveis pré-guerra, disseram, por sua vez, os analistas do RBC.

Já o Qatar planeia aumentar rapidamente a sua produção de gás após a reabertura do estreito de Ormuz, segundo a “Bloomberg”. O objetivo é recuperar a maioria da sua produção (até 80% do nível pré-guerra) no espaço de dois meses.

A estatal QatarEnergy disse aos seus compradores que espera aumentar a produção no espaço de um mês, após a reabertura do estreito, com 80% no espaço de dois meses.

Os restantes 20% vão demorar anos a recuperar, devido aos ataques iranianos contra as infraestruturas energéticas qataris.

O Qatar fechou a maior estrutura de liquidificação de gás na primeira semana de guerra, após um ataque iraniano ao complexo de Ras Laffan, responsável por fornecer um quinto do consumo mundial antes da guerra.

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Prohibido criticar las dos macroplantas de biogás que se proyectan en Abadín: “Esto es una dictadura del siglo XIX”

Portavoces de la plataforma Stopbiogás Abadín, ante la fachada de la casa consistorial del municipio.

La proliferación de grandes plantas que convierten los purines en energía ha logrado agitar el calmoso feudo de uno de los alcaldes más longevos de España. El popular José María López Rancaño mantiene atada en Abadín (Lugo) una mayoría absoluta que resiste ya 43 años. Hijo de los fundadores de una importante quesería de Lugo, ejerce el poder en este pueblo de poco más de 2.000 habitantes sin muchas contemplaciones. Su historial político incluye ignorar repetidamente requerimientos de los que se ha quejado hasta la Xunta de su propio partido. También ha llegado a pasar diez meses sin convocar plenos. Ahora ha decidido poner coto a los vecinos que se oponen a la construcción de dos grandes instalaciones de biogás.

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Pedro Ruiz (Pago de Carraovejas): “Sufrí un palo importante, un pellizco, pero he aprendido”

“Cuando eres muy joven, vas a tope de revoluciones con el cuentakilómetros, pero a medida que van pasando los años, la aguja empieza a ir más despacio. Empiezas a mirar hacia atrás”. Pedro Ruiz Aragoneses recurre a esta metáfora para explicar cómo se gestiona una empresa familiar como la que tiene a su cargo, Alma Carraovejas, uno de los grupos vitivinícolas más respetados.

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© EL PAÍS

Pedro Ruiz Aragoneses, consejero delegado de Alma Carraovejas, en una imagen cedida por la compañía. 
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80 recetas de albóndigas por el mundo: el libro que muestra cómo hacerlas en casa

“Ni se necesita destreza ni la precisión de un gran chef [...] Lo único que se precisa es paciencia para hacer unas bolitas más o menos del mismo tamaño”, escribe Bunny Banyai al comienzo del libro Vuelta al mundo en 80 albóndigas (recientemente traducido por Alba Armario para Libros Cúpula). La autora partió de una premisa para escribir este libro: seguir la pista de una albóndiga para poder recorrer las diferentes culturas y llegó a una conclusión: “Este libro trata sobre celebrar las cosas que nos unen en lugar de las que nos dividen”. Y, si hay una receta que pueda unir el mundo, según Bunny Banyai, es un plato de albóndigas.

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© Mark Roper

Youvarlakia, sopa griega de albóndigas y arroz con caldo de limón y albóndigas al estilo israelí. Dos preparaciones incluidas en el libro 'Vuelta al mundo en 80 albóndigas', de Bunny Banyai (Libros Cúpula).
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Ustec da por perdido el verano para reiniciar las negociaciones: “Hay que consultar a los profesores y eso será difícil en julio”

Manifestación de profesores, este domingo en Barcelona.

Justo antes de conocerse el rechazo de los profesores al preacuerdo educativo del 29 de mayo cerrado con los sindicatos mayoritarios, la consejera de Educación de la Generalitat, Esther Niubó, avisaba que si ganaba el no se abría “un escenario de caos” y debilitamiento del movimiento sindical. El aviso fue certero y el sistema educativo ha entrado en una nueva etapa de incertidumbre con el sindicato mayoritario desorientado, un Govern que se lo mira expectante y que no da visos de querer reabrir negociaciones y un conflicto muy encendido que nadie sabe muy bien cómo sofocar. Con este panorama, y a tres días que acabe el curso, el Govern sigue manifestando su “mano tendida”, pero sin concreciones, mientras que el principal sindicato, Ustec, asegura que debe redefinir su hoja de ruta y pone la mirada ya en septiembre. “Para negociar hay que marcar unos objetivos y consultar a las asambleas, y eso será difícil en julio”, admite la portavoz Iolanda Segura.

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Polícia descobre ‘biqueira’ em área nobre de SP próxima à Faria Lima

A Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Guarda Municipal, identificou e desarticulou, nesta terça-feira (16), uma ‘biqueira’ que funcionava como ponto de venda de drogas em plena região da av. Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país.

A investigação que resultou na prisão de dois suspeitos após dias de monitoramento e cumprimento de mandados judiciais, faz parte da Operação Gladiador. 

Segundo relatório de investigação elaborado pelo 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi, agentes realizaram uma campana nas proximidades de um condomínio localizado na rua Coliseu. Durante a vigilância, os policiais registraram uma movimentação de pessoas, a presença de usuários e a comercialização de entorpecentes em uma área residencial no local.   

Os investigadores afirmam que conseguiram identificar dois suspeitos apontados como responsáveis pela atividade criminosa.

As imagens obtidas pela investigação mostram um dos suspeito nas imediações do imóvel momentos antes do início das vendas. Já outra pessoa envolvida foi registrada em diferentes momentos ao lado de frequentadores e usuários que, segundo a polícia, procuravam o endereço para comprar drogas.

O relatório inclui fotografias e registros em vídeo que documentam a movimentação no local.   

Veja os registros capturados pelas autoridades: 

As imagens aéreas registraram a aproximação de usuários, a permanência dos investigados no ponto de venda e supostas negociações de drogas realizadas na área externa do imóvel.   

Acompanhe:

Em um dos registros citados pela investigação, um homem aparece deixando o local logo após uma suposta compra de entorpecentes. 

Após a documentação das atividades, os policiais entraram no imóvel para cumprir os mandados judiciais. Os suspeitos foram presos e as drogas que, segundo a investigação, estavam sendo comercializadas foram apreendidas.   

Investigação

O relatório também aponta a participação de um terceiro suspeito, ainda não identificado. O homem, descrito como alguém que vestia bermuda branca, aparece em imagens obtidas durante a operação e teria sido flagrado atuando na comercialização dos entorpecentes.

A Polícia Civil informou que a identificação dele deverá ser alvo de diligências complementares.   

Na conclusão do documento, os investigadores afirmam que as imagens captadas tanto na campana quanto pelo drone permitiram comprovar a venda de drogas no endereço, identificar os investigados e embasar as prisões realizadas durante a ação.   

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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