Um policial militar sofreu um acidente de moto, nesta sexta-feira (12), após colidir com um carro durante uma perseguição na rua Francisca Queirós, no Jardim Ângela, zona Sul da cidade de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente.
No vídeo, é possível ver o policial em sua moto seguindo na contramão, quando colide frontalmente com um carro preto e é lançado no ar com o impacto. Veja abaixo:
No momento da colisão, o agente da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 37° BPM/M (Batalhão de Polícia Militar) estava acompanhando a movimentação de uma motocicleta em atividade considerada suspeita.
De acordo com a PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), o helicóptero águia foi acionado imediatamente para prestar socorro à vítima, que foi resgatado e transportado ao Hospital das Clinicas.
O agente estava consciente durante o atendimento e relatou fortes dores na região lombar e nos braços.
A CNN Brasil tenta contato com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O espaço segue aberto.
A idosa, de 62 anos, que foi resgatada após passar 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica, teria sido entregue pelo próprio pai à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos.
Segundo relato da própria vítima, a promessa era de que receberia educação e seria criada pelos patrões.
No entanto, ainda adolescente, foi retirada da escola, não foi alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou férias.
Ela foi encontrada, nessa quarta-feira (10), em uma residência familiar no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Durante a ação, a vítima se emocionou ao contar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.
Ela disse aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após as investigações, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.
Em 2015, a mulher conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.
Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.
Segundo a apuração, a idosa passava noites em claro auxiliando a mulher, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico. Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear despesas da casa da patroa.
Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além deindenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.
O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.
A sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizada no campus da USP em São Paulo, registrou dois incidentes técnicos em um intervalo de menos de três meses.
O caso mais recente, confirmado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) na quinta-feira (11), envolveu o vazamento de material radioativo, enquanto em março, um incêndio atingiu o complexo do reator nuclear.
O incêndio no reator
Em 26 de março, um incêndio de natureza localizada atingiu a sala de controle do reator de pesquisa IEA-R1. As chamas afetaram um conjunto de racks, o cabeamento sob o piso e parte do teto da instalação.
Na ocasião, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) descartou riscos radiológicos, mas recomendou limpeza especializada devido aos resíduos químicos da queima de materiais.
O vazamento recente
Já no dia 29 de maio, traços detecnécio-99 foram detectados durante a produção de insumos para radioterapia no Centro de Radiofarmácia.
O incidente contaminou a vestimenta de um técnico e, posteriormente, o calçado de um segundo operador por meio de um traço residual no piso.
Segundo o Ipen, exames de “contagem de corpo inteiro” confirmaram que os trabalhadores não sofreram contaminação interna.
O instituto está sob fiscalização da ANSN e tem até o dia 18 de junho para cumprir novas exigências regulatórias.
Outro lado
O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:
“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.
Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.
Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.
Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.
É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.
Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.
O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”
(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)
O governo de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola, que estava sob investigação na capital paulista.
Internada na quarta-feira (10), a paciente, uma brasileira de 31 anos, era acompanhada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Os exames que afastaram a suspeita foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.
A paciente está em tratamento para gastroenterocolite aguda. Ela havia viajado recentemente para a República Democrática do Congo (RDC), permanece internada e teve evolução clínica favorável.
“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, em nota à imprensa.
O primeiro caso suspeito, de um homem de 37 anos que também viajou para a RDC, foi descartado no dia 1º de junho.
Durante o acompanhamento de ambos, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) iniciou a investigação após os pacientes atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos para a classificação como casos suspeitos, considerando o histórico recente de viagem a áreas com transmissão ativa e os sintomas apresentados, além de notificar o Ministério da Saúde.
“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, afirmou à imprensa Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde.
Surto
A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola. O número de casos confirmados da doença já passa de 689, com registro de 139 mortes.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, 17 novos casos foram notificados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri, onde os primeiros casos foram registrados.
O governo de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola, que estava sob investigação na capital paulista.
Internada na quarta-feira (10), a paciente, uma brasileira de 31 anos, era acompanhada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Os exames que afastaram a suspeita foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.
A paciente está em tratamento para gastroenterocolite aguda. Ela havia viajado recentemente para a República Democrática do Congo (RDC), permanece internada e teve evolução clínica favorável.
“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, em nota à imprensa.
O primeiro caso suspeito, de um homem de 37 anos que também viajou para a RDC, foi descartado no dia 1º de junho.
Durante o acompanhamento de ambos, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) iniciou a investigação após os pacientes atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos para a classificação como casos suspeitos, considerando o histórico recente de viagem a áreas com transmissão ativa e os sintomas apresentados, além de notificar o Ministério da Saúde.
“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, afirmou à imprensa Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde.
Surto
A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola. O número de casos confirmados da doença já passa de 689, com registro de 139 mortes.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, 17 novos casos foram notificados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri, onde os primeiros casos foram registrados.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou, nesta sexta-feira (12), a possibilidade do segundo caso suspeito de doença pelo vírus Ebola registrado neste ano no estado paulista. O resultado foi divulgado após análises de amostras coletadas.
O caso havia sido notificado e apresentado como um alerta na última quarta-feira (10), quando uma brasileira de 31 anos, que havia viajado à República Democrática do Congo (RDC), apresentar febre e diarreia.
O Instituto Adolfo Lutz (IAL) realizou análises de biologia molecular realizadas em duas amostras coletadas em períodos diferentes e obteve a resposta negativa.
A mulher, quando foi identificada com a possibilidade da doença, foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), onde permanece internada, com evolução clínica favorável, e recebe tratamento para gastroenterocolite aguda.
A análise feita foi realizada pelo IAL com técnicas de biologia molecular, capazes de identificar material genético viral.
A primeira amostra da paciente foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, uma nova coleta foi feita após esse período, conforme o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dois resultados foram negativos.
A doença pelo vírus Ebola pode apresentar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Casos graves podem apresentar manifestações hemorrágicas e, nas formas críticas, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
A transmissão acontece apenas após o início dos sintomas, pelo contato com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas.
Uma idosa de 62 anos foi resgatada após passar 49 anos em condição análoga à escravidão na última quarta-feira (10), enquanto trabalhava como empregada doméstica em uma residência familiar em Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
Relatos da mulher resgatada
Segundo as investigações, a idosa foi entregue para à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos, pelo próprio pai. Ele cedeu a filha pois lhe foi prometido que ela receberia educação ao ser criada pelos patrões.
No entanto, ela conta que foi privada do ensino, sendo retirada da escola ainda adolescente, não tendo a oportunidade de ser alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou em feriados.
Ao ser resgatada, a senhora se emocionou ao relatar aos agentes que realizaram a ação que não saia do apartamento há cerca de quatro meses.
Além disso, denominou a rotina como exaustiva, comprometendo até mesmo sua saúde física, mental e pessoal, ao ponto que não lavava os cabelos há mais de um mês.
Nos últimos meses, ela dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada, a qual a mulher resgatada era a única cuidadora.
Segundo apurações, ela passava noites em claro auxiliando a outra idosa, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico.
O resgate
O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
A fiscalização constatou que a trabalhadora exercia as atividades inclusive aos domingos e em feriados como Natal e Ano Novo.
Aposentadoria era utilizada pelos patrões
Em 2015, a mulher teve direito a aposentadoria devido a um curto período de registro em carteira. Nessa época registrada, ela recebia pequenos valores à título de remuneração, mas eles eram administrados pela patroa, que apenas liberava dinheiro quando a senhora solicitava.
Depois de aposentada, ela não recebeu qualquer tipo de pagamento, mas seguiu trabalhando na residência. Os valores de sua aposentadoria eram utilizados para despesas da casa da patroa.
Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.
O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.
Um médico, de 39 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, na tarde da última sexta-feira (6), no bairro City Ribeirão, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
O suspeito teria agredido a mulher, de 34 anos, após uma discussão em casa.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que guardas municipais foram acionados para atender a ocorrência em uma residência na Rua Guaíra. Ao chegarem no local, encontraram uma mulher com ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal se envolveu em uma discussão que evoluiu para agressões físicas.
A mulher recebeu atendimento médico e foi encaminhada a uma unidade de saúde.
Em nota à CNN Brasil, a defesa do médico alega que a agressão foi em legítima defesa. Ela teria ameaçado ele com uma faca e ele a agrediu para pará-la.
Segundo o advogado, a mulher seria dependente química e já teria tentado matar o médico anteriormente. O casal teria se separado após essa primeira tentativa, mas tinham reatado.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, onde o suspeito está à disposição da Justiça.
Um turista boliviano, de 46 anos, ficou preso entre as rochas da praia de Santos, no litoral de São Paulo, após tentar recuperar seus documentos pessoais que haviam caído entre as pedras. O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (9).
O estrangeiro só conseguiu sair após ser socorrido por equipes do GBMAR (Grupo de Bombeiros Marítimo).
Segundo a corporação, ele permaneceu aproximadamente 30 minutos, de forma imóvel nas rochas, enquanto pedia socorro.
Durante a operação, os bombeiros conseguiram realizar o resgate sem a necessidade de deslocar as rochas. Neste caso, foi necessário utilizar uma prancha rígida como ponto de apoio, com uma elevação gradual do quadril da vítima.
Veja imagem do resgate:
Crédito: Reprodução/litoralhomesantos
Após o salvamento, o boliviano recebeu oxigenioterapia e foi constatado que ele possuía escoriações leves, mas não havia necessidade do encaminhamento para unidade hospitalar. Logo depois, ele foi liberado.
Em nota, o GBMar informou que pede pela orientação dos banhistas para que eles evitem acessar formações rochosas, especialmente em locais de difícil mobilidade, devido ao risco de aprisionamentos e acidentes que podem colocar vidas em perigo.
A patroa da idosa de 62 anos que passou 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica, usava a aposentadoria dela para pagar despesas da própria casa. A mulher foi resgatada nessa quarta-feira (10), na residência da família empregadora, localizada no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
Ela prestava serviço para os chefes desde 1977, de forma interrupta, sem direito a folgas ou férias. Segundo as investigações, em 2015, a vítima conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.
Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.
Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear as despesasda casa da patroa.
Resgate
O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.
Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.
Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.
O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.
Um comerciante de 46 anos foi abordado por dois homens armados dentro de seu próprio estabelecimento, uma loja de rações, no bairro Pestana, em Osasco, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na noite da última terça-feira (9), enquanto a vítima estava com sua filha, que presenciou toda a ação.
A gravação da câmera de segurança do local flagrou o roubo. A imagem, cedida à CNN Brasil pela página Osasco Te Avisa, mostra o momento em que os homens entram no local se passando por clientes.
Logo depois, eles anunciam o assalto e o comerciante clama pela vida dele e da criança: “Estou na paz. Estou com minha filha”.
Veja:
Créditos: Reprodução/Osasco Te Avisa
Os assaltantes levaram todo o dinheiro do caixa, um celular e um relógio do comerciante. Logo depois, eles fugiram. A vítima e a criança passam bem.
Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Osasco, onde segue sendo investigado.
Desde o dia 15 de maio, o Parque Villa-Lobos, em São Paulo, recebe o Festival Brilha Sonhos, que convida o público a embarcar em uma jornada imersiva noturna por mais de 20 mil metros quadrados de instalações sensoriais, luzes, projeções e experiências interativas que transformam o parque em um universo onde realidade e imaginação se encontram.
A experiência, com duração de aproximadamente 90 minutos, propõe uma travessia pelas diferentes etapas do universo dos sonhos: adormecer, sonhar, sentir, confrontar e despertar. No local, os visitantes percorrem ambientes criados por artistas latino-americanos que exploram as múltiplas camadas do subconsciente, conduzindo o público por momentos de encantamento, descoberta, emoção e reflexão.
A dinâmica tem início com um portal iluminado que marca a transição entre o mundo real e o universo onírico. A partir desse ponto, o ambiente se transforma gradualmente: nuvens suspensas, luas cenográficas e efeitos luminosos envolvem os visitantes em uma atmosfera de contemplação e mistério. Em seguida, um corredor de lasers simboliza o instante em que a consciência se dissolve e o sonho começa de fato.
Os visitantes atravessam diferentes mundos oníricos, cada um com identidade visual e narrativa próprias. Entre os destaques estão um bosque enigmático onde luz e percepção se misturam em um intrigante jogo visual; caminhos labirínticos que desafiam a lógica e recriam a fluidez característica dos sonhos; um universo fluorescente repleto de cores vibrantes e formas em constante transformação; e instalações interativas, como os “Piano Pads”, que respondem aos passos dos participantes com luz e som.
Parque Villa Lobos, em São Paulo, recebe Festival Brilha Sonhos • Divulgação
Outro dos momentos mais marcantes da experiência é um jardim mágico composto por milhares de pontos luminosos que simulam vagalumes, criando uma paisagem contemplativa que convida à pausa e à conexão com a imaginação.
Em uma das etapas mais impactantes da jornada, os visitantes são conduzidos a um ambiente mais denso, onde luz, som e sombras exploram o universo dos pesadelos. A instalação traz à tona emoções profundas e reforça o caráter simbólico da experiência, convidando o público a refletir sobre medos, desafios e aspectos do inconsciente que também fazem parte do ato de sonhar.
A travessia se encerra com um grande despertar visual e sensorial. Um arco-íris iluminado simboliza o retorno à realidade, encerrando a experiência de forma emocionante e celebrando a transformação proporcionada pela jornada.
SERVIÇO
Festival Brilha Sonhos
Local: Parque Villa-Lobos — São Paulo
Temporada: a partir de 14 de maio até o fim de agosto
Uma idosa de 62 anos foi resgatada nessa quarta-feira (10) após passar 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica em uma residência familiar no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.
Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.
De acordo com as investigações, ela foi entregue pelo próprio pai à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos. A promessa era de que receberia educação e seria criada pelos patrões.
No entanto, a vítima ainda adolescente, foi retirada da escola, não foi alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou férias.
Em 2015, a mulher conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.
Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.
Segundo a apuração, a idosa passava noites em claro auxiliando a mulher, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico. Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear despesasda casa da patroa.
Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.
O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.
Câmeras de segurança registraram o momento em que dois caminhões provocam um acidente de trânsito na Ponte Aricanduva, na zona Leste de São Paulo, na noite desta quinta-feira (11). A Polícia Civil apura se os veículos estariam apostando um racha quando invandiram a contramão e geraram um engavetamento com ao menos oito veículos.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h para atender a ocorrência, que deixou quatro feridos, sendo uma criança. Os condutores dos caminhões não sofreram lesões, segundo informado pelas autoridades policiais.
A CNN Brasil obteve acesso às imagens. Veja abaixo:
No vídeo, é possível observar o momento em que os veículos perdem o controle e invadem a via contrária. Os outros oitocarros envolvidos na batida estavam espalhados ao redor dos caminhões.
Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que duas das vítimas, uma mulher e um homem foram levados ao Hospital Vitória, enquanto uma criança, do sexo feminino, foi atendida no Hospital Ami Tatuapé.
A quarta vítima, também do sexo feminino, foi encaminhada ao Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, no Tatuapé.
Relato dos condutores e dinâmica do acidente
À polícia, um dos motoristas disse que seguia em direção a uma obra na rodovia Fernão Dias quando encontrou o colega durante o trajeto. De acordo com o relato, na subida da ponte, os dois motoristas trafegavam lado a lado, porém, ao realizar a ultrapassagem do outro veículo, o condutor teria batido no caminhão e invadido a contramão.
Nesse momento, ele bateu de frente com um carro que vinha no sentido oposto. Ele afirmou estar dirigindo entre 60 e 70 km/h.
Já o outro motorista disse que retornava de uma obra onde realizou a entrega de um material, em Mauá, na região do ABC paulista, quando tudo começou. Segundo ele, precisou fazer uma manobra brusca ao tentar evitar a colisão com o outro caminhão. No entanto, acabou atingindo a lateral de um dos carros, perdendo totalmente o controle da direção.
Além disso, ele relatou que foi arrastado pelo veículo conduzido pelo seu colega, o que, segundo ele, teria contribuído para a série de colisões envolvendo os outros carros que estavam parados no semáforo. O motorista declarou ainda que viajava na velocidade de 50 km/h.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, colisão e captura de procurado no 31° DP (Vila Carrão).
A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (10), a denúncia do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) contra três médicos pela morte de uma mulher e do bebê que ela esperava em março de 2020.
Segundo o MPSP, os três médicos foram denunciados pela Promotoria de São José do Rio Preto e responderão por homicídio culposo por omissão.
O caso ocorreu entre os dias 17 e 20 de março de 2020, quando a mulher, que estava grávida de 30 a 31 semanas e portava anemia falciforme, procurou atendimento em um hospital particular.
A denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Valéria Ferreira de Lima, diz que a mulher apresentava síndrome gripal progressiva e teve alterações que indicavam um processo infeccioso agudo. A progressão desse processo resultou na morte da mulher e do bebê, que nasceu já sem vida.
Conforme os autos, houve omissãopor parte dos profissionais de saúde, que não internaram a paciente para que fosse monitorada e nem prescreveram um medicamento protocolarmente indicado para gestantes, o antiviral oseltamivir.
A vítima buscou atendimento médico cinco vezes dentro de poucos dias, já que os sintomas eram persistentes e seu quadro clínico estava se agravando.
Segundo o MP, mesmo diante do histórico de gestação de alto risco, principalmente em razão da anemia falciforme, dos atendimentos repetidos e da piora nos resultados de exames laboratoriais, os médicos não adotaram as medidas consideradas adequadas e prescreveram medicamentos apenas para alívio dos sintomas, liberando a paciente para realizar o tratamento em casa.
A denúncia afirma ainda que os laudos periciais produzidos durante a investigação apontam que as omissões dos réus têm conexão com as mortes, que foram atribuídas à síndrome da resposta inflamatória sistêmica decorrente de infecção por influenza A.
“Os hemogramas realizados em série entre 3 de fevereiro e 20 de março de 2020 evidenciavam evolutivamente anemia crônica, leucocitose com neutrofilia e plaquetose — sinais laboratoriais inequívocos da vigência de processo infeccioso agudo progressivo. Esses dados estavam disponíveis nos prontuários de atendimento e deveriam ter sido valorados pelos médicos plantonistas que atenderam Nayara nos dias 17, 18 e 19 de março de 2020. Não foram”, diz a denúncia.
Também foi solicitada fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais, prevendo indenização mínima de R$ 150 mil ao viúvo da vítima, R$ 80 mil à mãe dela, R$ 80 mil ao pai e R$ 150 mil para cada filho que possa existir.
Todos os acusados respondem juntos pelo valor e a medida não impede que novas ações sejam abertas no futuro na esfera cível para cobrar mais indenizações.
O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso novamente nesta quarta-feira (10) pelo esquema de fraudes em ICMS em São Paulo, responde por mais de 130 crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, além de já ter causado um prejuízo bilionário às contas públicas.
A CNN Brasil apurou que Artur já configura como réu em sete ações penais movidas pelo Ministério Público de São Paulo. Até a próxima semana, ele deve ser denunciado em outras três investigações.
Ao todo, Artur responde por mais de 130 vezes de lavagem de dinheiro e corrupção nos esquemas relacionados às empresas Fast Shop, Ultrafarma e a Rede 28. Os casos foram investigados durante as operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo, todas realizadas pelo Ministério Público paulista.
“Artur tinha um catálogo de serviços de corrupção”, afirma uma fonte ligada à investigação.
O ex-auditor da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), exonerado em agosto de 2025, foi preso em casa nessa quarta, alvo de dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão. Com ele, foram encontrados diversos documentos evidenciando a contínua prática criminosa, mesmo sob medidas cautelares.
Documentos obtidos pela reportagem também detalham os impactos financeiros do esquema liderado por Artur, identificados desde o início das investigações nos primeiros meses de 2025, que somam R$ 8,53 bilhões em prejuízos ao Estado.
Segundo os levantamentos, a Sefaz-SP já contabiliza R$ 5,75 bilhões em danos relacionados ao esquema. Desse total, R$ 1,93 bilhão estão ligados a créditos de ressarcimento e R$ 3,82 bilhões a outros créditos investigados.
Entre as empresas citadas nas apurações aparecem Fast Shop, com cerca de R$ 2 bilhões envolvidos, e Ultrafarma, com aproximadamente R$ 1 bilhão. As investigações também apontam um prejuízo estimado em R$ 1,74 bilhão à Receita Federal do Brasil.
Além disso, a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo aplicou à Fast Shop uma multa de R$ 1,04 bilhão com base na Lei Anticorrupção, apontada como a maior já aplicada no Brasil dentro da legislação.
A investigação também aponta um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas. Artur armazenaria recursos ilícitos em carteiras frias de criptomoedas, conhecidas como cold wallets, que ficam desconectadas do sistema financeiro, para fazer movimentações para o exterior.
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Cartas e anotações mostram pedidos de alinhamento de defesas, menções a criptos e suposta distribuição de mesadas a outros denunciados • Reprodução
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Cartas e anotações mostram pedidos de alinhamento de defesas, menções a criptos e suposta distribuição de mesadas a outros denunciados • Reprodução
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Cartas e anotações mostram pedidos de alinhamento de defesas, menções a criptos e suposta distribuição de mesadas a outros denunciados • Reprodução
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Cartas e anotações mostram pedidos de alinhamento de defesas, menções a criptos e suposta distribuição de mesadas a outros denunciados • Reprodução
A CNN Brasil teve acesso aos documentos encontrados durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão realizados na quarta-feira (10), em São Paulo.
Em uma das cartas, Artur pede que um dos investigados assine uma procuração para o advogado responsável pela defesa do grupo.
“Confia em mim, pode assinar a procuração para (advogado de Arthur) assinar por favor. Isso é muito importante para vencermos tudo. Você me conhece muito bem para saber que sou eu falando”, diz o manuscrito.
Outra carta, intitulada “obrigações a fazer”, traz anotações relacionadas a pagamentos e movimentações financeiras. Entre os itens listados aparecem frases como “fazer conexão de trabalho”, “receber honorários da Fast Shop” e “negociar dívidas”.
Os investigadores também encontraram documentos com cálculos numéricos e anotações ligadas ao pagamento de mesadas para investigados e familiares.
Em outro trecho, direcionado a uma pessoa identificada como Rafael, Artur orienta o investigado a não colaborar com o Ministério Público.
“Rafael, não faça acordo com o MP, não faça delação, não confie no MP. Fica tranquilo que nós vamos resolver tudo”, escreveu. Ao final da mensagem, ele assina como “The King”.
Artur havia sido solto no último dia 2 de junho, quando o alvará de soltura foi cumprido. No entanto, antes mesmo da liberação, o Gedec (Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos) do Ministério Público já havia protocolado dois novos pedidos de prisão preventiva, concedidos pela Justiça no dia 3 de junho
A reportagem tenta contato com a defesa de Artur para um posicionamento. O espaço está aberto.
Um dos suspeitos de envolvimento na tentativa de assalto que deixou um policial militar baleado foi preso pela PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) na tarde desta quinta-feira (11), na região do Campo Limpo, zona Sul de São Paulo.
O caso aconteceu no último domingo (7), no bairro do Morumbi. O agente, que estava de folga, foi atingido por disparos de arma de fogo ao tentar conter criminosos em uma tentativa de assalto.
Segundo a polícia, um dos suspeitos é José Júlio de Melo Ferreira, de 27 anos, conhecido como “JJ”. Ele foi localizado e preso dentro de uma casa, no cruzamento das ruas Domingos Bicudo com Hermes Ribeiro de Freitas, na região do Campo Limpo.
Durante as buscas, foi encontrada, dentro de um forno, uma pistola glock calibre 9mm com 3 carregadores, com as mesmas características da arma utilizada no crime. Uma grande quantidade de drogas também foi apreendida.
Um exame pericial será realizado junto às capsulas dos projéteis encontrados no local do crime para confirmar se arma encontrada é a mesma utilizada no assalto.
Durante a madrugada desta sexta-feira (10), a arma de fogo do policial militar baleado, que havia sido levada pelos criminosos, foi localizada e recuperada. Um dos autores deixou a arma em um posto de combustível, na avenida Giovanni Gronchi.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa de José Júlio de Melo Ferreira. O eespaço segue aberto.
Relembre o crime
O policial militar de folga foi baleado na tarde de domingo (7) ao intervir em uma tentativa de roubo na Avenida Duquesa de Goiás, no Morumbi, zona sul de São Paulo.
O policial é integrante do 22º BPM/M (22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), que foi socorrido consciente ao Hospital Albert Einstein, onde passou por cirurgia.
Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que dois suspeitos participaram da ação. Um, de 21 anos, foi preso em flagrante por roubo, e o outro continua foragido.
No vídeo da câmera de segurança, é possível ver o momento no qual o confronto ocorre. Confira:
Os trens da Linha 11-Coral operaram com velocidade reduzida na manhã desta sexta-feira (12) após uma falha de sinalização. A situação está em processo de normalização.
De acordo com a CPTM, a falha na sinalização da linha foi identificada durante a manhã, entre 6h e 7h20, na região da Barra Funda.
Para que a equipe de manutenção pudesse atuar, a velocidade de circulação dos trens foi reduzida entre as estações Palmeiras Barra-Funda e Brás, causando maior lotação de passageiros nas plataformas.
Além disso, alguns trens da linha, que normalmente seguem até a Barra Funda, tiveram como destino a estação da Luz. Já os passageiros queprecisavam chegar até a Barra Funda utilizaram os trens da Linha 10-Turquesa.
A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) confirmou o vazamento de material radiológico no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), cujo prédio fica dentro da USP (Universidade de São Paulo), na zona Oeste de São Paulo. O caso ocorreu no último dia 29 de maio, mas só foi confirmado pelo órgão nessa quinta-feira (11).
O evento não foi a primeira ocorrência registrada. Desta vez, dois profissionais tiveram EPIs contaminados durante o manuseio de insumos para radioterapia.
De acordo com informações do CNEN, a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia. Nenhum profissional foi atingido ou está em observação por impacto da contaminação.
O que vazou?
De acordo com a autarquia, foram detectados traços de tecnécio-99 durante o manuseio de geradores de molibdênio. O vazamento foi reportado inicialmente por entidades sindicais e confirmado pelo órgão regulador após a abertura de um relatório de ocorrência interna.
Quem foi impactado?
O incidente envolveu dois funcionários, classificados tecnicamente como Indivíduos Ocupacionalmente Expostos.
Segundo nota oficial do Ipen, a contaminação começou na vestimenta de um técnico e, apesar do isolamento imediato da roupa, um traço residual no piso atingiu o calçado de um segundo operador no dia 1º de junho.
Ambos foram submetidos a exames de “contagem de corpo inteiro”, que descartaram contaminação interna. O órgão assegura que a situação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia e não houve riscos para o restante do campus ou para a saúde pública.
O que acontece agora?
A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) instaurou um procedimento de verificação técnica para avaliar o caso. O instituto tem até o dia 18 de junho para atender a exigências regulatórias notificadas pelo órgão fiscalizador.
O Ipen informou que os profissionais envolvidos passaram por retreinamento e que o monitoramento de dose acumulada é uma prática de segurança rotineira na instalação.
O centro é um dos principais fornecedores de radiofármacos para o SUS (Sistema Único de Saúde).
Outro lado
O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:
“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.
Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.
Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.
Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.
É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.
Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.
O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”
(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)
O homem investigado pela Polícia Civil de São Paulo por estupro de vulnerável nas dependências do clube Palmeiras, em Perdizes, zona Oeste da capital paulista, teria oferecido pipoca para atrair a vítima, uma menina de 4 anos, até o banheiro masculino.
O crime foi registrado nesta quarta-feira (10). De acordo com a mãe da menina, após um breve sumiço dentro do clube, ela reencontrou a criança saindo da direção do banheiro masculino. Quando questionada, a menina teria dito: “é segredo, é segredo”, além de afirmar que um homem, a quem chamou de “vovô”, a ofereceu pipoca e chamou para o banheiro.
Ao chegar em casa e dar banho na filha, a mulher notou uma secreção na região íntima da criança. Ao perguntar o que havia acontecido, a criança teria respondido que o “vovô” tocou suas partes íntimas.
O homem suspeito seria o avô de um amigo de escola do irmão da vítima, com quem a menina não tem contato próximo, mas frequenta locais em comum.
Após descobrir o crime, a mãe relatou o caso à polícia e levou a filha ao departamento médico do Clube, onde ela recebeu atendimento.
O caso foi registrado na 4ª DDM (Norte) e a Polícia Militar foi acionada pela mãe. Um exame do IML (Instituto Médico-Legal) também foi solicitado. A investigação apurar o caso é conduzida pela 3ª DDM (Oeste).
Em nota, o Palmeiras afirma que a menina recebeu atendimento médico e que o clube designou um de seus advogados para que a acompanhasse até a delegacia.
Além disso, informa que apuração interna também está sendo realizada e que imagens das câmeras de segurança já estão à disposição da Justiça. O associado suspeito pelo crime foi suspenso e, conforme determinação da presidente do clube Leila Pereira, deverá ser expulso assim que comprovada a autoria ou participação no caso.
Veja a nota do Palmeiras na íntegra:
“Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”