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Vazamento radioativo na USP: quem cuida da segurança nuclear no Brasil?

13 June 2026 at 07:34

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) confirmou o vazamento de material radioativo na sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizada no campus da USP, em São Paulo.

O incidente, ocorrido em 29 de maio, envolveu traços de tecnécio-99 durante o manuseio de insumos para radioterapia.

De acordo com informações do CNEN, a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia. Nenhum profissional foi atingido ou está em observação por impacto da contaminação.

Órgãos de fiscalização e controle

No Brasil, a segurança nuclear é coordenada por duas instâncias principais mencionadas no caso. A Cnen, autarquia federal, gerencia a resposta inicial e abriu um relatório de ocorrência interna.

Paralelamente, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) conduz a investigação técnica, solicitando registros para avaliar a situação.

A ANSN notificou o instituto com um prazo até 18 de junho para o atendimento de exigências regulatórias, no caso da USP.

Este acompanhamento visa garantir que protocolos de proteção radiológica sejam seguidos rigorosamente.

O que vazou?

De acordo com a autarquia, foram detectados traços de tecnécio-99 durante o manuseio de geradores de molibdênio. O vazamento foi reportado inicialmente por entidades sindicais e confirmado pelo órgão regulador após a abertura de um relatório de ocorrência interna.

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

Prédio da USP pegou fogo meses antes de vazamento radioativo; relembre caso

13 June 2026 at 07:33

A sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizada no campus da USP em São Paulo, registrou dois incidentes técnicos em um intervalo de menos de três meses.

O caso mais recente, confirmado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) na quinta-feira (11), envolveu o vazamento de material radioativo, enquanto em março, um incêndio atingiu o complexo do reator nuclear.

O incêndio no reator

Em 26 de março, um incêndio de natureza localizada atingiu a sala de controle do reator de pesquisa IEA-R1. As chamas afetaram um conjunto de racks, o cabeamento sob o piso e parte do teto da instalação.

Na ocasião, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) descartou riscos radiológicos, mas recomendou limpeza especializada devido aos resíduos químicos da queima de materiais.

O vazamento recente

Já no dia 29 de maio, traços de tecnécio-99 foram detectados durante a produção de insumos para radioterapia no Centro de Radiofarmácia.

O incidente contaminou a vestimenta de um técnico e, posteriormente, o calçado de um segundo operador por meio de um traço residual no piso.

Segundo o Ipen, exames de “contagem de corpo inteiro” confirmaram que os trabalhadores não sofreram contaminação interna.

O instituto está sob fiscalização da ANSN e tem até o dia 18 de junho para cumprir novas exigências regulatórias.

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

Veja qual área foi afetada por vazamento radioativo em prédio da USP

12 June 2026 at 19:42

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) confirmou a ocorrência de um vazamento de material radioativo na sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), situada no campus da USP, em São Paulo.

O incidente, registrado em 29 de maio, ficou restrito à área controlada do Centro de Radiofarmácia.

Origem e impacto do incidente

Durante a produção de insumos para radioterapia, foram detectados traços de tecnécio-99.

Segundo o instituto, a contaminação atingiu inicialmente a vestimenta de um técnico e, posteriormente, um traço residual no piso afetou o calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais passaram por exames de “contagem de corpo inteiro”, que descartaram contaminação interna ou danos à saúde.

O Ipen informou que os envolvidos já passaram por retreinamento e que não há riscos para o restante da universidade.

Investigação técnica

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) acompanha o caso e estabeleceu o prazo de 18 de junho para o cumprimento de exigências regulatórias.

O incidente ocorre meses após um incêndio localizado atingir a sala de controle do reator do instituto, em março deste ano.

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

Vazamento radioativo no Ipen: veja qual substância vazou e para que serve

12 June 2026 at 13:16

A principal substância envolvida no vazamento radioativo no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), em um prédio da USP (Universidade de São Paulo), em São Paulo, foi o tecnécio-99. O vazamento de traços dessas partículas radioativas ocorreu durante o manuseio de insumos voltados para a produção de materiais de radioterapia.

O incidente aconteceu durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m. O Ipen disse que o Centro de Radiofarmácia trabalha com outros projetos.

Produção de Tecnécio-99m no Ipen • Arquivo CNEN

Definição e propriedades técnicas

O tecnécio-99m (99mTc) é um radionuclídeo, produzidos artificialmente em reatores nucleares e aceleradores de partículas para fins específicos. 

Ele é o traçador radioativo mais comum utilizado em exames de medicina nuclear, especificamente na tomografia computadorizada.

O gerador emite raios gama que são captados por câmeras específicas, permitindo visualizar a função de órgãos e tecidos. Ele consegue detectar irregularidades metabólicas e funcionais em níveis extremamente baixos.

Aplicações clínicas

A substância é usada para diagnóstico por imagem em diversos órgãos, fornecendo dados sobre o estado de doenças e funções teciduais. Algumas de suas variantes e usos incluem:

  • Cardiologia: Avaliação de perfusão cardíaca e infartos
  • Oncologia: Localização de linfonodos em casos de câncer de mama ou melanoma
  • Outros órgãos: Imagens da tireoide, rins, ossos, cérebro, pulmões e fígado

Entenda incidente

Traços de partículas radioativas de tecnécio-99 foram detectados no dia 29 de maio, durante a rotina de produção de geradores de molibdênio-99/tecnécio-99m.

O material atingiu a vestimenta de um técnico e, posteriormente, o calçado de um segundo operador devido a um traço residual no piso.

Exames de “contagem de corpo inteiro” confirmaram que a contaminação foi apenas externa, sem ingestão ou inalação do material (contaminação interna), o que garantiu a ausência de riscos à saúde dos envolvidos.

A ocorrência ficou limitada à área controlada do Centro de Radiofarmácia do IPEN. A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) instaurou um procedimento de verificação técnica para avaliar o caso

O Ipen informou que os profissionais envolvidos passaram por retreinamento e que o monitoramento de dose acumulada é uma prática de segurança rotineira na instalação. O centro é um dos principais fornecedores de radiofármacos para o SUS (Sistema Único de Saúde).

O que sabemos sobre o vazamento radioativo em prédio na USP

12 June 2026 at 12:33

A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) confirmou o vazamento de material radiológico no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), cujo prédio fica dentro da USP (Universidade de São Paulo), na zona Oeste de São Paulo. O caso ocorreu no último dia 29 de maio, mas só foi confirmado pelo órgão nessa quinta-feira (11).

O evento não foi a primeira ocorrência registrada. Desta vez, dois profissionais tiveram EPIs contaminados durante o manuseio de insumos para radioterapia.

De acordo com informações do CNEN, a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia. Nenhum profissional foi atingido ou está em observação por impacto da contaminação.

O que vazou?

De acordo com a autarquia, foram detectados traços de tecnécio-99 durante o manuseio de geradores de molibdênio. O vazamento foi reportado inicialmente por entidades sindicais e confirmado pelo órgão regulador após a abertura de um relatório de ocorrência interna.

Quem foi impactado?

O incidente envolveu dois funcionários, classificados tecnicamente como Indivíduos Ocupacionalmente Expostos.

Segundo nota oficial do Ipen, a contaminação começou na vestimenta de um técnico e, apesar do isolamento imediato da roupa, um traço residual no piso atingiu o calçado de um segundo operador no dia 1º de junho.

Ambos foram submetidos a exames de “contagem de corpo inteiro”, que descartaram contaminação interna. O órgão assegura que a situação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia e não houve riscos para o restante do campus ou para a saúde pública.

O que acontece agora?

A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) instaurou um procedimento de verificação técnica para avaliar o caso. O instituto tem até o dia 18 de junho para atender a exigências regulatórias notificadas pelo órgão fiscalizador.

O Ipen informou que os profissionais envolvidos passaram por retreinamento e que o monitoramento de dose acumulada é uma prática de segurança rotineira na instalação.

O centro é um dos principais fornecedores de radiofármacos para o SUS (Sistema Único de Saúde).

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

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