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Em três meses, ANP fez 21 autuações por preço abusivo de combustível

Logo Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reguladora do setor no país, realizou 2.111 fiscalizações em postos de combustíveis, transportadoras e distribuidoras nos últimos três meses. As ações terminaram com 21 autos de infração por indícios de elevação abusiva de preços. Isso representa uma em cada 100 vistorias.

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela ANP, de 9 de março e 3 de junho, os autos por preço abusivo foram emitidos contra 16 distribuidoras de combustíveis localizadas em São Paulo, no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro; e cinco contra revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha no Ceará e no Pará.

Notícias relacionadas:

Desde o estouro do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro, que causou aumento no preço de derivados de petróleo em praticamente todo o mundo, a ANP recebeu a incumbência de fiscalizar os preços praticados nos postos brasileiros.

O receio do governo era de que revendedores se utilizassem do cenário global conturbado para aumentar os preços de forma abusiva. A atribuição de responsabilidade à ANP consta na Medida Provisória 1.340/2026.

Olho nas notas fiscais

Nas ações de fiscalização, presenciais e remotas, os agentes coletam informações sobre os preços praticados, e notas fiscais de aquisição de combustíveis referentes a períodos específicos.

A agência compara os custos de compra dos produtos com os preços efetivamente praticados nas vendas para perceber se há indício de aumento abusivo.

Em caso positivo, os estabelecimentos são notificados a apresentar documentação complementar para aprofundamento da análise. Segundo a ANP, é assegurada ampla defesa.

Aumento de fiscalização

Também nesta sexta-feira, a diretoria da ANP aprovou intensificação nas ações de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis.

No período de julho a setembro, a agência reguladora projeta realizar 3 mil vistorias, o que representa 40% a mais que no trimestre anterior.

O plano aprovado prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas para coibir “práticas oportunistas” no mercado.

Subsídios

A ampliação da atividade de fiscalização da ANP faz parte de um pacote do governo para impedir um choque de preços de derivados no país.

Entre outras medidas, o governo adotou a política de subvenção, uma espécie de reembolso para que produtores e importadores de derivados como diesel, gasolina e gás natural não repassem o aumento de custos ao consumidor final.

No caso da gasolina, por exemplo, a subvenção atualmente é de R$ 0,44 por litro. Para o diesel, R$ 1,12.

As medidas não são permanentes, têm prazos determinados e são reavaliadas à medida que o conflito no Oriente Médio se redesenha.

Em três meses, ANP fez 21 autuações por preço abusivo de combustível

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reguladora do setor no país, realizou 2.111 fiscalizações em postos de combustíveis, transportadoras e distribuidoras nos últimos três meses. As ações terminaram com 21 autos de infração por indícios de elevação abusiva de preços. Isso representa uma em cada 100 vistorias.

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela ANP, de 9 de março e 3 de junho, os autos por preço abusivo foram emitidos contra 16 distribuidoras de combustíveis localizadas em São Paulo, no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro; e cinco contra revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha no Ceará e no Pará.

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Desde o estouro do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro, que causou aumento no preço de derivados de petróleo em praticamente todo o mundo, a ANP recebeu a incumbência de fiscalizar os preços praticados nos postos brasileiros.

O receio do governo era de que revendedores se utilizassem do cenário global conturbado para aumentar os preços de forma abusiva. A atribuição de responsabilidade à ANP consta na Medida Provisória 1.340/2026.

Olho nas notas fiscais

Nas ações de fiscalização, presenciais e remotas, os agentes coletam informações sobre os preços praticados, e notas fiscais de aquisição de combustíveis referentes a períodos específicos.

A agência compara os custos de compra dos produtos com os preços efetivamente praticados nas vendas para perceber se há indício de aumento abusivo.

Em caso positivo, os estabelecimentos são notificados a apresentar documentação complementar para aprofundamento da análise. Segundo a ANP, é assegurada ampla defesa.

Aumento de fiscalização

Também nesta sexta-feira, a diretoria da ANP aprovou intensificação nas ações de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis.

No período de julho a setembro, a agência reguladora projeta realizar 3 mil vistorias, o que representa 40% a mais que no trimestre anterior.

O plano aprovado prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas para coibir “práticas oportunistas” no mercado.

Subsídios

A ampliação da atividade de fiscalização da ANP faz parte de um pacote do governo para impedir um choque de preços de derivados no país.

Entre outras medidas, o governo adotou a política de subvenção, uma espécie de reembolso para que produtores e importadores de derivados como diesel, gasolina e gás natural não repassem o aumento de custos ao consumidor final.

No caso da gasolina, por exemplo, a subvenção atualmente é de R$ 0,44 por litro. Para o diesel, R$ 1,12.

As medidas não são permanentes, têm prazos determinados e são reavaliadas à medida que o conflito no Oriente Médio se redesenha.

Petróleo cai abaixo de US$ 90 com alívio na guerra do Oriente Médio

12 June 2026 at 15:49

Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira (12), atingindo o nível mais baixo em quase dois meses, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou novos ataques contra o Irã, diminuindo os temores de uma escalada das hostilidades após os ataques recíprocos ocorridos no início da semana.

Por volta das 11h30, o petróleo WTI, referência nos EUA, caía 1,7%, cerca de US$ 86 o barril.

No mesmo horário, o petróleo Brent recuavam 1,5%, para cerca de US$ 88 por barril.

Ambos os contratos atingiram seu nível mais baixo desde 17 de abril.

Um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Golfo poderia ser assinado já no domingo, disse uma fonte ocidental à Reuters nesta sexta-feira, com Genebra surgindo como o local mais provável.

Trump cancelou os ataques na quinta-feira, enquanto a agência de notícias iraniana Mehr informou que as negociações finais sobre um memorando de entendimento com os EUA se concentrariam em questões nucleares e econômicas, mas excluiriam discussões sobre o programa de mísseis do Irã.

Enquanto isso, a agência de notícias iraniana IRNA informou que as negociações nucleares ocorreriam dentro de um período de 60 dias após a assinatura do memorando de entendimento.

*Com informações da Reuters 

Los riesgos de una subida de tipos

12 June 2026 at 04:30

La decisión del Banco Central Europeo (BCE) de subir los tipos de interés un cuarto de punto, hasta el 2,25%, es una amenaza para el frágil crecimiento europeo, y puede tener un impacto en las hipotecas que los ciudadanos ya están notando. La institución que presidente Christine Lagarde ha dado este paso por unanimidad y como consecuencia de las presiones inflacionistas por el conflicto en Oriente Próximo. Sin visos de un acuerdo cercano en una guerra que ha rebasado la barrera de los cien días, el encarecimiento del barril de petróleo ha empezado a trasladarse al resto de la cesta de la compra hasta situar la inflación en el 3,2% en mayo desde el 1,9% de febrero. El peligro es que el encarecimiento del dinero acabe siendo una piedra en el camino de la recuperación, ya amenazada por la misma guerra en Irán, y que en última instancia acabe dañando aún más el bolsillo de los ciudadanos.

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© DPA vía Europa Press (DPA vía Europa Press)

La presidenta del BCE, Christine Lagarde, comparece ante los medios, este jueves en Fráncfort.

La inflación cerró mayo estable en el 3,2% por las rebajas fiscales del Gobierno

12 June 2026 at 08:00

La nueva ola inflacionista no termina de ganar altura en España. La intervención del Gobierno para contener los precios de la energía con rebajas de impuestos ha logrado frenar la escalada de los precios, que según el Instituto Nacional de Estadística (INE) cerraron mayo creciendo a un ritmo del 3,2%, la misma velocidad de crucero que en abril. ¿Fin del problema? No tan rápido: los descuentos fiscales a la electricidad y el gas natural acabaron el 1 de junio, lo que ya está encareciendo las facturas de hogares y empresas, y los de los carburantes expiran el 30 de junio. Ambos factores amenazan con provocar un efecto rebote de la inflación en los meses de verano. Algunos expertos hablan de un salto hasta los alrededores del 4% si no se prorrogan los descuentos a los carburantes, una tasa que no se ve desde hace más de tres años.

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© Brais Lorenzo (EFE)

Dos personas repostan en una gasolinera de Ourense, el pasado mes de marzo.

Un alza de tipos que vale para todo: por qué la justifica Lagarde también si termina la guerra

12 June 2026 at 04:30

La reunión que ayer mantuvo el Consejo de Gobierno del BCE había suscitado un debate entre los economistas que no tuvo lugar para la institución monetaria. El mercado ya daba por descontada la subida de tipos que se acordó, de 25 puntos básicos, pero entre los expertos hay quien advertía del riesgo de que subir los tipos ahora pudiera ser un error, un sacrificio excesivo a costa del crecimiento en defensa del control de precios. Muchos han recordado estos días las alzas decididas por Jean-Claude Trichet en 2008, justo antes de la quiebra de Lehman Brothers, y en 2011, en los inicios de la crisis de deuda soberana. Pero el BCE tiene claro que el alza de tipos es ahora necesaria, sin contemplar otras opciones. Christine Lagarde defendió que la inflación ya se está transmitiendo a los alimentos y a los servicios y argumentó que la subida de tipos es necesaria incluso ante un escenario más benigno que el actual, ante un final del conflicto en Irán que abarate el precio de la energía.

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© DPA vía Europa Press (DPA vía Europa Press)

Christine Lagarde, presidenta del BCE, en rueda de prensa el 11 de junio de 2026.

OPEP produz 34% menos desde a guerra no Irão

11 June 2026 at 17:02
Menos 9,8 milhões de barris por dia face a fevereiro. O preço do crude subiu 5,5% em maio, para 114 dólares por barril, reflexo directo do colapso da oferta.

© ANDRE COELHO/EPA

Os 10 países petrolíferos aliados da OPEP bombearam em maio 14,3 milhões de barris

Trump ameaça com novos ataques para controlar pertróleo

11 June 2026 at 16:03
"EUA vão atacar com toda a força": Trump volta ameaçar o Irão esta quinta-feira e admite ofensivas na ilha de Kharg e noutros pontos para controlar petróleo e gás, à semelhança da Venezuela.

© AARON SCHWARTZ / POOL/EPA

Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite"

El Banco Mundial rebaja el crecimiento global al 2,5% por la guerra de Irán, el ritmo más bajo desde la pandemia

11 June 2026 at 14:30

La guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán parece enquistada pese a que el presidente de Estados Unidos, Donald Trump, aseguró a principios de marzo que el conflicto duraría cuatro o cinco semanas. Casi cuatro meses después de que las primeras bombas empezaran a estallar sobre Teherán, los enemigos mantienen los ataques mientras la economía mundial permanece en vilo. El planeta registrará este año el crecimiento más bajo desde la pandemia de la covid, según las últimas previsiones del Banco Mundial, difundidas este jueves. El prolijo documento, de 200 páginas, advierte de que el conflicto en el golfo Pérsico está provocando un aumento de los precios de la energía, avivando la inflación y elevando los costes de financiación en todo el mundo.

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© ANNABELLE GORDON (EFE)

El presidente del Banco Mundial, Ajay Banga, durante una invertención en la asamblea anual del FMI/BM el año pasado.

Produção de petróleo da OPEP mantém-se 34% abaixo do produzido antes da guerra

No total, e face a fevereiro, são menos 9,8 milhões de barris de petróleo por dia, segundo os dados citados no relatório mensal do grupo, contribuindo para uma redução de 34% face a fevereiro, uma variação em linha com a registada em abril face ao mesmo mês.

Irão: Trump ameaça com novos ataques para controlar petróleo iraniano

11 June 2026 at 13:59

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão “com muita força” esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

“Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar “num futuro não muito distante” a “ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás”, tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, “a funcionar brilhantemente” tanto para Caracas como para Washington.

Preço do petróleo desce ligeiramente para os 92 dólares

11 June 2026 at 10:00
Trajetória de descida do preço do Brent foi invertida com reinício de ataques mútuos entre Estados Unidos e Irão. Chegou aos 95 dólares à meia-noite e às 10h está a ser negociado a 92 dólares.

© Reprodução X / @Debaser83994181

o Brent iniciou a semana em alta, depois de bombardeamentos cruzados entre Israel e Irão no fim de semana e uma queda significativa na bolsa de Nova Iorque na sexta-feira.

Brent sobe 1,80% para 93,10 dólares depois de Trump ter ameaçado Irão com novos ataques

O preço do petróleo Brent para entrega em agosto subiu hoje 1,80%, atingindo os 93,10 dólares por barril, depois de o Presidente norte-americano ter ameaçado o Irão com novos ataques.

O petróleo do Mar do Norte, referência europeia, aumentou hoje 1,65 dólares na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, face ao fecho da sessão anterior de 91,45 dólares.

O Brent valorizou hoje depois de Donald Trump ter afirmado que o seu país voltaria a atacar o Irão, em retaliação pelos ataques aéreos do dia anterior, que abateram um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz.

“Atacámo-los com força ontem e vamos atacá-los com força novamente hoje”, assegurou o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

Os Estados Unidos atacaram o Irão nas últimas horas com vários mísseis, depois de um helicóptero norte-americano ter sido atingido por um drone perto do estreito de Ormuz, que Teerão diz ser parte das águas territoriais.

O Irão respondeu com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, incluindo a Jordânia, o Kuwait e o Bahrein.

Em relação ao estreito de Ormuz, por onde normalmente passa 20% do fluxo marítimo global de petróleo bruto e que permanece bloqueado desde 28 de fevereiro, Trump garantiu que conseguiu retirar cerca de 100 milhões de barris de petróleo, como parte de uma “operação secreta” sem o conhecimento do Irão.

O analista de mercado da StoneX Fawad Razaqzada alertou hoje, no seu boletim, que o arrefecimento do otimismo inicial de Trump e a nova escalada dos ataques provocaram uma recuperação dos preços do crude, que podem continuar a subir na ausência de acordo entre as duas partes.

“Apesar de ter exercido pressão descendente sobre o mercado petrolífero no início desta semana, infelizmente a situação parece estar a piorar e os preços podem voltar a aproximar-se dos 100 dólares”, previu o analista.

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