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Ouro e prata caem mais de 2% para novos mínimos desde o final de março

O preço do ouro e da prata registou esta quarta-feira uma queda superior a 2%, para novos mínimos desde meados de março, afetado pelo fortalecimento do dólar e pelas expectativas de subidas das taxas de juro.

De acordo com dados da Bloomberg, às 09:30 em Lisboa, a onça ‘troy’ de ouro descia 2,21% e cotava-se a 4.166,9 dólares, caindo para o seu nível mais baixo desde 23 de março passado.

Por sua vez, o preço da prata descia 2,30%, para 63,85 dólares, também o nível mais baixo desde 23 de março.

Este ano, o ouro já desvalorizou quase 3,5% e, desde o início do conflito no Médio Oriente, em 28 de fevereiro, caiu quase 20%.

Desde o seu máximo histórico de 5.595,47 dólares, em 29 de janeiro, o ouro perdeu quase 26% do seu valor.

No caso da prata, a cotação regista uma queda de 10,6% no acumulado do ano. Desde o início das tensões no Irão, o recuo ultrapassa os 27% e atinge os 47% desde 29 de janeiro, quando atingiu máximos históricos nos 121,65 dólares.

Os especialistas explicam que os metais preciosos estão a ser afetados pelo fortalecimento do dólar após o início da guerra no Irão, além das maiores expectativas de subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais face ao forte aumento da inflação, consequência da revalorização do preço da energia.

O analista da XTB, Manuel Pinto, citado pela agência Efe, salienta que os metais preciosos continuam sob pressão devido ao fortalecimento do dólar e à subida das taxas de rendibilidade da dívida, impulsionadas pelas expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte da Reserva Federal dos EUA (Fed).

“No entanto, a incerteza em torno da primeira reunião do novo presidente da Fed e as dúvidas sobre a capacidade do organismo para conter as pressões inflacionistas poderão aumentar os receios de um cenário de estagflação, um ambiente historicamente favorável para ativos como o ouro e a prata”, afirma.

Os especialistas da Indosuez Wealth Management indicam também que, embora o ouro tenha tido dificuldades em avançar desde o início do conflito no Médio Oriente, devido principalmente ao desaparecimento das expectativas de cortes nas taxas de juro, continuam a considerar que, a médio prazo, o contexto geopolítico global e a diversificação das reservas se mantêm como fatores de apoio para o metal precioso.

A UBS mantém-se otimista em relação ao ouro a médio prazo e prevê que o seu preço atinja os 5.500 dólares por onça durante o primeiro semestre de 2027.

Bolsa de Lisboa e Europa caem no vermelho

10 June 2026 at 12:08

A bolsa de Lisboa e os principais índices europeus caíram a meio da sessão no vermelho depois de terem iniciado o dia a negociar no verde. O índice português (PSI) desvaloriza 0,41% para os 8.866,44 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para os CTT que quebra 2,84% para os 5,66 euros, seguida pela EDP Renováveis que desce 2,32% para os 13,48 euros, e a Mota-Engil desliza 1,38% para os 4,41 euros.

No vermelho encontra-se também a EDP, a Jerónimo Martins, o Banco Comercial Português (BCP), a Teixeira Duarte, a Galp Energia, e a REN.

No verde está a Corticeira Amorim que sobe 2,92% para os 6,70 euros, seguida pela Semapa que valoriza 1,30% para os 23,35 euros, e a NOS avança 0,98% para os 5,03 euros.

A negociar no verde está também a Navigator e a Sonae.

Europa está no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,65% para os 24.258,70 pontos, o CAC 40 (França) desce 0,35% para os 8.175,03 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desvaloriza 0,40% para os 10.186,30 pontos.

O AEX (Países Baixos) quebra 0,09% para os 1.045,88 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desce 0,45% para os 18.104,75 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,16% para os 50.180,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a descer 0,34% para os 91,14 dólares e o crude desvaloriza 0,18% para os 88.04 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,15530 dólares e o euro quebra 0,03%, face à libra, para as 0,86252 libras.

Portugal coloca 1.078 milhões em dívida a 9 e a 19 anos com juros até 3,894%

10 June 2026 at 11:20

Portugal colocou esta quarta-feira 1.078 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, numa operação marcada pela subida das taxas de juro exigidas pelos investidores, num contexto de maior incerteza geopolítica e de expectativas de manutenção de uma política monetária restritiva por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Do montante global emitido, 636 milhões de euros correspondem a obrigações com maturidade em outubro de 2035, com uma taxa de juro de 3,342% e uma procura equivalente a 2,04 vezes a oferta. Já a linha com vencimento em abril de 2045 captou 442 milhões de euros, a uma taxa de 3,894%, tendo registado uma procura de 2,33 vezes o montante disponibilizado.

Na emissão a nove anos, a taxa ficou acima da registada no leilão realizado em março, quando o juro se fixou em 3,175%, refletindo um agravamento das condições de financiamento nos mercados.

“O aumento das taxas registado no leilão de hoje espelha o atual ambiente geopolítico, marcado pelos avanços e recuos do conflito com o Irão”, afirma Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa. Segundo o analista, “esta tensão tem introduzido maior instabilidade no mercado de dívida e alterado as perspetivas de inflação no médio prazo”.

Na sua análise, Filipe Silva considera que este enquadramento reforça a expectativa de uma política monetária mais restritiva. “Antecipa-se que o Banco Central Europeu avance com uma subida de 25 pontos base na reunião de junho, embora a materialização de novas pressões inflacionistas possa forçar os bancos centrais a adotar uma postura ainda mais restritiva”, sublinha.

O analista acrescenta ainda que, apesar de o BCE ter reiterado estar preparado para responder a um eventual choque energético, “o abrandamento económico que se faz sentir em várias economias torna cada vez mais complexa a tarefa de manter a inflação sob controlo”.

Apesar da subida dos juros, a operação voltou a revelar uma procura robusta por parte dos investidores, com as duas linhas de dívida a registarem uma procura superior ao dobro do montante colocado.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

10 June 2026 at 08:25

A bolsa de Lisboa abre a sessão desta quarta-feira com uma subida de 0,13% para os 8.914,13 pontos. Os principais índices europeus estão também no verde.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que valoriza 1,34% para os 4,53 euros, seguida pela Corticeira Amorim que sobe 1,23% para os 6,59 euros, e a REN avança 0,86% para os 3,50 euros.
A negociar no verde está também o Banco Comercial Português (BCP), a EDP, a Galp Energia, os CTT, a Navigator, e a Jerónimo Martins.
No vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,17% para os 10,12 euros, seguida pela Teixeira Duarte que desvaloriza 0,97% para os 0,40 euros, e a Semapa cai 0,65% para os 23,05 euros.
A negociar no vermelho está ainda a NOS.

Europa está no verde

O DAX (Alemanha) sobe 0,32% para os 24.496,85 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,15% para os 8.215,38 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) está inalterado nos 10.227,09 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,13% para os 1.048,18 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,36% para os 18.251,76 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avança 0,56% para os 50.543,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 0,02% para os 91,47 dólares e o crude valoriza 0,01% para os 88,21 dólares.

O euro está a subir 0,08%, face ao dólar, para os 1,15481 dólares e o euro valoriza 0,02%, face à libra, para as 0,86296 libras.

Inflação nos EUA e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia

É dia de saber como evoluíram os preços e as reservas de crude na maior economia do mundo, com a instabilidade no Médio Oriente em pano de fundo. Nos resultados, destaque para as contas da Oracle. Por cá, Portugal vai novamente ao mercado de dívida e as ações da Benfica SAD reagem ao anúncio da mudança de treinador.

Wall Street encerra sessão mista com Nasdaq a liderar as perdas num dia de escalada da guerra do Irão

9 June 2026 at 21:23

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, mista com o Nasdaq a liderar as perdas. O Dow Jones somou 0,17% para 50.870,94 pontos, o S&P 500 perdeu 0,27% para 7.385,48 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 0,97% para 25.678,82 pontos.

Wall Street fechou mista nesta terça-feira, com o Nasdaq a liderar as perdas (chegando a cair 3%) numa sessão na qual o índice de tecnologia foi pressionado por ações de inteligência artificial (IA).

Isto ocorre após a recuperação que essas empresas apresentaram na segunda-feira, com a volta em força dos compradores que aproveitaram as quedas, dando continuidade ao comportamento já comum que basicamente impede que as perdas se transformem em ajustes saudáveis ​​de avaliação.

A sessão foi marcada pela escalada da guerra do Médio Oriente. O presidente dos EUA anunciou esta terça-feira que voltaram a atacar o Irão como resposta pelo abate de um helicóptero norte-americano ao largo da costa de Omã. Donald Trump prometeu retaliação contra o regime de Teerão.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA refere que a ação militar é “uma resposta proporcional à injustificada agressão iraniana”, tendo “lançado ataques em auto-defesa contra o Irão às 17:00 [hora de Washington] por ordem do comandante em chefe”.

O petróleo reduziu as quedas que vinha a registar depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA devem responder a um ataque a um helicóptero norte-americano, que o republicano diz ter sido levado a cabo por forças militares iranianas, diminuindo as esperanças de uma resolução rápida do conflito.

O crude WTI no NYMEX subiu 1,53% para 89,55 dólares.

Euronext mantém PSI com 16 cotadas

9 June 2026 at 20:15

A Euronext anunciou esta terça-feira, 9 de junho de 2026, os resultados da revisão anual do índice PSI, que não registou quaisquer alterações na sua composição. A atualização será implementada após o fecho dos mercados na sexta-feira, 19 de junho, produzindo efeitos a partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026.

O índice principal da bolsa de Lisboa, o PSI (antigo PSI-20), é atualmente composto por 16 empresas cotadas.

De acordo com a entidade gestora, a revisão trimestral de junho concluiu pela manutenção de todas as empresas atualmente incluídas no principal índice bolsista nacional. Ainda assim, o supervisor independente reserva-se o direito de alterar a seleção divulgada, nomeadamente em caso de exclusão motivada por uma operação de aquisição, até à publicação dos dados finais após o fecho do mercado na quarta-feira, 17 de junho. A Euronext esclarece que quaisquer eventos ocorridos após essa data não implicarão a substituição de empresas que venham eventualmente a ser removidas da composição final do índice.

O PSI integra a família de índices da Euronext e é alvo de revisões trimestrais em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa realizada em março. A próxima reunião do Comité de Índices (Index Steering Committee) está agendada para 9 de setembro de 2026.

PSI fecha no ‘vermelho’, penalizado pelo setor energético

A bolsa de Lisboa fechou o dia em terreno negativo, com uma descida de 0,32% para 8.902,89 pontos.

A Galp liderou o dia, a perder 2,44% para 18,99 euros, seguida da EDP Renováveis, que desceu 1,50% para 13,80 euros. A Ibersol derrapou 1,17% para 10,12 euros, os CTT deslizaram 1,02% para 5,82 euros, a Semapa diminuiu 0,65% para 23,05 euros e a EDP recuou 0,11% para 4,419 euros.

Em contraciclo, a Altri subiu 1,43% para 4,980 euros, a Jerónimo Martins ganhou 1,42% para 17,82 euros, a Navigator aumentou 1,11%, a Sonae somou 0,32% para 1,8980 euros e a NOS avançou 0,28% para 4,986 euros.

As principais praças europeias fecharam mistas, com o CAC40 a avança 0,05% para 8.203,43 pontos e o Ibex35 desceu 0,25% para 18.178,33 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que as bolsas europeias foram oscilando entre território de ganhos e perdas, mas a grande maioria acabou por encerrar em baixa. O recuo dos preços do petróleo, em reação a declarações de Donald Trump, que apontaram para um progresso significativo em direção ao fim do conflito no Médio Oriente, prometendo fumo branco dentro de dois dias, ainda trouxeram ânimo”.

“No entanto, os investidores parecem neste momento estar a proceder a uma rotação de ativos, realizando mais-valias em setores mais cíclicos, em especial no tecnológico, entrando nos mais defensivos. No plano macroeconómico, as balanças comerciais da China, Alemanha e EUA mostraram ritmo de exportações e importações acima do esperado, dando um sinal de resiliência económica”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 4,53%, fixando o barril nos 87,16 dólares e o Brent desce 3,94% para 90,55 dólares. O gás natural aumenta 0,48% para 3,162 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,15% face ao dólar, fixando-se nos 1,1553 dólares.

Wall Street arranca sessão em alta com Nasdaq a liderar os ganhos

9 June 2026 at 15:07

A bolsa de Nova Iorque abriu sessão, desta terça-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos.

Assim, o Dow Jones somou 0,55% para 51.063,16 pontos, o S&P 500 ganhou 0,74% para 7.460,84 pontos, e o tecnologico Nasdaq valorizou 0,84% para 26.148,56 pontos.

Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro “Wall Street arranca em alta, prolongando a recuperação de ontem, mais vincada no setor tecnológico. Donald Trump referiu um progresso significativo para o fim do conflito no Médio Oriente, após a suspensão das hostilidades entre Israel e o Irão, prometendo divulgar pelo menos uma ideia de acordo até amanhã, o que está a levar a uma descida dos preços do petróleo e a motivar os investidores”.

“O apetite pelo ecossistema de Inteligência Artificial está de regresso, no dia em que surgem notícias de que a China prepara um plano de 295 mil milhões para implementação de IA em todo o país”, sublinhou o especialista.

No seio empresarial, o analista destacou que “a Applied Digital dispara perante um novo contrato com um Hyperscaler e a Nebius está animada após o lançamento de um programa de IA Física com ferramentas da NVIDIA”.

No plano macroeconómico “foi revelado que as exportações e as importações norte-americana cresceram acima do previsto no mês de abril”.

Fundos de “outro planeta”: há quem invista milhões em tecnologia alienígena

9 June 2026 at 12:55

Produtos como os external traded funds (ETF) estão a tornar-se cada vez mais especializados permitindo ao investidor ter exposição basicamente a tudo e mais alguma coisa, como assinala esta terça-feira a publicação espanhola El Pais. Até mesmo extraterrestres (aliens), tecnologia “não humana”, ou OVNI.

Em causa está o ETF UFO Disclosure, que pretende tirar proveito do investimento em empresas que possam beneficiar com a “divulgação, confirmação ou exploração, por parte do governo, de tecnologias avançadas” relacionadas com a “inteligência não humana”, assinala a publicação espanhola.

Este ETF é gerido pela Tuttle Capital Management. O seu fundador, Matthew Tuttle, em declarações transcritas pelo El Pais, referiu que a inspiração para este ETF foram vídeos que mostram supostas naves espaciais extraterrestres a moverem-se pelo céu de formas anómalas.

Matthew Tuttle referiu que o fundo é baseada na “lacuna secreta” e na crença de que “os elementos do governo têm sempre uma vantagem de 20 a 30 anos na tecnologia”.

O responsável pela Tuttle Capital Management salientou que se “esta tecnologia existir e for divulgada, será uma mudança de paradigma muito maior” do que a internet ou a inteligência artificial (IA). “Não preciso que os alienígenas sejam reais para que a minha tese funcione, mas é muito mais interessante se forem”, reforçou Matthew Tuttle, em declarações transcritas pela publicação espanhola.

Até ao momento, refere o El Pais, o fundo conseguiu arrecadar três milhões de dólares desde que foi lançado em maio.

Mas a publicação espanhola salienta que no mundo dos ETF, para além destas ideias extravagantes, existe também espaço para estratégicas mais invulgares.

Um desses casos são os chamados ETF alavancados. Ou seja, permite exponenciar o ganho, ou perda, de um determinado ativo (seja acção, índice etc…) por três ou cinco vezes, ou até mais. E existem também os ETF inversos, que também podem ter alavancagem. Ou seja se uma acção ou ativo desvalorizar o investidor acaba por ter um resultado positivo. E vice-versa.

O El Pais dá também o exemplo do Nicholas Bitcoin and Treasuries AfterDark ETF. Este produto compra bitcoin quando as bolsas de valores estão fechadas. Logo que a bolsa de Nova Iorque abre o ETF converte todos os ativos que possui em dinheiro. E quando a bolsa nova iorquina fecha volta a ter exposição à bitcoin.

Presidente da CMVM alerta para limitações à utilização de recursos

O presidente referiu ainda que a nova autoridade europeia de supervisão (AMLA, na sigla em inglês) tem feito vários pedidos de dados e informação à CMVM, o que acaba por ter "um custo enorme", nomeadamente "no contexto de limitações de recursos", já que "aquilo que vai para um lado não pode ir para o outro".

Relatório Maxyield: Lucros do PSI sobem 6% no primeiro trimestre

9 June 2026 at 09:15
mercados Lisboa bolsa traders

Os lucros do índice bolsista português (PSI) subiram mais de 6%, revela o clube de pequenos acionistas Maxyield no relatório referente ao primeiro trimestre, disponibilizado ao Jornal Económico (JE). O documento integra 15 das 16 cotadas integradas na bolsa portuguesa, tendo em conta que a Teixeira Duarte faz reporte semestral da sua atividade.

“Os lucros trimestrais no primeiro trimestre (1ºT/2026) sofreram um crescimento de 6,4% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Verifica-se que 2 (duas) sociedades apresentaram prejuízos, 6 (seis) baixaram o nível de lucros e 7 (sete) aumentaram os resultados. As sociedades que apresentaram prejuízos foram a Ibersol e a Altri. As entidades que baixaram o nível de lucros foram a Corticeira Amorim, os CTT, a Navigator, a Semapa, a EDP e a Jerónimo Martins. As sociedades com aumento dos lucros no 1ºT/2026 foram o BCP, a a EDP Renováveis, a Galp, a Mota-Engil, a Sonae, a REN e a NOS. Assiste-se a uma grande concentração dos resultados, sendo que 4 (quatro) sociedades absorvem 78% dos lucros (EDP, BCP, GALP e Jerónimo Martins)”, salienta o clube.

Ao nível dos rendimento verificou-se uma subida de 2%, de 26 mil milhões de euros para 26,5 mil milhões de euros, salienta a mesma instituição.

“Esta evolução global positiva é acompanhada pela diminuição dos rendimentos de 7 (sete) sociedades, envolvendo a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a Altri, a EDP, a EDP Renováveis e a REN”, sublinha.

“O top five das vendas no 1ºT | 2026 é constituído pela hierarquia Jerónimo Martins, Galp, EDP, Sonae e Mota-Engil que no seu conjunto representam 85% dos rendimentos do universo empresarial PSI e individualmente ultrapassam
o patamar dos mil milhões de euros”, adianta a Maxyield.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) registou uma subida de 5,3% face ao ano anterior ao passar de 4,9 mil milhões de euros para os 5,1 mil milhões de euros.

“Verifica-se que (seis) sociedades baixaram o valor de EBITDA, envolvendo a Altri, a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a EDP e os CTT”, refere.

Relativamente à Rentabilidade Comercial (EBITDA / Rendimentos Operacionais) o relatório do clube salienta que passou de 18,7% para 19,3%. “6 (seis) sociedades baixaram a margem EBITDA, envolvendo a Altri, a EDP, a Navigator, a NOS, os CTT e a Semapa. Relativamente ao 1ºT/2025, cresceu o número de sociedades que aumentaram a margem EBITDA”, diz o documento elaborada pelo clube de pequenos acionistas.

Quanto à despesas de investimento (capex), que traduz o investimento técnico/operacional (não inclui investimentos financeiros), teve uma descida, de 2,5 mil milhões de euros para 2,1 mil milhões de euros.

“A redução global do capex é suportada pelas diminuições na EDP, EDP Renováveis, Galp e REN, sendo que as
restantes sociedades aumentaram o investimento técnico”, refere o relatório.

“A Dívida Liquida Total passou de 46,8 mil milhões de euros no 1ºT/2025 para 44,5 mil milhões de euros no 1ºT/2026, cuja diminuição generalizada, apenas não foi acompanhada pela Altri, Navigator, CTT, REN e Jerónimo  Martins. O rácio Dívida Liquida Total /EBITDA sofreu uma redução significativa, passando de 2,96 no 1ºT/2025 para 2,52 no 1ºT/2026. Este indicador continua a apresentar grande amplitude com o sector energético na polaridade superior, encontrando-se a Galp e a Corticeira Amorim na polaridade inferior”, explica o clube.

“O Cash Flow Bruto de Exploração gerado no 1ºT /2026 atingiu 2,4 mil milhões de euros, revelando uma forte capacidade de autofinanciamento do investimento em capex. A diminuição ocorrida no Cash Flow Bruto de Exploração deve-se à Galp (amortizações e depreciações), sector papeleiro e Corticeira Amorim, sendo que as restantes sociedades observam um aumento deste indicador”, conclui o clube”, adianta a Maxyield.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

9 June 2026 at 08:50

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta terça-feira com uma valorização de 0,22% para os 8.950,59 pontos.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que sobe 1,15% para os 0,93 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 1,09% para os 0,41 euros, e a Mota-Engil valoriza 0,54% para os 4,51 euros.

No verde está ainda os CTT, a EDP Renováveis, a REN, a Sonae, e a EDP.

A negociar no vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,76% para os 10,06 euros, seguida pela Semapa que desvaloriza 0,86% para os 23 euros, e a Navigator que quebra 0,47% para os 3,41 euros.

No vermelho está ainda a Corticeira Amorim, a Galp Energia, a Altri, e a NOS.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias estão no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,01% para os 24.644,05 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,03% para os 8.202,06 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,28% para os 10.343,96 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,49% para os 1.050,15 pontos, o IBEX 35 (Espanha) avança 0,53% para os 18.319,98 pontos, e o FTSE MIB (Itália) valoriza 0,89% para os 50.655,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,08% para os 93,23 dólares e o crude desvaloriza 1,69% para os 89,76 dólares.

O euro está a subir 0,05%, face ao dólar, para os 1,1541 dólares e o euro quebra 0,10%, face à libra, para as 0,86377 libras.

Retaliações no Médio Oriente empurram mercados para o ‘vermelho’

Irão e Israel a atacarem-se, enquanto os Estados Unidos pedem para não retaliar.

A primeira sessão da semana foi ‘vermelha’ para as principais praças europeias, que foram penalizadas pelos ataques no Médio Oriente, numa altura em que estava previsto chegar-se a um acordo de paz.

Para os analistas do Bankinter, “enfrentamos uma semana de intensidade”, devido ao conflito. “Complicam-se novamente as negociações e o petróleo reage com nova subida até 97,6 $. Contudo, poderá tender a melhorar ao longo da semana, se estas tensões não escalarem, animadas pelo BCE (quinta-feira) e saída à bolsa de SpaceX (sexta-feira)”, apontam.

Os analistas declaram ainda que “Trump declarou que isto não coloca em risco o acordo de paz e, embora tenha ligado a Netanyahu para que não tomasse represálias, não parecesse que tenha resultado, o que coloca em dúvida sobre quem está no controlo. Há que recordar que a 27 de outubro houve eleições em Israel e convém a Netanyahu chegar às mesmas com o conflito ainda “ativo” ou com uma narrativa de vitória, em vez de um acordo de paz que possa ser visto como concessões”.

Apesar deste início, o analista da ActiveTrades Europe, Henrique Valente, afirma que “o Nasdaq começou a semana com uma ligeira subida e negoceia agora nos 29.172 pontos. O sell-off de sexta-feira foi desencadeado pelo relatório de emprego nos EUA, que mostrou que a economia continua resiliente. Estes dados reforçaram a ideia de que a Fed poderá ter menos margem para avançar com cortes nas taxas de juro no curto prazo. Na Ásia, o índice sul-coreano KOSPI negociou em baixa de cerca de 8% esta madrugada, ajustando-se à queda registada pelos índices norte-americanos no final da semana passada”.

“Apesar da recuperação ligeira do Nasdaq no arranque da semana, o sentimento de mercado continua frágil. A combinação entre dados económicos fortes, menor expectativa de cortes de juros e subida dos preços da energia mantém os investidores cautelosos, sobretudo nos setores mais sensíveis às taxas de juro e aos custos energéticos”, refere o analista.

Esta terça-feira vão ser conhecidos dados económicos norte-americanos, como a balança comercial de abril e as vendas de habitações usadas.

Topo da Agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta terça-feira

Terça-feira, 9 de junho

Evento em destaque: Maputo recebe esta terça e quarta-feira o 2º Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia. Portugal é um dos parceiros europeus deste evento sendo que este fórum coloca o foco em temas como a transição energética, industrialização verde e agroindústria.

Outros eventos em foco:

  • Presidente da República nos Açores no âmbito do Dia da Região Autónoma dos Açores e do Dia de Portugal;
  • Comissão Parlamentar da Cultura visita cidade de Aveiro e reúne com responsáveis municipais da área da cultura. 08h30 – Aveiro;
  • Visita da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas à Feira Nacional da Agricultura. 10h;
  • INE divulga: Estatísticas do Comercio Internacional de Bens/abril26; Índice de Custos de Construção Habitação Nova/abril26; Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria/abril26;
  • Oxfam/França: Publicação do relatório sobre 100 maiores empresas europeias que fomentam desigualdade;
  • AIEA: Prossegue reunião trimestral do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, até dia 12 de junho

Balanças comerciais e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia

É dia de conhecer os dados do comércio externo de algumas das maiores economias do mundo, como os EUA, Japão e Alemanha, mas também de Portugal. Ainda por cá, a Ibersol e a Toyota Caetano começam a distribuir dividendos relativos aos resultados de 2025.

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