Paquistão declara alcançado texto final de acordo de paz Irão-EUA
O memorando de entendimento entre os EUA e o Irã abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (12).
O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.
O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o ministro das Relações Exteriores.
“As ameaças devem parar e o povo iraniano deve ser tratado com respeito”, afirmou.
Araghchi acrescentou que o Irã está pronto para retornar à guerra se os EUA escolherem esse caminho.
“Se os termos do memorando de entendimento não forem cumpridos, o acordo final não será assinado”, disse ele.
Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.
Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.
“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.
O presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.
Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.
Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.
Entre os pontos do esboço do acordo estão:
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
A seleção portuguesa de futebol já levantou voo rumo aos Estados Unidos da América (EUA).
Destino? Palm Beach International Airport, no estado da Flórida. Mas este aeroporto vai passar a chamar-se President Donald J. Trump International Airport a partir de 1 de julho.
É uma estreia nos EUA, ter um aeroporto com o nome de um presidente ainda no cargo.
A seleção das quinas vai ficar sediada neste condado a norte da cidade de Miami.
O seu hotel é o Four Seasons Resort Palm Beach, com os treinos a terem lugar no complexo desportivo Gardens North County District Park.
Mas Palm Beach é também conhecida por ser um dos locais de eleição do presidente norte-americano.
Entre o hotel das quinas e o hotel de Donald Trump, Mar-a-Lago, onde o presidente passa os seus fins-de-semana, distam apenas 7km.
Também o atual embaixador dos EUA em Portugal, John Arrigo, é originário de West Palm Beach, a maior cidade do condado de Palm Beach.
John Arrigo é amigo de longa data de Donald Trump e foi nomeado diretamente pelo presidente.
Curiosamente, as quinas vão ficar hospedadas num estado do país com pouca presença de emigrantes portugueses, que estão localizados maioritariamente nos estados do nordeste dos EUA.
Os códigos de identificação do aeroporto também vão mudar. O código da FAA e da ICAO vão passar a ser ‘DJT’ e ‘KDJT’ a partir de 9 de julho. Já o código da IATA continua a ser ‘PBI’.
A seleção das quinas partiu a bordo de um A330 CS-TUM (TP9035), batizado como Nuno Álvares Pereira, e decorado com o lema “It´s Portugal Time”.

A cidade de Midland, no Texas, confirmou que “está resolvida” uma situação de atirador ativo e que o suspeito foi confirmado morto.
“Temos 11 vítimas conhecidas neste momento”, disse a prefeita Lori Blong em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (12). “Há pelo menos uma vítima que está morta no local.”
Os policiais ouviram tiros vindos de um prédio no quarteirão 4600 de West Wall Street e “trabalharam rapidamente para proteger e liberar a área”, disse o chefe da polícia Greg Snow em um comunicado publicado no Facebook.
O hospital Midland Memorial “estabeleceu um ponto de reunificação familiar para as famílias das vítimas no campus principal”, disse o porta-voz do hospital, Tasa Richardson, em um comunicado à CNN.
O Midland Memorial Hospital recebeu nove vítimas após o crime, disse a porta-voz Tasa Richardson em um comunicado à CNN.
“Quatro estão na sala de cirurgia e cinco estão estáveis”, disse Richardson.
Não há detalhes sobre a dinâmica do ataque, nem sobre a motivação.
Em atualização
As ações da SpaceX começaram oficialmente a ser negociadas sob o código SPCX nesta sexta-feira (12).
Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as ações da SpaceX subiam 23%, a US$ 165 por ação.
A valorização das ações elevou o patrimônio líquido do CEO Elon Musk para mais de US$ 1 trilhão.
Analistas de Wall Street esperam alta volatilidade no primeiro dia de negociações. As negociações de ações podem ser suspensas por alguns minutos se houver uma valorização muito rápida em um curto período de tempo.
O mercado em geral apresenta alta: o índice S&P 500 subiu cerca de 0,4%.
*Com informações da CNN Internacional
Os principais índices acionários de Wall Street operam em alta nesta sexta-feira (12), em um pregão volátil, impulsionados pelas expectativas de um acordo de paz iminente no Oriente Médio, enquanto os investidores se preparavam para a estreia na bolsa da SpaceX, que deve ser a maior abertura de capital da história de Wall Street.
Por volta das 11h20, o Dow Jones Industrial Average subia 0,24%, para 50.971 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,15%, a 7.4050 pontos, e o Nasdaq Composite subia 0,04%, para 25.820 pontos.
Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (12) sugerindo que um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz pode ser assinado já neste fim de semana melhoraram o clima global, mesmo com Teerã afirmando que uma decisão final ainda estava pendente.
A SpaceX começará a ser negociada na Nasdaq pela primeira vez e provavelmente será imediatamente classificada como a sétima maior empresa de capital aberto dos EUA, com uma avaliação potencial de US$1,75 trilhão.
“Uma empresa dominante com uma avaliação de US$1,7 trilhão não entra no mercado discretamente. Ela vai canibalizar o capital”, disse Joel Shulman, presidente-executivo da ERShares, que administra um ETF com exposição à SpaceX.

Na segunda-feira, a Casa Branca divulgou um vídeo com imagens de detenções de imigrantes acompanhadas pela música “Bye”. Ariana Grande contestou a utilização do tema e pediu a sua remoção.

A partida pelo Grupo B, entre as seleções canadense e a Bósnia, será no Toronto Stadium. Completam o grupo as equipes do Catar e da Suíça, que se enfrentarão no sábado (13), às 16h, na cidade de São Francisco (EUA).
Das quatro equipes que compõem o Grupo B, o Canadá carrega a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A expectativa é que apresente um estilo de jogo vertical e rápido.
Sua adversária, a Bósnia, tem um estilo de jogo mais físico, perigoso em bolas longas e disputas aéreas.
No Grupo D, os EUA também têm a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A equipe costuma apresentar um jogo dinâmico e de transições rápidas executadas por um meio de campo criativo.
Do Paraguai, espera-se um esquema tático defensivo que apostará nos contra-ataques, explorando erros do adversário.
A partida pelo Grupo B, entre as seleções canadense e a Bósnia, será no Toronto Stadium. Completam o grupo as equipes do Catar e da Suíça, que se enfrentarão no sábado (13), às 16h, na cidade de São Francisco (EUA).
Das quatro equipes que compõem o Grupo B, o Canadá carrega a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A expectativa é que apresente um estilo de jogo vertical e rápido.
Sua adversária, a Bósnia, tem um estilo de jogo mais físico, perigoso em bolas longas e disputas aéreas.
No Grupo D, os EUA também têm a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida. A equipe costuma apresentar um jogo dinâmico e de transições rápidas executadas por um meio de campo criativo.
Do Paraguai, espera-se um esquema tático defensivo que apostará nos contra-ataques, explorando erros do adversário.
Um analista afirmou hoje que os Estados Unidos e a China “não podem regressar” à relação que tinham há uma década e disse que o afastamento das duas economias começou muito antes da guerra comercial.
Durante uma palestra na Universidade de Macau, Kevin Zhang, professor na Universidade Estadual de Illinois, no centro dos Estados Unidos, foi questionado sobre se existe um “desacoplamento ideal” entre as duas superpotências.
“De facto, não há maneira de os EUA e a China regressarem ao que eram há 10 anos”, afirmou Zhang, explicando que a razão foi a insatisfação mútua. “Ambos os lados não estão satisfeitos” com a relação bilateral, explicou.
Numa guerra comercial, “não existe tal coisa como dominância na escalada, nem os EUA nem a China podem manter armas assimétricas a longo prazo, porque todas as armas são espadas de dois gumes”, disse o académico.
O analista explicou que os Estados Unidos possuem o conjunto de ferramentas assimétricas mais abrangente, incluindo o domínio do dólar, pontos de estrangulamento tecnológico, o poder das sanções económicas e a dimensão do mercado de consumo.
“A China, por sua vez, tem domínio na cadeia de abastecimento em áreas como terras raras, veículos elétricos e baterias, bem como um grande mercado de consumo, embora as suas ferramentas financeiras e alianças sejam mais fracas”, acrescentou.
Na sua análise, Zhang argumenta que ambos os países já estão a sofrer com o conflito comercial, mas também se têm vindo a preparar há anos para uma independência a longo prazo.
“Mesmo antes da guerra comercial, por volta de 2016 e 2017, a China já trabalhava para tornar o seu setor de alta tecnologia independente dos EUA”, explicou Zhang.
Segundo o analista, a motivação era a preocupação com a forte dependência dos sistemas norte-americanos, desde as finanças até à Internet.
“Pensem na Internet, nas tecnologias de informação, têm de depender dos EUA”, observa Zhang, “porque os EUA construíram a plataforma”.
Citou a tecnológica chinesa Huawei como exemplo: “porque a empresa usava o sistema Android, tornou-se vulnerável à pressão dos EUA. Em poucos anos, a Huawei caiu do primeiro lugar no seu mercado para fora dos dez melhores.”
Zhang afirmou que, ao reconhecer esta vulnerabilidade, a China começou a criar um sistema alternativo, o sistema WPS, ao longo dos últimos 15 a 20 anos.
“A China, não os EUA, foi a primeira a iniciar o desacoplamento económico,” argumentou, “outros países perceberam isto, mas não podem fazer nada”, “apenas a China percebeu isto, depois construiu outro sistema.”
Olhando para o futuro, Zhang acredita que outras economias pequenas e médias, incluindo o Vietname, o Japão, a França e a Alemanha, aprenderão com este exemplo.
“Elas terão cuidado para não depender 90 por cento dos EUA ou da China em qualquer área única,” acrescentou.
Depois de a taxa de desemprego ter subido gradualmente desde o mínimo de 3,4% em abril de 2023 até aos 4,2% em novembro de 2024, mês da eleição de Donald Trump, o mercado de trabalho tem evidenciado sinais de estabilização. Em simultâneo, o crescimento económico mantém-se relativamente robusto, com a economia norte-americana a crescer à volta de 3% nos últimos dois anos. Atualmente, o GDPNow da Fed de Atlanta permanece alinhado com essa tendência, apontando para um crescimento de 3,3% no segundo trimestre.
Por sua vez, o índice NFIB de confiança das pequenas empresas, um importante barómetro da perceção económica nos EUA, continua acima dos níveis registados antes das eleições presidenciais. Estes são sinais relevantes para as eleições intercalares de novembro, que tendem a influenciar a segunda metade dos mandatos presidenciais. Os eleitores votam, em grande medida, com o bolso e, caso os preços da gasolina recuem nos próximos meses, na sequência de um eventual cessar-fogo duradouro no Médio Oriente e da normalização do tráfego no estreito de Ormuz, a perceção da situação económica poderá continuar a ser favorável à Administração Trump.
No passado dia 5 de junho, os mercados acionistas recuaram significativamente após os fortes dados do emprego nos EUA terem reforçado a expectativa de taxas de juro elevadas durante mais tempo. Foi mais um exemplo do “good news is bad news”. Todavia, a mesma robustez do mercado de trabalho que pressiona em alta as yields também suporta o crescimento económico e os resultados empresariais. Entretanto, a probabilidade de um aumento das taxas de juro pela Fed dos EUA este ano passou de 55% para 70%, impulsionando as yields do tesouro e penalizando sobretudo as tecnológicas, em particular as ligadas à inteligência artificial. A bitcoin, um importante barómetro do setor de software norte-americano, já vinha a cair desde meados de maio, mas acelerou as perdas após os fortes dados do emprego, refletindo a subida das yields e a força do dólar.
Também as ofertas de emprego aumentaram de 6,9 para 7,6 milhões em abril, o valor mais elevado desde novembro de 2024, enquanto a taxa de desemprego permaneceu nos 4,3%. A criação de emprego mensal tem rondado os 200 mil postos de trabalho nos últimos três meses. Por isso, a reação negativa das ações poderá revelar-se temporária, caso a robustez económica continue a traduzir-se em melhores resultados empresariais.
Já no final desta semana, o BCE subiu os juros em 25 pb tal como esperado. Lagarde confirmou que o BCE continua mais preocupado com os riscos de inflação do que com o abrandamento da economia da zona euro. Embora tenha reconhecido sinais de enfraquecimento da atividade, sobretudo nos serviços, e revisto em baixa o crescimento do PIB para 0,8% em 2026, o BCE reviu em alta as projeções de inflação para 3% este ano e 2,3% em 2027, muito acima da estabilidade de preços de 2%, refletindo o impacto da subida dos preços da energia. O conflito no Médio Oriente e os riscos sobre os preços sobretudo do petróleo dominaram grande parte da conferência.
Lagarde destacou a resiliência do mercado de trabalho, com o desemprego nos 6,3%, um dos níveis mais baixos desde a criação do euro, mas admitiu alguns sinais de fragilidade. Apesar disso, evitou dar qualquer indicação sobre os próximos passos da política monetária, insistindo numa abordagem dependente dos dados. A ausência de forward guidance não alterou significativamente as expectativas do mercado, que continua a antecipar uma nova subida das taxas em setembro e eventualmente outra em dezembro. No essencial, o tom de Lagarde foi cauteloso, firme e ligeiramente mais duro do que muitos investidores esperavam.
2026 é ano de midterms nos EUA, eleições onde estão em causa, no tocante ao Congresso, os 435 lugares da Câmara dos Representantes e 35 (em 50) no Senado. Nas 20 midterms pós-1946 o partido do Presidente perdeu lugares em 18 – Trump perdeu 41 no seu anterior mandato; atualmente a maioria dos republicanos na House é de apenas seis deputados.
As midterms são um barómetro ao Presidente, cuja taxa de rejeição é hoje cerca de 60%. Somando isto à recente subida dos juros dos títulos do Tesouro a 10 anos, de 3,95% para 4,44%, são más notícias para o POTUS pois sinalizam uma provável subida da inflação e um aumento do custo da dívida quando os juros já são o segundo item do orçamento americano.
Como responde Trump a isto? Manipulando as eleições – isto é, fazendo aquilo que acusa falsamente os outros de lhe terem feito. A panóplia de truques é vasta: primeiro ameaçou enviar o ICE (polícia de fronteiras) às assembleias de voto, para intimidar os imigrantes, sendo que será inconstitucional ter lá pessoas armadas.
De seguida temos o Save America Act, que obriga os votantes a estarem documentados; pretensamente visa impedir o voto dos imigrantes ilegais, mas na verdade é mais uma manobra de intimidação – o Brennan Center determinou em 2017 que para uma dúzia de estados tal representaria 0,0001%, o que significa, projetado aos eleitores de 2024, 150 votos.
Terceiro, Pam Bondi e companhia exigiram o acesso à informação dos estados sobre os votantes; aos estados que recusaram (mais de vinte) foram instaurados processos e os dez que tinham acedido tiveram que assinar MOUs (outra moda de Trump) confidenciais que tratavam da análise da informação tendo em vista ordenar a remoção das listas dos votantes classificados como “presumptive noncitizens” – o que constituiria uma violação do National Voter Registration Act.
Quarto, quer proibir o voto por correspondência, que considera lhe ser prejudicial.
Quinto, cereja no topo do bolo, tornou-se o campeão no Gerrymandering (redefinição dos limites dos círculos eleitorais; vem de Gerry, o governador do Massachusetts que para ganhar deputados desenhou um círculo eleitoral de Boston com o feitio de uma salamandra). Só no Texas está a tentar ganhar cinco.
Finalmente, para atuar em roda livre, a voting section do Departamento (ministério) da justiça, responsável por garantir o direito a votar, foi reduzido a dois juristas.
Isto não é tudo. Se parece mau, relembre-se que Trump consegue sempre surpreender-nos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu uma mensagem de tom nacionalista para cumprir agenda em Belém, no Pará, nesta quinta-feira (11). Vestindo uma camiseta com a frase “A Amazônia é nossa”, o parlamentar apareceu em compromissos públicos em um momento de forte repercussão política envolvendo as recentes medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
A manifestação ocorre enquanto governo e oposição disputam a narrativa sobre os impactos das decisões anunciadas por Washington. O tema ganhou espaço no debate político nacional após a divulgação de investigações norte-americanas que citam práticas comerciais brasileiras e serviram de base para a adoção de novas tarifas sobre produtos do país.
Relação com Trump amplia debate nas redes
A discussão ganhou novos contornos após a divulgação de um encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorreu pouco antes do anúncio das medidas e passou a ser explorada por adversários políticos do senador, que tentam estabelecer uma ligação entre os acontecimentos.
O parlamentar nega qualquer influência sobre a decisão do governo norte-americano e afirma que chegou a defender que novas barreiras comerciais não fossem impostas ao Brasil. Apesar disso, a proximidade entre os dois líderes continuou sendo alvo de críticas e alimentou campanhas nas redes sociais.
Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a expressão “Tariflávio” passou a ser utilizada para associar o senador às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Já aliados de Bolsonaro sustentam que as medidas são consequência do desgaste nas relações diplomáticas entre os governos brasileiro e norte-americano.
Com a aproximação do calendário eleitoral, o episódio se transformou em mais um ponto de confronto entre grupos políticos que já se posicionam para a disputa pelo Palácio do Planalto.
The post Em meio à polêmica das tarifas, Flávio Bolsonaro veste blusa “A Amazônia é nossa” appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.
Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) foram divulgados, nesta quinta-feira (11), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, explicou que a redução é um marco. Isso porque, historicamente, o desmatamento aumenta no mês de maio, início da estação seca na Amazônia.
“Nós monitoramos isso dia a dia com uma certa aflição. Com o Ibama indo a campo fazendo os embargos remotos, o ICMBio indo a campo impedindo o desmatamento em unidades de conservação federais e também agindo em terras indígenas e assentamentos, conseguimos esse feito fundamental”, disse o ministro.
Já a taxa anual de desmatamento é extraída do sistema do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. A expectativa, segundo Capobianco, é ter no próximo período, a ser consolidado em 31 de julho deste ano, o menor número final de desmatamento da história da Amazônia.
No período agregado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda no desmatamento foi de 37,5%, em relação a agosto de 2024/maio de 2025. A área desmatada no período foi de 2.189 quilômetros quadrados, também a menor da história.
“Isso mostra que o controle de desmatamento na Amazônia está funcionando”, disse Capobianco, citando ações anunciadas ontem pelo presidente Lula, em cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Entre os alertas de desmatamento do Deter, 37,1% foram em áreas regularizadas. Na Amazônia Legal, o desmatamento permitido em propriedades privadas é de 20% da área, de acordo com as regras do Código Florestal.
Já 21,3% dos alertas ocorreram em cima de floresta públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário, ou seja, áreas de desmatamento ilegal.
O Inpe apresentou ainda os dados de alertas para o Cerrado, que apontam para uma tendência de queda no desmatamento no bioma. Em maio de 2026, houve redução de 12,2% no desmatamento, em relação a maio do ano passado.
Para o período agregado de agosto de 2025 a maio deste ano, a queda na supressão de vegetação foi de 8,2% em relação ao período anterior. Foram de 4.208 quilômetros quadrados de floresta desmatada.
No caso do Cerrado, 73,4% do desmatamento ocorreu em propriedades privadas já regularizadas. Nesse bioma, 65% das áreas podem ser desmatadas, ou seja, é um desmatamento legal do ponto de vista de autorização.
A persistência do desmatamento ilegal no Brasil é uma das alegações dos Estados Unidos para a imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros importados no país. No início deste mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma taxação punitiva de 25% diante de práticas brasileiras “irrazoáveis” e que “oneram ou restringem” o comércio estadunidense.
Na avaliação do USTR, mesmo o Brasil tendo um marco legal para combater desmatamentos ilegais, o país tem um histórico de falhas na sua aplicação eficaz.
O ministro João Paulo Capobianco ressaltou que os dados mostram o contrário. “O Brasil está agindo objetivamente e obtendo resultados comprovados pela pesquisa, pelos estudos científicos, de que a Amazônia está numa nova situação com controle ambiental, com resultados realmente muito positivos”, disse.
O presidente Lula reforçou que os Estados Unidos estão equivocados quando questionam as ações do Brasil contra o desmatamento. “Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030”, disse Lula sobre as metas brasileiras na área do meio ambiente e mudanças climáticas.
“Isso é uma decisão do nosso governo, é por uma questão de justiça e de participação do Brasil para ajudar o planeta Terra, cumprir com a nossa obrigação de tentar evitar o desmatamento o máximo possível e provando que o não-desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”, acrescentou.
O ministro também classificou como inverdade a alegação de que o Brasil estaria exportando madeira de origem ilegal. “Toda a madeira exportada pelo Brasil é monitorada. Existe toda cadeia de custódia, com código de barras detalhado, tudo que é extraído no manejo florestal na Amazônia é devidamente acompanhado”, acrescentou.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) foram divulgados, nesta quinta-feira (11), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, explicou que a redução é um marco. Isso porque, historicamente, o desmatamento aumenta no mês de maio, início da estação seca na Amazônia.
“Nós monitoramos isso dia a dia com uma certa aflição. Com o Ibama indo a campo fazendo os embargos remotos, o ICMBio indo a campo impedindo o desmatamento em unidades de conservação federais e também agindo em terras indígenas e assentamentos, conseguimos esse feito fundamental”, disse o ministro.
Já a taxa anual de desmatamento é extraída do sistema do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. A expectativa, segundo Capobianco, é ter no próximo período, a ser consolidado em 31 de julho deste ano, o menor número final de desmatamento da história da Amazônia.
No período agregado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda no desmatamento foi de 37,5%, em relação a agosto de 2024/maio de 2025. A área desmatada no período foi de 2.189 quilômetros quadrados, também a menor da história.
“Isso mostra que o controle de desmatamento na Amazônia está funcionando”, disse Capobianco, citando ações anunciadas ontem pelo presidente Lula, em cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Entre os alertas de desmatamento do Deter, 37,1% foram em áreas regularizadas. Na Amazônia Legal, o desmatamento permitido em propriedades privadas é de 20% da área, de acordo com as regras do Código Florestal.
Já 21,3% dos alertas ocorreram em cima de floresta públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário, ou seja, áreas de desmatamento ilegal.
O Inpe apresentou ainda os dados de alertas para o Cerrado, que apontam para uma tendência de queda no desmatamento no bioma. Em maio de 2026, houve redução de 12,2% no desmatamento, em relação a maio do ano passado.
Para o período agregado de agosto de 2025 a maio deste ano, a queda na supressão de vegetação foi de 8,2% em relação ao período anterior. Foram de 4.208 quilômetros quadrados de floresta desmatada.
No caso do Cerrado, 73,4% do desmatamento ocorreu em propriedades privadas já regularizadas. Nesse bioma, 65% das áreas podem ser desmatadas, ou seja, é um desmatamento legal do ponto de vista de autorização.
A persistência do desmatamento ilegal no Brasil é uma das alegações dos Estados Unidos para a imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros importados no país. No início deste mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma taxação punitiva de 25% diante de práticas brasileiras “irrazoáveis” e que “oneram ou restringem” o comércio estadunidense.
Na avaliação do USTR, mesmo o Brasil tendo um marco legal para combater desmatamentos ilegais, o país tem um histórico de falhas na sua aplicação eficaz.
O ministro João Paulo Capobianco ressaltou que os dados mostram o contrário. “O Brasil está agindo objetivamente e obtendo resultados comprovados pela pesquisa, pelos estudos científicos, de que a Amazônia está numa nova situação com controle ambiental, com resultados realmente muito positivos”, disse.
O presidente Lula reforçou que os Estados Unidos estão equivocados quando questionam as ações do Brasil contra o desmatamento. “Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030”, disse Lula sobre as metas brasileiras na área do meio ambiente e mudanças climáticas.
“Isso é uma decisão do nosso governo, é por uma questão de justiça e de participação do Brasil para ajudar o planeta Terra, cumprir com a nossa obrigação de tentar evitar o desmatamento o máximo possível e provando que o não-desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”, acrescentou.
O ministro também classificou como inverdade a alegação de que o Brasil estaria exportando madeira de origem ilegal. “Toda a madeira exportada pelo Brasil é monitorada. Existe toda cadeia de custódia, com código de barras detalhado, tudo que é extraído no manejo florestal na Amazônia é devidamente acompanhado”, acrescentou.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Numa mensagem enviada aos trabalhadores do Pentágono, os serviços de segurança informaram que serão necessários testes adicionais à qualidade do ar, um processo que poderá demorar algumas horas.
