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Nova Alfândega de Sines entra em funcionamento em Janeiro de 2027

10 June 2026 at 10:17

A Alfândega de Sines entra em funcionamento em janeiro de 2027, anunciou na sexta-feira, dia 9 de Junho, o ministro das Finanças, que salientou a mudança importante para o principal porto do país.

«De facto foram muitos anos, um certo imobilismo não efetuou esta alteração [que] pode parecer, sobretudo aos olhos de quem está de fora, cirúrgica e se calhar com menos impacto, mas para quem está aqui era de facto uma alteração muito relevante», referiu Joaquim Miranda Sarmento.  

O governante falava na cerimónia de lançamento da Alfândega de Sines, que se realizou ontem no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

«Esta decisão que tomámos é de facto muito importante para ajudar no dinamismo desta região e com isso no dinamismo do país», realçou.

Em comunicado, o Governo revelou que a nova Alfândega, que funciona atualmente como uma delegação aduaneira de Setúbal, irá funcionar nas instalações do Porto de Sines, na Zona de Atividades Logísticas, a partir de 1 de Janeiro de 2027.

A decisão de transformar a atual delegação aduaneira numa Alfândega deve-se à «evolução da atividade aduaneira» devido «à crescente relevância estratégica do Porto de Sines no contexto do comércio internacional e das cadeias logísticas globais», sublinhou.

Segundo o ministério das Finanças, o reforço desta estrutura da Autoridade Tributária permitirá igualmente «assegurar uma gestão mais eficiente e especializada das operações aduaneiras» neste complexo portuário.

Por seu lado, a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, também presente na cerimónia, referiu que a futura alfândega permitirá prestar um melhor serviço à comunidade, às empresas e ao país. 

«A facilitação do comércio internacional legítimo passa pela simplificação e digitalização de processos. Cada minuto poupado num terminal, cada documento eliminado, representa ganhos de competitividade reais para as empresas e para a economia nacional», salientou.

Já para o presidente do conselho de administração da APS, Pedro do Ó Ramos, tratou-se de um «dia histórico» e de um «ato de justiça» para o maior porto nacional.

«Não se percebia como o maior porto nacional, o Porto de Sines, que movimenta mais de 50% da carga marítima de todo o país, não tinha uma alfândega. E é, neste momento ainda, uma delegação de Setúbal», sublinhou. 

No seu entender, a nova estrutura vai permitir maior celeridade, proximidade e capacidade de decisão no apoio aos operadores económicos, reforçando a competitividade do porto. 

Segundo um comunicado da administração portuária, a criação da nova Alfândega de Sines vai implicar o reforço de sete trabalhadores, assim como a expansão das instalações.

A nova estrutura passará a «contar com 33 efetivos e uma estrutura orgânica reforçada, contando com um diretor e um diretor adjunto, Núcleo de Procedimentos Fiscais e Núcleo de Impostos sobre Veículos», indicou. 

Segundo o Governo, no âmbito da reorganização territorial dos serviços aduaneiros desconcentrados, proceder-se-á à eliminação da Alfândega do Jardim do Tabaco, prevendo-se a sua reconfiguração como delegação aduaneira.

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Morangos mais famosos de Espanha chegam a Braga

9 June 2026 at 20:24

A La Fresería, cadeia espanhola de lojas de venda de morangos, vai inaugurar uma loja em Braga, na quarta-feira.

A inauguração está marcada para as 15:00 e a loja situada na Rua de São Marcos estará aberta até às 23:00.

Criada em Madrid em 2022 por Alejandro Fernández e Gonzalo Barreno, a La Fresería nasceu com a ideia de “transformar um produto clássico, o morango, numa experiência divertida, personalizável e altamente visual”.

Desde então, o conceito cresceu rapidamente e conta atualmente com mais de 40 lojas distribuídas entre Espanha e Portugal, sendo que Barcelos foi outra das localizações mais recentes.

“Portugal é hoje um dos mercados prioritários para a La Fresería. A resposta que temos recebido desde a abertura da primeira loja superou as nossas expectativas e tem-nos permitido continuar a investir no crescimento da marca no país. Braga surge como mais um passo natural neste percurso de expansão”, afirma Alejandro Fernández, cofundador da marca, citado em comunicado.

De acordo com a marca, na nova loja, os clientes poderão encontrar o “conceito que tornou a marca viral”: “copos de morangos frescos preparados no momento e personalizados com uma vasta seleção de molhos e toppings”.

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Défice da balança comercial de bens diminuiu em abril

As exportações e importações de bens aumentaram no mês de abril, com subidas homólogas de 15,5% e 8,9%, respetivamente, segundo dados do INE. Já o défice da balança comercial de bens diminuiu, estando agora nos 2.883 milhões de euros.

Se excluirmos as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (TTE), as exportações cresceram mais expressivamente, 16,9% face ao período homólogo.

Retirando a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, as exportações aumentaram 14,3%, devido aos elevados preços desta categoria. Os preços das exportações também registaram uma variação positiva, de 3,2%.

Apesar do aumento registado nas exportações, se analisarmos em cadeia, estas diminuíram 1,7% em abril. Olhando para o trimestre terminado em abril, as exportações apresentaram um aumento de 3,3%, mas em termos acumulados no ano diminuíram 1,4% no primeiro quadrimestre.

A categoria de produtos que apresentou o maior aumento nas exportações foi os ‘fornecimentos industriais’, principalmente de metais comuns e máquinas.

Espanha foi o principal destino das exportações nacionais, seguida de França e Alemanha.

No caso das importações, que aumentaram 8,9% em abril, se excluirmos a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, cresceram 6,3%. Já os preços das importações apresentaram uma variação positiva, a primeira desde fevereiro de 2025, de 2,6%.

Olhando para o trimestre terminado em abril, as importações apresentaram um aumento de 5,9% face ao período homólogo, e no acumulado do ano já registaram um crescimento de 4,7%.

A categoria de ‘material de transporte’ registou o maior acréscimo, de 22,5%, seguindo-se as ‘máquinas e outros bens de capital’, com um crescimento de 17,8%.

Espanha liderou os aumentos, com uma subida de 13% nas importações, enquanto a Irlanda liderou as descidas, com um decréscimo de 79,1%.

Crece comercio ruso-chino en los primeros cinco meses del año

9 June 2026 at 10:18

Moscú, 9 jun (Prensa Latina) El comercio entre Rusia y China aumentó casi el 24 por ciento entre enero y mayo del actual año en relación con igual período de 2025, informó hoy el Servicio de aduanas del país eslavo.

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"UE irá defender-se de desequilíbrios" no comércio global

8 June 2026 at 22:17
"O trabalho começa em casa, reduzindo os custos energéticos e facilitando a vida às empresas em toda a Europa, mas não termina aí", disse a chefe do executivo europeu numa mensagem nas redes sociais.

© BORIS PEJOVIC/EPA

"Damos prioridade às parcerias e defendemos os nossos interesses", disse Von der Leyen.

La Generalitat Valenciana moviliza cerca de 15 millones de euros para impulsar el comercio y la artesanía en 2026

8 June 2026 at 12:04

La Conselleria de Industria, Turismo, Innovación y Comercio ha anunciado la resolución de su convocatoria de ayudas para 2026, destinando un total de 14.857.710 euros a revitalizar los sectores del comercio, la artesanía y el consumo en la Comunitat Valenciana. Este estratégico paquete presupuestario se dividirá en 17 líneas de subvención diferentes y estará dirigido a pymes, personas físicas, entidades locales y agrupaciones de consumidores con el objetivo de fortalecer el tejido comercial de proximidad y la excelencia artesanal e industrial de la región.

La titular del departamento, Marián Cano, ha destacado que esta nueva edición de ayudas busca ir más allá de la mera resistencia económica para lograr que los negocios puedan competir con plenas garantías frente a las nuevas realidades del mercado. En este sentido, la consellera ha defendido que el comercio local y la artesanía constituyen no solo motores económicos fundamentales, sino el "verdadero corazón social de nuestros municipios", motivo por el cual resulta imperativo impulsar un salto cualitativo en la experiencia de compra de los clientes.

Para lograr esta excelencia, la estrategia autonómica pone el foco en la transformación digital y la resiliencia, buscando un equilibrio perfecto entre las nuevas herramientas tecnológicas, la venta online y el valor insustituible que aporta la atención presencial y el producto autóctono. De manera paralela, se apuesta por una gobernanza moderna que garantice un entorno comercial seguro y omnicanal, donde las asociaciones cuenten con recursos para mantener a los usuarios plenamente protegidos y formados.

Entre las líneas de financiación más cuantiosas de la resolución destaca el programa CREA COMERÇ, dotado con más de 5,3 millones de euros para inversiones en equipamiento, software y creación de plataformas web de comercio electrónico. Asimismo, se han reservado 2,6 millones de euros para infraestructuras comerciales y mercados municipales, más de 2,2 millones para acciones de promoción local y bonos de comercio, y diversas partidas específicas destinadas a la protección, modernización de talleres y especialización de las pymes artesanas.

El proceso para acceder a estos fondos se regirá por el sistema de concurrencia competitiva, por lo que las solicitudes serán evaluadas mediante los criterios técnicos ya publicados en el Diari Oficial de la Generalitat Valenciana (DOGV). Aquellos interesados en concurrir a la convocatoria podrán presentar su documentación oficial desde este martes 9 de junio hasta el próximo 25 de junio.

Con el firme propósito de agilizar la carga administrativa y recortar los tiempos de espera en las resoluciones de los expedientes, toda la tramitación se realizará de manera exclusivamente telemática a través de la sede electrónica de la Generalitat. Cabe destacar que esta batería de ayudas ordinarias para el ejercicio 2026 se complementará con los fondos extraordinarios de contingencia y los planes específicos de reactivación industrial que la Administración autonómica mantiene actualmente activos.

La Comunidad de Madrid lanza ayudas de hasta 7.200 euros para comercios afectados por obras públicas

8 June 2026 at 11:50
Una persona trabaja en un puesto de fruta en el mercado.

La Comunidad de Madrid ha abierto este lunes el plazo para solicitar una nueva línea de ayudas directas destinadas a los establecimientos comerciales y de servicios que se vean perjudicados por el desarrollo de obras públicas de titularidad autonómica. Esta medida, que ya puede tramitarse de forma telemática a través de la Administración Digital del Gobierno regional, permanecerá activa durante todo el año hasta agotar los fondos disponibles, resolviéndose por estricto orden de entrada para garantizar que el dinero llegue en el menor plazo posible.

Para el presente ejercicio 2026, el Ejecutivo madrileño ha dotado este programa con un presupuesto inicial de medio millón de euros, una cantidad que podrá ampliarse en función de la demanda existente. La principal novedad de esta convocatoria es el incremento de la cuantía máxima a percibir, que experimenta una subida del 44%, pasando de los 5.000 euros anteriores a un tope de 7.200 euros por solicitante.

En cuanto al destino de estos fondos, los comerciantes podrán utilizarlos para sufragar gastos corrientes derivados de su actividad diaria. Entre los conceptos que se pueden subvencionar se incluyen el pago de la hipoteca o el alquiler del local comercial, así como los seguros asociados al mismo. Además, se han mejorado las bases para incorporar gastos fundamentales como las cuotas de autónomos de los titulares de los negocios.

El plan contempla también un supuesto especial para aquellos negocios con una dependencia extrema del tránsito peatonal, como son los quioscos de prensa, floristerías y similares. A estos establecimientos se les abonará de forma íntegra el coste de las tasas por ocupación de la vía pública. Asimismo, se ha redefinido el área de cobertura: la distancia máxima se fija en 50 metros respecto al vallado de las obras, pero se establece una ampliación específica de hasta 250 metros para este tipo de puestos de venta.

Los destinatarios principales de esta iniciativa son las pymes, empresarios individuales y comunidades de bienes que operen a pie de calle. Las ayudas cubrirán los perjuicios ocasionados por aquellos trabajos de infraestructura cuya duración prevista sea superior a los seis meses. De este modo, se subvencionará a los locales ubicados en el área de afectación directa de las actuales obras de la línea 11 del Metro de Madrid, así como de futuras infraestructuras.

Para poder disfrutar de estas subvenciones, la administración ha establecido como requisito que los beneficiarios mantengan su actividad económica durante un periodo mínimo de seis meses tras recibir el pago. Con la implementación de este programa, el Gobierno autonómico busca mitigar el impacto negativo que generan estas intervenciones urbanas necesarias y proteger el tejido comercial minorista de la región.

India espera nuevas negociaciones comerciales con Unión Euroasiática

8 June 2026 at 11:23

Nueva Delhi, 8 jun (Prensa Latina) India tiene previsto visitar Moscú, Rusia, a finales de este mes, para participar en las negociaciones sobre una propuesta de acuerdo de libre comercio con la Unión Económica Euroasiática (UEEA), informaron hoy autoridades.

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La visita del Papa León XIV pone a prueba la movilidad y la seguridad en Barcelona y coincide con las PAU

8 June 2026 at 04:30

Barcelona afronta esta semana un reto mayúsculo en movilidad, seguridad y paciencia de los vecinos. La visita del Papa León XIV, el martes 9 y miércoles 10, conllevará restricciones severas de tráfico, con cortes totales, en torno a los cuatro epicentros de la agenda en la capital catalana, y restricciones puntuales en las carreteras de acceso a la cárcel de Brians y Montserrat. Con tantos escenarios, más el recorrido de un kilómetro del Pontífice en el papamóvil de camino a la Sagrada Familia, y en contexto de alerta antiterrorista de nivel 4 sobre 5, el despliegue policial será inédito (5.600 Mossos d’Esquadra y 500 agentes de la Guardia Urbana).

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© GIANLUCA BATTISTA

Banderolas de bienvenida al Papa León XIV, este domingo en el entorno de la Sagrada Familia.

Unión Europea confirma veto a carnes de Brasil

6 June 2026 at 17:51

Brasilia, 6 jun (Prensa Latina) La Unión Europea oficializó la exclusión de Brasil de la lista de países autorizados a exportar carnes y otros productos de origen animal al bloque comunitario, medida que preocupa hoy al sector agropecuario de este país.

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FAO prevé disminución de la producción y comercio de cereales en 2027

6 June 2026 at 09:05

Roma, 6 jun (Prensa Latina) La Organización de Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), pronosticó una probable disminución interanual del 2,0 por ciento en la producción mundial de cereales en la temporada 2026/27.

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Câmara de Guimarães autoriza esplanadas até às 03:00 para ver o Portugal-Colômbia

5 June 2026 at 22:50

A Câmara de Guimarães autorizou o prolongamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos de restauração e bebidas do concelho até às 03:00 na madrugada de 28 de junho, devido ao jogo da seleção portuguesa de futebol com a Colômbia, no Mundial 2026.

De acordo com a autarquia, também a título “excecional”, foi igualmente “autorizada a difusão sonora associada à transmissão do jogo nas respetivas esplanadas durante o período estritamente necessário à sua visualização, ficando os estabelecimentos dispensados da obtenção de Licença Especial de Ruído para este efeito”.

Contudo, a Câmara frisa que os estabelecimentos deverão adotar as medidas adequadas à minimização do incómodo causado a terceiros, nos termos da legislação aplicável.

Como O MINHO noticiou, a autarquia de Braga anunciou recentemente uma medida idêntica.

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Restrições da UE ao aço e ao óleo de soja aprofundam atritos com o Brasil após acordo do Mercosul

4 June 2026 at 18:57

A União Europeia adotou recentemente medidas que deverão resultar em novas restrições a produtos exportados pelo Brasil para o bloco, num movimento que aprofunda atritos com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poucas semanas após a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio com o Mercosul.

Na última reunião do GMC (Grupo Mercado Comum), braço executivo do Mercosul, as delegações do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai registaram queixas sobre medidas europeias que deverão limitar exportações de aço e óleo de soja. Essas restrições, que se aplicam globalmente e não apenas ao Brasil e aos seus vizinhos, somam-se ao recente veto da Europa à compra de carne brasileira pelo uso de antibióticos.

A UE afirma que a medida contra o aço importado tem como objetivo mitigar os efeitos de uma sobrecapacidade global, ao passo que, no caso da soja, o problema estaria ligado ao efeito indireto sobre a perda de florestas e a degradação do solo.

No que respeita ao aço, os representantes dos países do Mercosul disseram, durante o encontro, que as barreiras previstas pela Europa podem constituir um incumprimento do tratado de livre comércio. A avaliação foi confirmada pelo Itamaraty, que em resposta à “Folha de S.Paulo” afirmou que as medidas, caso adotadas, “podem vir a restringir ou esvaziar concessões obtidas sob o acordo”.

“Para o caso de identificação de incumprimento do acordo, há mecanismos no próprio acordo para lidar com eventual retirada de benefícios acordados, como no mecanismo de reequilíbrio presente no capítulo de solução de controvérsias”, afirmou o ministério, em nota.

O Parlamento Europeu endureceu, em votação realizada a 19 de maio, as regras para a entrada de produtos siderúrgicos nos países da UE. Para além de reduzir para metade o volume que pode entrar sem tarifas — para 18,3 milhões de toneladas métricas —, o bloco elevou de 25% para 50% o imposto sobre o aço extracota.

A decisão deverá vigorar a partir de 1 de julho, com aplicação inclusive para parceiros com os quais a União Europeia tem acordo comercial, como é o caso do Mercosul.

A medida afeta diretamente os interesses da indústria brasileira, uma vez que o acordo entre a UE e o Mercosul previa tarifa zero para diversos produtos siderúrgicos.

O Instituto Aço Brasil entende que deveria prevalecer o que foi acordado no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia. Num contexto em que os países se estão a fechar e em que o Brasil está a perder mercado internamente devido às importações predatórias de aço, ter acesso restrito a mais um mercado é extremamente preocupante”, declarou a entidade.

Segundo o Itamaraty, a média das importações europeias provenientes do Brasil dos produtos cujas tarifas estão a ser elevadas foi de cerca de 444 milhões de euros (2,7 mil milhões de reais) entre 2022 e 2024.

A justificativa da UE para aumentar a proteção ao setor siderúrgico é enfrentar a sobrecapacidade global, fenómeno causado pela produção massiva de aço na China para exportação a preços inferiores aos dos concorrentes domésticos.

O problema afeta igualmente as siderúrgicas no Brasil, que classificam a prática chinesa como predatória.

O bloco europeu adota salvaguardas na siderurgia desde 2018, mas eram mais brandas do que as recém-aprovadas e expiram no final de junho. Havia ampla expectativa no Brasil de que os termos de tarifa zero negociados no acordo de livre comércio com o Mercosul prevaleceriam.

A Delegação da União Europeia no Brasil declarou que a medida, além de compatível com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), é “necessária tendo em conta o nível insustentável de sobrecapacidade global e o crescente número de medidas restritivas ao comércio em outros países, resultando no desvio de comércio para o mercado da UE”.

A missão diplomática acrescentou que a UE está a discutir as implicações da sua proposta com parceiros. Afirmou ainda ser demasiado cedo para avaliar o impacto sobre cada parceiro comercial, mas sublinhou que o novo regulamento “estabelece que os parceiros que tenham um acordo de livre comércio com a UE poderão receber um tratamento especial e diferenciado”.

Óleo de Soja

A renegociação tarifária do aço na OMC não é a única ação da União Europeia que é alvo de críticas no governo Lula. Na mesma reunião do GMC, realizada nos dias 19 e 20 de maio, os delegados do Mercosul queixaram-se de uma recente normativa europeia que classificou a soja como produto de alto risco de Mudança Indireta do Uso do Solo (ILUC, na sigla em inglês).

O ILUC é um conceito utilizado na União Europeia para estimar se o aumento da produção de determinadas culturas para biocombustíveis pode provocar, indiretamente, perda de florestas e outras alterações no uso da terra.

Ao incluir a soja numa lista de alto risco de ILUC, os europeus posicionam a cultura como uma espécie de vetor indireto de desflorestação. A consequência mais imediata é que o óleo de soja deixará de poder ser contabilizado para o cumprimento das metas europeias de utilização de biocombustíveis, tendo de deixar de ser usado para esse fim até 2030.

A nova regra foi introduzida a 10 de abril pela Comissão Europeia e aguarda análise do Parlamento e do Conselho Europeu.

André Nassar, presidente-executivo da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), afirma que a medida “basicamente vai banir o óleo de soja como insumo para biocombustíveis” na Europa.

Embora o óleo de soja represente apenas 7% dos biocombustíveis utilizados na UE, Nassar prevê reflexos negativos para o consumo do produto também no setor alimentar, uma vez que a soja recebeu uma espécie de rótulo de causadora indireta de desflorestação.

“Quando o óleo de palma foi classificado como de alto risco de ILUC, as importações europeias caíram drasticamente”, declara. “A indústria alimentar europeia também vai começar a consumir menos óleo de soja.”

Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil exportou 6,2 milhões de toneladas de soja em grão — matéria-prima do óleo tanto para biocombustíveis como para outras finalidades da indústria alimentar — para a União Europeia em 2025

Contactado, o Itamaraty disse que o Brasil “não concorda com a metodologia adotada pela União Europeia nem com as conclusões dela decorrentes”. Afirmou ainda que a medida se restringe aos biocombustíveis, mas que “eventuais restrições futuras, entretanto, podem produzir efeitos sobre a cadeia de exportação da soja”.

A Delegação da UE no Brasil defendeu a diretiva no âmbito dos esforços de descarbonização do bloco, afirmando que, pela proposta, “os biocombustíveis de soja não serão elegíveis para as metas de descarbonização da UE após 2030”.

“Existem soluções alternativas que podem ser disponibilizadas aos países do Mercosul para contrabalançar as implicações esperadas”, disse.

Destacou ainda que os biocombustíveis identificados como de baixo risco de ILUC estão isentos da redução gradual e que a Comissão Europeia está em processo de revisão das regras de certificação, “o que poderia proporcionar uma abordagem mais matizada”.

A delegação afirmou que a “UE continuará dependendo da soja como reserva alimentar essencial no setor agrícola, com uma procura constante por importações de soja”.

EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

3 June 2026 at 11:56

Logo Agência Brasil

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou que pretende estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 países, incluindo o Brasil. A alegação é de que as falhas no combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do USTR é baseada em investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 - mecanismo da Lei de Comércio americana de 1974 que permite aos Estados Unidos investigarem e retaliarem países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos. O governo Trump busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.

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O USTR determinou tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. Em relação ao Brasil, o Escritório de Comércio disse que propõe tarifas adicionais de 12,5%, junto a outros 44 países que foram investigados.

O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas até 6 de julho, com audiência pública marcada para 7 de julho.

*Com informações da Agência Reuters.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

3 June 2026 at 11:56

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O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou que pretende estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 países, incluindo o Brasil. A alegação é de que as falhas no combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do USTR é baseada em investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 - mecanismo da Lei de Comércio americana de 1974 que permite aos Estados Unidos investigarem e retaliarem países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos. O governo Trump busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.

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O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas até 6 de julho, com audiência pública marcada para 7 de julho.

*Com informações da Agência Reuters.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Ministério detalha setores mais afetados em caso de taxação pelos EUA

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, listou, nesta terça-feira (2), o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.

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De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

A lista dos setores mais expostos:

  • máquinas e equipamentos industriais;
  • produtos de plástico;
  • calçados;
  • produtos de madeira, como esquadrias;
  • papel cartão;
  • ferro fundido;
  • peixes e crustáceos.

A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo do Brasil reagirá ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) emitido nesta segunda-feira (1º), que propõe a taxação.

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Soberania

O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil. 

“[O Pix ] não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil”, disse.

O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington. 

“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.

Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teve agenda na Casa Branca, na última passada.

Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras. 

“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantêm relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas”, afirmou.

O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção. 

“É importante que nós fiquemos com muita transparência esclarecendo o posicionamento do Brasil e na defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro”, declarou.

Articulação

O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente estadunidense Donald Trump

Desde então, o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR, a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas na manhã de sexta-feira (29).

Comércio de Albufeira tem «sérias dúvidas» sobre legalidade dos limites de ruído impostos pela autarquia

2 June 2026 at 11:09

O comércio de Albufeira alertou ontem para o impacto «significativo» da limitação de ruído aos estabelecimentos, levantando «sérias dúvidas» sobre a viabilidade prática e legalidade dos decibéis fixados pela autarquia, no âmbito das regras que entraram ontem em vigor.

A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) alertou, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, para «as consequências que os novos limites de ruído impostos pelo despacho municipal, datado de 22 de maio, terão sobre centenas de empresas do concelho», apelando a «um diálogo urgente com a autarquia».

A ACALB salienta que a medida foi «tomada sem consulta prévia ao setor, sem período de transição, num momento em que as empresas não têm qualquer margem para ajustamento».

«A associação lamenta que para uma decisão com este impacto no tecido económico e social da região não tenham sido ouvidas forças de segurança, sindicatos ou outras associações empresariais locais», lê-se, em comunicado.

Além dos limites ao ruído, os horários de lojas de conveniência, bares e discotecas foram reduzidos em uma hora.

Os comerciantes locais levantam «sérias dúvidas sobre a viabilidade prática e a legalidade» dos limites de ruído impostos pelo despacho.

«A fixação de um limite de captação de 76 decibéis, de dia, e 74 decibéis, de noite, na fachada de um estabelecimento significa, na prática, que um bar não pode ter uma televisão ligada nem uma esplanada com quatro pessoas a conversar. O ruído natural da própria rua ultrapassa sistematicamente estes valores, penalizando as empresas por dinâmicas do espaço público que estão completamente fora do seu controlo», sustentam.

Afirmando-se «contra a ausência de diálogo», os empresários acrescentam que merecem «ser ouvido antes de qualquer decisão que ponha em causa a sua viabilidade».

«Esta medida foi imposta sem consulta, sem período de transição e no pior momento possível para as nossas empresas. Estamos disponíveis para dialogar e encontrar soluções que sirvam todos: residentes, empresas e visitantes. É isso que a ACALB sempre fez e continuará a fazer», afirma Sérgio Brito, presidente da ACALB.

Com 8,7 milhões de dormidas em 2025 e cerca de 3,2 milhões de dormidas só no Verão de 2025, Albufeira é o segundo destino turístico mais procurado do país.

«A sua economia local depende diretamente da vitalidade do setor empresarial. Qualquer medida que comprometa a atividade das empresas do concelho tem consequências imediatas no emprego, na receita fiscal e no desenvolvimento da região», assinala a associação.

A ACALB defende «soluções equilibradas que conciliem a qualidade de vida dos residentes com a sustentabilidade económica do concelho» e acredita que «é possível chegar a um consenso que salvaguarde simultaneamente os direitos dos albufeirenses e a viabilidade das empresas que sustentam a economia local».

O conteúdo Comércio de Albufeira tem «sérias dúvidas» sobre legalidade dos limites de ruído impostos pela autarquia aparece primeiro em Sul Informação.

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