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Senado aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e Efta

17 June 2026 at 22:15

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) o Projeto de Decreto Legislativo que trata do acordo de livre comércio assinado entre os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O projeto segue para promulgação.

Na prática, o acordo prevê a liberalização tarifária dos setores industrial e agrícola, levando em consideração as especificidades de cada mercado, tanto na América do Sul, quanto na região centro-norte da Europa, para Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Sob a relatoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o PDL 570 de 2026 foi incluído como item extra-pauta na sessão plenária desta quarta-feira, votado de maneira simbólica – sem registro nominal de votos. O texto foi aprovado nos mesmos moldes na Câmara dos Deputados na semana passada (9).

O relator celebrou a aprovação do acordo. Segundo o congressista, a ideia é diversificar os mercados para os produtores brasileiros em meio a uma instabilidade geopolítica.

“Ampliar mercados deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. O acordo aproxima o Brasil de economias altamente desenvolvidas, amplia oportunidades para nossos exportadores e fortalece a posição do Mercosul no comércio internacional”, afirmou.

Os dois blocos se beneficiarão do tratado, concluído em julho de 2025, com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações. Juntos, Mercosul e Efta formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, de US$ 4,3 trilhões.

Com uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1,4 trilhão, os quatro integrantes do bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo. O acordo estabelece uma área de livre comércio, com a eliminação das tarifas de importação do comércio bilateral.

Segundo o governo, ambos os blocos passarão a se beneficiar de acesso melhorado para mais de 97% de suas exportações ao outro bloco.

O Brasil liberará aproximadamente 97% do comércio e cerca de 1,2% com quotas e preferências fixas. Já a Efta eliminará 100% de suas tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro.

 

Vítor Gamito é o novo treinador do Amora FC

17 June 2026 at 18:42

VTM

Vítor Gamito, de 38 anos, natural de Chaves, é o treinador escolhido para liderar a equipa que recentemente desceu da Liga 3 ao Campeonato de Portugal.

O treinador flaviense chega ao novo desafio depois de duas temporadas ao serviço do Rebordosa, tendo, na época anterior, conquistado o título da Série B do Campeonato de Portugal.

Vítor Gamito tem agora o objetivo de voltar com o Amora FC ao terceiro escalão do futebol português. Para isso, tem a companhia do analista Filipe Fernandes, natural de Pedras Salgadas, que integra a sua equipa técnica há sete temporadas.

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Aluguéis disparam em Goiânia e reforçam atratividade do mercado imobiliário

17 June 2026 at 16:47

Com a alta de até 49% nos contratos de locação em apenas um ano e valorização do metro quadrado acima da média nacional, o mercado imobiliário goiano tem atraído investidores interessados tanto na geração de renda com aluguel quanto na valorização patrimonial de longo prazo.

Escolher a cidade certa para investir em imóveis pode representar a diferença entre um patrimônio que cresce de forma consistente e um investimento que apenas acompanha a inflação. Dados do FipeZap mostram que o preço médio do metro quadrado residencial no Brasil avançou 7,3% em 2025, desempenho superior à inflação pelo terceiro ano consecutivo. Em Goiânia, porém, os números são ainda mais expressivos, com valorização média de 11,2% ao ano entre 2023 e 2025, impulsionada pela expansão econômica da capital e pela forte demanda por compra e locação de imóveis.

O aquecimento do mercado já é percebido diretamente pelos locatários. Dados do FipeZap mostram que o yield (rentabilidade) dos aluguéis em Goiânia varia entre 5,8% e 7,4%, patamar considerado atrativo no cenário nacional. Além disso, levantamento da Loft apontou aumento de até 49% nos preços de locação nos últimos 12 meses. O estudo analisou cerca de 27 mil anúncios em plataformas digitais e comparou os valores registrados entre novembro de 2025 e abril de 2026 com o mesmo período do ano anterior.

Setor Sul e Parque Oeste puxam valorização

De acordo com o levantamento, o Setor Sul lidera o ranking de valorização dos aluguéis, registrando alta de 49,1% no período. Logo atrás aparece o Parque Oeste Industrial, com crescimento de 29,8%.

Para a especialista em locação imobiliária Agni Aguiar, Goiânia vive um momento de forte destaque nacional no setor, impulsionado pela migração de investimentos para a Região Centro-Oeste. “O eixo de investimentos está saindo de São Paulo-Rio e vindo fortemente para o vetor Goiânia-Brasília”, afirma.

Agni avalia que o cenário é resultado de uma combinação entre crescimento urbano, expansão comercial e crédito mais caro. De acordo com ela, com a taxa Selic projetada entre 11% e 12,5% para o segundo semestre de 2026 e financiamentos imobiliários operando entre 9,5% e 11,5% ao ano, muitas famílias adiaram a compra da casa própria e migraram para o aluguel, aumentando a pressão sobre os preços.

“O aluguel hoje é um atrativo para quem ainda não conseguiu comprar a casa própria ou prefere investir o dinheiro em outra modalidade”, destaca a especialista em locação imobiliária.

Demanda habitacional

Ainda segundo Agni Aguiar, a demanda habitacional em Goiânia continua superior à oferta disponível, o que mantém o mercado aquecido e sustenta a valorização dos imóveis. “O vetor de crescimento de Goiânia hoje aponta para a Região Oeste. Bairros como Parque Oeste Industrial e Bairro Goiás, na saída para Rio Verde, deixaram de ser promessas e viraram realidades de alta rentabilidade”, explica.

A especialista observa que a busca por comodidade e conveniência tem influenciado diretamente o comportamento do mercado. “O crescimento de polos comerciais e de serviços nos bairros tem ampliado a procura por imóveis próximos a essas estruturas, impulsionando tanto os preços de venda quanto os valores dos aluguéis”, afirma.

O avanço da infraestrutura urbana também tem ampliado o interesse de investidores por municípios vizinhos. Conforme Agni, Senador Canedo e o eixo da GO-020 estão entre as regiões que mais despertam atenção do mercado. “Pessoas que acreditaram no potencial dessa região e compraram um lote há apenas cinco anos hoje já viram o valor desse patrimônio praticamente dobrar”, ressalta.

Ela acrescenta que cidades como Anápolis, Abadia de Goiás e Aragoiânia também passaram por forte expansão urbana nos últimos anos. “Você já não vê vazios urbanos nas rodovias entre a capital e essas cidades. Está tudo povoado”, observa.

Rentabilidade e desafios

Com a valorização dos imóveis e dos aluguéis, cresce também o interesse de investidores pela locação. No entanto, Agni alerta que obter bons resultados exige planejamento e gestão adequada. “Quem compra um imóvel para investir precisa reformar, estruturar bem e fazer um contrato seguro”, recomenda.

A especialista destaca ainda a profissionalização do setor, com o crescimento de empresas especializadas em vistoria imobiliária para garantir que os imóveis sejam devolvidos nas mesmas condições registradas no início do contrato.

Outro ponto de atenção está na renovação dos contratos. Segundo ela, índices de correção negativos não significam redução automática do aluguel, mas podem abrir espaço para negociações equilibradas entre proprietários e inquilinos.

Por fim, Agni chama atenção para os possíveis impactos da reforma tributária sobre o mercado imobiliário. “Quem vive de renda de aluguel pode acabar pagando mais impostos. É um tema que exige atenção”, conclui.

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Frio persiste com risco de geada no Sul e Sudeste

17 June 2026 at 12:37

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A previsão do tempo para esta quarta (17) e quinta-feira (18), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divide o Brasil em cenários distintos. Enquanto o centro-sul do país continua com baixas temperaturas e a possibilidade da ocorrência de geada, a Região Norte concentra os maiores volumes de chuva. Além disso, uma nova frente de instabilidade marca o retorno das precipitações ao Rio Grande do Sul amanhã.

No sul do país, as manhãs de hoje e amanhã serão marcadas pelo risco de geada nas serras gaúcha e catarinense, além do sul do Paraná, com temperaturas mínimas próximas de 0° C. O tempo seco predominante hoje dará lugar a novas áreas de instabilidade nesta quinta-feira, e deve trazer a chuva de volta ao oeste do Rio Grande do Sul, acompanhada de possíveis trovoadas.

Notícias relacionadas:

Na Região Sudeste, em áreas serranas do sul de Minas Gerais e de São Paulo, as mínimas podem chegar a 4 °C, com chance de geada fraca e isolada em regiões de baixada. Apesar das manhãs geladas, o tempo estável deve garantir uma elevação gradual das temperaturas ao longo do dia, especialmente no interior do país.

Segundo o Inmet, a Região Norte mantém o padrão dos últimos dias de pancadas de chuva, com acumulados significativos previstos para o Amazonas, Roraima e o norte do Pará e de Rondônia.

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Frio persiste com risco de geada no Sul e Sudeste

17 June 2026 at 12:37

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A previsão do tempo para esta quarta (17) e quinta-feira (18), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divide o Brasil em cenários distintos. Enquanto o centro-sul do país continua com baixas temperaturas e a possibilidade da ocorrência de geada, a Região Norte concentra os maiores volumes de chuva. Além disso, uma nova frente de instabilidade marca o retorno das precipitações ao Rio Grande do Sul amanhã.

No sul do país, as manhãs de hoje e amanhã serão marcadas pelo risco de geada nas serras gaúcha e catarinense, além do sul do Paraná, com temperaturas mínimas próximas de 0° C. O tempo seco predominante hoje dará lugar a novas áreas de instabilidade nesta quinta-feira, e deve trazer a chuva de volta ao oeste do Rio Grande do Sul, acompanhada de possíveis trovoadas.

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Segundo o Inmet, a Região Norte mantém o padrão dos últimos dias de pancadas de chuva, com acumulados significativos previstos para o Amazonas, Roraima e o norte do Pará e de Rondônia.

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Nova frente fria deve derrubar ainda mais temperaturas pelo Brasil

17 June 2026 at 12:20

A ocorrência de uma nova frente fria, que se instala a partir desta quinta-feira (18), deve diminuir ainda mais as temperaturas em algumas regiões do Brasil, principalmente no Centro-Sul. 

O sistema promete chegar primeiro no Rio Grande do Sul e depois se espalhar por estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

O frio deve ser sentido com ainda mais força com a entrada de uma massa de ar polar entre sábado (20) e domingo (21). O novo fenômeno pode trazer uma geada generalizada aos estados do Sul.

Previsão do tempo: nova frente fria avança pelo oceano

No início desta quarta-feira (17), segundo o Inmet, as previsões indicam máxima de 16ºC, 18ºC e 19ºC em Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, respectivamente. Já as mínimas não ultrapassam os 12ºC.

Frio avança pelo Sul com temperaturas negativas e geadas; veja previsão

No entanto, a mudança mais severa deve vir a partir da noite de quinta-deira (18), quando a frente fria deve alcançar o Rio Grande do Sul e provocar temporais. Já na sexta-feira (19), o fenômeno deve passar pelos outros estados da Região Sul e começar a ter influência em Mato Grosso do Sul.

No dia seguinte, há a previsão da chegada da frente fria em São Paulo e Rio de Janeiro.

No Centro-Oeste, a previsão é de que a frente fria traga aumento de nuvens, chuva e queda de temperaturas, principalmente em Mato Grosso do Sul.

Sul do Brasil amanhece com geada e temperaturas abaixo de 0°C; veja

Em São Paulo, o sistema deve provocar chuva, rajadas de vento e termômetros com indicativos mais baixos. No Rio, o tempo pode ficar com mais nuvens, chuvas e sensação mais amena no final de semana. Minas Gerais e Espírito Santo devem sentir os efeitos da frente fria no domingo (21).

No Nordeste do país, as chuvas entre quinta-feira e domingo devem continuar concentradas no litoral, em estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

No Norte, as condições seguem favoráveis para pancadas de chuva, especialmente no Amazonas, Roraima, Amapá norte do Pará e parte de Rondônia. As precipitações podem ocorrer entre a tarde e a noite, acompanhadas de chuva moderada a forte intensidade e trovoadas isoladas.

CCDR Algarve e AMAL promovem seminário sobre ‘Gestão de Combustíveis no Algarve’

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) promovem, no próximo dia 18 de junho, pelas 14h30, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Silves (FISSUL), o seminário ‘Gestão de Combustíveis no Algarve’, dedicado à prevenção do risco de incêndio rural e à gestão integrada da paisagem.

A iniciativa terá como principal destaque a apresentação do Plano Intermunicipal de Gestão de Combustíveis do Algarve, um instrumento estratégico para o planeamento e execução de ações de prevenção de incêndios rurais à escala regional.

O programa inclui ainda a apresentação das novas normas de gestão de combustíveis, bem como um debate com representantes da academia, do setor florestal e da administração pública sobre os desafios atuais da prevenção e gestão do risco de incêndio.

A sessão de encerramento contará com a participação do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, juntamente com representantes da CCDR Algarve, da AMAL, da Universidade de Vigo e dos municípios de Silves e Monchique.

O seminário integra as atividades do projeto FIREPOCTEP+ (0139_FIREPOCTEP_MAS_6_E), uma iniciativa de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha destinada a reforçar os sistemas de prevenção e combate aos incêndios florestais. Liderado pela Universidade de Vigo, o projeto reúne entidades públicas, universidades, centros tecnológicos e organizações dos dois países, promovendo a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções para aumentar a resiliência dos territórios face aos incêndios rurais e às alterações climáticas.

O FIREPOCTEP+ é cofinanciado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027.

Frio avança pelo Sul com temperaturas negativas e geadas; veja previsão

16 June 2026 at 18:07

Uma intensa massa de ar polar avança pelo Brasil e deve provocar queda nas temperaturas nos estados do Sul do país. Com isso, a última semana do outono de 2026 deve ser marcada por frio intenso, geadas e temperaturas abaixo de 0°C.

Segundo o Climatempo, na última segunda-feira (15), várias áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registraram temperaturas negativas. A mínima de -4,7°C em São Joaquim, na Serra Catarinense, entrou para o ranking das dez menores temperaturas registradas no ano.

Ao todo, 26 cidades do Sul registraram mínimas abaixo de 2°C. São elas:

Previsão para os próximos dias

Ainda segundo o Climatempo, nesta terça-feira (16), o frio será mais generalizado, já que o centro da massa de ar que atua sobre a região avança pelo interior do Sul do Brasil.

Com isso, a previsão é que Porto Alegre (RS) possa registrar um novo recorde de frio. A menor temperatura na capital gaúcha até agora é de 6,4°C no dia 22 de maio.

Já na quarta-feira (17), uma nova frente fria deve avançar pela região costeira. A chuva ficará concentrada sobre o oceano, mas a massa de ar frio manterá as condições para baixas temperaturas.

Na quinta-feira (18), o amanhecer ainda será gelado, mesmo que o risco de temperaturas negativas seja menor do que nos dias anteriores, já que o centro da massa de ar frio estará sobre o oceano.

Entre os dias 19 e 20, uma nova frente fria deve avançar, mas dessa vez trará chuva pela região Sul.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Conta de luz subirá mais de 16% para 3,2 milhões de imóveis no RS

16 June 2026 at 17:46

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (16) o reajuste tarifário anual de 2026 da RGE Sul Distribuidora de Energia, empresa do grupo CPFL Energia que atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul. As novas tarifas entram em vigor em 19 de junho e resultarão em um aumento médio de 16,06% para os consumidores da concessionária.

Segundo a decisão relatada pela diretora Agnes da Costa, o reajuste médio será de 19,02% para os consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias e grandes empresas, e de 14,93% para os consumidores de baixa tensão. Para os clientes residenciais, enquadrados no subgrupo B1, o aumento médio será de 14,97%.

A Aneel destacou que parte relevante do reajuste está relacionada à recomposição tarifária iniciada após a calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. Naquele ano, a agência decidiu manter as tarifas sem aumento, reconhecendo um ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão em favor da distribuidora.

A medida evitou um impacto tarifário imediato para os consumidores após as enchentes, mas determinou que os valores fossem recuperados ao longo dos processos tarifários subsequentes. Em 2025, já haviam sido recompostos cerca de R$ 370 milhões desse montante.

De acordo com a Aneel, o reajuste deste ano é resultado de três componentes principais. O reposicionamento dos custos de Parcela A e Parcela B respondeu por 3,03 pontos percentuais do índice final. A inclusão dos componentes financeiros acumulados no período adicionou 8,15 pontos percentuais ao reajuste, enquanto a retirada dos componentes financeiros considerados no processo anterior respondeu por outros 4,89 pontos percentuais.

Entre os custos que mais pressionaram as tarifas estão os encargos setoriais e os custos de transmissão. A CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), principal encargo do setor elétrico, teve impacto de 2,82 pontos percentuais no resultado final. Já os custos de transmissão contribuíram com 1,97 ponto percentual, refletindo principalmente o aumento das receitas anuais permitidas e das tarifas de uso da rede básica de transmissão aprovadas para o ciclo 2025-2026.

A agência também apontou que os componentes financeiros tiveram forte influência no reajuste. Entre eles, destacam-se os valores da Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA), que somaram impacto de 6,87 pontos percentuais, e a recomposição do diferimento tarifário de 2024, responsável por mais 3,63 pontos percentuais. Essa parcela corresponde a aproximadamente um quarto do valor efetivamente diferido durante o período das enchentes, totalizando R$ 424,2 milhões neste processo tarifário.

Por outro lado, alguns fatores ajudaram a reduzir o reajuste. A reversão de créditos de PIS/Cofins retirou 2,41 pontos percentuais do índice, enquanto a reversão dos valores relacionados à Conta Escassez Hídrica reduziu o efeito tarifário em 1,07 ponto percentual.

A decisão da Aneel mostra ainda que os custos classificados como Parcela A (que incluem energia comprada, transmissão, encargos setoriais e receitas irrecuperáveis) representam cerca de 66% dos custos totais da distribuidora. Já a Parcela B, ligada à remuneração da atividade de distribuição, responde por 34% da receita requerida da concessionária.

A RGE, sediada em São Leopoldo, atende consumidores em grande parte do território gaúcho e registra faturamento anual da ordem de R$ 11,68 bilhões.

Porto Alegre tem menor temperatura do ano; RS registra frio abaixo de 0°C

16 June 2026 at 17:24

A cidade de Porto Alegre registrou o dia mais frio do ano na manhã desta terça-feira (16). De acordo com a Defesa Civil Municipal, a estação meteorológica da Lomba do Sabão registrou 3°C.

Em outros pontos do estado gaúcho, as temperaturas chegaram a ficar negativas. A mais baixa foi em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, onde os termômetros marcaram -2,9°C.

Em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, fez -2,5ºC. No município de São Francisco de Paula, os termômetros apontaram -2°C.

Em Bom Jesus, também nos Campos de Cima da Serra, a cidade foi atingida por geada e os campos ficaram cobertos por uma camada de gelo.

Em Santa Catarina, fez ainda mais frio nesta terça-feira: -4,2ºC em Bom Jardim da Serra. A cidade de São Joaquim, também na serra catarinense, registrou -1,1°C e também teve geada. Registros foram feitos por moradores do município.

Para esta quarta-feira (17), a agência de meteorologia Climatempo prevê que a entrada de uma nova massa de ar frio deve manter o tempo gelado. Novamente, há chance de temperaturas abaixo de 0°C além de geada ampla em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

MDIC lança ferramenta de consulta de alteração temporária de tarifária

16 June 2026 at 16:58

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) implementou duas novas ferramentas na plataforma Camex360 para que os exportadores possam conferir os mecanismos alteração tarifária temporária e o andamento de pleitos apresentados pelo setor privado.

Com a atualização, os dados estarão integrados em um único ambiente, facilitando a consulta e a tomada de decisão por empresas, analistas e formuladores de políticas públicas.

Os produtos comercializados entre países do Mercosul, por exemplo, seguem uma uma tarifa comum de importação, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). Apesar disso, o bloco prevê mecanismos que permitem ajustes temporários nessas tarifas, dentro de limites definidos, como a Lista de Exceções (Letec), a Lista de Desabastecimento e a de Desequilíbrios Comerciais (DCC).

Dessa forma, com os novos painéis do Camex360, será possível visualizar de forma simples como esses mecanismos estão sendo utilizados atualmente e acompanhar os pedidos feitos pelo setor privado para incluir produtos nessas listas.

Conheça as novas ferramentas:

  • Painel de Mecanismos de Alteração Tarifária: oferece estatísticas atualizadas sobre o número de NCMs incluídas em cada instrumento; informações sobre efeitos tarifários (redução, elevação ou retorno ao nível TEC); distribuição setorial dos produtos afetados; classificação dos itens segundo o tipo de bem (capital, intermediário, consumo); e indicadores complementares, como valores importados associados às NCMs vigentes;
  • Painel de Pleitos de Alteração Tarifária: apresenta informações sobre os pedidos encaminhados pelo setor privado para inclusão de produtos nos instrumentos de alteração tarifária. Também, permite o acompanhamento das solicitações submetidas à Secretaria-Executiva da Camex, com estatísticas de pleitos apresentados para cada lista de exceção; tempo médio de análise; distribuição setorial e por tipo de bem; e status do pleito.

Lula encontra premiê do Japão no G7 e fala sobre acordo com o Mercosul

16 June 2026 at 12:19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em uma reunião bilateral na Cúpula do G7 na França, nesta terça-feira (16).

Lula falou que espera anunciar a abertura de negociações entre Japão e Mercosul na próxima reunião do bloco, em 30 de junho.

“Eu fico muito feliz com essa perspectiva virtuosa de um acordo Japão-Mercosul. Nós estamos aguardando isso, com muita intensidade. Eu espero que na próxima reunião do Mercosul, dia 30 de junho, a gente possa ter boas notícias”, disse o presidente. 

 

Operação prende quatro suspeitos por envolvimento em golpe do falso boleto

16 June 2026 at 11:38

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (16), uma operação que mira um esquema do “falso boleto” contra clientes de diversas instituições financeiras. Durante a ação, quatro alvos foram presos em São Paulo por envolvimento no crime.

Conduzida pela DPRCPE/DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos), a ação cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra o grupo, que é investigado por fraude eletrônica, falsificação de documento particular, falsa identidade e associação criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos utitlizados para o golpe, sendo mais de 15 telefones celulares.

 

Investigações

As investigações tiveram início a partir do registro de um boletim de ocorrência que denunciou o pagamento de mais de R$ 52 mil em dois boletos falsos que teriam sido enviados por uma mulher que se identificou como funcionária de um banco via aplicativo de mensagens.

Os boletos apresentavam, de acordo com a polícia, aparência idêntica aos originais da instituição, inclusive com o CNPJ desta como suposto beneficiário final. Os valores adquiridos com o golpe, no entanto, eram direcionados a conta bancária controlada pela associação criminosa.

Segundo as apurações, o golpe, efetuado por meio de um esquema estruturado e com divisão de funções, deixou vítimas em pelo menos três estados do país.

Como funcionava o esquema

A investigação apontou que o grupo atuava sob um modus operandi dividido em quatro etapas.

  • Na primeira etapa, a fase de captação, os investigados monitoravam a plataforma Reclame Aqui em busca de clientes que descreviam dificuldades para obter boletos de quitação antecipada de empréstimos.
  • Em seguida, as vítimas eram abordadas via aplicativo de mensagens por números registrados em nome de terceiros, enquanto os operadores se passavam por representantes das instituições financeiras.
  • Já na etapa de falsificação, boletos legítimos emitidos em nome de um dos investigados no Banco Inter eram alterados para substituir os dados do beneficiário pelos das instituições financeiras alvo.
  • Por fim, os valores pagos pelas vítimas eram depositados na conta do integrante responsável pela movimentação financeira do grupo, que ficava com 10% dos recursos recebidos pela disponibilização da conta bancária.

A partir do rastreamento dos boletos pagos por uma das vítimas, foi possível identificar a conta bancária receptora dos valores. Com isso, a Polícia Civil obteve autorização judicial e realizou quebras de sigilo telefônico, telemático e informático dos suspeitos.

De acordo com a polícia, a conta de e-mail utilizada no golpe, criada no mesmo dia do crime, continha boletos fraudulentos enviados a pelo menos três vítimas já identificadas. No entanto, os investigadores indicam que o número de vítimas é superior ao apurado até o momento.

Também foram encontrados registros de novas tentativas de fraude na plataforma de gestão de cobranças vinculada à terceira investigada, com operações que chegavam a R$ 23,1 mil.

Alvos

A investigação apontou que o grupo era formado por quatro integrantes com funções bem definidas dentro do esquema criminoso. A operação prendeu os quatro alvos.

O principal suspeito, um homem de 35 anos, foi identificado como o operador central da fraude. Segundo polícia, ele tinha acesso ao sistema interno de uma das financeiras alvo por meio de um contrato de correspondente bancário, o que permitia identificar clientes com empréstimos ativos e interesse em quitar dívidas antecipadamente.

Cabia a ele monitorar reclamações publicadas na plataforma Reclame Aqui em busca de potenciais vítimas e adulterar os boletos utilizados nos golpes. O investigado possui antecedente por estelionato eletrônico com o mesmo modus operandi, registrado em outro estado em 2021.

A companheira dele, uma mulher de 28 anos, foi apontada como coautora do esquema e integrante do núcleo responsável pela execução das fraudes.

Já uma terceira investigada, de 33 anos, desempenhava papel estratégico na movimentação financeira. De acordo com as apurações, ela gerava os boletos originais que serviam de base para as falsificações e disponibilizava a conta bancária utilizada para receber os valores pagos pelas vítimas.

O quarto integrante, um homem de 30 anos, atuava como elo entre os núcleos operacional e financeiro. Ele supostamente coordenava a emissão dos boletos fraudulentos, repassava as linhas digitáveis à responsável pela conta receptora e garantia a sincronização necessária para a execução dos golpes. O suspeito possui antecedentes por furto qualificado e estelionato.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio

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A União pagou R$ 834,8 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em maio deste ano, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Tesouro Nacional. Em 2026, o valor já chega a R$ 2,2 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União.

Os estados que precisaram de cobertura do Tesouro Nacional no mês passado foram:

Notícias relacionadas:

- Rio de Janeiro: R$ 619,61 milhões;

- Rio Grande do Sul: R$ 212,36 milhões; e

- Rio Grande do Norte: R$ 2,66 milhões.

Em relação aos municípios, tiveram a dívida paga pela União as prefeituras de Paranã (TO), com R$ 99,88 mil, e Santanópolis (BA), com R$ 67,91 mil.

Desde 2016, a União pagou R$ 88,73 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

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Recuperação de garantias

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto de repasses federais ordinários – como receitas dos fundos de participação e compartilhamento de impostos, além de impedir novos financiamentos. Sobre as obrigações em atraso incidem ainda juros, mora e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo, também pagos pela União.

Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias pela adoção de regimes de recuperação fiscal, por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução ou por legislações de compensação das dívidas. Dos R$ 88,73 bilhões honrados pela União, cerca de R$ 80,96 bilhões se enquadram nessas situações.

Desde 2016, a União recuperou R$ 6,04 bilhões em contragarantias. Os maiores valores são referentes a dívidas pagas pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 2,77 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 1,45 bilhão), além de outros estados e municípios. Algumas dessas contragarantias, entretanto, foram restituídos aos referidos entes por força de decisão judicial.

Em 2026, o Tesouro já recuperou R$ 118,04 milhões em contragarantias.

Propag

Até o fim do ano passado, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê uma série de condições, como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados.

O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem, mesmo os que não tiverem débitos com a União, para investimentos em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas.

Após o Congresso derrubar os vetos ao Propag, no fim de novembro, 22 estados aderiram ao programa. Das unidades da Federação, só o Distrito Federal, o Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina não ingressaram na renegociação especial.

Rio Grande do Sul

Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida do estado por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente, em torno de 4% ao ano mais a inflação, serão perdoados pelo mesmo período.

O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e as parcelas que deveriam ser pagas serão repassadas a um fundo estadual destinado a realização de investimentos na reconstrução do estado devido à calamidade pública.

Em junho de 2022, o Rio Grande do Sul tinha fechado acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado. O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

 

União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio

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A União pagou R$ 834,8 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em maio deste ano, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Tesouro Nacional. Em 2026, o valor já chega a R$ 2,2 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União.

Os estados que precisaram de cobertura do Tesouro Nacional no mês passado foram:

Notícias relacionadas:

- Rio de Janeiro: R$ 619,61 milhões;

- Rio Grande do Sul: R$ 212,36 milhões; e

- Rio Grande do Norte: R$ 2,66 milhões.

Em relação aos municípios, tiveram a dívida paga pela União as prefeituras de Paranã (TO), com R$ 99,88 mil, e Santanópolis (BA), com R$ 67,91 mil.

Desde 2016, a União pagou R$ 88,73 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

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Recuperação de garantias

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto de repasses federais ordinários – como receitas dos fundos de participação e compartilhamento de impostos, além de impedir novos financiamentos. Sobre as obrigações em atraso incidem ainda juros, mora e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo, também pagos pela União.

Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias pela adoção de regimes de recuperação fiscal, por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução ou por legislações de compensação das dívidas. Dos R$ 88,73 bilhões honrados pela União, cerca de R$ 80,96 bilhões se enquadram nessas situações.

Desde 2016, a União recuperou R$ 6,04 bilhões em contragarantias. Os maiores valores são referentes a dívidas pagas pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 2,77 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 1,45 bilhão), além de outros estados e municípios. Algumas dessas contragarantias, entretanto, foram restituídos aos referidos entes por força de decisão judicial.

Em 2026, o Tesouro já recuperou R$ 118,04 milhões em contragarantias.

Propag

Até o fim do ano passado, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê uma série de condições, como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados.

O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem, mesmo os que não tiverem débitos com a União, para investimentos em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas.

Após o Congresso derrubar os vetos ao Propag, no fim de novembro, 22 estados aderiram ao programa. Das unidades da Federação, só o Distrito Federal, o Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina não ingressaram na renegociação especial.

Rio Grande do Sul

Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida do estado por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente, em torno de 4% ao ano mais a inflação, serão perdoados pelo mesmo período.

O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e as parcelas que deveriam ser pagas serão repassadas a um fundo estadual destinado a realização de investimentos na reconstrução do estado devido à calamidade pública.

Em junho de 2022, o Rio Grande do Sul tinha fechado acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado. O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

 

Starbucks fecha lojas na Coreia do Sul para ter lições de história após fiasco do “Tank Day”

By: AFP
15 June 2026 at 20:30
A Starbucks Korea vai encerrar temporariamente quase todas as lojas no país para dar formação histórica aos funcionários, depois de uma campanha promocional lançada no aniversário da revolta de Gwangju ter sido associada à repressão militar de 1980. As lojas da Starbucks em toda a Coreia do Sul vão fechar durante meio dia na próxima semana para que os funcionários possam assistir a uma aula de história, depois de uma campanha promocional desastrosa que evocou uma repressão mortal ocorrida em 1980, anunciou esta segunda-feira a gigante do café. O presidente do Shinsegae Group, que opera a Starbucks ao abrigo de

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A Starbucks Korea vai encerrar temporariamente quase todas as lojas no país para dar formação histórica aos funcionários, depois de uma campanha promocional lançada no aniversário da revolta de Gwangju ter sido associada à repressão militar de 1980. As lojas da Starbucks em toda a Coreia do Sul vão

Em quatro horas, GNR deteta 264 condutores sob influência do álcool e detém 78 pessoas

Na Área Metropolitana de Lisboa, a Unidade Nacional de Trânsito (UNT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), no dia 14 de junho de 2026, entre as 04:00 e as 08:00 horas, desencadeou uma ação especial de fiscalização rodoviária direcionada para um dos principais fatores de risco da sinistralidade rodoviária que é a condução sob influência do álcool, em virtude das Festas dos Santos Populares da Cidade de Lisboa.

Segundo a GNR, a operação decorreu de forma concertada e coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, incidindo nos períodos horários e locais previamente identificados através da análise da informação operacional e do risco rodoviário, permitindo concentrar os meios de fiscalização nos principais eixos rodoviários da Área Metropolitana de Lisboa, onde a circulação apresenta maior intensidade e onde os comportamentos de risco podem produzir consequências mais gravosas.

A ação foi desenvolvida na Ponte Vasco da Gama (Alcochete)Autoestrada n.º 1 (A1) – Alverca, Autoestrada n.º 2 (A2) – Seixal, Autoestrada n.º 5 (A5) – OeirasAutoestrada n.º 8 (A8) – Loures e Itinerário Complementar n.º 20 (IC20) – Almada.

O balanço feito sobre as quatro horas de fiscalização, diz-nos que foram controlados 2.989 condutores, tendo sido detetados 264 excessos de álcool no sangue, dos quais 66 condutores foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, constituindo crime de condução em estado de embriaguez.

Da operação resultaram ainda 78 detenções, das quais: 66 por condução em estado de embriaguez; 7 por falta de habilitação legal para conduzir; e 5 por outros ilícitos criminais
Foram ainda elaborados 236 autos de notícia por contraordenações rodoviárias.

Ressalte-se que todos os condutores fiscalizados e que se revelaram embriagados ou sob influência de álcool, segundo a GNR, foram imediatamente impedidos de continuar a conduzir durante um período mínimo de 12 horas, deixando de representar um risco imediato para a circulação rodoviária e para a segurança dos restantes utentes da via.

Desta forma, cada condutor impedido de continuar a conduzir sob influência do álcool representa um risco potencialmente evitado na estrada. O impedimento imediato destes comportamentos permite reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes graves, protegendo não apenas os próprios condutores, mas também os passageiros, peões e demais utilizadores da via pública.

A Guarda destaca ainda que entre as ocorrências registadas, intercetou um cidadão estrangeiro, de 36 anos de idade, sobre o qual pendia um Mandado de Detenção Europeu para cumprimento de pena pela prática do crime de tráfico de estupefacientes, tendo o mesmo sido imediatamente detido e levado à presença de Juiz no Tribunal da Relação de Lisboa.

Para esta operação foram mobilizados 164 militares, tendo a ação sido desenvolvida de forma coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, através dos seus Destacamentos de Ação de Conjunto, contando igualmente com o empenhamento dos Destacamentos de Trânsito territorialmente competentes, num dispositivo orientado para o controlo de fluxos rodoviários, mitigação do risco rodoviário e combate aos principais fatores associados à sinistralidade grave e à criminalidade cometida em ambiente rodoviário.

Como ficou demonstrado, para além do combate às infrações rodoviárias e outras, estas operações permitem identificar indivíduos procurados pela justiça, condutores sem habilitação legal e outros comportamentos suscetíveis de comprometer a segurança dos utentes da via, contribuindo para uma resposta integrada aos riscos presentes no ambiente rodoviário”, relembra a GNR no seu comunicado.

Edições regionais de O Pasquim em SP e RS ganham acervo digital

Logo Agência Brasil

Abertura política no país, lançamento do Plano Cruzado, fim da fabricação do fusca, acidente radioativo em Chernobyl. Foi em meio a esse cenário que, em 1986, os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul ganharam edições regionais de O Pasquim. 

O periódico, que havia se consolidado no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, com uma linha editorial irreverente, crítica e, não raro, censurada, passou a falar com o sotaque desses dois estados por um curto período de tempo.  

Notícias relacionadas:

Para celebrar essa história, que completa quatro décadas, as 114 edições regionais do Pasquim foram digitalizadas e colocadas à disposição dos leitores na Biblioteca Nacional Digital. O acervo já incluía as 1.072 edições cariocas do jornal alternativo.

Quando surgiu a ideia de levar o Pasquim para São Paulo e para o Rio Grande do Sul, o tabloide já não tinha mais a relevância que teve nos anos 60 e 70. Dois jornalistas tomaram lideraram o projeto, movidos pela admiração que sentiam por essa que foi uma das marcas do jornalismo brasileiro. 

Em São Paulo, o jovem Paulo Markun embarcou na aventura (definição dele próprio), levando consigo Manoel Canabarro e apoiado por Dante Matiussi.

Assim que soube que o jornal se abriria a outros mercados, Flávio Braga pegou um ônibus do Rio Grande do Sul rumo ao Rio de Janeiro, disposto a convencer o cartunista Jaguar ─ na época, diretor de O Pasquim ─ a autorizar uma sucursal gaúcha.

Flávio acredita que as pessoas podem até saber da importância do Pasquim, mas dificilmente têm a real dimensão do que ele significou para toda uma geração. 

O jornalista exalta o papel transgressor expresso em artigos e entrevistas comandadas por nomes como Millôr Fernandes, Tarso de Castro, Sergio Cabral, Ruy Castro e Paulo Francis, além das charges e caricaturas de Jaguar, Henfil, Ziraldo. Tudo entremeado de palavrões, sátiras políticas e contracultura. "E isso em plena ditadura militar", pontua.

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Pautas locais com a mesma irreverência

Uma das particularidades das edições regionais era a pauta. Os assuntos tratados eram locais, ainda que, eventualmente, utilizassem entrevistas e reportagens da matriz carioca. 

No Sul, o Pasquim manteve o tom satírico para, por exemplo, falar do típico "macho sulino", o que provocou confrontos e debates, lembra Flávio. 

Já em São Paulo, espelhou a "efervescência política, fruto do fim da ditadura, que tinha acabado pouquíssimo tempo antes", diz Markun.

As edições regionais expuseram também aspectos comportamentais típicos da contracultura e que eram muito mais visíveis no Rio de Janeiro, como, por exemplo, a liberdade sexual e o uso recreativo de drogas.

As sátiras políticas, responsáveis por boa parte do sucesso de O Pasquim, encontraram em políticos como Paulo Maluf um prato cheio. Governador do estado de São Paulo e, por duas vezes, prefeito da capital, Maluf não tinha o apoio político de nenhum dos colaboradores na regional paulista. 

"Todos eram contra o Maluf. Tinha os defensores do Eduardo Suplicy, que era do PT, do Orestes Quércia, que era do PMDB, e até do Antônio Ermínio de Moraes, que era, na época, do PTB, um empresário candidato pelo Partido Trabalhista Brasileiro, veja só", conta Markun.

Outra das particularidades de O Pasquim em suas edições regionais foi dar relevância ao trabalho de cartunistas e jornalistas locais. Em São Paulo, Markun, cita nomes como Marangoni, Régis, Laerte, Jau (Jaguar), Jô Soares, Augusto Nunes, Gabriel Priolli, Alberto Dines e Fernando Morais. 

“Aliás, os dois tiveram uma briga pública no Pasquim São Paulo, por conta da defesa de seus candidatos a governador", conta sobre Dines e Morais.

No Rio Grande do Sul, Flávio lembra: "Edgard Vasquez, que até hoje continua desenhando, Santiago, Bier (Augusto Franke Bier), Canini (Renato Vinícius Canini), o jornalista Reverbel e muitos outros. O jornal não existiria sem eles".

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Sobrevivência no pós-ditadura

A subsistência financeira, crucial para qualquer publicação ontem e hoje, foi um dos aspectos determinantes para que O Pasquim durasse pouco mais de um ano, tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul.

No Sul, a redação ficava em Porto Alegre, e o tabloide se sustentou com parcerias estratégicas e anunciantes de peso, como a extinta companhia aérea Varig.

Em São Paulo, diz Markun, os anunciantes não eram muitos, e a venda avulsa era razoável, mas aquém do necessário. 

"Havia muita gente que ainda resistia à ideia de anunciar no Pasquim, por conta do passado mais irreverente", analisa Markun.

"Os cenários eram diferentes: no tempo da ditadura, o Pasquim foi um tal êxito de vendas que não foram os anúncios que deram dinheiro, foi a venda avulsa. Ele vendia 200 mil exemplares, um número impressionante", pontua.

Para Markun, a falta de clareza sobre qual seria o papel de um jornal alternativo, finda a ditadura, foi outro aspecto que tornou a sobrevivência das edições regionais difícil. 

"A imprensa tradicional já abria espaço para debates e discussões anteriormente proibidas, então, sobrava uma franja muito reduzida para a gente operar".

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Digitalização

Esta semana, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve, por unanimidade, a decisão que obriga uma produtora cultural a devolver à União R$ 812 mil captados por meio da Lei Rouanet, para o projeto de digitalização de “O Pasquim”. 

A produtora já tinha sido condenada em primeira instância pela Justiça Federal no Rio de Janeiro. O projeto havia sido aprovado pelo Ministério da Cultura e recebeu patrocínio da Petrobras. 

O problema surgiu na hora da prestação de contas, já que não foi comprovado que todo o acervo do jornal seria disponibilizado gratuitamente na internet.

Já a digitalização do acervo pela Biblioteca Nacional foi coordenada de forma voluntária pelo corretor de seguros Fernando Coelho dos Santos, outro admirador de O Pasquim, além de amigo de vários dos jornalistas e cartunistas que fizeram a fama do jornal. 

Depois que se aposentou, em 2016, Fernando trabalhou gratuitamente na digitalização do acervo original, das edições cariocas, e também coordenou uma exposição no SESC no cinquentenário do jornal, em 2019

Em seguida, o admirador do periódico alternativo trabalhou nas edições regionais de São Paulo e Rio Grande do Sul em conjunto com a Biblioteca Nacional, em um extenso trabalho de "formiguinha", que incluiu desde a reunião do material até a operacionalização técnica. De todas as edições publicadas regionalmente, faltou digitalizar apenas duas, que o corretor não conseguiu encontrar. 

"Hoje, o site do Pasquim dentro da Biblioteca Nacional Digital tem 100% do principal e 98% das duas franquias. E as franquias são uma coisa inédita, porque muitas pessoas não se lembram que elas existiram", conta.

Segundo Fernando, o trabalho foi uma espécie de doação. "Eu doei minha parte para essa história ficar. Tem tanta história! E fico muito feliz da Biblioteca Nacional Digital ter apoiado a ideia e ter ido além, porque o site é o único que tem tudo de um periódico que marcou época e é um dos mais importantes do Brasil".

Quem quiser saber mais sobre como era e o que significou O Pasquim, tanto nas edições originais, quanto na das franquias regionais, pode acessar o endereço: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/o-pasquim/

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

 

 

Edições regionais de O Pasquim em SP e RS ganham acervo digital

Logo Agência Brasil

Abertura política no país, lançamento do Plano Cruzado, fim da fabricação do fusca, acidente radioativo em Chernobyl. Foi em meio a esse cenário que, em 1986, os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul ganharam edições regionais de O Pasquim. 

O periódico, que havia se consolidado no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, com uma linha editorial irreverente, crítica e, não raro, censurada, passou a falar com o sotaque desses dois estados por um curto período de tempo.  

Notícias relacionadas:

Para celebrar essa história, que completa quatro décadas, as 114 edições regionais do Pasquim foram digitalizadas e colocadas à disposição dos leitores na Biblioteca Nacional Digital. O acervo já incluía as 1.072 edições cariocas do jornal alternativo.

Quando surgiu a ideia de levar o Pasquim para São Paulo e para o Rio Grande do Sul, o tabloide já não tinha mais a relevância que teve nos anos 60 e 70. Dois jornalistas tomaram lideraram o projeto, movidos pela admiração que sentiam por essa que foi uma das marcas do jornalismo brasileiro. 

Em São Paulo, o jovem Paulo Markun embarcou na aventura (definição dele próprio), levando consigo Manoel Canabarro e apoiado por Dante Matiussi.

Assim que soube que o jornal se abriria a outros mercados, Flávio Braga pegou um ônibus do Rio Grande do Sul rumo ao Rio de Janeiro, disposto a convencer o cartunista Jaguar ─ na época, diretor de O Pasquim ─ a autorizar uma sucursal gaúcha.

Flávio acredita que as pessoas podem até saber da importância do Pasquim, mas dificilmente têm a real dimensão do que ele significou para toda uma geração. 

O jornalista exalta o papel transgressor expresso em artigos e entrevistas comandadas por nomes como Millôr Fernandes, Tarso de Castro, Sergio Cabral, Ruy Castro e Paulo Francis, além das charges e caricaturas de Jaguar, Henfil, Ziraldo. Tudo entremeado de palavrões, sátiras políticas e contracultura. "E isso em plena ditadura militar", pontua.

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Pautas locais com a mesma irreverência

Uma das particularidades das edições regionais era a pauta. Os assuntos tratados eram locais, ainda que, eventualmente, utilizassem entrevistas e reportagens da matriz carioca. 

No Sul, o Pasquim manteve o tom satírico para, por exemplo, falar do típico "macho sulino", o que provocou confrontos e debates, lembra Flávio. 

Já em São Paulo, espelhou a "efervescência política, fruto do fim da ditadura, que tinha acabado pouquíssimo tempo antes", diz Markun.

As edições regionais expuseram também aspectos comportamentais típicos da contracultura e que eram muito mais visíveis no Rio de Janeiro, como, por exemplo, a liberdade sexual e o uso recreativo de drogas.

As sátiras políticas, responsáveis por boa parte do sucesso de O Pasquim, encontraram em políticos como Paulo Maluf um prato cheio. Governador do estado de São Paulo e, por duas vezes, prefeito da capital, Maluf não tinha o apoio político de nenhum dos colaboradores na regional paulista. 

"Todos eram contra o Maluf. Tinha os defensores do Eduardo Suplicy, que era do PT, do Orestes Quércia, que era do PMDB, e até do Antônio Ermínio de Moraes, que era, na época, do PTB, um empresário candidato pelo Partido Trabalhista Brasileiro, veja só", conta Markun.

Outra das particularidades de O Pasquim em suas edições regionais foi dar relevância ao trabalho de cartunistas e jornalistas locais. Em São Paulo, Markun, cita nomes como Marangoni, Régis, Laerte, Jau (Jaguar), Jô Soares, Augusto Nunes, Gabriel Priolli, Alberto Dines e Fernando Morais. 

“Aliás, os dois tiveram uma briga pública no Pasquim São Paulo, por conta da defesa de seus candidatos a governador", conta sobre Dines e Morais.

No Rio Grande do Sul, Flávio lembra: "Edgard Vasquez, que até hoje continua desenhando, Santiago, Bier (Augusto Franke Bier), Canini (Renato Vinícius Canini), o jornalista Reverbel e muitos outros. O jornal não existiria sem eles".

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Sobrevivência no pós-ditadura

A subsistência financeira, crucial para qualquer publicação ontem e hoje, foi um dos aspectos determinantes para que O Pasquim durasse pouco mais de um ano, tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul.

No Sul, a redação ficava em Porto Alegre, e o tabloide se sustentou com parcerias estratégicas e anunciantes de peso, como a extinta companhia aérea Varig.

Em São Paulo, diz Markun, os anunciantes não eram muitos, e a venda avulsa era razoável, mas aquém do necessário. 

"Havia muita gente que ainda resistia à ideia de anunciar no Pasquim, por conta do passado mais irreverente", analisa Markun.

"Os cenários eram diferentes: no tempo da ditadura, o Pasquim foi um tal êxito de vendas que não foram os anúncios que deram dinheiro, foi a venda avulsa. Ele vendia 200 mil exemplares, um número impressionante", pontua.

Para Markun, a falta de clareza sobre qual seria o papel de um jornal alternativo, finda a ditadura, foi outro aspecto que tornou a sobrevivência das edições regionais difícil. 

"A imprensa tradicional já abria espaço para debates e discussões anteriormente proibidas, então, sobrava uma franja muito reduzida para a gente operar".

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

Digitalização

Esta semana, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve, por unanimidade, a decisão que obriga uma produtora cultural a devolver à União R$ 812 mil captados por meio da Lei Rouanet, para o projeto de digitalização de “O Pasquim”. 

A produtora já tinha sido condenada em primeira instância pela Justiça Federal no Rio de Janeiro. O projeto havia sido aprovado pelo Ministério da Cultura e recebeu patrocínio da Petrobras. 

O problema surgiu na hora da prestação de contas, já que não foi comprovado que todo o acervo do jornal seria disponibilizado gratuitamente na internet.

Já a digitalização do acervo pela Biblioteca Nacional foi coordenada de forma voluntária pelo corretor de seguros Fernando Coelho dos Santos, outro admirador de O Pasquim, além de amigo de vários dos jornalistas e cartunistas que fizeram a fama do jornal. 

Depois que se aposentou, em 2016, Fernando trabalhou gratuitamente na digitalização do acervo original, das edições cariocas, e também coordenou uma exposição no SESC no cinquentenário do jornal, em 2019

Em seguida, o admirador do periódico alternativo trabalhou nas edições regionais de São Paulo e Rio Grande do Sul em conjunto com a Biblioteca Nacional, em um extenso trabalho de "formiguinha", que incluiu desde a reunião do material até a operacionalização técnica. De todas as edições publicadas regionalmente, faltou digitalizar apenas duas, que o corretor não conseguiu encontrar. 

"Hoje, o site do Pasquim dentro da Biblioteca Nacional Digital tem 100% do principal e 98% das duas franquias. E as franquias são uma coisa inédita, porque muitas pessoas não se lembram que elas existiram", conta.

Segundo Fernando, o trabalho foi uma espécie de doação. "Eu doei minha parte para essa história ficar. Tem tanta história! E fico muito feliz da Biblioteca Nacional Digital ter apoiado a ideia e ter ido além, porque o site é o único que tem tudo de um periódico que marcou época e é um dos mais importantes do Brasil".

Quem quiser saber mais sobre como era e o que significou O Pasquim, tanto nas edições originais, quanto na das franquias regionais, pode acessar o endereço: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/o-pasquim/

 

Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Paquim/Reprodução
Capa de edição do jornal O Pasquim. Foto: Pasquim/Reprodução

 

 

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