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Lagoa acelera para executar obras apoiadas pelo Algarve 2030 e já pensa em novas candidaturas

10 June 2026 at 02:00

A primeira “leva” de obras financiadas pelo Programa Regional ALGARVE 2030, em Lagoa, está concluída ou em vias de o ser e a Câmara lagoense já pensa em candidatar mais projetos aos fundos europeus geridos a nível regional.

Esta foi a mensagem passada por Luís Encarnação, presidente da Câmara de Lagoa, num balanço que fez sobre o andamento das obras financiadas por fundos europeus, no concelho.

«Temos vários a serem apoiados, alguns também já em fase de conclusão. Concluídos, temos a ampliação do reservatório das Sesmarias e a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho. Estes estão concluídos», resumiu.

«Depois, temos, em fase final de obra, a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e temos o nosso Centro de Deposição de Resíduos e todo o investimento que está a ser feito nessa área», acrescentou.

«Nós pretendemos concluir tudo o que está em execução até final do ano, nomeadamente a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e tudo o resto. Mas queremos também aproveitar para lançar, até ao final do ano, outros investimentos importantes e que o ALGARVE 2030 também vai apoiar, que tem a ver com a nossa estratégia relativamente à gestão eficiente da água, porque estamos mais ou menos a meio do caminho».

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É precisamente nesta última área que se enquadram as duas obras cofinanciadas, entretanto concluídas.

«Fizemos um aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência, mas agora encontrámos no ALGARVE 2030 uma ferramenta indispensável para completarmos o investimento em termos de gestão eficiente da água. Vamos aproveitar o Programa Regional, porque é um complemento àquilo que já desenvolvemos nessa matéria com o PRR».

«O apoio [do ALGARVE 2030] permitiu-nos, desde logo, encontrar a solução para a questão da água, nomeadamente com o reservatório das Sesmarias. Passámos de uma capacidade de 600 metros cúbicos (m³) para 6680 m³», enquadrou.

Antes deste investimento na ampliação do reservatório das Sesmarias, «sempre que havia um corte de água, por alguma razão ou uma rotura que demorava mais de uma ou duas horas a ser resolvida, havia uma vasta área do nosso concelho, da freguesia de Lagoa e Carvoeiro e também de Estômbar, que ficava sem água».

«Agora, com a ampliação do reservatório, temos uma autonomia de mais de 24 horas, o que permite que possamos fazer a reparação da rotura sem que as populações fiquem privadas de água», explicou.

Luís Encarnação também destacou a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho, que «vai permitir, num futuro muito próximo, que todas as fossas sépticas sejam desativadas».

«Ficamos com uma rede de saneamento que vai melhorar consideravelmente o bem-estar da população. Deixa de haver aquela questão da fossa e de ter que estar a ligar para fazer a limpeza, passam a estar ligados à rede de saneamento», disse.

Além disso, «há os benefícios ambientais, porque estávamos numa zona muito perto do mar, uma zona cárstica e havia aqui algumas dúvidas de que pudesse haver algumas infiltrações a partir das fossas. Isso vai deixar de existir, há aqui também uma grande vantagem ambiental».

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Casa da Cidadania

Os fundos europeus estão igualmente a ser usados pela Câmara de Lagoa para requalificar «espaços muito importantes no nosso concelho».

«Começo com a requalificação da Casa da Cidadania, de onde vai partir toda a rede museológica do concelho, um museu que será diferente, o Museu dos Movimentos Sociais, que vai contar a história dos lagoenses, dos mais anónimos aos mais célebres, mas que vai também reunir uma série de documentação de tudo o que foram os movimentos políticos do Sul de Portugal», contou.

«Por outro lado, também temos o Parque Urbano do Parchal, que, no fundo, foi pegar num espaço que estava devoluto e criar um parque com 33 mil metros quadrados, que está a ser um enorme sucesso, com as famílias a poderem desfrutar da natureza, e que vai também apoiar a biodiversidade, com a criação de espaços ajardinados e a preservação de algumas espécies autóctones».

Ali perto, situa-se o Centro de Congressos de Lagoa, antes chamado Pavilhão do Arade, que agora abriu portas, «um equipamento que estava devoluto, que se dizia que seria uma espécie de um elefante branco».

«Nós acreditamos que é precisamente o contrário, que tem um potencial enorme e isso está já demonstrado. Decorreu lá o 32º Congresso Nacional de Medicina Interna, com quase duas mil pessoas, e temos uma programação já até final do ano, em que temos poucos fins de semana livres. Também já estamos a receber propostas e reservas para 2027. Este é um equipamento que está ao serviço da economia de Lagoa, do Barlavento Algarvio e da própria região do Algarve, apoiado por fundos europeus», resumiu.

Há ainda outros projetos para os quais a Câmara de Lagoa aguarda a aprovação de apoio, nomeadamente a requalificação do Espaço Gamboa, que, no fundo, passa por «transformar uma ala do nosso Convento de São José num espaço dedicado a esse grande artista lagoense, algarvio, português e do mundo, porque Manuel Gamboa era um artista lagoense e do mundo. Esse apoio vai nos permitir criar aqui mais um equipamento cultural, que ficará disponível para os lagoenses e para os muitos milhares de turistas que nos visitam».

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A Câmara de Lagoa pondera igualmente candidatar a fundos do ALGARVE 2030 o projeto de museologia da Casa da Cidadania, com o objetivo de arranjar financiamento para a parte de apetrechamento e operacionalização do futuro museu.

Entre os projetos que o ALGARVE 2030 está a financiar em Lagoa, conta-se ainda o “Tudo Inclusivo/All Inclusive”, que, explica Luís Encarnação, «é um projeto cultural cujo objetivo é trabalhar com os nossos jovens NEET, aqueles que nem trabalham, nem estudam. Achamos que é uma forma muito interessante de, através da cultura, envolvermos estes jovens, dando-lhe uma atividade, apontando-lhes um caminho, procurando também, de alguma forma, motivá-los a encontrar um sentido para poderem sair desta situação em que nem estudam, nem trabalham».

Para o mesmo público-alvo, mas também a pensar na população adulta, será criado um centro de formação vocacionado para a aprendizagem ao longo da vida.

«Nós, neste momento, com o ALGARVE 2030, temos cerca de 14 milhões de euros de apoio, de investimento, o que é um aumento considerável relativamente ao CRESC ALGARVE 2020. No 2020, foram 3 milhões, agora são 14. Há aqui um aumento considerável», salientou Luís Encarnação.

A Câmara de Lagoa, através deste instrumento de financiamento, «está a procurar alavancar a realização de projetos e obras que são indispensáveis para o futuro do nosso concelho, que podemos concretizar com este apoio. Desta forma, podemos ir pensando noutros temas, noutros projetos importantes, noutras obras para continuarmos a melhorar o nosso concelho».

«Se não tivéssemos o apoio de fundos europeus, não conseguiríamos executar grande parte daquilo que estamos a fazer. A nossa estratégia é lançarmos as obras com os nossos fundos próprios e, à medida que vamos vendo estes projetos e estas obras apoiadas, isso vai libertando verbas para podermos lançar outras obras e outros projetos. Essa é a estratégia que vamos continuar a desenvolver ao longo deste mandato autárquico, procurando aproveitar ao máximo aquilo que são os apoios do ALGARVE 2030», concluiu o presidente da Câmara de Lagoa.

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Aprovadas candidaturas da AMAL para ações de promoção e sensibilização sobre cogestão das áreas protegidas

8 June 2026 at 11:11

Duas candidaturas apresentadas pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, para financiar ações no âmbito da Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA), acabam de ser aprovadas, anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Estas candidaturas, acrescenta a CCDR, «foram submetidas no ano passado e são destinadas à promoção, comunicação e sensibilização acerca destas duas áreas protegidas».

Uma das candidaturas beneficia do Programa Algarve 2030, na área da Conservação da Natureza, Biodiversidade e Património natural – Instrumento Territorial Integrado (ITI) CIM AMAL. O investimento ronda os 207 mil euros (206.879,85€), financiado a 60% pelo FEDER.

Prevê a realização de ações de sensibilização e comunicação dos processos de cogestão do PNRF e da RNSCMVRSA, através de atividades como uma campanha de sensibilização multimeios, a criação de conteúdos científicos e a organização de eventos. A execução da candidatura está prevista ocorrer até 2027.

A outra candidatura, no valor de 143 mil euros (143.383,32€), é dedicada à sensibilização, ordenamento da visitação e restauro ecológico no Parque Natural da Ria Formosa, e é financiada a 100% pelo Fundo Ambiental, no âmbito da Dinamização de Áreas Protegidas.

Tem como beneficiários a Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL, os municípios do PNRF (Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Região de Turismo do Algarve (RTA).

Juntam-se, ainda, como parceiros a CCDR Algarve, a Universidade do Algarve e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). As ações previstas nesta candidatura serão executadas até ao final deste ano.

A Cogestão de áreas protegidas pretende imprimir uma dinâmica de gestão de proximidade, em que diferentes entidades colocam ao serviço da área protegida o que de melhor têm para oferecer no quadro das suas competências e atribuições, pondo em prática uma gestão participativa, colaborativa e articulada, nos domínios da promoção, sensibilização e comunicação. 

A AMAL presta apoio técnico à cogestão do PNRF em representação dos municípios de Faro, Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

No caso da RNSCMVRSA, representa os municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

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Património Cultural Imaterial algarvio dá mote para encontro em Faro

3 June 2026 at 15:30

O Encontro Património Cultural Imaterial (PCI) – Algarve, que se realiza em Faro nos dias 18 e 19 de Junho, promete dois dias de contributos para a sua sensibilização, divulgação, valorização e salvaguarda.

A iniciativa decorre no Auditório David Assoreira, na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que partilha a organização com o Património Cultural.

O primeiro dia conta com intervenções da equipa de gestão do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, e de investigadores e técnicos com trabalho de pesquisa e reflexão produzido em torno das dimensões do PCI.

No segundo dia do encontro, terá lugar uma sessão de trabalho aberta à identificação e partilha de projetos e práticas em património cultural imaterial, com a participação de interlocutores convidados, integrando municípios e a Associação de Moradores da Ilha da Culatra.

A Rede de Museus do Algarve e a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve associam-se à iniciativa.

Pode consultar o programa completo aqui. As inscrições podem ser feitas aqui.

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Algarve 2030 financia o restauro da Ponte Velha, reabilitação de escola e viaturas de bombeiros em Silves

2 June 2026 at 02:00

A requalificação da Ponte Velha, um desejo desde há anos da população, a necessária requalificação de uma escola do 1° ciclo em Alcantarilha e a promoção da eficiência energética do edifício dos Paços do Concelho, novas viaturas para as corporações de bombeiros para melhorar a capacidade de resposta, a prevenção e o combate a incêndios, e um passo mais além na recolha seletiva de resíduos. São estas algumas das operações que os fundos europeus geridos no ALGARVE 2030 está a cofinanciar, em Silves, no âmbito de candidaturas apresentadas pelo Município aos fundos europeus do Programa Regional.

Ao todo, o Município de Silves candidatou 11 operações ao Programa Regional ALGARVE 2030, que representam um investimento total de 13 milhões de euros, com a comparticipação de fundos europeus de 60%, a atingir, no somatório, 6,42 milhões de euros.

Uma das obras mais emblemáticas deste “pacote” de investimentos é a reabilitação da Ponte Velha de Silves, que há anos está encerrada, mesmo à travessia pedestre, por motivos de segurança.

Com o apoio dos fundos de coesão da União Europeia, a Câmara Municipal de Silves avançou com uma empreitada que permitirá reabrir esta passagem à circulação pedonal, com o reforço da estrutura da ponte e outros trabalhos de reabilitação, orçada em 672 mil euros (672.625 euros) e com uma comparticipação do FEDER de 403 mil euros (403.575 euros).

«A nossa Ponte Velha é realmente um ex-libris da nossa cidade, mas não só. Diria que, pelo valor que tem em termos de património histórico, [é um ex-libris] quer da cidade de Silves, quer da região e mesmo do país», ilustrou Luísa Conduto, presidente da Câmara de Silves.

«Ao final de muitos… eu nem sei como classificar, porque estamos a falar de uma obra que esteve adjudicada a dois construtores. Depois de muitos contratempos, da última vez tivemos sorte, porque também temos que ter sorte às vezes. (…) Temos uma empresa que tem cumprido com aquilo que estava previsto», revelou a autarca.

Esta é, também, a obra em curso que Luísa Conduto assume que será concluída ainda no ano de 2026.

«Esperemos que não haja por aí mais nenhuma intempérie que atrase a intervenção. Devido às intempéries que decorreram em janeiro, tivemos aqui alguns atrasos, mas o empreiteiro, felizmente, tem estado a ultrapassar e esperemos que daqui a dois ou três meses possamos abrir» a ponte à circulação do público.

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Outra obra emblemática é a  remodelação e ampliação da EB1 de Alcantarilha, uma escola que estava degradada e que, com o apoio do ALGARVE 2030, vai ser alvo de uma melhoria de toda a infraestrutura, adequando-a às necessidades atuais da comunidade escolar.

Neste caso, «após dois concursos, conseguimos, finalmente, um empreiteiro. A obra está adjudicada e agora é dar-lhe início», algo que a presidente Luísa Conduto espera que aconteça «em breve».

Esta intervenção tem um custo total estimado de 1,26 milhões de euros (1.263.423 euros), com o ALGARVE 2030 a financiar a obra com 905 mil euros (905.065 euros).

Luísa Conduto realçou ainda a obra em curso em Armação de Pêra, na Rua João II, uma intervenção «importantíssima para esta vila piscatória e turística, também com comparticipação do ALGARVE 2030 na questão do saneamento e da água», duas componentes da obra.

Tendo em conta a forte procura que Armação tem, na época alta, as obras irão agora ser suspensas e só recomeçarão após o Verão. «A intervenção tem estado a ser faseada. Se a memória não me falha, começou no ano passado, em fevereiro de 2025. Portanto, vamos com mais de um ano de obra».

A operação de “Requalificação Urbana da Rua D. João II Armação de Pêra”, que foi candidatada a fundos europeus em conjunto com a “Requalificação Urbanística da Rua das Telecomunicações – S.B. Messines”, tem um custo total de 1,43 milhões de euros (1.436.021 euros) e uma comparticipação de 816 mil euros (861.612 euros).

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De resto, a Câmara de Silves aproveitou os fundos europeus disponíveis no Programa Regional para fazer diversas obras ligadas ao ciclo urbano da água, quer no abastecimento, quer no saneamento.

Neste campo, além das obras em Armação de Pêra, há mais cinco empreitadas previstas: “Beneficiação do Reservatório de Vale de Lousas” (1.900.000 euros no total/1.140.000 euros de comparticipação); “Abastecimento de Água à Zona de Tinhosas” (1.161.140 euros / 557.254 euros); “Execução da Rede de drenagem de Águas Residuais da Estrada do Monte Boi” (445.818 euros / 253.612 euros); “Beneficiação da Estação Elevatória da Portela” (471.143 euros / 250.286 euros); e “Abastecimento de Água à localidade de Mouricão” (641.849 euros / 378.319 euros).

«Para os municípios, se não existisse financiamento, seria muito difícil investir na requalificação das redes de água e de saneamento. Neste campo, o Município de Silves enaltece o trabalho técnico que tem sido desenvolvido pelos serviços, porque só é possível concorrer aos fundos quando há trabalho realizado. Caso contrário, seria tudo promessas vãs», realçou Luísa Conduto.

«É um orgulho para nós ter a equipa que temos a trabalhar nesta área, porque o Município de Silves, não há muitos anos, era o terceiro pior município do país em termos de perdas de água – nem sequer era da região, era do país! Isso revelava bem o ponto em que estavam as nossas redes», reforçou.

«Este é o tipo de obras que muitas vezes eram deixadas para trás, mas, no ponto em que o município estava, era impossível não as realizar. Felizmente, os fundos europeus têm ajudado e muito para que estas obras possam ser feitas», ilustrou a presidente da Câmara de Silves.

No que toca à reabilitação dos Paços do Concelho, uma obra que ascende a mais de «dois milhões e meio de euros» (2.545.241 euros/ comparticipação 319.490 euros), a intervenção centra-se  em medidas de eficiência energética, designadamente, «na cobertura, nas janelas, nas portas, mas também no acesso a pessoas com mobilidade reduzida».

Relativamente à proteção civil, «o concelho de Silves tem duas corporações de bombeiros, uma em São Bartolomeu de Messines e outra na cidade. Pela extensão que temos de território, sendo o segundo maior concelho do Algarve, com quase 700 quilómetros quadrados, e uma enorme área florestal, obviamente temos também de apetrechar os nossos bombeiros na medida do que nos é possível», explicou.

«Avançámos de uma forma muito ambiciosa, uma vez que candidatámos oito veículos de combate a incêndios, quatro veículos para cada uma das corporações, sendo dois já neste ano, e depois mais um para o ano de 2027 e outro para o ano de 2028, em igual parte para ambas».

Neste caso, o investimento global que será feito pela autarquia ascende aos 1,9 milhões de euros (1.939.800 euros), com um financiamento do ALGARVE 2030 (1.098.000 euros).

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O outro projeto apoiado pelos fundos europeus do ALGARVE 2030 é a recolha seletiva de biorresíduos, com um orçamento total de 610 mil euros (610.159 euros) e 366 mil de comparticipação (366.095 euros).

Para Luísa Conduto, apesar da água ser, neste momento, a grande prioridade da região, não é a única. «Outra prioridade, que não é apenas do concelho de Silves, são os resíduos», ilustrou.

A autarca salientou que, em Silves, já há vários programas municipais de recolha diferenciada ou de valorização de resíduos, nomeadamente a «compostagem comunitária, a compostagem doméstica e a recolha de biorresíduos nos restaurantes, pastelarias e similares, em todas as localidades do concelho, à exceção de duas: São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra», revelou.

Além de medidas de prevenção, minimização, triagem, reutilização e reciclagem, o projeto da Câmara de Silves apoiado por fundos europeus contempla ainda a aquisição de veículos próprios para a recolha de biorresíduos.

«É desses que estamos à espera, para que possamos alargar o serviço. Também nesta área os fundos comunitários têm sido realmente fundamentais», explicou Luísa Conduto.

Quanto a prazos para conclusão das obras, a presidente da Câmara de Silves, à exceção da obra da Ponte Velha, que já está muito avançada, não se quer comprometer com datas específicas.

«Olhando para o mercado que temos neste momento, quer em termos de empresas, quer em termos de mão de obra, com o agravamento que veio a seguir às intempéries que tivemos no Centro do país e com toda a situação económica internacional, que tem repercussões também no nosso país, é sempre complicado podermos avançar com datas», explicou.

«Estamos expectantes que as empresas consigam cumprir com aquilo que lhes está adjudicado, dentro dos prazos que estão previstos», disse apenas.

Quanto ao financiamento do ALGARVE 2030 que a Câmara garantiu, «é determinante, não só no concelho de Silves, mas na maioria dos municípios, principalmente naqueles que não têm um poder económico tão elevado. Mas, seja qual for o município, se não existisse esta comparticipação, dificilmente a maioria das obras sairia do papel, disso não tenho a menor dúvida».

«Todos sabemos, até pela escalada de preços que ocorreram nos últimos anos, que era quase impossível fazer o número de obras que temos em curso no nosso concelho sem esse financiamento. Neste momento, temos mais de 20 obras a decorrer e seria impensável, exclusivamente com o orçamento do município, ter este número de empreitadas em curso», concluiu Luísa Conduto.

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Conselho Regional da CCDR Algarve reuniu e elegeu os representantes ao Conselho Económico e Social

Na reunião foi debatida a execução dos principais instrumentos de desenvolvimento regional

O Conselho Regional da CCDR Algarve reuniu no passado dia 29 de maio, no Auditório David Assoreira, em Faro, para analisar um conjunto de matérias estratégicas para o desenvolvimento da região, com destaque para o ordenamento do território, a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa Regional Algarve 2030, a integração das novas áreas setoriais e a dinamização do Conselho Regional da CCDR Algarve, bem como a representação regional no Conselho Económico e Social (CES).

Na abertura dos trabalhos, o Presidente do Conselho Regional, Adriano Pimpão, salientou a importância da reunião enquanto momento de acompanhamento das principais políticas públicas com impacto no Algarve e de articulação entre os diversos agentes institucionais da região.

No âmbito do ordenamento do território, o Vice-Presidente da CCDR, Jorge Botelho, destacou a deliberação do Conselho Diretivo da CCDR do passado dia 25 de Maio, na qual foi decidido dar prioridade ao processo de revisão do PROT Algarve e a sua conversão em programa regional, anunciando a deliberação de avançar de imediato com o Relatório do Estado do Ordenamento do Território (REOT), tendo ainda feito o ponto de situação dos processos de revisão dos Planos Diretores Municipais dos municípios algarvios.

A intervenção destacou o papel destes instrumentos de planeamento no desenvolvimento sustentável do território e na resposta aos desafios associados à habitação, à competitividade regional, à coesão social e à criação do emprego bem como ao papel essências das autarquias e das entidades regionais, nos contributos a dar, em prol do desenvolvimento do Algarve.

José Apolinário usando da palavra

Seguidamente, o Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, apresentou informação atualizada sobre a execução dos investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência no Algarve e sobre a execução do Programa Regional Algarve 2030, com particular enfoque no cumprimento da regra N+3 e na necessidade de assegurar a superação dos exigentes níveis de execução dos fundos europeus.

Na sua intervenção, destacou os investimentos em curso e a importância da articulação entre os instrumentos de financiamento disponíveis para reforçar a coesão territorial e a competitividade regional, apelando ao foco na execução dentro dos prazos.

Cristiano Cabrita na sua intervenção

O Vice-Presidente da CCDR Algarve, Cristiano Cabrita, apresentou o estado de implementação da integração das novas áreas setoriais na CCDR Algarve, processo que ganhou novo impulso com a recente publicação dos Estatutos da instituição. Destacou o objetivo de reforçar a capacidade de coordenação regional e promover uma atuação mais integrada das políticas públicas no território.

Posteriormente passou-se à eleição do representante das autarquias locais do Algarve no Conselho Económico e Social, nos termos da Lei n.º 108/91, de 17 de agosto. Na sequência da votação realizada pelos membros do Conselho Regional, sendo os representantes autarcas, por proposta do Presidente da AMAL, António Miguel Pina, foieleita a lista composta por Hugo Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Lagos, como representante efetivo, e por Filomena Sintra, Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, como representante suplente.

Hugo Pereira e Filomena Sintra

A representação agora eleita assegurará a participação do Algarve no Conselho Económico e Social, órgão constitucional de consulta e concertação no domínio das políticas económicas e sociais, assegurando a presença e a capacidade de intervenção da região nos processos de decisão estratégica de âmbito nacional.

Ao longo da reunião, os membros do Conselho Regional participaram ativamente no debate dos diversos temas apresentados, contribuindo para a reflexão sobre os principais desafios e oportunidades que se colocam ao Algarve.

Câmara de Vila do Bispo entrega viaturas aos Bombeiros no âmbito do Algarve 2030

Realizou-se este sábado, 30 de maio, a cerimónia de entrega simbólica da chave da Viatura Florestal de Combate a Incêndios (VFCI), pela presidente da Câmara Municipal, Paula Freitas, ao presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, Carlos Costa, na presença do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário.  A iniciativa, que decorreu no quartel da corporação, integrou o programa comemorativo do 44.º aniversário dos Bombeiros.

Este momento assume particular relevância por fazer de Vila do Bispo o primeiro município do Algarve a entregar uma Viatura Florestal de Combate a Incêndios aos Bombeiros Voluntários no âmbito do programa Algarve 2030, refletindo o compromisso da autarquia com o reforço dos meios de proteção e socorro.

Através desta cedência, pretende-se aumentar a capacidade de resposta da corporação no combate aos incêndios rurais, garantindo maior eficácia e segurança nas operações de socorro e proteção civil, contribuindo para a proteção do território e para a redução do risco junto das populações.

O investimento associado à aquisição desta viatura é de 242.952,00 euros, dos quais 137.520,00 euros são financiados pelo programa Algarve 2030, e o valor remanescente, no montante de 105.432,00 euros, suportado pela Câmara Municipal.

De salientar que o procedimento de aquisição deste veículo incluiu, também, a adjudicação de mais três novas viaturas destinadas ao reforço dos meios de proteção e socorro: um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios Florestais, um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios Rurais e um Veículo Tanque Tático Florestal.  

Após a respetiva entrega, estas viaturas serão igualmente cedidas aos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, nos termos do contrato de comodato celebrado entre a Câmara Municipal e a Associação Humanitária, reforçando assim a capacidade operacional da corporação.

De acorco com a autarquia, a aquisição destas três viaturas representa um investimento de 630.600,00 euros, acrescido de IVA, sendo comparticipado em 60% pelo programa Algarve 2030. A autarquia assegura os restantes 40% do investimento, bem como a totalidade do valor do IVA.

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