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Em quatro horas, GNR deteta 264 condutores sob influência do álcool e detém 78 pessoas

Na Área Metropolitana de Lisboa, a Unidade Nacional de Trânsito (UNT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), no dia 14 de junho de 2026, entre as 04:00 e as 08:00 horas, desencadeou uma ação especial de fiscalização rodoviária direcionada para um dos principais fatores de risco da sinistralidade rodoviária que é a condução sob influência do álcool, em virtude das Festas dos Santos Populares da Cidade de Lisboa.

Segundo a GNR, a operação decorreu de forma concertada e coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, incidindo nos períodos horários e locais previamente identificados através da análise da informação operacional e do risco rodoviário, permitindo concentrar os meios de fiscalização nos principais eixos rodoviários da Área Metropolitana de Lisboa, onde a circulação apresenta maior intensidade e onde os comportamentos de risco podem produzir consequências mais gravosas.

A ação foi desenvolvida na Ponte Vasco da Gama (Alcochete)Autoestrada n.º 1 (A1) – Alverca, Autoestrada n.º 2 (A2) – Seixal, Autoestrada n.º 5 (A5) – OeirasAutoestrada n.º 8 (A8) – Loures e Itinerário Complementar n.º 20 (IC20) – Almada.

O balanço feito sobre as quatro horas de fiscalização, diz-nos que foram controlados 2.989 condutores, tendo sido detetados 264 excessos de álcool no sangue, dos quais 66 condutores foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, constituindo crime de condução em estado de embriaguez.

Da operação resultaram ainda 78 detenções, das quais: 66 por condução em estado de embriaguez; 7 por falta de habilitação legal para conduzir; e 5 por outros ilícitos criminais
Foram ainda elaborados 236 autos de notícia por contraordenações rodoviárias.

Ressalte-se que todos os condutores fiscalizados e que se revelaram embriagados ou sob influência de álcool, segundo a GNR, foram imediatamente impedidos de continuar a conduzir durante um período mínimo de 12 horas, deixando de representar um risco imediato para a circulação rodoviária e para a segurança dos restantes utentes da via.

Desta forma, cada condutor impedido de continuar a conduzir sob influência do álcool representa um risco potencialmente evitado na estrada. O impedimento imediato destes comportamentos permite reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes graves, protegendo não apenas os próprios condutores, mas também os passageiros, peões e demais utilizadores da via pública.

A Guarda destaca ainda que entre as ocorrências registadas, intercetou um cidadão estrangeiro, de 36 anos de idade, sobre o qual pendia um Mandado de Detenção Europeu para cumprimento de pena pela prática do crime de tráfico de estupefacientes, tendo o mesmo sido imediatamente detido e levado à presença de Juiz no Tribunal da Relação de Lisboa.

Para esta operação foram mobilizados 164 militares, tendo a ação sido desenvolvida de forma coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, através dos seus Destacamentos de Ação de Conjunto, contando igualmente com o empenhamento dos Destacamentos de Trânsito territorialmente competentes, num dispositivo orientado para o controlo de fluxos rodoviários, mitigação do risco rodoviário e combate aos principais fatores associados à sinistralidade grave e à criminalidade cometida em ambiente rodoviário.

Como ficou demonstrado, para além do combate às infrações rodoviárias e outras, estas operações permitem identificar indivíduos procurados pela justiça, condutores sem habilitação legal e outros comportamentos suscetíveis de comprometer a segurança dos utentes da via, contribuindo para uma resposta integrada aos riscos presentes no ambiente rodoviário”, relembra a GNR no seu comunicado.

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