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FAO vê risco de choque nos fertilizantes e na produção agrícola

10 June 2026 at 12:51

O diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), Qu Dongyu, afirmou que a crise no Estreito de Ormuz representa um risco para a segurança alimentar global, especialmente devido aos possíveis impactos sobre o fornecimento de fertilizantes e insumos agrícolas.

Segundo Qu, o estreito é uma rota estratégica para o comércio internacional. Aproximadamente 35% das exportações globais de petróleo bruto, 20% das exportações de GNL (gás natural liquefeito), entre 20% e 30% das exportações mundiais de fertilizantes e cerca de 50% das exportações globais de enxofre passam pela região.

“O fechamento do Estreito de Ormuz não é uma questão regional, é um risco global para a segurança alimentar”, afirmou durante Sessão do Conselho da entidade.

De acordo com o diretor-geral, o principal impacto da crise não seria uma escassez imediata de alimentos, mas um choque relacionado aos fertilizantes e à produção agrícola. Com a crise alcançando a marca de 100 dias, agricultores da Ásia, África e América Latina já enfrentam aumento dos custos de produção e decisões mais complexas sobre o uso de fertilizantes e o planejamento das safras.

Diante desse cenário, a FAO apresentou um conjunto de recomendações de curto, médio e longo prazo. Entre as medidas imediatas estão a manutenção da abertura do comércio internacional, a não adoção de restrições às exportações de insumos agrícolas, a proteção de corredores humanitários para alimentos e a busca por rotas logísticas alternativas.

A organização também informou que está ampliando iniciativas voltadas ao uso mais eficiente de fertilizantes, incluindo mapeamento de solos, agricultura de precisão e sistemas de cultivo consorciados para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados. Além disso, trabalha na criação de fundos para o desenvolvimento de alternativas como amônia verde e biofertilizantes.

Qu também alertou para possíveis riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño ainda neste ano, que podem afetar a produção agrícola em países já submetidos a crises alimentares.

Recursos para emergências

Durante o discurso, o diretor-geral apresentou uma atualização sobre o Apelo Global de Emergência e Resiliência, lançado pela FAO em dezembro de 2025 com o objetivo de alcançar 100 milhões de pessoas até 2026.

Até o final de maio deste ano, a iniciativa havia recebido US$ 206 milhões dos US$ 2,5 bilhões considerados necessários, o equivalente a cerca de 8% da meta financeira.

“Embora os recursos recebidos estejam fazendo a diferença, eles também nos lembram da dimensão do desafio que temos pela frente”, declarou.

A FAO destacou ações realizadas em áreas afetadas por conflitos e insegurança alimentar. No Sudão, a organização e seus parceiros vacinaram mais de 6,2 milhões de animais em 17 estados, beneficiando aproximadamente 1,9 milhão de pessoas. Em Gaza, o fornecimento emergencial de ração para mais de 2.200 criadores permitiu a manutenção dos rebanhos e a continuidade da produção de alimentos, segundo a entidade.

Apesar do déficit de recursos do apelo global, a FAO informou ter mobilizado US$ 564 milhões em contribuições voluntárias até o final de maio, valor cerca de 4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Cooperação internacional

Qu também ressaltou o apoio recebido de instituições financeiras internacionais e de fundos voltados ao clima e ao meio ambiente. Segundo ele, a parceria entre a FAO e o Fundo Global para o Meio Ambiente atingiu, em dezembro de 2025, a marca de US$ 2 bilhões em financiamentos.

O diretor-geral destacou ainda a adesão de mais de 77 países ao Programa de Parceria Global para Doenças Animais Transfronteiriças, iniciativa voltada à prevenção e ao controle de enfermidades que afetam a produção agropecuária.

Na América Latina e no Caribe, as prioridades incluem a preservação dos avanços recentes na redução da fome, além do enfrentamento dos altos custos de dietas saudáveis e da pobreza rural. 

Ao encerrar o discurso, Qu reforçou a necessidade de fortalecer a capacidade de antecipação e resposta a crises em um cenário marcado por conflitos, eventos climáticos e desafios econômicos globais.

Brasil abre 13 novos mercados para produtos do agronegócio

10 June 2026 at 01:05

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) anunciou nesta terça-feira (9) a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais, após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com países da América do Sul, América Central, África e com a União Econômica Euroasiática. Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.

Entre as autorizações obtidas estão a exportação de sêmen de pacu-caranha para a Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia, material genético bovino para El Salvador e Honduras, milho pipoca para o Equador e a República Dominicana, além de sementes de coco, mamona, maracujá e pimenta habanero para diferentes mercados da região.

Também foram liberadas as vendas de ovos férteis para a Nigéria e de farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia.

Um dos destaques é a autorização para exportação de castanha de caju para a União Econômica Euroasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. Segundo o governo, o bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, carnes e café.

De acordo com nota conjunta do Ministério da Agricultura e do MRE (Ministério das Relações Exteriores), as novas habilitações ampliam as oportunidades para produtores e exportadores brasileiros, diversificando a pauta de produtos com acesso ao mercado internacional.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.

La Diputación de Toledo rescata del olvido a sus heroicos "maestros rurales motorizados"

9 June 2026 at 11:01

Con motivo de la celebración del Día Mundial de los Archivos, la Diputación de Toledo ha inaugurado una singular propuesta histórica que rinde homenaje a una de las iniciativas educativas más excepcionales del siglo XX. Entre los días 9 y 12 de junio, el Archivo y Biblioteca provincial abre sus puertas a la ciudadanía para ofrecer un programa que incluye exposiciones, visitas guiadas y actividades divulgativas enfocadas en el rescate de la memoria local.

El gran atractivo de esta programación es la exposición dedicada al Servicio de Maestros Rurales Motorizados, un proyecto pionero en España que estuvo vigente entre los años 1957 y 1968. Creado originariamente en 1956, el objetivo central de este cuerpo docente era combatir el analfabetismo y facilitar el acceso a la enseñanza básica en las fincas y caseríos más alejados de los núcleos urbanos, permitiendo que los profesores se desplazaran diariamente en motocicleta hasta los lugares de residencia de los alumnos.

La muestra ofrece un recorrido único por la historia de la provincia compuesto por documentos originales, contratos laborales, material escolar de la época y cuadernos de los alumnos. Además, los asistentes pueden contemplar de cerca una motocicleta clásica, cedida expresamente por el coleccionista burguillano Alfredo Moreno Herrera, que ilustra a la perfección el medio de transporte que empleaban estos abnegados profesionales para sortear los caminos toledanos.

El interés que ha despertado esta porción del pasado reciente ha sido abrumador entre el público. Según ha explicado Santiago Fernández, Jefe del Servicio de Archivo y Biblioteca, "la elevada demanda de inscripciones nos ha obligado a ampliar la oferta inicial", pasando de una a dos visitas guiadas diarias de 25 personas durante el miércoles, jueves y viernes. Este éxito refleja, en palabras de Fernández, el creciente interés de la ciudadanía por conocer el inmenso patrimonio documental que custodia la institución.

El acto de presentación contó con la presencia estelar de Salvador López, un hombre que a sus casi 84 años es, probablemente, el único superviviente de aquel cuerpo de docentes. López, que desarrolló su encomiable labor en la finca "La Legua", compartió con los medios y visitantes sus vivencias diarias recorriendo los parajes en su propia moto Lambretta para lograr reunir y escolarizar a niños y niñas de entre seis y trece años.

Durante su emocionante intervención, el veterano profesor quiso reivindicar el incalculable valor humano de su profesión en aquellas zonas geográficamente aisladas. “Estoy aquí porque he sido uno de esos maestros motorizados”, afirmó con rotundidad ante los presentes, para luego añadir que en aquel entorno rural la función del profesor trascendía lo puramente académico, "era educador, padre y compañero". Su emotivo discurso culminó asegurando sentirse "totalmente orgulloso de lo que enseñé y de a quienes enseñé".

A través de esta elogiada iniciativa, inaugurada de forma oficial por el vicepresidente Joaquín Romera, la institución busca no solo recordar una época marcada por las dificultades, sino aplaudir el esfuerzo de quienes mejoraron las oportunidades de vida de tantas familias. En definitiva, la Diputación reafirma su compromiso con la conservación y difusión de su rico legado, acercando a los ciudadanos una parte esencial del desarrollo social y educativo de Toledo.

Para termos bife no prato é preciso nitrato de amónio, ureia e fosfatos, mas o encerramento do estreito de Ormuz não está a ajudar

9 June 2026 at 13:05

A guerra no Médio Oriente está a impedir que 25% a 30% dos fertilizantes à escala global cheguem aos campos agrícolas. Para já ainda não há escassez, pois este foi um bom ano de colheitas, mas a próxima campanha pode vir a ser afetada

Modelos de producción que aceleran la desaparición de los bosques

5 June 2026 at 04:30

Sabes lo que hay detrás del café que tomas por la mañana? ¿O de la soja que alimenta la carne que llega a tu mesa? Muchos de estos productos forman parte de un modelo de producción y consumo que contribuye a la pérdida de millones de hectáreas de bosque en distintas regiones del planeta. Cerca del 90 % de la deforestación mundial está vinculada a la expansión agrícola y ganadera, y de ese porcentaje más de la mitad se debe directamente a la conversión de bosques en tierras de cultivo de alimentos que, en su mayoría, no se consumen localmente sino que abastecen supermercados de ciudades ubicadas a miles de kilómetros. Es lo que se conoce como deforestación importada. Como resume Javier Fernández, fundador y director general de la Fundación COPADE, “la deforestación no empieza donde se tala un árbol, sino donde se consume un producto”.

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Ajustes de la regulación sobre la marcha

El Reglamento Europeo contra la Deforestación (EUDR) nació como gran apuesta para frenar la entrada en el mercado comunitario de productos vinculados a la deforestación tras el 31 de diciembre de 2020. Aprobado en 2023, está en vigor pero su aplicación se ha pospuesto dos veces hasta finales de 2026 para empresas (2027 para las más pequeñas). La CE estima que podría salvar cada año 208.000 hectáreas de bosque y evitar 49 millones de toneladas de CO₂.

La norma ha recibido presiones desde empresas e industria por su complejidad y coste, mientras grupos ecologistas alertan de que puede perder eficacia si se debilita el control. El paquete de “simplificación” que la Comisión acaba de anunciar genera recelos. Propone, detalla Colomina, “excluir productos como cuero o neumáticos recauchutados, incluir derivados como café soluble y flexibilizar obligaciones para operadores posteriores y pequeñas empresas”. WWF advierte de que “podrían debilitar la efectividad de la norma”.

En materias primas forestales (madera, papel, caucho), la Asociación Técnica Internacional de las Maderas Tropicales (ATIBT) subraya que el punto de partida no es el mismo que en otras cadenas. “El sector forestal tropical certificado trabaja con gestión sostenible, trazabilidad avanzada y auditorías independientes”. Y vaticina que el éxito del RDUE” dependerá de una aplicación pragmática, con controles creíbles y armonizados por parte de las autoridades europeas”.

© EVARISTO SA (AFP / GETTY IMAGES) (EL PAÍS)

Área de selva amazónica deforestada mediante incendios ilegales en el municipio brasileño de Labrea, en agosto de 2024.

FAO alertó sobre riesgos para la seguridad alimentaria mundial

9 June 2026 at 09:01

Roma, 9 jun (Prensa Latina) El director general de la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), Qu Dongyu, alertó sobre riesgos para la seguridad alimentaria mundial debido a la actual crisis en Medio Oriente, señala hoy un comunicado.

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Toman medidas en sector agrícola por fenómeno de El Niño en Colombia

8 June 2026 at 23:49

Bogotá, 8 jun (Prensa Latina) El Ministerio de Agricultura informó que destinará más de 14 mil 200 millones de pesos (tres millones 950 mil dólares al cambio actual) para inversiones hídricas, ante las alertas emitidas hoy en Colombia por el fenómeno de El Niño.

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Governo garante apoios aos agricultores dos Açores

8 June 2026 at 17:38
A Federação Agrícola dos Açores referiu estarem garantidos os apoios ao gasóleo e aos fertilizantes, a pagar pelo Governo, na mesma ocasião em que são pagos aos agricultores do continente.

© LUSA

Continuam por transferir para os agricultores da região cerca de 19,5 milhões de euros em ajudas diretas, segundo a FAA

Los agricultores andaluces piden que Vox no asuma la cartera de Agricultura en las negociaciones para la investidura de Moreno

8 June 2026 at 14:39
El presidente de  la Junta de Andalucía, Juan Manuel Moreno, charla con agricultores y ganaderos durante la visita a una explotación ganadera de la provincia de Córdoba, durante la pasada campaña electoral.

Los equipos negociadores de PP y Vox aún no se han sentado para concretar los términos para la investidura del dirigente popular y presidente de la Junta de Andalucía en funciones, Juan Manuel Moreno, y ni siquiera se sabe cómo van a ser los términos de ese diálogo —si primero se cerrará la composición de la mesa del Parlamento, que se constituye este jueves, o si de forma paralela se abordará un pacto que abarque toda la legislatura...—, de acuerdo con lo que este lunes ha reconocido el secretario general del PP andaluz, Antonio Repullo, en una comparecencia ante los medios de comunicación. Sin embargo, los agricultores de la comunidad ya han dejado claro que no quieren ser moneda de cambio ante un eventual acuerdo de Gobierno y que son partidarios de que la Consejería de Agricultura no pase a manos de los ultras, como ha sucedido en Extremadura, Aragón y Castilla y León. “ASAJA, COAG, UPA y Cooperativas Agroalimentarias de Andalucía consideran fundamental garantizar la continuidad de los equipos de decisión y gestión que han venido trabajando en la Consejería”, indican estas entidades en un comunicado conjunto que han hecho público esta mañana.

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La ganadería extensiva frente al cambio climático: tenemos que comernos el monte

8 June 2026 at 04:30

El monte nos come. Es una frase que resuena en las zonas de montaña de León, alrededor de las reservas de la biosfera de Omaña y Luna y Alto Bernesga. Es la descripción física de cómo el matorral avanza sobre los pastos que durante siglos alimentaron y proveyeron de recursos a las familias que habitaban estas zonas rurales. Pero detrás de este avance del matorral (arbustos y matas bajas) no hay solo un triunfo de la naturaleza, también éxodo rural, políticas de abandono y trabas al sector ganadero de montaña. Es hora de cambiar el paradigma: si queremos un futuro para la ganadería de montaña y las zonas rurales que mantiene vivas, debemos pasar del miedo a ser devorados a “comernos el monte”.

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© Xuan Cueto (Europa Press)

Incendio en Anllarinos del Sil, en León, en agosto de 2025.

Ministro admite que apoio de 20 milhões aos agricultores é insuficiente e pede resposta europeia

By: LUSA
7 June 2026 at 14:13

VTM

“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.

O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.

O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.

“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.

Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.

Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.

O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.

Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.

Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.

José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).

O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.

No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.

O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.

“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.

O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.

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Aí está a AgroVieira

6 June 2026 at 17:09

O presidente da Câmara de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, afirmou durante este sábado que “a AgroVieira 2026 é muito mais do que uma feira agrícola, constituindo uma celebração das nossas raízes e também uma afirmação do valor agropecuário, para o presente e para o futuro, de Vieira do Minho, como se vê, agora, através de um programa diversificado”.

A AgroVieira 2026 arrancou este sábado, tendo o autarca vieirense, Filipe de Oliveira, destacado ainda “a Quinta Pedagógica para as crianças e para as famílias, a fim de aproximar as novas gerações das realidades agrícola e pecuária, permitindo e conhecer e valorizar um setor tradicional que continua a ser essencial para toda a nossa comunidade e para toda a nossa região”.

Sempre acompanhado por Isabel Santana, do Departamento Técnico da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, na sessão de abertura, percorreu o certame, com o vice-presidente, Pedro Pires, e os dois vereadores, Sofia Rocha e Carlos Mota.   

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 decorre durante todo este fim de semana no Parque dos Moinhos, do centro de Vieira do Minho, “visando afirmar-se como uma referência no setor agrícola e no desenvolvimento económico e social da região”, segundo foi destacado.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, destacou também a importância da AgroVieira 2026 enquanto “um compromisso com o mundo rural e uma estratégia clara de valorização da raça garrana, uma das quatro raças de equinos portuguesas e que constitui símbolo identitário do concelho de Vieira do Minho e da nossa região envolvente”.

Segundo afirmou este sábado o autarca vieirense, “os apoios financeiros já atribuídos aos produtores, através do regulamento de apoio financeiro para a produção pecuária, reforçando o empenho do Município de Vieira do Minho no apoio ao setor agropecuário, que continua a desempenhar um papel preponderante na economia local e na preservação das paisagens rurais”.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho adiantou que esta edição “surge com uma nova roupagem, à semelhança de outros eventos promovidos pelo atual executivo camarário, apostando num formato mais concentrado e apelativo, com o enfoque reforçado na agropecuária e na valorização do mundo rural”, afirmou ainda, este sábado, o autarca, Filipe de Oliveira.

Entre as principais novidades anunciadas estão a realização de conferências e mesas-redondas, que decorrem já desde a manhã deste sábado, dedicadas aos desafios e oportunidades do setor agrícola, bem como uma grande inovação, que é a criação de uma Quinta Pedagógica, “pensada para aproximar as novas gerações das tradições e práticas ligadas à agricultura e à pecuária”.

“Com a AgroVieira 2026 promovemos o conhecimento, a partilha e a valorização dos produtos endógenos”, destacou Filipe de Oliveira, reforçando que o evento “quer afirmar-se como uma verdadeira montra da identidade vieirense e da vitalidade do território”, disse o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, falando no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho.

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Aí está a AgroVieira 9

Mercado da Terra entre muitas iniciativas

Entre os destaques da AgroVieira 2026 estão o Mercado da Terra, dedicado aos produtores locais, zonas de lazer e espetáculos musicais, o palco das raças, onde decorrerão corridas de cavalos a galope, chegas de bois e provas de atrelagem, e o palco do folclore, reservado às atuações dos ranchos folclóricos, bem como aos grupos de animação, às associações e aos expositores.

O auditório do agricultor acolherá uma palestra sobre financiamento e acesso a fundos para agricultores, uma mesa redonda sobre a valorização da raça garrana e o concurso de doce “Feijão d’Ouro”, que dará destaque ao Feijão Amarelo, um produto autóctone do concelho vieirense, que faz fronteira com Cabeceiras de Basto e a zona transmontana através da Serra da Cabreira.

“A componente equestre assumirá também especial relevância nesta edição, através da corrida a galope de cavalos garranos e do passeio equestre, reforçando a aposta do Município de Vieira do Minho na promoção e valorização da raça garrana enquanto património identitário de Vieira do Minho”, como afirmou Filipe de Oliveira durante a cerimónia que abriu a AgroVieira 2026.

A AgroVieira 2026 “pretende simultaneamente reforçar a ligação entre o mundo rural e o turismo, dois dos principais motores económicos do concelho, promovendo junto dos visitantes a autenticidade do território, os seus produtos, tradições e identidade cultural”, ainda segundo o jovem autarca vieirense, no recinto natural, entre as Avenidas João da Torre e Doutor Almeno Leite.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

“Com um programa diversificado e representativo do território, a AgroVieira 2026 quer afirmar-se como um certame de valorização do mundo rural, das tradições locais e da identidade agropecuária que distingue Vieira do Minho, reunindo produtores, criadores, agentes económicos, estabelecimentos de ensino e toda a comunidade em torno de um evento dedicado ao conhecimento, à inovação e à sustentabilidade”, referiu igualmente o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho.

A AgroVieira 2026 decorre ao longo de todo o fim de semana no Parque dos Moinhos, convidando a população e visitantes a descobrir os sabores, saberes e tradições que marcam a identidade de Vieira do Minho, segundo acrescentou também o autarca.

Ao longo deste sábado, até à noite, os visitantes poderão conhecer a Feira de Produtos Locais e a Quinta Pedagógica, além de assistir a diversas demonstrações ligadas ao setor agrícola e pecuário, mantendo-se com um programa recheado, até domingo.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 arrancou oficialmente este sábado, às 09h30, no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho, dando início a um fim de semana inteiramente dedicado à agricultura, à pecuária, aos produtos locais e às tradições rurais do concelho, com a animação igualmente a cargo do Grupo Rufeiros de Pena Má, da freguesia de Salamonde, do concelho de Vieira do Minho.

A sessão de abertura marcou o início de um certame que tem como objetivo valorizar o mundo rural, promover os produtores locais e proporcionar ao público experiências de convívio, aprendizagem e animação para todas as idades, segundo foi referido.

Entre os destaques estão a demonstração de fermentação selvagem para queijo vegan e a tosquia de ovelhas, incluindo o programa inclui ainda um passeio equestre, uma degustação de produtos regionais e uma palestra sobre “O Futuro da Política Agrícola Comum (PAC) e os desafios e oportunidades para a região”, entre diversas outras iniciativas e os encontros informais.

A animação musical e cultural será contínua, havendo um debate com agricultores locais, a Horta dos Pequenos Agricultores e com o concurso de doce “Feijão d’Ouro (o célebre feijão amarelo), ficando as atuações musicais a cargo do Rancho Folclórico e Recreativo de Pandozes (Parada de Bouro, em Vieira do Minho), dos grupos Jotatê e Mário Costa e do DJ Pedro Gonçalves.

No domingo, o evento prossegue com especial destaque para a valorização da Raça Garrana, através de uma mesa-redonda dedicada ao tema, provas de atrelagem, apresentações da raça, passeios a cavalo em família e ainda outras atividades equestres.

O programa inclui ainda a tradicional Chega de Bois, uma corrida de cavalos a passo travado e a atuação musical de Hélder Baptista, motard da concertina, fazendo apelo às tradições musicais da região, bem como aos valores e costumes agropecuários.

Um dos espaços mais procurados e de destaque será a Quinta Pedagógica, onde crianças e adultos poderão contactar de perto com diversas espécies animais e conhecer melhor a realidade agrícola e pecuária do concelho de Vieira do Minho e da região.

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16h.Ministro da Agricultura: apoio do Governo é insuficiente

6 June 2026 at 16:13
José Manuel Fernandes exige mais ajudas europeias para que os agricultores consigam mitigar o aumento dos custos de produção. Ainda, o ambiente no Jamor antes do jogo particular da Seleção Nacional.

México impulsa estrategia intensiva contra gusano barrenador

6 June 2026 at 15:39

Ciudad de México, 6 jun (Prensa Latina) La Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural, en coordinación con otras entidades y asociaciones del campo, continúa impulsando hoy una intensiva estrategia territorial para mitigar el impacto del gusano barrenador del ganado (GBG).

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Vinte milhões para os agricultores “é insuficiente”

6 June 2026 at 14:36

 O ministro da Agricultura admitiu hoje que o apoio de 20 milhões de euros anunciado pelo Governo para mitigar o aumento dos custos de produção no setor “é insuficiente”, defendendo uma resposta europeia para evitar distorções no mercado.

“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.

O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.

O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.

“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.

Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.

Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.

O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.

Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.

Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.

José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).

O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.

No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.

O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.

“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.

O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.

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