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Manifestações rivais contra e a favor da imigração em Roma

13 June 2026 at 20:36
Milhares marcharam pelas ruas de Roma em manifestações rivais contra e a favor da imigração, após iniciativa da extrema-direita com medidas contra migrantes ter reunido apoio para ir ao parlamento.

© EMANUELE VALERI/EPA

Manifestações rivais contra e a favor da imigração em Roma

13 June 2026 at 20:36
Milhares marcharam pelas ruas de Roma em manifestações rivais contra e a favor da imigração, após iniciativa da extrema-direita com medidas contra migrantes ter reunido apoio para ir ao parlamento.

© EMANUELE VALERI/EPA

Trump reposta mensagem do primeiro ministro paquistanês e eleva expectativa de acordo de paz

13 June 2026 at 17:28

A expectativa de que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã seja fechado ainda durante este final de semana cresceu na manhã deste sábado, 13. No início do dia (8h no horário Brasil), o governo do Paquistão avisou por meio das redes sociais que o acordo deve ser assinado num prazo de até 24 horas. Em seguida, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, repostou a mensagem no seu perfil na Truth Social.

A mensagem do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, diz que um acordo de paz entre EUA e Irã está prestes a acontecer. "Estamos mais próximos de um acordo de paz do que nunca antes. Com a finalização provavelmente esperada nas próximas 24 horas, o Paquistão está se preparando para a assinatura eletrônica do acordo de paz imediatamente depois, seguida por conversas em nível técnico na próxima semana", escreveu Sharif em postagem no seu perfil do X.

"Gostaríamos de agradecer aos Estados Unidos da América e à República Islâmica do Irã por seu compromisso contínuo durante as negociações, e estendemos nossa sincera apreciação aos nossos irmãos na região por seu apoio. Estamos confiantes de que este histórico acordo de paz formará uma base sólida para uma paz duradoura", segue a postagem.

Na Truth Social, Trump fez a publicação às 11h de hoje e limitou-se a apresentar um "print" do post original feito no X por Sharif, sem acrescentar qualquer declaração.

Na última sexta-feira, 12, o presidente norte-americano acusou o governo iraniano de passar informações falsas sobre o acordo à imprensa do país. "Os termos que o Irã vazou para a imprensa de notícias falsas não têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito", escreveu Trump. O presidente também acusou o Irã de agir de má-fé nas negociações. "Com eles, não existe negociação de boa-fé", declarou.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária (IRGC) e fontes ligadas à equipe negociadora de Teerã afirmaram que o texto ainda depende de aprovação interna e desmentiram relatos de que a assinatura ocorreria no domingo, em Genebra.

© Alex Brandon / Estadão Conteúdo

Donald Trump reposta mensagem do primeiro ministro paquistanês e eleva expectativa de acordo de paz

Preços dos imóveis residenciais mantêm alta em todas as capitais acompanhadas pela Abecip

13 June 2026 at 16:40

O IGMI-R registrou alta de 0,67% em abril, em ritmo mais moderado em relação a taxa de variação observada em março, 1,12%. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, indicando uma leve desaceleração, embora o índice ainda permaneça com tendência de valorização dos imóveis residenciais no país.

A leitura mais recente do IGMI-R mostra que a valorização dos imóveis residenciais continua disseminada, mas perdeu fôlego em abril. O movimento não sugere reversão da tendência, e sim uma acomodação parcial depois de altas mais intensas observadas em março.

No resultado nacional, o índice avançou 0,67% em abril, abaixo da alta de 1,12% registrada em março. No acumulado em 12 meses, a variação passou de 19,76% para 19,53%, mantendo-se em patamar elevado, mas com leve desaceleração na margem. O dado reforça que o ciclo de valorização imobiliária segue ascendente, embora menos intenso.

A análise regional revela um comportamento bastante heterogêneo. No Sudeste, São Paulo acelerou de 0,54% para 0,76% no mês, com estabilidade no acumulado em 12 meses, que passou de 16,81% para 16,83%. Belo Horizonte também avançou na margem, de 0,83% para 0,87%, mas sua taxa em 12 meses recuou de 19,67% para 19,03%. Já o Rio de Janeiro perdeu força no resultado mensal, passando de 0,91% para 0,13%, embora o acumulado em 12 meses tenha subido de 13,34% para 14,12%.

No Nordeste, o quadro também foi desigual. Recife e Salvador, que haviam registrado altas expressivas em março, apresentaram desaceleração em abril. Recife passou de 2,17% para 0,86% no mês, com a taxa em 12 meses recuando de 29,98% para 28,69%. Salvador desacelerou de 1,75% para 0,31%, e o acumulado em 12 meses caiu de 27,01% para 23,49%. Em sentido oposto, Fortaleza saiu de queda de - 0,12% em março para alta de 0,75% em abril, embora sua taxa em 12 meses tenha recuado de 14,87% para 14,24%.

Na região Sul, Curitiba permaneceu como destaque de alta, com avanço de 1,78% em abril. Apesar da desaceleração frente aos 3,03% de março, a cidade elevou sua variação em 12 meses de 28,41% para 29,57%, a maior entre as capitais acompanhadas. Porto Alegre, por sua vez, desacelerou de 2,75% para 0,39% no mês, mas ainda registrou aumento no acumulado em 12 meses, de 18,35% para 18,88%.

No Centro-Oeste, o movimento foi de moderação nas duas capitais pesquisadas. Goiânia passou de 1,21% para 0,85% no mês, com recuo da taxa em 12 meses de 14,68% para 14,24%. Brasília desacelerou de 1,59% para 0,31%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou praticamente estável, passando de 27,55% para 27,46%.

De modo geral, os dados de abril indicam que o mercado imobiliário residencial segue em trajetória de valorização, mas com menor intensidade. A desaceleração nacional foi acompanhada por acomodações importantes em capitais que vinham exibindo altas fortes, como Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília. Ainda assim, as taxas acumuladas em 12 meses continuam elevadas, especialmente em Curitiba, Recife, Brasília e Salvador, mostrando que a pressão sobre os preços dos imóveis permanece relevante.

No primeiro quadrimestre de 2026, o IGMI-R nacional acumulou alta de 4,05%, um dos resultados mais fortes para o período desde o início da série apresentada, em 2016. A variação ficou abaixo apenas das registradas em 2020, quando o índice avançou 5,28% entre janeiro e abril, e em 2024, quando a alta foi de 5,24%. O resultado superou o desempenho observado em 2025, de 3,28%, e confirma que o mercado imobiliário residencial segue aquecido, ainda que com diferenças entre as capitais pesquisadas.

Recife valorizado

Entre as cidades, o maior destaque foi Recife, com valorização de 8,08% no quadrimestre, a maior taxa entre todas as capitais acompanhadas em 2026. Também chamaram atenção Curitiba, com alta de 7,08%, Porto Alegre, com 6,35%, Goiânia, com 5,55%, Brasília, com 4,76%, e Salvador, com 4,68%. Todas essas capitais avançaram acima do resultado nacional, evidenciando que a pressão sobre os preços residenciais aparece em diferentes mercados urbanos do país, e não apenas em uma região específica.

Em São Paulo, a alta de 3,94% no primeiro quadrimestre também indica um mercado aquecido, embora ligeiramente abaixo da média nacional. O resultado representa aceleração em relação a 2025, quando a capital paulista havia registrado avanço de 2,99% no mesmo período. Já Curitiba teve um desempenho particularmente expressivo: a alta de 7,08% em 2026 superou com folga o resultado de 2025, de 3,04%, embora tenha ficado abaixo do pico observado em 2024, quando a valorização havia alcançado 8,69%.

Na outra ponta, algumas capitais apresentaram altas mais moderadas. Fortaleza avançou 1,13%, Rio de Janeiro registrou 1,76% e Belo Horizonte teve variação de 2,67%. Ainda assim, todas permaneceram em terreno positivo, o que reforça a leitura de que o ciclo de valorização dos imóveis residenciais segue disseminado, mesmo com intensidade bastante desigual entre as capitais.

De forma geral, os dados do primeiro quadrimestre de 2026 reforçam a continuidade do ciclo de valorização dos imóveis residenciais no país. A alta nacional permanece elevada em perspectiva histórica, e o avanço expressivo em cidades como Recife, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília e Salvador mostra que o movimento não se concentra em um único eixo regional. Ao mesmo tempo, a distância entre os resultados das capitais com maior valorização e aquelas com altas mais moderadas, como Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, indica que o mercado segue aquecido, mas com ritmos bastante distintos entre os principais centros urbanos pesquisados.

São Paulo

Em São Paulo, o IGMI-R subiu 0,76% em abril, acumulando 3,94% no ano e 16,83% em 12 meses. A capital paulista acelerou em relação a março e manteve trajetória consistente de valorização.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro teve alta de 0,13% em abril, com avanço de 1,76% no ano e de 14,12% em 12 meses. O resultado indica desaceleração na margem, mas preserva a tendência positiva no acumulado.

Belo Horizonte

Belo Horizonte registrou alta de 0,87% em abril. No ano, o índice acumula 2,67%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 19,03%.

Curitiba

Curitiba foi o principal destaque de abril, com alta de 1,78%. A capital paranaense acumula 7,08% no ano e 29,57% em 12 meses, maior variação entre as capitais acompanhadas.

Fortaleza

Fortaleza avançou 0,75% em abril, revertendo a queda registrada em março. No ano, a alta é de 1,13%; em 12 meses, de 14,24%.

Recife

Recife subiu 0,86% em abril e acumula 8,08% no ano, maior alta no primeiro quadrimestre entre as capitais monitoradas. Em 12 meses, a valorização chegou a 28,69%.

Porto Alegre

Porto Alegre registrou alta de 0,39% em abril. No acumulado de 2026, o índice sobe 6,35%; em 12 meses, 18,88%.

Salvador

Salvador teve avanço de 0,31% em abril, com alta de 4,68% no ano e 23,49% em 12 meses, permanecendo entre os mercados com maior valorização acumulada.

Goiânia

Goiânia apresentou alta de 0,85% em abril. No ano, a valorização chegou a 5,55%; em 12 meses, a 14,24%.

Brasília

Brasília avançou 0,31% em abril, acumulando 4,76% no ano e 27,46% em 12 meses, uma das maiores altas acumuladas do país.

© GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM

Preços dos imóveis residenciais mantêm alta em todas as capitais acompanhadas pela Abecip

Olha! Recife promove roteiros temáticos inspirados na cultura junina e nos patrimônios da cidade

13 June 2026 at 16:16

O Olha! Recife realiza, entre os dias 13 e 19 de junho, uma programação especial com roteiros que valorizam a cultura junina, a história, a literatura e os patrimônios material e imaterial da cidade. As atividades gratuitas serão realizadas em diferentes formatos, incluindo passeios de catamarã, ônibus, bicicleta e caminhadas guiadas. As inscrições devem ser feitas pelo site www.olharecife.com.br.

No sábado (13), às 9h, o roteiro de catamarã "Recife e Suas Pontes" convida os participantes a conhecerem a cidade a partir dos rios que marcaram sua formação e desenvolvimento. Com saída do Catamaran Tours, no bairro de São José, o passeio percorre importantes cartões-postais do Recife, como o Marco Zero, o Parque de Esculturas Francisco Brennand, a Rua da Aurora e as pontes que conectam diferentes áreas da cidade.

No mesmo dia e horário também será realizado o roteiro de ônibus "Santos Juninos". A atividade apresenta as origens religiosas das festas juninas por meio de locais relacionados às devoções de Santo Antônio, São João e São Pedro. Durante o percurso, serão abordadas histórias, tradições e símbolos ligados a uma das manifestações culturais mais populares do Nordeste. O ônibus sai da Praça do Arsenal, no Recife Antigo.

No domingo (14), às 9h, o roteiro a pé "Circuito da Poesia – Poetas do São João" propõe uma caminhada pelos espaços que homenageiam nomes importantes da cultura nordestina, como Ariano Suassuna, Luiz Gonzaga e Ascenso Ferreira. A atividade destaca a relação entre literatura, cultura popular e tradição junina, abordando a importância da poesia, do cordel e das manifestações artísticas associadas ao período.

Também no domingo (14), às 9h, acontece o roteiro de bicicleta "Recife Sertanejo". O passeio propõe uma reflexão sobre as conexões entre o sertão e a capital pernambucana, abordando temas como migração, memória e identidade cultural. O percurso inclui visitas a espaços simbólicos, como o Memorial Luiz Gonzaga e a Praça Euclides da Cunha. A concentração para os tours será na Praça do Arsenal.

Já quarta-feira (17), às 14h, o Olha! Recife realiza o roteiro a pé "Circuito do Forró". A caminhada percorre monumentos, equipamentos culturais e espaços de memória relacionados ao gênero musical que se tornou um dos principais símbolos da cultura nordestina. Ao longo do trajeto, serão apresentadas histórias, ritmos, instrumentos, danças e personagens ligados à consolidação do forró na cultura brasileira. A saída também acontece da Praça do Arsenal.

Encerrando a programação, na sexta-feira (19), às 9h30, acontece mais uma edição do Recife Walking Tour, roteiro fixo voltado para moradores e turistas. Com saída da Praça do Arsenal, o passeio percorre alguns dos principais marcos históricos do Recife Antigo, incluindo a Rua do Bom Jesus, a Avenida Rio Branco, as pontes do centro histórico e o Pátio de São Pedro.

© Prefeitura do Recife / divulgação

Olha! Recife promove roteiros temáticos inspirados na cultura junina e nos patrimônios da cidade

Nordeste aumenta em 51% suas exportações de carne bovina no primeiro trimestre

13 June 2026 at 16:10

O Nordeste se destaca no crescimento das exportações de carne bovina no País. No primeiro trimestre deste ano, os embarques cresceram 51,38% na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram embarcadas 9,4 mil toneladas. O desempenho da região superou os 17% de crescimento nacional. Nos três primeiros meses do ano, as exportações estimadas nacionais superaram 4,28 milhões de toneladas, representando 34,6% da produção nacional.

O abate no Nordeste também cresceu 2,96% em relação a 2025, refletindo a expansão de sistemas semi-intensivos e intensivos, ao maior uso de tecnologia e integração com regiões produtoras de grãos.

Os dados foram analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área do Banco do Nordeste (BNB), que indicou que o desempenho expressivo se dá em volume e faturamento, com ampliação do número de destinos e o forte avanço de estados como Pernambuco (+124%), Bahia (+65%), Maranhão (+30%), e Ceará (+42%), impulsionado pela habilitação de plantas frigoríficas e melhorias sanitárias.

De acordo com estudo recente do Etene, de autoria de Kamilla Ribas Soares, a cadeia da carne bovina no Brasil atravessa, desde 2025, uma fase de transição associada à reversão do ciclo pecuário, caracterizada pela retenção de fêmeas, redução gradual da oferta e valorização dos preços do boi gordo e da reposição.

A pesquisadora analisa que, no mercado externo, apesar do desempenho recente das exportações, o ambiente é desafiador, devido aos conflitos geopolíticos, instabilidades logísticas e à adoção de tarifas e cotas de importadores, reforçando a necessidade de diversificação de mercados e agregação de valor aos produtos.

Perspectivas

O estudo do Etene indica, ainda, que o Brasil deverá liderar o ranking como maior produtor mundial, com 20% da produção global, atingindo 12,4 milhões de toneladas em 2026 – apesar de representar uma retração de quase 2% em relação a 2025, refletindo queda no abate de bovinos, em função da reversão no ciclo pecuário.

O Banco do Nordeste exerce papel fundamental para alavancar as políticas de desenvolvimento para o agronegócio e agricultura familiar, na sua área de atuação. No acumulado de 2020 a março de 2026, o Banco investiu, quase R$ 26 bilhões na bovinocultura de corte, com recursos provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O ano de 2025 registrou destaque com aplicação em torno de R$ 6 bilhões, sendo 61% dos investimentos no Semiárido.

© Alexander Porter / divulgação

Nordeste aumenta em 51% suas exportações de carne bovina no primeiro trimestre

Formação híbrida é o modelo preferencial das empresas

13 June 2026 at 18:05

A formação híbrida tem-se afirmado como um dos modelos preferenciais das direções de recursos humanos das empresas. São vários os exemplos, entre os quais os da Abreu Advogados, que está a “consolidar um modelo de formação híbrido”, da McDonald’s Portugal, que já o segue combinando um Centro de Formação próprio com formação desenvolvida em parceria com entidades externas, como universidades de Gestão, e da Meo, cuja formação segue fórmula idêntica: academias internas, programas externos e soluções à medida.

A aposta neste formato, “que combina academias internas estruturadas com programas de formação externa em instituições de referência”, surge em “resposta às crescentes exigências da advocacia contemporânea”, explica ao JE Nádia Fonseca, diretora de Recursos Humanos daquela sociedade.

“Este modelo híbrido reflete uma visão estratégica clara: preparar os advogados e equipas para um contexto em que o exercício da profissão se cruza, cada vez mais, com tecnologia, inovação e exigências de negócio, colocando a aprendizagem contínua no centro da competitividade da organização”, defende a mesma responsável.

O sistema formativo do escritório de advogados está organizado por “Escolas”: Direito, Gestão, Desenvolvimento Pessoal e Inovação, entre outras áreas. Os percursos diferem consoante a função e nível de carreira, “promovendo a aprendizagem contínua e o alinhamento cultural”, explica a mesma responsável.

Importa referir a academia de formação certificada da Abreu Advogados: o Instituto de Conhecimento, fundado em 2012 e vocacionado para o desenvolvimento interno e para a formação executiva de outros profissionais e clientes.

Mas também a formação externa – mestrados, LL.M., programas executivos e iniciativas promovidas por redes internacionais –, na qual “mantém um investimento consistente”. É um investimento fundamental na “atualização técnica, certificação académica e exposição a práticas globais”.

“É um modelo que serve simultaneamente o desenvolvimento interno, a captação de talento jovem e o posicionamento externo da marca Abreu Advogados como Sociedade inovadora”, finaliza Nádia Fonseca.

Elevada progressão interna

Na McDonald’s, o Centro de Formação interno é um dos alicerces do desenvolvimento profissional, oferecendo mais de uma dezenas de cursos em formato presencial, virtual e on the job. “Esta abordagem integrada permite garantir consistência, rigor operacional e flexibilidade na resposta às necessidades de desenvolvimento dos nossos colaboradores”, refere Sofia Mendonça, que dirige o departamento de recursos humanos da cadeia de restauração.

Tudo começa “desde o primeiro dia, através de uma integração prática nos restaurantes”. É um “compromisso com o desenvolvimento”. A aprendizagem contínua desenrola-se através de programas de crescimento técnico e de liderança, iniciativas no âmbito da inclusão social, como formações em Língua Gestual Portuguesa (LGP) em parceria com entidades especializadas, “que promovem uma maior acessibilidade e sensibilização das equipas”, justifica a mesma responsável.

De acordo com Sofia Mendoça, o investimento “reflete-se na progressão interna da organização”: mais de 90% dos gerentes de restaurante começaram na empresa como operadores, e em torno de 40% dos trabalhadores da sede iniciaram o seu percurso nos restaurantes. Hoje, exercem funções de destaque em várias áreas da McDonald’s, tanto em Portugal como noutros países.

Do lado da Meo, Ana Gama Marques, diretora de Pessoas e Organização, explica ao JE que a abordagem seguida “permite garantir, por um lado, o alinhamento com a cultura e prioridades estratégicas” da operadora “e, por outro, o acesso a conhecimento atualizado e às melhores práticas do mercado”.

Internamente, o trabalho é desenvolvido na Academia Meo, na qual têm vindo a investir “fortemente” e que disponibiliza “formação transversal” em competências digitais ou liderança, “assegurando consistência e proximidade às necessidades da organização”.

O modelo integrado de formação da Meo, que considera ser o “o mais eficaz para promover uma cultura de aprendizagem contínua e para preparar as pessoas para os desafios de um setor em constante transformação”, nota Ana Gama Marques, acontece em paralelo com parcerias externas e plataformas especializadas e com programas feitos à medida. Os primeiros, acrescenta, completam a oferta “com conteúdos de vanguarda e diferentes perspetivas” e os segundos consideram as “necessidades específicas das equipas e dos colaboradores, combinando competências técnicas e comportamentais”.

Banca e transformação digital
No caso do Millennium bcp, a abordagem é maioritariamente externa, “assente em conteúdos desenvolvidos à medida da realidade do banco e alinhados com as suas prioridades estratégicas”.

E cabe à Millennium Banking Academy, fundada em 2016 e a primeira academia interna de um banco em Portugal certificada pela Direção-Geral do Emprego e Relações do Trabalho, definir o plano anual de formação, “construído a partir das linhas estratégicas da instituição, dos desafios futuros da organização e das necessidades identificadas no contexto atual”, revela ao JE fonte oficial do banco.

Com a transformação digital a exigir ao setor financeiro que se mantenha competitivo tecnologicamente, não havendo espaço nem tempo para estagnação, o investimento em “competências em inteligência artificial assume-se como um fator estratégico de competitividade e preparação para o futuro”.

A Academia AI Together, uma iniciativa pioneira lançada em janeiro de 2026 em parceria com a NOVA SBE Executive Education, é um das faces desse investimento. Foi desenhada para dar acesso a competências e ferramentas internas de inteligência artificial generativa e tem como público alvo todos os trabalhadores, inclusive membros da Comissão Executiva e a alta direção do banco, abrangendo mais de 6.500 funcionários.

“Ao investir no desenvolvimento de competências práticas nesta área, as organizações podem transformar desafios em oportunidades, valorizar o talento interno e preparar-se para novas exigências do mercado, sem perder de vista os princípios de responsabilidade, ética e gestão de risco na utilização destas tecnologias”, explica ainda a mesma fonte do Millennium bcp.

Bilhetes de avião disparam 60% em 20 anos, mas compensações aos passageiros congelaram

13 June 2026 at 18:00

O preço dos bilhetes de avião dispararam mais de 60% no espaço de mais de 20 anos: de 137 para 225 euros.

Mas as compensações aos passageiros por parte das companhias aéreas ficou congelada desde que as regras foram aprovadas em 2005.

A indemnização mínima prevista permanece fixada nos 250 euros, o que representa uma perda de 65% do poder de compra, face à inflação, para um valor real na casa dos 150 euros.

Os valores foram apresentados pela AirAdvisor que recorda que o Parlamento Europeu vai votar na segunda-feira as novas regras para as companhias aéreas.

Se as alterações ao regulamento 261/2004 forem votadas favoravelmente, as companhias aéreas “passarão a estar obrigadas a enviar aos viajantes um link direto para o formulário de pedido de indemnização até 48 horas após a interrupção de um voo. Além disso, as operadoras terão de pagar ou rejeitar formalmente o pedido num prazo máximo de 30 dias”.

A AirAdvisor recorda que “não tem sido possível “alcançar um consenso relativamente ao reajuste dos valores das compensações por cancelamentos, atrasos de voos, extravio ou perda de bagagem. Sem qualquer alteração ao longo dos últimos 21 anos”.

E avisa que, se a proposta de reforma for arquivada, as regras atuais vão permanecer em vigor “por tempo indeterminado”.

Apesar de haver uma proposta inicial para um pagamento mínimo de 350 euros, o texto “mantém os valores inalterados”, com a alteração a ficar de fora do documento que vai ser votado.

Os atrasos acumulados de voos atingem o pico ao final da tarde e à noite. E com os passageiros de voos de baixo custo a usarem aeroportos secundários e mais distantes dos centros das cidades, os “pequenos atrasos” tornam-se em despesas inesperadas de alojamentos e táxis, muitas vezes difíceis de reembolsar”.

A AirAdvisor deixa várias dicas sobre o que os passageiros devem fazer em caso de perturbação durante um voo, recordando que até a revisão entrar em vigor, aplicam-se as regras atuais:

“Documente o atraso no aeroporto: Registe as horas programadas e reais de partida. Tire fotografias aos painéis de informação e solicite uma confirmação por escrito do motivo do atraso ou cancelamento junto do balcão da companhia.

Guarde todas as faturas e recibos: Despesas com refeições, transporte e alojamento são reembolsáveis ao abrigo do dever de assistência da companhia aérea, independentemente de haver direito à indemnização fixa. Este dever mantém-se mesmo em caso de força maior (como mau tempo ou greves de controladores aéreos).

Verifique a elegibilidade: A compensação financeira aplica-se se o voo chegar ao destino final com 3 ou mais horas de atraso, se for cancelado com menos de 14 dias de antecedência, ou em caso de recusa de embarque (overbooking).

Valores em vigor: 250 euros para voos até 1500 quilómetros; 400 euros para voos entre 1500 e 3500 quilómetros; e 600 euros para ligações superiores a 3500 quilómetros.

Exija pagamento em dinheiro: Apresente a reclamação por escrito e recuse vouchers ou vales de viagem como substitutos. A legislação garante o direito ao reembolso em numerário ou transferência bancária”.

Imigração: Espanha “enviou mau sinal”. Teme-se impacto noutros países europeus

By: ZAP
13 June 2026 at 17:30
Governo espanhol aprovou decreto que permite iniciar o processo de regularização extraordinária de meio milhão de imigrantes. Espanha é um caso “diferente”, mas “o sinal não é bom”, diz comissário europeu. O comissário europeu para a Administração Interna e Migração, Magnus Brunner, considera que a Espanha enviou um “mau sinal” ao regularizar 500 mil imigrantes, afirmando esperar que não tenha impacto noutros Estados-membros. Numa entrevista conjunta à agência Lusa e a outros órgãos de comunicação social europeus, Magnus Brunner afirmou que não ficou “muito satisfeito” com a decisão da Espanha de regularizar 500 mil imigrantes devido ao impacto que essa

Suíça vota em referendo limitação da população a 10 milhões

13 June 2026 at 17:18
Iniciativa do SVP, partido de extrema-direita, propõe travar crescimento até 2050 e pode forçar a saída do acordo do mercado único europeu com a UE. Resultados esperados este domingo.

© Bloomberg via Getty Images

Suíça enfrenta uma votação inédita no espaço europeu

Suíça vota em referendo limitação da população a 10 milhões

13 June 2026 at 17:18
Iniciativa do SVP, partido de extrema-direita, propõe travar crescimento até 2050 e pode forçar a saída do acordo do mercado único europeu com a UE. Resultados esperados este domingo.

© Bloomberg via Getty Images

Suíça enfrenta uma votação inédita no espaço europeu

Vai ser possível fazer obras durante o Verão nas zonas turísticas do Município de Loulé

A afirmação é da Câmara Municipal de Loulé, que em nota distribuída à imprensa diz que vai abrir exceções e permitir a realização de obras de edificação e demolição nas zonas urbano-turísticas, no período de 1 de julho e 31 de agosto, desde que devidamente fundamentadas.

A autarquia louletana, considera que “não obstante a suspensão dos trabalhos neste período,” autorizará que, quem apresentar a devida fundamentação, possa continuar com as empreitadas. Deste modo, “os promotores que pretendam prosseguir com as obras durante o verão deverão solicitar formalmente a sua continuidade.”

Esclarece ainda a Câmara de Loulé, que “as fundamentações deverão ser apresentadas até ao próximo dia 15 de junho“, nos serviços do Departamento de Urbanismo e Administração do Território, acompanhadas de elementos que permitam identificar qual o grau e natureza dos trabalhos que se pretende executar durante o período em questão.

Contudo, a edilidade sublinha que “quaisquer trabalhos que impliquem a diminuição da qualidade de vida dos cidadãos, incómodo, congestão de tráfego, ou mesmo violação do direito ao repouso e ao descanso, não poderão ter a virtualidade de ser autorizados”.

Salienta entidade que com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Loulé “quer, por um lado, apoiar os promotores, minimizando os prejuízos que possam vir a ter com a suspensão imposta pela Lei, garantindo, no entanto, o direito ao descanso de residentes e turistas.”

Mais, para que a avaliação seja efetuada, “os pedidos de continuidade devem incluir o levantamento fotográfico atualizado do estado da obra, o plano detalhado dos trabalhos previstos, horários estipulados para a laboração e medidas concretas para reduzir o impacte ambiental e sonoro.”

CDU acusa GR de demitir-se de garantir o direito das pessoas à habitação

13 June 2026 at 15:44
A CDU emitiu um comunicado de imprensa no qual acusa o  Governo Regional de demitir-se de garantir e proteger o direito à habitação. Para a CDU, os governantes continuam a revelar uma absoluta indiferença em relação às profundas consequências sociais do grave problema no acesso à habitação na Região Autónoma da Madeira. “Verifica-se que nesta […]

Veja seleções “sem passaporte próprio” na Copa do Mundo 2026

13 June 2026 at 14:00

A Copa do Mundo de 2026 contará com seleções que representam territórios “sem passaporte próprio”, como a Escócia e Curaçao. Esses países fazem parte de nações maiores — o Reino Unido e a Holanda, respectivamente — mas participam do torneio de forma independente graças a exceções previstas no estatuto da FIFA.

O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explicou que existem duas lógicas distintas quando o assunto é reconhecimento de países. “São duas lógicas diferentes quando a gente olha, por exemplo, para a geopolítica, para as relações internacionais, para a diplomacia, para a própria ONU”, afirmou.

Nessa perspectiva, determinados países não podem ser divididos. No entanto, para o futebol e para a FIFA, essa divisão é possível em casos específicos.

A exceção da Escócia

A Escócia é um dos quatro países constituintes do Reino Unido, ao lado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte. Ela se classificou para a Copa do Mundo de 2026 e enfrentará o Brasil na fase de grupos.

A possibilidade de disputar o torneio de forma independente existe porque o estatuto da FIFA prevê uma exceção especial para o Reino Unido, reconhecido como país criador do futebol. Segundo Diego Pavão, “o Reino Unido, por ser um país criador do futebol, tem o direito de disputar uma Copa do Mundo com seus países jogando de forma independente”.

Essa condição foi estabelecida historicamente quando a FIFA começou a se expandir. A Federação de Futebol da Escócia, por exemplo, é anterior à própria FIFA — fundada em 1873, décadas antes da criação da entidade máxima do futebol, em 1904.

O editor destacou que o Reino Unido condicionou sua adesão à FIFA ao direito de seus países jogarem separadamente: “A gente vai fazer parte da FIFA, não vamos boicotar a FIFA, mas a gente quer jogar separadamente com os nossos países”.

O caso de Curaçao

Curaçao é uma pequena ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, localizada próxima à Venezuela, e é um país constituinte da Holanda. Sua participação independente na Copa do Mundo se baseia em um segundo artigo de exceção do estatuto da FIFA, que permite que um território jogue separado do país ao qual pertence, desde que o “país mãe” conceda autorização formal.

“A Holanda deu uma autorização especial para Curaçao, que faz parte da Holanda, poder jogar a Copa separadamente”, explicou Pavão.

Diferentemente de outros territórios com fortes movimentos separatistas, Curaçao não apresenta tensões políticas expressivas em relação à Holanda, o que facilitou a concessão dessa autorização.

Pavão usou a Espanha como contraponto: “A Espanha nunca daria uma autorização para a Catalunha jogar a Copa do Mundo separadamente”, pois isso poderia inflar o movimento separatista local.

Além disso, quando Curaçao entrar em campo na Copa, tocará seu próprio hino — escrito em papiamento, a língua local da ilha —, e não o hino holandês.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Governo do RJ é condenado a pagar indenização por morte de crianças

Logo Agência Brasil

Nesta semana, de forma inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o governo do estado a pagar indenização às famílias das primas Emily Vitória, de 4 anos, e Rebecca dos Santos, de 7 anos.

Elas foram mortas durante uma ação policial, em 4 de dezembro de 2020, na comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ainda cabe recurso.

Notícias relacionadas:

A ação indenizatória, julgada procedente, foi proposta pela Defensoria Pública. O Tribunal condenou o estado do Rio de Janeiro não apenas a pagar indenização às famílias das meninas pelas mortes ocorridas no contexto de uma operação policial, mas foi além, condenou também o estado a pagar indenização específica em razão das graves falhas na investigação criminal.

De acordo com o defensor público André Castro, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, responsável pelo caso, “a sentença do poder judiciário examina cuidadosamente o caso e vai verificar que a investigação não atendeu aos critérios necessários previstos em lei para uma apuração adequada e, portanto, falhou com as famílias ao buscar a verdade, tanto é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis”, disse.

“Essa sentença traz esse aspecto muito importante, de certo modo inédito, que protege não só o direito a reparação, mas também o direito a verdade que as famílias têm. Direito a verdade que é o direito de saber quem foi o responsável ou responsáveis pelas mortes das meninas Emily e Rebecca”, afirmou Castro.

Na decisão, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Donato determina o pagamento de indenização por danos morais e pensão aos familiares das vítimas.

A magistrada citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal na qual diz que o “Estado é responsável na esfera cível por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos do risco administrativo”.

Ainda segundo a súmula, a perícia inconclusiva sobre a origem do disparo fatal durante operações policiais e militares “não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário”.

Caso

As crianças brincavam do lado de fora da casa quando foram atingidas por um único tiro de fuzil. O disparo ocorreu em meio a uma ação da Polícia Militar, no momento em que a viatura policial passava com dois militares, armados de fuzil, na frente da rua onde as meninas estavam.

De acordo com a ação judicial, testemunhas informaram ter visto um flash de luz saindo de dentro da viatura. Já as investigações policiais acabaram concluindo que o disparo necessariamente teria vindo do outro lado da rua, de supostos criminosos que nunca foram identificados, o que resultou num processo criminal contra os líderes do tráfico local.

O laudo de confronto de balística indica que os fuzis portados pelos policiais eram compatíveis com o projétil que atingiu as duas crianças, “embora não pudesse afirmar com certeza, que o disparo fora efetuado por alguma daquelas armas usadas pelos PMs”, diz o texto.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro “esse processo, no entanto, acabou sendo arquivado por falta de provas e a conclusão que se tem é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis pela morte das meninas”.

Reconstrução

Para o Projeto Mirante, projeto de pesquisa sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a decisão é uma “vitória histórica”.

Pesquisadores do projeto atuaram na reconstrução do caso, que envolveu medições nas ruas, conversas com moradores e familiares, e muita técnica, incluindo reconstrução 3D.

Nas redes sociais, a pesquisadora Liliana Sanjurjo comentou a atuação do projeto:

“A gente observou muitas falhas sobretudo no laudo de reprodução simulada que foi feito na época do inquérito e faltavam uns elementos para a conclusão”, disse.

Com o cruzamento de informações, imagens e localização de GPS, segundo Sanjurjo, foi possível comprovar “que de fato havia uma viatura da polícia no exato momento do incidente”. 

Nota do governo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro diz, por meio de nota, que aguarda ainda a análise da Justiça dos embargos de declaração feitos pela a Defensoria Pública para decidir se entrará ou não com recurso de apelação contra a sentença judicial.

Segundo o governo, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que os disparos que atingiram as vítimas não partiram dos policiais militares investigados.

“Com base nos laudos periciais e demais provas técnicas reunidas ao longo da apuração, o Ministério Público requereu o arquivamento do procedimento em relação aos agentes de segurança. As investigações também identificaram a participação de dois traficantes nos fatos, que foram indiciados pela Polícia Civil”, ressaltou.

A nota diz ainda que, durante a investigação, foram realizadas diversas diligências, oitivas de testemunhas, perícia no local, exames balísticos, perícias nos corpos das vítimas, reprodução simulada dos fatos e análise de todos os elementos probatórios disponíveis.

Violência armada

Segundo a plataforma Futuro Exterminado, que reúne dados de crianças e adolescentes que foram vítimas de armas de fogo, entre 2016 e 2026, 778 foram baleadas, sendo que 347, durante operações policiais, no Rio de Janeiro e região metropolitana. Dessas, 342 morreram. Em 2020, foram 62 baleados e, desses, 26 morreram, entre elas, Emily e Rebecca.

Governo do RJ é condenado a pagar indenização por morte de crianças

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Nesta semana, de forma inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o governo do estado a pagar indenização às famílias das primas Emily Vitória, de 4 anos, e Rebecca dos Santos, de 7 anos.

Elas foram mortas durante uma ação policial, em 4 de dezembro de 2020, na comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ainda cabe recurso.

Notícias relacionadas:

A ação indenizatória, julgada procedente, foi proposta pela Defensoria Pública. O Tribunal condenou o estado do Rio de Janeiro não apenas a pagar indenização às famílias das meninas pelas mortes ocorridas no contexto de uma operação policial, mas foi além, condenou também o estado a pagar indenização específica em razão das graves falhas na investigação criminal.

De acordo com o defensor público André Castro, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, responsável pelo caso, “a sentença do poder judiciário examina cuidadosamente o caso e vai verificar que a investigação não atendeu aos critérios necessários previstos em lei para uma apuração adequada e, portanto, falhou com as famílias ao buscar a verdade, tanto é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis”, disse.

“Essa sentença traz esse aspecto muito importante, de certo modo inédito, que protege não só o direito a reparação, mas também o direito a verdade que as famílias têm. Direito a verdade que é o direito de saber quem foi o responsável ou responsáveis pelas mortes das meninas Emily e Rebecca”, afirmou Castro.

Na decisão, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Donato determina o pagamento de indenização por danos morais e pensão aos familiares das vítimas.

A magistrada citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal na qual diz que o “Estado é responsável na esfera cível por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos do risco administrativo”.

Ainda segundo a súmula, a perícia inconclusiva sobre a origem do disparo fatal durante operações policiais e militares “não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário”.

Caso

As crianças brincavam do lado de fora da casa quando foram atingidas por um único tiro de fuzil. O disparo ocorreu em meio a uma ação da Polícia Militar, no momento em que a viatura policial passava com dois militares, armados de fuzil, na frente da rua onde as meninas estavam.

De acordo com a ação judicial, testemunhas informaram ter visto um flash de luz saindo de dentro da viatura. Já as investigações policiais acabaram concluindo que o disparo necessariamente teria vindo do outro lado da rua, de supostos criminosos que nunca foram identificados, o que resultou num processo criminal contra os líderes do tráfico local.

O laudo de confronto de balística indica que os fuzis portados pelos policiais eram compatíveis com o projétil que atingiu as duas crianças, “embora não pudesse afirmar com certeza, que o disparo fora efetuado por alguma daquelas armas usadas pelos PMs”, diz o texto.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro “esse processo, no entanto, acabou sendo arquivado por falta de provas e a conclusão que se tem é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis pela morte das meninas”.

Reconstrução

Para o Projeto Mirante, projeto de pesquisa sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a decisão é uma “vitória histórica”.

Pesquisadores do projeto atuaram na reconstrução do caso, que envolveu medições nas ruas, conversas com moradores e familiares, e muita técnica, incluindo reconstrução 3D.

Nas redes sociais, a pesquisadora Liliana Sanjurjo comentou a atuação do projeto:

“A gente observou muitas falhas sobretudo no laudo de reprodução simulada que foi feito na época do inquérito e faltavam uns elementos para a conclusão”, disse.

Com o cruzamento de informações, imagens e localização de GPS, segundo Sanjurjo, foi possível comprovar “que de fato havia uma viatura da polícia no exato momento do incidente”. 

Nota do governo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro diz, por meio de nota, que aguarda ainda a análise da Justiça dos embargos de declaração feitos pela a Defensoria Pública para decidir se entrará ou não com recurso de apelação contra a sentença judicial.

Segundo o governo, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que os disparos que atingiram as vítimas não partiram dos policiais militares investigados.

“Com base nos laudos periciais e demais provas técnicas reunidas ao longo da apuração, o Ministério Público requereu o arquivamento do procedimento em relação aos agentes de segurança. As investigações também identificaram a participação de dois traficantes nos fatos, que foram indiciados pela Polícia Civil”, ressaltou.

A nota diz ainda que, durante a investigação, foram realizadas diversas diligências, oitivas de testemunhas, perícia no local, exames balísticos, perícias nos corpos das vítimas, reprodução simulada dos fatos e análise de todos os elementos probatórios disponíveis.

Violência armada

Segundo a plataforma Futuro Exterminado, que reúne dados de crianças e adolescentes que foram vítimas de armas de fogo, entre 2016 e 2026, 778 foram baleadas, sendo que 347, durante operações policiais, no Rio de Janeiro e região metropolitana. Dessas, 342 morreram. Em 2020, foram 62 baleados e, desses, 26 morreram, entre elas, Emily e Rebecca.

Suíça faz plebiscito para decidir se limita população em 10 milhões

13 June 2026 at 13:28

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – A Suíça decide em plebiscito, neste domingo (14), se o país quer um limite populacional de 10 milhões de habitantes. Pelo ritmo atual, a marca seria alcançada em 2040; para evitá-la, o governo, anos antes, seria instado a impedir a entrada de imigrantes ou convidá-los a sair do território alpino.
Em uma Europa que se debate com o problema há décadas, a proposta, inédita no mundo, atrai e apavora políticos, empresários e eleitores em todo o continente.
À frente da novidade, o Partido Popular Suíço (SVP, na sigla em alemão) afirma que a infraestrutura do país está chegando ao limite, com transporte público sobrecarregado e congestionamentos em estradas. A legenda populista de direita, em busca de uma base de votos maior, vende o “sim” no plebiscito como uma medida de sustentabilidade.
Com 41.285 km², área menor do que dois Sergipes, a Suíça é um dos países que mais cresce em termos populacionais na Europa. Apenas nas últimas duas décadas, um salto de quase 22%, contra pouco mais de 5% da média da União Europeia. Um movimento alimentado sobretudo pela imigração de trabalhadores qualificados.
De seus 9,1 milhões de habitantes atuais, 31% não nasceu no país, segundo o escritório de estatísticas Eurostat. Boa parte vem da UE desde que a Suíça se tornou signatária do Espaço Schengen, em 2002, um acordo que prevê a livre circulação no continente.
Afrontar uma das bases de funcionamento do bloco europeu seria o primeiro de muitos dos efeitos colaterais de uma vitória do “sim”. Foi graças ao livre trânsito que uma miríade de empresas internacionais se instalou no país, atraindo pessoal de formação elevada.
Gente que não apenas ocupou postos de trabalho como criou outros. De acordo com levantamento de uma consultoria local, 39% dos fundadores de empresas suíças são estrangeiros.
Junto vieram problemas, como o custo habitacional, que disparou nos centros urbanos nas últimas décadas. O preço do metro quadrado de Zurique, € 18.299 (R$ 107.320), já é quase o dobro do de Paris, crescendo só no ano passado 4,16%. Das 5 cidades mais caras no ranking anual do Global Property Guide, 4 são suíças.
Em contrapartida, reverter o processo tiraria 7,1% do crescimento do país de 2028 a 2045, segundo estudo da BAK Economics. Mesmo que a proposta a ser votada tenha prazos, o baque de uma proibição teria consequências imediatas, como a queda de investimentos.
Previsões parecidas afloram desde abril, quando pesquisas de opinião apontaram empate de 47% a 47% entre quem se diz a favor do projeto e quem o rejeita. O assunto começou a ser tratado como um brexit, não apenas pelo desastre financeiro e político que a medida significou para o Reino Unido, como também pelo próprio risco de aprovação. Em maio, a campanha em favor da rejeição parece ter surtido efeito, deixando o placar em 52% a 45%, de acordo com levantamento encomendado pela emissora pública SRG.
A Suíça, no entanto, não foge do roteiro europeu de imputar à imigração boa parte dos problemas. Esta semana, por exemplo, foi marcada pela espiral de violência em Belfast detonada pelas imagens de um ataque a faca perpetrado por um refugiado sudanês. Incentivados indiretamente por postagens de políticos de extrema direita e até pelo bilionário Elon Musk, vigilantes caçaram imigrantes em suas casas.
Secretário de Estado do governo britânico para a Irlanda do Norte, Hilary Benn chegou a dizer que as cenas atuais lhe fizeram lembrar o passado conflituoso do país.
Na União Europeia, ganha corpo uma nova legislação sobre o assunto, que permitirá aos países-membros recrudescer a política imigratória, acelerando processos de deportação e o envio de solicitantes de asilo a “hubs de retorno” em países fora do bloco.
Ainda que o debate suíço pareça civilizado perto de tais atos e medidas, o sentimento de preconceito e xenofobia está presente. Pior, dizem observadores, desta vez não está restrito ao populismo de direita.
Também seduz setores do centro político: sociais-democratas, preocupados com os efeitos da crise imobiliária sobre seus eleitores, e verdes, que vislumbram um caminho, ainda que torto, de preservação ambiental.
“Metade das exportações da Suíça são para a Europa. Temos acordos bilaterais e, se quisermos mantê-los em vigor, a UE insiste que a livre circulação de mercadorias esteja associada também à livre circulação de pessoas. Portanto, se dermos um tiro no próprio pé ao dificultar metade das nossas exportações, isso será péssimo”, afirma Christian Koch, nascido na Alemanha, mas com três passaportes no bolso, um deles suíço.
Funcionário de uma companhia de investimentos em Zurique, Koch não nega os impactos do vertiginoso crescimento no número de imigrantes no país nas últimas décadas, mas pondera que a Suíça depende do fluxo de trabalhadores estrangeiros para construção civil, setor de serviços e diversos outros trabalhos “que os suíços não querem fazer.”
Ou que o país simplesmente não consegue preencher sozinho, como na área da saúde: 52% do corpo clínico suíço é composto por médicos alemães.
Koch lembra que consultas como a de domingo já aconteceram no passado. A diferença, desta vez, é o efeito sobre a classe média de uma rara, mas incômoda alta da inflação. “Ainda assim, o voto popular em geral é o começo de alguma coisa, não o fim”, pondera.
Se aprovado, o mecanismo teria de ser submetido também aos 26 cantões, equivalentes a estados, porém com muito mais peso, sem mencionar contestações judiciais. “É possível, inclusive, outro plebiscito”, diz o financista, lembrando de uma opção que os britânicos não têm com o brexit.
Frequentemente criticada no exterior, a versão suíça de democracia direta, que consulta a população sobre os mais variados assuntos quatro vezes por ano, parece ser uma vantagem em assuntos divisivos como este do teto populacional, acredita Koch. “Vota-se no assunto, não no partido. Eles não ganham poder demais.”

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Ovos processados têm melhor resultado desde 2006 nas exportações

13 June 2026 at 13:21

As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período entre janeiro e maio desde o início da série histórica, em 2006. O resultado ocorre em meio a uma retração dos embarques totais de ovos e a um mercado interno mais fraco, marcado pela desaceleração da demanda e queda nos preços.

Dados da  Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados nos cinco primeiros meses de 2026. O volume representa uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

Somente em maio, as exportações totalizaram 2,18 mil toneladas, recuo de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação com maio de 2025.

Apesar da redução no volume total exportado, os ovos processados ganharam espaço na pauta exportadora. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 3,99 mil toneladas dessa categoria, o equivalente a 32% das exportações nacionais de ovos.

Segundo pesquisadores do Cepea, trata-se da maior participação dos produtos processados nas vendas externas para o período desde 2006, indicando uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor.

Enquanto os embarques mostram uma maior presença de produtos com valor agregado, o mercado doméstico enfrenta um cenário de demanda mais fraca. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, após uma primeira quinzena marcada por reajustes positivos, o mercado perdeu força nas últimas semanas.

A consultoria aponta que o consumo mais contido obrigou o varejo a realizar promoções para manter o giro das mercadorias, pressionando as cotações ao longo da cadeia.

Nas granjas de São Paulo, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos recuou 3% na semana, sendo comercializada, em média, a R$ 131,50. No atacado, a queda foi de 2,9%, com a caixa negociada a R$ 136,00, em média.

Segundo a Scot, a queda das temperaturas tem evitado desvalorizações mais intensas, uma vez que o clima mais frio aumenta a durabilidade dos ovos e reduz a pressão por vendas imediatas. Ainda assim, a expectativa para o curto prazo é de manutenção de um mercado enfraquecido, com demanda limitada e preços pressionados.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=587567

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