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BCE deve subir juros como "tiro de aviso" contra a inflação

10 June 2026 at 12:50
Primeira subida de juros em três anos deverá ser de 25 pontos-base. Intenção é sinalizar que BCE não irá tolerar que se forme uma escalada súbita da inflação, como aconteceu em 2022.

© CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA

Christine Lagarde sucedeu a Mario Draghi na liderança do BCE

BCE deve subir juros como "tiro de aviso" contra a inflação

10 June 2026 at 12:50
Primeira subida de juros em três anos deverá ser de 25 pontos-base. Intenção é sinalizar que BCE não irá tolerar que se forme uma escalada súbita da inflação, como aconteceu em 2022.

© CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA

Christine Lagarde sucedeu a Mario Draghi na liderança do BCE

Viana entrega 60 casas: “Mais do que minorias, o bairro vai ser habitado por famílias vianenses”

9 June 2026 at 17:10

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje a entrega das chaves das 60 frações da urbanização do Carvalhal, em Darque, e adiantou que há ainda casas a disponibilizar a quem “cumprir os critérios” de admissão.

O autarca socialista, que falava aos jornalistas no final da reunião ordinária da Câmara, respondia a uma interpelação do vereador do Chega, José Belo, que, entre outras questões, “levantou dúvidas sobre os critérios utilizados, os valores efetivamente praticados e a sustentabilidade financeira deste investimento”.

O presidente da autarquia, Luís Nobre, disse que “todos os habitantes vão pagar renda conforme as possibilidades de cada agregado familiar”.

“Criou-se a ideia que a Câmara ia doar casas. Nós celebramos contratos de arrendamento, não damos casas a ninguém. Aumentámos o património municipal e foram celebrados contratos de arrendamento para que os inquilinos possam ocupar as frações com o pagamento de rendas, com a necessidade de contratos de abastecimento de energia, água, ligação à rede de saneamento, recolha de resíduos urbanos e serviço de telecomunicações para quem o desejar”, especificou.

Luís Nobre adiantou que as chaves das frações foram entregues, na sexta-feira, a 60 agregados familiares.

“Não tínhamos um bairro, tínhamos um espaço que era um degredo. Devolvemos a Viana do Castelo e à vila de Darque um espaço com todas as condições visuais e de funcionalidade. Mais do que minorias, o bairro vai ser habitado por famílias vianenses”, afirmou Luís Nobre.

Luís Nobre adiantou que “o espaço anteriormente ocupado pelo acampamento vai ser reabilitado ambientalmente para poderem ser realizadas outras atividades”.

“Acabámos com um acampamento dentro da área urbana. Acabámos com uma cortina arbórea que ninguém sabia o que acontecia lá dentro”, destacou.

Em outubro de 2023, o executivo municipal aprovou a adjudicação e minuta de contrato da empreitada de construção da Urbanização do Carvalhal, por um valor de cerca de 7,9 milhões. 

A obra de “Programa de apoio ao acesso à habitação – Urbanização do Carvalhal – Darque” foi alvo de um concurso público internacional e surgiu no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH) de Viana do Castelo, contando com um prazo de execução de 720 dias e permitindo a transformação das construções abarracadas do Acampamento das Alminhas.

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TGV traz ponte com duplo tabuleiro ao rio Douro e demolições a Campanhã

By: Lusa
9 June 2026 at 16:00
O projeto de execução da linha de alta velocidade no Porto e em Gaia confirma várias demolições de edifícios em Campanhã para a expansão da estação, mas o impacto habitacional em Gaia é reduzido face ao projeto anterior. De acordo com o projeto de execução referente ao troço de Espinho, Porto e Gaia da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, em consulta pública até dia 29, é possível ver que se mantém a previsão de demolições no Porto, entre as quais 44 habitações, sete atividades económicas (incluindo a bomba de gasolina na Avenida Gustave Eiffel) e três edifícios de outras categorias.

Taxas Euribor sobem e a 3 meses para novo máximo desde março de 2025

9 June 2026 at 11:48

A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um máximo desde março de 2025, face a segunda-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,373%, continuou abaixo das taxas a seis (2,606%) e a 12 meses (2,866%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,606%, mais 0,020 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 2,866%, mais 0,050 pontos do que na sessão anterior.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,373%, mais 0,022 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde março de 2025.

Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.

Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Procura por arrendamento dispara mais de 250% em Portugal 

9 June 2026 at 09:29
Braga ganha peso, Cascais surpreende e T2 continuam a liderar a procura no mercado de arrendamento. O Imovirtual revela que a procura por casa para arrendamento em Portugal cresceu +256,1% entre fevereiro e abril de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, registando um crescimento ainda mais expressivo do que o observado no mercado de compra (+150,4%). O […]

Senhorios têm borlas fiscais no arrendamento acessível. IHRU não fiscaliza contratos

By: ZAP
8 June 2026 at 12:30
Um novo relatório aponta ainda a exigência de uma taxa de esforço máxima de 35% para os inquilinos como a explicação para a fraca adesão ao Programa de Apoio ao Arrendamento. O Programa de Apoio ao Arrendamento (PAA), criado em 2019 para promover rendas acessíveis através da concessão de benefícios fiscais aos proprietários, continua a apresentar resultados reduzidos e falhas significativas na fiscalização, segundo a mais recente avaliação externa realizada pela consultora Quaternaire. O relatório, que analisou o período entre julho de 2021 e junho de 2024, alerta para a inexistência de mecanismos eficazes de controlo do cumprimento das regras

Rendas em Portugal descem 2,9% num ano em maio e aceleram queda nos últimos meses

6 June 2026 at 17:55

As rendas das casas em Portugal estão em queda há quatro meses, segundo os dados de maio do portal Idealista. De acordo com o mais recente Índice de Preços do Idealista, os valores de arrendamento caíram 2,9% em maio de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior, atingindo um valor mediano de 16,3 euros por metro quadrado. Este é o valor mais baixo desde outubro de 2025, quando o país registou o máximo histórico de 17 euros/m².

A descida consolida uma tendência clara de alívio no mercado de arrendamento. Nos últimos quatro meses consecutivos, as rendas têm vindo a cair: -1,9% em janeiro, -1,4% em fevereiro, -1,2% em março e -2,7% em abril. Este arrefecimento prolongado contrasta com os aumentos acentuados verificados nos anos anteriores e representa uma boa notícia para as famílias portuguesas que procuram casa para arrendar.

Lisboa mantém-se cara, mas também baixa preços

Apesar de continuar a ser a cidade mais cara do país, com 21,8 euros/m², Lisboa registou uma descida anual de 2,7%. O Porto também segue a tendência negativa, com uma queda de 7,7% (16,4 euros/m²).

Embora as rendas das casas em Portugal tenham caído no último ano, o mesmo não se observa quando se analisa a maioria das grandes cidades. Os dados do idealista revelam que os preços das casas para arrendar aumentaram em 11 das 15 capitais de distrito ou de regiões autónomas analisadas e desceram nas restantes quatro.

Entre as capitais de distrito, registaram-se subidas em várias cidades do interior e ilhas (destacando-se Viana do Castelo com +17,5%, Castelo Branco com +14,8% e Faro com +11,2%), mas as descidas em centros urbanos importantes como Viseu (-8,4%), Porto e Lisboa pesam no balanço nacional.

A nível distrital, a Guarda lidera as descidas com -14,3%, seguida de Coimbra (-11,6%) e Viseu (-6%). O distrito de Lisboa desceu 2,2%. Apenas 13 dos 19 distritos e ilhas analisados apresentam aumentos, sendo Évora o que mais subiu (+14%).

Por regiões, o Norte (-6,4%) e o Centro (-2,4%) registam as quedas mais acentuadas. A Área Metropolitana de Lisboa também baixou 2,2%. Em contrapartida, os Açores (+12,5%), Alentejo (+9,3%) e Madeira (+8,8%) continuam a registar aumentos.

O relatório do Idealista baseia-se nos preços de oferta publicados na plataforma, eliminando anúncios atípicos e sem interação. A descida sustentada dos últimos meses sugere um possível ajustamento do mercado após anos de forte pressão, com mais oferta disponível e, eventualmente, menor procura em alguns segmentos.

O preço mediano nacional de 16,3 euros/m² afasta-se do pico histórico e pode indicar o início de um ciclo mais favorável aos arrendatários, especialmente nas grandes cidades.

 

“Mais Santa Cruz” aponta “falhanço assumido pelo JPP no sector da habitação”

5 June 2026 at 18:30
Os vereadores eleitos pela Coligação Mais Santa Cruz consideram que a aprovação da Declaração de Carência Habitacional hoje deliberada em reunião da vereação da Câmara Municipal não é apenas um acto administrativo — é, acima de tudo, uma admissão clara do falhanço da gestão da JPP na resposta a um dos problemas mais graves que […]

Euribor sobe a 3 meses para máximo desde abril de 2025 e cai a 6 e 12 meses

5 June 2026 at 11:13

A taxa Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde abril de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,312%, continuou abaixo das taxas a seis (2,584%) e a 12 meses (2,842%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,584%, menos 0,004 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,842%, menos 0,009 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,312%, mais 0,001 pontos que na quinta-feira e um novo máximo desde abril de 2025.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

Em 30 de abril, na segunda reunião desde o início da guerra, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

O mercado antecipou esta manutenção das taxas diretoras, mas prevê um aumento na próxima reunião de política monetária do BCE, que se realiza em 10 e 11 de junho em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Escolha tutelada

5 June 2026 at 00:12

Um antigo banqueiro contou-me que quando começou a trabalhar, concluído o curso, casou, e a prioridade imediata foi ter casa. Ter um espaço próprio representava liberdade e autonomia. O esforço inicial foi valente para um casal em início de carreira. O custo comia boa parte dos recursos, mas era uma aposta consciente, feita a prazo. “Apostávamos em nós, que íamos ganhar mais dinheiro, progredir”, disse-me. Além disso, investir em habitação é a forma mais generalizada de poupança em Portugal, como sabemos.

Este antigo banqueiro também me disse que hoje isto seria impossível de fazer.

A taxa de esforço máxima que o Banco de Portugal recomenda no crédito à habitação foi reduzida em cinco pontos percentuais, para 45%. Por causa da preocupação com o aumento do endividamento das famílias e do crescimento dos créditos considerados de maior risco. Os preços elevados da habitação, que não param de subir, e a maior utilização da garantia pública para os jovens comprarem casa assustam o regulador, que chamou a atenção da banca. O fim último é proteger o consumidor e, claro, preservar a estabilidade do sistema.

Por alguma razão, o regulador considera-se numa melhor posição para avaliar o risco do que quem pede crédito e do que quem o concede. Conhece o que as famílias, na sua vida concreta, estão dispostas a arriscar, e que condições o banco, na sua situação específica, está disponível para aceitar. Não é o único agente que procura substituir-se ao mercado. O Estado faz o mesmo em inúmeras situações.

Insiste-se em substituir a responsabilidade individual pela tutela administrativa, cada vez mais. Esperemos é que a liberdade de escolha não comece a ser vista como um problema a necessitar de correção.

Rendas descem há meses; preços das casas em máximos históricos há meses

By: ZAP
3 June 2026 at 08:30
Rendas das casas desceram 2,9% ao longo do último ano. Mas comprar casa em Portugal custa 3.142 euros/m2. Há cinco meses consecutivos que as rendas das casas descem, em Portugal. No mês passado, Maio, arrendar casa tinha um custo de 16,3 euros por metro quadrado (euros/m2). É uma descida de 2,9% em relação a Abril, segundo as contas do Idealista. As descidas têm sido modestas, mas constantes: 1,9% em Janeiro, 1,4% em Fevereiro, 1,2% em Março e 2,7% em Abril. Mesmo assim, o valor mediano de 16,3 euros não está muito longe do máximo histórico de 17 euros/m2, registado em

"Migalhas e penso rápido." Inquilinos e proprietários criticam propostas de Pedro Nuno para habitação

8 January 2024 at 16:44
À TSF, Luís Menezes Leitão defende que o novo secretário-geral do PS continua com "as mesmas medidas absolutamente absurdas" de quando era responsável pela pasta da Habitação.

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