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Violência na Irlanda do Norte: entenda a onda de protestos anti-imigração

10 June 2026 at 13:25

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em diferentes locais da Irlanda do Norte em uma onda de violência anti-imigração na noite de terça-feira (9), que acontece após um ataque com faca pelo qual um homem sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Homens mascarados incendiaram casas de famílias em Belfast, capital do país, e atearam fogo em carros e ônibus depois que um vídeo do ataque, no qual a vítima perdeu um olho, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas. “É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, declarou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um homem sudanês de 30 anos, identificado como Hadi Alodid, compareceu em um tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Primeira-ministra condena a “covardia” de homens mascarados

Vídeos do ataque circularam online durante toda a terça-feira, provocando apelos a protestos violentos nas redes sociais.

A polícia teve que ajudar uma família a escapar de uma casa em chamas. Diversos carros e um ônibus foram incendiados e reduzidos a cinzas. Políticos locais e um pastor disseram que muitas das vítimas eram negras.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, disse a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é nada menos que um ato de covardia repugnante.”

Elon Musk convoca protestos

O ataque, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, ocorre em um momento de tensões elevadas no Reino Unido após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido a ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Somente protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província num mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que as vossas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que se pode causar quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Manifestantes na Irlanda do Norte incendeiam ônibus em protestos anti-imigração após ataque com faca • Reprodução/Reuters

Protestos em Londres e na Escócia

Claire Hanna, líder do SDLP (Partido Social Democrata e Trabalhista, da oposição na Irlanda do Norte), descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, disse ela à Reuters.

Protestos menores foram relatados em outras partes da Grã-Bretanha na noite de terça-feira, incluindo em Londres, onde manifestantes bloquearam brevemente a Praça do Parlamento, e nas duas maiores cidades da Escócia, Glasgow e Edimburgo.

A desordem na Irlanda do Norte é o mais recente episódio de violência no Reino Unido em resposta a um crime, frequentemente associado a imigrantes, o que levou alguns proeminentes ativistas anti-islâmicos e anti-imigração a convocarem as pessoas a “irem às ruas”.

O pastor Jack McKee, de Belfast, disse à emissora britânica BBC que alguns membros de sua igreja, que moravam lá há 20 anos, estavam sendo expulsos simplesmente por serem negros.

A imigração tem sido historicamente baixa na Irlanda do Norte devido ao conflito de três décadas entre nacionalistas irlandeses, em sua maioria católicos, que buscavam a unificação da Irlanda, e unionistas pró-britânicos, predominantemente protestantes, que queriam permanecer no Reino Unido, e as forças armadas britânicas.

A migração tem aumentado nos últimos anos, e o sentimento anti-imigração tem se intensificado tanto na Irlanda do Norte quanto em partes da República da Irlanda.

Segundo o censo de 2021, 96,6% dos habitantes da Irlanda do Norte eram brancos.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigração no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pela promotoria.

Irlanda do Norte vive onda de violência em meio a protestos anti-imigração

10 June 2026 at 11:48

Homens mascarados incendiaram casas em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e atearam fogo em diversos veículos numa onda de violência anti-imigrante que começou na noite de terça-feira (9), na sequência de um ataque com faca pelo qual um sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em vários locais do país depois que um vídeo do ataque com faca, que deixou uma pessoa com ferimentos graves no pescoço e na cabeça, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas.

“É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

Um vídeo transmitido pela emissora britânica BBC mostrou a polícia ajudando uma família a escapar de uma casa em chamas. Políticos locais e um pastor afirmaram que muitas das vítimas eram negras.

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um sudanês de 30 anos identificado como Hadi Alodid, compareceu em tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Na manhã desta quarta-feira (10), os moradores inspecionaram os danos às casas. Algumas apresentavam fachadas e marcas escuras deixadas pela fumaça, enquanto outras foram completamente destruídas pelo fogo, com janelas quebradas ou queimadas. Alguns carros foram reduzidos a carcaças.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, declarou a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é um ato de pura covardia.”

Starmer descreve ataque com faca como “repugnante” 

Starmer descreveu o ataque inicial com faca, ocorrido no norte de Belfast na noite de segunda-feira (8), como “repugnante”.

O caso, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, acontece em um momento de tensões elevadas na Grã-Bretanha após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido aos ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Só protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”.

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província em um mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que suas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que pode ser causado quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Claire Hanna, líder do Partido Social Democrata e Trabalhista (SDLP), da oposição na Irlanda do Norte, descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, declarou ela à Reuters.

Protestos menores também ocorreram em frente ao Parlamento, em Londres, enquanto outras manifestações foram relatadas em todo o Reino Unido.

Veículos incendiados pela cidade

Na Irlanda do Norte, jovens mascarados se reuniram no início da noite de terça-feira em vários pontos de Belfast, levando a polícia a mobilizar veículos blindados. Os manifestantes incendiaram diversos carros pela cidade, enquanto um ônibus foi consumido pelas chamas na zona leste de Belfast.

A BBC noticiou que uma multidão de cerca de 100 homens arrombou portas e quebrou janelas de casas em uma rua na zona leste da capital.

“Eles estão sendo expulsos simplesmente por serem negros”, disse o pastor Jack McKee à BBC após os ataques a residências na zona norte da cidade.

O suspeito do esfaqueamento, um sudanês de 30 anos, foi indiciado na noite de terça-feira por tentativa de homicídio, porte de arma branca em local público e ameaça de morte.

Ele deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Belfast na quarta-feira.

A vítima, um homem na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves nos olhos e cortes profundos no rosto e nas costas durante o ataque “brutal”. Uma faca de cozinha foi encontrada no local, afirmou o Subchefe de Polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson.

Imagens mostraram várias pessoas tentando conter o agressor antes da chegada da polícia, e elas foram creditadas por oficiais superiores por terem salvado a vida do homem.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigrantes no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pelo Ministério Público.

PS e Chega admitem viabilizar PSU, mas traçam linhas vermelhas diferentes

10 June 2026 at 11:20
O Chega e o Partido Socialista abriram esta semana a porta a viabilizar a PSU, reforma que o Governo quer aprovar antes do verão, mas os dois partidos colocam exigências distintas e, em vários pontos, opostas, para mudar o sentido de voto. A proposta é debatida na sexta-feira no Parlamento. Os dois principais partidos da oposição colocam condições muito diferentes ao Governo para viabilizar a criação da Prestação Social Única que o Governo anunciou em maio. Inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência ainda no Governo de António Costa, a PSU pretende agregar 13 prestações sociais não contributivas num novo

Protestos anti-imigração tomam Belfast após ataque com faca

10 June 2026 at 01:57

Manifestantes anti-imigração foram às ruas no Reino Unido depois que um sudanês de 30 anos foi acusado de tentativa de homicídio pelo ataque a faca que deixou uma pessoa gravemente ferida na Irlanda do Norte. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o crime como “horrível”.

Multidões mascaradas se reuniram em diferentes áreas de Belfast na noite de terça-feira (9). Os manifestantes incendiaram casas, carros,  barricadas e pelo menos um ônibus.

A tensão também se espalhou para as cidades de Newtownabbey, onde manifestantes incendiaram dois veículos, segundo vídeos geolocalizados pela CNN, e Kilkeel, onde outro carro foi queimado.

Vídeos de redes sociais verificados pela CNN mostram casas em Belfast tomadas pelas chamas enquanto equipes de emergência e bombeiros correm pela rua.

A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, afirmou que grupos de homens mascarados estavam “expulsando famílias de suas casas por meio do fogo” em cenas de “puro vandalismo e violência”.

Os protestos começaram depois que cidadão sudanês pelo ataque com faca que deixou outro homem hospitalizado com ferimentos nos olhos, nas costas e no rosto.

Grande parte do ataque, ocorrido na noite de segunda em Belfast, foi filmada por uma testemunha e viralizou nas redes sociais. Nas imagens, um homem pode ser visto imobilizando outro no chão e o agredindo antes da intervenção de populares e policiais.

“O ataque em North Belfast foi hediondo e injustificável. Mas há tentativas perigosas de explorar esse caso para atacar pessoas inocentes que simplesmente estão tentando viver, trabalhar e criar suas famílias aqui”, escreveu O’Neill na rede X.

“Racismo, intimidação e violência são errados onde quer que ocorram”, acrescentou.

Protestos se espalham para outras cidades

Manifestações menores também foram registradas em outras cidades britânicas, incluindo Bangor, Glasgow e Londres, onde um grupo de manifestantes de extrema direita confrontou a polícia e entoou palavras de ordem contra a imigração.

Até o momento, não há evidências de que o ataque com faca tenha ligação com terrorismo, afirmou o vice-chefe da polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson, ressaltando que a investigação ainda está em fase inicial. Ele acrescentou que o suspeito tinha direito legal de residir na Irlanda do Norte.

O chefe da polícia da Irlanda do Norte, Jon Boutcher, pediu que a população não permita que “pessoas que nada sabem sobre a Irlanda do Norte influenciem o comportamento dos nossos cidadãos à distância por meio das redes sociais”.

A polícia reconheceu que ocorreram “focos esporádicos de desordem” em várias partes da Irlanda do Norte e que alguns veículos foram incendiados. As autoridades pediram calma à população, que proteste de forma pacífica e aja com responsabilidade.

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, condenou os distúrbios. Ela disse que parte dos manifestantes estaria “determinada a destruir justamente as comunidades que afirma querer proteger”.

“Não há lugar para arruaceiros mascarados tomarem as ruas para ameaçar, intimidar, causar transtornos e destruição gratuita. É simplesmente desonesto afirmar que isso está sendo feito pelo bem da Irlanda do Norte”, declarou em nota.

“Embora eu reconheça e compreenda as preocupações após o ataque no norte de Belfast, não podemos permitir que o ódio prevaleça”, concluiu.

Contexto de tensão crescente

Há um ano, várias noites de distúrbios violentos motivados por questões raciais ocorreram na cidade próxima de Ballymena, depois que dois adolescentes romenos foram acusados de agredir sexualmente uma adolescente. Posteriormente, todas as acusações contra eles foram retiradas.

O ataque desta semana acontece em um momento em que o ambiente político do Reino Unido já está bastante tensionado.

Na semana passada, a divulgação de imagens de câmera corporal relacionadas à morte do estudante branco Henry Nowak, que estava algemado pela polícia quando morreu após ter sido esfaqueado, provocou forte comoção nacional.

Policiais foram criticados por sua atuação, enquanto líderes da extrema direita foram acusados de explorar o caso para estimular violência racista com fins políticos.

Reações políticas

Starmer classificou o ataque de segunda-feira à noite como “horrível” e “repugnante”.  Ele acrescentou que não tem “absolutamente nenhuma tolerância para cenas de violência abomináveis como essa em nossas ruas”.

Enquanto isso, Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, de centro-direita, relacionou imediatamente o ataque à imigração ilegal, sem apresentar provas, e pediu que a polícia “divulgue os fatos o mais rapidamente possível para que possamos ter clareza sobre o ocorrido”.

Já Nigel Farage, líder do partido populista de direita radical Reform UK, que lidera a maioria das pesquisas de opinião, fez coro ao pedido, afirmando que “as autoridades devem revelar imediatamente a identidade e o status migratório do agressor”.

Quem será afetado pelas medidas no processo de imigração dos EUA?

Quase 80 detenções na "Operação Portugal Sempre Seguro"

9 June 2026 at 18:32
Entre 1 e 7 de junho, as autoridades fiscalizaram mais de 13.406 pessoas e registaram 111 crimes. Mais de metade das 1.776 contraordenações foram realizadas no âmbito rodoviário.

As autoridades fiscalizaram mais de 13.406 pessoas e de 8.988 veículos

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Número de pedidos de asilo recua 37% em 2025 em Portugal

9 June 2026 at 12:52
O número de pedidos de asilo em Portugal caiu de 2.797 para 1.763, sendo as nacionalidades colombianas, chinesas e angolanas as mais expressivas. Novo Pacto Migratório entra em vigor no dia 12.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Portugal recebe 0,2% no total dos pedidos no universo UE+

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São Brás de Alportel vai à Argentina lembrar emigração do século XX

9 June 2026 at 11:23

A Câmara de São Brás de Alportel vai fazer uma viagem institucional à Argentina, a partir desta quarta-feira, 10 de Junho, país que foi, no século XX, destino de emigração de milhares de algarvios.

A deslocação, que terá lugar em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.

«A missão assume particular significado pela forte ligação histórica e humana existente entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais de São Brás de Alportel, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram», conta a Câmara de São Brás de Alportel.

Entre os destinos que mais marcaram esta história destaca-se Comodoro Rivadavia, cidade localizada na província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos mais importantes polos históricos da emigração portuguesa no país.

A comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel.

A agenda contempla reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa, bem como contactos institucionais em Buenos Aires com o Embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.

Além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.

Marlene Guerreiro, presidente da Câmara, far-se-á acompanhar pelo vice-presidente, Pedro Ornelas, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.

O conteúdo São Brás de Alportel vai à Argentina lembrar emigração do século XX aparece primeiro em Sul Informação.

Suíça discute limitar população a 10 milhões de habitantes

9 June 2026 at 10:56

Suíça discute limitar a população a 10 milhões de habitantes. O tema vai ser votado num referendo considerado o “Brexit suíço”. A iniciativa é do partido de direita nacionalista Partido Popular Suíço (SVP), maior força política do país.

“No fim das contas, o que queremos é proteger aquilo que amamos, garantir que a Suíça continue a ser um lugar maravilhoso para se viver. Não vamos acabar com os congestionamentos da noite para o dia, mas isso permitir-nos-á adaptar a infraestrutura rodoviária e ferroviária e construir moradias. Mas não a um ritmo que acabaria por nos impedir de absorver esse enorme fluxo de pessoas”, diz o parlamentar Yvan Pahud, do SVP.

“Essa iniciativa é extremamente perigosa. É perigosa porque, em primeiro lugar, é absolutamente xenófoba. No fundo, transforma os estrangeiros em bodes expiatórios, como se fossem a resposta para todos os males da sociedade. É perigosa porque é enganosa. Não resolverá a questão da sustentabilidade, como o seu nome afirma, ostensivamente. Pelo contrário, corre o risco de empobrecer a Suíça e de enfraquecer fundamentalmente os acordos que atualmente temos com a União Europeia, que são mais importantes do que nunca”, afirma, por sua vez, Delphine Klopfenstein, do Partido Verde.

Atualmente, a Suíça tem pouco mais de nove milhões de habitantes. E os estrangeiros representam quase 28% da população.

Segunda a proposta, se a população ultrapassar 9,5 milhões, o governo seria obrigado a tomar medidas para impedir que chegue a 10 milhões.

Ou seja, encerrar acordos que incentivam o crescimento populacional, incluindo a livre circulação com a União Europeia.

As empresas temem que um “sim” limite o acesso à mão de obra qualificada e prejudique as relações com o principal mercado de exportação da Suíça.

“Na Suíça, por exemplo, mais de 50% da nossa equipa hoteleira são estrangeiros. Se não tivermos mais acesso a esses trabalhadores qualificados, seria muito difícil continuar a operar o setor de hotelaria e gastronomia na Suíça no nível atual”, diz Martin von Moos, da associação do setor hoteleiro da Suíça.

A população está dividida. A pesquisa mais recente indica 47% a favor do limite e 52% contra.

“Bem, digamos apenas que, considerando o tamanho do país, já temos mais do que suficiente. Quero dizer, com mais de 10 milhões [de habitantes], o que vamos fazer? Onde vamos colocar todas essas pessoas? É muito bonito acolhê-las, mas o que elas vão fazer? Ficar na rua?”, afirma um morador de Orbe.

“As pessoas estão a ser bombardeadas com esse medo de imigrantes e da imigração, quando na realidade sabemos muito bem que a economia suíça não pode sobreviver sem a imigração. E admito que gostaria de ver mais gente na Suíça, porque, quando eu me aposentar, precisaremos de pessoas a trabalhar para sustentar o sistema de previdência [segurança social]”, diz, por outro lado, uma moradora de Genebra.

Assim como outros países europeus, a Suíça também enfrenta o envelhecimento da população. Até 2055, a proporção de pessoas em idade ativa (entre 20 e 64 anos) deve cair de 60% para 56%.

Ao mesmo tempo, a parcela de idosos com mais de 65 anos deve aumentar significativamente, de 21% para 27%, segundo o Escritório Federal de Estatísticas da Suíça.

Referendos são um pilar da política suíça, com os eleitores a ir às urnas cerca de quatro vezes por ano para decidir sobre diferentes questões nacionais e regionais.

O referendo sobre limitar a população do país será realizado no dia 14 de junho.

Merkel sobre o efeito dos refugiados e no que concorda com Trump

By: ZAP
9 June 2026 at 08:30
Antiga chanceler alemã alertou recentemente para a ascensão do nacionalismo na Europa. E admite que a decisão de acolher refugiados em 2015 impulsionou a AfD, partido de extrema-direita que lidera atualmente as sondagens no país. Uma das líderes democráticas mais duradouras do pós-guerra, a antiga chanceler federal alemã Angela Merkel, reconheceu que a sua decisão de manter as portas do país abertas durante a crise dos refugiados de 2015 impulsionou o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD). O partido, que elegeu a segunda maior bancada no Parlamento em 2025 e hoje promove abertamente a “remigração” de cidadãos indesejados

ICE. Imigrante da Geórgia morre sob custódia no Louisiana

9 June 2026 at 07:43
Mamuka Artmeladze, de 43 anos, foi encontrado inconsciente no Centro Correcional de Winn — sob suspeita de negligência. É o 19.º migrante sob custódia do ICE que morreu desde o início do ano.

© SARAH YENESEL/EPA

O ICE colocou-o sob custódia após determinar que não tinha estatuto legal para permanecer nos Estados Unidos, sublinhou a agência em comunicado

Papa Leão 14 cobra justiça para vítimas de abusos e reforça proteção

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero representam uma praga para a Igreja Católica e cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A declaração foi feita durante encontro com bispos da Espanha, onde o sumo pontífice faz visita oficial. E em um contexto de críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o problema da forma adequada. “Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, afirmou o papa.

Leão 14 pediu que toda pessoa prejudicada encontre na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O papa também defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e com a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis.

Resposta aos escândalos de abusos

Trata-se da referência mais direta feita pelo sumo pontífice ao escândalo dos abusos clericais durante sua viagem à Espanha, país onde as denúncias de violência sexual praticada por religiosos prejudicaram a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, de acordo com analistas. “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, disse o papa.

O Vaticano informou que Leão 14 se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, mas não divulgou detalhes do encontro. Segundo a imprensa espanhola, a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri.

A decisão motivou críticas de associações de ativistas, que afirmam não terem sido convidadas. Integrantes desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano para denunciar o que consideram falta de transparência.

Ativistas cobraram também ações concretas, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

Relatório aponta dimensão do problema

A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940.

Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram, em março deste ano, um acordo para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Crise global e desafios migratórios

Além da questão dos abusos, Leão 14 aproveitou a visita para apresentar uma mensagem política ao Congresso. Falando em espanhol diante dos parlamentares, o papa afirmou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades.

“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, disse ele.

O papa também falou sobre migração. Segundo Leão 14, nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios migratórios. Ele defendeu uma resposta internacional coordenada, com base em acolhimento, proteção e integração.

Segundo ele, a incapacidade da comunidade internacional de lidar adequadamente com o fenômeno migratório coloca em risco os fundamentos éticos da ordem global. O papa também pediu que os governos combatam as causas que levam milhões de pessoas a deixar seus países, como guerras, pobreza e mudanças climáticas.

O tema tem especial relevância na Espanha, cuja rota das Ilhas Canárias se tornou uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa. Mais de 3 mil pessoas morreram em 2025 tentando alcançar o arquipélago em embarcações precárias, segundo organizações humanitárias.

Defesa da vida e agenda da viagem

E em um momento em que o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discute a possibilidade de incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola, Leão 14 reafirmou a posição tradicional da Igreja Católica sobre a defesa da vida desde a concepção.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, afirmou. Na Espanha, a eutanásia é permitida.

Ao longo da semana, o papa ainda visitará a cidade de Barcelona para abençoar uma nova torre da Basílica da Sagrada Família e seguirá para as Ilhas Canárias, onde encerrará a viagem. (FOLHAPRESS)

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Moçambique. Deslocados em Ancuabe chegaram a 20 mil em maio

8 June 2026 at 10:31
Ancuabe, Montepuez e Chiúre receberam mais de 9 mil crianças deslocadas, após ataques terroristas, revela relatório da OIM. Separação familiar, violência de género e sofrimento psicossocial preocupam.

© LUÍSA NHANTUMBO/LUSA

A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia

Seguro e Montenegro completam-se. E “dois homens podem mudar Portugal”

By: ZAP
8 June 2026 at 10:20
Um autógrafo numa bandeira nacional no Luxemburgo permitiu ao Presidente da República e ao primeiro-ministro assumirem que se completam e que “é assim que tem de ser”. E, diz um português emigrado no país, “dois homens podem mudar Portugal”,  um “extraordinário país para se viver”. O Presidente da República e o primeiro-ministro escolheram a comunidade portuguesa no Luxemburgo para deixar uma mensagem conjunta de aproximação à diáspora, defesa da língua e apelo ao regresso de emigrantes e lusodescendentes. António José Seguro e Luís Montenegro participaram nas primeiras comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, onde

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