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Eduardo Bolsonaro diz que condenação do STF busca tirá-lo das eleições

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (16) que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele não respeitou o devido processo legal, é “sem pé nem cabeça” e visa impedir sua participação nas eleições deste ano.

Eduardo foi condenado de forma unânime pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo, sob acusação de ter articulado uma tentativa de intimidação dos Estados Unidos ao Judiciário brasileiro com o objetivo de impedir o julgamento da trama golpista — em que o pai dele, Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O ex-deputado articulou participação no pleito deste ano como primeiro suplente do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado.

Críticas à decisão do Supremo

Em nota divulgada à imprensa após a decisão do Supremo, Eduardo afirmou que até hoje não foi citado de forma legal e atacou o relator, ministro Alexandre de Moraes.

“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, disse o ex-deputado.

Com a condenação, Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, se torna ficha suja e fica impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ainda cabe recurso contra a decisão.

Durante o julgamento, Moraes disse que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”. Ele foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Acusação de coação no curso do processo

O crime de coação, para ser configurado, exige que a ação tenha grave ameaça. Para o relator, a ameaça se materializou na “articulação e obtenção de sanções” do governo Donald Trump, como a imposição de tarifas, a suspensão de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky a ele próprio.

O jornalista Paulo Figueiredo também foi denunciado, mas o processo acabou desmembrado. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo, enquanto a orientação para Figueiredo, que mora nos EUA há mais de dez anos, foi de notificação pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.

Na nota, Eduardo afirma continuar “aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido”. O ex-deputado diz que saber da acusação pela imprensa “não substitui a citação prevista em lei e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.

“E ‘certo e sabido’ não é força de expressão: resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber”, diz.

Defensoria questiona citação por edital

Como não apresentou advogado, Eduardo foi representado pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, que argumentou que o STF não deveria ter feito a citação por meio de edital, mas sim insistido em diligências para que o local exato do ex-deputado fosse identificado.

“A determinação de citação por edital foi porque não se saberia onde estaria o denunciado […] Era fato público e notório, inclusive consta na denúncia, que, desde fevereiro, o denunciado se encontrava nos Estados Unidos. Na compreensão da Defensoria, isso não autoriza uma citação por edital”, disse.

Ele afirmou ainda: “Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.”

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) escreveu em rede social: “Quem poderia imaginar? E o silêncio da ‘direita permitida’ segue em berço esplêndido!” (Thaísa Oliveira/ Isadora Albernaz/FOLHAPRESS)

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Brasil rejeita maioria das declarações do G7 e amplia distância do bloco

O Brasil encerrou o segundo dia de participação na cúpula do G7 em Évian, na França, com um saldo diplomático que evidencia distância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo. De cinco documentos divulgados pela presidência francesa, o Brasil aderiu a apenas dois.

Na avaliação do governo brasileiro, boa parte dos textos foi deliberadamente moldada para garantir a permanência dos Estados Unidos na cúpula e evitar o veto do presidente Donald Trump. O resultado, na visão de Brasília, foi uma série de documentos que omitem temas centrais, como mudança climática, reforma das instituições multilaterais e o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS), para não contrariar Washington.

Dos três primeiros textos divulgados nesta terça, o Brasil havia aderido apenas à declaração sobre o combate ao câncer — tema que o governo Lula considera prioritário na agenda de saúde pública, com programas de ampliação do atendimento oncológico na rede pública.

Divergências sobre desenvolvimento e saúde global

A declaração sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, que embasou a sessão da tarde em que Lula discursou, foi rejeitada pelo Brasil. O documento propõe a mobilização de capital privado e mecanismos de garantia para investidores como resposta à queda brutal na ajuda ao desenvolvimento, uma abordagem que Brasília considera insuficiente e despolitizada.

Na visão brasileira, o texto ignora as questões ambientais, de dívida externa e de combate à fome, e não menciona em nenhum momento a mudança climática — ausência que o governo brasileiro atribui diretamente à necessidade de acomodar os Estados Unidos.

A declaração sobre o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda também não recebeu o apoio brasileiro. O motivo: o texto não faz qualquer menção à OMS.

Segundo o governo brasileiro, a omissão foi deliberada para não contrariar Washington, que cortou drasticamente seu financiamento ao organismo. O Brasil optou por formalizar sua posição sobre saúde global por meio de uma carta de Lula ao secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom, pedindo apoio de países do G20 e do G7 à agência.

O Brasil também aderiu à declaração sobre combate ao narcotráfico. Antes havia feito a ressalva de que só endossaria o documento caso o texto final abordasse também lavagem de dinheiro sem enquadrar organizações criminosas como grupos terroristas.

A declaração sobre proteção de crianças nas redes sociais também deve ter o aval brasileiro, visto que o país tem legislação própria no tema e experiência a compartilhar.

O Brasil não deve assinar a declaração sobre desequilíbrios macroeconômicos, que na avaliação brasileira trata o problema como essencialmente ligado à China, sem mencionar os impactos do unilateralismo comercial e dos conflitos internacionais sobre as cadeias produtivas globais.

Brasília também ficou de fora da declaração sobre migração e não aderiu à de minerais críticos, cujo enfoque o governo brasileiro considera extrativista e geopolítico — voltado a criar uma coalizão ocidental contra a influência chinesa, sem considerar o direito dos países produtores a agregar valor às suas cadeias produtivas.

O debate sobre desenvolvimento

Na sessão da tarde, que reuniu os membros do G7 e os países convidados (Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia), as intervenções evidenciaram diferenças de visão sobre o tema do desenvolvimento.

O anfitrião Emmanuel Macron focou mecanismos de garantia para mobilizar capital privado. Trump defendeu as contribuições americanas à África, sem conectar sua fala ao documento que embasava o debate. Lula argumentou que o problema não é escassez de recursos, mas escolha política sobre como usá-los, posição que diverge da abordagem predominante no texto do G7.

Nenhum líder rebateu diretamente o discurso brasileiro. A intervenção que mais se aproximou da posição de Brasília, segundo relatos de quem acompanhou a sessão, foi a da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que reconheceu que os países ricos cometeram erros nas últimas décadas e contribuíram para criar dependência nos países em desenvolvimento.

Lula e Trump: questão irrelevante

Nas redes sociais e em parte da cobertura jornalística, circulou nesta terça a dúvida sobre se Lula e Trump se cumprimentaram — ou se teriam deliberadamente se evitado. Imagens dos líderes reunidos para a chamada foto de família, retrato oficial do encontro, mostram Trump passando por Lula sem saudá-lo.

A assessoria do presidente brasileiro afirma considerar a questão irrelevante. Não há confirmação de que os dois líderes tenham interagido, mas também não há nenhum elemento que indique evitamento intencional.

Os dois estarão presentes nos mesmos eventos na quarta-feira, e um cumprimento informal não está descartado. O governo brasileiro reitera que não houve pedido de reunião bilateral entre Lula e Trump — e que, por ora, não há o que negociar num encontro formal.

Agenda de quarta-feira

No último dia da cúpula, Lula participará de sessão de trabalho sobre crescimento econômico equilibrado e de almoço com representantes das principais empresas de tecnologia do mundo para debater inteligência artificial.

Está prevista ainda uma possível bilateral com o ditador do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi.

Ao fim dos trabalhos em Évian, o presidente segue para Genebra, onde deve se reunir com Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol e primeiro brasileiro a ocupar o cargo, acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — encontro que ocorre num contexto de tensão com Washington após a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Também deve entrar na agenda da quarta-feira uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a pedido de Kiev. (João Caminoto/FOLHAPRESS)

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Bebê de 1 ano desaparece em mata fechada de fazenda em Doverlândia (GO)

Um bebê de um ano e 11 meses desapareceu em uma área de mata fechada, em Doverlândia (GO).

Menina foi vista pela última vez nesta segunda-feira (15), na Fazenda Vale do Paraíso, zona rural de Doverlândia, informou a Polícia Militar. A região é de mata fechada e próxima ao rio Paraíso.

As buscas feitas pela PM e o Corpo de Bombeiros incluem áreas de mata, trilhas e residências. A corporação também usa drones com câmera térmica e procura o bebê no rio e em um lago próximo com equipe de mergulhadores.

Equipes da PM e do Corpo de Bombeiros realizam buscas por bebê desaparecida em área rural de Doverlândia (GO) | Foto: Reprodução

Buscas continuam na região

Os pais deixaram a menina sem supervisão. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ramon Queiroz, quando os responsáveis retornaram ao local, ela já não estava mais.

A ocorrência permanece em andamento. Familiares e moradores da região também ajudam nas buscas, percorrendo as áreas da fazenda.

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Estudo sueco indica que convívio com gatos não piora asma em crianças

Embora os pelos de animais de estimação tenham componentes alergênicos conhecidamente associados a crises de asma, não é necessariamente a convivência com os pets em casa que agrava os quadros em crianças e adolescentes no curto prazo. Essa é a conclusão de um estudo sueco de coorte que acompanhou por um ano mais de 30 mil participantes.

Os resultados, publicados na revista científica Frontiers in Allergy, mostram que crianças expostas a gatos no ambiente doméstico apresentam níveis semelhantes de gravidade da doença, frequência de exacerbações, controle da asma e função pulmonar quando comparadas àquelas que não convivem com os animais.

Segundo os autores, uma das explicações para os dados observados é que evitar um gato em casa não significa evitar seus alérgenos. Pelos e proteínas produzidas pelos felinos podem ser transportados em roupas, mochilas e objetos, permanecendo em escolas, transportes públicos e outros ambientes compartilhados. Assim, mesmo crianças que não possuem animais domésticos continuam expostas a esses fatores de risco no cotidiano.

O que é a asma e como se manifesta

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias. Segundo a pesquisadora Maria do Socorro Cardoso, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), a condição resulta de uma inflamação dos brônquios desencadeada por diversos fatores, entre eles processos alérgicos. Quando ocorre essa inflamação, as vias aéreas se estreitam e passam a produzir mais muco, dificultando a passagem do ar. Os sintomas mais comuns incluem falta de ar, chiado no peito, tosse persistente e cansaço ao praticar atividades físicas.

A pesquisa sueca se concentrou no efeito da doença entre crianças e adolescentes porque a asma é especialmente prevalente nessa fase da vida, quando o sistema imune não está completamente desenvolvido e pode dar respostas exageradas à presença de alérgenos, favorecendo a inflamação das vias aéreas. No caso de algumas pessoas, são os pelos de animais os responsáveis por desencadear essa resposta.

Metodologia do estudo

O estudo de coorte incluiu 30 mil crianças e adolescentes, entre 4 e 17 anos, que têm asma ou alergias respiratórias. Os participantes foram acompanhados entre 2023 e 2024. Foram obtidos os registros de diagnósticos, visitas à emergência, medicações prescritas e exames de controle de asma e de espirometria a partir dos Registro Nacional de Pacientes Sueco, Registro de Drogas Prescritas e Registro Nacional de Vias Aéreas. Também foram coletados dados do Registro Nacional de Gatos (obrigatório para todos os bichanos nascidos após 2008 na Suécia).

Para 9% das crianças incluídas na pesquisa, a família teve pelo menos um gato em 2023. Mas, ao comparar os grupos, os pesquisadores não encontraram associação significativa entre a convivência com felinos no lar e a piora do quadro. Casos de asma moderada ou grave ocorreram em 9,6% das crianças expostas aos bichanos em casa e em 10,1% das não expostas. Já as exacerbações da doença foram registradas em 3,3% e 3,5% dos grupos, respectivamente. O número, o sexo ou a idade dos pets também não influenciaram o resultado.

Limitações e interpretação dos dados

Os pesquisadores destacam uma limitação importante do estudo. Como o Registro Nacional de Gatos da Suécia foi implementado recentemente, é possível que parte das famílias com felinos ainda não estivesse devidamente cadastrada, fazendo com que algumas crianças fossem classificadas como não expostas quando, na realidade, conviviam com gatos.

Além dos animais domésticos, os principais desencadeantes das crises incluem infecções virais, poeira, mofo, fumaça de cigarro, poluição do ar e outras partículas inaladas. Carlos de Carvalho, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), chama a atenção para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Além de favorecer a dependência de nicotina, os dispositivos liberam substâncias químicas inaladas que podem piorar a inflamação das vias respiratórias.

Um estudo publicado neste ano no Journal of Asthma and Allergy encontrou, por meio de uma revisão bibliográfica e meta-análise, a associação entre o fumo e o desenvolvimento e a exacerbação da asma em adolescentes. Os pesquisadores iranianos constataram que os vapes levaram a uma maior ocorrência de quadros da doença do que os cigarros tradicionais entre adolescentes.

Diagnóstico e tratamento da asma

Segundo a professora Laís Nicoliello, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o primeiro passo para controlar a asma é o diagnóstico precoce. Tosse persistente, cansaço e limitação para atividades físicas não devem ser considerados normais em crianças e precisam ser investigados por um profissional de saúde.

No ano passado, a Global Initiative for Asthma (GINA 2025) passou a recomendar o diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos com base em critérios objetivos: episódios recorrentes de chiado, ou pelo menos um episódio de chiado acompanhado de sintomas compatíveis com a doença, como tosse durante atividades físicas, ao rir, ao chorar ou durante o sono; ausência de outras condições capazes de explicar o quadro; e melhora dos sintomas após o uso de medicação para asma.

Além do diagnóstico, o controle ambiental é parte fundamental do tratamento. Evitar a exposição à fumaça de cigarro, à poluição e a outros fatores desencadeantes ajuda a reduzir a frequência das crises.

Do ponto de vista medicamentoso, a terapia inalatória continua sendo a estratégia mais eficaz. Pacientes com episódios recorrentes geralmente precisam utilizar corticoides inalados diariamente para controlar a inflamação das vias aéreas, enquanto os broncodilatadores de curta ação, como o salbutamol, são indicados como medicação de resgate.

A médica também chama atenção para um estigma que ainda cerca o tratamento. Segundo ela, a chamada “bombinha” nem provoca dependência, nem acelera o coração quando utilizada de forma adequada. Pelo contrário, seu uso correto permite que crianças e adultos tenham qualidade de vida e pratiquem suas atividades normalmente.

Outro desafio é a adesão ao tratamento. Como muitos pacientes apresentam melhora dos sintomas, é comum que abandonem a medicação ou a utilizem de forma inadequada, aumentando o risco de novas crises.

Nicoliello ressalta ainda que os principais medicamentos para o controle da asma estão disponíveis gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), tanto nas unidades básicas de saúde quanto pelo programa Farmácia Popular. (Acácio Moraes/FOLHAPRESS)

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Roblox cria contas com restrições por idade para menores de 16 anos no Brasil

O Roblox começa nesta terça-feira (16) a implementar no Brasil contas com limitações automáticas por idade para usuários com menos de 16 anos, com regras diferentes para acesso a jogos e para comunicação.

Plataforma vai separar perfis em duas categorias para crianças e adolescentes, além da conta padrão. As novas modalidades são Roblox Kids, para idades de cinco a oito anos, e Roblox Select, para quem tem de nove a 15. O Roblox é um mundo virtual com vários jogos. Lá, as pessoas podem criar um avatar, criar jogos, e compartilhar e jogar experiências interativas 3D umas com as outras.

Roblox Kids e Roblox Select

Roblox Kids: contas para pessoas de cinco a oito anos terão acesso restrito a um catálogo selecionado de jogos. A empresa diz que esses perfis ficam limitados a experiências com classificação de maturidade “mínima” ou “moderada” e que a lista de títulos é atualizada de forma dinâmica.

Chat e outros recursos de comunicação ficam desativados por padrão no modo infantil. A ideia, segundo a empresa, é reduzir o contato não supervisionado e facilitar para responsáveis identificarem o tipo de conta, inclusive por mudanças visuais no app (a conta kids tem fundo azul).

Roblox Select: para usuários de nove a 15 anos. Também têm um catálogo selecionado. Nessa faixa, o acesso pode incluir jogos com selo de maturidade até “moderada”, e as configurações padrão de comunicação permanecem como já eram para idades de nove a 15.O chat é permitido com restrições.

Quem não fizer a checagem de idade terá limitações mais duras até concluir o processo. Segundo o Roblox, perfis sem verificação de idade ficam restritos a jogos classificados como “mínimo” ou “moderado” e sem acesso à comunicação; depois da checagem, o usuário é direcionado automaticamente ao tipo de conta correspondente.

O Roblox usa uma tecnologia de verificação de idade por meio de imagem. A pessoa usa a câmera do celular, vira o rosto para os lados, e o sistema estima a idade, com precisão de 1,3 ano. Caso alguém ache que a estimativa não é apropriada, é possível submeter um documento.

Como funciona a seleção de jogos e os controles parentais

No controle parental, responsável deve se conectar à conta do filho. Lá é possível ver os jogos que ele acessa, quanto tempo ficou em cada jogo, bloquear experiências, definir o tempo de tela e liberar o chat. O responsável também pode especificar a idade do filho —caso o sistema de validação facial não tenha inferido a idade corretamente.

Roblox diz que vai manter um processo contínuo para decidir quais jogos aparecem para menores de 16. A empresa afirma que, além da moderação já existente, vai aplicar uma avaliação extra que inclui verificação de desenvolvedores e análise do conteúdo para classificar a maturidade das experiências.

Critérios incluem verificação de identidade e exigências para criadores que queiram atingir o público mais jovem. O Roblox afirma que os desenvolvedores precisam passar por verificação de ID, ativar verificação em duas etapas e manter assinatura ativa do Roblox Plus.

Controles parentais ganham novas opções e ficam disponíveis por mais tempo. A empresa diz que responsáveis poderão bloquear jogos específicos e gerenciar configurações de chat até os 15 anos, além de aprovar manualmente o acesso a jogos que não estejam liberados no padrão da conta.

Empresa também planeja mudar o sistema de classificação indicativa ainda em 2026. A plataforma pretende migrar para o padrão da IARC (International Age Rating Coalition).

Anúncio foi feito em abril

O pacote de contas por idade e controles parentais foi anunciado em 13 de abril, mas chega agora ao Brasil. Na ocasião, o fundador e CEO do Roblox, David Baszuck, disse que a empresa criaria um modelo unificado para checagem de idade, padrões de comunicação e acesso a conteúdo para usuários mais jovens.

A companhia afirmou que usuários com 16 anos ou mais não devem ver mudanças na experiência. A empresa também disse que espera que menores de 16 anos, após a verificação, tenham acesso à maior parte dos jogos que já costumam usar.

Por que importa?

O Brasil e vários países do mundo tem criado legislações para o cuidado das crianças e adolescentes na internet. Por aqui, o ECA Digital foi aprovado no ano passado e passou a vigorar neste ano. O conjunto de regras permite o uso de jogos e redes sociais, mas desde que haja sistemas de controle parental e filtros de conteúdo para este público.

Enquanto o Brasil permite com restrições, alguns países têm postura mais radical. Austrália, Indonésia e recentemente Reino Unido anunciaram que vão proibir que menores de 16 anos acessem redes sociais.

Fora isso, o Roblox, uma plataforma acessada por muitos menores, tinha várias denúncias de abuso. No ano passado, por exemplo, a plataforma permitia que menores fossem expostos a biqueiras e “meninas do job”, sendo considerado por alguns um “lugar perfeito para pedófilos”.

As medidas atuais tentam tornar a plataforma mais segura para menores. Com controle parental e classificação indicativa, a plataforma, em tese, se torna um local menos perigoso para crianças e adolescentes.

Como configurar uma conta de responsável no Roblox

O responsável deve criar uma conta no Roblox e fazer a verificação de idade – algo que é requisitado durante o processo;

Na sequência, da conta da criança, entre em Configurações e escolha Controles dos responsáveis;

Vá em Adicionar responsável e inclua o e-mail com o qual você criou a conta no Roblox; depois, acesse o e-mail e siga as recomendações;

Com a conta vinculada, o responsável pode gerenciar o que filho faz indo em Configurações > Controles dos responsáveis. Lá é possível bloquear ou permitir jogos, configurar controles de conteúdo e com quem ele pode conversar. (Guilherme Tagiaroli/FOLHAPRESS

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Move Brasil libera financiamento de carros novos para motoristas de app e taxistas

Motoristas de aplicativos e taxistas podem contratar, a partir desta sexta-feira (19), o crédito criado pelo governo federal para financiar carros novos de até R$ 150 mil. Podem ser comprados pelo programa Move Brasil carros flex, híbridos, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Automóveis movidos apenas a gasolina ou diesel ficam de fora.

O Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos novos com juros abaixo dos praticados atualmente no mercado.

Poderão participar taxistas registrados e motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e mínimo de cem corridas realizadas no período. O cadastro para verificação da elegibilidade já está disponível na plataforma oficial do programa.

Segundo o governo, as taxas de juros serão de até 11,5% ao ano para mulheres e de até 12,6% ao ano para homens. O prazo de pagamento poderá chegar a seis anos, com possibilidade de carência de até seis meses para o início das parcelas.

Após a validação do cadastro, os trabalhadores poderão procurar uma instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento. A análise final de crédito ficará a cargo dos bancos participantes.

Como pedir o financiamento?

1 – Cadastro:
Motoristas devem acessar a plataforma https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/move-brasil e autorizar o uso de dados para o sistema verificar se têm direito.

2 – Confirmação:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br em até cinco dias após o cadastro.

3 – Escolha do veículo:
Depois da confirmação da elegibilidade, os motoristas poderão escolher, a partir de 19 de junho, veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no programa Mover. Os trabalhadores deverão procurar uma instituição financeira credenciada para pedir o financiamento.

4 – Contratação:
O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

Quais carros poderão ser financiados?

Carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Modelos movidos apenas a gasolina ou diesel ficarão de fora. O valor máximo do automóvel será de R$ 150 mil.

O motorista poderá escolher carros de montadoras habilitadas no programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), como:

  • BYD
  • Fiat
  • GM
  • Honda
  • Hyundai
  • Nissan
  • Peugeot
  • Renault
  • Toyota
  • Volks

Quem pode participar?

Taxistas registrados e em atividade, cooperativas de táxi e motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses que tenham realizado ao menos cem corridas nesse período na mesma plataforma.

A validação dos motoristas de aplicativo será feita pelas próprias plataformas. No caso dos taxistas, a confirmação ocorrerá via Receita Federal e gov.br.

Acessórios e seguro entram no valor máximo do carro?

De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o financiamento para seguro não entra na composição do preço do carro, e não conta para o valor máximo de R$ 150 mil. No caso das mulheres, acessórios de segurança também não contam.

Qual será o valor dos juros?

O governo anunciou juros finais de até 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% ao ano para homens. As mulheres também poderão financiar itens extras de segurança, limitados a 10% do valor total da operação.

O financiamento terá entrada?

As regras publicadas até agora não estabelecem entrada mínima obrigatória. No entanto, os bancos poderão exigir condições próprias durante a análise de crédito, incluindo valor de entrada, garantias e comprovação de renda. Em financiamentos, o valor da prestação e do crédito liberado dependem, por exemplo, da renda do motorista.

Quando os financiamentos começam?

O cadastro e a análise de elegibilidade já foram liberados pelo governo. Já a contratação efetiva dos financiamentos junto aos bancos começará a partir de 19 de junho. (Gabriela Cecchin/FOLHAPRESS)

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Fim da escala 6×1 pode elevar tarifas e custos de serviços públicos

Os contratos de municípios, estados e da União com empresas que prestam serviços públicos como transporte, coleta de lixo, energia, portos e outras concessionárias deverão ser revisados caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 passe a valer.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais. O texto aprovado estabelece que, 60 dias após a promulgação da medida, começa a valer a escala 5×2 e a jornada semanal passa a ser de até 42 horas por semana. A diminuição para 40 horas semanais será aplicada 12 meses depois. O texto ainda precisa ser discutido no Senado.

Transporte público prevê aumento nas tarifas

Entidades que representam empresas prestadoras desses serviços públicos já calculam o tamanho do impacto com a mudança. “Nós estimamos que deve haver um aumento entre 6% e 8% da tarifa”, afirma Marcos Bicalho, diretor da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).

A escala 6×1, em que seis dias de trabalho são seguidos por um dia de descanso, é predominante no setor de transporte público de passageiros. A conta do impacto foi feita com base em uma operação de cem ônibus e cuja demanda varia ao longo da semana: 150 motoristas que trabalham em dias úteis, 90 aos sábados e 60 aos domingos.

Com a adoção da escala 5×2, foram duas simulações, uma com 186 motoristas e outra com 190. Os custos da folha de pagamentos aumentam 13% e 15%, respectivamente.

A mão de obra responde por cerca de 50% das despesas operacionais (a outra metade são custos como combustível, manutenção e depreciação). Daí se chegou ao aumento de 6% a 8% na tarifa de ônibus.

Bicalho afirma que as prefeituras subsidiam parte das tarifas, e pode ser que uma parte desse aumento seja absorvida pelo caixa da administração pública municipal.

A ANPTrilhos, entidade do setor metroferroviário, afirma que os impactos continuam sendo avaliados. A associação diz que grande parte das equipes operacionais já atua com 40 horas semanais por características da operação ferroviária, mas deve haver revisão de acordos e convenções coletivas, com potencial aumento de custos. Nas áreas administrativas são comuns as jornadas de 44 horas semanais.

Coleta de lixo e segurança privada também serão afetadas

Outro serviço importante, o de coleta de lixo, também deve ter uma mudança de contratos, mas nesse caso há mais heterogeneidade nos serviços prestados, o que dificulta estimar o tamanho do impacto.

A Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), que reúne empresas de coleta, afirma em nota que há cerca de 454 mil pessoas em atividades de coleta, varrição, limpeza urbana e conservação de áreas públicas.

A entidade calcula que uma diminuição de jornada atingirá 77% dessa força de trabalho do setor. “Uma redução da jornada sem diminuição proporcional das atividades exigiria a manutenção dos níveis atuais de atendimento com aumento dos custos operacionais”, afirmou.

Jeferson Nazário, presidente da Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores), afirma que as companhias que ele representa prestam serviços para a administração pública direta e indireta. A estimativa é que, com a mudança, haverá acréscimo de 20% no valor do serviço. A escala predominante é a de 12 horas de trabalho por 36 horas de folga, chamada de 12×36.

“A ideia inicial das empresas é manter a estrutura atual, não abrir novos postos de trabalho, e absorver a mudança trabalhando com horas extras”, afirma.

Hospitais estudam impacto financeiro

Nos hospitais há modalidades diferentes de jornada, afirma Anis Mitri, da Ahosp (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo). A entidade encomendou um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para avaliar o efeito da mudança.

Cerca de 42% da força de trabalho do setor trabalha mais do que 40 horas. Uma redução por lei implicaria perda de 4,3% do total de horas contratadas.

Como o serviço não pode ser interrompido, “a diminuição das horas disponíveis por trabalhador tende a exigir reorganização das escalas, ampliação da utilização de horas extras ou contratação de novos profissionais”, disse. A projeção é de alta de custos da folha no setor entre 3,4% e 8,4%.

Em hospitais filantrópicos, Santas Casas e demais prestadores do SUS, a preocupação é maior, e uma mudança da lei precisaria “ser acompanhada de mecanismos que preservem o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos vigentes”, afirma.

Setores com menor impacto

Em outros setores o impacto não deve ser tão grande. A Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), entidade que representa empresas de saneamento, diz que 76% dos contratados já estão em escalas no estilo 5×2 e com jornadas de até 40 horas semanais.

Nos portos, o grosso da mudança deverá ocorrer em serviços como segurança, mas não para estivadores ou marinheiros, segundo a ABPT (Associação Brasileira de Terminais Portuários).

Para as distribuidoras de energia, a questão não deve ser rever os valores ou prazos dos contratos já firmados, mas, talvez, os indicadores regulatórios (os parâmetros que a Aneel, a agência reguladora do setor, exige, como número mínimo de agências físicas e atendimento telefônico).

A PEC aprovada na Câmara torna obrigatória a concessão de duas folgas semanais aos trabalhadores, uma delas preferencialmente aos domingos.

Na administração pública, estimativas de impacto variam, mas as principais atingidas serão as estatais, que têm 27% dos contratos com jornada de mais de 40 horas semanais, e as prefeituras, que dependem de empresas terceirizadas e concessionárias. A FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos) diz que o maior responsável pelo aumento de custos é o pagamento aos terceirizados, como serviços de recolhimento de lixo e varrição das ruas, vigilância das escolas, entrega de merendas etc. Esses trabalhadores são celetistas e contratados por empresas privadas.

O conceito de “fato do príncipe”

O advogado Fernando Vernalha afirma que a redução de jornada pode ser enquadrada como “fato do príncipe”, conceito jurídico que descreve um ato do poder público que gera impactos econômicos sobre contratos em vigor.

Se for o caso, as empresas contratadas podem pedir reequilíbrio financeiro dos contratos porque eventos imprevisíveis afetaram a execução.

Vernalha afirma, no entanto, que os processos tendem a ser lentos. Muitos contratos mais antigos não têm metodologias para medir o desequilíbrio, o que abre espaço para disputas prolongadas.

Setores que já operam com escalas diferentes, como os que têm regime 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, não serão afetados, afirma Marcus Brumano, sócio no Castro Barros Advogados. É o caso, por exemplo, dos estivadores nos terminais portuários.

Todos os serviços contratados pelo Estado que tiverem custos adicionais devem repassar os aumentos para a administração pública, afirma.

Regra de transição para contratos públicos

O relator da PEC na Câmara dos Deputados, Leo Prates (Republicanos-BA), afirma no texto aprovado que a redução da jornada impacta diretamente os contratos administrativos de prestação de serviços que dependem de mão de obra.

Como esses contratos têm custos previamente estabelecidos e estão incorporados aos orçamentos dos entes federativos, uma absorção imediata do aumento de custos seria inviável (especialmente para estados e municípios).

Por isso, a proposta prevê uma regra de transição: nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que estiverem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução será aplicada após aditamento do contrato a ser formalizado em até 12 meses após a publicação da emenda constitucional.

A transição valerá para contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas e de parcerias público-privadas. O relator justifica a medida pela necessidade de preservar a continuidade de serviços essenciais terceirizados. (Felipe Gutierrez/FOLHAPRESS)

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Alemanha ultrapassa Brasil e assume topo da artilharia histórica das Copas

O novo 7 a 1 da Alemanha, desta vez sobre Curaçao, neste domingo, mais uma vez atingiu o Brasil. Com a nova goleada, a seleção alemã virou a maior artilheira da história das Copas, mesmo com menos participações que o time brasileiro.

Os pentacampeões brasileiros, que foram para todas as edições do torneio organizado pela Fifa, lideravam a lista com 238 gols em 115 partidas. Agora, os tetracampeões alemães, que só não jogaram em 1930 e 1950, somam agora 239.

Bem longe, em terceiro lugar, está a tricampeã Argentina, com 152 (18 edições e 88 jogos).

Individual

A Alemanha também tem no individual uma marca histórica. O atacante Miroslav Klose marcou 16 gols, um a mais que o atacante Ronaldo. Em terceiro está o alemão Gerg Muller, com 14.

Mas há dois jogadores que podem incomodar este trio. O argentino Lionel Messi e o francês Kylian Mbappé.

Messi, que faz sua última Copa, marcou na história 13 gols. Mbappé soma 12.

Entre os brasileiros quem está mais próximo dos dois é o atacante Neymar (8 gols), que ainda se recupera de uma lesão e é dúvida conta o Haiti, na sexta (19).

Confira as seleções com mais gols em Copas

  1. Alemanha – 239 gols
  2. Brasil – 238
  3. Argentina – 152
  4. França – 136
  5. Itália – 128
  6. Espanha – 108
  7. Inglaterra – 104
  8. Holanda – 96
  9. Uruguai – 89
  10. Hungria – 87 (Dani Blaschkauer/FOLHAPRESS)

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Morte do Vovô Anésio aos 88 anos gera comoção e homenagens nas redes

A morte do ‘Vovô Anésio’, aos 88 anos, neste sábado (13), gerou comoção e homenagens nas redes sociais. Morador de Rincão (SP), Anezio Fiori viralizou na internet em 2021 após um vídeo no qual dizia que queria comprar uma cachaça para tomar com remédio.

Sucesso nas redes sociais

Quem fazia os vídeos do ‘Vovô Anésio’ era o neto Caio. A ideia era fazer um canal para que a família tivesse boas recordações do avô e da avó Elza, mas acabou conquistando milhares de seguidores. No Tik Tok a dupla soma quase 7 milhões de seguidores e no Instagram 780 mil.

Nas redes sociais, Caio compartilhou que o avô teve um mal estar em casa, na sexta-feira (12), e foi levado a um pronto-socorro de Rincão (SP), onde foi identificada uma parada cardiorrespiratória.

Ele explicou que foram realizadas as manobras de reanimação e, em seguida, o avô foi sedado e intubado. Com a estabilização, o ‘Vovô Anésio’ foi transferido para um hospital em Araraquara, cidade vizinha, onde não resistiu e teve a morte confirmada no sábado (13).

Velório e sepultamento

O velório do ‘Vovô Anésio’ começou no final de sábado na Igreja da Praça Matriz de Rincão e seguiu durante a madrugada deste domingo (14). Uma missa de corpo presente foi marcada para as 9h. Posteriormente, às 11h, um cortejo seguirá até Cemitério de Rincão para o sepultamento.

Resposta às críticas

Caio rebateu diversas vezes críticas de que estaria explorando a imagem do avô.

“Quem nos acompanha sabe que o meu avô não é o mesmo que há cinco anos. Na época, ele estava emocionalmente distante da minha avó, estavam há 35 anos sem dar um abraço. Com um trabalho de amor, persistência e fé hoje eles se abraçam, se beijam. Meu avô ficou mais amoroso, mais calmo. Isso não aconteceu por acaso. Alguém decidiu ficar e dizer que idoso tem valor, o fim da vida de uma pessoa também merece amor, dignidade e beleza.”

Homenagens dos seguidores

O Neto gravou um vídeo para confirmar a morte do avô. Nas redes, os seguidores deixaram muitas mensagens de condolências.

“Foi embora o vovô, mas ele nos deixou um legado de afeto, amor e carinho”, disse uma seguidora.

“Eu chorando pelo vô que não é meu vô”, escreveu outro.

“Que triste. A sensação é que perdemos nosso avô. Que Deus conforte o coração de todos os familiares e que Deus receba o vovô de braços abertos.” (FOLHAPRESS)

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Famosos acompanham a Seleção nos EUA durante a Copa do Mundo 2026

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 tem movimentado não apenas os torcedores, mas também uma série de celebridades que decidiram acompanhar o torneio diretamente dos Estados Unidos.

Entre compromissos profissionais, férias em família e viagens de luxo, nomes conhecidos da internet, da música e do esporte já começaram a mostrar os bastidores da competição nas redes sociais.

Anitta e Virginia já estão nos Estados Unidos

Uma das primeiras a chegar foi Anitta. A cantora embarcou rumo aos Estados Unidos em um jatinho particular acompanhada do irmão, Renan Machado, e da influenciadora Hariany Almeida. O grupo escolheu uma mansão em Los Angeles como base para os primeiros dias do Mundial e vem compartilhando momentos de lazer enquanto aguarda os jogos da Seleção.

Quem também está vivendo a experiência da Copa em território americano é Virginia Fonseca. A influenciadora desembarcou em Nova York para um compromisso profissional: ela integra a cobertura especial do torneio para o programa “Domingão”, comandado por Luciano Huck. Ao longo da viagem, Virginia tem mostrado os bastidores da rotina de gravações e dos passeios pela cidade.

A empresária não viajou sozinha. Ao seu lado estão os amigos Lucas Guedes e Hebert Gomes, que também vêm registrando a passagem pelos Estados Unidos e dividindo com os seguidores detalhes da viagem.

Trabalho, férias e cobertura do Mundial

Outra personalidade que uniu trabalho e futebol foi Karoline Lima. A influenciadora participa da cobertura realizada pela Rede Ronaldo e deverá circular por diferentes cidades-sede ao longo das próximas semanas. Nas redes sociais, ela já começou a compartilhar os preparativos para acompanhar os eventos ligados ao Mundial.

Já Maisa Silva aproveitou o período para transformar a viagem em férias ao lado da família. Hospedada em Nova York, a atriz publicou registros de passeios por Manhattan, visitas a pontos turísticos e até uma recepção especial preparada pelo hotel, com doces personalizados inspirados nas cores do Brasil.

Atletas também marcam presença

Os esportistas também marcaram presença na lista de brasileiros que cruzaram o continente para acompanhar a competição. O surfista Pedro Scooby e o jogador de vôlei Bruninho viajaram juntos para acompanhar os primeiros dias da Copa e vêm mostrando encontros, eventos e bastidores da experiência nos Estados Unidos.

Bruninho, inclusive, esteve recentemente entre os convidados de uma celebração organizada por Neymar em Santos, pouco antes da convocação oficial da Seleção para o Mundial.

Com a aproximação da estreia do Brasil, a expectativa é que outros famosos desembarquem nos Estados Unidos nos próximos dias. (FOLHAPRESS)

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Inscrições do Enem 2026 terminam nesta sexta-feira e veja guia completo

As inscrições para o Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio) terminam nesta sexta-feira (12). O exame é a principal porta de acesso ao ensino superior no Brasil.

Pela primeira vez, estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio da rede pública terão a inscrição realizada de forma automática. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), a medida busca ampliar a participação dos concluintes no exame nacional.

Neste ano, as provas serão aplicadas em 95 novas cidades, um aumento em relação ao ano anterior. O MEC afirma que a “ampliação dos municípios de aplicação integra o conjunto de ações para facilitar o acesso ao exame”.

Além disso, o exame nacional também terá a ampliação da acessibilidade especializada para candidatos.

Para ajudar os candidatos, a Folha reuniu alguns tópicos sobre o Enem 2026, como valor da taxa, calendário, prazos e orientações sobre o exame nacional. Confira abaixo:

Como realizar a inscrição para o Enem 2026?

Confira o passo a passo para realizar a inscrição no exame nacional:

O candidato deve acessar a Página do Participante, no site do Inep, com acesso por meio de uma conta Gov.br. Após o login, o candidato precisará preencher os dados cadastrais, incluindo informações pessoais, como CPF e CEP, e outras informações solicitadas. Durante o processo de inscrição, o candidato deve escolher o idioma da prova de língua estrangeira: inglês ou espanhol. Em seguida, o estudante deve escolher o estado e a cidade na qual deseja realizar a prova. Logo após, o candidato deve responder ao questionário socioeconômico. O último ato da inscrição é conferir os dados cadastrados e depois clicar em “enviar inscrição”. Após enviada, o estudante deve gerar a guia de pagamento da taxa de inscrição na própria Página do Participante. A inscrição no Enem 2026 só será confirmada após o pagamento da taxa.

Quem tem inscrição automática ainda precisa acessar o sistema do Enem?

Sim. Mesmo com a inscrição automática, o estudante deverá confirmar a participação no exame e informar dados complementares, como município de prova, a língua estrangeira da prova e recursos de acessibilidade.

Quanto custa a taxa de inscrição?

A taxa de inscrição é de R$ 85, mesmo valor cobrado na edição anterior do exame. O pagamento deve ser feito até 17 de junho, via pagamento por boleto e Pix.

O período para solicitar a isenção da taxa já foi encerrado. Mesmo os candidatos beneficiados com a gratuidade deverão confirmar a participação por meio da inscrição até 12 de junho.

Como saber se a inscrição foi confirmada?

O participante deve acompanhar a situação de sua inscrição e a divulgação do local de prova pela Página do Participante. O Inep disponibilizará o Cartão de Confirmação de Inscrição nesse endereço em data a ser definida.

Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?

As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, 8 e 15 de novembro.

Os portões dos locais de prova do Enem 2026 serão abertos às 12h. Eles serão fechados pontualmente às 13h, no horário de Brasília. A aplicação das provas terá início às 13h30.

No primeiro dia, os candidatos poderão permanecer nas salas até às 19h. Já no segundo dia, o encerramento está previsto para às 18h30.

Como vai funcionar o atendimento especializado no Enem 2026?

A partir de 2026, o Enem ampliará as condições de acessibilidade para candidatos que necessitam de atendimento especializado.

Entre as novidades, estudantes com diagnóstico de fibromialgia e transtornos mentais, como crises de ansiedade, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), passarão a ter direito a atendimento especializado.

Para esses participantes, será permitida a presença de um acompanhante -familiar ou profissional- ou de um cão de apoio emocional no local de aplicação do exame.

A principal mudança para esse grupo é a possibilidade de contar com um acompanhante ou um cão de apoio emocional. No entanto, o acompanhante não poderá permanecer na sala durante a realização da prova e ficará em um espaço reservado enquanto o exame estiver em andamento.

Os candidatos que já tinham direito ao atendimento especializado continuarão contemplados pela medida. Entre eles estão pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual, surdos, diabéticos, pessoas com dislexia, TEA (Transtorno do Espectro Autista), gestantes, lactantes e idosos.

Como solicitar o atendimento especializado no Enem 2026?

O pedido de atendimento especializado deverá ser realizado no momento da inscrição no Enem 2026.

Além de informar a necessidade do atendimento, o candidato deverá apresentar documentos que comprovem sua condição, como laudo médico ou relatório especializado. A documentação será analisada pelo Inep, responsável por validar a solicitação antes da aplicação do exame.

Como serão divididos os dias de provas?

No primeiro dia, 8 de novembro, os candidatos realizam a prova de redação, além de 45 questões de linguagens (português, inglês ou espanhol, literatura, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação).

Além disso, o primeiro dia também tem as 45 perguntas de ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia).

Já no segundo dia, 15 de novembro, o exame terá 45 questões de ciências da natureza (química, física e biologia) e 45 itens de matemática.

Quais são as formas de utilizar a nota do Enem?

Com o resultado do exame, os estudantes podem ingressar em universidades públicas e privadas por meio de programas como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

As notas do Enem também são aceitas por algumas universidades do exterior, com instituições em países europeus, como Portugal.

Calendário do Enem 2026

Período de inscrição: até 12 de junho

Valor da taxa de inscrição: R$ 85

Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho

Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro (FOLHAPRESS)

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Governo articula com Alcolumbre para evitar pautas sensíveis no Senado

O governo Lula (PT) tenta construir um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para impedir a votação de propostas que podem ser fonte de desgaste eleitoral do petista na área da segurança pública e entre evangélicos.

O Palácio do Planalto está preocupado com potenciais prejuízos à imagem de Lula caso o Senado vote PECs (Propostas de Emenda à Constituição) sobre a redução da maioridade penal e sobre a concessão de benefícios a templos.

Governo teme impacto da PEC das Igrejas

No caso da chamada PEC das Igrejas, o texto amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. Na prática, a proposta impede a tributação sobre bens, serviços e consumo relacionados a templos, o que abarca da compra de helicópteros e veículos a alimentos e serviços de limpeza.

O PT e a maioria dos partidos de esquerda foram contrários, mas o governo foi obrigado a liberar a base na votação da Câmara, no final de maio. O Planalto reconhece o apelo do projeto entre evangélicos e teme que uma posição contrária seja utilizada pelos adversários para colar em Lula a pecha de candidato contrário a atividades religiosas.

O presidente tem tentado melhorar a relação com os evangélicos, grupo que representa quase 27% da população brasileira, segundo o Censo de 2022, e que esteve mais afinado nos últimos anos com o clã Bolsonaro.

Na última semana, o PT divulgou uma carta a esse segmento, destacando medidas em defesa da liberdade de crença. Outro ponto é a insistência na indicação de Jorge Messias, evangélico, ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Redução da maioridade penal preocupa aliados

Já sobre a redução da maioridade penal, há pelo menos duas PECs em discussão. Uma foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, e os governistas acreditam que, diante do apelo eleitoral, os deputados podem acelerar sua tramitação. Outra está pronta para ser pautada no Senado.

Aliados de Lula trabalham para que nenhuma das duas seja votada até a eleição.

O governo Lula é contra a redução da maioridade e defende outras formas de combate à criminalidade entre jovens. Ao mesmo tempo, há o reconhecimento entre petistas do amplo apelo popular que a medida carrega.

O Planalto admite que a segurança pública é uma das áreas em que o PT enfrenta uma dificuldade histórica. Recentemente, o principal adversário de Lula na corrida pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), conseguiu uma vitória no tema com a classificação, pelos Estados Unidos, do PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Dessa forma, o governo teme ser emparedado caso o Senado dê celeridade à proposta da Câmara ou, no pior cenário, resgate uma das propostas paradas na Casa para pautar essa discussão. O assunto é considerado um campo minado que Lula não quer atravessar num momento em que vem recuperando vantagem sobre Flávio nas pesquisas.

O governo teme que a discussão sobre maioridade se sobressaia a iniciativas do governo, que tem uma PEC da Segurança parada no Senado. Além disso, Lula afirmou recentemente que lançará um novo programa para combater o roubo de celulares.

A ideia da base governista é convencer Alcolumbre a não votar nenhuma dessas pautas até a eleição. O grupo se diz confiante após o presidente do Senado sinalizar que não pretende colocar em votação nenhuma proposta de elevação de piso salarial ou aposentadorias especiais neste ano, conhecidas como “pautas-bomba”.

Em paralelo, há expectativa de um encontro entre Lula e Alcolumbre que ajude o governo a votar três propostas que aguardam análise no Senado: a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o marco legal para exploração de minerais críticos e terras raras.

Entendimento sobre pautas-bomba reforça aproximação

A confiança do governo em Alcolumbre foi restabelecida após conversas sobre as propostas com alto impacto fiscal. O presidente do Senado recebeu nesta semana os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Dario Durigan (Fazenda), que fizeram apelos contra as pautas-bomba.

De acordo com pessoas a par das discussões, Alcolumbre demonstrou boa vontade e indicou que não tem interesse em pautar em plenário reajustes de pisos salariais que comprometam o Orçamento federal. Ficou de fora desse entendimento, porém, o projeto de renegociação de dívidas rurais, pois há compromisso anterior de votação com os senadores.

Segundo interlocutores, Alcolumbre pediu a lideranças do Senado que cessem as cobranças em plenário sobre propostas de reajuste de piso salarial.

Apesar disso, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi ao plenário e cobrou a votação do piso dos garis e margaridas. Tal postura colocou o governo e Alcolumbre em uma situação complicada, dizem duas lideranças petistas ouvidas pela Folha.

“Num ano de eleição, isso é muito complexo. Todo mundo vai votar sim por causa da eleição, mas teremos que arrumar dez Brasis para pagar. (…) Ou eu vou botar todos os pisos e PECs na pauta ou não vou colocar nenhum”, reclamou Alcolumbre em plenário. A posição foi endossada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), segundo aliados.

Para pessoas próximas a Lula, esse foi o gesto que faltava para pavimentar um encontro do petista com Alcolumbre. Eles estão rompidos desde a rejeição de Messias ao STF.

O presidente do Senado reforçou a petistas seu desejo de retomar a relação e chegou a brincar que faria campanha para Lula. Um encontro é esperado para os próximos dias.

O Senado acabou dando sequência a três pautas-bomba na quarta-feira (10), mas nenhuma significou descumprimento de acordo por parte de Alcolumbre, segundo governistas. A renegociação das dívidas rurais é de caráter autorizativo e ainda vai passar pela Câmara.

O reajuste do piso dos médicos e cirurgiões-dentistas passou pela Comissão de Assuntos Sociais com consentimento do governo. A avaliação do Planalto é que o Senado precisava dar uma resposta à pressão dos reajustes e que será possível segurar ou alterar essa proposta na Câmara.

Já o projeto que efetiva vínculos temporários e afrouxa as regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde ainda precisa do aval do plenário do Senado. (Augusto Tenório/FOLHAPRESS)

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Queda no número de refugiados preocupa ONU por retorno a áreas de conflito

A população de refugiados e deslocados internos no mundo caiu pela primeira vez em dez anos em 2025, segundo relatório do Acnur, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. O número de pessoas forçadas a fugir de perseguição, conflito, violência e violações de direitos humanos que permaneciam deslocadas no final de 2025 caiu 4% em relação a 2024, totalizando 117,8 milhões.

Mas isso não é necessariamente uma boa notícia. A queda se deve ao aumento de 50% no retorno de refugiados e deslocados internos a países em situação precária como Afeganistão, República Democrática do Congo, Sudão e Síria, chegando a 14,7 milhões. Trata-se do segundo maior volume de retornados em 60 anos.

A maioria dos retornos ocorreu em circunstâncias adversas e para áreas onde a há falta de segurança, o acesso a serviços básicos é escasso e a infraestrutura está avariada.

Retornos em meio à insegurança

Cerca de 1,38 milhão de afegãos que estavam fora de seu país retornaram do Irã por causa da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e devido a políticas mais restritivas do regime para refugiados. Cerca de 559 mil saíram do Paquistão e voltaram para o Afeganistão de forma não voluntária, também por mudanças nas políticas.

Na Síria, que era um dos países com maior crise de refugiados no mundo, com cerca de 6 milhões, as circunstâncias mudaram em dezembro de 2024 após a queda do regime de Bashar al-Assad.

Durante 2025, cerca de 1,3 milhão de sírios retornaram do exterior — quase três vezes o número do ano anterior — enquanto 2 milhões de deslocados internos sírios voltaram a seus locais de origem. Mas a situação no país ainda é volátil, com episódios de violência no sul, norte e regiões costeiras, e boa parte da nação está destruída após mais de uma década de guerra.

Com o conflito no Sudão entrando em seu quarto ano, refugiados e deslocados internos sudaneses retornaram a áreas onde os combates diminuíram. Em 2025, 651,5 mil refugiados sudaneses e 2,9 milhões de deslocados internos retornaram ao seu país ou local de origem.

Venezuela registra aumento nos retornos

Na Venezuela, também houve um aumento nos retornos, em meio à percepção de que as condições no país estão melhorando. O regime estima que mais de 1,2 milhão retornaram ao país desde 2018, dos mais de 7 milhões que chegaram a deixar a Venezuela.

O Brasil é um dos principais países abrigando refugiados venezuelanos, com 699 mil, segundo o Acnur. O maior destino dos venezuelanos é a Colômbia (2,8 milhões), seguida de Peru (1,1 milhão), Chile (662,6 mil) e Equador (435,8 mil).

Com o aumento nos retornos, o número de refugiados chegou a 35,6 milhões em 2025, uma queda de 3,5%. Além disso, quase 6 milhões de refugiados palestinos estavam sob o mandato da UNRWA, a agência da ONU responsável por esse grupo.

Refugiados e deslocados internos

Um refugiado é alguém que foi forçado a fugir de seu país devido a perseguição, guerra ou violência. Já os deslocados internos são aqueles que tiveram de fugir de suas casas por causa de violência, violação de direitos humanos ou catástrofes, e se abrigar em outros locais dentro do próprio país. Eles totalizavam 68,6 milhões em 2025, uma queda de 7%.

Os países que abrigavam o maior contingente de refugiados no fim de 2025 eram Colômbia (2,8 milhões), Alemanha (2,7 milhões), Turquia (2,4 milhões), Uganda (1,9 milhão), Irã (1,7 milhão), Chade (1,5 milhão) e Paquistão (1,3 milhão).

Ucrânia e novos deslocamentos

Após quatro anos de conflito na Ucrânia, o número de refugiados ucranianos aumentou 2%, chegando a 5,2 milhões no final de 2025. Cerca de 95% dos refugiados ucranianos estão localizados na Europa, a maioria acolhida na Alemanha (1,2 milhão), Polônia (972,3 mil), República Tcheca (393 mil), Reino Unido (270,5 mil) e Espanha (251,3 mil).

Só em 2025, quase 5,4 milhões de pessoas foram forçadas a fugir e buscar segurança em outros países. Oito países foram responsáveis por quase 60% dessas fugas em 2025: Sudão (952,7 mil), Ucrânia (788,1 mil), Venezuela (455,3 mil), Sudão do Sul (232,8 mil), Burkina Faso (221,3 mil), Afeganistão (191,4 mil), Mali (177,2 mil) e Mianmar (165,4 mil).

As Américas abrigam quase 23 milhões (22,8 milhões) de pessoas deslocadas à força, tornando-se a região com a maior taxa de deslocamento do mundo. Venezuela e Haiti, onde uma prolongada crise humanitária levou a um aumento de 38% no número dos deslocados internos, são os principais responsáveis. (Patrícia Campos Mello/FOLHAPRESS)

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Papa Leão 14 cobra justiça para vítimas de abusos e reforça proteção

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero representam uma praga para a Igreja Católica e cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A declaração foi feita durante encontro com bispos da Espanha, onde o sumo pontífice faz visita oficial. E em um contexto de críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o problema da forma adequada. “Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, afirmou o papa.

Leão 14 pediu que toda pessoa prejudicada encontre na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O papa também defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e com a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis.

Resposta aos escândalos de abusos

Trata-se da referência mais direta feita pelo sumo pontífice ao escândalo dos abusos clericais durante sua viagem à Espanha, país onde as denúncias de violência sexual praticada por religiosos prejudicaram a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, de acordo com analistas. “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, disse o papa.

O Vaticano informou que Leão 14 se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, mas não divulgou detalhes do encontro. Segundo a imprensa espanhola, a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri.

A decisão motivou críticas de associações de ativistas, que afirmam não terem sido convidadas. Integrantes desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano para denunciar o que consideram falta de transparência.

Ativistas cobraram também ações concretas, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

Relatório aponta dimensão do problema

A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940.

Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram, em março deste ano, um acordo para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Crise global e desafios migratórios

Além da questão dos abusos, Leão 14 aproveitou a visita para apresentar uma mensagem política ao Congresso. Falando em espanhol diante dos parlamentares, o papa afirmou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades.

“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, disse ele.

O papa também falou sobre migração. Segundo Leão 14, nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios migratórios. Ele defendeu uma resposta internacional coordenada, com base em acolhimento, proteção e integração.

Segundo ele, a incapacidade da comunidade internacional de lidar adequadamente com o fenômeno migratório coloca em risco os fundamentos éticos da ordem global. O papa também pediu que os governos combatam as causas que levam milhões de pessoas a deixar seus países, como guerras, pobreza e mudanças climáticas.

O tema tem especial relevância na Espanha, cuja rota das Ilhas Canárias se tornou uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa. Mais de 3 mil pessoas morreram em 2025 tentando alcançar o arquipélago em embarcações precárias, segundo organizações humanitárias.

Defesa da vida e agenda da viagem

E em um momento em que o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discute a possibilidade de incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola, Leão 14 reafirmou a posição tradicional da Igreja Católica sobre a defesa da vida desde a concepção.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, afirmou. Na Espanha, a eutanásia é permitida.

Ao longo da semana, o papa ainda visitará a cidade de Barcelona para abençoar uma nova torre da Basílica da Sagrada Família e seguirá para as Ilhas Canárias, onde encerrará a viagem. (FOLHAPRESS)

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Camila Pitanga celebra noivado e destaca valor do amor maduro

O Dia dos Namorados deste ano terá um significado diferente para Camila Pitanga. Aos 47 anos, a atriz vive uma nova etapa da vida amorosa após ter sido pedida em casamento pelo dramaturgo Patrick Pessoa. Entre os preparativos para a cerimônia e os novos projetos profissionais, ela define o momento como uma fase de maturidade, emoções e esperança no futuro.

“O amor sempre foi um norte na minha vida, algo para cultivar e celebrar”, afirma. Pela primeira vez noiva, ela conta que tem vivido cada etapa dos preparativos como parte de um ritual afetivo compartilhado. “A alegria é muito poderosa. Me vejo mais emotiva e vibrante.”

Camila diz enxergar valor na construção de uma relação baseada em tranquilidade e parceria. Segundo ela, a experiência de viver um amor maduro traz uma perspectiva diferente sobre a data comemorativa. “É uma dádiva viver um amor tranquilo e maduro que aposta no futuro.”

Interpretações e aprendizados sobre o amor

Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz interpretou personagens que atravessaram paixões arrebatadoras, crises e reencontros. Para ela, essas histórias ajudaram a reforçar uma percepção que também surgiu da vida fora das telas: não existe amor sem vulnerabilidade.

Ela avalia que os vínculos afetivos são construídos a partir da imperfeição e da capacidade de transformação. Afirma que tanto a convivência com outras mulheres quanto a experiência de emprestar o corpo e a voz a diferentes personagens contribuíram para essa compreensão sobre os relacionamentos.

Entre as histórias de amor que viveu na ficção, uma ocupa lugar especial na memória do público e da atriz: o romance entre Bebel e Olavo, personagens de “Paraíso Tropical” (2007). A atriz lembra que a relação não estava prevista nos planos iniciais da trama e o autor Gilberto Braga foi construindo ao longo da novela.

“A relação começa, segundo a própria Bebel, ‘na profissa’ e foi se transformando numa paixão não assumida até enfim se tornar um amor com toques de humor e drama”, recorda. Para ela, era uma história marcada por contradições, o que ajudou a torná-la tão memorável.

Arte e conexões humanas

Em um momento em que grande parte das relações passa por telas e redes sociais, Camila acredita que a arte continua exercendo um papel importante na criação de conexões humanas. Ela vê semelhanças entre a capacidade da arte de ampliar horizontes e como o amor pode expandir a experiência de quem o vive. “O vínculo, a entrega, é que sustenta, dá alicerce”, resume.

Essa visão esteve presente na participação da atriz em um evento promovido pela joalheria italiana Bvlgari para celebrar o Dia dos Namorados. A programação reuniu poesia, dança, música e iniciativas filantrópicas em uma proposta que buscava discutir o amor para além do romance.

Responsável pela leitura de uma poesia durante a celebração, ela defende que ações desse tipo ajudam a valorizar a produção cultural brasileira e a fortalecer instituições ligadas à arte. Segundo ela, cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas também como memória, identidade e transformação social.

A atriz também destaca o encontro entre diferentes linguagens artísticas como uma forma de aproximar pessoas e criar diálogos. “A arte tem essa força de atravessar fronteiras e construir encontros”, afirma.

Novos projetos

Enquanto vive esse momento especial na vida pessoal, Camila prepara novos trabalhos para os próximos meses. Atualmente, ela está em cartaz com a peça “Lia, Lia”, adaptação do romance de Caetano Galindo, ao lado da atriz Beth Coelho. Em julho, o espetáculo chega a São Paulo para uma curta temporada no Teatro SESI da Avenida Paulista.

Já no fim do ano, a atriz volta a interpretar Lola em uma nova fase de “Beleza Fatal”. Mas, antes de mergulhar novamente na personagem, ela pretende aproveitar uma temporada que, dentro e fora dos palcos, tem sido guiada pelo mesmo sentimento. (FOLHAPRESS)

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Guto Miguel faz história e conquista título juvenil de Roland Garros

O goiano Guto Miguel, de 17 anos, venceu o americano Michael Antonius por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4) na manhã deste sábado (6) e conquistou o título do juvenil em Roland Garros.

Esse é o primeiro título do Brasil na chave simples masculina da categoria. Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (1962 e 1963) e Luís Felipe Tavares (1967) tinham as melhores campanhas do país na competição, todos com vice-campeonatos. Gustavo Kuerten, o Guga, foi campeão em 1994, mas na chave de duplas.

Liderança do ranking mundial juvenil

A campanha histórica em Paris também rende a Guto a liderança do ranking mundial juvenil. Com a classificação para a final e a derrota do norte-americano Keaton Hance nas semifinais, o brasileiro garantiu matematicamente o posto de número 1 do mundo.

Com pelo menos 700 pontos somados em Roland Garros, Guto alcançará 2.927 pontos no ranking da ITF, superando seus principais concorrentes. O atual líder, o búlgaro Ivan Ivanov, não disputou o torneio e perderá pontos referentes à campanha do ano passado.

Guto passa a integrar uma lista extremamente restrita de brasileiros que chegaram ao topo do ranking juvenil mundial, ao lado de Tiago Fernandes (2010), Orlando Luz (2015) e João Fonseca (2023).

Como foi o jogo

Guto e Antonius fizeram um início de primeiro set muito forte, com ambos confirmando seus saques com facilidade. No entanto, no terceiro saque de Antonius, Miguel conseguiu dois slices sem resposta e conseguiu a quebra.

No nono game do primeiro set, Guto Miguel vencia por 5 a 3 e Antonius sacava para se manter vivo no jogo. O americano salvou quatro set points, mas na quinta chance que teve Guto não perdoou e venceu o primeiro set por 6 a 3.

O tenista brasileiro começou sacando no primeiro game do segundo set e teve que salvar um break point logo no início. Guto imprimiu seu ritmo e conseguiu uma nova quebra em Antonius e teve a possibilidade de sacar para confirmar a vitória, mas foi quebrado.

O set ficou 5 a 4 para o brasileiro, com Antonius no saque. O americano cometeu uma dupla falta, um erro não forçado e deixou Guto com a chance de título. Antonius evitou a primeira chance de título brasileiro, mas na segunda vantagem para Guto acabou jogando a bola na rede. 6 a 4 para o brasileiro.

A partida teve 1h15 de duração, e Guto teve muitos lances de destaque. O único erro foi ser quebrado quando teve a oportunidade de sacar para o título, mas a resposta foi muito rápida e ele conquistou o título inédito. (UOL/FOLHAPRESS)

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Uber demite 23% da equipe de RH em reestruturação global

A empresa de mobilidade Uber anunciou, nesta quinta-feira (4), a demissão de 23% de seus funcionários das áreas de recursos humanos, recrutamento e cultura, que inclui também o relacionamento com os motoristas.

O gigante do transporte por aplicativo disse que os cortes devem afetar cerca de 1% de seus 35 mil empregados, segundo memorando interno visto pela emissora americana CNBC. A companhia ainda mobiliza o trabalho de cerca de 10 milhões de motoristas parceiros.

Procurada, a Uber não esclareceu se os cortes vão afetar a sede da empresa no Brasil.

Reestruturação e cortes

A demissão em massa, focada principalmente em cargos seniores, faz parte de uma reestruturação comandada por Jill Hazelbaker, diretora de assuntos corporativos recém-promovida a presidente da empresa de transporte por aplicativo. O objetivo é simplificar a gestão das equipes.

Diferentemente de grandes dispensas recentes em empresas de tecnologia, a Uber afirmou em entrevista à Bloomberg que os cortes não estão ligados ao uso de inteligência artificial generativa.

Expansão no Brasil

A empresa tem um centro de tecnologia na capital paulista, com cerca de 500 engenheiros. Em entrevista à Folha, o CEO da empresa Dara Khosrowshahi anunciou uma expansão para o Rio, investindo mais de R$ 2 bilhões em tecnologia.

Apenas no Brasil, são mais de 2 milhões de motoristas que trabalham com a Uber. “Estimamos que mais de 85% da população brasileira já usou a Uber de alguma forma”, disse Khosrowshahi. (Pedro S. Teixeira/FOLHAPRESS)

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Ancelotti testa nova escalação da Seleção para duelo com o Egito

O técnico Carlo Ancelotti começa a testar alternativas na seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Nesta quinta-feira, em atividade realizada no Columbia Park Training, em Nova Jersey (EUA), o comandante italiano observou uma nova formação da equipe, pensando no amistoso de sábado contra o Egito.

Mudanças na defesa

Em relação ao time que iniciou a partida contra o Panamá no final de semana, apenas Wesley seguiu na defesa. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos foram a novidades e completaram o setor, nas vagas de Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro.

Alterações no meio-campo e ataque

No meio-campo, Lucas Paquetá ganhou uma oportunidade no time ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães. No ataque, a novidade ficou com a presença do centroavante Igor Thiago, atuando ao lado de Raphinha e Vinícius Júnior. Com essa nova formação, Luiz Henrique e Matheus Cunha também deixaram o time.

Portanto, a equipe testada por Ancelotti teve: Alisson; Wesley, Marquinhos, Magalhães e Douglas; Casemiro, Guimarães e Paquetá; Raphinha, Vini Júnior e Igor Thiago.

Próximos compromissos

O duelo contra o Egito será realizado no sábado, às 19 horas (de Brasília), no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos. A estreia na Copa do Mundo acontece no dia 13 de junho contra Marrocos, em Nova Jersey. (Danilo Lavieri/UOL/FOLHAPRESS)

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PL lidera divisão do fundo eleitoral e receberá R$ 881,6 milhões

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta quarta (3) a divisão dos valores do fundo eleitoral de financiamento de campanha. Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos.

A divisão considera a representatividade dos partidos no Congresso e o desempenho nas últimas eleições. Como PL e PT elegeram as maiores bancadas na Câmara e Senado, recebem mais recursos.

Veja quanto cada partido vai receber

o PL: R$ 881.657.477,34

o PT: R$ 615.367.980,20

o União Brasil: R$ 526.242.858,11

o PSD: R$ 421.008.404,89

o PP: R$ 417.067.738,40

o MDB: R$ 400.002.399,99

o Republicanos – R$ 348.587.815,77

o Podemos: R$ 245.969.763,68

o PDT: R$ 169.285.643,92

o PSB: R$ 152.252.956,07

o PSDB: R$ 147.895.172,40

o PSOL: R$ 131.506.284,42

o Solidariedade: R$ 88.526.669,83

o Avante: R$ 72.516.777,19

o PRD: R$ 71.819.227,37

o Cidadania: R$ 60.714.157,11

o PCdoB: R$ 60.531.914,25

o PV: R$ 45.183.873,26

o Novo: R$ 37.044.203,26

o Rede: R$ 35.803.821,03

o Agir: R$ 3.307.679,85

o DC: R$ 3.307.679,85

o Democrata: R$ 3.307.679,85

o Missão: R$ 3.307.679,85

o Mobiliza: R$ 3.307.679,85

o PCB: R$ 3.307.679,85

o PCO: R$ 3.307.679,85

o PRTB: R$ 3.307.679,85

o PSTU: R$ 3.307.679,85

o UP: R$ 3.307.679,85

Recursos podem ser usados em despesas de campanha

Os valores podem ser utilizados para despesas relacionadas à campanha. Gastos incluem produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação. (UOL/FOLHAPRESS)

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Deputados governistas vão aos EUA para reforçar diálogo em meio à crise

Deputados aliados do presidente Lula (PT) desembarcaram nesta semana em Washington em uma tentativa de ampliar a interlocução com parlamentares democratas e apresentar uma narrativa alternativa à levada aos Estados Unidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A missão ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais. Inicialmente, a viagem foi marcada para que os parlamentares discutissem sobre a importância das eleições sem interferência dos EUA. Porém o encontro tomou novos desdobramentos após as recentes decisões do governo Trump contra o Brasil. A missão dos deputados foi organizada junto com a WBO (Washington Brazil Office).

Na semana passada, os americanos classificaram as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que, na avaliação do governo brasileiro, pode gerar impactos econômicos.

Além disso, investigações anunciadas pelo governo americano podem resultar em tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. Em meio a esse cenário, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta semana que o Brasil não está entre os países considerados “amigáveis” aos Estados Unidos.

Na comitiva estão os deputados federais Jandira Feghali (PC do B-RJ), Pedro Uczai (PT-SC), Pedro Campos (PSB-PE) e André Janones (Rede-MG). Segundo eles, a viagem busca fortalecer canais de diálogo com congressistas democratas e organismos internacionais, além de apresentar propostas de cooperação bilateral em áreas como combate ao crime organizado, inteligência financeira e tráfico internacional de armas.

Apesar de a agenda incluir apenas encontros com representantes do campo democrata, os parlamentares afirmaram ter solicitado uma reunião com o Departamento de Estado, comandado por Rubio, mas ainda aguardam resposta.

Críticas à atuação da família Bolsonaro

Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (3), os deputados criticaram a atuação da família Bolsonaro junto à Casa Branca e defenderam uma reação mais organizada do campo progressista brasileiro nos Estados Unidos.

Janones afirmou que a esquerda demorou a perceber a importância da aproximação construída pela família Bolsonaro com setores do governo americano. “Eu acho que, do nosso campo, do campo progressista, faltou um pouco de humildade de levar a sério essa aproximação da família Bolsonaro na Casa Branca, em especial com Donald Trump”, disse.

Segundo ele, as viagens de integrantes da família Bolsonaro aos Estados Unidos foram frequentemente tratadas com desdém por setores da esquerda, mas acabaram produzindo resultados concretos. “Sempre que saía alguma matéria tinha aquele tom de menosprezo. ‘Ah, foi lá para implorar uma foto’. ‘Ah, foi lá para tentar um espaço’. E cada vez eles vêm entregando mais resultado”, afirmou.

Para o parlamentar, a missão representa uma tentativa de ampliar a interlocução com parlamentares americanos e evitar que aliados do ex-presidente monopolizem a narrativa sobre o Brasil em Washington.

A deputada Jandira Feghali também responsabilizou aliados de Bolsonaro pelo agravamento das tensões bilaterais. “São pessoas que em tese pensam representar o Brasil, mas que chegam aqui e articulam medidas contra o país”, afirmou.

Cooperação e combate ao crime organizado

Os deputados também contestaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Embora defendam cooperação internacional contra as facções, argumentam que a medida pode produzir efeitos econômicos e políticos que extrapolam o combate ao crime organizado.

Pedro Uczai afirmou que a delegação apresentará um documento propondo mecanismos de cooperação entre os dois países em áreas como rastreamento de recursos financeiros, combate à lavagem de dinheiro, tráfico internacional de armas e intercâmbio de informações entre órgãos de investigação.

“Ao invés de ter posturas unilaterais, nós queremos cooperação”, disse.

Segundo o parlamentar, parte significativa das armas apreendidas em ações contra o crime organizado no Brasil tem origem nos Estados Unidos, o que exigiria uma atuação conjunta dos dois governos. Uczai também criticou as novas tarifas impostas por Trump, classificando a medida como unilateral e incompatível com a tradição diplomática construída entre os dois países.

Eleições e soberania nacional

Já o deputado Pedro Campos afirmou que a missão foi planejada originalmente para discutir riscos de interferência externa no processo eleitoral brasileiro, mas acabou incorporando os temas do comércio internacional e do combate ao crime organizado diante dos acontecimentos recentes.

“Existe um desejo do povo brasileiro de ter eleições livres esse ano e que a gente possa fazer isso sem influências externas”, afirmou.

Segundo Campos, tanto as discussões sobre tarifas quanto as iniciativas relacionadas ao crime organizado passaram a ser vistas pelo grupo dentro de um contexto político mais amplo, marcado pela proximidade do calendário eleitoral brasileiro.

Durante a viagem, os parlamentares pretendem se reunir com congressistas democratas e representantes de organismos internacionais. A expectativa é usar os encontros para defender a soberania brasileira, contestar medidas adotadas pelo governo Trump e ampliar a interlocução política do campo governista nos Estados Unidos. (Isabella Menon/FOLHAPRESS)

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