“Fafá de Belém, o Musical“, peça que celebra os 50 anos de carreira da cantora Fafá de Belém, 69, chega a São Paulo na próxima sexta-feira (12). A montagem estreia sua quarta temporada na capital paulista e terá sessões de quinta a domingo no Teatro Claro+.
A produção exalta a trajetória da cantora e mistura ecologia e memória, com uma história construída em três planos: o presente, ambientado na gravação de um documentário celebrando 50 anos de carreira, memórias da infância e a construção da carreira profissional ao longo dos anos.
A narrativa começa na floresta amazônica, território de origem da cantora, e conta a história por meio de mitologia indígena, ribeirinha e marajoara.
Fafá de Belém é interpretada por três atrizes, em cada etapa do espetáculo: a etapa Fafá-menina é dividida entre Laura Saab (neta da homenageada) e Clarah Passos; a fase Fafá-cantora é vivida por Helga Nemetik; e a representação de Fafá de Belém nos dias de hoje fica a cargo de Lucinha Lins.
O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, com realização do Governo Federal e da Charge Produções, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O roteiro musical e o texto são assinados por Eduardo Rieche e Gustavo Gasparani, que também assume a direção artística.
Teatro, cinema, música e dança são algumas das propostas do programa para jovens de diferentes culturas que o projeto artístico “Novo Bowing” promove, entre os dias 15 e 19 deste mês, em Odemira.
A iniciativa Summer Bowing é promovida pela cooperativa cultural Lavrar o Mar, sediada em Aljezur, e vai decorrer na Casa Novo Bowing – Centro para as Relações Planetárias, em Odemira, destinando-se a jovens dos 10 aos 18 anos.
«A Summer Bowing propõe durante seis dias um espaço de criação, convivência e descoberta, onde jovens de diferentes culturas, línguas e percursos se encontram através da arte e da vida em comum», explicou a cooperativa, em comunicado enviado à agência Lusa.
De acordo com a Lavrar o Mar, «mais do que uma escola de verão convencional, a Summer Bowing procura criar experiências de imaginação, autonomia, criação coletiva e encontro intercultural».
«Num território marcado pela diversidade cultural e pela presença de comunidades migrantes de diferentes partes do mundo”, esta iniciativa “afirma-se como uma experiência de encontro entre jovens com origens, referências e sensibilidades distintas, valorizando a convivência, a escuta e a criação artística enquanto ferramentas de aproximação humana», justificou a cooperativa.
Nesse âmbito, ao longo da semana, os participantes poderão explorar atividades ligadas ao teatro, cinema, música, dança, barro, desenho, cozinha e criação coletiva.
O programa inclui «experiências tão diversas quanto inventar personagens, realizar pequenos filmes, criar playlists para a casa, modelar criaturas fantásticas em barro, cozinhar em conjunto, entrevistar pessoas, construir objetos, dançar, escrever, ouvir música ou simplesmente conversar e partilhar tempo em comum», pode ler-se no comunicado.
A programação vai desenvolver-se «num ambiente aberto e colaborativo, onde cada participante pode encontrar a sua própria forma de participar, seja através do movimento, da palavra, da observação, da construção manual, da música ou da convivência quotidiana», explicou a cooperativa.
A iniciativa termina a 21 de Junho, com o Dia Aberto ao Planeta #9, evento promovido regularmente pela Lavrar o Mar e que reúne comunidade, artistas, famílias e participantes em torno de experiências de encontro, criação e convivência.
Nesta edição, o dia funcionará também como momento de partilha pública desta escola de verão, abrindo a Casa Novo Bowing a amigos, vizinhos e curiosos para conhecerem as experiências e criações desenvolvidas ao longo da semana, adiantou a cooperativa.
O “Novo Bowing” é um projeto artístico e social da Lavrar o Mar, que visa promover a integração através da arte, «fortalecendo os laços entre as comunidades oriental e ocidental do concelho de Odemira».
Apoiado pelo programa operacional Alentejo 2030 e cofinanciado pela União Europeia, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara de Odemira, o projeto é coordenado por Madalena Victorino.
A iniciativa baseia-se em três eixos de intervenção, visando o desenvolvimento de práticas artísticas como ferramenta de inclusão e aprendizagem no contexto escolar, a dinamização de atividades culturais e colaborativas que promovem o encontro e o diálogo, e a valorização do conhecimento e capacitação para a inclusão laboral e social da população migrante.
«Mais do que um projeto artístico, o ‘Novo Bowing’ é um gesto de futuro: uma proposta de encontro onde a arte serve de linguagem comum para imaginar e construir uma comunidade mais coesa, justa e plural», concluiu a Lavrar o Mar.
O clima de São João vai chegar às alas pediátricas de hospitais públicos do Recife com a nova edição do São Joãozinho dos Doutores da Alegria. Entre os dias 10 e 16 de junho, os palhaços da organização promovem cortejos juninos e apresentam o espetáculo "Presepada de São João" em cinco unidades de saúde da capital pernambucana.
Espetáculo leva humor e tradição junina aos hospitais
Além do cortejo com músicas típicas executadas ao vivo, os artistas apresentam a peça inspirada no cordel "A peleja do noivo que tentou enganar a noiva na festa de São João ou vice e versa".
A trama acompanha as confusões envolvendo o casamento de Dr. Gonda e Dra. Baju, ameaçado pela fuga inesperada do noivo às vésperas da cerimônia. As apresentações também contam novamente com a participação do músico Ricardo Lima, que interpreta o personagem "São Foneiro".
Projeto busca preservar a alegria da infância
Segundo o coordenador artístico da unidade Recife dos Doutores da Alegria, Arilson Lopes, a proposta é levar para dentro dos hospitais elementos afetivos das festas juninas nordestinas.
“O São João é uma festa muito afetiva no Nordeste inteiro e em todas as regiões de Pernambuco. Fazer o São Joãozinho nos hospitais é uma forma de mostrar que a vida também acontece dentro dos hospitais”, afirma.
Programação completa
A temporada 2026 do São Joãozinho dos Doutores da Alegria começa no dia 10 de junho, no Imip, segue no dia 11 pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz e pelo Procape, passa pelo Hospital da Restauração em 15 de junho e encerra a programação no Hospital Barão de Lucena, em 16 de junho.
Todas as apresentações são realizadas dentro das unidades de saúde, em horários distribuídos entre 9h30 e 11h.
A associação cultural Ideias do Levante, em parceria com o Município de Lagoa, irá apresentar a sua quadragésima oitava produção teatral, intitulada “Vozes na Minha Cabeça”, no dia 14 de junho de 2026, no auditório do Centro Cultural do Convento S. José, pelas 17h00. O guião e a encenação têm a assinatura de Mário Rui Filipe.
O elenco será composto por Joana Santos, Laura Vicente, Maria Pacheco, Pedro Rodrigues, Rita Beja e Rui Martins. O espetáculo será totalmente apresentado na língua portuguesa.
Mário Rui Filipe inspirou-se em textos de Filipe Pereira que abordam duas realidades distintas: a vida dos artistas no presente e a dor dos amigos que se perdem no mundo das dependências. Ao mesmo tempo, exploram as vozes que ecoam na mente de quem tem memória — vozes que desejam consertar o passado, mas que, entre o consciente e o inconsciente, perturbam ao ponto de questionarmos toda uma existência.
São textos contemporâneos que, mergulhados na atualidade, servem para transmitir uma mensagem de esperança e resiliência em tempos difíceis.
O espetáculo é totalmente amador, de entrada gratuita, recomendado para maiores de 12 anos e limitado à lotação da sala (84 lugares). Apesar de gratuito, qualquer donativo será bem-vindo para apoiar a associação. Existe a possibilidade de reservar via clicando AQUI , pois uma parte da lotação encontra-se destinada a pedidos de reserva.
O Centro Cultural Convento de São José fica localizado na Rua Joaquim Eugénio Júdice, 8400-325 Lagoa, dispondo de uma pequena área de estacionamento junto ao espaço com cerca de 20 lugares.
Impresionante espectáculo, variado, colorista, incendiario, el ideado por Albet y Borrás, ellos mismos actores en un ambiguo papel de narradores, juzgadores y "deus ex machina". Verdadero virtuosismo escénico, con idas y venidas, ascensiones, contorsiones, saltos, carreras de motos y de coches, grúas incluidas. Atosigante y nervioso. Durante casi dos horas tenemos prendida la atención sobre lo que se nos cuenta; aunque no sepamos, y quizá sea eso, lo menos importante, qué es lo que se nos cuenta.
No hay un flujo narrativo continuo, una progresión racional de los hechos, una correlación. Los cuadros, con cambios de decoración parciales, se alternan y suceden vertiginosamente. Según los autores en esta segunda parte de lo que ellos llaman “una trilogía temática que pone en diálogo prácticas de la Antigüedad con disciplinas de nuestro mundo”, el cine y la ópera “nos sirven para reflexionar sobre la violencia”. Y ellos mismos hablan de deconstrucción y peleas testosterónicas “para desentrañar los claroscuros de una de las figuras más importantes de nuestra sociedad: el héroe”.
La anécdota narrativa en el fondo es muy simple: después de la trágica muerte de su hijo Evangelina, la protagonista de la historia, inicia un viaje de no retorno en el que un conjunto de héroes le proporcionan las claves necesarias para llevar a cabo su venganza. La acción es dinamita pura, pero no existe en ella una correlación de hechos, una concatenación de acontecimientos que la haga comprensible. Los efectos puros y duros se constituyen por tanto en la base del cuento. Quedamos impactados por la pura imagen. Todo ello pareció gustar a un público entusiasta, que coreó determinadas acciones.
Música pictórica
La música de Velázquez, siempre buen constructor y, desde su pericia cinematográfica, buen descriptor de imágenes, subraya y acompaña, delimita y refuerza. Pentagramas bien trazados y de fácil escucha, con episódicos parentescos con músicas del pasado -un poco de Beethoven, bastante de Wagner, otro poco de Britten- y de cosecha propia, pero estupendamente hecha, con momentos de bien controlada violencia, es la ideal, aunque para los tiempos que corren alguien pudiera preferir el empleo de una armonía más rompedora. Música pictórica, podríamos decir; que ilustra y embellece determinados momentos escénicos. Y que no ayuda, porque no depende de ella, a aclarar la línea argumental.
Esa música tuvo muy adecuada recreación en la bien medida dirección del propio compositor, atento a todo lo que se moviera. La Joven Orquesta Nacional de España (JONDE) lo hizo muy bien y encajó perfectamente con la dinamita escénica. Bien en general las voces solistas, generalmente dobladoras de algunos de los personajes principales, que han de practicar el "play back". A destacar la de Sandra Ferrández, mezzo lírica inteligente, fraseadora y musical, que pechó con una parte más bien inclemente y llena de contrastes y saltos. Su timbre, frecuentemente perfumado, marcó las inflexiones pedidas. La actriz doblada, Nuria Lloansi, mostró desde el principio su buena disposición.
A destacar también entre las demás voces solistas, cuatro en total, la excelente presencia tímbrica del contratenor Gabriel Díaz, el temple del tenor Vicenç Esteve, la materia por pulir del también tenor José Ansaldi y el material oscuro, un tanto rudo, del bajo Josep Ferrer. Aplauso, por supuesto, para los numerosos especialistas, hasta ocho. Y el trabajo de los senadores romanos, vestidos casi siempre de esta guisa, de los propios libretistas. El hijo pequeño de Borrás también tuvo su participación en la parte final con su patinete.
O Dia dos Namorados deste ano terá um significado diferente para Camila Pitanga. Aos 47 anos, a atriz vive uma nova etapa da vida amorosa após ter sido pedida em casamento pelo dramaturgo Patrick Pessoa. Entre os preparativos para a cerimônia e os novos projetos profissionais, ela define o momento como uma fase de maturidade, emoções e esperança no futuro.
“O amor sempre foi um norte na minha vida, algo para cultivar e celebrar”, afirma. Pela primeira vez noiva, ela conta que tem vivido cada etapa dos preparativos como parte de um ritual afetivo compartilhado. “A alegria é muito poderosa. Me vejo mais emotiva e vibrante.”
Camila diz enxergar valor na construção de uma relação baseada em tranquilidade e parceria. Segundo ela, a experiência de viver um amor maduro traz uma perspectiva diferente sobre a data comemorativa. “É uma dádiva viver um amor tranquilo e maduro que aposta no futuro.”
Interpretações e aprendizados sobre o amor
Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz interpretou personagens que atravessaram paixões arrebatadoras, crises e reencontros. Para ela, essas histórias ajudaram a reforçar uma percepção que também surgiu da vida fora das telas: não existe amor sem vulnerabilidade.
Ela avalia que os vínculos afetivos são construídos a partir da imperfeição e da capacidade de transformação. Afirma que tanto a convivência com outras mulheres quanto a experiência de emprestar o corpo e a voz a diferentes personagens contribuíram para essa compreensão sobre os relacionamentos.
Entre as histórias de amor que viveu na ficção, uma ocupa lugar especial na memória do público e da atriz: o romance entre Bebel e Olavo, personagens de “Paraíso Tropical” (2007). A atriz lembra que a relação não estava prevista nos planos iniciais da trama e o autor Gilberto Braga foi construindo ao longo da novela.
“A relação começa, segundo a própria Bebel, ‘na profissa’ e foi se transformando numa paixão não assumida até enfim se tornar um amor com toques de humor e drama”, recorda. Para ela, era uma história marcada por contradições, o que ajudou a torná-la tão memorável.
Arte e conexões humanas
Em um momento em que grande parte das relações passa por telas e redes sociais, Camila acredita que a arte continua exercendo um papel importante na criação de conexões humanas. Ela vê semelhanças entre a capacidade da arte de ampliar horizontes e como o amor pode expandir a experiência de quem o vive. “O vínculo, a entrega, é que sustenta, dá alicerce”, resume.
Essa visão esteve presente na participação da atriz em um evento promovido pela joalheria italiana Bvlgari para celebrar o Dia dos Namorados. A programação reuniu poesia, dança, música e iniciativas filantrópicas em uma proposta que buscava discutir o amor para além do romance.
Responsável pela leitura de uma poesia durante a celebração, ela defende que ações desse tipo ajudam a valorizar a produção cultural brasileira e a fortalecer instituições ligadas à arte. Segundo ela, cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas também como memória, identidade e transformação social.
A atriz também destaca o encontro entre diferentes linguagens artísticas como uma forma de aproximar pessoas e criar diálogos. “A arte tem essa força de atravessar fronteiras e construir encontros”, afirma.
Novos projetos
Enquanto vive esse momento especial na vida pessoal, Camila prepara novos trabalhos para os próximos meses. Atualmente, ela está em cartaz com a peça “Lia, Lia”, adaptação do romance de Caetano Galindo, ao lado da atriz Beth Coelho. Em julho, o espetáculo chega a São Paulo para uma curta temporada no Teatro SESI da Avenida Paulista.
Já no fim do ano, a atriz volta a interpretar Lola em uma nova fase de “Beleza Fatal”. Mas, antes de mergulhar novamente na personagem, ela pretende aproveitar uma temporada que, dentro e fora dos palcos, tem sido guiada pelo mesmo sentimento. (FOLHAPRESS)
A peça “O Pior Professor do Mundo”, do LAMA Teatro, vai ter duas exibições, a 17 e 18 de Junho, em Macau, no âmbito do Festival da Língua Portuguesa.
As sessões será destinadas à comunidade escolar e também ao público em geral, na Escola Portuguesa de Macau.
«Esta digressão marca um passo decisivo na estratégia de internacionalização do LAMA Teatro, que reforça a sua aposta na circulação das suas criações fora de Portugal, levando o seu repertório a novos públicos e contextos culturais, e consolidando a sua presença no panorama teatral lusófono», diz a companhia.
“Vozes na Minha Cabeça”, com guião e a encenação têm a assinatura de Mário Rui Filipe, é a peça que se vai estrear no dia 14 de junho, às 17h00, no auditório do Centro Cultural do Convento S. José, em Lagoa.
Esta que é a 48ª produção teatral da associação cultural Ideias do Levante será levada à cena por um elenco composto por Joana Santos, Laura Vicente, Maria Pacheco, Pedro Rodrigues, Rita Beja e Rui Martins.
Mário Rui Filipe inspirou-se em textos de Filipe Pereira que abordam duas realidades distintas: a vida dos artistas no presente e a dor dos amigos que se perdem no mundo das dependências.
Ao mesmo tempo, exploram as vozes que ecoam na mente de quem tem memória — vozes que desejam consertar o passado, mas que, entre o consciente e o inconsciente, perturbam ao ponto de questionarmos toda uma existência. São textos contemporâneos que, mergulhados na atualidade, servem para transmitir uma mensagem de esperança e resiliência em tempos difíceis.
A associação Ideias do Levante esclarece que «o espetáculo é totalmente amador», de entrada gratuita, recomendado para maiores de 12 anos e limitado à lotação da sala (84 lugares).
«Apesar de gratuito, qualquer donativo será bem-vindo para apoiar a associação».
Há a possibilidade de reservar aqui, pois uma parte da lotação está destinada a pedidos de reserva.
O Centro Cultural Convento de São José fica localizado na Rua Joaquim Eugénio Júdice, 8400-325 Lagoa, dispondo de uma pequena área de estacionamento junto ao espaço com cerca de 20 lugares.
A Ideias do Levante é uma associação cultural fundada a 27 de abril de 1995, com sede em Lagoa e extensão em Portimão (Espaço Portas do Sol). A sua atividade centra-se na formação, produção e promoção cultural, através de projetos nas áreas das artes performativas e do bem-estar. Mais informações clicando aqui.
Esta produção conta com o apoio do Município de Lagoa, Estorninho.biz, Photos4Life e DxO, entre outros parceiros.
La potenza del mito classico raccontata con linguaggio contemporaneo. Il sodalizio perfetto tra classicità e modernità torna dal 25 giugno al 18 luglio tra gli scavi di Ostia Antica. Dopo il successo delle oltre 11.000 presenze complessive registrate nella prima stagione, la kermesse dell’estate 2026 rimette al centro il Teatro di Roma, protagonista con un affasciante cartellone dal respiro internazionale. Una riprova che l’arte ed il teatro riescono a creare indotto e posti di lavoro e che Ostia non è soltanto polemiche e lidi chiusi.
Se l’apertura estiva del litorale romano rappresenta uno scatto deludente per i cittadini della Città Metropolitana – ancora chiuso, infatti, un terzo degli stabilimenti balneari a causa di sigilli, inagibilità e problemi legati alla burocrazia – il teatro del Parco Archeologico di Ostia Antica registra il sold out, confermandosi una realtà artistica motore di sviluppo culturale e aggregatore di energie creative. Un’opportunità di valorizzare il territorio metropolitano nel più ampio contesto nazionale, con una programmazione che prosegue lungo la linea della ricerca tragica, intesa come strumento vivo per esplorare tutte le diverse sfaccettature umane.
Saranno state le complessità e le sfide del nostro tempo portate in scena nel prezioso calendario – dalla tragedia di Euripide, alla commedia di Aristofane – ad aver suscitato un interesse sempre più crescente da parte di un pubblico alla ricerca di risposte concrete. Il dato è che la prima de Le Baccanti di Euripide con la regia di Theodoros Terzopoulos – in cartellone il 25 giugno, con replica il 26 – sottolinea il valore del progetto: posti esauriti da giorni, con tariffe per tutte le tasche (tra i 16 ed i 50 euro).
L’incontro tra tradizione e innovazione
Dalla tragedia greca, alla danza d’avanguardia; tradizione ed innovazione della scena contemporaneasi incontrano – in questa edizione sottotitolata Il Senso del Passato – grazie alle creazioni di quattro maestri della scena nazionale e internazionale.
Si parte, appunto, con Le Baccanti diretto da Terzopoulos, vera e propria celebratio della radice dionisiaca: il grande maestro greco riporta in scena per la settima volta il testo di Euripide in cui Dioniso è l’archetipo del rifugiato e l’arte del teatro rappresenta un viaggio di esuli con continue trasformazioni. La messa in scena maestosa che spoglia la tragedia euripidea di ogni storicismo, trasformandola in un’esperienza metafisica e in un’urgente riflessione sull’archetipo dello “straniero”.
Si prosegue – nelle serate del 4 e 5 luglio – con la prima nazionale di Lysistratacon l’adattamento e regia di Asterios Peltekis. Si tratta di un’opera profondamente politica ed allo stesso tempo, profondamente umana, incentrata su quel momento in cui una società, stremata dalla sofferenza, cerca urgentemente un nuovo modo di organizzarsi. Non solo sulla guerra e sull’amore, questa dirompente ed attualissima commedia di Aristofane si proietta nello specchio dei conflitti moderni, trasformando lo storico “sciopero del sesso” in un atto di disobbedienza politica contro l’entropia della guerra.
Spiritualità ed estetica – confine tra limiti dell’uomo ed eternità dell’arte – nel Requiem(s)di Angelin Preljocajdal 10 all’11 luglio. La coreografia di Preljocaj è un’architettura di corpi e bellezza che trasforma la ferita del lutto in inno alla vita. Un’intensa riflessione su memoria e perdita.
La manifestazione si chiude con l’Alcestidi Filippo Dini– 17 e 18 luglio – un invito ad indagare sull’amore, sull’ambiguità di questo sentimento, sul sacrificio, sulla morte, sempre inaccettabile. Per i filosofi, quest’opera rappresenta la prima meditazione sulla morte nella storia dell’Occidente. Vi è una sorta di soglia tra la vita e la morte e quest’opera ne offre una rilettura che scava nelle zone d’ombra del mito per scandagliare le implicazioni umane più profonde.
La noche del 25 de mayo de 2026, Bianca Kovacs (Sighisoara, Rumanía, 43 años) no pudo pegar ojo. Demasiadas cosas en su cabeza. Acaba de ganar el premio Berlanga del Humor a la mejor cómica con el aplauso general de la crema de su gremio, se cumplían 24 años de su llegada a España desde su Rumanía natal con una mano delante y otra detrás, junto a su novio de entonces y su marido de ahora, y la consiguiente montaña rusa emocional no la dejó dormir hasta la hora de levantarse. Lo explicará ella misma en una vibrante charla en la que sus aparentemente fríos ojos claros se aguarán alguna vez, a su pesar. Quedamos en un quiosco en la mismísima orilla del río Manzanares, en medio del endiablado tráfico de un Madrid cercado por la visita del Papa y los conciertos de Bad Bunny. Antes de empezar a hablar, se fija en mis apuntes, ve que he escrito mal su apellido y no puede evitar corregírmelo amablemente, por si acaso.
Al cumplir 18 años, Bianca Kovacs (Rumanía, 43 años) decidió escaparse de casa con su novio del instituto, Daniel, y venirse juntos a España. Aterrizó en Madrid justo durante las fiestas del Orgullo y le deslumbró la sensación de libertad. Después, vino la realidad: dormir en la calle, trabajar en lo que salía, ir abriéndose camino. Hasta que, una amiga que trabajaba en El Hormiguero, la invitó a una lectura de guiones y su inteligencia, desparpajo y vis cómica llamaron la atención del gremio y decidió probar suerte en la comedia. Después de escribir y protagonizar exitosos espectáculos cómicos como Una rumana muy legal y participar en películas como La buena suerte o La novia gitana, conduce junto a Carmen Romero el podcast Odio a la gente, prepara un mediometraje con Victoria Abril y una docuserie sobre su vida.
O Teatro do Mar estreou ontem e volta a apresentar hoje, sábado, em Sines, o espetáculo “Strata”, uma criação de rua itinerante que cruza dança, teatro físico, acrobacia e instalação, e aborda questões como a produtividade e o desgaste.
A mais recente produção da companhia alentejana propõe um olhar sobre as várias camadas que o ser humano constrói na vida quotidiana.
“’Strata’ significa camadas e, curiosamente, é a origem da palavra ‘street’, rua, e também da palavra estrada, mas a relação maior [do espetáculo] tem a ver com esta coisa das camadas”, referiu a encenadora Julieta Aurora Santos.
Em declarações à agência Lusa, a também diretora artística explicou que o espetáculo se debruça sobre o facto de o ser humano “estar sempre a produzir” e da necessidade de ser “sempre eficaz”, numa “busca [pelo] sucesso”.
“Na verdade, é um sistema sempre ligado à produtividade”, que alterou “a nossa relação com o tempo” e nos deixa com “a sensação de que não temos tempo para nada”, observou.
Segundo Julieta Aurora Santos, esta lógica de produtividade constante provoca “um desgaste muito grande no corpo, ao longo do tempo, que vai criando camadas”, podendo refletir-se em problemas como o stress, a ansiedade e outras doenças associadas à saúde mental.
“Tenho sempre uma perspetiva social, no meu trabalho artístico, de olhar para o mundo e perceber quais são as doenças da sociedade”, realçou a encenadora, salientando que, em “Strata”, o foco está no “desgaste e na lógica contemporânea de produtividade”.
Ao longo do espetáculo, os intérpretes Carlos Campos, João Pataco, Joana Teixeira, Luís João Mosteias e Sofia Santos deixam “sair camadas” até ser “revelada a vulnerabilidade dos corpos que começam muito eficazes”, desvendou.
Segundo a encenadora, o público é convidado a viver a experiência de forma física, acompanhando o percurso do espetáculo, “que se adapta ao público presente” e “à arquitetura da rua”, até uma instalação final.
“O espetáculo não tem texto. Como a esmagadora maioria dos espetáculos do Teatro do Mar, é um espetáculo físico, e provoca o espetador a viver a experiência connosco”, revelou.
“Strata” é dedicado a Luís Santos, colega e amigo do Teatro do Mar durante cerca de 20 anos, que morreu no passado dia 04 de maio, autor da cenografia da instalação que constituiu o seu último trabalho artístico.
“Esta presença e esta ausência fazem parte das camadas de que o espetáculo é feito e dedicamo-lo a ele com todo o coração”, afirmou Julieta Aurora Santos.
Depois da estreia de ontem, o espetáculo volta a ser apresentado este sábado, às 19h00, no exterior do Centro de Artes de Sines.
“E qualcosa rimane/ tra le pagine chiare e/ le pagine scure”: con l’eco di anni lontani che furono detti ‘di piombo’, la polemica sul dichiarato disimpegno di Francesco De Gregori continua a tener banco. Eppure, si sa che ’sono solo canzonette’, ormai dal 1980, da quando Edoardo Bennato ha voluto mettere la parola fine a un certo cantautorismo politico. Ma il mondo delle rappresentazioni cosiddette artistiche della realtà offre ogni giorno sempre buoni pretesti per accapigliarsi.
Si apre a Venezia, per esempio, una Biennale Teatro dal maiuscolo titolo “ALTER NATIVE”, che fa tanto contro-cultura da sembrare pescato in un vecchio numero della rivista ‘Re Nudo’. Ciò non toglie che sia la rassegna istituzionale che segna l’apice internazionale di una stagione dei festival che anche in Italia si sta presentando con scelte diverse. Così pare da quanto s’è visto ai primi assaggi a Milano, con un eccellente FOG 2026 in Triennale Teatro, poi con LIFE di Zona K, dedicato alla polarizzazione politica, con ‘Presente Indicativo’ al Piccolo Teatro, piuttosto che, in questi stessi giorni, con il sostanzioso 30mo festival Da vicino nessuno è normale di Olinda all’ex ospedale psichiatrico Pini. E anche se si alza lo sguardo verso le grandi manifestazioni europee per studiarne i programmi, si nota che oggi i nomi di punta del teatro, della danza e delle arti performative privilegiano uno spiccato interesse per la realtà, prima ancora che la ricerca della bellezza e della poesia, o meglio attraverso di essa.
Di questa seconda edizione di Biennale affidata a Willem Dafoe – sempre che si possa parlare di costruzioni coerenti di linee editoriali – si nota una scelta di fondo legata invece all’idea di un teatro artistico per così dire ‘allo stato puro’. Questa linea s’intuisce fin dalla doppia apertura, davvero originale, di domenica 7 giugno: la riproposta di ‘Ragada’, primo atto del Romance Familiare di Mario Banushi, che avverrà nel contesto di un salotto privato, in Ca’ Malcanton; e la prima europea, al Teatro Piccolo Arsenale, di ‘Mugen Noh Othello’ di Satoshi Miyagi, rivisitazione allegorica orientale di un classico shakespeariano.
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Banushi è una sorta di nuova stella del post-teatro europeo, greco di origine albanese, giovane autore di una prima trilogia di storie di famiglia rappresentate senza che in scena sia pronunciata una sola parola, la sua visionarietà oscilla tra la tradizione popolare mediterranea e un’estetica che si direbbe queer. Satoshi Miyagi è un maestro riconosciuto del teatro classico giapponese: in questo suo recente capolavoro ribalta Otello nella chiave di una Desdemona dall’immenso potere mistico, riportando addirittura Shakespeare dentro il Mugen Noh, ‘variazione ancora più spirituale del Teatro Noh che guarda a un’antica pratica religiosa di pacificazione degli spiriti rabbiosi’.
Così lo stesso Miyagi ha dichiarato in un’intervista recente a Cristina Piccino su ‘Alias’, dove ha poi toccato con invidiabile chiarezza i temi forti dell’attualità del teatro: ‘Abbiamo la tecnologia, l’intelligenza artificiale ma se guardi la tragedia greca le questioni e i conflitti i dei suoi personaggi sono gli stessi ai quali ci si confronta oggi. C’è poi un altro punto: i testi moderni si identificano col punto di vista di una singola persona mentre nei testi classici la visione è generale. Va oltre una vita, una storia, una realtà specifica che di per sé va bene ma restituisce una immagine più individuale. I classici invece permettono una lettura universale che come in Shakespeare non appartiene solo al suo tempo’.
Ecco, l’accostamento di questo ‘Mugen Noh Othello’ dichiaratamente spirituale e universalista, in apertura di Biennale, con il primo atto teatrale domestico, e per pochi intimi, del romanzo familiare personale di Banushi, fa riflettere ben aldilà dei contrasti estetici e poetici che rivela. In fondo ci racconta di un mondo occidentale che, pur ancora intriso di tossicità ideologiche e derive pseudo-identitarie, vede le classi medio-alte delle nuove generazioni imboccare decisamente la via d’uscita sociale e culturale della singolarità (o della singolarizzazione).
Attenzione: l’atteggiamento ‘singolarista’ è qualcosa di diverso dal cosiddetto individualismo, inteso anche nel senso buono, di un certo anticonformismo alla De Gregori, per intenderci. E’ quello che la filosofa Francesca Rigotti, in un pamphlet del 2021 per Einaudi, aveva definito L’era del singolo, in cui ‘ognuno è originale e speciale e realizza un’opera d’arte unica e irripetibile, la propria vita’. Ed è questo profilo intenzionalmente singolarista a dividere il pubblico di età più matura o più engagé rispetto al ‘romance familiare’ di Banushi, che in fondo è l’esempio aulico di un certo teatro generazionale che si vede sovente in scena anche in Italia. Forse questa Biennale Teatro, con un programma tanto internazionale, sarà davvero così ‘alternativa’ da evocare in concreto la suggestione che si possa superare lo steccato tra singolare e plurale?
Con motivo de la visita pastoral del Papa León XIV a la capital, la Comunidad de Madrid ha organizado una programación cultural nocturna excepcional para los asistentes al evento. Bajo el lema "No la debemos dormir", la iniciativa abrirá las puertas de los Teatros del Canal durante la madrugada del domingo 7 de junio, concretamente desde la medianoche hasta las 5:00 horas.
Este evento cultural surge como una respuesta institucional a la necesidad de habilitar espacios de convivencia durante la madrugada, sirviendo de puente entre los diferentes actos religiosos previstos en la agenda papal. El acceso al recinto escénico será completamente gratuito y se realizará por estricto orden de llegada hasta completar el aforo, siendo el único requisito mostrar el carné de peregrino en la entrada.
El escenario acogerá una propuesta ininterrumpida de música y danza en directo diseñada específicamente para ofrecer un punto de encuentro a los jóvenes. Uno de los grandes atractivos de la velada será la actuación de la reconocida cantautora Clara Montes, quien presentará su recital Marinera en tierra, una obra inspirada en el rico universo poético y musical de Rafael Alberti.
La diversidad de estilos artísticos continuará con la presencia de Alfonso Acosta, Pantera, famoso por ser el guitarrista del grupo anglo-hispano Jenny and the Mexicats. El músico ofrecerá a los peregrinos una propuesta vibrante que fusionará ritmos de rock, flamenco e indie-folk, y en la que estará acompañado por distintos artistas y músicos invitados sobre las tablas.
La danza y la música contemporánea también reclamarán su espacio durante estas cinco horas de insomnio cultural. Los asistentes tendrán la oportunidad de admirar una muestra especial del trabajo del Ballet Español de la Comunidad de Madrid y, para mantener la energía al máximo, podrán disfrutar de diversas sesiones de DJ que reflejarán la pluralidad de la escena electrónica a nivel local y nacional.
Más allá de esta noche especial de puertas abiertas, los visitantes contarán con beneficios adicionales para seguir disfrutando de las artes escénicas en la capital. Todos aquellos que acrediten su participación con el carné de peregrino obtendrán un 20 % de descuento en la compra de entradas para espectáculos programados en los Teatros del Canal entre el 6 y el 9 de junio, incluyendo obras destacadas como la nueva producción de La dama boba, la ópera escénica Los Estunmen o la propuesta de danza contemporánea SACRESIZE.
O livro sobre o Clube de Teatro Tapete Mágico, do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (Faro), foi apresentado na FNAC do Forum Algarve.
Esta obra, que marca os 30 anos de trabalho ininterrupto, foi apresentado por uma das suas fundadoras, Lúcia Vicente que partilhou a vontade férrea que a levou a exigir à então comissão instaladora da Escola Pinheiro e Rosa a criação de um Clube de Teatro.
Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, salientou a importância do Teatro, e das Artes em geral, na construção dos homens e das mulheres do futuro.
Paulo Cunha, na qualidade de editor do livro Espreitar para Debaixo do Tapete, realçou a importância da parceria estabelecida entre o Agrupamento Pinheiro e Rosa e a Associação Cultural Música XXI, pela oportunidade de partilha entre os jovens alunos do Clube de Teatro e os artistas associados à Música XXI.
Por fim, João Tiago Neto, que foi também fundador do Clube de Teatro e compôs temas musicais para um dos espectáculos, interpretou três músicas da sua autoria.
C’è una celebre poesia di Brecht che inizia così: Tebe dalle Sette Porte, chi la costruì?/ Ci sono i nomi dei re, dentro i libri./ Sono stati i re a strascicarli, quei blocchi di pietra? A queste domande sembra rispondere l’amico Walter Benjamin: “E’ compito ben più arduo onorare la memoria delle persone senza nome che non delle persone celebri”.
Nonostante gli sforzi, troppo spesso, anche nei libri degli storici del teatro (a cominciare da quelli del sottoscritto), ricorrono soltanto “i nomi dei re” e latitano le “persone senza nome”. Eppure, nessuna epoca teatrale può esistere, consolidarsi, mutare, tramandarsi senza i tanti, tantissimi ignorati dagli studiosi ma fondamentali al funzionamento di ogni ecosistema culturale. Questo vale anche per i teatri antichi, anzi forse soprattutto per loro, visto che su di essi interveniamo a selezione già fatta dal tempo, per ragioni che non sempre ci è dato di capire.
Prendiamo la Commedia dell’Arte. Salvo isolate eccezioni, continuiamo a parlarne facendo riferimento ai soliti noti, le grandi attrici e i grandi attori che la resero celebre, le poche compagnie primarie che i regnanti e i principi di tutta Europa si contendevano. Ma in realtà, per gli oltre due secoli della sua durata, le compagnie furono centinaia, gli attori diverse migliaia e solo di una parte di essi abbiamo notizia.
Anche per queste ragioni è da salutare con grande favore l’uscita di Le sette vite del Teatro Ridotto-Quarant’anni ai confini del teatro (Editoria&Spettacolo, 2026), libro collettivo curato da Marcello Gallucci. Perché restituendoci con dovizia di informazioni e testimonianze appassionate la vicenda di una piccola realtà teatrale della periferia bolognese, Il Teatro Ridotto, e mostrandocene la funzione essenziale che ha svolto e continua a svolgere in quel territorio, rappresenta anche, in qualche modo, una lezione di metodo.
Il Teatro Ridotto è stato, ed è ancora, le due persone che lo hanno fondato nel 1983: l’attrice Lina Della Rocca e il regista Renzo Filippetti, scomparso nel gennaio 2021. Due personaggi unici, come ogni essere umano del resto, e, contemporaneamente, espressione tipica di un’epoca in cui al teatro si arrivava in modi inconsueti rispetto al passato, senza una formazione specifica o una vera e propria vocazione, ma trasportandovi urgenze, passioni, inquietudini coltivate fuori e prima.
A cominciare dalla politica, almeno nel caso di Filippetti, che nel ’77 a Roma faceva già teatro ma soprattutto militava nel gruppo extraparlamentare di Lotta Continua. Fra l’altro, fu così che egli conobbe l’amico Erri De Luca, diventato in seguito un famoso scrittore, e allora dirigente nazionale di quel gruppo (nel volume si può leggere un suo intervento).
Lina Della Rocca, invece, arriva al teatro dopo un seminario con Ryszard Cieślak, mitico attore di Grotowski. Siamo a Bologna, dove si è trasferita con Renzo, conosciuto a Roma anni prima. Così la descrive Clelia Falletti in un’intervista del libro: “Era l’82, aveva ventotto anni, era una signora con un bambino e un impiego alla Fiera di Bologna”. Ma le vie al teatro erano infinite a quei tempi. E l’anno dopo Lina risulta cofondatrice del Teatro Ridotto, insieme a Renzo. Sono basati nella periferia nord di Bologna a Lavino di Mezzo. Qui otterranno una sede più adeguata nel 1995, con una piccola sala dove si poteva stipare a fatica un centinaio di spettatori.
Con il nuovo nome di Casa delle Culture e dei Teatri, questo punto minuscolo, quasi impercettibile, sulla mappa ricca di realtà artistiche forti della provincia emiliana, riesce a realizzare cose a prima vista impensabili. Come mettere insieme Università (allora retta da Fabio Roversi Monaco, da poco scomparso), Comune, Provincia e Regione per organizzare progetti estremamente impegnativi, anche dal punto di vista finanziario: una sessione dell’International School of Theatre Anthropology nel 1990; e poi un progetto che riportò Grotowski a Bologna per un mese, strappandolo al suo eremo toscano, un anno prima della morte, nel 1997; seguito l’anno successivo da una presenza analoga dell’Odin Teatret. In entrambi i casi le iniziative culminarono con il conferimento della laurea honoris causa in Dams ai due registi.
Grazie alla caparbietà visionaria di Renzo e alla dedizione incrollabile di Lina, questo spazio è stato il porto sicuro per registi e attori già nella storia, come Grotowski e Barba appena citati, Iben Nagel Rasmussen e Torgeir Wethal, figure allora emergenti come Pippo Delbono, Armando Punzo, Cesar Brie, compagni di strada del Terzo Teatro come Pino Di Buduo o Roberto Bacci.
Ma non solo teatro e non solo Occidente. Poeti e scrittori amati come ToninoGuerra e Erri De Luca, tanti attori sudamericani, musicisti di ogni provenienza, i grandi tamburi coreani, il Kathakali indiano, le danze balinesi. E, sempre di più, gruppi giovani e giovanissimi, con progetti dedicati e lunghe residenze.
Dopo la morte di Renzo, Lina è rimasta sola alla guida del teatro, irriducibile come sempre.
A edição deste ano dos Festivais Gil Vicente começa hoje e, até dia 13, vai apresentar nove espetáculos espalhados por vários palcos de Guimarães.
Quando foi anunciada a programação, em abril, a companhia de teatro Oficina, que organiza os festivais a par do município e do Círculo de Arte e Recreio, revelou que o evento começa com o espetáculo “Gatilho da Felicidade”, de Ana Borralho e João Galante, que junta jovens dos locais onde é apresentado (no caso, Guimarães) para abordar o significado da felicidade.
Os Festivais Gil Vicente vão contar ainda com apresentações de “Pela Boca Morre”, de Tomé Nunes Pinto, “Álbum de Família”, de Lúcia Pires, “Ivu’kar”, de João Grilo, “Só Mais uma Gaivota”, da Formiga Atómica, “AFRO SAL.OYÁ”, de Isabél Zuaa, “TOSHIIB4”, de Luísa Guerra, entre outros.
A programação inclui uma nova criação do anterior diretor do Teatro Oficina, Mickaël de Oliveira, em formato de caminhada auditiva, com o título “Espalhar Fel”, nos Jardins do Palácio Vila Flor, em 13 de junho.
Nesse mesmo dia, o Centro Cultural Vila Flor recebe a reposição de “Tudo em Avignon e Eu Aqui”, do atual diretor da companhia, Bruno dos Reis, que esgotou as duas sessões de apresentação em dezembro, e o evento encerra com “O Retiro dos Festivais”, com Rafa Jacinto e Rui Araújo.
Os Festivais Gil Vicente espalham-se pelo Centro Cultural Vila Flor, Teatro Jordão, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Círculo de Arte e Recreio e Convívio Associação Cultural.
“O evento reúne criações de origens mais próximas e mais distantes geograficamente, projetos emergentes e com afirmação nacional, bem como iniciativas que marcam a presença do pensamento e da formação”, acrescentou a organização, no mesmo comunicado.
Livro «Espreitar para Debaixo do Tapete» revisita os 30 anos do Clube de Teatro Tapete Mágico da Escola Secundária Pinheiro e Rosa e a sua ligação a gerações de alunos.
A despedida da banda Paus, a dança da coreógrafa Vera Mantero, um concerto intimista de Tomás Wallenstein e uma ópera do Teatro Nacional de São Carlos marcam a programação de Junho no Cine-Teatro Louletano.
A programação do espaço cultural de Loulé cruza dança, música, teatro e cinema, mantendo a aposta na coprodução artística, na diversidade de linguagens e na acessibilidade, com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.
O mês arranca com dança a 5 de Junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com “C.C. (Crematística e Contraforça)”, peça da coreógrafa Vera Mantero.
Esta coprodução do Cineteatro Louletano propõe uma reflexão coreográfica e performativa em torno das relações entre economia, poder e corpo, numa criação assinada por uma das mais relevantes figuras da dança contemporânea portuguesa.
No sábado, dia 6, existem três sessões, às 16h00, às 19h00 e às 21h00, e no domingo duas sessões, intercaladas com cine-jantar pelo chef Sergio Zanotti, inspirado no filme “Louca-Mente”, de Paolo Genovese, que é exibido após a refeição.
No dia 9, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe “As Damas da Noite”, Uma Farsa de Elmano Sancho. O espetáculo, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, recorre à sátira social imergindo no mundo fascinante e provocador do transformismo.
Os artistas transformistas/dragqueens “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”.
No mesmo dia, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe mais uma sessão do ciclo Filme Francês do Mês, promovido pela Alliance Française do Algarve. Desta vez é “Fifi”, de Paul Saintillan e Jeanne Aslan (2022), uma obra centrada nas relações humanas, juventude e desigualdade social.
A música ocupa lugar de destaque no dia 13 de Junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a apresentação da ópera “Relicário Perpétuo”, de Luísa Costa Gomes e Luís Tinoco.
A peça, trazida a Loulé pelo Teatro Nacional de São Carlos, estreia em Lisboa três dias antes, no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, e assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões.
A criação junta literatura e composição musical contemporânea e é marcada pelo cruzamento entre palavra, memória e património cultural.
No dia 14, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Tomás Wallenstein. Conhecido do grande público enquanto músico e compositor como vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto, o artista apresenta-se num formato mais intimista, explorando as suas canções com diferentes sonoridades e novas dimensões.
A 19 de junho, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano “Álbum de Família”, de Lúcia Pires, pelo Projecto Casa, projeto de apoio à criação tripartido entre o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo.
Esta coprodução, com audiodescrição, propõe uma reflexão sobre memória, relações familiares e identidade, através de uma abordagem intimista e contemporânea.
A 20 de junho, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe o Grupo Síntese – Concerto no Património, numa fusão única entre a expressão musical contemporânea e o património cultural.
O grupo traz obras de Luciano Berio, Pedro Rebelo, Eduardo Patriarca, Amilcar Vasques-Dias e Jorge Peixinho, numa iniciativa de entrada gratuita que cruza música e valorização patrimonial.
No mesmo dia, às 21h00, os PAUS apresentam-se no Cineteatro Louletano, na digressão que decreta o fim da banda, com o álbum “Enterro”.
Conhecida pela energia dos seus concertos e pela fusão entre rock, percussão e eletrónica, a banda traz a Loulé um espetáculo marcado pela intensidade sonora e performativa e toda a carga de um final anunciado, que culminará com dois concertos em novembro, em Lisboa e Porto.
O mês fecha a 21 de Junho, às 17h00, no Cineteatro Louletano, precisamente com o Concerto de Laureados do Conservatório.
O espetáculo reúne jovens músicos distinguidos pela instituição, celebrando o talento emergente e o ensino artístico especializado no concelho.
Já em Julho, há mais um espetáculo multidisciplinar, com “Ostra feliz não faz pérola”, de Ana Borges, no dia 4, às 21h00. É uma metáfora sobre a vivência no feminino, construída a partir das muitas imposições históricas, sociais, culturais, de corpo e de existência.