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TIC. Pequenos passos, grandes informáticas

Quando a II Guerra Mundial chegou ao fim e muitas mulheres tiveram de voltar a casa, porque os soldados regressaram aos seus empregos, a matemática Grace Hopper, uma das pioneiras da programação informática, manteve-se a fazer cálculos na Marinha americana, como se pode ler no livro “Os Visionários”, de João Pedro Pereira. Mas a “Rainha do software” não foi um caso isolado. Ao longo da História, várias outras contribuíram de forma importante para o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Ada Lovelace, por exemplo, foi a primeira pessoa a criar um programa de computador, no século XIX; Dorothy Vaughan, uma das três mulheres retratadas no filme “Hidden Figures”, ajudaria a NASA mais tarde a transitar para a programação informática; Margaret Hamilton, engenheira de software, escreveu o código para Neil Armstrong alunar.

No entanto, este nunca foi um setor com forte presença feminina. E mesmo hoje, apesar de ter havido uma clara evolução, com cada vez mais mulheres a trabalhar nesta área, a presença masculina ainda se sobrepõe. Em toda a União Europeia há mais de 2 milhões de mulheres especialistas em tecnologias de informação e comunicação. Por especialistas, entenda-se os “trabalhadores com capacidade para desenvolver, operar e manter sistemas de TIC, e para os quais as TIC constituem a parte principal do seu trabalho”, como explica o Eurostat. Só que os homens são 8,2 milhões. Ou seja, no ano passado, havia apenas uma mulher em cada cinco (19,5%) nesta área – e estamos a falar do valor mais elevado da última década, a par do ano anterior.

O aumento em números absolutos tem sido considerável – mais 641 mil mulheres empregadas nas TIC em 7 anos (acréscimo de 45,7%), mas entre os homens também aumentou muito: quase 2 milhões (ou mais 29,6%). Na prática, a proporção de mulheres subiu apenas 1,7 pontos percentuais desde 2019.

Portugal está acima da média europeia, em oitavo lugar, com 22,3% (o segundo melhor valor da década). Antes da pandemia, entre 2015 e 2019, rondou sempre os 18%, ficando entre as 11.ª e 17.ª posições. O número, em valores absolutos, quase não tem parado de aumentar: nos últimos dez anos, houve quebras (ligeiras) em apenas dois deles; e já duplicou, de 31 mil para 63 mil, desde o período pré-covid.

Questão diferente é o número de trabalhadoras que estão no mercado de trabalho com educação especializada em TIC (porque nem todas as especialistas têm diploma em engenharia informática ou desenvolvimento de software, por exemplo). E aqui há um caminho mais longo para percorrer. Na União Europeia, em vez de 19,5%, estão em causa 16,6% de mulheres, num ranking cujo topo é ocupado pelas escandinavas (Dinamarca e Suécia), em ambos os casos com cerca de 30% de mulheres, seguidas por Roménia, Bulgária, Croácia e Irlanda (todas na casa dos 20%).

E por aqui? Portugal é o 21.º entre os 22 países considerados pelo gabinete de estatísticas europeu, com apenas 12,6%. Pior só a Lituânia (11,1%).

Em termos absolutos, o número de trabalhadoras com diploma em TIC até tem vindo a aumentar desde 2022 (de 7,7 mil para 11,9 mil no ano passado), mas ainda não chega aos valores de 2021. E nos homens o ritmo foi superior, pelo que a proporção de mulheres está em queda.

Para se ter uma ideia da evolução, entre 2004 e 2016, a proporção de mulheres com um canudo em TIC quase nunca foi inferior a 20% em Portugal (em 2004 e 2007 chegou mesmo a atingir 29,2%). Depois, houve várias vagas: em 2017, caiu abruptamente (de 23,7% para 16,5%), cresceu novamente até 2021 (20,7%), mas voltou a afundar em 2022, para 13%. Hoje, com 12,6%, é a pior proporção em pelo menos 22 anos.

O que justifica esta diferença entre o número de especialistas e o de formadas em TIC? Porque é que há cada vez mais mulheres a desenvolver competências nesta área a posteriori e não antes? Será o reconhecimento de que terão uma carreira melhor? Um salário mais alto ou maior flexibilidade para conciliar o trabalho com a vida familiar? Será que se aperceberam de que também nestas áreas podem gerar valor para a sociedade?

Todas essas razões, que nos foram dadas por mulheres que trabalham com TIC, são plausíveis, mas falta o resto: por que não entraram mais cedo? E é aqui que podem estar em causa “os vieses inconscientes da sociedade patriarcal”, como nos diz Cláudia Mendes, da Women in Tech. A ideia de que uma mulher com apetência para matemática ou ciências tem como caminho natural ser médica, e não engenheira de informática, por exemplo.

O problema é o “medo inicial”, complementa Ana Pires, do INESC-TEC. Mas a primeira mulher cientista-astronauta em Portugal, que aprendeu a programar a meio caminho, reconhece que, aos poucos, vai havendo uma mudança de mentalidade – que se reflete no aumento do número de mulheres especialistas. E como qualquer astronauta sabe, a vida é feita de pequenos passos.

Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior

13 June 2026 at 00:17
Presidentes dos institutos politécnicos enviaram parecer negativo ao Ministério da Educação. Alertam para redução de bolsas no interior e pedem revisão urgente do modelo.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

O CCISP defende que não há condições para que as novas regras entrem em vigor

Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior

13 June 2026 at 00:17
Presidentes dos institutos politécnicos enviaram parecer negativo ao Ministério da Educação. Alertam para redução de bolsas no interior e pedem revisão urgente do modelo.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

O CCISP defende que não há condições para que as novas regras entrem em vigor

Instituições têm até 15 de junho para aderir ao Fies do 2º semestre

Logo Agência Brasil

Instituições privadas de educação superior têm até as 23 horas e 59 minutos desta segunda-feira (15) para aderir ao processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2026.

O programa federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC).

Notícias relacionadas:

Prioritariamente, o Fies beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Adesão

Desde 8 de junho, a adesão pode ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta.  

As mantenedoras das faculdades privadas devem preencher, para cada curso, turno e local de oferta, as informações sobre: os valores das semestralidades escolares dos períodos que compõem a formação; a forma de reajuste do valor do curso financiado; e a realização de processo seletivo próprio.

Além disso, também deverão ser enviadas as propostas de oferta, observando a necessidade mínima de seis vagas por formação.

Conforme o edital deste processo seletivo (nº 40/2026), o termo de participação deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora da instituição de ensino.

Enamed

O edital desta segunda edição do Fies de 2026, prevê a aplicação de medidas cautelares para os cursos de graduação em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as sanções, está a suspensão da possibilidade de celebrar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais, como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

De acordo com listas publicadas em março no Diário Oficial da União, 99 cursos de medicina estão em situação de baixo desempenho no Enamed.

Os estudantes obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – o que representa que menos de 60% dos estudantes concluintes nestas instituições apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed.

Fies

Anualmente, o Fies faz dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Instituições têm até 15 de junho para aderir ao Fies do 2º semestre

Logo Agência Brasil

Instituições privadas de educação superior têm até as 23 horas e 59 minutos desta segunda-feira (15) para aderir ao processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2026.

O programa federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC).

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Prioritariamente, o Fies beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Adesão

Desde 8 de junho, a adesão pode ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta.  

As mantenedoras das faculdades privadas devem preencher, para cada curso, turno e local de oferta, as informações sobre: os valores das semestralidades escolares dos períodos que compõem a formação; a forma de reajuste do valor do curso financiado; e a realização de processo seletivo próprio.

Além disso, também deverão ser enviadas as propostas de oferta, observando a necessidade mínima de seis vagas por formação.

Conforme o edital deste processo seletivo (nº 40/2026), o termo de participação deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora da instituição de ensino.

Enamed

O edital desta segunda edição do Fies de 2026, prevê a aplicação de medidas cautelares para os cursos de graduação em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as sanções, está a suspensão da possibilidade de celebrar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais, como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

De acordo com listas publicadas em março no Diário Oficial da União, 99 cursos de medicina estão em situação de baixo desempenho no Enamed.

Os estudantes obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – o que representa que menos de 60% dos estudantes concluintes nestas instituições apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed.

Fies

Anualmente, o Fies faz dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

Inscrições do Enem 2026 terminam nesta sexta-feira e veja guia completo

As inscrições para o Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio) terminam nesta sexta-feira (12). O exame é a principal porta de acesso ao ensino superior no Brasil.

Pela primeira vez, estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio da rede pública terão a inscrição realizada de forma automática. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), a medida busca ampliar a participação dos concluintes no exame nacional.

Neste ano, as provas serão aplicadas em 95 novas cidades, um aumento em relação ao ano anterior. O MEC afirma que a “ampliação dos municípios de aplicação integra o conjunto de ações para facilitar o acesso ao exame”.

Além disso, o exame nacional também terá a ampliação da acessibilidade especializada para candidatos.

Para ajudar os candidatos, a Folha reuniu alguns tópicos sobre o Enem 2026, como valor da taxa, calendário, prazos e orientações sobre o exame nacional. Confira abaixo:

Como realizar a inscrição para o Enem 2026?

Confira o passo a passo para realizar a inscrição no exame nacional:

O candidato deve acessar a Página do Participante, no site do Inep, com acesso por meio de uma conta Gov.br. Após o login, o candidato precisará preencher os dados cadastrais, incluindo informações pessoais, como CPF e CEP, e outras informações solicitadas. Durante o processo de inscrição, o candidato deve escolher o idioma da prova de língua estrangeira: inglês ou espanhol. Em seguida, o estudante deve escolher o estado e a cidade na qual deseja realizar a prova. Logo após, o candidato deve responder ao questionário socioeconômico. O último ato da inscrição é conferir os dados cadastrados e depois clicar em “enviar inscrição”. Após enviada, o estudante deve gerar a guia de pagamento da taxa de inscrição na própria Página do Participante. A inscrição no Enem 2026 só será confirmada após o pagamento da taxa.

Quem tem inscrição automática ainda precisa acessar o sistema do Enem?

Sim. Mesmo com a inscrição automática, o estudante deverá confirmar a participação no exame e informar dados complementares, como município de prova, a língua estrangeira da prova e recursos de acessibilidade.

Quanto custa a taxa de inscrição?

A taxa de inscrição é de R$ 85, mesmo valor cobrado na edição anterior do exame. O pagamento deve ser feito até 17 de junho, via pagamento por boleto e Pix.

O período para solicitar a isenção da taxa já foi encerrado. Mesmo os candidatos beneficiados com a gratuidade deverão confirmar a participação por meio da inscrição até 12 de junho.

Como saber se a inscrição foi confirmada?

O participante deve acompanhar a situação de sua inscrição e a divulgação do local de prova pela Página do Participante. O Inep disponibilizará o Cartão de Confirmação de Inscrição nesse endereço em data a ser definida.

Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?

As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, 8 e 15 de novembro.

Os portões dos locais de prova do Enem 2026 serão abertos às 12h. Eles serão fechados pontualmente às 13h, no horário de Brasília. A aplicação das provas terá início às 13h30.

No primeiro dia, os candidatos poderão permanecer nas salas até às 19h. Já no segundo dia, o encerramento está previsto para às 18h30.

Como vai funcionar o atendimento especializado no Enem 2026?

A partir de 2026, o Enem ampliará as condições de acessibilidade para candidatos que necessitam de atendimento especializado.

Entre as novidades, estudantes com diagnóstico de fibromialgia e transtornos mentais, como crises de ansiedade, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), passarão a ter direito a atendimento especializado.

Para esses participantes, será permitida a presença de um acompanhante -familiar ou profissional- ou de um cão de apoio emocional no local de aplicação do exame.

A principal mudança para esse grupo é a possibilidade de contar com um acompanhante ou um cão de apoio emocional. No entanto, o acompanhante não poderá permanecer na sala durante a realização da prova e ficará em um espaço reservado enquanto o exame estiver em andamento.

Os candidatos que já tinham direito ao atendimento especializado continuarão contemplados pela medida. Entre eles estão pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual, surdos, diabéticos, pessoas com dislexia, TEA (Transtorno do Espectro Autista), gestantes, lactantes e idosos.

Como solicitar o atendimento especializado no Enem 2026?

O pedido de atendimento especializado deverá ser realizado no momento da inscrição no Enem 2026.

Além de informar a necessidade do atendimento, o candidato deverá apresentar documentos que comprovem sua condição, como laudo médico ou relatório especializado. A documentação será analisada pelo Inep, responsável por validar a solicitação antes da aplicação do exame.

Como serão divididos os dias de provas?

No primeiro dia, 8 de novembro, os candidatos realizam a prova de redação, além de 45 questões de linguagens (português, inglês ou espanhol, literatura, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação).

Além disso, o primeiro dia também tem as 45 perguntas de ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia).

Já no segundo dia, 15 de novembro, o exame terá 45 questões de ciências da natureza (química, física e biologia) e 45 itens de matemática.

Quais são as formas de utilizar a nota do Enem?

Com o resultado do exame, os estudantes podem ingressar em universidades públicas e privadas por meio de programas como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

As notas do Enem também são aceitas por algumas universidades do exterior, com instituições em países europeus, como Portugal.

Calendário do Enem 2026

Período de inscrição: até 12 de junho

Valor da taxa de inscrição: R$ 85

Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho

Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro (FOLHAPRESS)

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Futuros médicos da UMinho visitam idosos de aldeias isoladas

12 June 2026 at 11:31

Três dezenas de estudantes de Medicina da Universidade do Minho vão, entre 29 de junho e 03 de julho, monitorizar a saúde e acompanhar os idosos de localidades isoladas de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

Trata-se da 14.ª edição da iniciativa “Aldeia Feliz”, promovida pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da UMinho (NEMUM), com o apoio do município e das freguesias de Vila Nova de Foz Côa.

Em comunicado, a academia minhota adianta que os alunos vão visitar domicílios, bem como lares e centros de dia daquele concelho.

As ações incluem a promoção da saúde através da medição da pressão arterial e da glicemia capilar, sessões educativas sobre hábitos e estilos de vida saudáveis e, em especial, momentos de proximidade, convívio e partilha.

A intenção – explica a UMinho – é combater o isolamento e alargar o acesso à informação para esta população, por vezes afastada dos cuidados primários oferecidos pelo centro de saúde ou limitada no contacto com o médico de família.

“O envelhecimento populacional é um dos principais desafios da sociedade portuguesa e tem um impacto profundo na saúde e qualidade de vida dos mais vulneráveis. Enquanto cidadãos e futuros médicos, queremos ter um papel ativo no combate a esta emergência social. Por isso, decidimos intervir no terreno, num projeto de proximidade que enriquece também a nossa formação clínica e humana”, afirma a presidente do NEMUM, Ana Rita Peixoto, citada no comunicado.

O projeto “Aldeia Feliz” arrancou em 2014, apoiando então 150 idosos a viver na Parque Nacional da Peneda-Gerês. A cada verão, já percorreu aldeias de Arcos de Valdevez, Vila Pouca de Aguiar, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Braga, Ponte da Barca, Viana do Castelo, Valença, Monção e, agora, Foz Côa.

A iniciativa foi finalista do Prémio Nacional Voluntariado Universitário, do Banco Santander.

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Estudantes propõem reforço da ação social e revisão do financiamento do Ensino Superior

10 June 2026 at 20:55

O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas.

No âmbito da Ação Social e Abandono Escolar, os representantes dos estudantes exigiram, em comunicado, maior universalidade e equidade no alojamento estudantil público, propondo a criação de um grupo de trabalho, “com participação obrigatória dos estudantes”, para combater “as profundas assimetrias regulamentares, de utilização quotidiana e de condições de habitabilidade entre as diferentes instituições”.

Em matéria de transição de graus, foi defendido um regime reforçado de ação social para o 2.º ciclo, a uniformização da informação financeira das propinas e taxas, e a inclusão “de um mecanismo no Orçamento de Estado para a isenção total ou parcial das taxas de inscrição e propinas administrativas para estudantes bolseiros, salvaguardando a autonomia das instituições”.

No combate ao abandono escolar precoce, cujas taxas atingem, de acordo com o MAE, “médias críticas de 13,2% no ensino superior e 15,6% no subsistema politécnico”, o plenário estudantil exigiu a publicação regular de dados sobre esse tema.

Propôs também o lançamento de um programa de promoção do sucesso académico, o reforço de gabinetes de apoio vocacional para alunos do ano de ingresso e maior flexibilidade administrativa para requerer a mudança de curso até ao final do primeiro semestre letivo.

Apesar de reconhecerem alguns “aspetos positivos”, a proposta de revisão do Governo do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior (RJGDES) mereceu a recusa dos representantes dos estudantes, designadamente quanto à “introdução de critérios técnico-formais como barreiras no acesso à transição de ciclos”.

O Encontro Nacional de Direções Associativas, reunido em Lisboa a 30 e 31 de maio, aprovou ainda a candidatura da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para a organização do próximo encontro, a decorrer em 05 e 06 de setembro em Vila Real.

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Primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer na China

professores

O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer na China, perto de Macau, e segundo o ministro da Educação português terá impacto direto na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China.

Um protocolo foi hoje assinado pelos reitores da Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) para a criação de um Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra em Hengqin, uma zona económica especial estabelecida na cidade chinesa de Zhuhai, perto de Macau.

“Este é um passo decisivo para a projeção da Universidade de Coimbra a nível internacional”, afirmou o reitor da UC, sublinhando que o campus permitirá “desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau”, e dinamizar projetos de investigação, criar incubadoras e laboratórios conjuntos, e fomentar o intercâmbio académico.

As duas universidades têm vindo a celebrar várias parcerias ao longo dos anos, nas áreas da investigação, formação avançada e inovação tecnológica nos domínios da Engenharia e Tecnologia, Ciências da Saúde, Ciências da Linguagem, Negócios e Comércio.

Estes levaram à criação do Laboratório Conjunto de Investigação em Tecnologias Avançadas para Cidades Inteligentes, o Laboratório Conjunto de Investigação em Inteligência Artificial para a Longevidade Saudável, o Laboratório Conjunto de Investigação em Humanidades Digitais e Ciências da Linguagem Aplicadas e o Programa de Doutoramento Conjunto em Informática.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com dois laboratórios dedicados onde “trabalharão investigadores das duas instituições”.

O ministro detalhou que os laboratórios incidirão em áreas estratégicas como “Envelhecimento” do qual a Universidade de Coimbra tem uma investigação “muito relevante”, com um “novo instituto criado recentemente e que ganhou um projeto europeu Horizonte Europa, de mais de 15 milhões de euros”.

“Depois há uma parte ligada ao digital, onde as duas instituições têm competências e especialidade”, destacou.

Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China.

Fernando Alexandre indicou que entre 2022 e 2026 foram submetidos mais de 700 pedidos de reconhecimento de graus académicos chineses em Portugal, refletindo o “aumento da mobilidade entre os dois sistemas de ensino superior”.

“No âmbito do programa Erasmus+, registaram-se 59 mobilidades entre Portugal e a China, incluindo 21 com Macau”, apontou.

Na área científica, Portugal e a China desenvolveram mais de 100 projetos conjuntos desde os anos 1990, apoiados por sete programas de cooperação, e entre 2014 e 2025, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia financiou 88 projetos de investigação e desenvolvimento com participação de instituições chinesas.

Segundo o ministro português, Macau ocupa uma “posição singular” nesta rede, com universidades locais a manterem parcerias ativas com instituições portuguesas em áreas como medicina, tradução, artes digitais, design e doutoramentos conjuntos.

“Macau hoje começa a ter instituições de referência no ensino superior, o que é demonstrativo do grande progresso que esta região fez nas últimas décadas”, acrescentou, lembrando também protocolos ativos entre universidades portuguesas, como o da Universidade de Lisboa com a Universidade de Macau.

O ministro revelou ainda que nos próximos dias estará em Pequim para se reunir com os ministros da Ciência e Tecnologia e da Educação da China, com o objetivo de “fazer um balanço (…) daquilo que está em curso e olhar para o futuro”.

O responsável volta depois a Macau para participar no XXXV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) entre 15 e 17 de junho, que coincide com o IV Fórum de Reitores da China, Macau e Países de Língua Portuguesa.

Estudantes propõem reforço da ação social e revisão do financiamento do Ensino Superior

O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas.

No âmbito da Ação Social e Abandono Escolar, os representantes dos estudantes exigiram, em comunicado, maior universalidade e equidade no alojamento estudantil público, propondo a criação de um grupo de trabalho, “com participação obrigatória dos estudantes”, para combater “as profundas assimetrias regulamentares, de utilização quotidiana e de condições de habitabilidade entre as diferentes instituições”.

Em matéria de transição de graus, foi defendido um regime reforçado de ação social para o 2.º ciclo, a uniformização da informação financeira das propinas e taxas, e a inclusão “de um mecanismo no Orçamento de Estado para a isenção total ou parcial das taxas de inscrição e propinas administrativas para estudantes bolseiros, salvaguardando a autonomia das instituições”.

No combate ao abandono escolar precoce, cujas taxas atingem, de acordo com o MAE, “médias críticas de 13,2% no ensino superior e 15,6% no subsistema politécnico”, o plenário estudantil exigiu a publicação regular de dados sobre esse tema.

Propôs também o lançamento de um programa de promoção do sucesso académico, o reforço de gabinetes de apoio vocacional para alunos do ano de ingresso e maior flexibilidade administrativa para requerer a mudança de curso até ao final do primeiro semestre letivo.

Apesar de reconhecerem alguns “aspetos positivos”, a proposta de revisão do Governo do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior (RJGDES) mereceu a recusa dos representantes dos estudantes, designadamente quanto à “introdução de critérios técnico-formais como barreiras no acesso à transição de ciclos”.

O Encontro Nacional de Direções Associativas, reunido em Lisboa a 30 e 31 de maio, aprovou ainda a candidatura da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para a organização do próximo encontro, a decorrer em 5 e 6 de setembro em Vila Real.

Braga: 463 mil euros para trabalhos a mais na “maior residência estudantil pública” do país

10 June 2026 at 15:06

O executivo de vereadores da Câmara de Braga debate e vota, sexta-feira, em reunião, uma proposta de autorização, pelo Município , para a execução dos trabalhos complementares, na obra de transformação da antiga fábrica Confiança em residência universitária, no valor de 463 mil euros (mais IVA) e a aprovação da supressão de trabalhos no valor 81 mil (mais IVA). O valor da obra – financiada pelo PRR- Plano de Recuperação e Resiliência – sobe, assim, de 25, 5 milhões para quase 26 milhões.

A proposta da autarquia salienta que se entende “haver motivo para a prorrogação do prazo da empreitada por um período de 62 dias, prevendo-se a sua conclusão para 31 de agosto de 2026, ainda antes do arranque do próximo ano letivo”.

Um das razões invocadas pelo construtor, o grupo Casais, de Braga, está a necessidade de implementar um sistema de ‘Controlo de acessos’ à futura residência.

E explica: “No âmbito da gestão da residência pelos Serviços de Ação Social da Universidade, constatou-se a necessidade de introduzir diversos sistemas de controlo de acessos em várias entradas, de modo a assegurar uma gestão eficaz do espaço e das áreas comuns”.

Esta necessidade – acrescenta – “assume particular relevância pelo facto de o edifício existente vir a ser gerido por duas entidades distintas, nomeadamente a ala poente pelo Município e a ala nascente pelos Serviços da Universidade”.

Importa referir – diz, ainda, o documento em discussão – que a implementação destes sistemas de controlo de acessos não se encontrava prevista no programa inicial, “revelando-se, no entanto, fundamental para viabilizar a adequada gestão da residência”.

Situação análoga verifica-se ao nível da gestão do estacionamento no piso -1 do edifício novo, nomeadamente no controlo de acessos ao exterior deste espaço e na sua interligação com os pisos superiores onde se desenvolve a residência.

Vários ‘trabalhos a mais’

Os ‘trabalhos a mais’ incluem várias outras alterações, como é o caso da do “Corte e levantamento de pavimento em tapete betuminoso” e da aplicação de “Lancis em granito”.

Aqui está em causa o fornecimento e aplicação de lancis curvos em granito incluindo fundação em betão.

Englobam, ainda, a “pavimentação em microcubo em granito” e “trabalhos de adaptação dos arranjos exteriores da Rua Nova da Fábrica, neste caso, já que, a compatibilização dos arranjos exteriores da operação urbanística em curso a norte da Rua Nova da Fábrica com os previstos no âmbito da presente empreitada, torna-se necessário proceder a ligeiras adaptações ao traçado do arruamento, bem como ao alargamento do passeio sul. Esta intervenção é fundamental para assegurar a adequada articulação entre as duas operações, garantindo um desenvolvimento viário coerente com a utilização prevista para o arruamento e o cumprimento dos regulamentos em vigor”.

Envolvem, também, entre outros, o “trabalho de adaptação da iluminação pública existente na fachada do edifício existente e alteração da alimentação para o armário de distribuição localizado na Rua Quinta da Armada” e a remoção de cablagem das fachadas do edifício existente

786 camas

A futura residência universitária de Braga, que está a ser construída na antiga fábrica de sabonetes Confiança, terá 786 camas, pelo que será “a maior residência estudantil pública em Portugal”. A obra foi adjudicada à construtora bracarense por 25,51 milhões de euros, verba que, agora, chega perto dos 26 milhões.

A futura residência de estudantes distribui-se por dois edifícios. Um deles resulta da reabilitação da antiga Fábrica Confiança, de valor histórico; e um segundo imóvel está a ser construído de raiz. “O maior desafio deste projeto é conciliar a preservação do edifício histórico com a construção do edifício de raiz, garantindo ao mesmo tempo funcionalidade, sustentabilidade e conforto para os futuros residentes”, assinala António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais.

Este edifício de raiz terá 252 quartos individuais, 222 duplos – 19 dos quais adaptados a pessoas com mobilidade condicionada – e dois triplos também acessíveis, perfazendo um total de 476 unidades de alojamento para 702 residentes.

15 cozinhas comuns e seis salas de estudo

Este espaço vai ainda contemplar 15 cozinhas comuns, seis salas de estudo, uma ampla zona de convívio e refeições em open space voltada para o edifício existente, além de espaço exterior de lazer e lavandaria comum.

Desenvolvido segundo o “modelo de construção industrializada CREE”, o novo edifício assenta num sistema híbrido de madeira e betão que inclui vários componentes pré-fabricados: “escadas, estrutura e fachadas CREE, instalações sanitárias, paredes divisórias e racks MEP”, descreve o Grupo Casais num comunicado enviado às redações.

Entre as vantagens deste modelo de construção constam, detalha a construtora Casais, uma maior eficiência, redução de desperdício e melhor controlo de qualidade. Mais, prossegue, “a montagem em fábrica, com rastreabilidade total de cada componente ao longo da cadeia de produção até à execução, permite ainda a futura desmontagem e reaplicação dos elementos noutros contextos”.

O conteúdo Braga: 463 mil euros para trabalhos a mais na “maior residência estudantil pública” do país aparece primeiro em O MINHO.

Elite mundial da investigação em finanças vai estar em Braga

10 June 2026 at 12:31

Entre hoje e sexta-feira, o Forum Braga recebe a Conferência Internacional da Financial Management Association (FMA), com 270 apresentações de académicos e profissionais de 34 países.

Segundo a Universidade do Minho, trata-se de um dos eventos mais prestigiados do mundo na área das finanças empresariais, regressando a Portugal após muitos anos, agora sob a coordenação de Manuel Rocha Armada, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, e tendo um recorde de quase 700 artigos científicos submetidos inicialmente.

O programa destaca na sexta-feira, às 11:30, o painel sobre ‘fintech’ com Vítor Constâncio (antigo ministro e presidente do Banco Central Europeu), Cláudia Custódio e Gilles Chemla (ambos do Imperial College). Pouco antes, às 10:00, terá lugar a palestra do orador convidado Alex Edmans, da London Business School e Wharton School, sobre governança ESG (ambiental, social e corporativa).

Na quinta-feira, merece ênfase o painel sobre finanças e clima, às 14:45, com Pedro Matos, Ian Appel (ambos da University of Virginia) e Philipp Krueger (Swiss Finance Institute), seguindo-se às 16:45 a intervenção da oradora convidada Victoria Ivashina, da Harvard Business School.

Esta conferência da FMA International é um fórum de referência global na discussão e partilha de investigação e prática profissional sobre tendências, desafios e inovações no setor financeiro (empresas e mercados). Além dos painéis especiais e das 88 sessões científicas, inclui mentorias para estudantes de doutoramento no primeiro dia, além de oportunidades de networking e momentos sociais, reforçando a ligação entre a academia e o mercado.

A comissão coordenadora inclui apenas portugueses, refletindo a sua reconhecida capacidade organizativa e científica neste âmbito: além de Manuel Rocha Armada, foram por este escolhidos Cláudia Custódio (Imperial College), Pedro Matos (University of Virginia Darden) e Cesário Mateus (Aalborg University).

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UTAD compra mesas anatómicas digitais para Medicina

9 June 2026 at 23:28
Equipamentos custaram 220 mil euros e integram investimento global de dois milhões. Mestrado integrado tem 40 vagas e acreditação condicionada da A3ES.

© ESTELA SILVA/LUSA

O curso obteve acreditação em novembro, condicionada por dois anos

MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+

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Os estudantes interessados em participar do Sisu+ (a etapa complementar e inédita do Sistema de Seleção Unificada) já podem consultar as vagas disponíveis no programa, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

A plataforma permite consultar antecipadamente as vagas e filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições de ensino.

Notícias relacionadas:

 Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.

O Sisu, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior de instituições públicas que aderiram ao processo seletivo. 

A etapa do Sisu+ oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre.

Inscrições

Os candidatos que participaram de pelo menos uma edição do Enem nos últimos três anos precisam ter concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026 para poderem se inscrever no Sisu+ no período de 15 a 19 de junho.

A inscrição no Sisu+ também ocorre pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

Após concluir essa etapa da inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso indicadas como primeira e segunda opção.

Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Seleção

O MEC explica que será usada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada, de acordo com a opção de curso e com os critérios para inscrição, classificação e seleção dos estudantes.

Para a seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas por cada instituição.

Cronograma do Sisu+

As inscrições ficam abertas de 15 a 19 de junho. No dia 24 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, na página eletrônica do Sisu.

Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

O processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho, seguindo o edital de cada instituição pública de ensino.

Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O que é o Sisu+

O Sisu+ foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.

O MEC projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, nos quais o estudante é admitido mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas. 

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.

Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+

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Os estudantes interessados em participar do Sisu+ (a etapa complementar e inédita do Sistema de Seleção Unificada) já podem consultar as vagas disponíveis no programa, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

A plataforma permite consultar antecipadamente as vagas e filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições de ensino.

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 Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.

O Sisu, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior de instituições públicas que aderiram ao processo seletivo. 

A etapa do Sisu+ oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre.

Inscrições

Os candidatos que participaram de pelo menos uma edição do Enem nos últimos três anos precisam ter concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026 para poderem se inscrever no Sisu+ no período de 15 a 19 de junho.

A inscrição no Sisu+ também ocorre pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu.

Após concluir essa etapa da inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso indicadas como primeira e segunda opção.

Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Seleção

O MEC explica que será usada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada, de acordo com a opção de curso e com os critérios para inscrição, classificação e seleção dos estudantes.

Para a seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas por cada instituição.

Cronograma do Sisu+

As inscrições ficam abertas de 15 a 19 de junho. No dia 24 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, na página eletrônica do Sisu.

Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

O processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho, seguindo o edital de cada instituição pública de ensino.

Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O que é o Sisu+

O Sisu+ foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.

O MEC projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, nos quais o estudante é admitido mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas. 

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.

Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

UMinho e Bosch lançam novo curso

9 June 2026 at 12:09

A Universidade do Minho e a Bosch de Braga assinaram um acordo no âmbito da parceria estratégica existente entre as duas instituições, com vista à criação de um novo curso, que reforçará o compromisso de ambas as entidades com a qualificação e valorização do conhecimento aplicado.

Em comunicado, a academia minhota adianta que uma comitiva de docentes da universidade, liderada pela vice-reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias, esteve nas instalações da Bosch, em Braga, para uma visita focada na criação e desenvolvimento de um curso não conferente de grau creditado, com conteúdos curriculares relacionados com a as compras estratégicas e metodologias de aquisição focadas no custo total de propriedade, na mitigação de riscos e nas parcerias geradoras de valor e competitividade.

De acordo com a mesma fonte, o curso tem a colaboração de diversas unidades orgânicas de ensino e investigação da UMinho, nomeadamente as escolas de Engenharia; Economia, Gestão e Ciência Política; Direito; Psicologia e Ciências, e do Instituto de Ciências Sociais. Esta diversidade disciplinar contribui para uma abordagem multidimensional e pluridisciplinar, assegurando uma reflexão abrangente sobre os desafios e oportunidades associados à criação deste novo programa formativo.

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