Tercer boletín de deportes
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A Seleção Brasileira intensificou nesta quarta-feira (17) a preparação para o duelo contra o Haiti, válido pela segunda rodada da Copa do Mundo. Nos primeiros 15 minutos do treinamento liberados à imprensa, o técnico Carlo Ancelotti testou uma formação diferente da utilizada na estreia diante de Marrocos, indicando possíveis mudanças para o próximo compromisso da equipe.
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Entre os jogadores utilizados por Ancelotti estavam Danilo, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos na defesa. O meio-campo foi formado por Fabinho e Bruno Guimarães, enquanto Gabriel Martinelli, Vini Jr., Igor Thiago e Luiz Henrique completaram a equipe.
Em determinado momento da atividade, Danilo deixou o campo e deu lugar a Ederson. Apesar da movimentação, a formação observada não representa uma confirmação da escalação que enfrentará o Haiti na sexta-feira (19), mas sinaliza alternativas avaliadas pela comissão técnica.
Ancelotti testa mudanças em relação à estreia
Caso a equipe utilizada no treino seja mantida, o Brasil poderá ter cinco alterações em relação aos titulares que começaram o empate por 1 a 1 com Marrocos.
Danilo apareceu na vaga de Ibañez, enquanto Léo Pereira foi testado no lugar de Gabriel Magalhães. No meio-campo, Fabinho ocupou a posição de Casemiro. Já no ataque, Gabriel Martinelli entrou no posto de Lucas Paquetá, e Luiz Henrique apareceu na vaga de Raphinha.
Além das mudanças de nomes, o treinamento também indicou uma possível alteração no esquema tático. Na estreia da Copa do Mundo, a Seleção atuou com três meio-campistas. Já a formação trabalhada nesta quarta-feira apontou para um desenho com dois jogadores no setor e quatro atletas mais avançados.
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Neymar apareceu em campo pela primeira vez desde que chegou aos Estados Unidos com a Seleção Brasileira. No entanto, o atacante ainda não treinou com bola nem foi integrado ao grupo, permanecendo em processo de recuperação da lesão na panturrilha sofrida há exatamente um mês — no jogo entre Santos e Curitiba pelo Campeonato Brasileiro.
Vini Jr. comemora golaço que marcou em Brasil x Marrocos pela Copa do Mundo • Dan Mullan/Getty Images
Vinicius Junior celebra gol da Seleção Brasileira contra o Marrocos • Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images
Vini Jr. acerta belo chute e empata o jogo entre Brasil e Marrocos pelo grupo C da Copa do Mundo • Hugo Rivera/Jam Media/Getty Images
Vinicius Junior celebra gol da Seleção Brasileira contra Marrocos • Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images
Vini Jr. chuta para o gol do empate da Seleção Brasileira contra Marrocos pelo confronto do grupo C da Copa do Mundo • Catherine Ivill - AMA/Getty Images
Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra a Seleção Brasileira em partida pelo grupo C da Copa do Mundo • Dan Mullan/Getty Images
Marquinhos e Achraf Hakimi disputando espaço depois de uma cobrança de escanteio em Brasil x Marrocos pela Copa do Mundo • Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images
Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra a Seleção Brasileira em partida pelo grupo C da Copa do Mundo • FIFA via Getty Images
Ismael Saibari chuta, encobre Alisson e abre o placar para Marrocos contra a Seleção Brasileira pela primeira rodada do grupo C da Copa do Mundo • Dan Mullan/Getty Images
Bilal El Khannouss e Lucas Paquetá dividindo bola em Brasil x Marrocos pelo grupo C da Copa do Mundo • Kevin C. Cox/Getty Images
Lucas Paquetá e Azzedine Ounahi em Brasil x Marrocos pelo grupo C da Copa do Mundo • Kevin C. Cox/Getty Images
Ibañez e El Khannous disputam bola em Brasil x Marrocos pelo grupo C da Copa do Mundo • Kevin C. Cox/Getty Images
Público de Brasil x Marrocos • Bruno Rodrigues/CNN
Hakimi, do Marrocos, tenta chute na partida contra a Seleção Brasileira pelo grupo C da Copa do Mundo • Dan Mullan/Getty Images
Seleções perfiladas antes da bola rolar • ANP via Getty Images
Neymar está no gramado antes de Brasil x Marrocos (Photo by Dan Mullan/Getty Images) • Getty Images
Neymar está no gramado antes de Brasil x Marrocos • (Photo by Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images)
Marquinhos e Raphinha subindo para o gramado do Estádio New York New Jersey • Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images
Neymar no gramado do Estádio New York New Jersey • Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images
Torcida brasileira no Estádio New York New Jersey • Daniela Porcelli/Getty Images
Vestiário da Seleção Brasileira • (Photo by Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images)
Vestiário da Seleção Brasileira • FIFA via Getty Images
Fila de torcedores para acessar o Estádio New York New Jersey • Photo by Al Bello/Getty Images
Estádio em Nova Jersey antes de Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo • Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images
Torcedor brasileiro antes de Brasil x Marrocos pela Copa do Mundo, em Nova Jersey • Hugo Rivera/Jam Media/Getty Images
Estádio em Nova Jersey antes Brasil x Marrocos • Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images
Jogadores do Marrocos no aquecimento no Estádio New York New Jersey • ANP via Getty Images
Carlo Ancelotti na estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos • MB Media/Getty Images
Seleção Brasileira perfilada em foto pré-jogo • Hannah Peters - FIFA/FIFA via Getty Images
O atacante é tratado como dúvida tanto para a partida contra o Haiti quanto para o confronto diante da Escócia. Apesar de registrar melhora na lesão, as imagens do jogador em campo mostraram apenas um trote leve, acompanhado de um membro da comissão técnica, sem qualquer atividade com bola.
Michel Bastos avaliou a situação com ceticismo, baseando-se em sua experiência como ex-jogador. “Eu torço muito pela volta do Neymar, mas ao mesmo tempo a gente que jogou bola entende um pouquinho desse processo”, afirmou. Para ele, o estágio atual da recuperação está aquém do necessário para que o atleta possa atuar nos próximos compromissos da Seleção.
Segundo Michel Bastos, para que Neymar pudesse jogar o próximo jogo, ele já deveria estar treinando com o grupo. “Não tenho esperança para o próximo jogo”, declarou. O ex-jogador pontuou que seria necessário, ao menos, que o camisa 10 já estivesse integrado aos treinos coletivos com bola para se pensar em uma possível participação.
Mesmo projetando o jogo contra a Escócia como um prazo mais viável para o retorno de Neymar, Michel Bastos demonstrou ceticismo. “Talvez pensar para o jogo contra a Escócia, mas acho difícil vendo o processo como está”, avaliou. Para o ex-jogador, o atraso na integração do atleta ao grupo é algo que “está tardando” e “está atrapalhando” o planejamento da equipe.
Michel Bastos reforçou que, conhecendo bem o processo de recuperação desse tipo de lesão, seria precipitado esperar Neymar em campo no próximo jogo e ainda fazendo a diferença. “Isso não vai acontecer”, afirmou categoricamente, ressaltando a preocupação com o ritmo da recuperação do jogador.
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© MENTOR DAVID LORENS/EPA

© Roberto Schmidt/Agence France-Presse — Getty Images

No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010.
"Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível", disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0, apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés.
Yon rèv. Yon pèp. Yon ekip. 🇭🇹 pic.twitter.com/K3oprvPmyw
— Concacaf (@Concacaf) June 13, 2026
Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.
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Em um dos momentos mais emblemáticos, em 2004, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil levou estrelas como Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho para um amistoso em Porto Príncipe, a capital haitiana. O "Jogo da Paz", como foi chamado, marcava o início de uma campanha de desarmamento no país, após intensos conflitos armados. A ideia era criar um laço entre a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, comandada pelo Brasil, e a população local.
Técnico da seleção brasileira à época, Carlos Alberto Parreira lembra do cenário antes da partida, durante o deslocamento do comboio da seleção até o estádio. "Eram pessoas aglomeradas nas ruas, dos dois lados, em áreas muito pobres, favelas mesmo, mas com sorriso, acenando", contou.
"Eles conheciam todos os jogadores, chamavam pelo nome Ronaldo, Ronaldinho, não paravam. Naquele momento, naquelas horas, o país esqueceu a guerra", recordou o treinador, campeão mundial com a Amarelinha em 1994.
Com a classificação histórica para esta edição da Copa, passados mais de 20 anos após o Jogo da Paz, os haitianos endereçam agora sua torcida aos heróis nacionais. Entre eles, o centroavante Duckens Nazon, artilheiro dos Les Grenadiers, com 44 gols em mais de 80 jogos. No fim do ano passado, Nazon disse à Fifa que os haitianos mereciam alegria e felicidade e isso justificava sua dedicação ao time. Nazon, nascido na Europa, como outros jogadores haitianos, foi decisivo na classificação, fazendo três gols em uma única partida.
Desde a independência, a estabilidade no Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros representados por elites locais e um fator de desestabilização, avaliou o professor de História Gabriel Léccas, que pesquisa a revolução haitiana. O país é governando pelo primeiro ministro Alix Didier Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, e convive com grupos políticos armados que controlam a capital.
O quadro reflete novas relações coloniais impostas por potências e seus interesses econômicos no pequeno país, acrescentou Léccas, que também é mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.
"A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos", explicou o historiador.
Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.
"Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada", disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.
Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.
"No século 19, as elites escravocratas não queriam que a revolução haitiana inspirasse outras iniciativas na América", lembrou Léccas. "Nos séculos XX e XXI, o Haiti tornou-se símbolo de resistência e de rebeldia dessa comunidade negra afrodescendente diaspórica e isso incomoda grupos que têm interesse em manter as estruturas racistas funcionando".
Não houve outro jogo entre Brasil e Haiti desde 2004, mas os países mantiveram laços de solidariedade que ganharam novos contornos após o terremoto que devastou o país, em 2010. O desastre natural vitimou 200 mil pessoas - sendo 18 militares brasileiros em Missão de Paz - e deixou 1,5 milhão de desabrigados.
Após a catástrofe, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública facilitou a entrada de haitianos no Brasil. Entre 2015 e 2024, o território nacional recebeu solicitações de refúgio de 175 países. Haitianos, antecedidos de cubanos e venezuelanos lideram a lista.
Como parte de ações de solidariedade, o Brasil também apoia a criação da Polícia Nacional do Haiti, por meio da formação de agentes, como uma das ações mais importantes, depois de deixar a controversa Missão das Nações Unidas. Quando o Brasil liderava as tropas da ONU, foram relatadas denúncias de violações de direitos humanos, abusos sexuais e cólera no país. O general Augusto Heleno foi o primeiro comandante da missão.

No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010.
"Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível", disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0, apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés.
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Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.
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Em um dos momentos mais emblemáticos, em 2004, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil levou estrelas como Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho para um amistoso em Porto Príncipe, a capital haitiana. O "Jogo da Paz", como foi chamado, marcava o início de uma campanha de desarmamento no país, após intensos conflitos armados. A ideia era criar um laço entre a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, comandada pelo Brasil, e a população local.
Técnico da seleção brasileira à época, Carlos Alberto Parreira lembra do cenário antes da partida, durante o deslocamento do comboio da seleção até o estádio. "Eram pessoas aglomeradas nas ruas, dos dois lados, em áreas muito pobres, favelas mesmo, mas com sorriso, acenando", contou.
"Eles conheciam todos os jogadores, chamavam pelo nome Ronaldo, Ronaldinho, não paravam. Naquele momento, naquelas horas, o país esqueceu a guerra", recordou o treinador, campeão mundial com a Amarelinha em 1994.
Com a classificação histórica para esta edição da Copa, passados mais de 20 anos após o Jogo da Paz, os haitianos endereçam agora sua torcida aos heróis nacionais. Entre eles, o centroavante Duckens Nazon, artilheiro dos Les Grenadiers, com 44 gols em mais de 80 jogos. No fim do ano passado, Nazon disse à Fifa que os haitianos mereciam alegria e felicidade e isso justificava sua dedicação ao time. Nazon, nascido na Europa, como outros jogadores haitianos, foi decisivo na classificação, fazendo três gols em uma única partida.
Desde a independência, a estabilidade no Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros representados por elites locais e um fator de desestabilização, avaliou o professor de História Gabriel Léccas, que pesquisa a revolução haitiana. O país é governando pelo primeiro ministro Alix Didier Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, e convive com grupos políticos armados que controlam a capital.
O quadro reflete novas relações coloniais impostas por potências e seus interesses econômicos no pequeno país, acrescentou Léccas, que também é mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.
"A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos", explicou o historiador.
Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.
"Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada", disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.
Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.
"No século 19, as elites escravocratas não queriam que a revolução haitiana inspirasse outras iniciativas na América", lembrou Léccas. "Nos séculos XX e XXI, o Haiti tornou-se símbolo de resistência e de rebeldia dessa comunidade negra afrodescendente diaspórica e isso incomoda grupos que têm interesse em manter as estruturas racistas funcionando".
Não houve outro jogo entre Brasil e Haiti desde 2004, mas os países mantiveram laços de solidariedade que ganharam novos contornos após o terremoto que devastou o país, em 2010. O desastre natural vitimou 200 mil pessoas - sendo 18 militares brasileiros em Missão de Paz - e deixou 1,5 milhão de desabrigados.
Após a catástrofe, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública facilitou a entrada de haitianos no Brasil. Entre 2015 e 2024, o território nacional recebeu solicitações de refúgio de 175 países. Haitianos, antecedidos de cubanos e venezuelanos lideram a lista.
Como parte de ações de solidariedade, o Brasil também apoia a criação da Polícia Nacional do Haiti, por meio da formação de agentes, como uma das ações mais importantes, depois de deixar a controversa Missão das Nações Unidas. Quando o Brasil liderava as tropas da ONU, foram relatadas denúncias de violações de direitos humanos, abusos sexuais e cólera no país. O general Augusto Heleno foi o primeiro comandante da missão.

O árbitro será o espanhol Alejandro Hernández, de 43 anos. Em 11 de maio deste ano, ele esteve no Estádio Olímpico de Montjuic, em Barcelona, e apitou a vitória da equipe da casa sobre o Real Madrid, por 2 a 0, que garantiu o título da última temporada para aos catalães. Os atacantes Vinícius Júnior, pelo time madrilenho, e Raphinha, do Barça, atuaram no clássico.
Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam
Hernandez é rígido, tem mais de 400 jogos na carreira e média superior a cinco cartões amarelos por partida. O duelo mais recente em que trabalhou foi o empate por 1 a 1 entre Girona e Elche, pela última final do Campeonato Espanhol, em 23 de maio. Oito jogadores foram amarelados pelo árbitro, sendo quatro de cada time.
Os auxiliares de Hernandez na partida entre Brasil e Haiti também são espanhóis: José Enrique Naranjo e Diego Sanchez. Já o quarto árbitro e seu assistente são os suíços Sandro Schärer e Stephane de Almeida. Schärer já ocupou o posto no empate da seleção brasileira com Marrocos.

O árbitro será o espanhol Alejandro Hernández, de 43 anos. Em 11 de maio deste ano, ele esteve no Estádio Olímpico de Montjuic, em Barcelona, e apitou a vitória da equipe da casa sobre o Real Madrid, por 2 a 0, que garantiu o título da última temporada para aos catalães. Os atacantes Vinícius Júnior, pelo time madrilenho, e Raphinha, do Barça, atuaram no clássico.
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Hernandez é rígido, tem mais de 400 jogos na carreira e média superior a cinco cartões amarelos por partida. O duelo mais recente em que trabalhou foi o empate por 1 a 1 entre Girona e Elche, pela última final do Campeonato Espanhol, em 23 de maio. Oito jogadores foram amarelados pelo árbitro, sendo quatro de cada time.
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Puerto Príncipe, 15 jun (Prensa Latina) El arbitraje es hoy en Haití el centro del debate sobre la frustrante derrota 0-1 en el Mundial de Fútbol de los llamados Granaderos ante la selección de Escocia, comentó el periódico Gazette Haiti.
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Cases reported in 83 countries, with at least 10,600 students and staff killed, injured, abducted or arrested, GCPEA says
Attacks on education globally have surged by 40% with more than 8,556 recorded incidents and 10,600 students and staff killed, injured, abducted, arrested or otherwise harmed in 2024 and 2025, according to new research.
Attacks were reported in 83 countries, with the highest incidences recorded in Colombia, the Democratic Republic of the Congo, Ethiopia, Haiti, Palestine and Ukraine.
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© Photograph: AFP/Getty Images

© Photograph: AFP/Getty Images

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En la madrugada del 2 de agosto de 2024, unos 15 miembros de la banda 400 Mawozo irrumpieron en el Instituto Montfort, una escuela para niños y jóvenes sordos y sordociegos en la comuna Croix-des-Bouquets, en Haití. “Los niños tenían mucho miedo. Empezaron a gritar y los miembros de la banda les apuntaron con sus armas y dijeron: ‘Si siguen gritando, los mataremos’. Los niños se tiraron al suelo y ellos se llevaron todo”, explicaba una responsable del centro.

© NurPhoto (via Getty Images)

Os três pontos da estreia deixam os escoceses na ponta da chave sediada nos Estados Unidos. Mais cedo, a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e as duas seleções somaram um ponto. Os haitianos permanecem zerados.
As equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os escoceses enfrentam Marrocos, às 19h (horário de Brasília), novamente em Boston. Em seguida, às 21h30, o Haiti será adversário do Brasil, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Quem esperava um Haiti retraído por ser estreante em Mundiais viu um primeiro tempo de equilíbrio. Foram oito finalizações da seleção caribenha contra sete da Escócia. Os europeus trocavam mais passes em busca de espaço, enquanto os haitianos tentavam sair em velocidade, ainda que pecando tecnicamente.
Os escoceses foram mais eficientes. Se, aos 16 minutos, o chute de Scott McTominay parou na trave esquerda, John McGinn não desperdiçou a oportunidade que teve aos 27, mandando para as redes o rebote de Johny Placide, que fez grande defesa em finalização do atacante Che Adams. O desvio do também meia Jean-Ricner Bellegarde, do Haiti, tirou a bola do alcance do goleiro.
Os caribenhos não se intimidaram e deram trabalho à defesa escocesa. Aos 33 minutos, o lateral Martin Experiénce recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado. O goleiro Angus Gunn rebateu nos pés do atacante Frantzdy Pierrot, mas o zagueiro Grant Hanley travou a finalização na hora certa.
O ritmo de jogo caiu sensivelmente na volta do intervalo. Foram necessários 25 minutos para o primeiro lance de perigo do segundo tempo: um chute de McGinn na saída de Placide, que saiu rente à trave.
A resposta haitiana veio no ataque seguinte, em batida cruzada de Ruben Providence, da entrada da área pela esquerda, que o também atacante Wilson Isidor, por muito pouco, não completou para as redes.
Nos minutos finais, a seleção caribenha se lançou de vez ao ataque, e a Escócia se fechou na defesa. Esgotado fisicamente, o Haiti abusou das bolas aéreas nos acréscimos, buscando a boa estatura de Pierrot, mas os europeus conseguiram segurar a pressão e garantir a vitória.

Os três pontos da estreia deixam os escoceses na ponta da chave sediada nos Estados Unidos. Mais cedo, a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e as duas seleções somaram um ponto. Os haitianos permanecem zerados.
As equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os escoceses enfrentam Marrocos, às 19h (horário de Brasília), novamente em Boston. Em seguida, às 21h30, o Haiti será adversário do Brasil, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Quem esperava um Haiti retraído por ser estreante em Mundiais viu um primeiro tempo de equilíbrio. Foram oito finalizações da seleção caribenha contra sete da Escócia. Os europeus trocavam mais passes em busca de espaço, enquanto os haitianos tentavam sair em velocidade, ainda que pecando tecnicamente.
Os escoceses foram mais eficientes. Se, aos 16 minutos, o chute de Scott McTominay parou na trave esquerda, John McGinn não desperdiçou a oportunidade que teve aos 27, mandando para as redes o rebote de Johny Placide, que fez grande defesa em finalização do atacante Che Adams. O desvio do também meia Jean-Ricner Bellegarde, do Haiti, tirou a bola do alcance do goleiro.
Os caribenhos não se intimidaram e deram trabalho à defesa escocesa. Aos 33 minutos, o lateral Martin Experiénce recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado. O goleiro Angus Gunn rebateu nos pés do atacante Frantzdy Pierrot, mas o zagueiro Grant Hanley travou a finalização na hora certa.
O ritmo de jogo caiu sensivelmente na volta do intervalo. Foram necessários 25 minutos para o primeiro lance de perigo do segundo tempo: um chute de McGinn na saída de Placide, que saiu rente à trave.
A resposta haitiana veio no ataque seguinte, em batida cruzada de Ruben Providence, da entrada da área pela esquerda, que o também atacante Wilson Isidor, por muito pouco, não completou para as redes.
Nos minutos finais, a seleção caribenha se lançou de vez ao ataque, e a Escócia se fechou na defesa. Esgotado fisicamente, o Haiti abusou das bolas aéreas nos acréscimos, buscando a boa estatura de Pierrot, mas os europeus conseguiram segurar a pressão e garantir a vitória.
A Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 neste sábado (13/06), em Boston, e largou na frente no Grupo C da Copa do Mundo de 2026. O único gol da partida foi marcado pelo meio-campista John McGinn.
A Escócia começou com mais posse de bola nos primeiros minutos. Aos 27 minutos, Adams foi lançado pela direita e finalizou para defesa de Placide. No rebote, John McGinn chutou e contou com um desvio de Bellegarde para balançar as redes e abrir o placar para os escoceses.
O Haiti não se abalou e voltou a levar perigo aos 33 minutos. No segundo tempo, Providence arriscou um chute cruzado e Isidor quase conseguiu completar para o gol. Aos 38 minutos, Pierrot subiu para cabecear e mandou para fora, desperdiçando uma grande chance de empatar.
Com os três pontos, a seleção escocesa assume a liderança da chave. Brasil e Marrocos somam um ponto cada após empatarem por 1 a 1 na estreia, enquanto o Haiti fecha o grupo sem pontuar.
O próximo compromisso do Haiti será diante da Seleção Brasileira na quinta-feira (19/06), às 21h30, no Estádio da Filadélfia. No mesmo dia, a Escócia enfrenta o Marrocos, às 19h, em Boston.
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A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.
A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.
O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana.
Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.
"São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.”
Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.
Entenda a seguir o que foi Revolução do Haiti e a Batalha de Vertières:
Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola.
A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.
Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).
A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.
A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.
No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L'ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.
A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de "jacobinos negros", pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.
Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.
Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.
O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.
Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.
Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.
O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.
Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.
"O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência."
O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.
“Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços."

A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.
A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.
O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana.
Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.
"São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.”
Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.
Entenda a seguir o que foi Revolução do Haiti e a Batalha de Vertières:
Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola.
A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.
Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).
A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.
A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.
No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L'ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.
A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de "jacobinos negros", pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.
Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.
Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.
O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.
Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.
Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.
O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.
Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.
"O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência."
O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.
“Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços."
La nazionale di Haiti è stata costretta a cambiare il design della sua maglia per i Mondiali perché per la Fifa è troppo politica, a pochi mesi di distanza dalla modifica delle divise per le Olimpiadi invernali. La maglia, prodotta dall’azienda colombiana di abbigliamento sportivo Saeta, originariamente raffigurava la battaglia finale della Guerra d’Indipendenza haitiana del 1804 sul davanti. L’immagine è stata respinta durante il processo di approvazione della Fifa. Saeta ha dichiarato mercoledì in un comunicato che si atterrà al divieto, pur precisando che il design “non era inteso come una dichiarazione politica“, bensì come un “omaggio agli uomini e alle donne che contribuiscono ogni giorno al futuro di Haiti”. La maglia presentava il blu a richiamare il mare e il rosso a simboleggiare la “forza e la passione” della nazione, ha affermato l’azienda.
Durante la rivoluzione di Haiti contro il dominio francese, Napoleone Bonaparte inviò altre truppe per reprimere la rivolta, tra cui circa 500 soldati provenienti dalla Polonia che – nonostante inizialmente fossero schierati con i francesi – si identificarono successivamente con la causa degli haitiani, condividendo il desiderio di libertà. Per questo decisero di cambiare schieramento, contribuendo all’indipendenza di Haiti nel 1804. In segno di riconoscenza, Haiti concesse loro la cittadinanza onoraria.
I giocatori hanno indossato la maglia ora vietata in un’amichevole contro il Perù la scorsa settimana. Il modello originale risulta attualmente esaurito sul sito di SaetaUSA. Analogamente, il Comitato Olimpico Internazionale aveva richiesto la rimozione dell’immagine del padre fondatore di Haiti, Toussaint Louverture, dalle uniformi indossate da Haiti durante la cerimonia di apertura dei Giochi Olimpici Invernali di Milano Cortina, ritenendo che violasse le regole olimpiche che vietano i simboli politici. Haiti è ampiamente considerata la prima nazione caraibica indipendente, fondata da ex schiavi in seguito a una rivolta di schiavi andata a buon fine. La nazionale haitiana fa l’esordio nella Coppa del Mondo sabato contro la Scozia a Foxborough, nel Massachusetts, per poi affrontare il Brasile, cinque volte campione del mondo, il 19 giugno a Filadelfia e il Marocco il 24 giugno ad Atlanta.
L'articolo Mondiali, la Fifa vieta ad Haiti di indossare la maglia sull’indipendenza con omaggio alla Polonia: “È politica” proviene da Il Fatto Quotidiano.


El Mundial de fútbol de EE UU, Canadá y México comienza este 11 de junio con una participación récord de equipos en competición. Consulte en este interactivo la información clave de todas las selecciones y el pronóstico de los expertos de EL PAÍS sobre su desempeño en la fase de grupos.
Daniel Arribas, J. M. Benítez, Lorenzo Calonge, Diego Fonseca Rodríguez, Borja Hermoso, Juan I. Irigoyen, Ladislao J. Moñino, Xavi Sancho y Diego Torres.
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