Normal view

Ainda existe o espírito desportivo?

By: A A
13 June 2026 at 16:30

Quando falamos na necessidade de reforma das instituições internacionais não podemos nos esquecer que mesmo em áreas tão aparentemente triviais quanto o esporte, o Ocidente dá as cartas.

Junte-se a nós no Telegram Twitter e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

A Copa do Mundo de 2026, sediada simultaneamente nos EUA, México e Canadá, mal começou e já está envolta em inúmeras polêmicas – todas elas provocadas pelos EUA.

A principal polêmica envolve o Irã. O país está em guerra com os EUA – guerra esta iniciada pelos EUA e Israel. E apesar de um frágil cessar-fogo, as escaramuças com mísseis e drones tornaram-se praticamente diárias na última semana. Os EUA não se saíram tão bem nesta guerra como esperavam, porém, e, talvez por isso, vemos o país engajado em atos bastante mesquinhos de revanche, aproveitando-se do fato de ser sede da Copa do Mundo, numa série de comportamentos evidentemente motivados pelo ressentimento.

Já há mais de um mês, Donald Trump declarou que não garantia a segurança da seleção iraniana no território dos EUA, o que levou o país a tentar negociar uma modificação nos locais em que seriam realizados os seus jogos. Não tendo sido isso possível – e a FIFA não deu nenhuma ajuda ao Irã nesse tema – resolveu-se que o Irã treinaria e se hospedaria no México, e que em seus jogos nos EUA a seleção viajaria para a cidade em questão, jogaria e imediatamente voltaria para o México, o que obviamente prejudicará o desempenho dos atletas, especialmente o seu repouso entre os jogos.

Para piorar, os EUA além de concederem vistos faltando apenas alguns dias para a Copa, negaram a dar visto para vários membros da equipe técnica e da federação de futebol do Irã. A atitude é, evidentemente, discriminatória, já que nenhuma outra seleção teve que passar pelo mesmo tipo de situação.

Ademais, não duvidamos da possibilidade de que, com a conivência dos EUA, protestos provocatórios sejam organizados tanto por organizações e pessoas ligadas ao lóbi sionista, quanto por elementos ligados à comunidade de expatriados iranianos, muitos dos quais possuem vínculos com o regime iraniano anterior à Revolução Islâmica de 1979.

Não são apenas os iranianos que estão sofrendo abusos nessa Copa do Mundo. Um dos principais árbitros africanos, o somali Omar Abdulkadir Artan, teve sua entrada negada nos EUA, apesar dele estar com visto, passaporte diplomático e documentação da FIFA. O atacante iraquiano Aymen Hussein foi interrogado por 7 horas após a chegada em Chicago, enquanto o fotógrafo oficial da equipe foi interrogado por 10 horas e deportado. Jogadores do Uzbequistão, Bélgica e Senegal também passaram por revistas extremamente detalhadas em sua chegada nos EUA.

Lançando foco sobre essa questão da participação do Irã na Copa do Mundo 2026 e sobre a postura dos EUA e o papel da FIFA, como é possível que os EUA possam não só participar de uma Copa do Mundo, mas sediá-la, enquanto conduzem uma guerra, iniciada por eles, contra outro país participante da Copa (e que, diferentemente dos EUA, conquistaram a participação por mérito)? Ainda mais levando em consideração que os EUA abriram a guerra massacrando crianças numa escola em Minab. Por muito menos, a Rússia foi banida de todos os eventos da FIFA e da UEFA, sendo proibida de participar na Copa do Mundo de 2022 e, novamente, até mesmo de tentar se classificar para a Copa do Mundo de 2026. A decisão seguiu uma “recomendação” do COI, que também baniu a Rússia das Olimpíadas – uma piada, considerando que a Rússia desde praticamente sempre tem sido uma das principais competidoras nas Olimpíadas.

Ainda sobre as Olimpíadas, é interessante que, na verdade, a campanha contra a Rússia começou antes de 2022, com insistentes acusações de uso de substâncias proibidas, ao mesmo tempo em que se ignorava casos óbvios de doping de atletas dos EUA. O COI, porém, não baniu Israel, mesmo enquanto o país fazia limpeza étnica na Palestina, num processo que, inclusive, eliminou alguns atletas olímpicos palestinos.

A FIFA e o COI, claramente, não são as instituições neutras que talvez já tenham sido um dia.

Especificamente em relação à FIFA, a sua captura gradual começou entre o final dos anos 90 e o início do novo milênio, iniciando pela dominação do rol de patrocinadores por parte de empresas sediadas nos EUA, como a Coca-Cola, a Budweiser e a Mastercard, as quais passaram a financiar a FIFA com dezenas de milhões de dólares ao ano.

Em 2010, os EUA achavam que todo o aporte financeiro dado à FIFA levaria o país a conquistar a disputa para sediar uma nova Copa do Mundo (o país já o havia feito em 1994…). A vitória do Catar levou a acusações duvidosas de suborno, bem como a uma tomada de decisão, dentro dos EUA, sobre uma campanha de pressão e captura da FIFA.

Como em muitos outros casos nos últimos 15 anos, a arma utilizada pelos EUA foi o lawfare. Alegando extraterritorialidade pelos motivos mais espúrios possíveis, o Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação por corrupção a ponto de ordenar buscas e prisões nas instalações da FIFA na Suíça. De forma coordenada, talvez para evitar sanções, grandes patrocinadores se distanciaram da FIFA e, ao fim de tudo, Joseph Blatter foi forçado a renunciar.

Logo em seguida entra Gianni Infantino. Os patrocinadores de costume retornam e a FIFA ganha ainda novos patrocinadores ligados aos EUA, como o Bank of America. Rapidamente os EUA ganham uma vez mais a disputa para sediar uma Copa do Mundo. Trump, por sua vez, ganha um “Prêmio da Paz da FIFA”, mesmo tendo apenas alguns meses antes bombardeado o Irã.

E agora, naturalmente, Gianni Infantino fecha os olhos para todas as arbitrariedades do governo dos EUA durante a Copa.

Quando falamos na necessidade de reforma das instituições internacionais não podemos nos esquecer que mesmo em áreas tão aparentemente triviais quanto o esporte, o Ocidente dá as cartas.

Veja seleções “sem passaporte próprio” na Copa do Mundo 2026

13 June 2026 at 14:00

A Copa do Mundo de 2026 contará com seleções que representam territórios “sem passaporte próprio”, como a Escócia e Curaçao. Esses países fazem parte de nações maiores — o Reino Unido e a Holanda, respectivamente — mas participam do torneio de forma independente graças a exceções previstas no estatuto da FIFA.

O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explicou que existem duas lógicas distintas quando o assunto é reconhecimento de países. “São duas lógicas diferentes quando a gente olha, por exemplo, para a geopolítica, para as relações internacionais, para a diplomacia, para a própria ONU”, afirmou.

Nessa perspectiva, determinados países não podem ser divididos. No entanto, para o futebol e para a FIFA, essa divisão é possível em casos específicos.

A exceção da Escócia

A Escócia é um dos quatro países constituintes do Reino Unido, ao lado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte. Ela se classificou para a Copa do Mundo de 2026 e enfrentará o Brasil na fase de grupos.

A possibilidade de disputar o torneio de forma independente existe porque o estatuto da FIFA prevê uma exceção especial para o Reino Unido, reconhecido como país criador do futebol. Segundo Diego Pavão, “o Reino Unido, por ser um país criador do futebol, tem o direito de disputar uma Copa do Mundo com seus países jogando de forma independente”.

Essa condição foi estabelecida historicamente quando a FIFA começou a se expandir. A Federação de Futebol da Escócia, por exemplo, é anterior à própria FIFA — fundada em 1873, décadas antes da criação da entidade máxima do futebol, em 1904.

O editor destacou que o Reino Unido condicionou sua adesão à FIFA ao direito de seus países jogarem separadamente: “A gente vai fazer parte da FIFA, não vamos boicotar a FIFA, mas a gente quer jogar separadamente com os nossos países”.

O caso de Curaçao

Curaçao é uma pequena ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, localizada próxima à Venezuela, e é um país constituinte da Holanda. Sua participação independente na Copa do Mundo se baseia em um segundo artigo de exceção do estatuto da FIFA, que permite que um território jogue separado do país ao qual pertence, desde que o “país mãe” conceda autorização formal.

“A Holanda deu uma autorização especial para Curaçao, que faz parte da Holanda, poder jogar a Copa separadamente”, explicou Pavão.

Diferentemente de outros territórios com fortes movimentos separatistas, Curaçao não apresenta tensões políticas expressivas em relação à Holanda, o que facilitou a concessão dessa autorização.

Pavão usou a Espanha como contraponto: “A Espanha nunca daria uma autorização para a Catalunha jogar a Copa do Mundo separadamente”, pois isso poderia inflar o movimento separatista local.

Além disso, quando Curaçao entrar em campo na Copa, tocará seu próprio hino — escrito em papiamento, a língua local da ilha —, e não o hino holandês.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

13 June 2026 at 12:45

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

Notícias relacionadas:

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

13 June 2026 at 12:45

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

Notícias relacionadas:

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

Tutti contro Infantino: “Caduta di stile”, “Non ci servono le sue battutine da 4 soldi”, “Offende Pozzo e Bearzot”. Lui fa marcia indietro

13 June 2026 at 11:37

“È stata un’uscita infelice, una caduta di stile che ha ferito il sentimento dell’intera comunità sportiva italiana. Nella vittoria e nella sconfitta il calcio insegna i valori, a cominciare dal rispetto“. La Figc risponde al presidente della Fifa Gianni Infantino, che ieri aveva dichiarato “vediamo se l’Italia si qualifica con 64 squadre o forse dovrò metterne 228”, chiudendo con una risata. Il presidente della Fifa ha poi fatto parzialmente un passo indietro, scrivendo su Instagram: “È stato fantastico incontrare Gianni Rivera alla partita inaugurale della Coppa del Mondo Fifa 2026 allo Stadio di Città del Messico, teatro della celebre ”Partita del Secolo’, la semifinale dei Mondiali Fifa contro la Germania Ovest, disputata il 17 giugno 1970, quasi 56 anni fa esatti. Quello del 1970 fu un torneo straordinario, proprio come lo sarà questo nel 2026, anche se senza i quattro volte campioni del mondo dell’Italia. Ma gli Azzurri torneranno presto, e non vedo l’ora di vederli nuovamente protagonisti alla qualificazione del centenario nel 2030″.

Mondiali 2026, la classifica dei gironi aggiornata
Mondiali 2026, la classifica marcatori in diretta

Le sue precedenti parole avevano però già fatto rumore a livello internazionale e hanno scatenato diverse reazioni in Italia, anche e soprattutto da parte della politica. “Una cosa sono le informazioni riportate e una cosa è sentirlo direttamente. Preferisco prima fare una verifica e poi dopo mi esprimerò“, aveva spiegato il ministro dello sport Andrea Abodi. “Se mi sentirò con lui? Penso e spero proprio di sì, nonostante i suoi impegni. Cercherò di farlo perché mi interessa sapere qual è il suo pensiero in maniera diretta“, aveva aggiunto il ministro a margine della presentazione delle piste di curling al parco del Colle Oppio a Roma.

Più nette e decise le parole di Gaetano Amato, deputato del M5S, che in una nota ha commentato così le parole di Infantino: “Si ricordi che non parla da tifoso al bancone di un bar, ma da presidente della Fifa. Un ruolo che ricopre anche grazie al sostegno della federazione italiana e che dovrebbe imporre equilibrio, rispetto e senso delle istituzioni“, ha tuonato Amato. “Siamo i primi a vergognarci del declino della nostra Nazionale e del disastro in cui versa il calcio italiano, non abbiamo bisogno delle sue battutine da quattro soldi per accorgercene”, ha poi concluso il deputato del Movimento 5 Stelle, “deridere l’Italia è un esercizio di rara pochezza, soprattutto da parte di chi dovrebbe rappresentare tutto il calcio mondiale, Italia compresa. Le figuracce degli azzurri sono gravi. Quelle del presidente FIFA lo sono ancora di più”.

Mondiali 2026, i gironi e il nuovo regolamento
Calendario Mondiali: date e orari, dove vedere le partite in tv
L’albo d’oro dei Mondiali

Dello stesso pensiero anche il senatore di Forza Italia, Maurizio Gasparri, che ha dichiarato: “L’Italia calcistica è in difficoltà, è un dato di fatto. Confidiamo che i futuri vertici della Figc portino a politiche virtuose, sia di riorganizzazione generale che di tutela e rafforzamento soprattutto dei settori giovanili, per avere una nazionale finalmente di nuovo competitiva e all’altezza della sua storia. Storia del calcio che l’Italia ha scritto: per questo trovo fuori luogo e gratuite le battute irriguardose di Infantino nei confronti della nostra nazionale. Il presidente della Fifa, da italiano d’origine, dovrebbe avere più rispetto per la storia di quattro volte campioni del mondo. L’ironia infantile sul numero delle squadre non colpisce la Federazione di oggi: offende Pozzo, Bearzot e generazioni campioni e di tifosi”.

Il senatore di Forza Italia ha poi concluso: “Dopo questa parentesi di difficoltà sportiva l’Italia calcistica continuerà a essere protagonista, così come lo è stata per decenni – ha concluso il senatore di Forza Italia -. Certe uscite resteranno una parentesi sbagliata nella storia della Fifa. L’Italia va rispettata”.

L'articolo Tutti contro Infantino: “Caduta di stile”, “Non ci servono le sue battutine da 4 soldi”, “Offende Pozzo e Bearzot”. Lui fa marcia indietro proviene da Il Fatto Quotidiano.

Per la Fifa Yamal vale quanto Circati: come funziona il sistema che premia i piccoli club al Mondiale

13 June 2026 at 08:11

Yamal del Barcellona vale l’australiano Circati del Parma, il Paris Saint Germain bi-campione d’Europa si trova allo stesso livello del Volendam appena retrocesso nella seconda divisione olandese. È quanto emerge dal primo, grezzo computo sugli indennizzi previsti dalla Fifa ai club per l’utilizzo dei propri giocatori durante il Mondiale. Il quale, come ampiamente illustrato, sarà il più ricco di sempre, specialmente sotto il profilo dei ricavi per Infantino e compagnia. Una volta tanto, la fetta minore della torta spetta ai top club, il cui compenso per il “prestito” dei propri atleti è destinato a seguire in maniera inversamente proporzionale il trend economico della coppa del mondo, muovendosi verso il basso anziché verso l’alto. Tutto questo grazie a una specie di cortocircuito creato dalla politica dell’uno vale uno tanto cara ai vertici della Fifa, per ragioni squisitamente di convenienza, ovvero elettorali. Ma, dopo il contentino alle piccole Federazioni con l’allargamento del Mondiale a 48 squadre, ecco un sistema di compensi totalmente egualitario che aiuta i piccoli club a scapito dei grandi. Per una volta si può affermare che questa Fifa, indifendibile sotto diversi punti di vista, ha fatto anche cose buone.

Mondiali 2026, la classifica dei gironi aggiornata
Mondiali 2026, la classifica marcatori in diretta

Da Sudafrica 2010 sono stati introdotti gli indennizzi ai club per il “prestito” dei giocatori, allineandosi a quanto fatto dalla Uefa due anni prima per l’Europeo in Austria e Svizzera. Si partì con 40 milioni di dollari, per passare ai 70 di Brasile 2014 e ai 209 di Russia 2018. In Qatar invece la cifra rimase bloccata, e ciò significava una diminuzione degli introiti, visto che le rose erano passate da 23 a 26 giocatori e, pertanto, bisognava sommare 96 elementi in più al riparto delle risorse. La Fifa poteva permettersi questa inversione di tendenza, rispetto all’aumento dei guadagni, in quanto è sempre stata molto meno ricattabile della Uefa dai top club e dai grandi campionati europei. Per il Mondiale 2026, la cifra complessiva destinata alle società è aumentata del 70%, arrivando a 355 milioni di dollari. Ma l’indennizzo per singolo giocatore, al giorno, si è praticamente dimezzato rispetto al Qatar: da 10mila dollari a 5mila. Questo perché, per la prima volta, la Fifa ha incluso nella lista anche i preconvocati, iniziando il conteggio giornaliero dal 25 maggio, e destinando quindi 100 milioni solo per gli esclusi. Altri 5 milioni sono stati tolti per spese varie, tra cui i costi amministrativi, portando quindi il budget a 250 milioni. Una cifra che, considerato il numero delle nazionali portato a 48, ha determinato il citato compenso di 5mila dollari (circa 4.350 euro) per giorno a giocatore.

Mondiali 2026, i gironi e il nuovo regolamento
Calendario Mondiali: date e orari, dove vedere le partite in tv
L’albo d’oro dei Mondiali

L’altro aspetto importante di questo sistema riguarda il principio di uguaglianza. A differenza della Uefa, che divide in tre categorie i campionati nei quali i giocatori sono attivi, con lo scopo di definire un quadro più realistico dei costi sostenuti dai club per i propri atleti, la Fifa pone tutti sullo stesso livello. Non ci sono distinzioni tra i quasi 354 milioni di euro del payroll del Manchester City, il club con più giocatori (19) al Mondiale, e il milione e mezzo di euro di squadre delle B olandese quali RKC Waalwijk, Den Bosch o Almere City, tutte favorite dalla presenza di Curacao, di fatto una versione C della nazionale oranje, visti i legami ancora molto stretti con i Paesi Bassi. Ovviamente, più lunga è la permanenza di giocatori, più alto sarà il compenso. Per la fase a gironi, appannaggio di tutti, le cifre oscillano tra i 160 e 175 milioni di dollari a giocatore. Considerando solo questo dato, emergono casi interessanti: lo Slavia Praga, che avrà 10 giocatori alla coppa del mondo, si assicurerà un minimo di 1.3 milioni di euro, cifra la quale, a fronte di un fatturato complessivo attorno ai 10 milioni, significa un’entrata extra del 13% rispetto al proprio budget. Per il Milan, anch’egli con 10 giocatori (è la squadra italiana con più elementi), la medesima somma significa lo 0,26% del fatturato.

Il Como parte dalla stessa base dei belgi dello Charleroi, prestando entrambi 3 calciatori, ma mentre con i rimborsi della fase a gironi (circa 392mila euro) i secondi possono pagare un mese di stipendi all’intera rosa, i lariani arriverebbero a malapena a un decimo della mensilità. Eppure, tra i club italiani, il Como è uno di quelli destinati a guadagnare di più dalla competizione, in relazione al proprio volume di affari. Meglio della squadra di Fabregas ci sono le neopromosse Frosinone e Venezia, con rispettivamente 1 e 3 tesserati alla coppa del mondo, il cui compenso base rappresenta il 2.33% del fatturato complessivo, per i ciociari, e lo 0.79% per i veneti (il Bodø/Glimt, per rendere l’idea, viaggia sugli stessi numeri).

Indubbiamente le big sono destinate a vedere crescere le proprie entrate, secondo il seguente schema: 210-225mila dollari a giocatore per giorno agli ottavi; 235-245 ai quarti; 260-265 alle semifinali; 285 alle finali. Rimangono comunque sempre bruscolini per il giro di soldi che gravitano attorno ai top club, per i quali il Mondiale XXL non porta che minuscoli benefici, incrociando oltretutto le dita per eventuali gravi infortuni a qualche big. Perché il crociato di Haaland non vale come quello del compagno di squadra Falchener, di stanza al Viking. Per una volta, però, l’interessato sguardo rivolto verso il basso da parte della Fifa ha prodotto risultati degni di nota a sostegno delle realtà minori, siano esse federazioni o club.

L'articolo Per la Fifa Yamal vale quanto Circati: come funziona il sistema che premia i piccoli club al Mondiale proviene da Il Fatto Quotidiano.

Pochettino, Trump and the conspiracy to back America

13 June 2026 at 05:00

Donald Trump looked at him and, while shaking his hand, asked: “Coach, do you think we can win the World Cup?” The United States national team coach snapped to attention: “Of course we can, Mr. President!” At the World Cup draw ceremony, Mauricio Pochettino fulfilled his duty. The host’s optimism overrides the national mood. But Pochettino knows the odds of lifting the trophy are remote.

Seguir leyendo

© KIRBY LEE (IMAGN IMAGES via Reuters)

Pochettino signs autographs for U.S. fans.

Con goleada de 4-1 frente a Paraguay, EEUU debuta en Mundial

13 June 2026 at 04:58

Los Ángeles, EEUU, 12 jun (Prensa Latina) Con goleada de 4-1, Estados Unidos se impuso hoy a Paraguay en el primer juego del Grupo D y debut en casa de la Copa Mundial de Fútbol 2026.

The post Con goleada de 4-1 frente a Paraguay, EEUU debuta en Mundial first appeared on Noticias Prensa Latina.

Te ví por tevé, te tuve ahí

13 June 2026 at 04:30
Festejos del triunfo de la selección mexicana ante Sudáfrica fuera del Estadio Azteca.

Esto, querido lector, es una correspondencia entre dos de las grandes plumas de las letras hispánicas. Martín Caparrós y Juan Villoro, amigos y fanáticos futboleros, iniciaron una conversación –íntima y pública al mismo tiempo– con la excusa de la celebración del Mundial de Qatar, en 2022. Ahora, cuatro años más tarde, retoman esa misma serie, titulada ‘Un mundial de ida y vuelta’, para seguir con idéntica pasión el día a día de este otro Mundial que acogen EEUU, México y Canadá.

Seguir leyendo

Corpo é encontrado em carro perto da base da seleção iraniana no México

13 June 2026 at 02:04

Um corpo envolto em um saco preto foi encontrado no estacionamento de um shopping center em Tijuana, nesta sexta-feira (12), a menos de 300 metros do estádio onde a seleção iraniana de futebol treina para a Copa do Mundo.

A polícia encontrou o corpo no porta-malas de um Toyota modelo RAV4 cinza, estacionado desde a última terça-feira (9).

O guarda do estacionamento, Rafael Lopez, disse à Reuters que alertou os funcionários do supermercado Calimax, que acionaram as autoridades após sentirem um forte odor vindo do veículo.

O corpo apresentava sinais de violência, segundo a promotoria do estado da Baja California.

A descoberta ocorre em meio à desorganização dos preparativos do Irã para a Copa do Mundo. Quinze membros da federação iraniana de futebol tiveram seus vistos para os EUA negados por motivos de segurança, o que obrigou a equipe a transferir seu centro de treinamento do Arizona para Tijuana em cima da hora.

O supervisor da seleção iraniana para a Copa do Mundo, Mahdi Mohammad Nabi, disse à Reuters que nunca havia presenciado “tamanha falta de coordenação” em uma Copa do Mundo.

O Irã enfrenta a Nova Zelândia na segunda-feira (15), em sua estreia no Grupo G da Copa do Mundo, nos arredores de Los Angeles.

Quem são os favoritos ao título? Veja ranking das seleções da Copa

13 June 2026 at 00:18

A Copa do Mundo FIFA 2026 será a maior da história em número de participantes e reúne algumas das principais seleções do planeta na disputa pela tão sonhada taça. O ranking masculino da Fifa ajuda a indicar quais equipes chegam ao torneio entre as favoritas.

Atualmente, a Seleção da Argentina, liderada por Lionel Messi e atual campeã mundial, ocupa a liderança do ranking masculino. A equipe venceu os últimos cinco jogos e soma 1.877,27 pontos.

Logo atrás aparece a Seleção da Espanha, considerada por muitos uma das equipes que apresentam o melhor futebol do momento. O time comandado por Luis de la Fuente tem como principal destaque o jovem Lamine Yamal. O camisa 10 do Barcelona, no entanto, deve desfalcar os primeiros jogos por conta de uma lesão.

A Seleção da França fecha o top 3. Vice-campeã no Catar e campeã mundial em 2018, a equipe segue com uma geração estrelada, liderada por Kylian Mbappé, além de nomes como Désiré Doué e Michael Olise, destaque recente do Bayern de Munique.

Veja o top 10 do ranking:

  • 1- Argentina (1877.27 pontos)
  • Messi marcou o segundo gol da Argentina
    Messi marcou o segundo gol da Argentina contra a Islândia • Photo by Omar Vega/Getty Images

  • 2 – Espanha (1874.71 pontos)
  • Yamal durante amistoso entre Espanha e Egito
    Yamal durante amistoso entre Espanha e Egito • David Ramos/Getty Images

  • 3 – França (1870.70 pontos)
  • Mbappé comemora gol contra a Seleção Brasileira
    Mbappé comemora gol contra a Seleção Brasileira • Foto: Divulgação/ @equipedefrance

  • 4 – Inglaterra (1828.02 pontos)
  • 5 – Portugal (1767.85 pontos)
  • 6 – Brasil (1765.86 pontos)
  • Raphinha e Vinicius Jr. comemoram o gol que abriu o placar para o Brasil contra a Colômbia
    Raphinha e Vinicius Jr. em jogo pela Seleção Brasileira • Buda Mendes/Getty Images

  • 7 – Marrocos (1755.10 pontos)
  • 8 – Holanda (1753.57 pontos)
  • 9 – Bélgica (1742.24 pontos)
  • 10 – Alemanha (1735.77 pontos)

Como o ranking é feito?

O atual modelo de pontuação do ranking, adotado desde agosto de 2018, funciona por meio da soma ou subtração de pontos após cada partida, considerando fatores como força do adversário, importância do jogo e expectativa de resultado.

Diferente do sistema anterior, o cálculo não é mais feito com base em médias ao longo de um período. Veja o ranking completo aqui.

Premiação

Além de ganhar a tão sonhada taça, o campeão da Copa do Mundo FIFA 2026 também vai faturar uma premiação milionária. A FIFA vai pagar US$ 50 milhões (cerca de R$ 275 milhões) para a seleção campeã do torneio.

Ao todo, serão distribuídos US$ 727 milhões (aproximadamente R$ 3,99 bilhões) entre as seleções participantes, valor 50% superior ao pago na Copa de 2022, no Catar.

A maior parte da quantia, US$ 655 milhões (cerca de R$ 3,60 bilhões), será destinada exclusivamente à premiação esportiva das 48 seleções classificadas.

Veja o ranking dos elencos mais valiosos da Copa do Mundo

Quanto a Fifa paga ao campeão da Copa do Mundo 2026?

12 June 2026 at 23:49

Além de ganhar a tão sonhada taça, o campeão da Copa do Mundo FIFA 2026 também vai faturar uma premiação milionária. A FIFA vai pagar US$ 50 milhões (cerca de R$ 275 milhões) para a seleção campeã do torneio.

Ao todo, serão distribuídos US$ 727 milhões (aproximadamente R$ 3,99 bilhões) entre as seleções participantes, valor 50% superior ao pago na Copa de 2022, no Catar.

A maior parte da quantia, US$ 655 milhões (cerca de R$ 3,60 bilhões), será destinada exclusivamente à premiação esportiva das 48 seleções classificadas.

Confira os valores por posição (cerca de):

  • Campeão: US$ 50 milhões (R$ 275 milhões)
  • Vice-campeão: US$ 33 milhões (R$ 181,5 milhões)
  • Terceiro lugar: US$ 29 milhões (R$ 159,5 milhões)
  • Quarto lugar: US$ 27 milhões (R$ 148,5 milhões)
  • Do 5º ao 8º lugar: US$ 19 milhões (R$ 104,5 milhões)
  • Do 9º ao 16º lugar: US$ 15 milhões (R$ 82,5 milhões)
  • Do 17º ao 32º lugar: US$ 11 milhões (R$ 60,5 milhões)
  • Do 33º ao 48º lugar: US$ 9 milhões (R$ 49,5 milhões)

Além da premiação por desempenho, cada seleção classificada receberá US$ 1,5 milhão (R$ 8,25 milhões) para ajudar nos custos de preparação para o Mundial.

Com isso, todas as equipes garantem ao menos US$ 10,5 milhões (R$ 57,75 milhões) apenas pela participação na Copa.

O Brasil estreia contra o Marrocos neste sábado (13), às 19h, no estádio New York New Jersey, em jogo válido pela primeira rodada do Grupo C do Mundial.

Veja o ranking dos elencos mais valiosos da Copa do Mundo

❌