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Vacina da dengue do Butantan é suspensa após investigação de duas mortes

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o início de investigações para apurar relatos de eventos adversos graves registrados após a aplicação do imunizante.

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Segundo informações divulgadas pela pasta, foram notificados três casos considerados graves, além de duas mortes que estão sendo analisadas pelas autoridades de saúde. Os episódios motivaram a abertura de uma investigação para verificar se existe alguma relação entre as ocorrências e a vacinação.

Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que, até o momento, não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina. De acordo com ele, as apurações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos casos registrados.

Ministério orienta acompanhamento de vacinados

Como medida preventiva, o governo federal recomendou que pessoas imunizadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento. A orientação tem como objetivo monitorar possíveis reações adversas e garantir atendimento rápido caso surjam sintomas que demandem atenção médica.

O Ministério da Saúde informou ainda que aproximadamente 500 mil doses já foram aplicadas em todo o país desde o início da campanha de vacinação. A estratégia de imunização começou neste ano, tendo como público prioritário os profissionais da área da saúde.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina representa um marco para a ciência nacional por ser a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil. O imunizante também se destaca por ser o primeiro do mundo contra a doença administrado em dose única, característica que foi considerada um avanço na ampliação da cobertura vacinal.

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Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.

“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.

A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. 

Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.

Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).

Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.  

O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.

A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.

Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização. 

Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Frame: MS/Youtube - MS/Youtube

Casos graves

A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.

Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue - 0,7% do total de vacinados.

Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.

Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:

  • Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
  • Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
  • Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.

Observação

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.

A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

Reavaliação da estratégia

Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.

“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição. 

Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.

 

*Texto ampliado às 18h08 para acréscimo de informações

Maroc: des parents face à la hausse des frais dans les écoles de l’Agence pour l’enseignement français à l’étranger

By: RFI
8 June 2026 at 16:44
Depuis plusieurs mois, les parents d’élèves des écoles françaises au Maroc expriment leur ras-le-bol. Exaspérées par une nouvelle hausse des frais de scolarité qui touche l’ensemble du réseau de l’enseignement français à l’étranger, les familles dénoncent une mesure brutale due au « désengagement » financier de Paris. Dans le Royaume, l’Agence pour l’enseignement français à l’étranger (AEFE) est une véritable institution. Le Maroc a l’une des concentrations les plus fortes d’établissements et d’élèves de l’AEFE de la planète.

Euro numérique : quand la CNIL s'inquiète elle-même pour votre vie privée

La CNIL et son homologue allemande , BfDI, ont posé, le 13 mai, leurs conditions à la confidentialité de l'euro numérique. Le Comité européen de la protection des données exige que la BCE révise sa copie sur trois points critiques. Pendant ce temps, à Bruxelles, la BCE continue de promettre la « liberté de paiement » et le calendrier, lui, ne bouge pas : émission prévue pour 2029.

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Le 3 juin 2026, Piero Cipollone, membre du directoire de la BCE, a réaffirmé devant le Parlement européen l’engagement de l’institution en faveur de la liberté de paiement et de la complémentarité entre espèces et euro numérique. Quelques semaines plus tôt, le 13 mai, la CNIL et son homologue allemande, la BfDI, publiaient une mise au point conjointe exigeant des garanties concrètes de confidentialité. Le Comité européen de la protection des données (CEPD) demande à la BCE de revoir sa copie sur trois points cruciaux : les paiements hors ligne sans connexion internet, les paiements de pair à pair, et un seuil de confidentialité pour éviter le traçage systématique des transactions.

Confidentialité de l’euro numérique : où en sommes-nous ?
Les autorités européennes chargées de la protection des données conseillent les institutions de l’UE sur ce sujet depuis le début du projet et expliquent pourquoi un niveau élevé de protection de la vie privée et des données est une condition essentielle au succès du projet et à ses avantages po
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« Sans un haut niveau de confidentialité, l'euro numérique ne tiendra pas ses promesses. »
— CNIL & BfDI, communiqué conjoint du 13 mai 2026

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Des gardiens qui tirent la sonnette d'alarme

Le 13 mai 2026, la CNIL et son homologue allemande, la BfDI, ont publié une mise au point conjointe inédite sur l'architecture du futur euro numérique. Le même jour, le Comité européen de la protection des données (CEPD) demandait officiellement à la BCE de revoir sa copie sur trois points précis : les paiements hors ligne sans connexion internet, les transactions de pair à pair, et surtout l'instauration d'un seuil de confidentialité en dessous duquel aucun traçage ne serait possible. L'objectif explicite : éviter « un traçage généralisé des transactions ».

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Cette dernière formulation mérite qu'on s'y arrête. Elle ne vient pas d'un collectif de militants libertaires, ni d'un think-tank eurosceptique ; elle sort de la plume des régulateurs européens eux-mêmes, ceux-là mêmes qui sont censés valider l'architecture du système.

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Un rapport d'experts du CEPD d'octobre 2025 avait déjà établi qu'un système à jetons pouvait garantir l'anonymat pour les paiements hors ligne mais cette option reste, à ce stade, non contraignante dans le texte législatif dont l'adoption n'est pas attendue avant 2027.

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La BCE rassure, le calendrier lui donne raison

Le 3 juin, devant la commission des affaires économiques et monétaires du Parlement européen, Piero Cipollone, membre du directoire de la BCE, a réaffirmé que l'euro numérique « préserverait la liberté de paiement des Européens ».

La monnaie des Européens évolue pour préserver leur liberté de paiement
La Banque centrale européenne (BCE) est la banque centrale des pays de l’Union européenne qui ont adopté l’euro. Notre principale mission consiste à maintenir la stabilité des prix dans la zone euro et à préserver ainsi le pouvoir d’achat de la monnaie unique.
Euro numérique : quand la CNIL s'inquiète elle-même pour votre vie privéeEuropean Central BankEuropean Central Bank
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Discours bien rodé, chiffres en ordre de bataille : plus de 50 candidatures reçues pour le pilote, annonce des prestataires sélectionnés prévue en juillet, démarrage du pilote au second semestre 2027, émission à l'horizon 2029. La mécanique institutionnelle est en marche, et elle ne s'arrête pas pour attendre les objections des gardiens de la vie privée.

ALERTE : la grande laisse monétaire de l’euro numérique adoptée de façon imminente
Et si défenseurs fédéralistes et adversaires souverainistes de l’euro numérique se trompaient au même endroit, sans s’en apercevoir ? L’instrument que la BCE s’apprête à faire voter ne change pas seulement nos moyens de paiement. Il achève, à le bien regarder, l’invention d’une tutelle dont Tocqueville avait, voici un siècle et
Euro numérique : quand la CNIL s'inquiète elle-même pour votre vie privéeLe Courrier des StratègesÉric Verhaeghe
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Sur le fond, la BCE met en avant deux arguments. Premier argument : l'euro numérique serait une monnaie non programmable contrairement au yuan numérique chinois, aucun tiers ne pourrait conditionner un paiement.

Deuxième argument : l'institution s'est engagée à respecter le RGPD dans son architecture, notamment les principes de minimisation des données et de limitation des finalités inscrits à l'article 5. Sauf que ces garanties ne sont, pour l'instant, que des engagements déclaratoires, le cadre législatif contraignant n'existe pas encore.

Le pilote prévu au second semestre 2027, après sélection des prestataires en juillet, permettra de tester cette infrastructure avant l’émission. Les citoyens, eux, n’ont pas vraiment leur mot à dire sur ce choix stratégique.

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Le véritable enjeu: qui contrôle l'infrastructure de demain?

Aujourd'hui, 61 % des paiements par carte dans la zone euro transitent par deux réseaux non européens , à savoir Visa et Mastercard. L'euro numérique se présente comme la réponse souverainiste à cette dépendance : une infrastructure publique, des normes ouvertes, un acteur européen au cœur du système.

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Cependant, remplacer une dépendance privée américaine par une dépendance publique européenne n'est pas, par définition, un progrès pour la vie privée des citoyens. Une banque centrale qui sait, en temps réel, où, quand et combien chaque résident de la zone euro dépense dispose d'un instrument de surveillance financière sans précédent, quelles que soient ses bonnes intentions déclarées. Le fait que 81 % des adultes européens se disent inquiets de l'usage de leurs données de paiement n'a pas modifié d'un iota le calendrier de la BCE.

Pour les libertariens, une monnaie centrale numérique, même avec des garde-fous techniques, concentre entre les mains d’une bureaucratie un levier inédit de traçabilité des échanges privés. Dans un contexte où la France a perdu sa souveraineté monétaire au profit de Francfort et Bruxelles, cet euro numérique illustre parfaitement les dérives de l’UE. La vraie liberté de paiement passe par le maintien des espèces physiques et, à terme, par la reconquête nationale de notre politique monétaire.

Désormais, lorsque les gardiens de la vie privée tirent eux-mêmes la sonnette d’alarme, il serait imprudent de considérer le débat comme réglé.

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Droguées par un prédateur, les victimes assignent le ministère de la Culture
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Un ex-haut fonctionnaire du ministère de la Culture est mis en examen pour avoir drogué près de 250 femmes sur huit ans afin de les contraindre à uriner en sa présence. Cinq d'entre elles demandent désormais à l'État de répondre de son inaction. Alors que les victimes dénoncent l’inaction du ministère de la Culture, la rapporteure estime qu’il s’agit d’une « faute personnelle ».

Un système qui aurait duré huit ans sur le temps de service

L’affaire remonte entre 2009 et 2018 alors que Christian Nègre occupait le poste de DRH du ministère de la Culture. Le haut fonctionnaire a été mis en examen pour soumission chimique au travail. Selon le dossier judiciaire, il est accusé d’avoir administré une substance diurétique à près de 250 femmes et ce, à leur insu, afin de les obliger à uriner devant lui. Les victimes étaient venues pour des entretiens d’embauche.

Affaire Christian Nègre — Wikipédia
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"Il a été question d'administration de diurétique pour contraindre à uriner et à exhiber son sexe. Ce n'est pas juste une blague, c'est la violation de l'intimité de toutes ces femmes", a fustigé Me Lisanne Chamberland-Poulin, une des avocates des victimes. Les avocates évoquent une méthode de prédation répétée pendant près de huit ans, à raison d’une à trois victimes par semaine, souvent durant les heures de service et avec les moyens matériels de l’administration.

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Après des années d’enquête, les avocates ont décroché une première victoire en janvier 2023. L’Etat était condamné à verser une indemnisation à 8 victimes. Le jeudi 4 juin dernier, un autre procès s’est tenu au tribunal administratif.  Les plaignantes, donc cinq autres femmes victimes de cette soumission chimique, ont demandé la condamnation de l’Etat. Elles ont également dénoncé l’inaction du ministère de la Culture. Les avocates des plaignantes ont réclamé entre 90 000 et 180 000 euros d'indemnisation.

L'État juge et partie

Durant le procès, la rapporteure a proposé environ 11 000 euros par victime, tout en qualifiant pudiquement les agissements de Nègre de « faute personnelle » d'un « homme avec ses faiblesses ». Elle a écarté la responsabilité du ministère, et a demandé l’ajout d’une somme supplémentaire de 1.000 euros pour la réparation des « difficultés persistantes de la vie quotidienne » comme le « manque de confiance ».

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La rapporteure a également rejeté les autres préjudices comme « l’arrêt des activités sportives » ou « le préjudice sexuel » évoqué par l’une des plaignantes. Notons que Christian Nègre a été démis de ses fonctions en janvier 2019.

Caroline Darian, fille de Gisèle Pélicot et cofondatrice de M'endors pas, venue en soutien, parle de « dix ans d'errance ». Dix ans pendant lesquels une institution publique a préféré l'ignorance à l'audit embarrassant. La schéma est classique : tant que personne n'est formellement saisi, on ne sait rien ; et ne pas savoir protège du devoir d'agir.

L’humeur de Veerle Daens : 38.000€ pour un lynx alsacien et ses 8 avocats
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La vraie question que la rapporteure s'est bien gardée de poser est celle-ci : dans une entreprise privée, un employeur laissant un manager prédateur opérer pendant huit ans dans ses locaux, avec ses ressources, serait poursuivi sans ménagement. Mais l'État, lui, se juge lui-même au tribunal administratif et préfère, sans surprise, les « faiblesses humaines » à la faute de service. Derrière le dossier Nègre, c’est finalement la capacité de l’État à contrôler ses propres structures qui se retrouve aujourd’hui sur le banc des accusés.

Euro numérique : ce que le plafond de 3.000€ dit du projet, par Vincent Clairmont

5 June 2026 at 09:30

Le Conseil des gouverneurs de la BCE a fixé, le 24 mars 2026, à 3 000 euros par personne le plafond de détention d'euros numériques retenu pour la phase pilote, programmée au second semestre 2027 sur douze mois, en vue d'une émission effective en 2029.

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La Bundesbank plaide pour un plafond inférieur, entre 1 500 et 2 500 euros. Côté législatif, le Conseil de l'UE a arrêté sa position commune en décembre 2025 ; la commission ECON du Parlement européen, divisée, n'a pas dégagé de majorité, et les eurodéputés envisagent de voter directement un mandat en séance plénière d'ici l'été pour ouvrir le trilogue. Le calendrier tient donc, à une inconnue près : le niveau du plafond. C'est précisément cette inconnue qui mérite l'analyse, car le paramétrage d'un instrument monétaire renseigne plus sûrement sur sa fonction que les discours qui l'accompagnent.

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Un préalable technique. Aucune autre forme de monnaie de banque centrale n'est plafonnée. Un résident de la zone euro peut détenir autant de billets qu'il le souhaite ; les banques commerciales détiennent des réserves à la BCE sans limite de montant. L'euro numérique serait la première monnaie de banque centrale assortie, dès sa conception, d'un plafond de détention individuel — complété par

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Câmara de Loulé convida para este sábado ir ao parque municipal

Este sábado, 6 de junho, entre as 10h00 e as 17h00, o Parque Municipal de Loulé recebe mais uma edição do ‘Bora Lá ao Parque’, numa iniciativa do Município de Loulé e com a forte participação de parceiros locais, cujo evento, de entrada livre, oferece dezenas de atividades gratuitas, incluindo cultura, desporto, oficinas e jogos ao ar livre para toda a família, sessões dedicadas à saúde e bem-estar ou ao ambiente, e muita animação, em vários pontos daquele que é o ‘pulmão verde’ da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, fará a abertura do evento, no Anfiteatro António Aleixo, pelas 10h00. A partir daí as propostas são muitas, promovidas por dezenas de associações locais, instituições desportivas, recreativas e culturais, forças de segurança e projetos sociais, num programa dinâmico e bastante diversificado.

A organização desafia ainda os residentes e visitantes a trazerem a sua lancheira para aproveitarem os espaços verdes do Parque, num ‘Piquenique em Família’, entre as 12h00 e as 14h00.

Bora lá ao Parque

Este será um dia em que o Parque Municipal de Loulé volta a transformar-se no grande ponto de encontro comunitário e intergeracional e espaço de partilha de saberes entre grupos de pessoas de diferentes faixas etárias.

Esta iniciativa da autarquia, assente nos princípios da Carta das Cidade Educadoras, tem a chancela do ‘Loulé Cidade Educadora’ e do programa ‘Bora Lá… Brincar!’, promovendo o direito ao brincar e o convívio entre pessoas de diferentes idades.

Governo distingue Lídia Jorge e debate o impacto da tecnologia no 4.º Fórum Cultura

Escritora algarvia recebe Medalha de Mérito Cultural em Loulé

A escritora Lídia Jorge será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo, no âmbito da 4.ª edição do Fórum Cultura, que decorre nos dias 8 e 9 de junho, no Algarve, cuja cerimónia, presidida pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, está marcada para as 18h30 de 8 de junho, segunda-feira, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé.

Será a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas”, afirma Margarida Balseiro Lopes.

O evento contará com a participação do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.

O Fórum Cultura arranca na manhã de dia 8, no Museu Zer0, em Tavira, o primeiro do país dedicado à arte digital, com a habitual reunião de trabalho à porta fechada com os responsáveis pelas entidades tuteladas pelo Ministério na área da Cultura e representantes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

A partir das 14h30, o mesmo espaço acolhe a sessão pública “Impacto da tecnologia na Cultura: efeitos e novas expressões”. Especialistas de várias áreas, como o artista Leonel Moura, a professora catedrática Mirian Tavares, o cineasta Mário Patrocínio, a cantora Viviane ou Pedro Pina, vice-presidente do YouTube, abordam os desafios da digitalização e as novas formas de criação artística.

Margarida Balseiro Lopes

Para Margarida Balseiro Lopes, “a tecnologia deve estar ao serviço da Cultura, mas não pode substituir a visão, o pensamento crítico, a sensibilidade e a experiência humana”. Uma posição sublinhada na reunião informal dos Ministros da Cultura da União Europeia que decorreu esta semana em Nicósia, Chipre.

No dia 9 de junho, o Teatro das Figuras, em Faro, recebe a sessão “Políticas Culturais para a Música: da criação à circulação” com vários agentes e entidades culturais. A iniciativa pretende identificar respostas para um setor em transformação, marcado por novos modelos de negócio e desafios para a criação artística.

É preciso refletir sobre as condições da produção e da circulação da música e os novos padrões de consumo e os impactos no trabalho, valorização e reconhecimento dos artistas portugueses”, considera a Ministra afirmando que “uma discussão que é e será sempre indissociável da importância dos hábitos culturais e está em linha com uma das prioridades do Governo: mais Cultura para todos.

Loulé | Este sábado, a Câmara Municipal deixa o convite: “Bora Lá ao Parque”

5 June 2026 at 21:07

Amanhã, sábado, dia 6 de junho, entre as 10h00 e as 17h00, o Parque Municipal de Loulé recebe mais uma edição do “Bora Lá ao Parque”. Numa iniciativa do Município de Loulé, e com a forte participação de parceiros locais, o evento, de entrada livre, oferece dezenas de atividades gratuitas, incluindo cultura, desporto, oficinas e […]

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By: SGT
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Em Loulé, este sábado «Bora lá ao parque!»

5 June 2026 at 18:38

O Parque Municipal de Loulé recebe este sábado, dia 6, entre as 10 e as 17h00, mais uma edição do “Bora Lá ao Parque”.

Numa iniciativa do Município de Loulé, e com a forte participação de parceiros locais, o evento, de entrada livre, oferece dezenas de atividades gratuitas, incluindo cultura, desporto, oficinas e jogos ao ar livre para toda a família, sessões dedicadas à saúde e bem-estar ou ao ambiente, e muita animação, em vários pontos daquele que é o “pulmão verde” da cidade.

O presidente da Câmara Telmo Pinto fará a abertura do evento, no Anfiteatro António Aleixo, pelas 10h00.

A partir daí, as propostas são muitas, promovidas por dezenas de associações locais, instituições desportivas, recreativas e culturais, forças de segurança e projetos sociais, num programa dinâmico e bastante diversificado.

A organização desafia ainda os residentes e visitantes a trazerem a sua lancheira para aproveitarem os espaços verdes do Parque, num “Piquenique em Família”, entre as 12h00 e as 14h00.

«Este será um dia em que o Parque Municipal de Loulé volta a transformar-se no grande ponto de encontro comunitário e intergeracional e espaço de partilha de saberes entre grupos de pessoas de diferentes faixas etárias», salienta a Câmara de Loulé.

Esta iniciativa, assente nos princípios da Carta das Cidade Educadoras, tem a chancela do “Loulé Cidade Educadora” e do programa “Bora Lá… Brincar!”, promovendo o direito ao brincar e o convívio entre pessoas de diferentes idades.

Sul Informação

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L’Ue appoggia il dialogo Kyiv‑Mosca, ma il Cremlino resta ambiguo

5 June 2026 at 14:59

Nessuno sa se, dopo quattro anni di guerra, sia finalmente giunto il momento di chiuderla con un vertice tra Putin e Zelensky. Ma intanto è l’Ue a fare un passo deciso verso la strutturazione di un tavolo diplomatico che sia il più largo possibile. Bruxelles sostiene che la lettera aperta di Volodymyr Zelensky a Vladimir Putin è “un’altra dimostrazione dell’Ucraina d’interesse genuino per i negoziati” e “sosteniamo” la richiesta di Zelensky di un incontro. Due le strade percorribili, al momento: l’utilizzo dell’E3 al tavolo dei negoziati o l’appalto “diretto” al mediatore che andrà individuato. Mosca, come è noto, vorrebbe l’ex cancelliere tedesco Gerhard Schroeder, uomo di punta in Gazprom, ma proprio per questa ragione lontano dall’essere super partes.

La lettera aperta

Nella lettera aperta indirizzata al leader del Cremlino, Zelensky aveva chiesto un incontro a Putin nelle stesse ore in cui lo zar si mostrava (per l’ennesima volta) favorevole a nuovi colloqui di pace con l’Ucraina e proponendo come mediatore l’ex cancelliere tedesco. Una mossa che va letta in relazione alla contingenza russa, fatta di soldati in affanno, scarsezza di risorse e mezzi, ma che è stata seguita dal consueto prologo “diplomatico”, con l’attacco a Washington da parte del ministro degli Esteri russo. Serghei Lavrov infatti si è lamentato del fatto che gli Usa non avrebbero rispettato i patti del vertice in Alaska con Donald Trump dello scorso agosto. In parallelo Mosca sarebbe disposta a sedersi al tavolo con l’Unione europea: “La Russia non rifiuta i contatti con la Ue. L’Unione Europea potrebbe aiutare a risolvere la crisi ucraina, ma questa assistenza dovrebbe rientrare negli accordi di Anchorage”, ha precisato lo zar, aggiungendo che Mosca “non è contraria all’adesione dell’Ucraina alla Ue, ma è contraria al fatto che la Ue diventi un blocco militare”.

Bastone, carota, bastone: la tattica russa

Come spesso accade da quattro anni a questa parte, Putin sceglie di usare bastone, carota e poi ancora bastone. Dopo il sì al tavolo diplomatico ha ribadito che le sue truppe avanzano sul campo di battaglia ogni giorno, aggiungendo che le proposte di pace del presidente statunitense potrebbero far cessare i combattimenti se Kyiv fosse disposta a scendere a compromessi. Trump ha detto che sarebbe fantastico se i due leader si incontrassero. Ma le notizie dal campo riportano che l’avanzata russa ha subito un fortissimo rallentamento che ha impedito alla Russia di raggiungere i propri obiettivi militari. La narrazione putiniana però va in senso opposto: “L’offensiva è in corso quotidianamente – ha dichiarato lo zar – Attualmente, la Federazione Russa ha assunto il pieno controllo della Repubblica Popolare di Luhansk, al 100%. E la Russia ha portato sotto il suo controllo oltre l’85% del territorio della Repubblica Popolare di Donetsk. (E) l’80% del territorio della regione di Zaporizhzhia”. Infine una frase che vorrebbe essere una concessione, ma che secondo alcuni analisti cela solo un’altra grande debolezza russa: la Russia non ha ancora utilizzato il suo missile ipersonico Oreshnik contro l’Ucraina in condizioni di combattimento reali, ma lo ha solo testato per osservarne i risultati al fine di prendere decisioni sul suo futuro impiego su vasta scala, anche contro obiettivi urbani. Teatro o realtà?

L’altra lettera

Il giro di missive si completa con quella scritta da 11 Paesi membri dell’Unione europea, preoccupati dai flussi di rifugiati che arrivano in Europa a causa della guerra in Ucraina. A guidare il gruppo i paesi scandinavi, baltici e polacchi, con l’adesione di Repubblica Ceca, Olanda, Islanda e Norvegia (queste ultime extra Ue) che hanno inviato una lettera all’Alto rappresentante Ue, Kaja Kallas, e al commissario all’Interno, Magnus Brunner. “È preoccupante vedere turisti russi svagarsi sulle spiagge europee mentre missili e droni colpiscono i civili in Ucraina”, osservano, per cui chiedono a gran voce una politica restrittiva e uniforme sui visti per i russi.

Brasil aparece em 6º lugar no ranking das seleções mais valiosas do mundo

2 June 2026 at 19:57

O futebol de seleções se consolidou como uma indústria multibilionária, e o valor de mercado dos elencos nacionais passou a refletir não apenas o desempenho esportivo, mas também a força econômica das principais potências do esporte.

O chamado “valor de plantel” representa a soma das avaliações individuais de todos os jogadores convocáveis de uma seleção. Levantamento elaborado com base em dados da Transfermarkt e da Sports Value aponta a Inglaterra como a seleção mais valiosa do mundo em 2026.

De acordo com o ranking, o elenco inglês está avaliado em aproximadamente € 1,62 bilhão, o equivalente a R$ 9,44 bilhões. A França aparece na segunda colocação, com valor estimado em R$ 8,57 bilhões, seguida pela Espanha, com R$ 7,64 bilhões.

A Alemanha ocupa o quarto lugar, com um plantel avaliado em R$ 5,89 bilhões, enquanto Portugal aparece logo atrás, com R$ 5,63 bilhões.

O Brasil surge na sexta posição entre as seleções mais valiosas da Copa do Mundo de 2026, com valor de mercado estimado em R$ 5,28 bilhões. O ranking é influenciado pela presença de atletas que atuam nos principais clubes da Europa e possuem elevado valor de transferência no mercado internacional.

Confira as 10 seleções mais valiosas da Copa do Mundo de 2026:

  1. Inglaterra — R$ 9,44 bilhões
  2. França — R$ 8,57 bilhões
  3. Espanha — R$ 7,64 bilhões
  4. Alemanha — R$ 5,89 bilhões
  5. Portugal — R$ 5,63 bilhões
  6. Brasil — R$ 5,28 bilhões
  7. Holanda — R$ 4,45 bilhões
  8. Argentina — R$ 4,44 bilhões
  9. Bélgica — R$ 3,25 bilhões
  10. Turquia — R$ 3,06 bilhões

O ranking evidencia a concentração de talentos nas principais ligas europeias e mostra como o mercado do futebol influencia diretamente a valorização das seleções nacionais às vésperas da Copa do Mundo de 2026.

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Revue juridique et politique en Afrique

Le financement des partis politiques africains dans les régimes pluralistes fait l'objet d'un encadrement législatif de plus en plus précis, mais les moyens administratifs de contrôle restent insuffisants. Une contribution détaille l'exemple de la Côte d'Ivoire. (N° 8, 2026/1, mars, trimestriel, accès gratuit sur cairn.info. — Bamako, Mali.)

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