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O surto de Ebola no Congo pode ser o pior de todos os tempos

O chefe dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África alertou que o surto de Ebola no Congo pode ser o pior de todos os tempos, afirmando nesta terça-feira (16) que contê-lo poderá custar bilhões de dólares posteriormente, caso as falhas críticas na resposta não sejam corrigidas rapidamente.

Mais de 800 casos da rara cepa Bundibugyo, para a qual não existe tratamento ou vacina comprovada, foram relatados no Congo, 192 deles fatais. A doença, transmitida por fluidos corporais mesmo após a morte, está se espalhando rapidamente por três províncias da República Democrática do Congo, segundo dados do governo.

“Se não conseguirmos conter o surto muito em breve, será pior do que o que tivemos na África Ocidental e no leste da República Democrática do Congo”, disse Jean Kaseya, diretora-geral do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), em uma reunião virtual de chefes de Estado africanos e doadores no Burundi.

Seu alerta, que ecoou uma projeção semelhante do CDC dos EUA, referia-se ao surto que afetou a Guiné, a Libéria e Serra Leoa de 2014 a 2016, que matou mais de 11.000 pessoas, e a um surto menos mortal em 2018 no Congo.

Mas até agora, um plano africano para arrecadar 518 milhões de dólares nos próximos seis meses recebeu apenas uma fração desse valor, de acordo com o presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, que preside a União Africana.

“Os recursos recebidos não ultrapassam 100 milhões de dólares”, disse ele em suas observações iniciais.

Kaseya, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), alertou que as necessidades totais de financiamento aumentariam drasticamente se o plano inicial não recebesse apoio suficiente. “Se não conseguirmos o financiamento nas próximas quatro semanas, não pediremos novamente US$ 500 milhões, mas sim cerca de US$ 1,5 bilhão. Se houver atraso, o valor subirá para US$ 7,5 bilhões”, afirmou.

Desafios Críticos

Um funcionário da Cruz Vermelha afirmou separadamente, na terça-feira, que a epidemia de Ebola no leste da República Democrática do Congo ainda não havia atingido o pico.

“Tememos que isso possa levar um ano para acabar com essa doença”, disse Bruno Michon, gerente de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a repórteres por videoconferência do leste do Congo.

A resposta foi dificultada pela falta de centros de tratamento e pela resistência da comunidade às rigorosas medidas de higiene. Autoridades de saúde afirmaram que, mais de um mês após a declaração do surto, a verdadeira dimensão ainda era desconhecida .

Michon afirmou que as equipes da FICV, que auxiliam no engajamento comunitário e no sepultamento seguro e digno das vítimas do Ebola, sofreram abusos verbais, ameaças e ataques nos últimos dias.

Os corpos das vítimas do Ebola são altamente infecciosos após a morte e os enterros tradicionais inseguros — nos quais os familiares manuseiam o corpo sem o equipamento de proteção adequado — são um dos principais fatores de transmissão.

Kaseya, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), listou uma série de desafios críticos, incluindo recursos insuficientes para rastrear os contatos dos mais de 800 casos confirmados de Ebola.

“Estamos monitorando apenas 12% da nossa população. Este é um indicador importante para nós. Significa que ainda não sabemos a magnitude deste surto”, disse ele.

Ele afirmou ainda que há uma grande escassez no número de equipes de sepultamento e uma falta relatada de equipamentos de proteção individual.

EUA pedem mais contribuições de outros

Os trabalhadores humanitários dizem que o apoio a este surto de Ebola é inferior ao de surtos anteriores, incluindo o da África Ocidental, no qual soldados britânicos e americanos, bem como médicos estrangeiros, prestaram auxílio.

O representante de Washington disse que foi o doador mais rápido e mais generoso e pediu que outros contribuíssem .

África do Sul, China, Alemanha e França também afirmaram na reunião que forneceriam mais apoio para ajudar na emergência.

O que sabemos sobre o surto de Ebola que a OMS declarou emergência global

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“Primeira linha de defesa” contra o Ébola colapsou. Maior surto de sempre de estirpe rara

O surto da estirpe Bundibugyo na RDC é o maior alguma vez registado — e a água, a absoluta primeira linha de defesa em qualquer emergência de saúde pública, simplesmente não existe, alertam os cientistas. O número de infeções por Ébola na República Democrática do Congo (RDC) é provavelmente muito superior aos valores oficiais, devido à falta de água potável e de saneamento, alertou esta terça-feira a Oxfam. A Oxfam alerta ainda que o número de casos é provavelmente superior aos valores oficiais, à medida que o rastreio de contactos diminui e as infraestruturas de higiene se desmoronam. A organização

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La difusión de un documento judicial con detalles de una investigación precipita la detención en Bizkaia de dos presuntos miembros de Hezbolá

La Policía Nacional ha detenido este martes en las localidades vizcaínas de Bilbao y Getxo a dos personas por sus presuntos vínculos con la milicia proiraní libanesa Hezbolá, según ha confirmado EL PAÍS en fuentes policiales. Los arrestos, que estaban previstos para dentro de unos días, se han tenido que precipitar después de que el Consejo General del Poder Judicial (CGPJ) difundiera en la página web del Centro de Documentación Judicial (Cendoj, el órgano encargado de publicar oficialmente la jurisprudencia de los tribunales españoles) un documento judicial en el que la Audiencia Nacional autorizaba el registro de los domicilios de ambos y el de la madre de uno de ellos, y en el que se detallaban los numerosos indicios recopilados contra los sospechosos en una investigación policial que no estaba concluida.

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© H.Bilbao (Europa Press)

Dos agentes de Policía Nacional acompañan a un detenido, este martes en Getxo (Bizkaia).
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Artista de Cuba celebra 20 años de carrera en Angola

Luanda, 16 jun (Prensa Latina) Las obras del artista de la plástica Yasiel Palomino tienen hoy una mezcla de Cuba y Angola, los dos países que vieron crecer su carrera artística con 20 años ya de trabajo.

The post Artista de Cuba celebra 20 años de carrera en Angola first appeared on Noticias Prensa Latina.

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‘She should have been better protected back then’: Nastassja Kinski, the teenager who grew up too fast in front of the whole world

“From our balcony I used to watch a very beautiful girl who would go to the pool every afternoon to swim a little and sunbathe. I remember that golden skin because at the time she seemed the most beautiful creature I had ever seen.” This is how Demi Moore describes in her memoir Inside Out. My Story her first encounter with Nastassja Kinski (Berlin, 1961). The very young German actress had arrived in the United States under the wing of Roman Polanski, whom she had met at a party in Munich. Fascinated by her beauty, he found in her the ideal actress to play the lead in the film adaptation of Thomas Hardy’s novel Tess of the d’Urbervilles, a role that had been planned for his wife Sharon Tate, who was brutally murdered by members of Charles Manson’s sect in 1969.

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© Michael Ochs Archives (Getty Images)

Nastassja Kinski in her Hollywood home in 1977.
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Surto de Ebola na RD Congo pode ser o pior de todos os tempos, diz agência

O diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças alertou nesta terça-feira (16) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo pode ser o pior de todos os tempos, afirmando que conter a epidemia posteriormente poderia custar bilhões de dólares se as falhas críticas na resposta não forem corrigidas rapidamente.

Mais de 800 casos da rara cepa Bundibugyo, para a qual não há tratamento ou vacina comprovados, foram registrados na República Democrática do Congo, sendo 192 deles fatais.

A doença, transmitida por fluidos corporais mesmo após a morte, está se espalhando rapidamente por três províncias, segundo dados do governo.

“Se não contivermos o surto muito em breve, ele será pior do que o que tivemos na África Ocidental e no leste da RDC”, afirmou o diretor-geral do CDC da África, Jean Kaseya, em uma reunião virtual com chefes de Estado africanos no Burundi.

Seu alerta, que ecoou uma projeção semelhante do CDC dos Estados Unidos, referiu-se ao surto que afetou a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa entre 2014 e 2016, que matou mais de 11.000 pessoas, e a um surto menos letal ocorrido em 2018 no Congo.

Um representante da Cruz Vermelha afirmou separadamente nesta terça-feira (16) que a epidemia de Ebola no leste da República Democrática do Congo ainda não havia atingido seu pico.

“Tememos que possa levar um ano para erradicar essa doença”, disse Bruno Michon, gerente de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a repórteres por videoconferência a partir do leste da RD Congo.

A resposta tem sido dificultada pela falta de centros de tratamento e pela resistência da comunidade a medidas rigorosas de higiene.

Autoridades de saúde afirmaram que, mais de um mês após a declaração do surto, a verdadeira dimensão do problema ainda é desconhecida.

Michon disse que as equipes da Cruz Vermelha, que auxiliam no envolvimento da comunidade e no enterro seguro e digno das vítimas do Ebola, enfrentaram insultos, ameaças e ataques nos últimos dias.

Kaseya, do CDC africano, listou uma série de desafios críticos, incluindo recursos insuficientes para rastrear os contatos dos mais de 800 casos confirmados de Ebola.

“Estamos acompanhando apenas 12% das pessoas. Esse é um indicador importante para nós. Significa que, até o momento, não sabemos a magnitude desse surto”, disse ele. Há também uma grande escassez no número de equipes de sepultamento e uma falta relatada de equipamentos de proteção individual, acrescentou.

RS investiga caso suspeito de ebola na Grande Porto Alegre

O CDC da África está buscando US$518 milhões para um plano conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conter o surto na África, alertando que isso poderá custar dezenas de bilhões de dólares no futuro se o apoio não for concedido.

“Se não conseguirmos esses recursos nas próximas quatro semanas, não pediremos novamente US$500 milhões, mas sim cerca de US$1,5 bilhão. Se atrasarmos isso, serão US$7,5 bilhões”, disse Kaseya.

“Se não investirmos hoje com ações claras para combater todas essas vulnerabilidades das quais estamos falando, teremos que lidar com um surto que custaria muito dinheiro.”

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse na mesma reunião que aumentará sua contribuição para o combate ao Ebola para US$13,5 milhões. A China também afirmou que fornecerá mais apoio de emergência.

Ebola: o que é, sintomas e tratamento

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El optimismo de Lamine Yamal, el mejor antídoto contra el pasado de la selección: tres victorias mundialistas desde 2010

Lamine Yamal, junto a Víctor Muñoz, este martes en el entrenamiento de España en Chattanooga.

No todo se tiñó de decepción en el Mercedes-Benz Arena. Abrazada al cartel de candidata al título en el Mundial de Estados Unidos, México y Canadá, a España se le atragantó Cabo Verde, un rival que pintaba demasiado asequible. Y las estimaciones no parecían ir de sobradas: la selección africana llegaba a su estreno mundialista con un portero de 40 años (Vozinha), un central contactado por LinkedIn (Lopes) y un delantero centro que sumaba un solo gol en las dos últimas campañas (Livramento). Sin embargo, ni los flojos rendimientos individuales ni las malas decisiones tácticas han borrado la autoestima de un equipo español (auto) llamado a tocar el cielo en Nueva York el próximo 19 de julio. Si no, que se lo pregunten a Lamine Yamal: “Sabemos que esto es una competición larga y que el objetivo aún está lejos, seguiremos trabajando y todo saldrá como lo deseamos. No dudéis”.

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Luis de la Fuente, junto a varios jugadores de la selección, este martes en Chattanooga.
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Desenrola: Com pedidos autorizados, governo vê saída de R$ 3,9 bi do FGTS

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) informou nesta terça-feira (16) que 3,34 milhões de trabalhadores aderiram ao programa de renegociação de dívidas por meio do Desenrola 2.0. Com isso, o governo federal estima uma saída de R$ 3,88 bilhões do fundo para esta finalidade.

A expectativa do Ministério do Trabalho e Emprego é de que o programa tem capacidade de movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS.

Os dados do conselho mostram que foram contabilizados 7,18 milhões de contratos renegociados por meio do Desenrola, o que sinaliza uma média de duas renegociações por trabalhador.

Em média, o trabalhador utilizou R$ 604,73 do saldo do seu FGTS no processo de renegociação de dívidas. O trabalhador pode usar até R$ 1 mil ou até 20% do saldo do fundo para renegociar sua dívida.

Em maio, o governo liberou a consulta ao FGTS por meio do Desenrola. A previsão é de que em 25 de junho ocorra o primeiro repasse de valores do fundo para as 33 instituições financeiras habilitadas a operarem no programa.

Saldo já reservado

Segundo o Conselho Curador do FGTS, já foram registradas 17 mil operações com reserva de saldo do FGTS. O valor total das operações até o momento é de R$ 10,3 milhões.

O Nubank lidera o ranking de operações já reservadas. O banco corresponde a cerca de 85,2% das operações, que somam R$ 8,3 milhões. Em média, o trabalhador utilizou R$ 568,45 do saldo do seu FGTS para renegociar suas dívidas com a instituição financeira.

PLDO 2027: Governo prevê salário mínimo em R$ 1.717

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94% dos aderentes ao Desenrola são optantes pelo saque-aniversário do FGTS

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) informou nesta terça-feira (16) que 3,34 milhões de trabalhadores aderiram ao programa de renegociação de dívidas por meio do Desenrola 2.0. Desse total, 94,3% são optantes do saque-aniversário.

Entre as regras elegíveis do programa, está que uso do FGTS para renegociação de dívidas suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.

Em média, o trabalhador utilizou R$ 604,73 do saldo do seu FGTS no processo de renegociação de dívidas. O programa permite uso de até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil.

Os dados do conselho mostram que foram contabilizados 7,18 milhões de contratos renegociados por meio do Desenrola, o que sinaliza uma média de duas renegociações por trabalhador. Com base nas informações preliminares, o governo federal estima uma saída de R$ 3,88 bilhões do FGTS para esta finalidade.

Em maio, o governo liberou a consulta ao FGTS por meio do Desenrola. A previsão é de que em 25 de junho ocorra o primeiro repasse de valores do fundo para as 33 instituições financeiras habilitadas a operarem  no programa.

Saldo já reservado

Segundo o Conselho Curador do FGTS, já foram registradas 17 mil operações com reserva de saldo do FGTS. O valor total das operações até o momento é de R$ 10,3 milhões.

O Nubank lidera o ranking de operações já reservadas. O banco corresponde a cerca de 85,2% das operações, que somam R$ 8,3 milhões. Em média, o trabalhador utilizou R$ 568,45 do saldo do seu FGTS para renegociar suas dívidas com a instituição financeira.

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A primeira grande surpresa do Mundial teve origem no escudo que Cabo Verde usou para se proteger da Espanha

Vozinha e companhia bloquearam a maioria dos caminhos para o golo e a campeã da Europa deslizou na estreia no Mundial 2026. O empate conseguido por Cabo Verde ficará para a história como uma das maiores surpresas da competição. Neste episódio, Tomás da Cunha e Rui Malheiro anteciparam ainda as estreias de França e Argentina, duas seleções candidatas ao título

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Guerras no Congo e menor cooperação em saúde favorecem surto do ebola

Logo Agência Brasil

As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região.

O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, no Nordeste da RDC, que responde por 93% do total de casos confirmados (676) no país, seguida pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que são os departamentos mais afetados pelas guerras congolesas.

Notícias relacionadas:

A quase 2 mil quilômetros de distância da capital do país, Kinshasa, essa é uma região disputada por cerca de 100 grupos paramilitares que lutam pelo controle das atividades minerais da RDC. Estima-se que milhões de pessoas sejam refugiadas das guerras locais.

“O surto está se desenrolando em um contexto humanitário complexo e afetado por conflitos, caracterizado por populações altamente móveis e frequentemente deslocadas”, diz informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acrescenta que o surto continua a evoluir rapidamente.
 

Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY
Província de Ituri é o epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) - Foto: Reuters/Gradel Muyisa Mumbere/Arquivo/Proibida reprodução

O professor de história da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nuno Carlos de Fragoso Vidal explica à Agência Brasil que o atual surto surgiu em uma região marginalizada da RDC que está sob influência de Ruanda, que financia o principal grupo paramilitar naquela região, o M23.

“É um conflito latente que já causou várias dezenas de milhares de mortos ao longo dos anos. É uma terra de ninguém, uma zona de grupos armados e de influência de Ruanda, que explora recursos naturais a seu favor. Esses grupos exploram, por exemplo, o coltan [mineral crítico] e depois ele é exportado via Ruanda”, afirma o especialista.

Natural de Angola, o professor acrescenta que as equipes de saúde têm dificuldade em acessar as áreas controladas por grupos paramilitares hostis. Ele lembra que o suposto acordo de paz costurado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com os governos de Ruanda e da RDC, em junho de 2025, não tem saído do papel.  

“Esses acordos não saem do papel porque emergiu em Ruanda um presidente [Paul Kagame] com pretensões de controlar uma vasta região e recursos que não pertencem ao país. E ele é muito protegido pelo Ocidente, pelos EUA, mas, sobretudo, pela Inglaterra. Existe, de fato, uma apropriação indevida de recursos daquela zona do Congo”, comenta.

Além da República Democrática do Congo, o surto afeta também Uganda, um país vizinho. “Em Uganda, o surto permanece epidemiologicamente ligado à transmissão originada na República Democrática do Congo”, diz a OMS.

Menor cooperação internacional

Além das guerras do Leste da RDC, especialistas acrescentam que a redução da cooperação internacional na área da saúde, nos últimos anos, também favorece o surto de ebola e citam, como agravante, a saída dos Estados Unidos da OMS. Washington figurava como maior doador da organização.

Além disso, a ajuda internacional dos EUA prevista no orçamento para a República Democrática do Congo caiu cerca de 90%, saindo de US$ 1,41 bilhão em 2024, para US$ 0,14 bilhão, em 2026. Esse é um dos resultados da política de Donald Trump de reduzir a ajuda internacional estadunidense no mundo, em especial, a fornecida por meio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Apesar da redução no financiamento da saúde global, os EUA se apresentam como maior país doador para combate ao surto de ebola, com cerca de US$ 338 milhões em assistência humanitária à RDC, ao Sudão do Sul e a Uganda.
 

A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi
Profissional de saúde mede a temperatura de um rebelde do M23 na entrada do Laboratório Rodolphe Merieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), onde são examinadas amostras de casos suspeitos de ebola, como parte da resposta à epidemia em Goma, província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo - Foto: Reuters/Arlette Bashizi/Arquivo/Proibida reprodução

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes de Sousa, acrescenta à Agência Brasil que a postura dos EUA de esvaziar as organizações multilaterais, como a OMS, em favor de estruturas de cooperação bilaterais, traz incertezas para o combate ao novo surto.

“Além da redução do nível de repasse de recursos para área da saúde, há o desmonte das estruturas de governança da saúde global. Os repasses, que antes ocorriam através de estruturas conhecidas, agora ficaram ligados a negociações bilaterais contaminadas por interesses comerciais, sobretudo em relação a terras raras, que é da pauta de interesse econômico dos EUA”, explica o epidemiologista.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, destacou que as mudanças nos canais de cooperação internacionais dificultam o monitoramento sobre a aplicação desses recursos.

“Era muito fácil os EUA levarem esses recursos via OMS, pois ficava completamente transparente essa transferência. Hoje a gente sabe que o CDC da África ainda não recebeu nenhuma transferência norte-americana desse montante anunciado”, explicou.

Na semana passada, a OMS informou que três laboratórios na RDC ficaram sem insumos para testes de detecção do vírus ebola.

Potências aumentam gastos com defesa

O aumento dos gastos em defesa de potências europeias é apontado como fator adicional que dificulta a resposta à emergência de saúde global representada pelo ebola na África, como destaca a professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Natalia Fingermann.

“Desde o ano passado, a União Europeia e alguns países importantes dentro da África, como o Reino Unido e França, optaram por reduzir os recursos de ajuda internacional para ampliar os gastos militares internos”, comenta Natalia Fingermann.

Em 2025, os países da Europa, pressionados pelos EUA, concordaram em elevar os gastos com defesa de 2% até 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve um aumento de 20% no total gasto com defesa pelos países europeus, e pelo Canadá, se comparado com 2024, segundo o Relatório Anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Para combater o ebola, a União Europeia anunciou € 15 milhões em assistência humanitária adicional para o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África).
 

Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa
Movimentação de pessoas em Kampala, Uganda, país também afetado pelo surto de ebola - Foto: Reuters/Abubaker Lubowa/Arquivo/Proibida reprodução

Escassez de profissionais

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, em que solicitam aportes financeiros de US$ 517 milhões para os próximos seis meses.

Em comunicado, o CDC África, órgão continental de combate a doenças, destacou que, entre os principais problemas para o controle do surto de ebola, está a escassez de profissionais, como epidemiologistas, clínicos e especialistas de laboratório.

Para o Conselho Consultivo e Técnico do CDC África, as prioridades são, entre outras, a ampliação da capacidade de testes diagnósticos rápidos da doença e a melhoria do “acesso humanitário e a coordenação civil-militar para garantir que as equipes de resposta possam chegar em segurança às comunidades afetadas”.

Para o professor de história da África da UFRJ Nuno Vidal, como ocorrem dentro do continente africano, os surtos de ebola não despertam o interesse que mereceriam.

“Do ponto de vista exclusivamente sanitário, o medo é que isto pudesse, eventualmente, sair para fora da África. Enquanto não sair da África, ou não se espalhar muito para além daquela região, não aciona todos os alarmes à nível internacional”, avalia.

Casos e mortes na RDC e Uganda

Dados da OMS registrados até o dia 10 de junho informam que foram confirmados 676 casos do vírus Ebola na República Democrática do Congo, com 136 mortes.

Em Uganda, até o dia 11 de junho, foram registrados 19 casos confirmados e dois óbitos. “Uganda não relatou nenhum novo caso nos últimos seis dias”, diz a OMS. Pelo menos 37 pessoas se recuperaram da doença nos dois países.

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Guerras no Congo e menor cooperação em saúde favorecem surto do ebola

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As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região.

O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, no Nordeste da RDC, que responde por 93% do total de casos confirmados (676) no país, seguida pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que são os departamentos mais afetados pelas guerras congolesas.

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A quase 2 mil quilômetros de distância da capital do país, Kinshasa, essa é uma região disputada por cerca de 100 grupos paramilitares que lutam pelo controle das atividades minerais da RDC. Estima-se que milhões de pessoas sejam refugiadas das guerras locais.

“O surto está se desenrolando em um contexto humanitário complexo e afetado por conflitos, caracterizado por populações altamente móveis e frequentemente deslocadas”, diz informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acrescenta que o surto continua a evoluir rapidamente.
 

Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY
Província de Ituri é o epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) - Foto: Reuters/Gradel Muyisa Mumbere/Arquivo/Proibida reprodução

O professor de história da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nuno Carlos de Fragoso Vidal explica à Agência Brasil que o atual surto surgiu em uma região marginalizada da RDC que está sob influência de Ruanda, que financia o principal grupo paramilitar naquela região, o M23.

“É um conflito latente que já causou várias dezenas de milhares de mortos ao longo dos anos. É uma terra de ninguém, uma zona de grupos armados e de influência de Ruanda, que explora recursos naturais a seu favor. Esses grupos exploram, por exemplo, o coltan [mineral crítico] e depois ele é exportado via Ruanda”, afirma o especialista.

Natural de Angola, o professor acrescenta que as equipes de saúde têm dificuldade em acessar as áreas controladas por grupos paramilitares hostis. Ele lembra que o suposto acordo de paz costurado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com os governos de Ruanda e da RDC, em junho de 2025, não tem saído do papel.  

“Esses acordos não saem do papel porque emergiu em Ruanda um presidente [Paul Kagame] com pretensões de controlar uma vasta região e recursos que não pertencem ao país. E ele é muito protegido pelo Ocidente, pelos EUA, mas, sobretudo, pela Inglaterra. Existe, de fato, uma apropriação indevida de recursos daquela zona do Congo”, comenta.

Além da República Democrática do Congo, o surto afeta também Uganda, um país vizinho. “Em Uganda, o surto permanece epidemiologicamente ligado à transmissão originada na República Democrática do Congo”, diz a OMS.

Menor cooperação internacional

Além das guerras do Leste da RDC, especialistas acrescentam que a redução da cooperação internacional na área da saúde, nos últimos anos, também favorece o surto de ebola e citam, como agravante, a saída dos Estados Unidos da OMS. Washington figurava como maior doador da organização.

Além disso, a ajuda internacional dos EUA prevista no orçamento para a República Democrática do Congo caiu cerca de 90%, saindo de US$ 1,41 bilhão em 2024, para US$ 0,14 bilhão, em 2026. Esse é um dos resultados da política de Donald Trump de reduzir a ajuda internacional estadunidense no mundo, em especial, a fornecida por meio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Apesar da redução no financiamento da saúde global, os EUA se apresentam como maior país doador para combate ao surto de ebola, com cerca de US$ 338 milhões em assistência humanitária à RDC, ao Sudão do Sul e a Uganda.
 

A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi
Profissional de saúde mede a temperatura de um rebelde do M23 na entrada do Laboratório Rodolphe Merieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), onde são examinadas amostras de casos suspeitos de ebola, como parte da resposta à epidemia em Goma, província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo - Foto: Reuters/Arlette Bashizi/Arquivo/Proibida reprodução

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes de Sousa, acrescenta à Agência Brasil que a postura dos EUA de esvaziar as organizações multilaterais, como a OMS, em favor de estruturas de cooperação bilaterais, traz incertezas para o combate ao novo surto.

“Além da redução do nível de repasse de recursos para área da saúde, há o desmonte das estruturas de governança da saúde global. Os repasses, que antes ocorriam através de estruturas conhecidas, agora ficaram ligados a negociações bilaterais contaminadas por interesses comerciais, sobretudo em relação a terras raras, que é da pauta de interesse econômico dos EUA”, explica o epidemiologista.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, destacou que as mudanças nos canais de cooperação internacionais dificultam o monitoramento sobre a aplicação desses recursos.

“Era muito fácil os EUA levarem esses recursos via OMS, pois ficava completamente transparente essa transferência. Hoje a gente sabe que o CDC da África ainda não recebeu nenhuma transferência norte-americana desse montante anunciado”, explicou.

Na semana passada, a OMS informou que três laboratórios na RDC ficaram sem insumos para testes de detecção do vírus ebola.

Potências aumentam gastos com defesa

O aumento dos gastos em defesa de potências europeias é apontado como fator adicional que dificulta a resposta à emergência de saúde global representada pelo ebola na África, como destaca a professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Natalia Fingermann.

“Desde o ano passado, a União Europeia e alguns países importantes dentro da África, como o Reino Unido e França, optaram por reduzir os recursos de ajuda internacional para ampliar os gastos militares internos”, comenta Natalia Fingermann.

Em 2025, os países da Europa, pressionados pelos EUA, concordaram em elevar os gastos com defesa de 2% até 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve um aumento de 20% no total gasto com defesa pelos países europeus, e pelo Canadá, se comparado com 2024, segundo o Relatório Anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Para combater o ebola, a União Europeia anunciou € 15 milhões em assistência humanitária adicional para o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África).
 

Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa
Movimentação de pessoas em Kampala, Uganda, país também afetado pelo surto de ebola - Foto: Reuters/Abubaker Lubowa/Arquivo/Proibida reprodução

Escassez de profissionais

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, em que solicitam aportes financeiros de US$ 517 milhões para os próximos seis meses.

Em comunicado, o CDC África, órgão continental de combate a doenças, destacou que, entre os principais problemas para o controle do surto de ebola, está a escassez de profissionais, como epidemiologistas, clínicos e especialistas de laboratório.

Para o Conselho Consultivo e Técnico do CDC África, as prioridades são, entre outras, a ampliação da capacidade de testes diagnósticos rápidos da doença e a melhoria do “acesso humanitário e a coordenação civil-militar para garantir que as equipes de resposta possam chegar em segurança às comunidades afetadas”.

Para o professor de história da África da UFRJ Nuno Vidal, como ocorrem dentro do continente africano, os surtos de ebola não despertam o interesse que mereceriam.

“Do ponto de vista exclusivamente sanitário, o medo é que isto pudesse, eventualmente, sair para fora da África. Enquanto não sair da África, ou não se espalhar muito para além daquela região, não aciona todos os alarmes à nível internacional”, avalia.

Casos e mortes na RDC e Uganda

Dados da OMS registrados até o dia 10 de junho informam que foram confirmados 676 casos do vírus Ebola na República Democrática do Congo, com 136 mortes.

Em Uganda, até o dia 11 de junho, foram registrados 19 casos confirmados e dois óbitos. “Uganda não relatou nenhum novo caso nos últimos seis dias”, diz a OMS. Pelo menos 37 pessoas se recuperaram da doença nos dois países.

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