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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

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Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Márcio França defende mulheres na chapa majoritária em São Paulo

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) defendeu nesta terça-feira (16) que haja mulheres na chapa majoritária em São Paulo. A declaração ocorreu em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16).

Questionado quem, entre Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), formaria uma chapa ideal como vice de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, França disse que “qualquer uma delas é ultra qualificada” para ocupar o cargo.

“Do ponto de vista de quem seria melhor, eu sugeri e o Haddad concorda comigo que prefere uma mulher”, começou.

Para França, a representatividade feminina na chapa de Haddad contraria a coligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), formada somente por homens.

O atual vice-governador, Felício Ramuth (MDB), deve compor novamente a chapa encabeçada por Tarcísio. Ao mesmo tempo, o ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), devem ser os nomes para a disputa ao Senado.

“Entre as duas candidatas [Marina Silva e Simone Tebet], qualquer uma delas é ultraqualificada. Já disputaram eleição majoritária à presidência, isso dá qualificação [e] um voto importante, por ter presença feminina na chapa, contrariando o Tarcísio, que fala sobre mulheres, mas não as põe na chapa, nem na vaga ao Senado. Isso seria interessante de se avaliar”, pontuou França.

Segundo o ex-ministro, Haddad prefere que Tebet esteja na chapa majoritária em São Paulo. “Ele acha que ela poderia representar mais a composição que deu ao equilíbrio da economia [Tebet ocupou a pasta do Planejamento e Orçamento]”, disse.

França ainda defendeu que a oposição “não tem candidaturas fortes pela primeira vez” ao Senado Federal por São Paulo. “Os candidatos ao Senado que eles apresentam são candidatos que nunca disputaram eleições majoritárias”, completou.

Recentemente, Haddad disse estar “muito confortável” com os nomes de Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet serem possibilidades para compor sua chapa na disputa ao governo de São Paulo.

À CNN Brasil, Simone Tebet reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. De acordo com a ex-ministra, a confirmação veio do próprio presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva.

“Ele [Edinho Silva] me mandou aqui uma mensagem muito clara assim: ‘Você é a nossa candidata ao Senado’. Palavra dele! Preciso dizer aqui pré-candidata, né? Ele querendo dizer assim: ‘Olha, isso faz parte do processo'”, disse Tebet.

A declaração aconteceu quando a ex-ministra comentava à CNN Brasil sobre uma suposta tentativa de uma ala do PT fazê-la desistir do Senado para tentar emplacar o cargo de vice na chapa de Haddad.

Tebet agradeceu essa movimentação dentro da sigla e reafirmou nunca ter enfrentado problemas com o partido de Lula: “Agradeço o carinho de uma ala do PT que sempre lembra do meu nome. Isso mostra o quanto fui bem acolhida. Eu, que sou uma pessoa de centro, não sou de esquerda. […] Nunca tive dificuldade com o PT, nem quando estávamos em lados opostos. Fui muito bem recebida no governo, tenho ótimo diálogo e relacionamento”.

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Chapa com Haddad e Tebet seria competitiva, diz Márcio França à CNN

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) defendeu uma chapa entre o ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB) para o governo de São Paulo.

Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), França afirmou que, apesar de inicialmente desejar concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a vaga fosse de Haddad, pela associação do ex-ministro com mudanças na economia brasileira.

“Eu queria mesmo era disputar o governo, mas ele [Lula] disse: ‘Olha, é melhor ter o 13, porque o 13 o Haddad é associado à mudança da economia’. […] Eu acho que quem mudou a economia foi uma dupla, o [Fernando] Haddad e a Simone Tebet. Eles podiam fazer uma dupla também para o governo de São Paulo”, declarou.

O político do PSB (Partido Socialista Brasileiro) também destacou a sugestão de uma estratégia para São Paulo no sentido de reforçar o nome de Haddad para um eventual segundo turno.

Por contar com um cenário de segundo turno para Lula, a presença do ex-ministro no âmbito estadual também seria importante.

Ao mencionar nomes menos expressivos de outros possíveis concorrentes, França teme que, sem um empenho, a primeira etapa do pleito possa assumir uma roupagem de segundo turno, configurando um confronto direto entre o ex-chefe da Fazenda e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“O mais importante aqui é garantir o segundo turno em São Paulo, com chance de ter 2º turno também na eleição brasileira — há uma possibilidade grande de ter segundo turno na eleição do Lula e é muito ruim se São Paulo não tiver segundo turno numa eleição de governador”, disse.

“A gente sabe que, embora o Haddad tenha pontuado bem até agora, eu não tenho convicção nem na candidatura do Kim [Kataguiri – Missão] e muito menos na do Paulo Serra [PSDB]. Portanto, podemos ficar com uma candidatura em que, meio que, o primeiro turno virar segundo em São Paulo”, finalizou.

Mesmo com as opiniões, França demonstrou que a posição final sobre o caso seria de Lula, e, assim como a escolha por Haddad ao governo foi respeitada, “vou respeitar também as outras”.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Para Márcio França, Tarcísio circula com aliados e esquerda perde tempo

O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), acreditar que o entrave entre aliados na campanha do ex-minstro da Fazenda Fernando Haddad (PT) gera perda de tempo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

A leitura de França é de que a indefinição sobre quem será vice de Haddad ou irá para o Senado provoca uma situação delicada, ao mesmo tempo em que o governador de São Paulo, Tarcíso de Freitas (Republicanos), já promove eventos com aliados.

“Nós estamos perdendo tempo. O Tarcísio tem andado por aí com os candidatos dele em conjunto. Não temos feito isso porque fica uma situação delicada, a gente vai num lugar, eu falo bem delas e elas também falam bem de mim, mas nenhuma delas até agora falou o que eu estou dizendo: ‘Eu aceito qualquer que seja a decisão'”, afirmou o ex-ministro.

O campo político de Haddad conta, além de França, com os nomes da deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) como pré-candidatas ao Senado.

Apesar da indefinição, Lula demonstrou à aliados, como mostrou a CNN Brasil, uma preferência pelos nomes de Marina e Tebet ao Senado. A avaliação é de que Marina pode ajudar na eleição de Lula na capital paulista e região metropolitana, enquanto Tebet tem um desempenho melhor no interior.

Enquanto isso, França — que traz consigo o recall de eleições passadas e a força eleitoral na Baixada Santista — vem resistindo a abraçar o posto de vice de Haddad. “Naturalmente pretendo disputar a eleição ao Senado e ser senador. Acho relevante que voltemos a ter peso no senado em São Paulo”, disse França nesta terça.

Apesar da vontade de ir à Casa Alta, França disse respeitar a decisão final de Lula e que entende que as outras pré-candidatas também respeitarão.

“Somos todos amigos, a pretensão deve ser assim: ‘Presidente, escolha como o senhor achar melhor, do jeito que você fizer nós vamos respeitar’. Vou aceitar o que o presidente entender correto”, concluiu.

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França estreia na Copa 2026 contra Senegal em reencontro histórico marcado por lembrança de zebra em 2002

França e Senegal voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo 24 anos depois de um dos resultados mais simbólicos da história do torneio. Nesta terça-feira (16), às 16h (horário de Brasília), as seleções abrem suas campanhas no Grupo I da Copa do Mundo de 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford, em Nova Jersey, nos Esatdos Unidos.

A partida terá transmissão da TV Globo, do Sportv, do SBT, da N Sports, da ge tv (no Globoplay) e da CazéTV.

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Atual vice-campeã mundial e uma das favoritas ao título, a França chega ao torneio com histórico recente dominante. Esta é a 17ª participação dos franceses em Copas do Mundo, com campanhas marcadas por presença constante em fases decisivas: título em 2018 e vice em 2022. A equipe se classificou de forma invicta, com cinco vitórias e um empate nas eliminatórias, e manteve o status de potência ofensiva no ciclo recente.

O time comandado por Didier Deschamps chega embalado por atuações consistentes na reta final de preparação, incluindo vitória por 3 a 1 sobre a Irlanda do Norte, com destaque para hat-trick de Michael Olise. O ataque segue como principal força, com Kylian Mbappé vivendo temporada de grande produção e Ousmane Dembélé em alta após protagonismo no futebol europeu.

Como chegam os senegaleses

Do outro lado, o Senegal disputa sua quarta Copa do Mundo — depois das participações em 2002, 2018 e 2022 — e tenta consolidar uma geração experiente que ainda busca regularidade em grandes torneios. A equipe africana foi semifinalista em sua estreia, em 2002, quando surpreendeu justamente a França, então campeã mundial, com vitória por 1 a 0.

O duelo histórico segue como referência inevitável do confronto. Na ocasião, o gol de Papa Bouba Diop marcou a eliminação precoce dos franceses ainda na fase de grupos e projetou o Senegal ao cenário mundial. Agora, a equipe volta a cruzar o caminho da França em um contexto completamente diferente, mas ainda com o peso simbólico daquele resultado.

O Senegal chega ao Mundial após campanha sólida nas eliminatórias, com sete vitórias em dez jogos e defesa pouco vazada. Apesar disso, os amistosos recentes trouxeram alertas: derrota por 3 a 2 para os Estados Unidos e empate sem gols com a Arábia Saudita, em partida marcada por expulsão.

O principal nome segue sendo Sadio Mané, referência técnica e liderança de uma geração mais experiente, que também conta com nomes como Kalidou Koulibaly, ainda em recuperação física, e Nicolas Jackson no setor ofensivo. O goleiro Édouard Mendy deve iniciar como titular.

Como chegam os franceses

No lado francês, a principal novidade é o retorno de William Saliba após preocupação física na reta final da preparação. A equipe deve ir a campo com força máxima, apostando em equilíbrio no meio-campo e poder de decisão no setor ofensivo.

O confronto também coloca frente a frente estilos distintos: a força individual e profundidade do elenco francês contra a disciplina tática e intensidade defensiva senegalesa. Em estreias de Copa, o histórico de Deschamps costuma privilegiar controle de jogo, enquanto o Senegal aposta na compactação e transições rápidas.

Mais do que a abertura do Grupo I, o duelo resgata uma das maiores surpresas da história dos Mundiais e testa duas seleções em momentos diferentes, mas com ambições igualmente altas na caminhada de 2026.

Prováveis escalações

Provável escalação da França: Mike Maignan; Jules Koundé, Dayot Upamecano, William Saliba e Theo Hernández; Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot; Michael Olise, Ousmane Dembélé e Désiré Doué; Kylian Mbappé.

Provável escalação do Senegal: Édouard Mendy; Krépin Diatta, Kalidou Koulibaly, Moussa Niakhaté e El Hadji Malick Diouf; Lamine Camara, Pape Gueye e Habib Diarra; Ismaila Sarr, Nicolas Jackson e Sadio Mané.

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Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

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As atuais campeã e vice-campeã do mundo, Argentina e França, estrearão nesta terça-feira (16), jogando pelos grupos J e I, respectivamente.

A França será a primeira a entrar em campo, às 16h, contra o Senegal, em Nova Jersey. Já a equipe argentina jogará às 22h, contra a Argélia, em Kansas City.

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Mais cedo, às 19h, também pelo Grupo I, o Iraque encara a Noruega, em Boston.

A rodada será encerrada na madrugada da quarta-feira (17), com a segunda partida pelo Grupo J, disputada entre Áustria e Jordânia. O jogo será à 1h da manhã, em São Francisco.

Jogos desta terça-feira (horário de Brasília)

  • 16h — França x Senegal
  • 19h — Iraque x Noruega
  • 22h — Argentina x Argélia
  • 1h (quarta-feira) — Áustria x Jordânia

Grupo I

Uma das equipes favoritas para conquistar a Copa do Mundo é a França, cabeça de chave do Grupo I. Ela terá, à frente, uma das principais forças do futebol africano: o Senegal, com um time organizado defensivamente, de muita força física e velocidade de transição.

Com um histórico de duas Copas conquistadas (1998 e 2018), a França conta com um elenco bastante qualificado e experiente. A equipe tem, como destaques, dois dos melhores jogadores da atualidade: Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé, o que garante grande potencial ofensivo.

Iraque e Noruega completam o grupo. Enquanto o Iraque é apontado como azarão do grupo, a Noruega surge como candidata, ao lado do Senegal, à classificação no segundo lugar da chave.

Durante as eliminatórias, os nórdicos apresentaram um futebol competitivo e de grande eficiência no ataque, com destaque para o goleador Erling Haaland.

Já o Iraque está de volta a uma Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi em 1986, disputada no México, onde foi eliminado na fase de grupos após três derrotas.

 

Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol
13 de novembro de 2025  
REUTERS/Stephane Mahe/File Photo Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol
13 de novembro de 2025  
REUTERS/Stephane Mahe/File Photo
Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol 13 de novembro de 2025 REUTERS/Stephane Mahe/ Proibido reprodução

Grupo J

No Grupo J, a atual campeã mundial, Argentina, é considerada favorita absoluta para terminar a fase de grupos na primeira colocação. Com uma equipe experiente em jogos decisivos e organizada taticamente, ela manteve a base da equipe que conquistou a Copa de 2022 no Catar.

A expectativa é de que a segunda vaga do grupo fique entre Áustria e Argélia, adversária de hoje dos argentinos na primeira rodada da chave.

Os argelinos entram em campo na esperança de, no caso de empate, obter um ponto diante de um adversário tido como superior. Ou, pelo menos, evitar uma goleada da Argentina e, dessa forma, tentar se classificar pelo saldo de gols.

Fechando o grupo, a Jordânia, adversária da Áustria nesta rodada, corre por fora, sem grandes expectativas. A tendência para a partida de hoje é de que a Áustria exerça pressão contra o adversário tecnicamente mais fraco, também na busca por um saldo de gols que a favoreça na disputa pela classificação para a segunda fase.

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Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

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As atuais campeã e vice-campeã do mundo, Argentina e França, estrearão nesta terça-feira (16), jogando pelos grupos J e I, respectivamente.

A França será a primeira a entrar em campo, às 16h, contra o Senegal, em Nova Jersey. Já a equipe argentina jogará às 22h, contra a Argélia, em Kansas City.

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Mais cedo, às 19h, também pelo Grupo I, o Iraque encara a Noruega, em Boston.

A rodada será encerrada na madrugada da quarta-feira (17), com a segunda partida pelo Grupo J, disputada entre Áustria e Jordânia. O jogo será à 1h da manhã, em São Francisco.

Jogos desta terça-feira (horário de Brasília)

  • 16h — França x Senegal
  • 19h — Iraque x Noruega
  • 22h — Argentina x Argélia
  • 1h (quarta-feira) — Áustria x Jordânia

Grupo I

Uma das equipes favoritas para conquistar a Copa do Mundo é a França, cabeça de chave do Grupo I. Ela terá, à frente, uma das principais forças do futebol africano: o Senegal, com um time organizado defensivamente, de muita força física e velocidade de transição.

Com um histórico de duas Copas conquistadas (1998 e 2018), a França conta com um elenco bastante qualificado e experiente. A equipe tem, como destaques, dois dos melhores jogadores da atualidade: Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé, o que garante grande potencial ofensivo.

Iraque e Noruega completam o grupo. Enquanto o Iraque é apontado como azarão do grupo, a Noruega surge como candidata, ao lado do Senegal, à classificação no segundo lugar da chave.

Durante as eliminatórias, os nórdicos apresentaram um futebol competitivo e de grande eficiência no ataque, com destaque para o goleador Erling Haaland.

Já o Iraque está de volta a uma Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi em 1986, disputada no México, onde foi eliminado na fase de grupos após três derrotas.

 

Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol
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Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol 13 de novembro de 2025 REUTERS/Stephane Mahe/ Proibido reprodução

Grupo J

No Grupo J, a atual campeã mundial, Argentina, é considerada favorita absoluta para terminar a fase de grupos na primeira colocação. Com uma equipe experiente em jogos decisivos e organizada taticamente, ela manteve a base da equipe que conquistou a Copa de 2022 no Catar.

A expectativa é de que a segunda vaga do grupo fique entre Áustria e Argélia, adversária de hoje dos argentinos na primeira rodada da chave.

Os argelinos entram em campo na esperança de, no caso de empate, obter um ponto diante de um adversário tido como superior. Ou, pelo menos, evitar uma goleada da Argentina e, dessa forma, tentar se classificar pelo saldo de gols.

Fechando o grupo, a Jordânia, adversária da Áustria nesta rodada, corre por fora, sem grandes expectativas. A tendência para a partida de hoje é de que a Áustria exerça pressão contra o adversário tecnicamente mais fraco, também na busca por um saldo de gols que a favoreça na disputa pela classificação para a segunda fase.

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Real Time: Derrite, Tebet e Marina lideram corrida ao Senado por SP

Segundo o novo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (16), Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) lideram a corrida ao Senado pelo estado de São Paulo.

Foram três cenários simulados pelo instituto. No primeiro deles, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, lidera com 17%, em um empate técnico triplo com a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que pontua 16%; e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, com 14%.

Marina também aparece empatada tecnicamente com Ricardo Salles (Novo), que tem 12%; e André do Prado (PL), com 10%. Paulinho da Força (Solidariedade) fecha a lista, com 7%.

Aqueles que votariam em branco ou nulo neste cenário somam 11%, enquanto os indecisos, 13%.

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Em um segundo cenário, com Márcio França (PSB) no lugar de Marina Silva, Derrite e Tebet empatam com 17% das intenções de voto cada. Os dois pré-candidatos são seguidos por outro empate entre Ricardo Salles e Márcio França, ambos com 12%. Além do empate, os dois candidatos ainda aparecem empatados tecnicamente com André do Prado e Paulinho da Força, que têm 10% e 8%, respectivamente.

Aqueles que votariam em nulo ou branco somam 11%, enquanto os indecisos, 13%.

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No terceiro e último cenário simulado pelo instituto, desta vez com Márcio França no lugar de Simone Tebet, Guilherme Derrite aparece empatado tecnicamente com Marina Silva. O ex-secretário pontua 17%, enquanto a ex-ministra faz 15%. Na sequência, Ricardo Salles e Márcio França empatam novamente, com 12% cada. Eles repetem o mesmo cenário de empate técnico, com André do Prado, que soma 10%, e Paulinho da Força, que encerra a lista com 8%.

Os eleitores que votariam em branco ou nulo aparecem com 12%, enquanto os indecisos, 14%.

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Metodologia

A Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo, entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-09734/2026.

Leia a pesquisa na íntegra

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Análise: Estratégia de líderes é evitar que Trump saia antes do fim do G7

Os líderes do G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo, se reúnem nesta segunda-feira (15) na cidade de Évian-les-Bains, na França, em meio a um cenário de tensões diplomáticas e distanciamento entre o presidente Donald Trump e seus aliados europeus.

Para o analista Lourival Sant’Anna, no CNN Prime Time, o histórico de Trump nas cúpulas do grupo impõe uma meta bastante modesta para os demais governantes: evitar constrangimentos.

Segundo Sant’Anna, as reuniões do G7 das quais Trump participa são historicamente tensas. O analista lembrou de uma foto amplamente divulgada em que vários líderes olhavam para Trump de forma contrariada, enquanto ele também demonstrava frustração. “Historicamente, as reuniões das quais o Trump participa no G7 são tensas”, afirmou o analista.

Há exatamente um ano, Trump deixou a cúpula antecipadamente, um dia antes do encerramento, alegando preocupação com as tensões entre Israel e o Irã. Em seguida, vieram bombardeios israelenses contra o Irã, nos quais os Estados Unidos acabaram se envolvendo para atacar instalações nucleares. “A partir dessa experiência, a barra é muito baixa”, avaliou Sant’Anna.

Diante desse contexto, Sant’Anna explicou que o objetivo central dos governantes presentes é evitar que Trump deixe a cúpula antes do término ou que passe a atacar os demais líderes, seja durante o evento, seja nas redes sociais.

“É isso que os governantes tentam evitar, não é trazer um grande acordo, um grande comunicado conjunto. Isso ninguém espera que vá acontecer”, disse o analista.

Estreito de Ormuz pode ser ponto de convergência

Apesar do clima de tensão, o analista identificou um possível incentivo para uma relação mais colaborativa nesta edição da cúpula. Trump havia insistido para que as demais potências o ajudassem a enfrentar o Irã, mas os aliados recusaram, argumentando que os Estados Unidos não foram atacados e, portanto, o Artigo 5º da OTAN não se aplicaria. A recusa teria deixado Trump “extremamente irritado”.

Agora, com um acordo alcançado com o Irã, os Estados Unidos precisam de ajuda para a desminagem do Estreito de Ormuz — e dispõem de apenas quatro navios caça-minas.

Em contraste, a França conta com 17 embarcações do tipo, sendo a maior potência nessa frota, enquanto o Reino Unido possui cerca de oito. Esses países já sinalizaram disposição para colaborar após o encerramento do conflito, seja escoltando cargueiros no Estreito de Ormuz, seja realizando a desminagem.

“Esse, sem dúvida, é o grande tema dessa cúpula do G7”, concluiu Sant’Anna, destacando que a reabertura do estreito para o fluxo de navios e cargueiros é a principal expectativa do momento.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Análise: Trump e líderes do G7 se reúnem em meio à diferenças geopolíticas

Durante semanas, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e seus assessores têm aguardado com cautela a cúpula do G7 desta semana na França.

Supervisionando uma guerra no Oriente Médio presa em um limbo perigoso entre o cessar-fogo e o conflito declarado, Trump arriscou chegar a cidade de Évian-les-Bains sem um acordo e sob o escrutínio de algumas das pessoas mais poderosas do mundo.

Em vez disso, Trump chegou nesta segunda-feira (15) ansioso para anunciar o acordo que divulgou no fim de semana, o qual parece encerrar as hostilidades com o Irã por enquanto e, segundo o presidente, reabrir o Estreito de Ormuz.

Fontes afirmam que Trump queria entrar na cúpula das principais nações industrializadas em uma posição de força e com um acordo em mãos.

E após meses de conflito e negociações que geraram imenso ceticismo entre os líderes do G7, ele finalmente conseguirá isso — embora ainda existam dúvidas significativas sobre os detalhes do acordo e até que ponto cada lado o cumprirá.

A guerra com o Irã já era esperada para dominar as discussões desta semana entre os líderes, cada um deles forçado a lidar com o aumento dos preços da energia em decorrência do prolongado fechamento do estreito.

Nos últimos meses, Trump criticou duramente quase todos eles por sua relutância em ajudar a patrulhar a importante via navegável, criando um contexto constrangedor para o encontro desta semana.

Antes da cúpula, representantes de quatro dos países do G7 afirmaram que a forma de avançar no Oriente Médio — mesmo com um acordo em vigor — certamente daria margem a intensos debates a portas fechadas no Belle Époque Hôtel Royal, em Évian.

Segundo autoridades, Trump planeja pressionar os líderes para que ajudem na resolução do problema no estreito, agora que um acordo foi firmado.

França e Reino Unido já declararam que formarão uma coalizão para ajudar a desobstruir a hidrovia assim que o conflito terminar, incluindo a remoção das minas terrestres instaladas pelo Irã durante a guerra.

Na terça-feira (16), os líderes de três países árabes — Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos — também participarão das negociações, a convite do presidente francês Emmanuel Macron, para ajudar a solucionar as questões complexas que afetam a região. Trump também se reunirá individualmente com cada um deles.

Macron também convidou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para participar, numa tentativa de persuadir o G7 a concordar com o apoio a Kiev e com a necessidade de negociações para pôr fim à guerra da Rússia, que já dura cinco anos.

Trump passou grande parte do seu primeiro ano de volta ao cargo tentando, sem sucesso, intermediar um acordo entre Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin.

Mas ele raramente discute esse conflito atualmente, já que o Irã ocupa sua atenção, e as autoridades europeias estão ansiosas para saber se Trump está disposto a exercer nova pressão sobre Putin.

Assessores de Trump disseram que discussões sobre coordenação no Estreito de Ormuz, crescimento econômico, resiliência da cadeia de suprimentos, imigração legal e inteligência artificial norteariam suas conversas na cúpula desta semana.

Autoridades de outros governos do G7 descreveram agendas semelhantes, mas acrescentaram a China, a crise do Ebola na África e a segurança digital como possíveis pontos de discussão.

Um funcionário americano disse que Trump planejava “reformular” as discussões sobre desenvolvimento na cúpula, focando em parcerias de investimento que beneficiariam tanto os países receptores quanto aqueles que fornecem os fundos.

O ceticismo de longa data de Trump em relação às cúpulas do G7

Autoridades americanas têm sido francas, no entanto, ao afirmar que o presidente não está abordando a cúpula com nenhum objetivo específico em mente, e o governo não espera que surjam grandes anúncios ou resultados concretos.

“Na verdade, é tudo uma grande oportunidade para tirar fotos”, disse um alto funcionário da Casa Branca. “Não é como se grandes coisas fossem feitas lá. O foco está mais nas reuniões que vêm depois.”

A autoridade afirmou que a cúpula poderia preparar o terreno para conversas mais substanciais e negociações futuras.

Alguns funcionários europeus também disseram que viam o encontro como um prenúncio de outra grande cúpula — a dos líderes da Otan na Turquia, no início de julho — que muitos deles preveem que poderá ser controversa.

Trump nunca foi particularmente fã de participar das cúpulas do G7. Em seu primeiro mandato, ele questionou constantemente seus assessores sobre a necessidade de sua presença e se perguntou o que poderia ser alcançado sem a presença de países como Rússia e China.

Todas as cúpulas em que ele participou, de alguma forma, deram errado.

Ele interrompeu abruptamente sua participação em duas cúpulas no Canadá, uma durante seu primeiro mandato, nas florestas do norte de Quebec, e outra no ano passado, em Alberta.

Ao participar de sua primeira cúpula do G7 em 2017, na costa rochosa da Sicília, ele pareceu sentir que seus colegas líderes estavam conspirando contra ele, tentando convencê-lo a permanecer no Acordo de Paris sobre o clima (alguns assessores acreditavam que essa pressão o levou a se retirar do acordo mais rapidamente do que teria feito em outras circunstâncias).

Na última vez em que Macron sediou a cúpula, em 2019, um jantar sob o farol de Biarritz tornou-se tenso quando Trump exigiu que a Rússia fosse readmitida na aliança, após ter sido expulsa em decorrência da anexação da Crimeia por Moscou em 2014.

Enquanto saboreavam atum basco, os demais líderes demonstraram pouco apoio à ideia.

Cinco anos e uma invasão russa em grande escala da Ucrânia depois, Trump abriu a cúpula do G7 do ano passado fazendo a mesma exigência.

Max Bergmann, diretor do programa para a Europa no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, comparou a cúpula a um “encontro familiar constrangedor… onde você tem que ir à casa dos seus sogros e tem um tio de quem você não gosta muito”.

“Ninguém quer um confronto, mesmo que as coisas fiquem bastante passivo-agressivas às vezes”, disse Bergmann. “Mas sempre existe a possibilidade de as coisas explodirem e a situação ficar bastante dramática.”

Como a França tentou manter Trump engajado

Ao planejar a cúpula deste ano, as autoridades francesas priorizaram garantir que Trump cumprisse sua palavra após ter encurtado sua estadia em Kananaskis, no Canadá, no ano passado. Para Évian, os franceses não quiseram correr riscos.

As datas do encontro foram alteradas em alguns dias para que Trump pudesse realizar uma luta do UFC na Casa Branca no dia do seu aniversário.

E Macron — que mantém uma relação instável com Trump há quase uma década — convidou o líder americano para um jantar no suntuoso Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, na noite de quarta-feira, quando a cúpula chega ao fim.

As expectativas de resultados concretos são tão baixas que os organizadores afirmam que não haverá um comunicado conjunto assinado por todos os líderes, como era costume nas reuniões do G7.

Em vez disso, os líderes deverão endossar um conjunto de declarações específicas sobre temas como minerais críticos, saúde e proteção de crianças online.

Isso demonstra a pouca convergência entre Trump e os demais líderes do G7 sobre as questões geopolíticas mais urgentes. Embora o Irã e a guerra em curso na Ucrânia sejam temas de discussão, quaisquer conclusões serão divulgadas em um comunicado da presidência francesa.

A mesma solução foi adotada pelo Canadá antes da reunião do G7 do ano passado.

Apesar das evidentes divergências, os anfitriões franceses deste ano insistiram que o encontro representava uma vitória mesmo antes de começar, estabelecendo desde o início uma distinção entre os dois conjuntos de temas que seriam debatidos.

“Esta cúpula de Évian já é um sucesso para nós, no sentido de que temos duas categorias de questões a abordar: questões substantivas, que são de natureza verdadeiramente estrutural e moldam a agenda internacional, e eventos e crises atuais, que, por definição, exigem maior flexibilidade e não podem ser totalmente previstos”, disse um funcionário da presidência francesa.

“No que diz respeito às questões substantivas, esta cúpula do G7 já é um sucesso.”

Entretanto, a estância balnear de Évian, às margens do lago, transformou-se numa verdadeira fortaleza. A forte presença policial e militar contribuiu para a sensação de cerco sentida por muitos dos residentes da cidade termal.

“Muitas pessoas vêm de carro para comprar pão”, disse Delphine, que administra uma padaria na cidade.

“Comprar pão não é essencial, e para atravessar as barreiras policiais é preciso um motivo essencial. Sinceramente, não acho que será uma experiência muito agradável. Dito isso, eles estão lá apenas para fazer o seu trabalho. Não se pode receber sete presidentes tão importantes sem segurança, mas é uma situação muito incomum.”

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Lula tem encontros com presidentes da França e da Suíça

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa da Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Notícias relacionadas:

Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.

15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR 15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula em reunião com Guy Parmelin - Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia - Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

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Lula tem encontros com presidentes da França e da Suíça

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa da Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

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Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.

15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR 15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
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Lula em reunião com Guy Parmelin - Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia - Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

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Lula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (13) para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará, como convidado, da Cúpula do G7, o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.

É a 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também participa como membro institucional.

A ida de Lula acende a expectativa para possíveis interações com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de novo tensionamento entre os dois países, duas semanas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras.

O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano pelo governo de Trump contra supostas "práticas desleais" do Brasil no comércio com os EUA. Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente" empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o WhatsApp Pay.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump. Se algum encontro entre os dois líderes ocorrer na França, será pouco mais de um mês da última reunião de ambos, na Casa Branca, em Washington, no início de maio.

Na ocasião, segundo Lula, equipes dos dois governos foram orientadas a apresentar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e da investigação comercial do USTR, o que efetivamente ainda não aconteceu.

"Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo", afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10).

Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou para a aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Veto à carne brasileira

Outro foco de atenção na viagem de Lula ao G7 passa pela relação com a União Europeia. Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial do dia 5 de junho.

Também não há definição sobre um possível encontro de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, que acompanha diretamente as tratativas.

Brasil e Japão

Enquanto não se confirmam as reuniões bilaterais de Lula durante a cúpula do G7, um encontro que já está certo na agenda será com a primeira-ministra do Japão é Sanae Takaichi. Ela fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir o principal cargo do Executivo no país asiático, tomando posse em outubro de 2025.

Este será o primeiro encontro oficial entre ambos e há uma expectativa de se abrir negociações em torno de um futuro acordo do Japão com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

A cúpula do G7 deste ano, presidida pela França, ocorre de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, o grupo convidou líderes de outros países importantes, como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Outra provável reunião bilateral de Lula deverá ser com o anfitrião do evento, o presidente francês Emmanuel Macron.

Sessões deliberativas

O Itamaraty confirmou que Lula participará de três eventos durante o G7.

O primeiro, no dia 16, é uma sessão de líderes em que o presidente brasileiro discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento. A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade.

No dia 17, em outra sessão de líderes, Lula vai abordar o tema do crescimento econômico equilibrado, ocasião em que falará com ênfase sobre a necessidade de reforma da governança global, especialmente instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA).

© Ricardo Stuckert/PR

É a 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos
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Trump vai para França reunir com G7

O presidente norte-americano, Donald Trump, vai-se deslocar até França para a reunião anual do G7, que começa na segunda-feira, 15. Esta reunião acontece numa altura em que o presidente Trump aguarda uma decisão do Irão sobre o acordo de paz no Médio Oriente.

A reunião do G7 vai ter a duração de três dias, e vai decorrer em Évia-les-Bains, na fronteira entre França e Suíça.

França assumiu a liderança do G7 em janeiro deste ano, e nessa altura o presidente Emmanuel Macron referiu que queria que o grupo priorizasse a redução das desigualdades e fomentasse o multilateralismo.

Segundo a ‘CNBC’, estas prioridades podem ser contrárias à agenda de Trumo, que impôs tarifas, atacou outros líderes mundiais e iniciou uma guerra.

Os Estados Unidos têm experienciado uma das piores situações de desigualdade, estando piores do que quase todos os países europeus. No seu segundo mandato Trump tem-se distanciado dos restantes líderes mundiais e criticado a Europa e a NATO.

Apesar do conflito no Irão estar no centro das conversações, principalmente com um possível acordo de paz a ser fechado, a reunião dos líderes do G7 também deve incidir sobre a guerra na Ucrânia.

Espera-se ainda que as sete nações, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, discutam a inteligência artificial (IA), a proteção online e o combate ao crime organizado.

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Kamel Daoud: “Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance”

Regressar à realidade depois de assistir ao hediondo é o mais difícil. Podemos deixar-nos corroer pela raiva ou pela loucura. Ou podemos escrever. Kamel Daoud, escritor, jornalista e cronista franco-argelino, escolheu escrever. As suas obras estão proibidas na Argélia, país que o viu nascer e tornar-se homem das Letras. É um “inimigo do Islão”. Exilou-se em França. A cidadania francesa faz do autor um cidadão europeu, estatuto que Daoud traduz como liberdade do corpo, de acesso ao espaço público.

Na sua passagem por Lisboa, por ocasião do Choix Goncourt du Portugal, o escritor duplamente distinguido com o mais prestigiado prémio das letras francesas, o Goncourt, conversou com o JE. As obras distinguidas estão editadas em português: “Meursault, contra-investigação”, o seu romance de estreia, e “Huris”, um relato ficcional dos massacres durante a “década negra” da Argélia (1992-2002). Ele que viveu a guerra civil, que caustica o islamismo radical, que não abdica dos seus princípios éticos e cujas crónicas em diversas publicações francesas e internacionais são peças relevantes para compor o ‘puzle Kamel Daoud’.

O otimismo é possível?

A pergunta é inevitável após uma troca de impressões sobre a nossa relação com os ecrãs, com a omnipresença da tecnologia e com os perigos que ela encerra, por exemplo, no que toca à leitura. Daoud diz que a leitura sofre, claro, mas que o mais preocupante são as consequências. E sintetiza: “falta de compaixão, insensibilidade para com o outro.” O discurso parece pessimista ante o comportamento humano, mas Kamel Daoud diz ter “esperança”, apesar das convulsões que hoje vivemos. “Quando há um grande avanço tecnológico, existe sempre um momento de hesitação. Depois, inventamos instrumentos regulatórios”. E dá um exemplo. “Quando a imprensa foi inventada, explodiram as seitas, a pornografia. Mas, depois, inventou-se o depósito legal, os direitos de autor.” Levámos 150 anos, mas fizemos progressos, recorda. Por isso mantém-se otimista. “Penso que haverá instrumentos regulatórios para a internet, as redes sociais e a IA. Não são os do nosso tempo, mas acabarão por ser criados. Até lá, haverá um grande choque”. Não faz futurologia, mas por tudo o que tem lido, acha plausível que haja um grande choque económico, num primeiro momento.

A geopolítica também está a abanar alicerces – económicos e de ordem moral, para não irmos mais longe. Daoud é muito claro quando o assunto são as guerras. “Proíbo-me eticamente de falar sobre guerras e lugares que não conheço. Porquê? Porque quando vivi a guerra civil argelina, não gostava de ouvir pessoas que falavam do que não sabiam. Quando os islamistas tomaram o poder na Argélia, em 1991, as pessoas disseram, em França, na Europa e noutros lugares: ‘mas isto é a democracia a funcionar’.” Pausa. Fala na sua revolta, nos direitos humanos. “Sim, mas no dia em que a tua filha é raptada, violada e degolada, o que fazes aos princípios?” O que mais gosta na literatura é que ela “nos mostra os nossos limites em relação a isso. É por isso que existem duas realidades sobre o Irão, Israel, a Palestina. Existe a própria realidade, aquela que podes descobrir se lá fores. É humano, portanto é complexo. E há a realidade das projeções que fazemos sobre os outros. À distância, fazemos muitas projeções. E toda a gente fala da Palestina, mas não vemos um único palestiniano falar sobre o que se passa.”

Nada disto é simples. E menos ainda simplista para quem vem de uma guerra que matou 200 mil pessoas. “Mas não tenho direito a falar sobre ela porque sou filho da terra. Em França, tenho sofrido muitos ataques de certos meios de comunicação, que me rotulam de islamofóbico”, partilha. “O que quero dizer é que são as nossas histórias que condicionam a nossa forma de ver o mundo. Assim, a posição mais honesta é tomar consciência da sua própria história íntima.” Porquê? – questionamos. “Porque te permite compreender o outro, que é diferente, mas consciente de quem tu és.” E cita Albert Camus. “Admiro-o porque disse ‘não’. Porque disse que o homem deve estar acima dos princípios. Não abaixo deles.”

A espada de Dâmocles

A literatura regressa à conversa, cortesia de Camus. O direito à ficção está em perigo? “Primeiro, a ficção está ameaçada pelo populismo. Os populistas são grandes romancistas falhados. Vendem-nos ficção mal escrita, e, quando acreditamos nisso, ou vamos para a prisão ou assediam-nos nas redes sociais. Segundo, a ficção está ameaçada pelos ecrãs e pelas redes sociais. O ‘fake’ matou a ficção, porque ficção e ‘fake’ não são a mesma coisa. A ficção é a portadora da verdade. O ‘fake’ está lá para te enganar. Terceiro, temos as leis.” E detalha. “Na Argélia, fui condenado a três anos de prisão por um romance que escrevi. Mais grave, a 20 de maio deste ano, foi publicada uma nova lei que proíbe que se escreva sobre a guerra da independência da Argélia.” Esta nova lei prevê uma condenação de 5 a 10 anos de prisão para quem escrever fora da narrativa oficial. “Imagine um escritor que é refugiado em Portugal, em França, onde quer que seja. Vai ter medo. Ninguém vai escrever sobre a guerra civil argelina. Sobre o que realmente se passou.”

O que diria a um jovem que quer ser escritor, mas sem uma espada de Dâmocles a pesar-lhe sobre a cabeça? “Quando tens uma resposta, escreve um artigo. Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance.” Resposta rápida, objetiva. “Para escrever um bom romance é preciso uma pergunta que ainda não tem uma resposta definitiva”, reforça Kamel Daoud, antes de dizer que escreveu uma carta aberta ao Papa, já publicada, quando da sua visita, em abril, à Argélia. Pediu-lhe para não esquecer uma história de Camus – de novo o seu compatriota nos acompanha. “É uma história sublime, muito curta. São Demétrio tinha um encontro com Deus. No caminho, encontra um camponês com uma carroça partida. Então, coloca-se-lhe um dilema: ‘Se ajudar o camponês, vou perder o encontro com Deus. Sou um santo, esse é o propósito da minha vida. Mas se me encontrar com Deus tendo deixado um camponês a sofrer, não serei santo’.” Pausa.

“Não há uma única resposta certa. Há escolhas a fazer”, realça o escritor. E reflexões. Como esta: será que demasiada democracia mata a democracia? É uma questão que Daoud por vezes formula perante uma plateia. “Há os que radicalizam a sua posição dizendo que é por termos demasiada democracia que somos fracos. Outros dizem que só temos esta democracia para nos defender. E há ainda os que escolhem por desespero e votam na extrema-direita. Sabemos bem que, entre segurança e democracia, as pessoas escolhem a segurança.”

O escritor lembra que vive em França desde 2023 e tem a cidadania francesa há poucos anos. Continua “impressionado com a liberdade do corpo”, com o acesso ao espaço público na Europa. “Podemos ir a um jardim e sentarmo-nos a desfrutar do sol. Estarmos aqui sentados, tu com o teu caderno, o teu gravador… Na Argélia haveria polícia no local.” Ou pior. E, agora, com as redes sociais e a extrema-direita na Argélia, “os ânimos estão cada vez mais exaltados.” Viajar é impossível. Por isso dedicou uma das suas mais recentes crónicas ao ato extraordinário que é poder viajar. “Quando viajas para a Europa descobres a liberdade. Por mais que os soberanistas, a extrema-direita, os entusiastas do Brexit digam ‘não, temos de recuar’, o facto de se poder viajar é, a meu ver, a maior conquista da Europa.”

Daoud pesa as palavras. “Agora, o Ocidente é acusado de ter fronteiras fechadas. As fronteiras mais mortíferas estão, de facto, por toda a Europa, mas as fronteiras mais mortíferas também estão em casa, do outro lado. Aqueles que vêm do Sul para Marrocos, para a Tunísia, para a Argélia, morrem. São rejeitados. São colocados em camiões e abandonados no deserto. As fronteiras do outro lado são mortais.” A expressão retoma a serenidade. “Para mim, este é o maior sucesso da Europa: esta liberdade do corpo, esta fronteira vivida sem violência. Nunca me senti tão europeu como hoje.” E as fronteiras mortais? “Muitos acusam a Europa, mas esquecem-se que, primeiro, [as fronteiras] despertam a paixão violenta das ditaduras.”

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Protecção Civil vai realizar exercício simulando acidente industrial na Zona Franca

O Serviço Regional de Protecção Civil vai testar, sectorialmente, no próximo dia 11 de Junho, o respectivo Plano Regional de Emergência de Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira (PREPC RAM), com base num cenário fictício de acidente grave na Zona Franca Industrial, envolvendo substâncias perigosas. O Exercício regional ‘PROCIVRAM_26.4’ tem como principal finalidade testar […]
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Desafiador Grupo I da Copa reúne França, Noruega, Senegal e Iraque

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A disputa no Grupo I da Copa do Mundo promete ser uma das mais acirradas e emocionantes desta edição  Cabeça de chave, a França do camisa 10 Kilyan Mbappé, desponta como uma das principais favoritas ao título. No grupo está também a Noruega, do centroavante Erling Haaland, que retorna ao Mundial após 28 anos de ausência. Completam a chave o Senegal, do atacante Sadio Mané; e o Iraque, que ficou fora do torneio nos últimos 40 anos.

📸 La 𝐩𝐡𝐨𝐭𝐨 𝐨𝐟𝐟𝐢𝐜𝐢𝐞𝐥𝐥𝐞 des Bleus pour la 𝐂𝐨𝐮𝐩𝐞 𝐝𝐮 𝐦𝐨𝐧𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔 ! 🇫🇷#FiersdetreBleus pic.twitter.com/1iXN690Tjn

— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) June 6, 2026

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Forte favorita a levantar a taça, a equipe dos Azuis (Les Blues, apelido da seleção francesa) sonham com o tricampeonato, após os títulos de 1998 e 2018. Quem conduz a equipe há 14 anos é o técnico Didier Deschamps, campeão mundial como atleta (África do Sul, em 1998) e como treinador (Rússia, em 2018).

Deschamps tem a sua disposição uma geração que se destaca pela genialidade. Além do craque Mbappé, a seleção francesa conta com o talento de atacantes como Ousmane Dembelé e Désiré Doué (ambos do Paris Saint-Germain) e Michael Olise (Bayern de Munique).

Norway is coming🇳🇴 pic.twitter.com/SjESCYPLMd

— Fotballandslaget (@nff_landslag) June 4, 2026

A Noruega chega com moral à Copa após arrematar a vaga com a liderança do Grupo I das eliminatórias europeias, o mesmo da tetracampeã Itália, que ficou fora desta edição. Os Leões (apelido da seleção norueguesa) cravaram oito vitórias em oito jogos. Será a quarta participação dos noruegueses em Mundiais.

Além do homem-gol Haaland (Manchester City), a seleção norueguesa conta com outros atacantes de destaque na Premier League, como Martin Odegaard (Arsenal), Strand Larsen (Crystal Palace) e Oscar Bobb (City).

Os Leões tem como técnico Stale Solbakken, ex-jogador que defendeu a seleção norueguesa por seis anos. O treinador quer levar a Noruega para além das oitavas de final, melhor desempenho obtido pela equipe nas campanhas de 1938 e 1998.

Soccer Football - CAF Africa Cup of Nations - Morocco 2025 - Final - Senegal v Morocco - Prince Moulay Abdellah Stadium, Rabat, Morocco - January 18, 2026 Senegal's Sadio Mane lifts the trophy with teammates as they celebrate after winning the Africa Cup of Nations REUTERS/Amr Abdallah Dalsh Soccer Football - CAF Africa Cup of Nations - Morocco 2025 - Final - Senegal v Morocco - Prince Moulay Abdellah Stadium, Rabat, Morocco - January 18, 2026 Senegal's Sadio Mane lifts the trophy with teammates as they celebrate after winning the Africa Cup of Nations REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
A seleção de Senegal levantou a taça da Copa Africana das Nações em janeiro, após derrotar o anfitrião Marrocos, por 1 a 0, em uma final conturbada- Reuters/Amr Abdallah Dalsh/Proibida reprodução

Pela terceira vez em Copas do Mundo, o Senegal também é um forte candidato a avançar ao mata-mata. Em janeiro os Leões de Teranga – apelido da seleção senegalesa – derrotaram o anfitrião Marrocos, por 1 a 0, após uma conturbada final da Copa Africana das Nações. A equipe chegou a erguer a taça, no entanto, após recurso da Federação Marroquina (CAF), a seleção marroquina foi declarada campeã.

Ex-atacante dos Leões de Teranga, o técnico Pape Thiaw comanda a equipe desde o final de 2024. O time sobrou nas eliminatórias africanas: não perdeu nenhum jogo e levou apenas três gols. O cámisa 10 do Senegal é o atacante e capitão Sadio Mané (Al-Nassr), de 34 anos. Na última edição, Mané foi cortado dias antes da abertura da Copa do Catar, devido a uma grave lesão quando jogava pelo Bayern de Munique.

The 48th and final team...

🇮🇶 Iraq have qualified for the #FIFAWorldCup! pic.twitter.com/nDYdJZKyYx

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) April 1, 2026

A seleção iraquiana assegurou a última vaga (48ª) vaga na Copa do Mundo após uma sofrida vitória contra a Bolívia (2 a 1) na repescagem intercontinental. A primeira e única vez que os Leões da Mesopotâmia – apelido da seleção iraquiana – disputaram o Mundial foi em 1986.

Além da saga da classificação, a seleção iraquiana também enfrenta os efeitos colaterais da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. O território iraquiano é alvo de bombardeios de ambos os países e também é atacado por Israel. Em meio ao conflito, a preparação da equipe acabou prejudicada, por conta de dificuldades de deslocamento e do fechamento do espaço aéreo.

O time do Iraque é comandado há pouco mais de um ano pelo técnico australiano Graham. Herói da classificação ao marcar o gol da vitória contra a Bolívia, o centroavante Aymen Hussein é o principal destaque do elenco iraquiano.

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