Após o sucesso da primeira edição, que em 2025 atraiu cerca de 3200 visitantes, o Museu de Portimão volta a promover o evento “Pré-História ao Luar – Solstício de Verão”, no próximo dia 21 de junho, entre as 19h00 e as 00h30, nos Monumentos Megalíticos de Alcalar. Com entrada gratuita e um programa que assinala […]
Martim Sousa Tavares escondia o apelido para provar o seu valor, agora está em paz com a herança familiar. O diretor artístico do Festival de Sintra elogia a descentralização das escolas artísticas.
Como é que a Bíblia fala sobre as mulheres? E de que forma é que isso influenciou o pensamento religioso? Episódio especial de "As Histórias da Bíblia" com respostas às perguntas dos ouvintes.
Mais uma festa cujas origens se perdem na História, as festas a S. João da Carreira, os primeiros jornais falam delas em 1850, mas há quem defenda que vêm de 1652, dois séculos antes.
Isabelino Coelho, um dos principais pintores portugueses de arte Naïf, destaca-se pela diferença ao romper com o Realismo. Recorre ao imaginário e inspira-se na arte antiga para dar vida às obras.
Los monarcas siempre han tenido de todo. Al menos, todo lo que han querido. Que la reina Berenguela quería una almohada a medida, pues suya era en pleno siglo XIII; un sencillo y elegante cojín dorado tejido en sarga que Patrimonio Nacional ha guardado con mimo hasta el día de hoy. O si la corte de Carlos III requería una bañera-diván de estilo francés no había nadie en todo el territorio nacional para decirles que no. ¿Quién no ha soñado con una visita al psicólogo en la que, primero, bañarse y, después, asistir a consulta? O, ya el «summum», ambas a la vez. Pues eso también es posible en palacio, donde se ha conservado (a falta de la «tapa») una «bañera sultana» (hacia 1770) de madera de nogal, rejilla de paja, zinc y raso de seda. Una delicia de la higiene capaz de virar de la limpieza corporal a la mental (aunque solo sea para relajarse) con un solo gesto: el de cubrir la cubeta con una «tapa» tapizada que no ha llegado hasta nuestros días (lo que lamentan desde la casa).
Son solo dos de los más de 25.000 objetos tejidos que Patrimonio Nacional mantiene con celo en sus almacenes. Piezas de «todo tipo», aseguran, de las que ahora muestras algo más de 200 en su Galería de las Colecciones Reales. Limosneras, cortinas, tronos, doseles, zapatos litúrgicos, tronos, camas de campaña que se convierten en escritorios, mantos...
«Vestiduras facen mucho conoscer á los homes por nobles ó por viles, et por ende los sabios antigos establecieron que los reyes vestiesen paños de seda con oro et con piedras preciosas, porque los homes los pudiesen conoscer...», se firmaba en la «Partida segunda» (Ley V, Título V) de Alfonso X el Sabio. Una máxima que se puede comprobar en una muestra en la que el color carmesí, siempre adornado de oro y/o plata, desataca entre toda la paleta. Y donde también cobra algo de sentido aquella leyenda del V.E.R.D.E.: "Viva el rey de España".
Tesoros del Medievo a la actualidad
Y entre todo ese batiburrillo de «tesoros», aparece otro elemento que, a ojos de hoy, siglo XXI, siglo del plástico, suena hasta curioso, extravagante (llámenlo como quieran): un salvavidas de algodón, seda, pasamanería y relleno de corcho, mucho corcho, todo el necesario suficiente para que todas esas telas empapadas no se vayan al fondo. Aseguran las conservadoras de la institución que no se han atrevido a probarlo por si se va a pique, pero, sobre todo, para no arruinar sus detalles siglo y medio después de su invención. Se trata de un flotador primigenio que, como le ocurría a la «sultana», también vale por dos. Salvavidas y colchoneta al mismo tiempo: se lo podía poner el marino alrededor de su tronco en situaciones de riesgo o, ya más tranquilo, hacer gala de toda su amplitud y emplearlo para relajarse tumbado sobre las olas.
Todo ello se recoge ahora en la planta -3 de la Galería, donde «Tejiendo la vida cortesana. Tejidos y bordados de las Colecciones Reales» ocupa la sala contigua a Fernando Brambila (pintor de los Reales Sitios). Allí, Pilar Benito, María Barrigón y Lourdes de Luis son las comisarias de un recorrido que Ana de la Cueva, presidenta de Patrimonio Nacional, define como un «universo exquisito y delicado que construyeron puntada a puntada» los mejores artistas y artesanos de la época. Una colección de textiles que, en palabras de Víctor Cageao –director de la Galería– «son piezas clave en la configuración de los espacios regios a lo largo de nuestra historia. Tejidos y bordados que desempeñaron un papel fundamental en la vida cortesana española como símbolos de poder, refinamiento y representación».
“La historia de África merece ser narrada con la dignidad que se le ha negado durante siglos”, escribe Joseph Nkongo, activista antirracista, en el prólogo de El latir de un continente (Plaza & Janés, 2026), el libro que acaba de publicar el camerunés Sani Ladán. Es la última frase con la que se encuentra el lector antes de sumergirse en 86 historias que tratan de abordar la inmensidad y diversidad de un continente cuyas memorias, atravesadas por la colonización, siguen siendo a menudo ignoradas por el Norte Global.
As obras de Emma Bianchini e Ernane Cortat são as provas de que a pintura pode ir além da tela e prolongar-se pela moldura. Simples, mas ricas, para que até as crianças reconheçam a Arca de Noé.
A 2 de Junho de 1946, ocorreu um referendo em Itália para decidir se o país continuaria a ser uma monarquia ou se se transformaria numa república. A república venceu e o Reino de Itália desapareceu.
"Parte do Chão" e "Perspetivas Contemporâneas da Paisagem" abrem no sábado e ficam patentes até 27 de setembro, nas comemorações dos 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
“Atlas Lusitano” esgrime perguntas, mais do que oferece respostas. É esse o papel da Arte. Até aqui nada de novo. O que Frederico Ferreira aka FRED pretende nesta exposição individual no Centro Cultural Camões, no Luxemburgo, é suscitar questões. Como esta: “Entre passado e porvir, entre o aço e o rosto, estas obras perguntam: Que Europa estamos a construir — e que lugar nela cabe ao corpo português?”
A Europa nasceu no Mediterrâneo e é uma invenção grega. Como todos os mitos, a verdade perde-se no caos da História. Para uns, a Europa é filha de Agenor, rei de Tiro. Na “Ilíada”, Homero apresenta-a como filha de Fénix. Zeus avistou-a a colher flores junto ao mar. Poderíamos prosseguir na senda do mito e recordar essa ave púrpura das Arábias que é a fénix, que todos os 500 anos voava para o Egito para se imolar e renascer dos escombros e das cinzas.
Escolhemos olhar para este “Atlas Lusitano” enquanto reflexão sobre o “lugar ambíguo de Portugal num continente que se redesenha diante dos nossos olhos – uma Europa feita de fronteiras móveis, de pertenças negociadas, de narrativas em disputa”, como realça o curador da exposição, D. André de Quiroga. “Apresentar esta exposição no Luxemburgo, onde reside uma das maiores comunidades portuguesas da diáspora, significa devolver-lhes um espelho — não literal, mas poético e identitário — onde a sua presença se amplifica e ganha densidade histórica”.
Esta exposição é constituída por cinco grupos escultóricos que representam diferentes abordagens plásticas em torno de um tema central, entre elas formas que aludem a máscaras ou elmos medievais em mutação, inspirados nos azulejos tradicionais portugueses. “Aqui, o gesto artístico converte-se em cartografia afetiva: uma geografia construída de
memórias armadas, em que cada escultura é tanto um marco como uma pergunta”, sublinha o curador.
Uma couraça cultural para atravessar o presente
Se para os otimistas, a Europa é o promontório das renascenças, para os menos dados a tal estado de confiança, a Europa é um continente que rima com violência. E é precisamente através de uma linguagem escultórica que “amalgama o imaginário bélico e a delicadeza da cultura material portuguesa — a cortiça moldada, o azulejo fragmentado, a cerâmica ancestral, a verticalidade da arquitetura gótica, a espiritualidade quase monástica”, que se constrói um corpo de obras que “não pretendem representar o mundo de forma mimética, mas antes instaurar interrogações”, lê-se na folha de sala.
As criações de Frederico Ferreira aka FRED são, no fundo, dispositivos simbólicos que “desestabilizam o olhar e convidam à meditação crítica: objetos que se situam na fronteira entre artefacto e alegoria, entre relíquia e provocação.” Mas também numa cartografia afetiva, i.e., numa geografia “construída de memórias armadas, em que cada escultura é
tanto um marco como uma pergunta.”
A exposição individual “Atlas Lusitano“, de Frederico Ferreira, comissariada por D. André de Quiroga, pode ser vista até 25 de setembro, no Centro Cultural Camões, no Luxemburgo.
Wim Dijkman já ficou duplamente famoso, nas últimas semanas. Diz que a Câmara está a interferir em demasia na descoberta. A primeira surpresa foi há pouco mais de um mês: terão sido descobertos os restos mortais de D’Artagnan, talvez o mosqueteiro mais conhecido no planeta. Morreu há mais de 350 anos, mas foi descoberto nos Países Baixos um esqueleto que será, muito provavelmente, de Charles de Batz de Castelmore, colaborador próximo do Rei Sol Luís XIV de França, conhecido como Conde d’Artagnan. A descoberta decorreu num túmulo em frente ao altar da Igreja de São Pedro e São Paulo, em
Civilizações antigas tinham consciência dos problemas dentários e tentavam ocasionalmente soluções simples, mas não tinham nem a necessidade nem a tecnologia para mover dentes como fazemos atualmente. Os antigos egípcios e os etruscos foram pioneiros da ortodontia, usando delicados fios de ouro e categute para endireitar dentes. É uma história que aparece há décadas em manuais de medicina dentária, retratando os nossos antepassados como surpreendentemente modernos na sua busca pelo sorriso perfeito. Mas quando arqueólogos e historiadores da medicina dentária finalmente analisaram as provas com atenção, descobriram que grande parte disso é mito. Veja-se a ponte dentária de El-Quatta, no
6 de junho de 1944. Assinalaram-se este sábado os 82 anos do início do desembarque do Dia D nas praias da Normandia, em França, durante a Segunda Guerra Mundial — um ponto de viragem que permitiu aos Aliados libertar a Europa do domínio da Alemanha nazi. Houve um antes e um depois do Dia D, a 6 de junho de 1944, um importante ponto de viragem durante a Segunda Guerra Mundial — que é, ainda hoje, a maior invasão anfíbia da história. Mesmo 82 anos após a batalha, o desembarque nas praias da Normandia, no noroeste de França, continua a
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El destacado politólogo y escritor argentino Marcelo Gullo Omodeo presentará su obra “Madre Patria. Desmontando la leyenda negra desde Bartolomé de las Casas hasta el separatismo catalán” (Editorial Biblos) en…
Arribas de São Pedro de Moel guardam o registo geológico mais completo do mundo de um período crítico do Jurássico. São Pedro de Moel entra nos registos importantes da investigação arqueológica a nível mundial. As arribas costeiras de São Pedro de Moel e das Astúrias (Espanha) conservam o registo mais completo conhecido a nível mundial de um período crítico da história da Terra. O período em causa é a transição entre os andares Sinemuriano e o Pliensbaquiano, ocorrida há cerca de 193 milhões de anos, no Jurássico Inferior. A revelação surge num novo estudo, que contou com investigadores do Centro
É «um três em um», que permitiu dar nova vida e um futuro a um antigo espaço industrial que faz parte da história do concelho. A Praça 1914 foi inaugurada na segunda-feira, dia 1 de Junho, no coração da vila de São Brás de Alportel, e, para além de um espaço de fruição pública, presta homenagem a João Beatriz Rosa, considerado o “pai” do concelho, à indústria corticeira e à República.
No dia em que celebrou os 112 anos da elevação a concelho, São Brás de Alportel deu o nome 1914 à sua mais recente praça, que veio dar nova vida à antiga Fábrica de Cortiça Louro, um espaço que há muito estava inutilizado.
Nas últimas décadas, o município procurou chegar a acordo com os descendentes do fundador da fábrica, entretanto encerrada, mas as negociações demoraram a chegar a bom porto.
No passado dia 1 de Junho, este espaço foi devolvido ao público, já não em forma de edifício, mas mantendo, ainda assim, vários elementos da infraestrutura original, como os caraterísticos arcos, bem como equipamentos que faziam parte da fábrica, nomeadamente a prensa, a nora e a caldeira, entre outros.
«Eu sinto-me imensamente honrada por estar aqui a protagonizar este dia que, no fundo, não é meu, é do João Rosa Beatriz, é do seu legado, é de todos aqueles que representam estes 112 anos de história: todos os autarcas, todos os homens e mulheres que trabalharam, que se empenharam, para que São Brás de Alportel seja hoje o concelho que é, um concelho de respeito, de referência no Algarve e no país, um concelho de gente humilde, trabalhadora, muito honrosa da sua terra e muito honesta também», disse ao Sul Informação Marlene Guerreiro, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, à margem da cerimónia.
«Quisemos aqui homenagear as origens do concelho. Nós só somos concelho desde 1 de Junho de 1914 porque tivemos um chão fértil, o chão da cortiça, da sustentabilidade económica, que nos deu o sustento, o rendimento, mas também porque houve homens com visão e com ideias, a ideia de liberdade que foi semeada por João Rosa Beatriz, naturalmente acompanhado por um conjunto de amigos, de adeptos deste movimento, mas também adubada pela República», acrescentou.
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Na nova Praça 1914, a Câmara de São Brás homenageou a cortiça, através da criação de um espaço museológico ao ar livre a ela dedicado, imortalizou a figura de João Rosa Beatriz, «enquanto livre pensador, homem de ideias», através da inauguração de uma estátua e enalteceu «também a República, que foi a mãe do nosso concelho».
«Não seríamos concelho sem a República, nem sem João Rosa Beatriz, nem sem a cortiça. (…) Aquilo que somos hoje também devemos a estes homens e mulheres que ao longo de 112 anos de história têm sido valorosos. Eu sou profundamente grata a todos eles e a poder estar aqui» a inaugurar a nova praça, reforçou Marlene Guerreiro.
Uma das caraterísticas mais diferenciadoras da praça é mesmo a sua vocação museológica.
«Nós há muito tempo gostávamos de ter um verdadeiro museu da cortiça, é uma aspiração do município e também é uma aspiração dos visitantes, dos turistas, que nos pedem sempre um museu da cortiça. Nós temos um bom setor dedicado à cortiça no Museu do Trajo, mas gostávamos de ter realmente mais um lugar para contar a história» desta matéria prima e da indústria à sua volta, revelou.
«Podíamos, de facto, ter um museu fechado, como tantos outros polos museológicos que temos. No entanto, pensámos que seria interessante, inovador e talvez mais eficaz, ter um espaço sem portas, onde todas as pessoas pudessem visitar, de forma autónoma, mas que, naturalmente, também vai ter espaço para visitas guiadas, interpretadas e um conjunto de dinâmicas promovidas pelo município e com agentes turísticos com quem vamos estabelecer parcerias», revelou a presidente da Câmara de São Brás de Alportel.
O que é certo é que «aqui não é preciso marcar ou reservar visita, aqui todos, a todas as horas do dia e da noite, todos os dias de semana, feriados, dias santos, no Verão e no Inverno, podem visitar».
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Este «museu diferente» vai interagir com as pessoas e ter «muitas dinâmicas interessantes que não começam hoje [dia 1 de Junho], vão começar daqui a dias. Esperamos que seja, talvez não a cereja em cima do bolo, mas o fardo [de cortiça] em cima da rota da memória que nós já temos implementada no concelho».
São Brás já conta com a Casa Memória, «um dos ex-libris dessa rota da memória. A gora a visita aqui à Praça 1914, acho que é o elemento que nos faltava para consolidar a oferta turística, que é tão importante para o concelho e para a economia local».
No futuro, a Câmara de São Brás de Alportel pretende tornar este espaço «ainda mais interativo», embora, para já Marlene Guerreiro não possa «revelar tudo».
«Nós já temos painéis informativos, mas vamos ter mais interatividade, para que as pessoas consigam sentir-se dentro da fábrica João Viegas Louro, (…) usando as tecnologias de hoje para recriar, dentro do possível, o espírito da antiga fábrica e o espírito de 1914», adiantou, ainda assim, Marlene Guerreiro.
No Dia do Município, que se celebrou na segunda-feira, também foram homenageadas diversas personalidades que se distinguiram em diversas áreas, bem como funcionários da autarquia.
Da parte da tarde teve lugar a Festa da Criança e à noite houve um concerto de Vizinhos, onde foram sopradas 112 velas.
Fotos: Hugo Rodrigues e Nelson Ferreira | Sul Informação
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Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
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