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México de má memória para Portugal: a polémica de Saltillo que transformou o Mundial de 1986 num pesadelo

Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.

A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.

Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.

No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.

O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.

Prémios geraram conflito

Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.

A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.

Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.

O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.

A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.

Vitória inicial não chegou

Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.

Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.

Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.

A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.

Uma imagem difícil para a seleção

O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.

Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.

O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.

O que estava em causa

Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.

Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.

O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.

Um caso que ficou na memória

Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.

A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.

Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

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Así se gestó el fracaso del gran caza europeo tras años de tensiones entre Alemania y Francia

Durante años fue presentado como uno de los grandes símbolos de la autonomía militar europea. Alemania y Francia desarrollarían juntas el avión de combate que debía sustituir al Eurofighter alemán y al Rafale francés a partir de la próxima década. Este martes, sin embargo, ambos países certificaron el fracaso del proyecto. El ministro alemán de Defensa, Boris Pistorius, reconoció su decepción por el desenlace y admitió que el ambicioso programa "se ha estrellado contra la realidad".

"Me duele mucho", afirmó el socialdemócrata, que defendió los intentos realizados por Berlín y París para salvar una iniciativa que durante casi una década fue presentada como una de las grandes apuestas de la cooperación militar europea. Todavía en marzo, al margen de una cumbre europea, el presidente francés Emmanuel Macron intentó transmitir una dosis de optimismo y tras hablar con el canciller Friedrich Merz, aseguró que ambos habían decidido promover un nuevo acercamiento entre Airbus y Dassault, los dos gigantes industriales encargados de sacar adelante el proyecto. Aquellas declaraciones sonaban ya entonces como uno de los últimos intentos para evitar un desenlace que en Berlín y París muchos consideraban cada vez más probable.

La lucha por el control del proyecto

El Future Combat Air System (FCAS) nació en 2017 impulsado por Macron y la entonces canciller Angela Merkel. El plan contemplaba el desarrollo de un nuevo sistema de combate aéreo compuesto por un caza de sexta generación, drones y una red digital de comunicaciones capaz de conectar todos esos elementos en tiempo real. España se incorporó posteriormente a una iniciativa que aspiraba a convertirse en el mayor proyecto militar europeo de las próximas décadas. Sin embargo, el principal obstáculo nunca estuvo en los despachos gubernamentales, sino en las empresas encargadas de desarrollarlo.

Durante más de un año, Airbus y Dassault mantuvieron una disputa cada vez más abierta sobre el reparto de responsabilidades o el liderazgo tecnológico del programa, y lo que inicialmente se presentó como una cooperación en pie de igualdad acabó derivando en una lucha por el control del proyecto. Las declaraciones del consejero delegado de Dassault, Éric Trappier, alimentaron todavía más las tensiones. El directivo francés insistió en que alguien debía dirigir el proyecto y defendió para Dassault el papel de arquitecto principal. En Alemania empezó entonces a crecer la sospecha de que París quería reservarse el control de las tecnologías más sensibles mientras los socios alemanes asumían una parte importante de la factura.

Los intentos de mediación fueron acumulándose sin éxito. Hubo negociaciones, reuniones bilaterales e incluso procesos de arbitraje. Nada funcionó. Pistorius aseguró este martes que tanto él como Merz y Macron intentaron desbloquear la situación durante meses. "Los obstáculos decisivos no pudieron superarse o no quisieron ser superados por la industria", resumió el ministro alemán. Con el paso de los meses también fue creciendo el escepticismo en Berlín. Merz dejó entrever en varias ocasiones sus dudas sobre la viabilidad del proyecto y sobre las diferencias estratégicas que separaban a ambos países.

Distintas necesidades militares

Francia necesitaba un avión con capacidad nuclear y apto para operar desde portaaviones, pero Alemania no. Detrás de la disputa empresarial afloraron también necesidades militares distintas. No sorprendió por ello que el anuncio definitivo llegara primero desde Berlín. Según fuentes gubernamentales alemanas, el canciller trasladó a Macron que ya no tenía sentido continuar con el desarrollo del avión conjunto y la confirmación francesa llegó horas después con una formulación que reflejaba cierta incomodidad. Desde el Elíseo se señaló que las autoridades alemanas consideraban imposible ejercer más presión sobre las empresas implicadas. El contenido coincidía. El tono, bastante menos.

La cancelación obliga ahora a la Bundeswehr a buscar alternativas para sustituir al Eurofighter. El proyecto británico Global Combat Air Programme, desarrollado junto a Italia y Japón, avanza por separado y complica una incorporación alemana. Suecia aparece como uno de los socios que más interés despierta en Berlín. Mientras tanto, tampoco se descarta ampliar la compra de cazas estadounidenses para cubrir las necesidades más inmediatas de la fuerza aérea alemana. Según el diario económico "Handelsblatt", Dassault desarrollará ahora su propio caza francés, mientras que Airbus trabaja ya en un modelo pensado para Alemania y previsiblemente también para España. Pero el alcance del fracaso va mucho más allá de la búsqueda de un nuevo avión.

Cuando Merkel y Macron impulsaron el FCAS pretendían demostrar que Europa podía desarrollar capacidades estratégicas propias y reducir su dependencia militar de Estados Unidos. Nueve años después, el resultado transmite precisamente el mensaje contrario. Ambos países no han conseguido sacar adelante uno de los proyectos industriales más ambiciosos del continente y tampoco han sido capaces de imponer una solución a sus propias empresas. En Berlín ya hay quien observa el desenlace pensando en otros programas conjuntos que siguen sobre la mesa, entre ellos el futuro carro de combate europeo, porque si la cooperación francoalemana no ha logrado sostener el FCAS, pocos se atreven ahora a asegurar que los próximos grandes proyectos comunes estén a salvo de correr la misma suerte.

© AP

Imagen de archivo de Friedrich Merz y Emmanuel Macron
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A caminho de Portugal? Mergulhadores captam imagens raras de tubarão-branco nesta região

Uma equipa de mergulhadores voluntários captou imagens consideradas raras de um tubarão-branco adulto debaixo de água no Mar Mediterrâneo. O animal foi avistado entre a Sicília e a Tunísia, a vários quilómetros da costa, durante uma operação de remoção de redes de pesca abandonadas.

O encontro aconteceu em maio, junto a um naufrágio onde estavam presas redes antigas, também conhecidas como “redes-fantasma”. Estes equipamentos continuam a representar uma ameaça para a vida marinha muito tempo depois de terem sido perdidos ou abandonados.

Segundo a organização Healthy Seas, citada pelo Observador, a equipa documentou aquilo que acredita ser a primeira filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural. O animal, presumivelmente um macho adulto, foi observado a cerca de 40 metros de profundidade.

Encontro raro durante operação no mar

A operação estava a ser realizada por mergulhadores ligados à proteção dos oceanos, numa zona considerada importante para a biodiversidade marinha. O objetivo inicial não era filmar tubarões, mas sim retirar redes de pesca abandonadas presas no fundo do mar.

Durante o mergulho, a equipa foi surpreendida pela presença do tubarão-branco. O animal aproximou-se dos mergulhadores e foi possível captar imagens debaixo de água, algo extremamente invulgar nesta região.

Derk Remmers, o mergulhador que filmou o momento, descreveu o encontro como muito especial. Em declarações à BBC, contou que o tubarão estava muito perto da equipa e que sentiu os dedos a tremer enquanto tentava ligar a câmara.

O mergulhador explicou ainda que o maior receio, naquele momento, era não conseguir registar o acontecimento. A filmagem acabou por se tornar um documento raro sobre a presença da espécie no Mediterrâneo central.

Animal estava longe das praias

Apesar do impacto das imagens, os mergulhadores fizeram questão de deixar uma mensagem de tranquilidade. O tubarão foi avistado em alto-mar, longe de zonas balneares e sem representar ameaça direta para banhistas.

Derk Remmers afirmou ao The Telegraph que espera que as imagens não provoquem pânico nem pedidos para capturar o animal. Para o mergulhador, é importante sublinhar que o encontro ocorreu no Mediterrâneo central, numa zona afastada da costa.

A presença de tubarões-brancos no Mediterrâneo não é nova, mas os avistamentos são raros e as filmagens debaixo de água são ainda mais difíceis de obter. Por isso, o registo ganhou destaque internacional.

Especialistas e organizações ambientais têm alertado que estes animais desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua presença pode ser sinal de biodiversidade, embora a espécie esteja sob forte pressão.

Pode chegar a Portugal?

A pergunta pode surgir depois da divulgação das imagens, mas não há qualquer indicação de que este exemplar esteja a aproximar-se da costa portuguesa. O tubarão foi filmado entre a Sicília e a Tunísia, numa zona distante de Portugal e em pleno Mediterrâneo central.

Ainda assim, o tubarão-branco é uma espécie de grande mobilidade e pode percorrer longas distâncias. A sua presença em águas europeias faz parte da distribuição natural da espécie, embora os encontros sejam pouco comuns.

Em Portugal, a ocorrência de grandes tubarões no Atlântico não deve ser vista como algo impossível, mas também não deve ser motivo de alarme. A maioria destes animais vive longe da costa e evita o contacto com pessoas.

Por isso, o avistamento no Mediterrâneo deve ser entendido sobretudo como um registo científico e ambiental relevante, e não como um sinal de perigo iminente para praias portuguesas.

Espécie ameaçada no Mediterrâneo

As águas entre a Sicília e o Norte de África são consideradas um dos últimos refúgios para várias espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-branco. No entanto, a pressão humana tem colocado estes animais em risco.

No Mediterrâneo, o tubarão-branco foi levado para perto da extinção devido à pesca excessiva, à pesca ilegal e à captura acidental em redes de arrasto. Muitos exemplares acabam presos em artes de pesca destinadas a outras espécies.

Em alguns casos, os tubarões capturados são vendidos em mercados de peixe de países do Norte de África, como a Tunísia e a Argélia. As organizações ambientais defendem uma maior proteção destas zonas e uma fiscalização mais eficaz.

O encontro filmado pelos mergulhadores acaba, assim, por ter uma dupla leitura. Por um lado, mostra a presença rara de um dos maiores predadores marinhos no Mediterrâneo; por outro, recorda a urgência de proteger os habitats onde estes animais ainda sobrevivem.

Imagens chamam a atenção para as redes-fantasma

Além do tubarão-branco, a operação destacou outro problema grave: as redes de pesca abandonadas no mar. Conhecidas como redes-fantasma, continuam a capturar peixes, tartarugas, aves marinhas e outros animais mesmo depois de deixarem de ser usadas.

Estas redes podem ficar presas em naufrágios, rochas ou fundos marinhos durante anos, causando danos nos ecossistemas e colocando em risco várias espécies. A sua remoção é uma das tarefas realizadas por equipas de mergulhadores voluntários em diferentes zonas do mundo.

Neste caso, a missão acabou por revelar um encontro inesperado e raro. As imagens do tubarão-branco no Mediterrâneo tornaram-se uma oportunidade para falar não só da espécie, mas também da necessidade de proteger o mar.

Longe de ser motivo para medo, o registo mostra a importância de conhecer melhor estes animais e de preservar os ecossistemas onde ainda podem viver.

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Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

O Ministério Público (MP) acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o MP, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o MP ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O MP refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O MP entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o MP defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo MP, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

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Discussão no trânsito acaba em tiroteio e deixa dois homens em estado grave

Dois homens ficaram gravemente feridos na noite de segunda-feira, na sequência de um tiroteio ocorrido na localidade da Madorna, no concelho de Cascais. O caso terá começado com uma discussão no trânsito e acabou com disparos de armas de fogo entre os dois envolvidos.

O alerta foi dado pelas 19h23, segundo informação avançada pela Associação Humanitária de Bombeiros de Parede ao Notícias ao Minuto. A corporação recebeu duas chamadas praticamente em simultâneo: uma dava conta de um acidente entre dois veículos ligeiros e outra reportava um tiroteio na via pública.

Quando chegaram ao local, os bombeiros confirmaram que ambas as ocorrências estavam relacionadas. No mesmo ponto, encontraram duas viaturas envolvidas numa colisão e sinais de que tinha havido disparos.

Dois feridos graves no local

Um dos homens encontrava-se na via pública e apresentava um ferimento de bala numa perna. Segundo os bombeiros, a bala terá ficado alojada, uma vez que havia porta de entrada, mas não de saída.

A vítima apresentava ainda hematomas e uma hemorragia ativa provocada pelo disparo. Perante a gravidade dos ferimentos, foi assistida no local antes de ser transportada para o hospital.

O segundo homem envolvido no incidente terá procurado refúgio numa habitação situada nas imediações. Quando foi localizado, apresentava várias balas alojadas no corpo e diversas hemorragias ativas.

Os dois homens, de 23 e 27 anos, foram considerados feridos graves e transportados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Discussão terá começado no trânsito

De acordo com a informação recolhida no local pelos bombeiros, terá havido uma discussão entre os dois homens, que seguiam em veículos distintos. O desentendimento terá ocorrido no trânsito e acabou por escalar para o uso de armas de fogo.

A corporação indicou que ambos os envolvidos terão puxado de armas e disparado um contra o outro. A sequência exata dos acontecimentos está agora a ser investigada pelas autoridades.

Além da colisão entre os veículos, o tiroteio obrigou a uma forte mobilização de meios de emergência e segurança para a zona da Madorna, em Cascais.

Vários meios no local

No local estiveram os Bombeiros de Parede, uma viatura do Hospital de Cascais, a Polícia Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Judiciária.

As equipas de emergência prestaram assistência às vítimas e garantiram o transporte para unidade hospitalar. Já as forças policiais asseguraram a zona e iniciaram as diligências necessárias para apurar o que aconteceu.

Dada a natureza do caso, a investigação passou para a Polícia Judiciária, que deverá esclarecer as circunstâncias do tiroteio, a origem das armas usadas e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O caso causou alarme na localidade, não só pela violência dos disparos, mas também por ter ocorrido na via pública e, alegadamente, na sequência de uma discussão no trânsito.

Caso segue em investigação

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o estado clínico dos dois feridos, além da indicação de que ambos foram considerados graves no momento do socorro.

Também não foram avançadas informações sobre eventuais detenções ou sobre a origem das armas de fogo utilizadas no incidente.

A investigação da Polícia Judiciária deverá agora procurar reconstituir os momentos que antecederam os disparos e perceber de que forma uma colisão e uma discussão no trânsito terminaram num tiroteio.

O episódio volta a colocar em destaque os riscos de escalada em conflitos rodoviários, sobretudo quando há envolvimento de armas. As autoridades deverão continuar a recolher testemunhos e elementos no local para esclarecer o caso.

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Sismo de magnitude 3,5 registado perto de Sagres sem danos reportados

Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi registado na tarde desta terça-feira ao largo do Cabo de São Vicente, em Sagres, no distrito de Faro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não há, até ao momento, registo de danos, feridos ou relatos de que o abalo tenha sido sentido pela população.

Segundo o Notícias ao Minuto, o tremor de terra ocorreu pelas 17h10, segundo a informação divulgada pelo IPMA. O epicentro foi localizado a cerca de 80 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Cabo de São Vicente, uma zona onde são registados ocasionalmente movimentos sísmicos devido à atividade tectónica no Atlântico.

Apesar da magnitude de 3,5, o instituto esclareceu que, até à elaboração do comunicado, não tinha recebido qualquer informação a confirmar que o sismo tivesse sido sentido. Também não foram comunicadas consequências materiais ou pessoais.

Epicentro localizado ao largo do Cabo de São Vicente

O Cabo de São Vicente, situado no concelho de Vila do Bispo, é uma das zonas mais ocidentais do Algarve e fica relativamente próximo de áreas onde a atividade sísmica é monitorizada com frequência pelas autoridades nacionais.

Neste caso, o epicentro foi registado no mar, a cerca de 80 quilómetros da costa, o que poderá ajudar a explicar a ausência de relatos por parte da população. Ainda assim, o IPMA mantém a monitorização da atividade sísmica na região.

Os sismos desta magnitude são geralmente considerados ligeiros, embora possam ser sentidos em algumas circunstâncias, dependendo da profundidade, da distância ao epicentro e das características do solo.

Sem danos ou avisos adicionais

Até ao momento, não há indicação de qualquer dano causado pelo abalo. Também não foram emitidos avisos adicionais relacionados com o sismo registado ao largo de Sagres.

As autoridades não reportaram feridos, ocorrências de proteção civil ou pedidos de assistência associados ao tremor de terra. A informação disponível aponta, por isso, para um episódio sem impacto significativo em terra.

O IPMA continua a ser a entidade responsável pela monitorização e divulgação de informação sísmica em Portugal, emitindo comunicados sempre que são registados eventos relevantes no território nacional ou nas zonas marítimas adjacentes.

O que fazer em caso de sismo

Mesmo quando os sismos são de baixa magnitude, as autoridades recomendam que a população conheça os principais procedimentos de segurança. Em caso de abalo sentido, deve manter a calma, afastar-se de janelas, móveis altos e objetos que possam cair.

Dentro de casa, a recomendação passa por procurar abrigo debaixo de uma mesa resistente ou junto de uma parede interior. Na rua, deve afastar-se de edifícios, postes, muros e cabos elétricos.

Depois de um sismo, é importante evitar usar elevadores, verificar se há danos visíveis e seguir apenas informação oficial divulgada pelas autoridades competentes.

No caso do abalo registado esta terça-feira perto de Sagres, não há sinais de consequências relevantes. Ainda assim, o episódio recorda a importância da vigilância sísmica numa região onde estes fenómenos podem ocorrer.

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Fatura com tokens de IA a explodir: CEO da OpenAI diz que agora custos são um “grande problema”

O CEO da OpenAI (que detém o ChatGPT), Sam Altman, realizou recentemente um retrato sobre o estado da inteligência artificial (IA). Pelo meio ficou um alerta. Os custos com os tokens, ligados à tecnologia, estão a subir muito rapidamente levando mesmo a que as empresas estejam a estabelecer limites.

Os tokens nada mais são do que as unidades de dados processados pelos modelos de IA, como o Gemini, o ChatGPT, e o Claude, pertencentes à Google, OpenAI e Anthropic.

“No início de 2026, o problema nunca foi levantado. As pessoas estavam totalmente satisfeitas com o valor que estavam a gastar. Agora, os custos da IA ​​são um grande problema”, referiu Sam Altman, durante um evento corporativo, em declarações transcritas pela Business Insider, sobre os custos ligados aos tokens de IA.

Sam Altman salientou durante um evento que há seis anos e ano o maior utilizador de tokens, da OpenAI, tinha um consumo de 100 mil por mês.

“Isso tornava-o muito provavelmente o líder mundial em gastos com tokens”, referiu o CEO da tecnológica. “Passados seis anos e meio este valor está próximo da média per capita mundial. O líder em gastos com tokens na OpenAI utiliza cerca de 100 mil milhões de tokens por mês”, referiu Sam Altman.

E este nem é o maior consumidor de tokens no mundo, algo que o CEO da OpenAI vê como uma “vergonha pessoal”. O consumo é visto por várias empresas, entre as quais a OpenAI, como algo de relevo, ao ponto de ter um ranking sobre quem mais consome. Além disso a tecnológica está também no negócio da venda de tokens.

A Business Insider salienta que a OpenAI deve ter gasto mais de mais de 100 mil milhões de tokens num mês, enquanto que o New York Times chegou a avançar que um funcionário da tecnológica chegou a gastar 210 mil milhões de tokens numa semana. Existe também relatos de que o criador da OpenClaw, Peter Steinberger, já atingiu 603 mil milhões de tokens em 30 dias.

Este consumo de tokens tem sido de tal ordem que já existem empresas a colocar limites nos gastos sendo a Amazon e a Uber alguns desses exemplos, salienta a Business Insider.

Sam Altman referiu que o tópico dos gastos em tokens tem sido de tal ordem que até já originou um meme. “A minha empresa gastou todo o orçamento de 2026 no primeiro trimestre, podem tornar isto mais eficiente?”.

No caso do CEO da Faros AI, Vitaly Gordon, um dos seus engenheiros gastou 40 mil dólares (34 mil euros) em tokens, em maio. “E eu realmente não sei se devo impedi-lo ou se devo andar por aí a dizer a todos os outros para fazerem o mesmo”, disse Vitaly Gordon, citado pela TechCrunch.

E há quem tenha faturas bem superiores. Um consultor para a área da IA, referiu à Axios, que uma empresa encontrou uma conta de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros), para o Claude (modelo da Anthropic), depois de não ter definido limites de utilização para os seus funcionários.

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The Duskbloods anuncia su prueba cerrada en Nintendo Switch 2

Los seguidores de FromSoftware ya tienen una nueva fecha que marcar en el calendario. El estudio japonés ha confirmado que The Duskbloods, una de las exclusivas más prometedoras de Nintendo Switch 2, celebrará una prueba de red durante el verano de 2026. El anuncio se ha realizado a través de un breve tráiler seguido de un mensaje tan breve como enigmático: “Las lágrimas de luna fluirán para uno y solo uno”.

La compañía ha invitado a los jugadores a seguir los canales oficiales para conocer los detalles de acceso y las futuras actualizaciones del título exclusivo. La prueba permitirá experimentar una pequeña parte de la propuesta jugable y ponerse en la piel de los llamados Bloodsworn, guerreros que han trascendido los límites de la humanidad gracias al poder de una sangre especial.

¡Este verano tendrá lugar el evento cerrado «Network Test» de The Duskbloods en #NintendoSwitch2!

Para enterarte de todas las novedades, pásate por la cuenta oficial de The Duskbloods en X (solo en inglés): https://t.co/YRvsOcpvgX pic.twitter.com/MhKqqPj2rr

— Nintendo España (@NintendoES) June 9, 2026



La noticia llega meses después de que Hidetaka Miyazaki, director del proyecto y máximo responsable de éxitos como Elden Ring, ofreciera detalles sobre el desarrollo del juego. Según explicó, The Duskbloods nació inicialmente como un proyecto para la primera Nintendo Switch, aunque la llegada de la sucesora permitió al equipo ampliar significativamente sus ambiciones. De hecho, Miyazaki destacó que las capacidades online de la nueva consola fueron clave para mantener intacta la visión original del proyecto.

A diferencia de la mayoría de obras recientes de FromSoftware, The Duskbloods será un título centrado en el multijugador online con estructura PvPvE, combinando enfrentamientos entre jugadores con combates contra enemigos controlados por la inteligencia artificial. Sin embargo, Miyazaki quiso tranquilizar a los amantes de las experiencias para un solo jugador, asegurando que el estudio seguirá desarrollando títulos tradicionales además de esta nueva propuesta.

Así será la historia de The Dusbloods

El juego presentará seres con habilidades sobrehumanas inspirados en conceptos asociados al vampirismo. Estos personajes son convocados durante el llamado “Crepúsculo de la Humanidad” para competir por el misterioso First Blood, un elemento central en la narrativa del juego.

No obstante, The Duskbloods sigue sin fecha de lanzamiento para Nintendo Switch 2, si bien es cierto que esta prueba avanzará su propuesta jugable y su estado.

© Difoosion

The Duskbloods celebra este verano su primera prueba
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Xenoblade Genesis anunciado para Nintendo Switch 2

Una de las primeras sorpresas first-party anunciadas en el último Nintendo Direct ha sido Xenoblade Genesis, un "nuevo comienzo para la saga" que se ha mostrado a través de un prometedor tráiler cargado de cinemáticas y secuencias gameplay. Como en entregas anteriores, se trata de un proyecto de Nintendo en colaboración con Monolith Soft.

Aunque no se han compartido detalles de la historia del juego, sí se ha podido apreciar el renovado aspecto de sus personajes, que podrán montarse en diferentes criaturas, como una especie de lobo enorme e incluso un dragón.

Se acerca un nuevo comienzo.

Xenoblade Genesis se lanzará para #NintendoSwitch2 el año que viene. pic.twitter.com/SVPmrV9DRE

— Nintendo España (@NintendoES) June 9, 2026



Anticipando más información para el futuro, los seguidores de la saga pueden esperar de Genesis una entrega que suponga un nuevo rumbo para la franquicia, cuya trilogía original terminará completamente adaptada a Nintendo Switch 2.

Más de quince años de Xenoblade

La saga Xenoblade Chronicles se inició en el año 2010 con Xenoblade Chronicles, un juego en el que Shulk emprende un viaje para descubrir los secretos de dos gigantescos titanes enfrentados sobre cuyos cuerpos vive la humanidad. Tras esta entrega, Wii U contó con Xenoblade Chronicles X, ambientado en el planeta alienígena Mira.

La secuela de Xenoblade Chronicles 2 siguió la aventura de Rex y la legendaria Blade Pyra en busca del paraíso conocido como Elysium, mientras que la tercera entrega principal conectó los acontecimientos de los dos juegos principales anteriores en el mundo de Aionios, atrapado en un conflicto interminable.

Aunque cada título ha contado con una historia propia, todos han compartido temas como el destino, la identidad, el paso del tiempo y la relación entre la humanidad y la tecnología, construyendo una narrativa interconectada, por lo que este nuevo rumbo de Genesis plantea dudas sobre la conexión que acabará teniendo.

© Difoosion

Xenoblade Genesis se publicará en 2027
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Google paga 920 milhões por mês à SpaceX para alugar capacidade computacional

A Google vai pagar 920 milhões de dólares (795,3 milhões de euros à taxa de câmbio atual), por mês, entre outubro de 2026 e junho de 2029, para alugar capacidade computacional à SpaceX, de acordo com um documento entregue junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC) na passada sexta-feira.

Este acordo surge numa altura em que a SpaceX se prepara para entrar em bolsa esta sexta-feira (12 de junho). O momento será histórico. A empresa de satélites, foguetões, e de inteligência artificial, liderada por Elon Musk, colocara as suas ações a um preço de 135 dólares. Isto deixa a avaliação da empresa em 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros). Como resultado a organização deve captar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) superando o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco de 2019.

O banco que vai liderar a oferta pública inicial da empresa (IPO) será o Goldman Sachs. E na dianteira estará também o Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e JP Morgan Chase.

A entrada em bolsa da SpaceX tornará Elon Musk o primeiro bilionário da história. Este detém mais de 40% das ações da empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial, e possui 82% do poder de voto.

Esta cedência de capacidade computacional da SpaceX, à Google, resulta do investimento que tem sido feito pela empresa dirigida por Elon Musk em centros de dados (data centers) que possuem mais de dois gigawatts, como assinala a Euronews.

A Alphabet, detentora da Google, é uma das investidoras na SpaceX.

O documento entregue junto da SEC refere que a Google vai utilizar 110 mil unidades de processamento gráfico (GPU), processadores e componentes de memória da Nvidia instalados nos centros de dados da SpaceX.

Mas se a SpaceX não conseguir fornecer essa quantidade de GPU contratada, até 30 de setembro de 2026, a Google pode rescindir o contrato ou aceitar as GPU fornecidas por um valor reduzido após um período de carência de um mês.

Google pretende angariar 80 mil milhões de dólares para financiar procura “sem precedentes” por IA

A Google anunciou a 1 de junho que pretendia angariar 80 mil milhões de dólares (68,6 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) com o objetivo de financiar investimento na sua infraestrutura de computação de inteligência artificial (IA) para responder à procura “sem precedentes” de clientes. A Berkshire Hathaway adquiriu 10 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros) em ações da tecnológica, numa colocação privada, composta por cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de Classe A a um preço de 351,81 dólares por ação e cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de categoria C a um preço de 348,20 dólares por ação.

A oferta de ações que a Google anunciou na segunda-feira inclui: “Ofertas subscritas simultâneas: ofertas públicas subscritas de 30 mil milhões de dólares (25,7 mil milhões de euros), consistindo em: 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em recibos de depósito que representam ações preferenciais obrigatórias convertíveis; e 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em ações ordinárias Classe A e ações de capital Classe C; Oferta no mercado: Programa de oferta no mercado (ATM) de 40 mil milhões de dólares (34,3 mil milhões de euros) para ações ordinárias de Classe A e ações ordinárias de Classe C ao longo do tempo, com início previsto para o terceiro trimestre de 2026”, esclareceu a Google sobre a oferta de ações que está a colocar no mercado.

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Remunerações subiram 3% em abril

As remunerações subiram 3,6% em abril (4,6% no mês anterior), enquanto o emprego e as horas trabalhadas registaram decréscimos de 0,3% e 0,5% (variações de 0,3% e 2,1% em março), respetivamente, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Os índices de emprego e de horas trabalhadas apresentaram reduções mensais de 0,5% e 5,6% em abril (variações de 0,1% em -3,2% no mesmo mês de 2025), enquanto as remunerações aumentaram 0,7% (1,7% em abril de 2025)”, dizem os dados.

“O Índice de Volume de Negócios na Indústria apresentou, em abril, um aumento homólogo nominal de 9,2% (10,4% em março). Excluindo o agrupamento da Energia, a variação do volume de negócios situou-se em 8,1% (10,7% no mês anterior). Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo evoluíram de forma distinta, tendo o primeiro abrandado de 11,7%, em março, para 9,4%, e o segundo acelerado de 8,4% para 9,0% em abril”, indicam os dados do instituto de estatística português.

Ao nível do Volume de Negócios na Indústria, por mercados, as vendas para o mercado nacional aumentaram 9,4% (11,7% no mês anterior), tendo tido uma contributo de 5,9 pontos percentuais (p.p.) para a variação do índice total (7,3 p.p. em março).

“O índice das vendas com destino ao mercado externo cresceu 9,0% (8,4% no mês precedente), tendo contribuindo com 3,4 p.p. para a variação do índice total (3,2 p.p. no mês anterior)”, assinalou o INE.

Os Bens Intermédios e a Energia tiveram um contributo de 3,0 p.p. e 2,7 p.p. (3,1 p.p. e 2,0 p.p. em março), “originados por taxas de crescimento de 9,5% e 13,7%, respetivamente (9,8% e 9,5% no mês anterior)”.

Os Bens de Consumo e os Bens de Investimento “desaceleraram 1,1 p.p. e 8,6 p.p., para variações homólogas de 6,9% e 7,8%, tendo contribuído respetivamente com 2,0 p.p. e 1,5 p.p. para o resultado agregado (2,3 p.p. e 3,0 p.p. em março)”.

A variação mensal do índice de vendas para o mercado nacional ficou 0,8%, em abril (7,7% em março).

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Fundos de “outro planeta”: há quem invista milhões em tecnologia alienígena

Produtos como os external traded funds (ETF) estão a tornar-se cada vez mais especializados permitindo ao investidor ter exposição basicamente a tudo e mais alguma coisa, como assinala esta terça-feira a publicação espanhola El Pais. Até mesmo extraterrestres (aliens), tecnologia “não humana”, ou OVNI.

Em causa está o ETF UFO Disclosure, que pretende tirar proveito do investimento em empresas que possam beneficiar com a “divulgação, confirmação ou exploração, por parte do governo, de tecnologias avançadas” relacionadas com a “inteligência não humana”, assinala a publicação espanhola.

Este ETF é gerido pela Tuttle Capital Management. O seu fundador, Matthew Tuttle, em declarações transcritas pelo El Pais, referiu que a inspiração para este ETF foram vídeos que mostram supostas naves espaciais extraterrestres a moverem-se pelo céu de formas anómalas.

Matthew Tuttle referiu que o fundo é baseada na “lacuna secreta” e na crença de que “os elementos do governo têm sempre uma vantagem de 20 a 30 anos na tecnologia”.

O responsável pela Tuttle Capital Management salientou que se “esta tecnologia existir e for divulgada, será uma mudança de paradigma muito maior” do que a internet ou a inteligência artificial (IA). “Não preciso que os alienígenas sejam reais para que a minha tese funcione, mas é muito mais interessante se forem”, reforçou Matthew Tuttle, em declarações transcritas pela publicação espanhola.

Até ao momento, refere o El Pais, o fundo conseguiu arrecadar três milhões de dólares desde que foi lançado em maio.

Mas a publicação espanhola salienta que no mundo dos ETF, para além destas ideias extravagantes, existe também espaço para estratégicas mais invulgares.

Um desses casos são os chamados ETF alavancados. Ou seja, permite exponenciar o ganho, ou perda, de um determinado ativo (seja acção, índice etc…) por três ou cinco vezes, ou até mais. E existem também os ETF inversos, que também podem ter alavancagem. Ou seja se uma acção ou ativo desvalorizar o investidor acaba por ter um resultado positivo. E vice-versa.

O El Pais dá também o exemplo do Nicholas Bitcoin and Treasuries AfterDark ETF. Este produto compra bitcoin quando as bolsas de valores estão fechadas. Logo que a bolsa de Nova Iorque abre o ETF converte todos os ativos que possui em dinheiro. E quando a bolsa nova iorquina fecha volta a ter exposição à bitcoin.

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Thijs Povel: “Portugal ainda está muito atrás dos seus pares no capital de risco”

Thijs Povel tem vasta experiência ao nível das startups e do capital de risco. Este lidera a Dealflow.eu, plataforma apoiada pela União Europeia que liga startups inovadoras, em especial na área de deep tech, a investidores e de capital de risco e a grandes empresas, e é managing partner da Ventures.eu, um fundo europeu de capital de risco.

Em entrevista ao Jornal Económico (JE), Thijs Povel aborda a realidade portuguesa ao nível dos fundos de pensões, e do capital de risco face a outras realidades europeias. E nesse campo Portugal ainda revela atraso.

No campo do capital de risco esse atraso traz consequências. Entre elas: um menor número de empresas portuguesas a atingir escala, um menor número de unicórnios portugueses e um menor número de empregos altamente qualificados ancorados em Portugal.

Outra das carências português, identificados por Thijs Povel, prende-se com o país nunca ter construído grandes fundos de pensões privados e da dependência que possui de capital estrangeiro para rondas de investimento em fase avançada.

Mas mesmo no meio destas carências Portugal tem aspetos positivos. Entre eles, assinala Thijs Povel, o facto de Portugal ser “desproporcionalmente eficaz” na captação de capital estrangeiro.

Thijs Povel deixa também várias dicas sobre como Portugal pode diminuir o fosso face a outras realidades europeias.

Refere que o capital alocado pelos fundos de pensões europeus tem fugido dos fundos de venture capital europeus para os norte-americanos. Como está a situação portuguesa?

Portugal ocupa uma posição diferente da França, dos Países Baixos ou dos países nórdicos, e a definição de “fuga de capitais” aplica-se aqui de forma diferente.

A questão fundamental é a escala. Os ativos de pensões privadas portuguesas totalizaram cerca de 43,6 mil milhões de dólares em 2022 (OCDE via Statista), o que é pouco em termos europeus. A maior parte das poupanças para a reforma portuguesas está no sistema público de repartição da Segurança Social, que não investe nos mercados de capitais, o que também é um problema. Assim, o volume de capital das pensões portuguesas que poderia ser direcionado para capital de risco, nacional ou estrangeiro, é estruturalmente limitado.

O que existe é alocado de forma muito conservadora. No final de 2025, as carteiras dos fundos de pensões portugueses eram constituídas por 63% de dívida, 20% de ações e 11% de imobiliário (IPE/ASF, março de 2026). A exposição ao capital de risco, direta ou indireta, era insignificante.

Embora o mercado de capital de risco em Portugal seja ainda muito reduzido em comparação com outros países europeus, o Banco Português de Fomento desempenha um papel fundamental no estímulo do ecossistema através do Programa Venture Capital e do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR), com cerca de 300 milhões de euros contratados a fundos de capital de risco portugueses até dezembro de 2025 (Banco Português de Fomento, Programa Venture Capital). A Portugal Ventures continua também a apoiar negócios em fase inicial.

Como se compara Portugal com os seus pares?

Portugal ainda está muito atrás dos seus pares em termos de capital de risco investido per capita. Segundo dados da Aliança Europeia de Nações em Startups (ESNA), em 2025, Portugal recebeu aproximadamente 65,5 mil euros por cada 1.000 habitantes em investimento em startups, em comparação com 309,6 mil euros na Estónia, 233,1 mil euros na Irlanda, 227,6 mil euros nos Países Baixos, 224,1 mil euros na Suécia e 193,9 mil euros na Finlândia (Plataforma de Dados ESNA, 2025). A Estónia, um país com apenas 1,3 milhões de habitantes, angaria quase cinco vezes mais capital de risco per capita do que Portugal. A Irlanda, os Países Baixos, a Suécia e a Finlândia angariam entre 3 a 3,5 vezes mais. Não são diferenças abstratas. Traduzem-se diretamente num menor número de empresas portuguesas a atingir escala, num menor número de unicórnios portugueses e num menor número de empregos altamente qualificados ancorados em Portugal.

E ao nível de fundos?

O padrão repete-se em escala de fundos. Dos 10 principais fundos de capital de risco europeus angariados em 2025, todos estavam domiciliados no Reino Unido, França ou Alemanha (State of European Tech 2025). Nenhum fundo português entrou na lista, e esta ausência reflete-se diretamente na dependência de capital estrangeiro que as scale-ups portuguesas enfrentam quando chegam à Série B e mais além. A Feedzai, a Unbabel e a SWORD Health tiveram de captar capital significativo fora de Portugal para escalar.

Portanto, o problema de Portugal não é a “fuga” do dinheiro das pensões, mas sim o facto de o país nunca ter construído grandes fundos de pensões privados, nunca ter construído fundos domésticos de crescimento em escala e continuar fortemente dependente de capital estrangeiro para rondas de investimento em fase avançada, além de carecer de capital suficiente para rondas de investimento em fase inicial. O reverso da medalha é que Portugal tem sido desproporcionalmente eficaz na captação de capital estrangeiro: de fontes da UE através do FEI, de fundos de capital de risco internacionais que se estabelecem em Lisboa e de capital corporativo e de family offices através do programa Golden Visa.

E que medidas poderia Portugal tomar para inverter o panorama?

Para mudar o panorama, quatro medidas seriam cruciais:

Reforçar o segundo pilar das pensões. Portugal necessita de pensões privadas profissionais e complementares numa escala significativa. Sem elas, não temos capital interno paciente para alocar, ponto final. O relatório Draghi identificou o subdesenvolvimento das pensões privadas em muitos Estados-Membros da União Europeia como um dos principais entraves à competitividade europeia, e Portugal está claramente incluído neste grupo (Resumo do relatório Draghi da European Trade Union Institute (ETUI)).

Adoptar uma versão portuguesa do Tibi [iniciativa francesa que pretendia mobilizar poupança privada para financiar startups e empresas tecnológicas]. Uma carta voluntária que convida as seguradoras, os bancos, os gabinetes de gestão de património familiar e o capital de pensões privado existente em Portugal a investir em fundos de capital de risco portugueses e europeus. A França captou 13 mil milhões de euros desta forma e está agora a exportar o modelo. A Irlanda está a explorá-lo, com a Associação Irlandesa de Capital de Risco a estimar entre 1 e 2 mil milhões de euros em capital institucional inexplorado (Especialista Francês na Irlanda, Abril de 2026). Portugal poderia provavelmente desbloquear montantes proporcionais semelhantes. Esta foi uma das três ações concretas que recomendei enquanto Presidente do Grupo de Trabalho no Volume II do Compêndio da ESNA sobre Investimento.

Utilize o FdCR e o Portugal Ventures como investidores âncora de forma mais agressiva, com um mandato claro para atrair LPs privados. O dinheiro público deve reduzir o risco do dinheiro privado, e não substituí-lo.

Reexamine o equilíbrio entre o capital público em fase inicial e em fase avançada. Há um consenso crescente em Bruxelas de que a Europa precisa de financiar scale-ups em fase avançada para que não tenham de recorrer aos Estados Unidos em busca de capital de crescimento. A European Tech Champions Initiative é o exemplo mais claro, com 20 mil milhões de euros mobilizados para apoiar grandes fundos em fase avançada (EIF, European Tech Champions Initiative). A lógica política é compreensível: os investidores americanos dominam as rondas de crescimento europeias porque os fundos europeus em fase avançada são demasiado pequenos para emitirem contribuições de 100 milhões de euros ou mais. Mas se a concentração do capital público na fase avançada representa o equilíbrio correcto é, creio, uma questão que vale a pena colocar.

Eis porquê: o capital americano é mais ativo nas rondas europeias em fase avançada porque os grandes fundos americanos são de natureza global; investem onde quer que estejam as melhores empresas em fase de crescimento. As startups europeias em fase de crescimento, em rondas de financiamento Série C e seguintes, encontrarão capital com ou sem o ETCI (European Tech Champions Initiative), e o facto de parte desse capital ser proveniente dos Estados Unidos não é necessariamente algo mau. Por outro lado, os investidores em fase inicial são quase sempre locais. Um fundo seed americano não vai ao Porto emitir um cheque de 1 milhão de euros. Portanto, se o financiamento europeu em fase inicial secar, ninguém preencherá a lacuna.

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Blackstone tenta livrar-se de dois mil milhões de dólares em fundos de investimento privados

A gestora de ativos Blackstone está a tentar livrar-se de mais de dois mil milhões de dólares em participações em fundos de investimento privados, numa das maiores transações deste tipo, avançou o Financial Times.

De acordo com a mesma publicação a gestora de fundos, com sede nos Estados Unidos, está a comercializar obrigações de fundo colateralizadas, que irá juntar mais de dois mil milhões de dólares em participações em fundos de aquisição alavancada (LBO, na sigla em inglês), para vender a investidores e seguradoras, referiram fontes conhecedoras do processo ao Financial Times.

Os LBO fazem uso de alavancagem para comprar uma participação de controlo numa empresa.

Gestora restringe levantamento em fundo de crédito

Mais recentemente a Blackstone decidiu restringir os levantamentos no seu principal fundo de crédito, o Blackstone Private Credit Fund (BCRED), avaliado em 45 mil milhões de dólares, pelas contas do The Telegraph.

Estas restrições surgem depois dos investidores no fundo terem pedido resgates de 10% do fundo, o equivalente a 4,5 mil milhões de dólares, no segundo trimestre do ano. A gestora de ativos limitou os resgates a 5% do valor do fundo.

“O principal foco do BCRED é proteger o valor para o acionista e gerar resultados sólidos para os investidores. A estrutura de recompra do Fundo proporciona liquidez aos acionistas, alinhada com o ciclo de reembolso esperado dos investimentos, preservando o capital para ser aplicado em ambientes de mercado atrativos”, disse a gestora de ativos, em declarações transcritas pelo The Telegraph.

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Relatório Maxyield: Lucros do PSI sobem 6% no primeiro trimestre

mercados Lisboa bolsa traders

Os lucros do índice bolsista português (PSI) subiram mais de 6%, revela o clube de pequenos acionistas Maxyield no relatório referente ao primeiro trimestre, disponibilizado ao Jornal Económico (JE). O documento integra 15 das 16 cotadas integradas na bolsa portuguesa, tendo em conta que a Teixeira Duarte faz reporte semestral da sua atividade.

“Os lucros trimestrais no primeiro trimestre (1ºT/2026) sofreram um crescimento de 6,4% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Verifica-se que 2 (duas) sociedades apresentaram prejuízos, 6 (seis) baixaram o nível de lucros e 7 (sete) aumentaram os resultados. As sociedades que apresentaram prejuízos foram a Ibersol e a Altri. As entidades que baixaram o nível de lucros foram a Corticeira Amorim, os CTT, a Navigator, a Semapa, a EDP e a Jerónimo Martins. As sociedades com aumento dos lucros no 1ºT/2026 foram o BCP, a a EDP Renováveis, a Galp, a Mota-Engil, a Sonae, a REN e a NOS. Assiste-se a uma grande concentração dos resultados, sendo que 4 (quatro) sociedades absorvem 78% dos lucros (EDP, BCP, GALP e Jerónimo Martins)”, salienta o clube.

Ao nível dos rendimento verificou-se uma subida de 2%, de 26 mil milhões de euros para 26,5 mil milhões de euros, salienta a mesma instituição.

“Esta evolução global positiva é acompanhada pela diminuição dos rendimentos de 7 (sete) sociedades, envolvendo a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a Altri, a EDP, a EDP Renováveis e a REN”, sublinha.

“O top five das vendas no 1ºT | 2026 é constituído pela hierarquia Jerónimo Martins, Galp, EDP, Sonae e Mota-Engil que no seu conjunto representam 85% dos rendimentos do universo empresarial PSI e individualmente ultrapassam
o patamar dos mil milhões de euros”, adianta a Maxyield.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) registou uma subida de 5,3% face ao ano anterior ao passar de 4,9 mil milhões de euros para os 5,1 mil milhões de euros.

“Verifica-se que (seis) sociedades baixaram o valor de EBITDA, envolvendo a Altri, a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a EDP e os CTT”, refere.

Relativamente à Rentabilidade Comercial (EBITDA / Rendimentos Operacionais) o relatório do clube salienta que passou de 18,7% para 19,3%. “6 (seis) sociedades baixaram a margem EBITDA, envolvendo a Altri, a EDP, a Navigator, a NOS, os CTT e a Semapa. Relativamente ao 1ºT/2025, cresceu o número de sociedades que aumentaram a margem EBITDA”, diz o documento elaborada pelo clube de pequenos acionistas.

Quanto à despesas de investimento (capex), que traduz o investimento técnico/operacional (não inclui investimentos financeiros), teve uma descida, de 2,5 mil milhões de euros para 2,1 mil milhões de euros.

“A redução global do capex é suportada pelas diminuições na EDP, EDP Renováveis, Galp e REN, sendo que as
restantes sociedades aumentaram o investimento técnico”, refere o relatório.

“A Dívida Liquida Total passou de 46,8 mil milhões de euros no 1ºT/2025 para 44,5 mil milhões de euros no 1ºT/2026, cuja diminuição generalizada, apenas não foi acompanhada pela Altri, Navigator, CTT, REN e Jerónimo  Martins. O rácio Dívida Liquida Total /EBITDA sofreu uma redução significativa, passando de 2,96 no 1ºT/2025 para 2,52 no 1ºT/2026. Este indicador continua a apresentar grande amplitude com o sector energético na polaridade superior, encontrando-se a Galp e a Corticeira Amorim na polaridade inferior”, explica o clube.

“O Cash Flow Bruto de Exploração gerado no 1ºT /2026 atingiu 2,4 mil milhões de euros, revelando uma forte capacidade de autofinanciamento do investimento em capex. A diminuição ocorrida no Cash Flow Bruto de Exploração deve-se à Galp (amortizações e depreciações), sector papeleiro e Corticeira Amorim, sendo que as restantes sociedades observam um aumento deste indicador”, conclui o clube”, adianta a Maxyield.

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Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta terça-feira com uma valorização de 0,22% para os 8.950,59 pontos.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que sobe 1,15% para os 0,93 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 1,09% para os 0,41 euros, e a Mota-Engil valoriza 0,54% para os 4,51 euros.

No verde está ainda os CTT, a EDP Renováveis, a REN, a Sonae, e a EDP.

A negociar no vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,76% para os 10,06 euros, seguida pela Semapa que desvaloriza 0,86% para os 23 euros, e a Navigator que quebra 0,47% para os 3,41 euros.

No vermelho está ainda a Corticeira Amorim, a Galp Energia, a Altri, e a NOS.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias estão no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,01% para os 24.644,05 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,03% para os 8.202,06 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,28% para os 10.343,96 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,49% para os 1.050,15 pontos, o IBEX 35 (Espanha) avança 0,53% para os 18.319,98 pontos, e o FTSE MIB (Itália) valoriza 0,89% para os 50.655,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,08% para os 93,23 dólares e o crude desvaloriza 1,69% para os 89,76 dólares.

O euro está a subir 0,05%, face ao dólar, para os 1,1541 dólares e o euro quebra 0,10%, face à libra, para as 0,86377 libras.

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10 Junho: Restrições à residência afastam docentes portugueses de Macau, diz IPOR

A diretora do Instituto Português do Oriente (IPOR) disse à Lusa que as restrições impostas por Macau aos pedidos de residência têm afastado docentes que estavam interessados em vir trabalhar para a região chinesa.

O Centro de Língua do IPOR tem atualmente 16 professores em Macau e um em Pequim, para dar mais de 100 cursos previstos para este ano, um número semelhante ao registado em 2019, antes da quebra devido à pandemia.

Nos últimos dois anos, o IPOR contratou quatro docentes vindos de Portugal, para substituir outros que “ou regressam a Portugal ou têm outras oportunidades de emprego aqui em Macau”, explicou Patrícia Ribeiro.

Todos vieram como trabalhadores migrantes, recebendo o chamado ‘blue card’, uma autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação.

Desde agosto de 2023 que Macau não aceita novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

As novas orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

Patrícia Ribeiro admitiu que a mudança teve impacto: “algumas das pessoas selecionadas, e já nos aconteceu em alguns concursos, depois de saberem as condições, recusam”.

A dirigente diz que alguns candidatos “não sentem que têm segurança para o futuro em termos de trabalho e também condições para viver em Macau”, nomeadamente que “não lhes compensa financeiramente”.

Ribeiro dá como exemplo uma professora que queria inscrever a filha na Escola Portuguesa de Macau (EPM), onde, sem estatuto de residente, teria de pagar a propina por inteiro.

A EPM cobra anualmente 36.870 patacas (3.940 euros) no ensino primário e 47.700 patacas (5.100 euros) no ensino secundário, valores que caem para menos de metade para alunos residentes, graças a um subsídio do Governo local.

“Ela repensou e não quis vir para Macau nessas condições”, diz a diretora do IPOR.

Em março de 2025, a presidente da Casa de Portugal em Macau (CPM), Maria Amélia António, disse à Lusa que as limitações têm afetado a contratação de profissionais para integrarem a Escola de Arte e Ofícios da associação.

Mencionando a relação estratégica entre a China e o universo de língua portuguesa e o interesse de Pequim na língua portuguesa, a líder associativa lamentou a postura “um pouco contraditória”.

“Não podemos fazer omeletas sem ovos, nós que estamos aqui e que trabalhamos com a cultura portuguesa e com a língua portuguesa, temos muita dificuldade em ter pessoas que substituam aquelas que foram saindo. Saíram muitos portugueses de Macau, e trabalhar nestas áreas com essa falta [de pessoas com essas qualificações] é muito complicado”, rematou Maria Amélia António.

A Lusa tentou voltar a entrar em contacto com Maria Amélia António, mas não obteve resposta.

A Lusa perguntou também ao presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau se os membros da associação tinham sentido dificuldades em contratar portugueses, mas Carlos Cid Álvares preferiu não comentar.

Macau tem apostado no ensino do português para servir como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países lusófonos e, assim, diversificar a economia local, altamente dependente dos casinos.

Mas, em abril, Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, disse que não basta ensinar a língua portuguesa e que é preciso “olhar para o futuro”.

“Não vejo muito como é que a influência portuguesa se pode manter aqui, mantendo esta situação. Uma coisa é os chineses falarem português, outra coisa muito diferente é os portugueses estarem em Macau”, sublinhou.

A diretora do IPOR, Patrícia Ribeiro, diz que a instituição tem sempre conseguido autorização das autoridades para contratar professores portugueses, mas admite que o processo é agora “um pouco mais moroso”.

Antes de 2023, “era muito mais rápido”, diz. “Nós conseguíamos tratar da obtenção do BIR [Bilhete de Identidade de Residente], que demorava cerca de um a dois meses”, recorda a dirigente.

Com uma autorização de trabalho a demorar “cerca de quatro a seis meses”, o IPOR tem de “antecipar muito” a avaliação dos recursos humanos, para que os novos professores possam chegar a tempo, explica Ribeiro.

A diretora diz que as autorizações de trabalho também aumentam a papelada no que toca aos protocolos que o IPOR celebrou para dar aulas de português em outras instituições, incluindo a Universidade de São José.

“Uma pessoa que tem um ‘blue card’ normalmente tem que ter um local de trabalho específico. E isso quer dizer que, quando fazemos alterações, tem que ser sempre reportado”, diz Ribeiro.

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10 Junho: Menos portugueses emigram para Macau e maioria tem vínculo precário

O número de portugueses que emigraram para Macau tem vindo a cair e, nos últimos dois anos, a maioria chegou à região chinesa com vínculos laborais precários.

Numa resposta escrita à Lusa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau disse que o número de trabalhadores migrantes de nacionalidade portuguesa – ou seja, que chegam a Macau sem o estatuto de residente – passou de 39 no final de 2023 para 78 no fim do ano passado.

Macau não aceita desde agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

Em resultado, o número de portugueses a tornar-se residente de Macau caiu de 70 em 2023 para 23 no ano passado, muito longe do recorde máximo de 390 registado em 2013, de acordo com dados fornecidos à Lusa pela Direção dos Serviços de Identificação.

A PSP disse que recebeu 14 pedidos de residência de portugueses em 2025, dos quais 10 foram aceites, todos por reunião familiar. Dos restantes, dois ainda estão a ser analisados, enquanto um foi rejeitado e outro cancelado.

As novas orientações, que eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999, apenas deixam como alternativa para os portugueses o chamado ‘blue card’.

Esta autorização está limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação, e, em caso de despedimento, o trabalhador tem apenas oito dias para sair de Macau.

A única alternativa para garantir o bilhete de identidade de residente passa agora por uma candidatura ao programa de captação de quadros qualificados, que entrou em vigor em julho de 2023.

O programa procura captar, nomeadamente com benefícios fiscais, quadros do setor financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles Prémio Nobel.

Em 2024, o então secretário-geral da Comissão de Desenvolvimento de Talentos, Chao Chong Hang, admitiu que a maioria das 464 candidaturas aprovadas vinha da China continental (80%) ou da vizinha região de Hong Kong (10%).

Em abril passado, o novo coordenador da comissão, Kong Chi Meng, disse que a terceira fase do programa, que começou em dezembro e decorre durante um ano, valoriza mais quadros com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil.

Também o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico (2026-2030) de Macau, que está em consulta pública até 28 de junho, prevê a otimização do programa de captação de quadros qualificados, “no sentido de criar elementos favoráveis à captação de quadros qualificados internacionais e dos países de língua portuguesa”.

Em 10 de setembro, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, disse que “as coisas estarão encaminhadas” quanto a uma solução para as restrições à residência de portugueses em Macau.

Montenegro falava durante uma visita oficial à China e ao Japão, que incluiu uma passagem por Macau e um encontro com Sam Hou Fai, o primeiro líder do Governo da região semiautónoma chinesa a falar português.

Na altura, o primeiro-ministro revelou que a Comissão Mista Portugal-Macau iria reunir-se entre 04 e 06 de fevereiro de 2026, pela primeira vez desde 2019, antes da pandemia de covid-19. Algo que não chegou a acontecer.

Montenegro e Sam Hou Fai voltaram a encontrar-se em abril, em Lisboa, mas da visita não saíram quaisquer novidades sobre as restrições à residência de portugueses em Macau.

Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.

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10 Junho: Presidente da República dá hoje início às comemorações na ilha Terceira

O Presidente da República, António José Seguro, vai dar hoje início às comemorações oficiais do Dia de Portugal na ilha Terceira, na sua primeira deslocação à Região Autónoma dos Açores.

António José Seguro escolheu o professor universitário açoriano Miguel Monjardino, nascido em Angra do Heroísmo, para presidir às comemorações do 10 de Junho deste ano, as primeiras do seu mandato presidencial, com sede nesta cidade açoriana.

A chegada do chefe de Estado à ilha Terceira está prevista para as 11:00 locais (12:00 em Lisboa) de hoje. A cerimónia do hastear da bandeira, que normalmente marca o arranque das comemorações, está agendada para as 15:00 locais, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo.

No fim de semana, antes das comemorações em território nacional, o Presidente da República celebrou o Dia de Portugal no estrangeiro, junto de emigrantes portugueses e lusodescendentes no Luxemburgo, onde esteve acompanhado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no domingo.

Hoje, António José Seguro irá reunir-se com a representante da República na Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa, açoriana, natural de Angra do Heroísmo, a primeira mulher a desempenhar este cargo, para o qual foi nomeada em abril pelo chefe de Estado.

Na quarta-feira, 10 de Junho, a cerimónia militar do Dia de Portugal terá lugar no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo, com discursos do Presidente da República e do presidente das comemorações, Miguel Monjardino, especialista em relações internacionais.

O Dia de Portugal é comemorado na ilha Terceira numa altura em que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América, no contexto da guerra contra o Irão, tem suscitado polémica. O Presidente da República não comentou este assunto em público até agora.

Em matéria de segurança e defesa, António José Seguro tem afirmado que a União Europeia “não pode continuar dependente dos Estados Unidos” e deve reforçar a sua “autonomia estratégica”, com “mais coordenação, melhores investimentos e uma visão verdadeiramente comum”, procurando “economias de escala” e optando por “comprar europeu”.

Sobre a relação com os Estados Unidos da América, defendeu que deve continuar a ser “um dos eixos estruturantes da política europeia”, mas como “uma parceria entre iguais, em que a Europa afirma os seus interesses, contribui com o seu peso e não abdica dos seus valores”, mesmo quando isso implica “tensões com posições com Washington”.

Hoje, o Presidente da República terá ainda um encontro com jovens, na Academia da Juventude, na cidade da Praia da Vitória, receberá cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Portugal, no Palácio dos Capitães-Generais, e irá assistir a um concerto na Praça Velha, em Angra do Heroísmo, seguido de um espetáculo de fogo de artifício, na baía de Angra.

Na quarta-feira, a seguir à cerimónia militar do 10 de Junho, o programa do chefe de Estado inclui um almoço com a população, no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu, e a cerimónia do arriar da bandeira nacional.

António José Seguro, que iniciou funções como Presidente da República em 09 de março, decidiu prosseguir o modelo de duplas comemorações do 10 de Junho, em Portugal e junto de comunidades emigrantes portuguesas no estrangeiro, iniciado pelo seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, em 2016.

Em 18 de março, o novo chefe de Estado anunciou que a ilha Terceira e o Luxemburgo iriam acolher as comemorações oficiais deste ano.

De acordo com uma nota divulgada na altura pela Presidência da República, a escolha da ilha Terceira “assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional”.

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Consumidor esclarecido fica mais bem servido!

As contas da casa incluem serviços públicos essenciais como água, eletricidade, gás, telecomunicações, saneamento e resíduos. Saber ler as faturas e reduzir consumos ajuda a evitar erros, poupar dinheiro e a defender os teus direitos no dia-a-dia. Estes serviços têm regras específicas de proteção do consumidor.

Compreender as faturas dos serviços públicos essenciais permite detetar erros, ajustar consumos, reduzir despesas e exercer os teus direitos.

A DECO, através do seu projeto TUDO A QUE TEM DIREITO, quer garantir que todos os cidadãos recebem informação, apoio, aconselhamento e, quando necessário, ajuda na resolução dos seus problemas de consumo.

Para ser um consumidor de serviços públicos essenciais esclarecido e controlar os seus gastos, a DECO deixa-lhe algumas dicas de poupança:

  1. Energia – atenção ao peso da fatura no orçamento:

Controle leituras reais (evita estimativas);

Escolha a tarifa certa (simples ou bi-horária);

Verifique a potência contratada;

Evite serviços adicionais desnecessários.

DICA DE POUPANÇA:

Pode mudar de comercializador, sem custos e de forma simples;

Existe a Tarifa Social da Energia, atribuída automaticamente a famílias vulneráveis.

  1. Gás natural – informe-se:

O consumo varia ao longo do ano e influencia o valor a pagar.

  • Confirme o escalão;
  • Verifique leituras regularmente;
  • Adote hábitos mais eficientes

DICA DE POUPANÇA:

Use o micro-ondas para reaquecer alimentos e a chaleira elétrica para ferver água.

 

  1. Água – cuidado com o desperdício

O valor depende do consumo, escalões e tarifas do teu município;

A fatura inclui água, saneamento e resíduos;

Quanto mais consumir, mais paga.

 DICA POUPANÇA:

Prefira duches, feche torneiras e evite descargas sanitárias desnecessárias. Há tarifas sociais e familiares — informe-se no seu município.

  1. Telecomunicações: esteja atento

Pequenas alterações podem ajudar a poupar muito no valor da fatura. Confirme mensalidade, extras, descontos e fidelização.

DICA POUPANÇA:

Na mudança de operador, comunique sempre por escrito. Em casos como desemprego, pode suspender ou terminar o contrato sem penalização.

 

Conhecer os seus DIREITOS enquanto consumidores de bens e serviços é o primeiro passo para ser um cidadão mais ativo, interventivo e participativo. Acompanhe o projecto da DECO – TUDO A QUE TEM DIREITO – que pretende tornar os serviços de informação e apoio ao consumidor mais acessíveis e próximos em todo o território nacional.

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Single Market Programme

 

 

 

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, BlueSky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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