Reembolso do IRS pode valer mais do que um gasto imediato
Por norma o reembolso do IRS e do subsídio de férias, significa para milhares de famílias portuguesas um reforço financeiro considerável nesta altura do ano. Contudo a DECO PROteste deixa um alerta, deixar esse dinheiro parado na conta bancária, ou gastá-lo impulsivamente, pode significar, perder uma oportunidade importante de melhorar a estabilidade financeira futura.
Segundo a organização, o contexto atual de inflação continua a penalizar quem mantém as poupanças sem rentabilidade. A taxa média líquida dos depósitos a prazo ronda apenas 1%, muito abaixo da inflação prevista para 2026, estimada em 2,8%, o que representa perda de poder de compra.
Nesse âmbito, a DECO PROteste recomenda que os consumidores utilizem este “dinheiro extra” de forma estratégica, ajustando as decisões de investimento ao seu perfil de risco, fase de vida e objetivos financeiros.
“Mais importante do que o valor do reembolso é aquilo que cada pessoa decide fazer com ele. O IRS pode ser apenas um alívio temporário ou o início de uma mudança financeira mais sólida e duradoura”, refere a DECO PROteste.
A organização identifica três prioridades essenciais para quem recebe um reforço financeiro:
· Criar ou reforçar um fundo de emergência: Antes de qualquer investimento, a prioridade deve passar pela constituição de uma reserva financeira para imprevistos. A DECO PROteste recomenda um fundo equivalente a, pelo menos, seis meses de despesas, aplicado em produtos seguros e com liquidez imediata, como depósitos a prazo ou Certificados de Aforro.
· Preparar a reforma com antecedência: Para quem ainda está longe da idade da reforma, os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser uma das soluções mais adequadas para criar um complemento de rendimento futuro, beneficiando ainda de vantagens fiscais.
· Investir para fazer crescer o património – Quem já tem assegurado um fundo de emergência e um complemento de reforma pode considerar investimentos com maior potencial de valorização, como ETF e fundos de investimento diversificados. A organização sublinha que as ações têm sido historicamente a classe de ativos mais rentável no longo prazo, embora impliquem maior risco.
Segundo os dados analisados pela DECO PROteste Investe, as bolsas mundiais registaram um rendimento médio anual de 9,3% nos últimos 20 anos, incluindo dividendos reinvestidos. A organização deixa ainda um alerta para cinco erros frequentes dos consumidores:
- Deixar o dinheiro parado na conta;
- Investir sem objetivo definido;
- Concentrar tudo numa única solução;
- Confundir segurança com estagnação;
- Pensar apenas no curto prazo.
“A pior decisão pode ser não decidir. Mesmo pequenas quantias investidas regularmente podem ter um impacto significativo no património ao longo do tempo”, conclui a DECO PROteste Investe. (deco.proteste.pt/investe).




