Entenda o que é a cúpula do G7; reunião começa nesta segunda (15) na França
Os líderes do G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo, se reúnem em um resort à beira de um lago na cidade de Évian-les-Bains, na França, nesta segunda-feira (15), para a reunião anual da cúpula que acontece entre os dias 15 e 17 de junho.
Discutir os próximos passos em relação ao Irã será um dos vários temas que os líderes globais abordarão durante a cúpula de 15 a 17 de junho.
O encontro também buscará um consenso sobre a guerra na Ucrânia, o combate aos desequilíbrios econômicos globais e a obtenção de minerais essenciais fora da China, fornecedora dominante.
O presidente americano, Donald Trump, participará do encontro, em um momento em que os líderes globais estão cada vez mais cautelosos com os Estados Unidos.
Entenda o que é o G7
O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
A Rússia foi suspensa indefinidamente do grupo, que na época era conhecido como G8, em 2014 depois que a maioria dos países-membros se aliou contra a anexação da Crimeia.
Foi a primeira violação das fronteiras de um país europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
O colegiado reúne as nações democráticas mais desenvolvidas do mundo, com uma riqueza acumulada de US$ 43,5 trilhões — o que representa cerca de 43% do PIB mundial, segundo estimativa do Banco Mundial.
O que o G7 faz?
Os membros do grupo se reúnem anualmente em uma cúpula para discutir questões urgentes no cenário global e coordenar políticas. A segurança internacional e a economia global são frequentemente tópicos de discussão. Ao contrário das organizações internacionais formais, o G7 não possui qualquer estrutura administrativa permanente.
O país-sede, que troca a cada ano, é responsável por organizar o encontro e por propor a pauta a ser discutida. Além da cúpula do G7, há uma série de encontros de funcionários do primeiro escalão e do corpo diplomático dos Estados envolvidos.

Qual é o poder do grupo?
O G7 é principalmente um local de coordenação, e o grupo produziu decisões de importância global. Ao final de cada cúpula, os países assinam um comunicado em que afirmam quais os compromissos políticos adotados para o próximo ciclo.
O objetivo é que as decisões do grupo tenham influência na governança global em diversos outros colegiados e organismos internacionais.
Conheça a história do G7
As reuniões começaram como o “Grupo das Bibliotecas”, fundado na década de 1970 pelo então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, George Shultz.
Ministros das finanças dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e do Reino Unido se reuniam para “conversas informais” para tentar estabilizar a turbulência cambial.
O Japão aderiu logo depois, e em 1975, com dois dos participantes originais – França e Alemanha – enviando seus presidentes, os encontros tornaram-se reuniões de chefes de Estado e de governo.
Canadá e Itália logo se juntaram e a cúpula ficou conhecida como o Grupo dos Sete.
O último país a entrar no grupo foi a Rússia, em 1997. Ainda assim, em 2014, o Kremlin foi expulso do encontro após a anexação da Crimeia, que é oficialmente reconhecida como território ucraniano pela maioria das nações da comunidade internacional.



