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Análise: Investidores brasileiros buscam ativos internacionais

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos voltou a dominar as discussões do mercado financeiro. O índice CPI americano registrou alta de 4,2%, com o setor energético respondendo por 3,9 pontos percentuais desse avanço — um segmento que acumula elevação superior a 23% nos últimos 12 meses.

Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, participou de entrevista diretamente de Miami para comentar o cenário econômico americano e o comportamento dos investidores brasileiros.

Ele destacou que o impacto dos preços no cotidiano dos americanos vai além do que os mercados de ações conseguem capturar.

“A gente tinha aqui uma gasolina a US$ 3 o galão e agora está a US$ 4,60. Isso é quase US$ 1,60, é uma alta muito representativa, que o mercado de ações não consegue capturar”, afirmou Bueno, reproduzindo a avaliação de um consultor independente com quem conversou.

Brasileiros buscam ativos nos Estados Unidos

Em meio ao cenário desafiador no Brasil, onde a Bolsa de Valores registra quedas por oito semanas consecutivas, investidores brasileiros têm retirado recursos do mercado de ações doméstico e direcionado capital para os Estados Unidos.

Bueno estava em Miami justamente para participar de uma imersão com 20 consultores independentes especializados em grandes fortunas, com o objetivo de mapear os ativos internacionais disponíveis para investidores, profissionais e empresários brasileiros.

Entre os temas abordados estavam o mercado imobiliário americano, oportunidades em empresas como a Revolut e discussões sobre o IPO da SpaceX.

“A ideia é capturar tudo o que tem de atrativo, levar para os investidores, para os profissionais e os empresários, mostrando o que o brasileiro pode acessar nesse momento de muita insegurança”, afirmou Bueno.

Juros e política monetária em debate

Bueno avaliou que a perspectiva de redução dos juros nos Estados Unidos enfrenta obstáculos significativos, especialmente diante da pressão inflacionária no setor de energia.

Segundo ele, análises preditivas de algumas casas financeiras indicam que Kevin Walsh, novo nome à frente da política monetária americana, dificilmente conseguirá alterar de forma substancial a postura adotada por Jeremy Powell, que resistiu às pressões por cortes rápidos nas taxas.

“Não tem como descer esses juros porque você vai ter uma inflação que vem muito forte no setor energético“, destacou o colunista, citando a avaliação de consultores independentes ouvidos em Miami.

O analista também alertou para os riscos de uma reversão brusca na política monetária. Ele lembrou que, quando os juros foram elevados de 0,50% para 4%, vários bancos médios e pequenos nos Estados Unidos foram à falência.

Na avaliação de Bueno, qualquer movimento muito agressivo — seja na alta dos juros ou na redução do balanço do banco central — pode provocar impactos severos em setores como o imobiliário, que tem sustentado parte relevante do crescimento econômico em regiões como a Flórida.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Fim da 6×1 teria impacto de bilhões, diz diretora da SRB

A proposta de fim da escala 6×1 segue em tramitação no Congresso Nacional com posições divergentes entre Câmara dos Deputados e Senado Federal. Enquanto a Câmara avança com a designação de um relator e a sinalização de pauta para breve, o Senado indica que deve conduzir o debate com mais cautela e sem pressa, com possibilidade de alterações no projeto original.

Patrícia Arantes, diretora-executiva da SRB (Sociedade Rural Brasileira), defendeu que a discussão sobre o tema seja feita de forma menos acelerada, levando em conta as especificidades do setor agropecuário.

“O setor agropecuário emprega praticamente 30 milhões de pessoas, então isso corresponde a um em cada quatro trabalhadores do Brasil”, afirmou. “Toda mudança que a gente tiver nesse setor realmente tem um impacto muito grande.”

Patrícia Arantes citou estudo apresentado pela Frente Parlamentar da Agropecuária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para ilustrar a dimensão financeira da proposta.

Segundo os dados, o setor de etanol sofreria um impacto de R$ 4 a R$ 5 bilhões, o de proteína suína e avícola de R$ 9 bilhões, e as cooperativas de R$ 2,5 bilhões. “Realmente esse impacto é muito grande”, destacou.

A representante da SRB também apontou que o prazo de transição previsto na proposta — de 60 dias para uma parte e 14 meses no total — seria inviável para o empresariado.

Segundo ela, essa condição poderia gerar ainda mais dificuldades de contratação. O cenário, na avaliação de Patrícia Arantes, seria agravado pelo veto integral do projeto de lei dos safristas pela Presidência da República, medida que, segundo ela, torna o quadro ainda mais preocupante para o setor.

Setor defende liberdade contratual e PEC alternativa

Questionada sobre uma PEC alternativa que propõe maior flexibilização das leis trabalhistas, Patrícia Arantes afirmou que a Sociedade Rural Brasileira apoia a iniciativa. Ela argumentou que a liberdade de contratar é fundamental, especialmente diante da competitividade internacional.

“Estados Unidos, Austrália e Argentina são três países que são concorrentes nossos e têm legislações trabalhistas com muito mais liberdade contratual”, disse, acrescentando que essa diferença impacta negativamente o custo do Brasil.

Patrícia Arantes também ressaltou que aplicar lógica urbana à realidade rural seria, nas palavras dela, “um erro muito grande“. A SRB afirma estar fornecendo dados técnicos ao Senado para que as especificidades do campo sejam contempladas nas propostas em discussão.

Entre os exemplos citados estão a pecuária leiteira, com suas duas ordenhas diárias, os frigoríficos com escala de 12 por 36, e os trabalhadores safristas, todos com dinâmicas de trabalho distintas das atividades urbanas.

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Acordo com UE ampliou interesse do Canadá no Mercosul, diz governo

Com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o governo brasileiro notou um aumento “significativo” no interesse de outros parceiros em negociações comerciais com o bloco sul-americano.

Depois do tratado histórico, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para finalizar o quarto acordo de livre comércio fechado em quatro anos.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, há margem para fechar o acordo com o Canadá ainda em 2026.

Em maio, autoridades do Mercosul estiveram em Toronto para dar continuidade às negociações de um acordo de livre comércio do bloco. As reuniões levaram cinco capítulos do tratado à fase de encerramento.

Na avaliação de Tatiana Prazeres, o acordo comercial com a UE mostrou aos outros países que o Mercosul é capaz e tem interesse em concluir acordos comerciais relevantes.

Além disso, ela considera que o tratado acende um alerta nos outros parceiros de que há um concorrente tendo acesso preferencial aos mercados do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Os fatos dos europeus terem concluído um acordo que já está sendo implementado faz com que os outros vejam a nossa região de outra forma. Isso faz aumentar o interesse do Canadá e de outros pelo bloco do Mercosul”, disse Tatiana ao CNN Money.

Para fechar o acordo com os canadenses, ainda há algumas pendências relevantes em relação ao acesso de mercados. Entre as questões sendo negociadas, estão o cronograma da liberalização tarifária e regras de origem – tópicos centrais nesse tipo de negociação.

‘É natural que nesse momento da negociação haja uma combinação de interesses ofensivos e defensivos que ainda precisam ser equacionados”, disse a secretária.

Além da União Europeia, o bloco sul-americano já firmou acordos comerciais com EFTA e de Singapura. Na lista de negociações, o Mercosul busca avançar com a Indonésia, Vietnã, Índia, México e Emirados Árabes.

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Fim da 6×1 merece discussão centrada, diz presidente da Fiepa

Em entrevista exclusiva à CNN Money, Alex Carvalho, da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), criticou a forma como vem sendo conduzido o debate sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, a discussão tem sido marcada por superficialidade e apelo eleitoral, em detrimento de uma análise técnica mais aprofundada.

Para Carvalho, a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados ocorreu sem o devido embasamento. “Existe um nós contra eles de forma desnecessária”, afirmou.

Na avaliação dele, defender mais cautela e aprofundamento no debate não significa ser contrário aos trabalhadores, mas agir com responsabilidade diante dos possíveis efeitos de uma mudança aprovada de forma precipitada.

O principal ponto de preocupação do setor industrial são os impactos econômicos da medida. Com base em estudos do Observatório da Indústria do Estado do Pará, Carvalho afirmou que a proposta, nos moldes aprovados pela Câmara, elevaria os custos em 13% na construção civil e em 11% na indústria de transformação.

Segundo ele, esse aumento acabaria sendo repassado aos consumidores, afetando toda a sociedade.

Diante desse cenário, Carvalho demonstra expectativa de que o Senado conduza uma discussão mais madura. Ele destacou a proposta do senador Rogério Marinho como uma alternativa que amplia a flexibilidade nas relações de trabalho ao reforçar o princípio de que o negociado deve prevalecer sobre o legislado.

De acordo com ele, a iniciativa conta com o apoio de mais de 40 senadores.

Questionado sobre a possibilidade de incluir mudanças na jornada de trabalho na Constituição, Carvalho avaliou que esse não seria o instrumento mais adequado. Para ele, constitucionalizar o tema pode gerar rigidez excessiva e efeitos negativos de difícil reversão, especialmente em um contexto de crescente competição global.

O representante da Fiepa também apontou uma contradição entre o discurso de reindustrialização do país e medidas que, em sua visão, reduzem a competitividade do setor produtivo. Ele citou fatores como a instabilidade geopolítica, os juros elevados e os desafios da economia global para defender um debate mais técnico e equilibrado.

O pleito da entidade, apoiado por mais de 3 mil organizações, é que o tema seja discutido com mais calma, parcimônia e base em dados concretos, longe das pressões do calendário eleitoral.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Reino Unido proibirá importação de diesel e combustíveis russos até 2027

O Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (12) que a proibição total do diesel e do combustível de aviação produzidos na Rússia ocorrerá até 2027, ao definir seu cronograma para encerrar uma licença temporária para produtos petrolíferos russos.

No mês passado, o Reino Unido anunciou que continuaria permitindo a importação de diesel e querosene de aviação refinados a partir de petróleo bruto russo em países terceiros, adiando uma proibição previamente anunciada, alegando problemas de abastecimento causados ​​pela guerra com o Irã.

Na sexta-feira, o Ministério dos Negócios e do Comércio disse que a licença temporária para a implementação gradual da proibição expiraria em 1º de janeiro de 2027.

Acrescentou também que o governo continuaria a rever a licença a cada duas semanas, com vista a revogá-la o mais rapidamente possível.

(Com informações de Alistair Smout)

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Investidores acompanham novo tarifaço com reação mais moderada

A nova proposta de tarifas de 25% sobre produtos importados pela recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), gerou tensão sobre uma nova guerra comercial global. 

Um estudo da FIA Business School estima que as novas medidas podem provocar uma perda de até R$ 38 bilhões no consumo brasileiro e afetar US$ 9,5 bilhões em exportações industriais. Segundo a projeção, o impacto também poderia reduzir em até 0,6% o crescimento do PIB brasileiro.

A proposta apresentada pelos Estados Unidos ainda passa por etapas políticas e regulatórias antes de entrar efetivamente em vigor. Trump tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e a aplicação das tarifas.

Segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, o momento é considerado delicado para o Brasil, já que boa parte da sustentação da atividade econômica vem do agronegócio e das exportações. 

“Uma imposição de tarifas prejudica ainda mais um crescimento que já está frágil e concentrado, além de provocar consequências no emprego e no consumo”, observa Marilia. 

Além dos impactos econômicos, o mercado também acompanha a incerteza sobre a efetiva implementação das medidas. Isso porque o primeiro grande pacote tarifário anunciado por Trump, em 2025, teve recuos, flexibilizações e mudanças ao longo dos meses.

“No início, houve uma reação de muito medo, mas depois os investidores enxergaram parte das medidas mais como retórica do que algo efetivamente prático”, diz Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb. 

Para Thiago Godoy, educador financeiro, ainda existe uma dúvida sobre até que ponto Trump estaria blefando ou se realmente pretende implementar todas essas medidas. 

“O mercado passou a levar parte do discurso mais a sério, mas esse movimento de anunciar e depois recuar também desgasta a credibilidade dele”, complementa. 

Nesse cenário, acordos comerciais e alianças econômicas ganham força. O avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento do Brics, é visto como um caminho para reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos.

A inflação americana também segue no radar dos investidores globais. Com preços elevados de imóveis e alimentos, cresce a preocupação com a perda de poder de compra da população.

Outro efeito percebido pelo mercado é a desvalorização do dólar nos últimos meses. 

“Esse movimento já vem sendo observado, com investidores retirando recursos dos EUA e buscando oportunidades em outras geografias, como por exemplo a bolsa brasileira”, explica Marilia Fontes. 

Apesar disso, Godoy pondera que o movimento não elimina a importância do dólar dentro de uma estratégia de diversificação internacional. 

“O que isso não significa é que o investidor deva deixar de olhar para o dólar, já que continua sendo uma moeda forte. Esse cenário pode mudar rapidamente e, com a moeda americana em um patamar mais baixo, muitos investidores enxergam uma oportunidade para ampliar a exposição internacional”, conclui Thiago.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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Pejotização pode crescer com o fim da jornada 6×1, diz especialista

A possível aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 pode gerar um aumento significativo nos custos das empresas e impulsionar a pejotização no Brasil. A avaliação é de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV Ibre, em entrevista ao CNN Novo Dia.

Segundo Barbosa Filho, a redução da jornada de trabalho prevista no texto aprovado na Câmara dos Deputados — de 44 para 40 horas semanais — representa uma queda de 9% no tempo disponível do trabalhador. “A produtividade total desse trabalhador por mês vai cair”, afirmou. “Isso significa que somente a redução do trabalho daria um aumento de 10% no custo do trabalho.”

O pesquisador explicou que, ao se considerar também os dois dias de descanso remunerado por semana previstos na proposta, o impacto total sobre os custos das empresas pode chegar a 20%.

“Obviamente, a empresa vai buscar a alternativa. A alternativa pode ser a informalidade, pode ser a quebra do vínculo de trabalho”, disse Barbosa Filho. Ele acrescentou que todas as empresas que puderem repassar esse aumento de custo aos preços o farão, atingindo o consumidor de forma geral e pressionando a inflação.

Barbosa Filho destacou ainda o risco de aumento da rotatividade no mercado de trabalho. De acordo com ele, é comum que, diante de reduções de jornada com manutenção de salário, as empresas substituam trabalhadores que ganham acima do piso da categoria por outros com remuneração menor.

“O risco que a gente tem hoje em dia da PEC é que uma parte desse aumento de custo vire rotatividade, uma parte vire o trabalhador migrar para a informalidade”, alertou.

Pejotização como saída para as empresas

Questionado sobre o risco de pejotização, o pesquisador foi direto: “Quando isso é possível, o trabalhador acaba virando uma PJ, ele cria um CNPJ e acaba prestando um serviço para a empresa.”

Para Barbosa Filho, sempre que o custo relativo do trabalho aumenta, tanto empresas quanto trabalhadores reagem, e a pejotização é uma das possibilidades que estarão “em cima da mesa”.

O pesquisador também comentou sobre alternativas que circulam no Congresso para mitigar os impactos econômicos da proposta, como a ampliação do limite do MEI. No entanto, ele ponderou que essa medida traz riscos próprios.

“Você abrir mais espaço para o MEI, que tem um grande subsídio na Previdência, vai contra o equilíbrio fiscal do governo e ao mesmo tempo você acaba fortalecendo um tipo de vínculo que não é aquele vínculo formal com carteira”, concluiu.

Barbosa Filho ressaltou que empresas de pequeno porte, com margens menores, serão as mais afetadas caso a PEC seja aprovada nos moldes atuais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Brasil e UE fecham parceria para ampliar trocas sobre governança de IA

O Brasil e a União Europeia assinaram na manhã desta sexta-feira (12) uma parceria digital, cujos objetivos são intensificar a cooperação em áreas como governança da inteligência artificial, infraestrutura pública digital e conectividade significativa.

O novo instrumento também vai ampliar a cooperação dos dois lados nas áreas de proteção de dados, semicondutores, computação de alta performance, inovação científica e tecnológica e governança global do ambiente digital.

Com o acordo, o Brasil e União Europeia esperam reduzir a dependência em áreas-chave, como a fabricação de chips e serviços de nuvem. Hoje o mercado é dominado por empresas norte-americanas.

“Essa parceria com a UE vem em um momento muito oportuno para gente, com essa mudança de status. Justamente, temos avançados dentro do governo em diversas iniciativas para fortalecer a nossa soberania digital. Em breve, o presidente [Lula] deve anunciar a aquisição de um supercomputador de IA, nessa tentativa da gente reforçar a nossa soberania digital”, disse a ministra Esther Dweck após a assinatura do acordo.

De acordo com o governo, o acordo também vai conferir uma orientação política de alto nível à relação de duas décadas entre os dois lados que existe no nível técnico.

A proposta partiu do bloco europeu, que mantém parceria desse tipo com apenas quatro países: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura.

A parceria vem meses depois da União Europeia assinar um acordo de livre comércio com o Mercosul. De acordo com a vice-presidenta Executiva da Comissão Europeia para Soberania Digital, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, o acordo comercial entre os blocos foi um impulso para avançar na parceria digital com o Brasil.

“Este é um passo muito importante após termos alcançado o acordo comercial com o Mercosul. Agora queremos aproveitar todos os benefícios que conquistamos com esse acordo”, disse Virkkunen durante a cerimônia.

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Relembre a trajetória de Elon Musk, o 1º trilionário da humanidade

O fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, se tornou oficialmente nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário do mundo. Ninguém jamais chegou perto de alcançar esse nível de patrimônio líquido.

Seria preciso somar as estimativas de patrimônio das quatro pessoas mais ricas do mundo – os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, o fundador da Oracle, Larry Ellison, e o fundador da Amazon, Jeff Bezos – para chegar perto do que Musk contabiliza atualmente.

 

 

Sua riqueza individual também é maior do que a das economias da maioria dos países do planeta, incluindo Taiwan (US$ 977 bilhões), Irlanda (US$ 779 bilhões), Suécia (US$ 760 bilhões) e Singapura (US$ 660 bilhões), além da África do Sul, país natal de Musk (US$ 480 bilhões).

Um trilhão de dólares é um milhão de milhões de dólares, o que é praticamente impossível de gastar em uma vida inteira. 

Relembre trajetória de Musk

Musk, de 54 anos, nasceu em Pretória, África do Sul, filho de mãe canadense e pai sul-africano. Ele frequentou a Universidade da Pensilvânia, onde se formou em 1997.

Em 2002, Musk funda a SpaceX, com a intenção de baixar os custos e aumentar a acessibilidade das viagens espaciais.

Já em 2008, ele assumiu o cargo de CEO da Tesla com a convicção de que os veículos elétricos poderiam combinar alto desempenho com recursos baseados em software, ajudando a redefinir a indústria automotiva global.

Musk foi eleito em 2013 como Empreendedor do Ano pela revista Fortune. E, em 2017, a Tesla entra na lista Fortune 500 das maiores empresas dos Estados Unidos pela primeira vez, classificando-se em 383. A lista classifica as empresas por receita, e a Tesla rendeu US$ 7 bilhões em 2016.

Alguns observadores do setor automotivo dizem que o sucesso da Tesla – e seu valor de mercado superior a um trilhão de dólares – ajudou a impulsionar as montadoras tradicionais a se voltarem para os carros elétricos.

Muitos investidores apostam que ele pode repetir o feito agora no espaço e na inteligência artificial. No entanto, a SpaceX continua com dificuldades financeiras, e grande parte da avaliação da empresa depende de tecnologias que podem levar anos ou décadas para se tornarem comercialmente viáveis.

Além da Tesla e da SpaceX, Musk cofundou outras cinco empresas, incluindo a startup de perfuração de túneis The Boring Company e a fabricante de implantes cerebrais Neuralink .

Como CEO da Tesla, Musk atraiu controvérsia e elogios na mesma medida. Ele é reconhecido por ter transformado a Tesla na montadora mais valiosa do mundo.

Executivos de montadoras tradicionais ignoraram a ameaça por anos, céticos de que uma startup de carros pudesse descobrir como produzir veículos elétricos em massa de forma lucrativa.

“Ele renovou o respeito mundial pela engenhosidade americana na engenharia automotiva”, disse Bob Lutz, ex-vice-presidente da General Motors.

Em 2021, a revista Time nomeou Musk como a Personalidade do Ano, “por criar soluções para uma crise existencial, por incorporar as possibilidades e perigos da Era dos Titãs da tecnologia, promovendo as transformações mais ousadas e disruptivas da sociedade”.

Em 2022, o bilionário anunciou que chegou a um acordo com o Twitter e comprou a rede social por US$ 44 bilhões. Posteriormente, Musk decidiu alterar o nome da plataforma para X, como permanece até hoje.

*com informações da CNN Internacional e Reuters.

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IBGE abre mais de 8 mil vagas temporárias; veja detalhes e como participar

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou, nesta sexta-feira (12), a abertura das inscrições de novo processo seletivo para profissionais com interesse em atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os contratos são temporários de até 12 meses, podendo ser prorrogados.

As inscrições já podem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, com taxa de inscrição de R$ 53,00. O prazo se encerra às 23h do dia 1º de julho de 2026, no horário de Brasília.

Segundo o instituto, são oferecidas 8.238 vagas, distribuídas entre as funções de Agente Censitário Administrativo (1.110 vagas), Agente Censitário de Informática (1.089 vagas), Agente Operacional Regional (948 vagas), Agente Censitário Regional (948 vagas) e Agente Censitário Supervisor (4.143 vagas), com remunerações que variam de R$ 2.128,00 a R$ 4.008,00. 

Além dos salários, todos os contratados terão benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Previsão de safra de café do Brasil cai em meio à seca, mostra IBGE

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Governo Lula lança linha de crédito para entregadores de aplicativo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12) uma nova linha de crédito voltada para motociclistas ou ciclistas que prestam serviços para aplicativos. A iniciativa, que faz parte do programa Move Brasil, beneficia motoristas e entregadores.

A MP (Medida Provisória) será editada ainda nesta sexta (12), junto com a liberação do portal de cadastramento do programa. A partir de sábado (13), as contratações da linha de crédito terão início.

Um dos objetivos do programa é aumentar a produtividade e a renovação das frotas. A linha de crédito liberada poderá ser usada para a compra de ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas ou com projeto de investimento para produção no país. Cada trabalhador terá direito ao financiamento de apenas um veículo.

Podem participar do programa as seguintes categorias:

  • Profissionais cadastrados em aplicativos com ao menos seis meses de cadastro na plataforma e, no mínimo, 100 corridas realizadas;
  • Profissionais sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) com ao menos 6 meses de exercício da atividade.

Como contrapartida para as montadoras, serão oferecidos descontos na aquisição dos veículos.

O programa será implementado com base nos recursos do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social) e usará informações compartilhadas por plataformas digitais como Uber, 99 e Ifood. Para que possam aderir ao Move Brasil, os motoristas ainda terão que passar pela análise da Caixa e do Banco do Brasil.

A linha de crédito a ser liberada terá juros de 12,5% ao ano para homens (0,99% ao mês), e 11,5% ao ano para mulheres (0,91% ao mês). O financiamento poderá ser pago em até 48 meses (quatro anos) e terá carência de dois meses antes do início do pagamento das parcelas.

Linha para Pessoa Jurídica

Além do crédito para os entregadores, o governo também lançou uma modalidade voltada para empresas, corporativas e sindicatos.

Essa linha poderá ser usada para itens pré-determinados, como baterias e postos de troca de bateria; e para capital de giro associado, limitado a 30% dos investimentos. O objetivo a expansão de infraestrutura do serviço de troca de bateria e de sistemas de recarga de motos elétricas.

As condições são semelhantes às da linha para pessoas físicas: juros de 12,5%, prazo de até 48 meses e carência de dois meses.

Governo Lula e motoristas de aplicativo

Desde o início do seu governo, o presidente Lula tem feito acenos à classe dos motoristas de aplicativo. A regularização dessa classe tem sido uma das pautas do petista nesta gestão.

Em maio, o petista assinou uma MP criando uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem veículos novos com juros reduzidos.

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Economista defende que transição para fim da 6×1 seja “mais longa possível”

O sucesso da PEC do fim da escala 6×1 dependerá diretamente do ritmo de implementação das mudanças. Essa é a avaliação do professor de economia do Insper Sergio Firpo, em entrevista ao Live CNN desta sexta-feira (12). Ele alertou que uma redução implementada de forma precipitada pode não gerar os efeitos desejados.

“Não adianta a gente, na canetada, querer reduzir jornada, querer reduzir número de dias trabalhados, sem ter muito bem pensado como isso vai se refletir em ganhos de produtividade por hora trabalhada”, disse o professor.

Ele ressaltou que a redução simples da jornada de trabalho não aumentará a produtividade de forma imediata e poderá elevar custos. “Isso pode gerar informalidade em setores específicos da economia. Informalidade é aquele emprego sem carteira, que é a forma que empresas pequenas, com margens muito pequenas, têm para poder sobreviver”, explicou Firpo.

Para o especialista, a saída está em tratar cada setor e cada empresa de forma diferente, levando em conta tamanho e região. Ele defendeu que a transição seja “a mais longa possível”, para que as empresas tenham tempo de reorganizar o trabalho, promover treinamentos e, em alguns casos, adotar novas tecnologias.

“O sucesso dessa mudança depende de como a gente vai lidar com essa transição”, afirmou Firpo, reforçando que uma implementação acelerada e desordenada pode comprometer os resultados esperados.

Discussão sobre detalhes da proposta

Segundo Firpo, o debate sobre o mérito da proposta já está superado. “O mérito está estabelecido, os deputados e senadores estão convencidos de que essa proposta deve ir à frente”, afirmou. A discussão agora, de acordo com ele, concentra-se nos detalhes de como a redução da jornada será colocada em prática.

O especialista explicou que a solução encontrada pelo Congresso, para evitar que a pauta trave os trabalhos da Câmara, foi fazer com que o Projeto de Lei enviado pelo Executivo contenha apenas o essencial. As mudanças mais relevantes relacionadas à implementação da redução da jornada deverão vir por meio de lei complementar futura.

“A gente tem que acompanhar o encaminhamento desse Projeto de Lei complementar, porque isso vai ser decisivo para o sucesso da redução da jornada”, destacou Firpo.

Ao ser questionado sobre como construir uma convergência entre as demandas dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo, Firpo foi categórico ao rejeitar a desoneração da folha de pagamentos como solução intermediária.

“Acho que pode ser muito ruim do ponto de vista fiscal”, afirmou, acrescentando que “pioras fiscais têm impactos importantes sobre a qualidade de vida da população como um todo”, pressionando juros e inflação.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Nubank nega fim de atividades e diz que mensagem a clientes foi um “erro”

O Nubank negou o encerramento de suas atividades após clientes terem recebido notificações citando o “encerramento” das operações da instituição financeira.

Em nota, o Nubank lamentou o envio “indevido” de uma mensagem a clientes e informou que o episódio decorreu de um “erro operacional pontual”, que está sendo investigado internamente.

Segundo a instituição financeira, que pediu desculpas pelo acontecido, o envio das notificações foi realizado à uma parcela de sua base de clientes.

“O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade.”, diz o comunicado.

Procurado pela CNN Brasil, o Banco Central também afirmou que não procede a informação de que a insituição financeira foi liquidada.

O Nubank afirmou que o “erro” foi identificado e solucionado, refornaçando que permanece com todas as licenças ativas e sem impactos na operação.

Veja mensagem enviada à clientes

A notificação recebida por clientes do Nubank orientava os clientes a solicitar garantia pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mas tanto instituição financeira como o Banco Central confirmaram que as operações seguem normalmente. Veja abaixo:

Notificação enviada à clientes do Nubank afirmava fim das operações da instituição
Notificação enviada à clientes do Nubank citava fim das operações da instituição • Reprodução/CNN Brasil

 

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Redução de jornada não deve vir por lei, mas por acordos, diz especialista

A PEC (proposta de emenda constitucional) e o projeto de lei que tratam da redução da jornada de trabalho no Brasil estão “na direção muito errada em termos técnicos”.

A avaliação é de José Pastore, do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, em entrevista ao CNN Money.

Segundo Pastore, a forma correta de promover reduções de jornada é por meio de negociações coletivas entre empregados e empregadores, ou por meio de sindicatos.

“Na negociação, você pode ajustar a questão de jornada e de escala às características específicas do trabalho, das atividades laborais, o que a lei não consegue fazer, porque a lei é uma solução muito geral, muito genérica”, afirmou.

A tramitação travada entre as propostas no Congresso já provoca insegurança, segundo Pastore.

“Isso gera uma insegurança muito grande, em primeiro lugar, para os próprios empregados, que não sabem como vai ficar, e em segundo lugar, para as próprias empresas”, disse.

Para ele, caso as medidas sejam aprovadas, as empresas precisarão contratar mais pessoas para manter o mesmo nível de atividade, o que se torna um desafio diante de um mercado de trabalho “muito apertado” e de uma taxa de desemprego baixa. “Está muito difícil recrutar”, resumiu.

Desafio da produtividade

Pastore também alertou que o Brasil ainda não reúne as condições de produtividade necessárias para implementar a mudança.

Ele explicou que, nos países desenvolvidos, a redução de jornada ocorre após ganhos de eficiência: “Para cada melhoria de produtividade, eles reduzem um pouco a jornada”.

No Brasil, porém, a produtividade está “estagnada num nível muito baixo”.

Enquanto trabalhadores em países avançados produzem entre US$ 60 e US$ 80 por hora, no Brasil a média é de US$ 17.

Para Pastore, a produtividade depende não apenas do trabalhador, mas também da tecnologia das empresas, da competência dos empresários e da infraestrutura do país.

Outro ponto destacado por Pastore é o risco de crescimento da informalidade. Ele explicou que, embora a contratação sem registro em carteira seja rara nas grandes empresas, ela é frequente nas pequenas.

Com o mercado de trabalho aquecido e a dificuldade de recrutar formalmente, pequenas empresas podem optar por contratar informalmente para cobrir turnos de fim de semana.

“A informalidade já atinge 40% da força de trabalho brasileira”, alertou.

Para ele, uma medida impositiva por lei ou por Constituição pode agravar esse quadro, prejudicando tanto os trabalhadores, que ficam sem proteção, quanto a Previdência Social, que deixa de receber contribuições.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Autoridades do BCE mantêm em aberto chance de alta dos juros em julho

Autoridades do Banco Central Europeu mantiveram em aberto, nesta sexta-feira (12), a possibilidade de um novo aumento das taxas de ​juros em julho devido à inflação acelerada, mas afirmaram que ainda ​é muito cedo para determinar se tal movimento será necessário para evitar que a alta dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio se espalhe.

O BCE elevou as taxas de juros na quinta-feira (11), tornando-se o primeiro grande banco central a apertar a política monetária diante do salto nos preços do petróleo, depois que a inflação ultrapassou os 3% e até mesmo o aumento subjacente dos preços — que exclui as variações no setor de energia — subiu bem acima da meta ⁠de 2%.

“O Conselho do BCE se reunirá ​para sua próxima reunião de política monetária em julho”, afirmou o presidente do banco central alemão, Joachim ​Nagel, em comunicado. “Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e estamos prontos para agir novamente, caso seja ⁠necessário.”

Ulo Kaasik, o recém-empossado presidente do banco central da Estônia, ⁠por sua vez, alertou que a inflação pode ser mais forte do que o previsto, ​já ‌que a incerteza á excepcionalmente alta.

“Considerando os vários riscos, é bastante provável que o aumento dos preços na zona ⁠do euro seja mais rápido do que o esperado”, disse ele em uma postagem de blog, acrescentando que o BCE ainda deve manter sua abordagem de decidir a política monetária reunião a reunião.

Embora os comentários públicos tenham sido cautelosos e evasivos ‌nesta ⁠sexta-feira, fontes próximas à ‌discussão disseram à Reuters que um aumento em julho não é o cenário base por enquanto, e que será necessário um aumento nos preços da energia ou outra surpresa negativa na inflação para que eles ajam nessa ocasião.

Ainda assim, uma ⁠pausa pode ser seguida por outro aumento em setembro, acrescentaram.

Os mercados ⁠financeiros veem uma chance em três de outro aumento dos juros em julho, mas um movimento até setembro já está totalmente precificado.

O presidente do ‌banco central austríaco, Martin Kocher, mostrou-se mais cauteloso do que alguns, dada a queda acentuada nos preços da energia mais cedo, em meio a rumores de que o Irã e os EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

“Faltam seis semanas para a próxima reunião de definição de juros no final de julho”, ‌disse Kocher em uma coletiva de imprensa, acrescentando: “Muita coisa pode acontecer nesse período… Quem sabe quais desenvolvimentos teremos.”

Primoz Dolenc, presidente do banco central da Eslovênia, disse que o BCE tem toda a flexibilidade para agir se isso ⁠se tornar necessário.

“Acreditamos que, no contexto de alta incerteza sobre a magnitude e a persistência do choque energético, esse nível de taxas de juros nos permite responder adequadamente a novos desenvolvimentos”, disse ele em uma postagem de blog.

Nagel, um potencial ​candidato à sucessão da presidente do BCE, Christine Lagarde, no próximo ano, disse que o aumento das taxas de juros na ​quinta-feira foi necessário, pois a inflação agora está se espalhando para além do setor energético e começando a afetar os preços de outros bens e serviços.

“O choque de oferta desencadeado pela guerra no Oriente Médio está se mostrando forte e persistente”, disse ele. “É por isso que não podemos simplesmente ‘ignorá-lo’.”

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Banco do Japão deve elevar juros ao nível mais alto em 31 anos

O Banco do Japão deve elevar as taxas de juros para o nível mais alto em 31 anos na ​próxima semana e sinalizar que está disposto a continuar aumentando os ​custos dos empréstimos, enquanto se concentra em combater os riscos de inflação decorrentes da guerra no Oriente Médio.

A decisão alinharia o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando políticas mais restritivas, incluindo o BCE (Banco Central Europeu), que anunciou um amplamente esperado aumento dos juros na quinta-feira (11).

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, atualmente hospitalizado para um tratamento de duas semanas devido a um cisto hepático, não participará da reunião de dois dias que se ⁠encerra em 16 de junho.

Os oito membros restantes ​do conselho, muitos dos quais alertaram para as crescentes pressões sobre os preços, provavelmente elevarão a taxa ​de juros de 0,75% para 1% — levando-a a níveis não vistos desde 1995.

“A ausência de Ueda não afetará a decisão institucional ⁠do Banco do Japão de se concentrar nos crescentes riscos ⁠de inflação, em vez dos riscos ao crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio”, disse Saisuke ​Sakai, ‌economista sênior do Mizuho Research Institute.

O aumento seria o primeiro desde dezembro e marcaria uma mudança na abordagem cautelosa do Banco ⁠do Japão, que vem desmantelando os resquícios do estímulo radical do antecessor de Ueda, rumo a um foco no papel convencional do banco central de combater a inflação.

Com um aumento na próxima semana praticamente precificado, os mercados estão voltando a atenção para o momento e ‌o ⁠ritmo dos aumentos futuros.

Uma ‌pesquisa da Reuters mostrou que economistas projetam que o Banco do Japão elevará as taxas para 1,25% no quarto trimestre, após um aumento em junho para 1%.

Uma complicação para os investidores será comparar a linguagem dos comentários anteriores de Ueda com a do vice-presidente ⁠Shinichi Uchida, que conduzirá a coletiva pós-reunião da próxima semana em nome ⁠do presidente.

Os investidores estarão atentos a pistas de Uchida sobre se sinais de ampliação da inflação poderiam levar o Banco do Japão a acelerar os ‌aumentos dos juros.

O Banco do Japão provavelmente enfatizará sua determinação em continuar aumentando os juros, já que o choque energético, os custos crescentes de importação devido ao iene fraco e um mercado de trabalho restrito alimentam os riscos de inflação.

Mas a autoridade monetária vê pouca necessidade de aumentos de juros mais rápidos ou consecutivos, pelo menos por enquanto, segundo fontes ouvidas pela ‌Reuters, citando a incerteza sobre as repercussões econômicas da guerra no Irã.

“Embora Uchida seja visto como um dos membros mais dovish do conselho, ele provavelmente tentará soar bastante hawkish para evitar provocar quedas indesejáveis do iene”, disse Nobuyasu Atago, economista-chefe ⁠do Instituto de Pesquisa Econômica da Rakuten Securities.

“É um dilema. O Banco do Japão não vai querer se comprometer antecipadamente com nenhum prazo, dada tanta incerteza. Mas parecer muito cauteloso sobre o próximo passo poderia enfraquecer o iene, elevar os preços e aumentar o ​risco de ficar para trás.”

Um aumento para 1% colocaria a taxa de juros de referência do Banco do Japão na parte inferior ​da faixa nominal estimada de 1,1% a 2,5%, considerada neutra para a economia — motivo para agir com cautela.

Mas o ritmo lento dos aumentos das taxas do BC japonês tem sido apontado como responsável pelo enfraquecimento do iene, que oscila em torno da marca de 160 por dólar, o que aumenta a chance de uma ‌intervenção cambial.

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Prestes a se tornar 1º trilionário, riqueza de Musk pode comprar países

Elon Musk está prestes a se tornar o primeiro trilionário do mundo. É uma quantidade de riqueza impressionante, jamais vista na história.

Musk já possui cerca de US$ 270 bilhões em ações e opções graças ao seu papel como CEO da Tesla. Assim que as ações da SpaceX — sua empresa de foguetes e inteligência artificial — começarem a ser negociadas mais tarde nesta sexta-feira (12), ele passaria a valer mais US$ 841 bilhões. (Ele seria dono de quase metade das ações da SpaceX, que o IPO deve avaliar em US$ 1,77 trilhão no total.)

No total, isso representa US$ 1,11 trilhão para Musk apenas com suas duas empresas de capital aberto.

No entanto, a riqueza de Musk é uma riqueza em papel, não uma pilha de dinheiro em algum banco. Tudo está sujeito à forma como os investidores continuarão a valorizar suas empresas, Tesla e SpaceX, no futuro.

Um trilhão de dólares equivale a um milhão de milhões de dólares. Seria impossível gastar essa quantia de forma razoável em uma única vida. Se alguém gastasse US$ 1 milhão por hora, todos os dias, ainda assim levaria mais de um século para gastar US$ 1 trilhão.

Para ajudar a contextualizar, aqui estão seis coisas que valem (ou em breve valerão) menos do que Elon Musk.

As economias da maioria dos países

Em todo o mundo, apenas 20 países têm economias maiores do que US$ 1,1 trilhão, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. Isso significa que a grande maioria das nações do mundo tem uma economia que vale menos do que Musk.

Entre elas estão Taiwan (US$ 977 bilhões), Irlanda (US$ 779 bilhões), Suécia (US$ 760 bilhões) e Singapura (US$ 660 bilhões), além da África do Sul natal de Musk (US$ 480 bilhões).

A economia de Manhattan

É claro que não é preciso ir ao exterior para encontrar economias menores do que o portfólio de investimentos de Musk.

A ilha de Manhattan, base de muitas das potências financeiras e corporativas dos Estados Unidos, incluindo Wall Street, teve um produto interno bruto de pouco mais de US$ 1 trilhão em 2024. (Esse é o ano mais recente para o qual há dados disponíveis do Federal Reserve.)

Todos os imóveis de Houston

Houston é a terceira maior cidade dos EUA, atrás apenas de Nova York e Los Angeles. A cidade texana, localizada na Costa do Golfo, é um polo para a indústria de petróleo e gás do país.

Todos os imóveis da cidade, tanto residenciais quanto comerciais, valem cerca de US$ 879 bilhões no total, de acordo com os dados mais recentes disponíveis.

Todos os veículos novos comprados nos EUA

Depois das moradias, carros e caminhões são a maior compra feita pela maioria dos americanos.

O preço médio de um carro novo atingiu um recorde de US$ 48.402 em todas as vendas no ano passado. Mesmo assim, os americanos compraram 16,3 milhões de carros novos em 2025, o que custou um total de US$ 789 bilhões.

Outros bilionários da tecnologia

Musk já é a pessoa mais rica do mundo. Mas seu patrimônio líquido pode em breve deixar seus pares bilionários do setor de tecnologia para trás.

Mesmo que se some a estimativa de riqueza dos quatro próximos mais ricos — os cofundadores do Google Larry Page e Sergey Brin, o fundador da Oracle Larry Ellison e o fundador da Amazon Jeff Bezos —, o patrimônio líquido combinado deles, de US$ 1,09 trilhão, fica apenas um pouco abaixo da fortuna de Musk.

Assim como Musk, todos fizeram suas fortunas a partir das ações das empresas de tecnologia que fundaram.

Todas as equipes esportivas profissionais

As equipes esportivas são um dos brinquedos mais caros que os bilionários adoram comprar. Mas US$ 1 trilhão poderia comprar praticamente todas as equipes esportivas do planeta.

Na verdade, as 50 equipes esportivas mais valiosas do mundo valem apenas um terço disso quando somadas — uma estimativa de US$ 353 bilhões, segundo a Forbes, que acompanha as avaliações das equipes esportivas. Isso inclui a mais valiosa, o Dallas Cowboys da NFL, estimada em US$ 13 bilhões, até a de número 50, o Toronto Raptors da NBA, avaliada em cerca de US$ 5 bilhões.

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Comissão Europeia deve ajudar agricultores em 540 milhões devido a guerra

 A Comissão Europeia propôs nesta sexta-feira um pacote de ajuda financeira no valor de 540 milhões de euros (US$ 625,4 milhões) para auxiliar os agricultores da União Europeia que precisam comprar fertilizantes, cujos preços dispararam devido ao impacto da guerra com o Irã.

“Hoje, estamos cumprindo nosso compromisso de apoiar os agricultores que enfrentam o aumento vertiginoso dos custos dos fertilizantes. Posso confirmar que propusemos um pacote de apoio financeiro da UE [União Eurropeia] de 540 milhões de euros, que os Estados-Membros poderão complementar com fundos nacionais para mobilizar até 1,5 mil milhões de euros em auxílio aos agricultores no terreno”, afirmou Christophe Hansen, Comissário Europeu para a Agricultura e Alimentação, em comunicado.

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