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Ordem celebra protocolo de cooperação com advogados de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau

12 June 2026 at 19:59

Os bastonários das Ordens dos Advogados de Portugal, Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau assinaram esta sexta-feira, em Lisboa, um protocolo que promove a cooperação e formação entre as respetivas classes em temas de interesse comum e em relação à legislação de cada jurisdição.

Firmado no dia em que a Ordem dos Advogados portugueses celebra o seu centenário, o acordo foi dado a conhecer pelo bastonário português João Massano durante a cerimónia, que defendeu a advocacia lusófona como um “ativo estratégico” que deve ser valorizado e fortalecido.

“Portugal possui uma posição única na comunidade jurídica de língua portuguesa: temos uma história partilhada, uma tradição jurídica comum e uma responsabilidade acrescida na promoção da cooperação entre os países lusófonos”, afirmou o líder da classe da advocacia portuguesa, antecipando que “essa cooperação será cada vez mais importante no futuro”. “Os desafios que enfrentamos são comuns e a defesa da Justiça, da Democracia e dos Direitos fundamentais não conhece fronteiras”, acrescentou.

No protocolo enviado ao JE, João Massano, José Luís Domingos (Angola), Júlio Martins Júnior (Cabo Verde), e Januário Pedro Correia (Guiné-Bissau) “reconhecem a importância fundamental de uma cooperação transversal de formação entre os seus membros, sob a raiz de direito comum nos diferentes sistemas jurídicos de Língua Portuguesa e no rigoroso cumprimento das respectivas atribuições legais, nas referidas áreas de atuação e jurisdição”.

Relações institucionais entre as ordens de Portugal e do Brasil

O acordo a nível lusófono acontece poucos dias depois de a Ordem ter confirmado uma reaproximação com a associação congénere no Brasil, como avançou o “Público Brasil”, uma questão abordada por João Massano no encerramento das comemorações que decorreram esta sexta-feira, na Aula Magna. O regime de reciprocidade deixou de existir em 2023.

“Neste ano do Centenário foi igualmente possível retomar um caminho que considero particularmente importante para o futuro da Advocacia portuguesa. Refiro-me ao restabelecimento das relações institucionais entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a Ordem dos Advogados do Brasil, circunscrito à cooperação na área da formação”, afirmou o advogado português.

Refeições. Moedas quer alterar regras de descontos

12 June 2026 at 18:21
A proposta mantém a comparticipação a 100% nas refeições escolares para alunos dos escalões A e B da ASE e com Necessidades de Saúde Especiais e desconto de 50% para alunos do escalão C da ASE.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Uma refeição nas escolas públicas ronda 1,50 euros, sem desconto

Refeições. Moedas quer alterar regras de descontos

12 June 2026 at 18:21
A proposta mantém a comparticipação a 100% nas refeições escolares para alunos dos escalões A e B da ASE e com Necessidades de Saúde Especiais e desconto de 50% para alunos do escalão C da ASE.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Uma refeição nas escolas públicas ronda 1,50 euros, sem desconto

PS vota moções setoriais a 28 de junho

12 June 2026 at 17:22
A reunião, em Lisboa, arranca com uma intervenção de José Luís Carneiro. Regionalização, integração europeia e imigração estão entre os temas em discussão.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A reunião será iniciada com uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro

Quer passear em Alcoutim? Já lá há bicicletas elétricas partilhadas

12 June 2026 at 17:00

Alcoutim já tem um sistema de bicicletas elétricas partilhadas, no âmbito do projeto Vilas em Movimento, uma parceria entre a Fundação Galp e Câmara Municipal deste concelho do Nordeste Algarvio.

A iniciativa, inaugurada esta sexta-feira, representa um investimento superior a 100 mil euros e pretende promover soluções de mobilidade mais sustentáveis, incentivar estilos de vida ativos e reforçar a valorização do território.

O novo sistema, inaugurado numa cerimónia que contou com as presenças de Paulo Paulino, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, e de Sandra Aparício, diretora-executiva da Fundação Galp, disponibiliza 14 bicicletas elétricas e quatro estações de partilha, localizadas na biblioteca municipal, no centro náutico, na praia fluvial e no parque de caravanas.

A infraestrutura estará ao serviço de residentes e visitantes, facilitando deslocações no concelho e promovendo uma forma mais sustentável de descobrir Alcoutim.

Desenvolvido pela CME – Construção e Manutenção Eletromecânica, empresa portuguesa especializada em soluções de mobilidade partilhada, o sistema inclui bicicletas elétricas, estações de carregamento e uma plataforma digital de gestão e utilização, adaptada às características do território.

Inserida numa região de elevado valor ambiental, junto ao rio Guadiana, esta iniciativa contribui para uma utilização mais sustentável do espaço público, promove a mobilidade suave e reforça a ligação das pessoas à natureza e ao património local.

Sul Informação

“Este projeto representa mais um passo na estratégia que temos vindo a desenvolver para valorizar Alcoutim enquanto território sustentável, inovador e com qualidade de vida. Com este sistema de bicicletas elétricas partilhadas, oferecemos novas formas de mobilidade para residentes e visitantes, promovemos hábitos mais saudáveis e reforçamos a ligação ao património natural e cultural do concelho”, afirmou Paulo Paulino.

“Este sistema de bicicletas elétricas é um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode gerar valor para as comunidades, promovendo uma mobilidade mais sustentável e reforçando a ligação das pessoas ao território”, diz Sandra Aparício. Este investimento integra uma estratégia mais ampla que a Fundação Galp tem vindo a desenvolver no Baixo Guadiana, em parceria com o Município de Alcoutim, a ODIANA e outras entidades locais”.

O sistema de bicicletas elétricas partilhadas integra o programa de investimento social da Galp e da sua Fundação Galp em Alcoutim, que inclui iniciativas nas áreas da energia, mobilidade sustentável, inclusão social e desenvolvimento comunitário.

Entre essas iniciativas destaca-se também o projeto Vilas em Movimento Baixo Guadiana 2.0, desenvolvido pela ODIANA com o apoio da Fundação Galp, que promove o envelhecimento ativo e combate o isolamento social e geográfico da população mais idosa dos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Desenvolvido em parceria com o Município de Alcoutim e agentes locais, este programa gera benefícios duradouros para a população, promovendo a valorização do território, a coesão social e a melhoria da qualidade de vida das comunidades do Baixo Guadiana.

Sul Informação
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Seguro releva papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante desafios tecnológicos e sociedade que “tende a excluir”

12 June 2026 at 17:44

O Presidente da República Portuguesa relevou o papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante os desafios da era digital e de uma “sociedade que tende a excluir”, sublinhando o compromisso da Ordem dos Advogados (OA), que acaba de completar cem anos, com “uma justiça mais próxima, acessível e eficaz”.

Num discurso para uma plateia de centenas de profissionais da classe, numa cerimónia que decorre esta sexta-feira na Aula Magna, o Chefe de Estado afirmou que os advogados “enfrentam desafios de enorme complexidade”, sendo “simultaneamente mais necessários e mais desafiados do que nunca”.

“Se os primeiros 100 anos da OA foram marcados pela afirmação da liberdade perante o poder político, os próximos 100 anos serão marcados pela defesa da dignidade humana perante os desafios do poder tecnológico e de uma sociedade que tende a excluir quem considera os seus elos mais fracos”, afirmou António José Seguro.

Entre as grandes missões da advocacia do futuro está, de acordo com António José Seguro, ser “inteiramente coerente com o legado que receberam e com os valores” daquela que foi a primeira ordem profissional a ser fundada em Portugal, há precisamente um século.

Uma “instituição de liberdade e de cidadania, uma voz crítica quando necessária, defensora da legalidade democrática e parceria indispensável da justiça” com um “compromisso com o futuro, independência, liberdade humana, democracia, com uma justiça mais próxima, mais acessível e mais eficaz”, listou.

Para Seguro, que classifica a OA como “uma das instituições mais relevantes da vida civil e democrática portuguesa”, a “independência do adcogado nunca foi um privilégio corporativo. Foi sempre, e continua a ser, uma garantia democrática”.

“Celebrar os 100 anos da OA é celebrar também 100 anos de defesa do Estado de Direito. Não se mede apenas pela existência das leis, mas pela capacidade de garantir que ninguém está acima da lei e que ninguém fica desprotegido da lei; pela existência de tribunais independentes, pela efetividade dos direitos fundamentais, pela possibilidade de cada pessoa encontrar, perante a injustiça, uma voz que a represente e uma instituição que a proteja. Essa voz foi durante um século a voz dos advogados portugueses”.

António José Seguro saudou o bastonário da OA, João Massano, por incluir o tema da inclusão nas comemorações. É um sinal do que a advocacia deve ser: uma profissão que reconhece responsável perante todos os cidadãos. Uma democracia só é verdadeiramente inclusiva quando todos os cidadãos podem conhecer os seus direitos e defendê-los eficazmente. Não podemos falar de democracia sem pensar nos mais vulneráveis. A advocacia faz a diferença na vida das pessoas e essa diferença é mais urgente precisamente onde a vida é mais difícil”.

 OA e Estado Novo

O Presidente da República aproveitou a ocasião para recordar os profissionais que “exerceram a advocacia em tempos difíceis, que durante o Estado Novo assumiram a defesa dos presos políticos perante os Tribunais Plenários”. “Homens e mulheres que compreenderam que defender um cidadão não significa concordar com as suas ideias mas antes afirmar um principio superior: o direito de todos a uma defesa livre, independente e efetiva”.

“A democracia portuguesa tem uma dívida de gratidão com esses vossos colegas, a coragem de defender a dignidade humana quando tal exigia colocar em risco a própria integridade das carreiras, das famílias e a sua liberdade”, sublinhou António José Seguro.

PS vota moções setoriais a 28 de junho

12 June 2026 at 17:22
A reunião, em Lisboa, arranca com uma intervenção de José Luís Carneiro. Regionalização, integração europeia e imigração estão entre os temas em discussão.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A reunião será iniciada com uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro

Saiba onde vai faltar a luz no concelho de Lagoa

12 June 2026 at 16:10

A E-REDES Distribuição de Eletricidade irá efetuar trabalhos localizados na rede de distribuição, sendo necessário proceder à interrupção pontual da alimentação de energia elétrica em vários pontos do país.

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Sábado há “Sunset no Parque” em Pechão

12 June 2026 at 15:45

O Parque de Convívio e Lazer de Pechão recebe este sábado, 13 de Junho, a 1ª edição do “Sunset no Parque”, um evento de entrada livre promovido pelo Clube Oriental de Pechão, com música, convívio e animação ao ar livre.

Com início marcado para as 18h30 e prolongando-se até às 2h00, o evento contará com a atuação do Pagode do Buiú e do DJ King Bizz, num ambiente descontraído pensado para reunir famílias, jovens e visitantes numa das zonas mais emblemáticas da aldeia do concelho de Olhão.

Além da componente musical, os participantes poderão desfrutar de uma área de comes e bebes, com destaque para as tradicionais caipirinhas, criando o cenário ideal para celebrar a chegada do Verão.

Para Miguel Granja, Presidente da Direção do Clube Oriental de Pechão, esta iniciativa representa mais um passo na missão da associação:

«Queremos que o Sunset no Parque seja muito mais do que uma festa. Queremos criar momentos que aproximem as pessoas, valorizem a nossa terra e mostrem que uma aldeia como Pechão pode ter eventos modernos, diferenciadores e capazes de mobilizar toda a comunidade. Esta é a primeira edição e acreditamos que será o início de algo muito especial», refere o dirigente, citado em comunicado.

A organização convida toda a população da freguesia, concelho e visitantes da região a juntarem-se a esta celebração que assinala o início do verão num ambiente de partilha, música e boa disposição.

Sul Informação

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Incendio en vertedero impacta salud y economía en Dominicana

12 June 2026 at 15:45

Santo Domingo, 12 jun (Prensa Latina) La densa humareda provocada por el incendio en el vertedero municipal de Jarabacoa, en República Dominicana, genera hoy efectos en la salud de los habitantes y comienza a repercutir en la actividad turística y económica del municipio.

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Exclusiva: La verdadera historia detrás del Irán nuclear y el acuerdo de Islamabad

By: A A
12 June 2026 at 15:05

Si se obliga a Irán a realizar una demostración nuclear ante los ojos de todo el mundo, China obtendrá la prueba de que la disuasión estadounidense carece de fundamento.

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Escríbenos: info@strategic-culture.su

MOSCÚ y SAN PETERSBURGO – El lunes 1 de junio, en Power Shift, una nueva plataforma geopolítica independiente, Zulfiqar Ali, Larry Johnson y yo mismo revelamos lo que, a efectos prácticos, constituye una información de gran repercusión: si las nubes negras siguen cerniéndose sobre nosotros, Teherán está dispuesto a pasar de la ambigüedad nuclear a detonar efectivamente un dispositivo nuclear en territorio iraní.

Menos de una semana después, la página de Power Shift fue censurada en YouTube, sin explicación alguna y sin posibilidad de recurso. Sin embargo, lo que revelamos ya se había detallado en varios podcasts y entrevistas a lo largo de la semana pasada, como aquí y aquí (con Larry y conmigo); aquí; y en el foro de San Petersburgo, aquí.

Publiqué un informe detallado previo a la divulgación de la información, redactado justo antes de que el equipo negociador de Irán suspendiera el intercambio de todos (cursiva mía) los textos y mensajes con EE. UU. a través del mediador Pakistán.

En lo que respecta a la redacción de lo que quizá sea el borrador final de un Memorando de Entendimiento (MoU) entre Irán y EE. UU., objeto de un debate interminable, de repente quedó muy claro que todo gira en torno al Líbano.

Irán reiteró en repetidas ocasiones que estaba dispuesto a abandonar el “alto el fuego” —ya en estado comatoso— si la secta de la muerte de Asia Occidental seguía adelante con su amenaza de bombardear Dahiyeh, el suburbio de mayoría chiíta del sur de Beirut.

Ante la presión de Trump, el líder de la secta de la muerte se vio obligado a dar marcha atrás. Solo por unos días. Trump necesita desesperadamente un MoU y una prórroga del alto el fuego para poder venderlo como una «victoria». Su (cursiva mía) victoria.

Todo eso estaba sucediendo, a un ritmo vertiginoso, tras una fatídica y extremadamente delicada llamada telefónica de 105 minutos el jueves 28 de mayo entre el presidente iraní Masoud Pezeshkian y el primer ministro pakistaní Shehbaz Sharif.

Islamabad es el único canal de comunicación extraoficial entre Teherán y Washington que funciona y goza de confianza. Nuestras fuentes revelaron que, durante la llamada telefónica, Pezeshkian transmitió un ultimátum formalmente estructurado en tres pasos que debía comunicarse a la Casa Blanca con absoluta claridad:

  1. No más negociaciones nucleares. Es decir, la prioridad es el fin de todas las guerras, contra Irán y el Eje de la Resistencia.
  2. No más marcos prospectivos de tratados nucleares. Es decir, no habrá conversaciones que conduzcan a un posible y diluido JCPOA 2.0; solo después de resolver el fin de las guerras y la situación del estrecho de Ormuz.
  3. Si las amenazas de EE. UU. persisten, dijo Pezeshkian, eso conduciría a la «detonación de un dispositivo nuclear en suelo iraní», ejecutada no como un acto de guerra, sino como una demostración soberana e irreversible de la capacidad para controlar el dominio de la escalada.

Lo que resulta especialmente sorprendente es que nada de lo anterior tiene que ver con posturas diplomáticas.

Lo que hemos visto es al presidente de Irán transmitiendo lo que es, en esencia, una decisión del líder Mojtaba Jamenei, en la que se indica que, si Washington cruza el siguiente umbral, Teherán pasaría instantáneamente de la ambigüedad nuclear a una demostración innegable.

Y eso implicaría una ruptura permanente del sistema mundial de no proliferación, con consecuencias imprevistas.

La alineación estratégica entre China, Irán y Pakistán

El primer ministro pakistaní, Shehbaz Sharif, obviamente evaluó la magnitud de tal información. Inmediatamente ordenó al ministro de Asuntos Exteriores pakistaní, Ishaq Dar —que se encontraba en Nueva York para las sesiones del Consejo de Seguridad de la ONU— que transmitiera la información a Washington.

Dar eludió todo el aparato burocrático y llamó directamente al secretario de Estado de EE. UU., Marco Rubio, en Nueva York. El mensaje, de Teherán a la Administración Trump, fue contundente: la escalada cuenta ahora con un peldaño terminal.

Rubio “podría” (y esa es la palabra clave) haber reconocido la gravísima seriedad de lo que, de hecho, es un ultimátum nuclear formal. Informó a Trump. Al día siguiente, el 29 de mayo, Trump detuvo abruptamente cualquier acción cinética adicional. Y su retórica incendiaria se moderó al instante.

Esto no tuvo nada que ver con un repentino arrebato de moderación estratégica en el eje War-a-Lago/Despacho Oval. Fue el resultado directo y posterior del canal de comunicación extraoficial Sharif-Dar-Rubio.

En la mañana del 29 de mayo, Dar llegó a Washington para una visita oficial de un día.

Sentado frente a Rubio, le proporcionó la información detallada que la llamada telefónica de Nueva York solo había adelantado.

Puso dos bombas de gran alcance sobre la mesa de negociaciones:

1. Irán no entregará nada de su uranio altamente enriquecido (HEU). Nada. Cero. Y eso es definitivo.

Se trata de la independencia soberana (dos conceptos que ocupan el centro de la reciente declaración conjunta de Rusia y China firmada en Pekín durante la visita oficial de Putin a Xi Jinping).

Por lo tanto, Teherán no entregará sus reservas, sean cuales sean las condiciones, ya sea de forma temporal o no, solo para cumplir con un mecanismo destinado a salvar las apariencias ante la opinión pública estadounidense.

Desde el punto de vista de los dirigentes iraníes —con Mojtaba al frente—, el UME (Uranio Muy Enriquecido) va mucho más allá de un activo técnico; es la fusión definitiva de soberanía, disuasión, influencia y supervivencia política.

2. China ha suministrado a Irán sistemas de defensa estratégica de última generación —incluidos MANPAD lanzados desde el hombro— que han pasado de forma encubierta a través de terceros países (y por eso no pude obtener ninguna confirmación oficial hace dos semanas en Shanghái).

El resumen: existe una alineación estratégica China-Irán-Pakistán plenamente operativa.

¿Sigue siendo posible un Acuerdo de Islamabad?

Tal y como están las cosas, ninguno de nosotros —incluidas nuestras fuentes— sabe si un arma nuclear detonada en suelo iraní habría sido desarrollada exclusivamente por Irán [cuentan con la capacidad científica para ello]; o con posible ayuda rusa, pakistaní o norcoreana. Todas las opciones son plausibles.

Según el profesor Ted Postol del MIT, Irán podría convertir fácilmente 450 kg de hexafluoruro de uranio al 65 % en uranio apto para armas al 85 % aproximadamente: todo lo necesario para un arma de bajo rendimiento, que se montaría en al menos 10 sistemas de lanzamiento de misiles capaces de alcanzar Israel. Eso significa, como mínimo, 10 bombas nucleares.

Técnicamente, este tipo de arma de bajo rendimiento puede diseñarse, explica Postol, utilizando un reflector de neutrones fabricado con uranio empobrecido —o carburo de berilio/tungsteno— y situado inmediatamente alrededor del núcleo fisionable. Este refleja los neutrones que se escapan de vuelta hacia el material nuclear para aumentar la eficiencia de la fisión y reduce la masa crítica necesaria. En pocas palabras: menos material y más bombas.

Muy importante: a principios de la semana pasada se presentó un borrador de esta columna a un alto funcionario iraní, miembro del círculo extremadamente reducido que rodea al líder Mojtaba Jamenei. Su reacción: «No haré comentarios sobre este asunto».

Más allá de esta respuesta evasiva, lo que quedó claro al instante es la transmisión verificada de la comunicación extraoficial más trascendental de la crisis de “ni guerra ni paz”.

La historia es la siguiente: Pezeshkian habla con Sharif; Sharif habla con Dar; Dar habla con Rubio; Rubio habla con Trump; Dar habla con Rubio cara a cara (durante su rueda de prensa en Washington).

Todo ello arroja nueva luz sobre el alto el fuego de 60 días, posteriormente roto, la frágil vía de salida que Trump necesitaba desesperadamente. Este marco ha sido organizado por Pakistán y respaldado estructuralmente por China, tal y como confirmé en Shanghái.

Teherán ha insistido en el orden de los procedimientos, una y otra vez. En primer lugar, deben cesar todas las guerras, especialmente la ofensiva del culto a la muerte sobre el Líbano. A continuación, se abordan las modalidades para restablecer el tráfico comercial a través del estrecho de OrmuzLa tercera y última etapa consiste en reanudar algún tipo de diálogo nuclear significativo.

En el panorama general, ya se está llevando a cabo una profunda reestructuración, independientemente de las desagradables sorpresas que puedan deparar futuras rupturas del alto el fuego.

Tal y como están las cosas: los Acuerdos de Abraham están, a todos los efectos prácticos, muertos; Arabia Saudí ha congelado todas las conversaciones secretas de «normalización» con Israel; Catar y Omán están elaborando discretamente calendarios de transición militar para retirar gradualmente a EE. UU. de Asia Occidental.

Y lo más crucial: una nueva arquitectura de seguridad en Asia Occidental se está consolidando rápidamente fuera del paraguas «protector» estadounidense, impulsada por los Cuatro Suníes: Pakistán, Arabia Saudí, Turquía y Egipto.

El jueves pasado, de nuevo en «Power Shift» (nuestro canal de YouTube aún estaba activo), Zulfiqar Ali, Larry Johnson y yo señalamos un posible “Acuerdo de Islamabad” como el marco emergente para poner fin a la guerra entre Estados Unidos e Irán, mucho antes de que los principales medios de comunicación occidentales lo reconocieran como la estructura organizativa.

También identificamos el mecanismo que lo impulsaba: una incesante diplomacia itinerante pakistaní, respaldada de forma discreta pero decidida por China.

Esbozamos la hoja de ruta en dos fases: en primer lugar, un alto el fuego inmediato y la reapertura del estrecho de Ormuz (Irán está de acuerdo con ambas medidas); en segundo lugarun breve margen de negociación para ultimar el acuerdo político y financiero más amplio.

Informamos de que la liberación de los activos congelados de Irán, tema extremadamente polémico, no era un tema de debate especulativo, sino una palanca activa en el proceso. Esa liberación de activos y el posible alivio de las sanciones se estaban tratando como medidas concretas de fomento de la confianza.

También informamos de que una delegación iraní de alto nivel —incluidos el líder del Parlamento, Ghalibaf, el ministro de Asuntos Exteriores, Abbas Araghchi, y el gobernador del Banco Central, Abdolnaser Hemmati— viajaría a Doha en relación con la vía de los fondos congelados.

Esto se confirmó posteriormente en todos los ámbitos, incluido el hecho de que el componente del Banco Central estaba directamente vinculado a los activos congelados.

También adelantamos que Islamabad podría convertirse en el escenario del acto político final, incluida una posible visita de Trump, junto a Pezeshkian: sin embargo, ahora esa posibilidad parece tan remota como siempre.

China se limita a observar cómo fluye el río

Estos son los hechos, tal y como están:

Irán está lejos de estar aislado y se encuentra posicionado para una guerra prolongada, con un respaldo material y estratégico significativo por parte de China, Pakistán y Corea del Norte, y un apoyo cuidadosamente calculado de Rusia, tal y como confirmé durante el foro de San Petersburgo.

Estados Unidos está paralizado. La administración Trump puede parecer que desea una vía de salida; pero se encuentra totalmente limitada por la presión del culto a la muerte en Asia Occidental —como hemos visto este fin de semana—; por vías de escalada agotadas; y por la ausencia de una opción militar decisiva que pueda alterar el tablero de ajedrez sin crear una crisis infinitamente más inmanejable.

Las petro-monarquías del Golfo están aterrorizadas ante una posible reanudación de la guerra —con la principal excepción de los Emiratos Árabes Unidos.

Esto deja a Islamabad como la única vía de salida disponible, con el mariscal de campo Asim Munir posicionado como el intermediario indispensable; y Pekín y Moscú siguiendo todo de cerca, en algunos aspectos configurando activamente el marco general.

El bombardeo del sur de Beirut el 6 de junio se perpetró una vez más en un momento crítico de las negociaciones, como señaló Mohammad Mokhber, asesor principal del líder Mojtaba Jamenei y miembro del Consejo de Discernimiento de Irán:

Al bombardear el Líbano durante la presencia del mediador en Irán [se refería a Asim Munir], el enemigo prendió fuego a la mesa de negociaciones por tercera vez para denunciar las repetidas violaciones del alto el fuego en todas las zonas. Nos dirigimos a los violadores con el lenguaje del “poder”; el eje de la resistencia es un cuerpo unificado, y sin duda pagarán un precio alto y doloroso por esta agresión sobre el terreno.

El bombardeo de la secta de la muerte sobre el sur de Beirut dio lugar a un espectáculo francamente surrealista: la Administración Trump persiguiendo al mediador pakistaní en Teherán, suplicándole que intercediera ante los iraníes para lograr una desescalada.

El Emperador que quería destruir la civilización iraní tuvo que pedir a Pakistán que salvara lo que aún se podía salvar.

Esto significa, tal y como informamos, que con Irán marcando las condiciones de la escalada y aumentando su potencial de disuasión, y con Trump sin ninguna carta que jugar, la única solución posible reside en la diplomacia a través de Islamabad.

Esta semana en Power Shift, en tres programas consecutivos de lunes a miércoles, profundizaremos en la información de inteligencia y la diplomacia que subyacen a estos giros tectónicos.

Y luego, por supuesto, está el intrigante ángulo chino.

Los think tanks estadounidenses quedarán totalmente paralizados cuando finalmente se den cuenta de que, al introducir armamento militar avanzado en el teatro de operaciones iraní, Pekín está poniendo a prueba de forma activa los límites de la coacción hegemónica estadounidense.

Y si la situación llega a un punto crítico, y se obliga a Irán a realizar una demostración nuclear ante los ojos de todo el mundo, China obtendrá una prueba de concepto inexorable de que la disuasión estadounidense es vacía.

No queda más que admirar la ingeniería de una clase magistral estratégica de tal envergadura, sin disparar un solo tiro.

Traducción:  Observatorio de trabajador@s en lucha

“A Sentença” vai ter emissão especial gravada em Faro

12 June 2026 at 11:07

O programa “A Sentença”, da TVI, vai ter uma emissão especial gravada na próxima segunda-feira, 15 de Junho, a partir das 14h30, no antigo Governo Civil, em Faro. A entrada é livre.

O programa apresentará três casos inspirados em processos que marcaram a região.

Os interessados em assistir podem inscrever-se através do endereço de e-mail sentenca.publico@tvi.pt, indicando o respetivo nome e contacto.

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Moedas corta apoios às refeições escolares e pode aumentar custos até 16,5 euros por mês por aluno

12 June 2026 at 11:09

A Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para alterar o regime de descontos nas refeições escolares, numa decisão que pode afetar cerca de 36 mil crianças e jovens da rede pública. Segundo avança o jornal Expresso, a proposta do presidente da autarquia, Carlos Moedas, defende que será mantido o acesso totalmente gratuito às refeições para os alunos integrados nos escalões mais baixos da Ação Social Escolar (ASE), nomeadamente os escalões A (rendimentos anuais coletáveis até 3759 euros, ou seja 314 euros mensais) e B (rendimentos até 7519 euros por ano, ou seja, 627 euros mensais), que correspondem às famílias com menores rendimentos.

No entanto, o município pretende reduzir de forma significativa os apoios atualmente em vigor para outros escalões. O Expresso explica ainda que os estudantes do escalão C, ou seja, encarregados de educação com rendimento bruto coletável igual ou superior a apenas 1000 euros mensais deixarão de beneficiar do desconto de 50% e passarão a pagar o valor total da refeição, enquanto os alunos com rendimentos familiares mais elevados também perderão o apoio parcial que ainda lhes era atribuído.

Na prática, cada refeição custará cerca de 1,5 euros sem descontos. Para muitas famílias, a alteração poderá representar um aumento mensal médio na ordem dos 16,5 euros por aluno, tendo em conta o número de dias letivos — cada ano letivo tem entre nove e dez meses.

Segundo o jornal Expresso, a medida poderá abranger cerca de 36 mil alunos, incluindo crianças do pré-escolar e estudantes até ao 12.º ano. De acordo com dados referidos no debate político, cerca de 32 mil já estão integrados no sistema público, aos quais se somam quase 4 mil crianças do pré-escolar.

A proposta será levada a votação na vereação e já está a gerar contestação política. O Partido Socialista anunciou que votará contra, argumentando que a decisão representa um retrocesso nas políticas de apoio social escolar.

Em causa está uma mudança no modelo de apoios da ASE que, segundo a autarquia, pretende concentrar os recursos nos alunos com maiores dificuldades económicas, enquanto a oposição critica o impacto no orçamento das famílias de classe média.

Lisboa celebra Santo António com Marchas e casamentos

12 June 2026 at 10:06
Festa começa esta terça-feira com a cerimónia civil da união de cinco casais, pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, enquanto outros 11 casamentos decorrem na Sé de Lisboa.

© LUSA

Depois da troca de alianças e do copo-d'água, celebrado na Estufa Fria, os casais de Santo António descem à Avenida da Liberdade para se juntarem às 20 Marchas Populares

Lisboa celebra Santo António com Marchas e casamentos

12 June 2026 at 10:06
Festa começa esta terça-feira com a cerimónia civil da união de cinco casais, pelas 11h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, enquanto outros 11 casamentos decorrem na Sé de Lisboa.

© LUSA

Depois da troca de alianças e do copo-d'água, celebrado na Estufa Fria, os casais de Santo António descem à Avenida da Liberdade para se juntarem às 20 Marchas Populares

Más viejos rockeros que nunca en el Mundial. Por primera vez, ocho futbolistas superan los 40 años

12 June 2026 at 04:30

Nunca en la historia de la Copa del Mundo había habido ocho jugadores con al menos 40 años en las convocatorias de las selecciones que participan en el torneo. Tan solo siete futbolistas habían jugado tras rebasar esa edad en los 22 mundiales anteriores al de Estados Unidos, México y Canadá. Pese al incremento en esta edición de 32 a 48 equipos, los expertos en Ciencias del Deporte no tienen dudas de que la acumulación en el campeonato que se celebra en Norteamérica del 11 de junio al 19 de julio de viejos rockeros, algunos tan ilustres como Cristiano Ronaldo (41), Luka Modric (40, 41 el próximo 9 de septiembre) o Manuel Neuer (40), no es un fenómeno aislado, sino que responde a una profesionalización en los ámbitos de la preparación y la medicina deportiva que ha estirado la vida de los deportistas. “La ciencia ha tenido muchísimo que ver. Ahora tienen buenos entrenamientos, muy buenas recuperaciones y, en general, se cuidan muchísimo más que antes”, resalta Carlos Villarón, doctor en Fisioterapia y profesor de la Universidad Europea de Valencia.

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© ANTONIO PEDRO SANTOS (EFE)

Cristiano Ronaldo saluda a sus compañeros de selección el miércoles tras ser sustituido durante el amistoso ante Nigeria disputado en Leiria (Portugal).
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