A ministra do Ambiente destacou hoje a água como “o maior exemplo” da articulação entre agricultura e ambiente, apontando investimentos em curso e o reforço da capacidade de rega como prioridades do Governo.
Na sessão de abertura da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, a governante afirmou que a estratégia nacional para a água “não é uma manifestação de intenções, é um plano de execução”, sublinhando que já há obras no terreno e projetos em fase avançada.
Segundo disse, no Algarve estão em curso intervenções no ciclo urbano da água que totalizam cerca de 800 milhões de euros, incluindo reutilização de águas residuais, reforço de infraestruturas e aproveitamento de recursos existentes.
A ministra indicou que o foco do investimento está agora a deslocar-se para o Alentejo, onde destacou a barragem do Pisão, uma obra “esperada há 70 anos” e atualmente em execução, bem como projetos das Águas Públicas do Alentejo avaliados em mais de 250 milhões de euros.
Referiu ainda o lançamento iminente da barragem de Girabolhos, no Mondego, destinada ao controlo de cheias, abastecimento público e produção de energia.
Como resultado da recuperação das reservas hídricas, a governante adiantou que a Agência Portuguesa do Ambiente levantou a maioria das restrições à captação de águas subterrâneas, mantendo limitações apenas numa massa de água no Algarve.
No âmbito do reforço da disponibilidade hídrica para a agricultura, Maria da Graça Carvalho anunciou um aumento do volume máximo anual de Alqueva de 620 para 730 hectómetros cúbicos, permitindo concretizar o bloco de rega de Moura, há décadas reivindicado.
“São promessas com décadas que estão finalmente a avançar”, afirmou, defendendo que o atual Governo está a concretizar projetos adiados por sucessivos executivos.
A ministra enquadrou estas medidas numa visão mais ampla de articulação entre agricultura, ambiente e energia, salientando que o setor agrícola é “essencial” para a economia, o emprego e a coesão territorial, mas também para a sustentabilidade e a resposta às alterações climáticas.
“Falar de agricultura é cada vez mais falar de ambiente, de biodiversidade, de recursos hídricos e de energia”, afirmou.
Nesse âmbito, destacou a aposta no biometano como prioridade governativa e programas de apoio à eficiência energética e à produção de energia renovável no setor agrícola, incluindo o agrofotovoltaico.
A governante sublinhou ainda a cooperação entre os ministérios do Ambiente e da Agricultura, apontando medidas conjuntas como os apoios ao pastoreio para redução de combustível florestal, financiados em 30 milhões de euros pelo Fundo Ambiental.
Questionada pela Lusa sobre as críticas da associação ZERO, que considera a construção de barragens um modelo ultrapassado, a ministra rejeitou a acusação, defendendo que os projetos são alvo de “grande escrutínio ambiental” e têm sido validados judicialmente.
A associação ambientalista ZERO tem criticado a aposta do Governo na construção de novas barragens, considerando que esta resposta à escassez hídrica assenta num modelo ultrapassado, com impactos nos ecossistemas.
“Há um grande rigor e escrutínio ambiental nos projetos”, disse.
A Associação Nacional de Freguesias (Anafre) vai pedir ao parlamento o reforço das competências das Unidades Locais de Proteção Civil, para que os autarcas possam atuar nas primeiras horas de resposta a ocorrências extremas, e não apenas na prevenção.
“Vamos pedir ao Governo, (…) que (…) que tenha esta perceção deste problema, vamos também pedir à Assembleia da República para que as diversas forças políticas e grupos parlamentares possam legislar também sobre esta matéria, para que nestas condições as Unidades Locais de Proteção Civil possam atuar”, afirmou Francisco Branco de Brito (PSD/CDS-PP).
O presidente da Anafre, que falava à Lusa após uma reunião extraordinária do conselho diretivo, em Alcácer do Sal, salientou que as unidades locais são importantes por integrarem entidades púbicas e “também associações locais e voluntários”, numa “forma muito direta de envolver a sociedade civil, mas importa clarificar “o seguro das pessoas que participam” nesta estrutura.
Além disso, as unidades locais têm “competência de fazer a prevenção”, e identificação de situações de risco, mas importa também que, até pelas tempestades que assolaram o país no início deste ano, possam ter “competências de decisão nas chamadas 72 horas de resiliência” após uma ocorrência extrema.
“As juntas de freguesia e as Unidades Locais de Proteção Civil têm competência de ajudar e de colaborar, não têm competência de decidir”, apontou Francisco de Brito, notando que, durante as tempestades “em muitos casos foi necessário decidir”, pois havia “postes e árvores a impedir a circulação em vias rodoviárias”.
Os autarcas locais, sublinhou o também presidente da União das Freguesias de Évora, perante as dificuldades de contacto com as câmaras, tiveram de decidir remover esses obstáculos, e há quem tenha sido contactado “por empresas de telecomunicações a pedir satisfações porque é que cortaram os postes”.
O conselho diretivo da Anafre, reunido na Junta de Freguesia de Santiago, num município afetado nas tempestades de janeiro e fevereiro, além do papel das [juntas de] freguesias na proteção civil e das unidades locais, analisou também o programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
A Anafre está “disponível para colaborar” no PTRR, pois exigiu que “houvesse resiliência energética nas freguesias para situações de calamidade, para apagões”, como no ano passado, uma vez que “é importante que as [juntas de] freguesias possam funcionar”, por serem “centros de encontro da população”.
“É importante que as [juntas de] freguesias possam ter energia para funcionar e, por outro lado, também é fundamental termos comunicações e sistemas redundantes”, reforçou, dando conta que o Governo já informou que as juntas de freguesia terão acesso às comunicações de emergência SIRESP e a um sistema redundante, por satélite.
Para o dirigente, importa ainda assegurar uma linha de financiamento para desobstruir vias, “que se adeque à diferente realidade de cada freguesia”, pois há quem precise “de equipamento pesado” e outras só “precisam de algumas ferramentas elétricas”.
“Precisamos ter esta capacidade de desobstrução de vias, que vai ajudar a todos, não só nas calamidades, mas também (…) para muitos dos cenários que se repetem anos após anos, nomeadamente também a questão dos incêndios”, frisou.
Por outro lado, considerou, “as [juntas de] freguesias têm um papel de grande proximidade aos cidadãos” e, no interior do país, conhecem o território e os proprietários, permitindo “uma grande sensibilização” também da “população no geral para poder responder adequadamente a uma situação de risco”.
“Estamos disponíveis também para articular com outras entidades, nomeadamente com a AGIF [Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais]” para “protocolos de formação, de sensibilização”, disse Brito, acreditando que “as freguesias também podem ter um papel muito importante na sensibilização e formação da população”.
Um grupo de alunos do 12º Ano da Escola Secundária Severim de Faria, acompanhados pelo professor António Cravo, veio, na tarde de 1 de junho, aos Paços do Concelho de Évora, apresentar as suas ideias e propostas para solucionar problemas, numa mostra de ação de cidadania responsável e atenta, centrada no território local.
Esta ação enquadra-se no âmbito do “Nós Propomos”, projeto educativo nacional no âmbito da disciplina de Geografia, promovido pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT-ULisboa) e do qual a Autarquia é parceira a nível local.
Os alunos da Escola Secundária Severim de Faria foram recentemente convidados pela Vereadora Carmen Carvalheira a vir à Câmara Municipal de Évora apresentar os seus projetos, após esta ter tomado contato com o trabalho que dinamizam na disciplina de Geografia C, aquando da realização do Seminário Nacional do Projeto, em Lisboa.
Durante algumas horas, os alunos apresentam identificaram várias situações que merecem ser melhoradas a apresentaram soluções para, em conjunto com as instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal, resolver as questões que mais os preocupam.
Mostraram talento, conhecimento do território e vontade de resolver situações de planeamento urbano com vista a qualificar mais Évora, facilitando a mobilidade e tornando o nosso Concelho mais inclusivo e acolhedor, em particular para os cidadãos com mobilidade mais reduzida, aliando também as novas tecnologias ao seu trabalho.
Tal como a Vereadora da Educação, também o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho valorizou bastante esta apresentação, fazendo questão de assistir à mesma – apesar da sua agenda sempre muito preenchida.
Deste encontro entre os estudantes e o Executivo saiu já o convite camarário para começarem a fazer um trabalho conjunto concreto ao longo do ano.
Abertura oficial das Festas de Santo António no dia 10 de junho, às 10h00, na Praça da Liberdade
As Festas de Santo António vão decorrer de 10 a 14 de junho em Reguengos de Monsaraz. As festividades em honra do padroeiro da cidade vão ter na banda sonora os concertos de Resistência, Van Zee, Os Vizinhos com o Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, o fadista Camané com a Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e o tributo a Ivete Sangalo com a banda Sai do Chão. O programa integra também o desfile e atuação das tradicionais marchas populares.
A abertura oficial das Festas de Santo António vai acontecer no dia 10 de junho, às 10h00, na Praça da Liberdade. À mesma hora, decorre a abertura da exposição “Alentejo – Light, Land & Legacy”, de Alexandra Adams, que vai estar patente até 31 de julho, no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. A mostra apresenta 15 fotografias originais reimaginadas como arte abstrata e pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h30.
O Torneio de Santo António em basquetebol 3×3 nos escalões sub15, sub17 e seniores masculinos e femininos inicia-se às 10h00 no Campo BasketArt Professor Luís Laureano, no Parque da Cidade. Segue-se, às 10h30, a partida da Praça da Liberdade da Taça de Portugal Masters em ciclismo para elites, amadores e masters, e pelas 11h00 realiza-se o desfile pelas ruas da cidade das fanfarras dos bombeiros voluntários de Reguengos de Monsaraz, Alcanede, Mora, Portalegre e Santiago do Cacém.
Paços do Concelho de Reguengos de Monsaraz
O Espaço Santo Antoninho vai estar aberto no Parque da Cidade, entre as 17h00 e as 19h30, com insufláveis, tatuagens e pinturas faciais para as crianças. Neste espaço, no primeiro dia das festividades, pelas 17h00, haverá a Roda das Memórias.
No Palco da Praça, às 19h30, atua o Grupo de Cavaquinhos da Universidade Popular Túlio Espanca – Reguengos de Monsaraz. O Palco Mundo recebe pelas 21h00 a banda Samba do Serginho Quinteto, que vai interpretar os grandes clássicos do samba, da bossa nova e da música popular brasileira, assim como os sucessos atuais do samba e do pagode, num espetáculo que vai incluir músicas como “Mas, Que Nada”, de Jorge Ben Jor, e “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Os Vizinhos e o Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz vão atuar às 23h00 no Palco Santo António. Formados em dezembro de 2024, Os Vizinhos lançaram no ano seguinte o seu primeiro single, “Pôr do Sol”, que se tornou rapidamente a música do ano, e em 2026 contam com mais de 80 concertos agendados, incluindo nalguns dos maiores palcos do país. A partir da 01h00 da madrugada, no Palco Santo António estará o venezuelano DJ Dom, que vai apresentar um set intenso e vibrante com os ritmos do reggaeton e da música latina.
Na quinta-feira, pelas 17h00, o Espaço Santo Antoninho vai ter uma oficina de pintura com Ana Nunes, intitulada “Pintar as Festas de Santo António”. No Palco da Praça, às 19h00, atua a banda Retrospectiva, e pelas 21h30, no Palco Mundo, vai dançar o grupo de sevilhanas Chicas del Rio.
Camané, uma das vozes mais representativas da nova geração de fadistas, vai cantar às 23h00 no Palco Santo António, acompanhado pela Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense. Neste concerto vão poder ouvir-se alguns dos grandes sucessos do fadista, como “Para os Braços da Minha Mãe”, “Sei de um Rio”, “Se ao menos houvesse um dia”, “Ai Margarida” e “Mais um Fado no Fado”. Também no Palco Santo António, a partir da 01h00 da madrugada, vai atuar o DJ Moonlight.
Camané
No dia 12 de junho, o Espaço Santo Antoninho vai ter às 17h00 a atividade “Cantando Histórias”, com Eunice Gil. O grupo de sevilhanas Corazón Flamenco vai dançar pelas 19h30 no Palco da Praça.
Ao início da noite, pelas 21h00, as marchas populares de Santo António vão desfilar pelo centro da cidade e depois atuam na Praça de Santo António, com as músicas interpretadas pela Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense. Este ano, haverá as marchas infantis “A Minha Cidade em Festa”, do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, “O Alfabeto”, do Palco de Sonhos, e “Bem me quer, mal me quer”, da União das Freguesias de Campo e Campinho, mas também as marchas de adultos “Vinho, o Néctar de Reguengos de Monsaraz”, da Universidade Popular Túlio Espanca, “Casamentos de Santo António”, do Palco de Sonhos, e “Marcha da Freguesia”, da Junta de Freguesia de Reguengos de Monsaraz.
O Palco Santo António recebe às 23h00 os Resistência, um projeto formado na década de 1990 por Pedro Ayres Magalhães, Fernando Cunha, Tim e Miguel Ângelo, unindo músicos provenientes de diferentes bandas, para reinventar canções através de arranjos em guitarras acústicas e na valorização da voz como instrumento principal. Neste concerto em Reguengos de Monsaraz vão ser interpretados os temas icónicos de bandas como Delfins, Xutos e Pontapés e Sitiados.
Vizinhos (Foto: Facebook da banda)
À meia-noite e meia hora realiza-se um espetáculo de fogo de artifício e à 01h00 da madrugada, no Palco Mundo, haverá o Baile de Santo António, com o grupo Sons e Tons. A festa I Love Hits vai acontecer no Palco Santo António, a partir da 01h00, para unir gerações na pista de dança com os grandes sucessos da música funky, disco, pop, rock, reggae, house, brasileira e latina, tocadas pelo DJ Discoman, com animação a cargo da Show People e apresentada num set interativo com vídeo.
No dia 13 de junho, dia de Santo António, pelas 10h00 decorre a cerimónia do içar das bandeiras, nos Paços do Concelho, com a interpretação dos hinos do Município, de Portugal e da União Europeia pela Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense. À mesma hora, na Loja Capacit’Arte do Mercado Municipal, decorre a iniciativa “Suculentas com o coração e adoção de animais”, dinamizada pelo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz para angariar fundos para a Associação Ani+.
O programa prossegue pelas 10h30 na Praça da Liberdade, com a chegada das imagens dos padroeiros das paróquias da Unidade Pastoral de Reguengos de Monsaraz e meia hora depois com a celebração da Eucaristia. A partir das 16h45 decorre um cortejo taurinoentre a Praça da Liberdade e a Praça de Touros José Mestre Batista, onde vai realizar-se às 18h30 uma corrida de touros, que terá os cavaleiros Luís Rouxinol, António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol Jr, António Telles Filho e a apresentação de Simão Rouxinol. Neste espetáculo tauromáquico, os grupos de forcados amadores de Monsaraz, de São Manços e do México vão pegar touros da Ganadaria Vale Sorraia.
No Espaço Santo Antoninho, pelas 17h00, haverá uma sessão de estórias com Antonieta Félix, intitulada “E se Santo António fosse contador de estórias?”. O RegWine Festival vai abrir ao público às 18h00 no Parque da Cidade com provas de vinhos e de produtos regionais, recebendo uma hora depois a atividade “Harmonizar com Vinhos”, com o escanção Artur Simões. As marchas populares voltam a desfilar pelas ruas da cidade a partir das 21h00, com a atuação a decorrer na Praça de Santo António.
Diogo Piçarra
No Palco Santo António vai atuar às 23h00 o cantor e compositor madeirense Van Zee, um dos nomes mais promissores da nova geração da música portuguesa, distinguindo-se por uma sonoridade enraizada na cultura hip hop. O reconhecimento chegou em 2022 com as músicas “Perto” e “Alma Nua” e depois realizou colaborações musicais com Diogo Piçarra, Ivandro, Carolina Deslandes e Julinho KSD. Em 2025, editou o álbum “Alta Costura” e encheu os coliseus de Lisboa e do Porto, tendo lançado há cerca de um mês as músicas “Enfeitiçado” e “Cartas na Mesa”.
O DJ e produtor Pete Tha Zouk, que recebeu vários prémios de melhor DJ em Portugal, vai levar ao Palco Santo António, a partir da 01h00, um set de música house. O DJ algarvio já lançou várias músicas que atingiram o sucesso nas pistas de dança, como “I’m Back Again”, “There is a God” e “We are Tomorrow”. A noite vai fechar com o DJ Grouse, que sobe ao palco às 03h00 da madrugada.
O programa do último dia das Festas de Santo António inicia-se às 9h com o 3.º Grande Prémio de Santo António em Atletismo, organizado pela Casa do Benfica em Reguengos de Monsaraz. O Espaço Santo Antoninho terá, pelas 17h00, um concerto didático com o Quinteto de Metais Alentejano, e no RegWine Festival haverá, a partir das 18h00, a atividade Pintura com Vinho.
O Palco da Praça recebe às 19h00 as danças urbanas com a Academia de Dança e Artes Performativas da Sociedade Artística Reguenguense e no Palco Mundo, pelas 21h30, atua o conjunto Sonsacional, que vai interpretar e celebrar a alma da música cubana, com a energia, os ritmos e as melodias que definem a herança musical da América Latina.
Carolina Deslandes
A banda Sai do Chão, que desde 2018 apresenta o tributo a Ivete Sangalo, vai subir às 23h00 ao Palco Santo António, para celebrar a energia do Axé, com 12 músicos e bailarinos, liderados pela voz de Telma Botelho. Para fechar as festividades, à 1h da madrugada, atua a dupla de DJ’s Buja e Estica, que vai tocar as músicas que fizeram sucesso nas décadas de 1990 e 2000, afro e funk, com bailarinas em palco a animar o público.
Saliente-se, por último, que as Festas de Santo António têm entrada gratuita e durante os dias das festividades haverá bares e tasquinhas.
O Teatro do Mar estreou ontem e volta a apresentar hoje, sábado, em Sines, o espetáculo “Strata”, uma criação de rua itinerante que cruza dança, teatro físico, acrobacia e instalação, e aborda questões como a produtividade e o desgaste.
A mais recente produção da companhia alentejana propõe um olhar sobre as várias camadas que o ser humano constrói na vida quotidiana.
“’Strata’ significa camadas e, curiosamente, é a origem da palavra ‘street’, rua, e também da palavra estrada, mas a relação maior [do espetáculo] tem a ver com esta coisa das camadas”, referiu a encenadora Julieta Aurora Santos.
Em declarações à agência Lusa, a também diretora artística explicou que o espetáculo se debruça sobre o facto de o ser humano “estar sempre a produzir” e da necessidade de ser “sempre eficaz”, numa “busca [pelo] sucesso”.
“Na verdade, é um sistema sempre ligado à produtividade”, que alterou “a nossa relação com o tempo” e nos deixa com “a sensação de que não temos tempo para nada”, observou.
Segundo Julieta Aurora Santos, esta lógica de produtividade constante provoca “um desgaste muito grande no corpo, ao longo do tempo, que vai criando camadas”, podendo refletir-se em problemas como o stress, a ansiedade e outras doenças associadas à saúde mental.
“Tenho sempre uma perspetiva social, no meu trabalho artístico, de olhar para o mundo e perceber quais são as doenças da sociedade”, realçou a encenadora, salientando que, em “Strata”, o foco está no “desgaste e na lógica contemporânea de produtividade”.
Ao longo do espetáculo, os intérpretes Carlos Campos, João Pataco, Joana Teixeira, Luís João Mosteias e Sofia Santos deixam “sair camadas” até ser “revelada a vulnerabilidade dos corpos que começam muito eficazes”, desvendou.
Segundo a encenadora, o público é convidado a viver a experiência de forma física, acompanhando o percurso do espetáculo, “que se adapta ao público presente” e “à arquitetura da rua”, até uma instalação final.
“O espetáculo não tem texto. Como a esmagadora maioria dos espetáculos do Teatro do Mar, é um espetáculo físico, e provoca o espetador a viver a experiência connosco”, revelou.
“Strata” é dedicado a Luís Santos, colega e amigo do Teatro do Mar durante cerca de 20 anos, que morreu no passado dia 04 de maio, autor da cenografia da instalação que constituiu o seu último trabalho artístico.
“Esta presença e esta ausência fazem parte das camadas de que o espetáculo é feito e dedicamo-lo a ele com todo o coração”, afirmou Julieta Aurora Santos.
Depois da estreia de ontem, o espetáculo volta a ser apresentado este sábado, às 19h00, no exterior do Centro de Artes de Sines.
ove movimentos cívicos e associações de todo o país criaram uma plataforma nacional contra a proliferação de megaprojetos solares e eólicos e em defesa de uma transição energética justa e sustentável.
No seu manifesto, o novo Movimento Energia Justa e Sustentável (MEJS) expressa preocupação pela forma como a transição energética tem vindo a ser conduzida no país e contrapõe com “a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis”.
A plataforma integra a associação ProtegeAlentejo e o movimento Juntos Pelo Cercal, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, Cidadãos pela Beira Baixa, Movimento Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta, Movimento Cívico Gardunha Sul e Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, no distrito de Castelo Branco.
Também as organizações Juntos pelo Divor – Paisagem e Património, no distrito de Évora, Juntos por São Luís, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve e Alentejo se juntaram ao novo movimento agregador.
Estes nove fundadores do MEJS consideram, no manifesto, que a transição energética tem privilegiado megaprojetos solares e eólicos.
Todos “com localização e dimensão inaceitáveis, apresentados como receita única e urgente para o cumprimento das metas do PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima)”, pode ler-se.
A plataforma diz rejeitar que esta estratégia energética transforme Portugal numa “gigante fábrica de energia”, com “o objetivo da exportação ou da atração de centros de dados”.
No entender das organizações, além de esta opção política causar “impactos claramente irreversíveis” para o país, “jamais deveria sequer ser ponderada sem o esclarecimento e o sufrágio da população portuguesa”.
“A esta opção política, desordenada e obscura, contrapomos a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis, ampla e efetivamente participado aos níveis local, regional e nacional, que respeite vinculativamente a vontade popular”, sugere a plataforma.
Para que este plano “seja elaborado com a transparência que o ordenamento exige, terão que ser colocadas na praça pública informações e escolhas que nunca foram partilhadas e acordadas com as comunidades”, argumentam os subscritores do manifesto.
E que, eventualmente, alerta o MEJS, “exigirão uma reavaliação das metas do PNEC”, como “qual a potência energética de que Portugal de facto necessita e para que usos, quais as previsões de crescimento de consumos e em que setores e que ‘mix’ energético deve ser considerado nesta fase de transição”.
O documento reitera a necessidade de ser avaliado “o efeito acumulado de todos os projetos e infraestruturas associadas”, tais como “Linhas de Muito Alta Tensão [e] subestações” previstas em todo o país e não apenas cada projeto de forma isolada.
O Plano de Ordenamento das Energias Renováveis deve respeitar os “sujeitos rurais” e respetivos territórios, “enquanto lugares vivos e habitados”, defende a plataforma, rejeitando “a artificialização de vastas áreas naturais”.
Em alternativa aos grandes projetos, o movimento quer “uma política robusta de apoio à produção renovável descentralizada, incluindo o autoconsumo individual e coletivo”, a criação das “comunidades de energia renovável” e do “pequeno sistema agrovoltaico integrado”.
Deve ainda ser dada primazia às “pequenas centrais em zonas degradadas ou artificializadas e [aos] sistemas locais de armazenamento associados”, acrescenta.
Além de se referir aos projetos ligados ao hidrogénio e aos centros de dados como “elefantes brancos”, o movimento nacional sustenta que o “recurso à figura do interesse público” deve “estar ao serviço do coletivo”, só devendo ser usado “em condições excecionais”.
No que respeita ao combate às alterações climáticas, o movimento, que diz ser apartidário, apontou como soluções o sequestro das emissões de carbono, a regeneração dos solos, das boas práticas agrícolas e florestais e o restauro de habitats.
No manifesto, o Movimento Energia Justa e Sustentável apela também “a todos os cidadãos, associações, autarquias, instituições científicas e decisores políticos para que participem ativamente neste debate fundamental para o futuro do país”.
Entre 2015 e 2025, Portugal evoluiu em geral positivamente na erradicação da pobreza e da fome, ao contrário do que se passou em relação à questão da igualdade de género, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A avaliação consta do seu relatório Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030, Indicadores para Portugal – 2015-2025, que apresenta uma “análise sintética da evolução e do desempenho dos 17 ODS no contexto nacional”.
No caso do ODS “Erradicar a pobreza”, “Portugal apresenta um desempenho globalmente positivo (…) com 55,6% dos indicadores a registarem evolução favorável, refletindo progressos relevantes no combate à pobreza e na melhoria das condições de vida”, refere o estudo, embora chame a atenção para a continuação de “desafios importantes, nomeadamente na redução da pobreza, no reforço da proteção social e na mitigação dos impactos associados a catástrofes”.
A taxa de risco de pobreza diminuiu de 19% em 2015 para 15,4% em 2024, mas “o ritmo de progresso permanece insuficiente para cumprir a meta definida para 2030”, alerta.
Aponta “avanços muito positivos nas condições habitacionais, traduzidos numa redução acentuada da população sem acesso a instalações básicas, tanto na população em geral como entre os grupos mais vulneráveis”, mas relativamente às pensões de velhice e invalidez ou a cobertura do subsídio de desemprego “revelam sinais de fragilidade ou estagnação”.
Quanto à erradicação da fome, “60% dos indicadores” apresentaram uma “evolução favorável” naquele período, assinalando o relatório “progressos relevantes nos domínios da segurança alimentar, sustentabilidade agrícola e financiamento do setor”.
Precisa que “a prevalência de insegurança alimentar moderada e/ou grave diminuiu de 4,7% em 2019 para 3,5% em 2025” e que a área dedicada à agricultura biológica “mais do que triplicou entre 2016 e 2023, aproximando Portugal da meta europeia para 2030”.
O estudo do INE indica que a evolução dos indicadores ODS (estabelecidos pela ONU) em Portugal entre 2015 e 2025 foi “globalmente positiva” e que a sua maioria “apresentou uma evolução favorável, refletindo progressos significativos ou moderados no sentido das metas estabelecidas”.
No entanto, nota que “uma proporção relevante de indicadores” registou uma “evolução desfavorável, evidenciando retrocessos ou dinâmicas contrárias às metas definidas”, como é o caso do ODS “Igualdade de género”.
A este nível Portugal apresenta “um desempenho globalmente desfavorável (…), refletindo a persistência de desigualdades estruturais e progressos insuficientes para alcançar a paridade até 2030”.
Um dos “problemas mais graves” continua a ser a violência de género, tendo 22,5% das mulheres entre os 18 e 74 anos referido situações de violência em contexto de intimidade em 2022.
Em relação à participação política, “os progressos permanecem limitados”. “Em 2025, as mulheres representavam 33,5% dos deputados, correspondendo a um aumento de apenas 0,5 pontos percentuais face a 2015” e, embora ao nível do poder local a sua presença tenha aumentado de 10,4% em 2017 para 15,6% em 2025, a paridade continua distante, acrescenta.
A análise refere alguns avanços no mercado de trabalho, “com destaque para a administração pública, onde as mulheres passaram a representar 56% dos cargos dirigentes em 2025, ultrapassando o limiar de equilíbrio de género”.
A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) vai reabilitar os reservatórios de Almograve e São Francisco da Serra, no litoral alentejano, num investimento de 720 mil euros, para melhorar a operacionalidade e segurança destes equipamentos, foi hoje revelado.
Em comunicado, a AgdA indicou que já foi adjudicada, no mês passado, a empreitada de execução da reabilitação dos reservatórios de Almograve, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e de São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
A obra, no valor de cerca de 720 mil euros e com um prazo de execução de 210 dias, visa “a reabilitação estrutural e funcional das infraestruturas, assegurando a melhoria das condições de operação e segurança”, explicou.
Segundo a empresa, os trabalhos incluem o “tratamento de fissuras, impermeabilização, substituição de tubagens e a modernização de equipamentos hidráulicos e elétricos” dos dois reservatórios de água.
Esta reabilitação irá contribuir para “a renovação e valorização destas infraestruturas essenciais ao sistema de abastecimento de água”, acrescentou.
Durante a execução da empreitada serão implementados “sistemas provisórios de ‘bypass’”, com o objetivo de garantir “a continuidade do abastecimento de água, em quantidade e qualidade, às populações servidas” por aquelas infraestruturas.
No mesmo comunicado, a empresa salientou que, com esta obra, procura “reforçar a durabilidade, funcionalidade e fiabilidade dos reservatórios, garantindo melhores condições de segurança no abastecimento de água às populações servidas”.
“Esta intervenção insere-se na estratégia da AgdA de reabilitação e modernização contínua das infraestruturas, contribuindo para um serviço cada vez mais eficiente, resiliente e sustentável”, reforçou.
Constituída em 25 de setembro de 2009, a AgdA tem como acionistas a Águas de Portugal (AdP) e a AMGAP – Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo.
A empresa tem sede em Beja e gere o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA), criado em 2009, numa parceria entre o Estado e as autarquias, para a gestão integrada do ciclo urbano da água.
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O concelho de Odemira vai acolher, em 2026, a edição inaugural da Bienal Arte e Ciência de Odemira, uma nova plataforma internacional que pretende promover o cruzamento entre criação artística, conhecimento científico, participação cidadã e valorização territorial. A iniciativa, promovida pelo Município de Odemira, decorrerá entre os dias 3 e 5 de outubro de 2026.
Com curadoria de Hugo Cruz, a bienal nasce como um espaço de experimentação e pensamento contemporâneo, articulando arte, ciência, ambiente, educação e comunidade através de uma programação diversificada. O evento incluirá residências artísticas, espetáculos, instalações, obras em espaço público, conversas e oficinas, envolvendo tanto artistas nacionais e internacionais como agentes locais.
Sob o tema “Tentemos”, a edição zero propõe uma reflexão sobre a experimentação enquanto ferramenta para imaginar futuros alternativos e reforçar práticas colaborativas no quotidiano. A organização pretende criar um espaço de escuta, dúvida e construção coletiva, aproximando pessoas, territórios e diferentes formas de conhecimento.
A bienal assume uma forte dimensão comunitária e interdisciplinar, apostando na criação coletiva e na valorização dos saberes locais. Segundo a organização, as residências artísticas terão como objetivo ligar o conhecimento do território ao pensamento contemporâneo internacional, promovendo novas formas de interpretar e construir o presente e o futuro.
Para Hugo Cruz, curador da iniciativa, esta bienal pretende ser “um cruzamento onde nos encontramos para tomarmos outras direções”, funcionando como um espaço de encontros entre comunidades, natureza, espaços públicos e artistas de diferentes proveniências. O responsável considera ainda que o projeto representa um convite à imaginação e ao “reencantamento” com as múltiplas possibilidades da vida.
Também o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, sublinha a relevância estratégica do projeto, defendendo a aproximação entre cultura e ciência como forma de gerar conhecimento aplicado, reforçar a qualidade de vida e aumentar a atratividade do território.
A Bienal Arte e Ciência de Odemira pretende afirmar-se como um motor de desenvolvimento territorial, coesão social e sustentabilidade, consolidando Odemira enquanto espaço de criação, inovação e participação cultural descentralizada. O programa completo será divulgado em setembro de 2026.
Quando as redes falham, quem sabe comunicar continua a funcionar
No interior do Alentejo, a cobertura de rede é irregular. As aldeias do Alto Mira estão a 450 metros de altitude, entre serras e vales onde o sinal de telemóvel desaparece com frequência. Mas a fragilidade das redes centralizadas não é só um problema de cobertura geográfica; é uma questão de arquitetura.
Quando um servidor cai, quando a eletricidade falha, quando uma infraestrutura crítica fica fora de serviço, quem depende exclusivamente dessas redes fica sem voz.
No dia 27 de Junho de 2026, a Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, organiza em Santa Clara-a-Nova, uma formação prática de um dia sobre comunicações descentralizadas; sistemas que funcionam sem internet, sem operadoras e sem infraestrutura centralizada.
A formação conta com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar. É aberta ao público, com vagas limitadas a 15 participantes e um custo de 20,00€, almoço incluído.
Os sistemas em jogo
A formação percorre, de forma prática, um conjunto de tecnologias complementares; cada uma com o seu alcance, as suas limitações e o seu papel num sistema de comunicação resiliente.
Rádio amador é a espinha dorsal. Com licença adequada, um radioamador pode comunicar de localidade em localidade, de país para país, utilizando frequências atribuídas internacionalmente. No Alto Mira, as condições de propagação são excecionais: altitude, ausência de ruído eletromagnético urbano e linha de vista para horizontes longos. As frequências trabalhadas na formação incluem 144.800 FM, 145.500 FM e 7.050 LSB; VHF para comunicação regional, HF para alcances de centenas ou milhares de quilómetros.
PMR446 são os rádios de uso livre, sem licença, que qualquer pessoa pode comprar e usar. Alcance limitado; geralmente 1 a 5 km em terreno aberto; mas extremamente úteis para coordenação local imediata. São a camada de comunicação mais acessível e a primeira a ativar numa situação de emergência de proximidade.
Meshtastic é uma tecnologia de malha descentralizada que utiliza rádio LoRa (Long Range) para criar redes de comunicação sem internet e sem infraestrutura. Cada dispositivo funciona simultaneamente como emissor e repetidor; quanto mais nós existirem na rede, maior é o alcance e a redundância. Os dispositivos custam entre 30 e 60 euros. Na serra do Alto Mira, os alcances podem atingir dezenas de quilómetros entre nós. A formação inclui demonstração prática de uma rede Meshtastic montada no terreno.
CW — Código Morse é a forma de comunicação por rádio mais robusta que existe. Ocupa muito menos largura de banda do que a voz; penetra interferências onde a voz não chega; e pode ser transmitido com os equipamentos mais simples imagináveis. Aprender CW não é saudosismo; é ter acesso a uma camada de comunicação que funciona quando tudo o resto falha.
Antenas são o fator mais determinante no alcance e na qualidade de qualquer comunicação por rádio; mais do que a potência do emissor. A formação inclui montagem e teste de antenas no terreno: o dipolo de meia-onda a 50Ω, a antena de quarto de onda e variantes. Perceber como construir uma antena funcional com materiais simples é uma das competências mais úteis que um operador pode ter.
E-mail via rádio — através de sistemas como Winlink, é possível enviar e receber e-mails usando apenas rádio, sem qualquer ligação à internet. A mensagem entra na rede Winlink através de estações gateway distribuídas pelo mundo e chega ao destinatário pelo endereço de e-mail convencional. Em situações de emergência prolongada, é um canal de comunicação escrita que não depende de operadoras nem de servidores comerciais.
Comunicação via satélite — a formação inclui demonstração de sistemas de comunicação por satélite de baixo custo; dispositivos de mensagens bidireccionais que funcionam em qualquer ponto do planeta com céu aberto. É a camada de último recurso; mais cara, mais lenta, mas absolutamente independente de qualquer infraestrutura terrestre.
Os formadores
Luís — CT1EMY é radioamador desde 1993. Três décadas de prática em bandas de HF e VHF, operações de emergência, construção de antenas e comunicações de longo alcance. Representa uma geração que aprendeu a comunicar quando não havia outra forma; e que conhece os limites e as possibilidades do rádio de um modo que nenhum manual transmite sozinho.
Martim — CS7BAE obteve a licença de radioamador em 2021 e especializou-se nas tecnologias digitais descentralizadas que nos últimos anos transformaram o panorama das comunicações de emergência: Meshtastic, redes LoRa, integração entre rádio e sistemas digitais. Representa a camada nova; os protocolos abertos, os dispositivos de baixo custo, a lógica de malha em vez de estrela.
Juntos, cobrem o espectro completo: da antena artesanal ao nó digital, da frequência de voz ao código Morse, do equipamento de 30 euros ao sistema de satélite.
Porquê Santa Clara-a-Nova
A escolha do local não é acidental. Santa Clara-a-Nova situa-se a 450 metros de altitude, no coração do Alto Mira, com coordenadas grid IM68 e linha de vista para horizontes longos em várias direcções. É um ponto de propagação privilegiado; e um território onde a resiliência das comunicações tem implicações práticas reais, não apenas teóricas.
A Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, trabalha neste território desde 2025, no desenvolvimento regenerativo do Alto Mira, pelo que a formação em comunicações descentralizadas insere-se nessa lógica: construir capacidade local que não dependa de infraestrutura externa para funcionar.
Detalhes práticos
Data: 27 de Junho de 2026 Hora: 09h30 — até não haver mais perguntas Local: Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova, Almodôvar Vagas: máximo 15 participantes Custo: 20,00€, almoço incluído Bónus: demonstrações de long range comms e satélite (se tivermos sorte) Inscrições: gt_prcam@altomira.pt · altomira.pt Iniciativa com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar
O Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) participou na NAFSA 2026 Annual Conference & Expo, de 25 a 29 de maio, em Orlando, Florida (EUA).
Este é considerado um dos mais importantes encontros mundiais dedicados ao ensino superior, constituindo um espaço de referência para o estabelecimento de redes de cooperação e para a definição de tendências que moldam o futuro da internacionalização neste setor.
Sob o tema “Global by Design”, a edição deste ano reuniu milhares de profissionais, instituições de ensino superior, organizações e parceiros de mais de 100 países, promovendo a cooperação internacional e a partilha de boas práticas.
Durante o evento, a delegação do IPBeja participou em diversas reuniões bilaterais com universidades, institutos politécnicos, agências de internacionalização e organizações especializadas na promoção da mobilidade académica, discutindo possibilidades de colaboração em áreas como a mobilidade de estudantes e docentes, desenvolvimento de programas conjuntos e projetos de investigação.
O Programa Regional do Alentejo 2030 reforçou em 10,3%, equivalente a cerca de 45,5 milhões de euros, a dotação para os municípios, no âmbito de uma reprogramação intercalar, anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
A assinatura das adendas aos Contratos de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) com as Comunidades Intermunicipais, que ocorreu ontem, dia 3 de Junho, formalizou a adaptação da contratualização territorial à reprogramação intercalar do programa, reforçando o investimento público nos territórios.
Segundo a CCDR/Alentejo, as adendas refletem um aumento global da dotação financeira dos CDCT, que passa de cerca de 440 milhões de euros para 446 milhões de euros.
Em relação a instrumentos complementares, há um reforço de 15,5 milhões de euros no âmbito da Habitação do Fundo para a Transição Justa (FTJ) e 24 milhões dirigidos ao ciclo urbano da água nos municípios.
«No seu conjunto, estes montantes traduzem-se num acréscimo global de cerca de 45,5 milhões de euros, correspondente a um aumento de 10,3% face à contratualização inicial, reforçando significativamente a capacidade de investimento dos municípios», sublinha a CCDR/Alentejo.
A revisão dos contratos integra, pela primeira vez, uma componente dedicada à habitação acessível e social, «respondendo a necessidades estruturais do território e alinhando o Programa com as prioridades europeias e nacionais no domínio da coesão social e territorial», explica a entidade que gere o programa operacional.
As adendas incorporam igualmente os ajustamentos decorrentes da reprogramação intercalar do Alentejo 2030, incluindo a redefinição de prioridades, a reafetação de recursos e o alinhamento com os níveis de execução verificados, «garantindo maior eficiência e eficácia na aplicação dos fundos».
Destaca-se ainda o reforço do investimento no ciclo urbano da água, «área estratégica para a região, com impacto direto na resiliência dos sistemas, na sustentabilidade dos recursos hídricos e na resposta aos desafios climáticos».
«O novo enquadramento contratual reforça o foco na execução física e financeira dos investimentos, no cumprimento das metas estabelecidas e na observância da regra do N+3, assegurando uma utilização eficiente dos fundos europeus», lê-se, em comunicado.
Paralelamente, este processo contribui para a preparação do próximo ciclo de programação, «consolidando a capacidade de planeamento e intervenção das entidades territoriais, com base na experiência adquirida» no período em curso.
Com a assinatura destas adendas, o Alentejo 2030 «reafirma o seu compromisso com uma política de coesão orientada para resultados, centrada nos territórios e nas pessoas, promovendo uma execução mais célere, eficaz e alinhada com os desafios estratégicos da região».
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A Administração dos Portos de Sines e do Algarve informa que a greve geral em curso nesta quarta-feira, dia 3 de Junho, «não está a ter impacto no habitual funcionamento do Porto de Sines».
Numa nota, o Porto de Sines acrescenta que «até agora», estão «todos os terminais e serviços a funcionar com normalidade».
A greve geral desta quarta-feira foi marcada pela CGTP contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.
O Município de Moura alargou, até 12 de Junho, o período das novas inscrições ou de renovação para os apoios da Ação Social Escolar – refeições, material escolar e AAAF’s para o próximo ano letivo.
Dos apoios de Ação Social Escolar fazem parte o serviço das refeições (almoços, no 1.º ciclo), o subsídio para material escolar e as Atividades de Animação e Apoio à Família no pré-escolar.
No ato da candidatura, que pode ser online, através do site do Município, ou presencial, na Divisão de Educação, Habitação e Desenvolvimento Social, os encarregados de educação deverão apresentar o impresso (disponível online ou na Câmara de Moura ou na DEHDS), devidamente preenchido e assinado pelo encarregado de educação.
Além disso, é preciso o documento comprovativo do posicionamento nos escalões de atribuição de abono de família, emitido pelo serviço competente da Segurança Social ou, quando se trate de trabalhadores da Administração Pública, pelo serviço processador; documento comprovativo de residência e composição do agregado familiar.
Um percurso pedestre “Da Ferrenha aos Meandros do Murtigão” é a proposta da Herdade da Contenda (Moura) para o próximo dia 13 de Junho, numa iniciativa que convida os participantes a descobrir algumas das paisagens mais emblemáticas e menos exploradas deste território.
Com um percurso de cerca de sete quilómetros e grau de dificuldade fácil, a caminhada tem início marcado para as 18h30, no Monte do 25, e decorrerá num ambiente de grande riqueza natural e patrimonial.
O percurso começa na Ferrenha, junto ao antigo posto da Guarda Fiscal, seguindo por trilhos pouco explorados até à mais importante linha de água da Contenda, o Murtigão.
O trajeto acompanha inicialmente um pequeno curso de água que desagua nos meandros desta ribeira, proporcionando a oportunidade de observar uma das zonas de maior valor ecológico da propriedade.
Esta área distingue-se pela abundância de fauna de grande porte, sendo frequente o avistamento de veados e javalis, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.
A meio do percurso, os caminhantes alcançarão um ponto elevado com uma vista privilegiada sobre a torre sineira do antigo Convento da Tomina, que se destaca na paisagem envolvente.
No regresso à Ferrenha, o trilho atravessa antigas construções em taipa, testemunhos de um tempo em que estas terras eram cultivadas pelos rendeiros que habitavam a região.
As inscrições decorrem até 11 de junho, através do e-mail geral@herdadedacontenda.pt ou do telefone 285 965 421.
A iniciativa integra o plano anual de percursos pedestres da Herdade da Contenda para 2026, reforçando o compromisso com a valorização do património natural e a promoção de experiências de contacto direto com a natureza.
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As Novas 7 Maravilhas de Portugal regressaram em 2026, quase duas décadas após a primeira edição, com o objetivo de eleger, através do voto popular, os mais emblemáticos exemplos do património construído português. A iniciativa decorre ao longo deste ano…
Campanha criada por João Wengorovius e Pedro Bidarra estreou na noite de 1 de junho em televisão e plataformas digitais. A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) acaba de lançar uma nova campanha de comunicação dos Vinhos do Alentejo, assinada por João Wengorovius e Pedro Bidarra. Sob o mote “Um alentejano cai sempre bem”, a campanha […]
A Vila de Campo Maior volta a transformar-se num autêntico jardim a céu aberto com a realização das tradicionais Festas do Povo, que decorrem entre agosto e setembro, mobilizando milhares de habitantes na decoração de mais de 100 ruas com…