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Projétil desconhecido atinge navio-tanque em Omã, diz organização

13 June 2026 at 13:54

Um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido na costa de Omã, informou neste sábado (13) a UKMTO (Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido).

O incidente ocorreu na sexta-feira (12), segundo a UKMTO, a seis milhas náuticas a leste de Omã.

Todos os tripulantes a bordo do navio foram considerados a salvo pela UKMTO (Organização Marítima e de Transporte do Reino Unido) e nenhum impacto ambiental foi relatado. O navio-tanque está seguindo para seu próximo porto de escala, informou a Organização.

 

O Estreito de Ormuz está efetivamente fechado há 105 dias, interrompendo o fornecimento de 20% do petróleo mundial para os mercados globais, além de gás natural liquefeito e fertilizantes necessários para o funcionamento da economia global, o que provocou um aumento drástico nos preços do petróleo.

Embora o Irã tenha afirmado repetidamente que o estreito está funcionando normalmente, o acesso a essa via navegável crucial tem se mostrado difícil. O tráfego foi significativamente reduzido, com apenas algumas embarcações cruzando o estreito diariamente.

Os ataques a embarcações na região tornaram-se comuns, com petroleiros sendo atingidos tanto pelo Irã quanto pelos Estados Unidos. Na quarta-feira (10), um ataque americano a um petroleiro comercial com bandeira de Palau matou três marinheiros indianos e provocou indignação pública em toda a Índia.

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

Bancos do Irã foram alvos de possível ataque cibernético, diz mídia local

13 June 2026 at 13:35

Diversos bancos no Irã têm apresentado “problemas”, aumentando a possibilidade de um “ataque cibernético”, segundo a mídia local, que alertou que “nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido”.

Diversas redes bancárias — incluindo o Bank Melli, o Bank Tejarat e o Bank Saderat — foram afetadas por atrasos em serviços bancários móveis, internet banking, caixas eletrônicos e leitores de cartão, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars neste sábado (13).

“Algumas fontes relataram a possibilidade de um ataque cibernético, mas até o momento, nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido, e não há informações suficientes para uma declaração definitiva”, acrescentou a agência.

 

No Irã, vários moradores disseram à CNN que estão enfrentando desemprego desenfreado e hiperinflação, enquanto o custo dos combates se agrava com as sanções econômicas impostas pelos EUA.

A violência desencadeada pelos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, os ataques retaliatórios de Teerã e os bloqueios paralelos EUA-Irã contra embarcações não aliadas no Estreito de Ormuz, lançaram grande parte da região em um caos econômico marcado pelo aumento dos preços do petróleo e pela insegurança alimentar.

Análise: Líderes do Irã apostam em riscos evitados por seus antecessores

13 June 2026 at 11:00

Os ataques do Irã contra Israel nesta semana foram algumas de suas iniciativas mais ousadas até agora para redefinir os limites de um confronto que, durante décadas, foi travado principalmente por meio de grupos aliados, operações encobertas e retaliações cuidadosamente calculadas.

Ao atingir Israel em resposta a ataques no Líbano, Teerã pareceu sinalizar que suas linhas vermelhas já não se limitam às próprias fronteiras — e que seus líderes estão dispostos a assumir riscos maiores.

Desde o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, firmado em 8 de abril, Teerã tem acusado repetidamente Israel e os EUA de enfraquecerem a trégua por meio de ações militares.

Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos mesmo enquanto negociações indiretas continuavam. Israel, por sua vez, lançou quase 3.500 ataques no Líbano, segundo o primeiro-ministro do país, incluindo ações na capital, Beirute, apesar das restrições impostas pelo acordo de cessar-fogo.

O Irã respondeu com uma série de ataques retaliatórios cuidadosamente calculados contra alvos dos Estados Unidos e de países do Golfo, ao mesmo tempo em que alertou que, caso a diplomacia fracassasse, estaria preparado para retomar a guerra e ampliá-la para além do Golfo Pérsico, potencialmente ameaçando rotas marítimas que se estendem do Oceano Índico ao Mar Vermelho e ao Mediterrâneo.

Entre a noite de terça-feira (9) e a madrugada de quarta-feira (10), ocorreram novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã após a derrubada de um helicóptero do Exército americano no início da semana, evidenciando a persistente instabilidade na região.

Ataques iranianos a Israel sinalizam mudança mais ampla

Os ataques desta semana contra Israel, no entanto, pareceram representar um passo além.

Teerã sinalizou que ações militares israelenses contra seus aliados regionais também podem provocar uma resposta direta do Irã.

O objetivo seria romper o impasse diplomático nas negociações para alcançar um acordo de paz provisório e apoiar o grupo Hezbollah.

“Revertemos a lógica do cessar-fogo que existia no papel, mas que vinha sendo repetidamente violada na prática, em campo”, afirmou na segunda-feira (8) Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano nas conversações. “Enquanto não houver uma disposição genuína para construir confiança, a resposta do Irã continuará a mesma.”

O Irã tem insistido que não permitirá que Israel e os Estados Unidos continuem realizando ataques enquanto afirmam permanecer comprometidos com um cessar-fogo que, segundo Teerã, vem sendo repetidamente desrespeitado. “Sob nenhuma circunstância” o país aceitaria tal situação, declarou na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.

O movimento sugere uma mudança mais ampla em Teerã, onde uma nova geração de líderes está abandonando cada vez mais a postura cautelosa e reativa que por muito tempo definiu a estratégia da República Islâmica diante de seus adversários.

Em vez de depender principalmente da dissuasão e da paciência estratégica, esses dirigentes parecem mais dispostos a assumir riscos e a utilizar o poder militar, econômico e a influência regional do Irã para moldar os acontecimentos no Oriente Médio.

É também essa mesma liderança iraniana que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu como “mais racional” e “bastante razoável”.

“Os iranianos colocaram tanto os israelenses quanto os Estados Unidos contra a parede agora”, afirmou Aaron David Miller à jornalista Jessica Dean, da CNN. “Eles estão dispostos a correr riscos. Acreditam que estão vencendo. Não acham que o cessar-fogo esteja servindo aos seus interesses.”

Em 2020, o primeiro governo de Donald Trump rompeu um tabu de longa data ao ordenar o assassinato de Qasem Soleimani, a mais alta autoridade iraniana morta pelos Estados Unidos até então.

A resposta de Teerã, sob a liderança do então líder supremo Ali Khamenei, refletiu sua preferência por uma retaliação calculada em vez de uma escalada descontrolada: o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea americana no Iraque após transmitir avisos prévios que deram às forças dos EUA tempo para buscar abrigo.

Em junho de 2025, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel em ataques contra o Irã, Teerã voltou a optar por uma resposta proporcional, sinalizando que, apesar da retórica agressiva, ainda considerava necessário administrar cuidadosamente o risco de uma escalada do conflito.

Os ataques desta semana contra Israel sugerem que esse cálculo pode estar mudando. “Esta é a primeira vez em décadas que uma potência regional possui os meios, a capacidade e a disposição para empregar poder militar direto contra manobras militares israelenses ou atos de agressão contra um terceiro ator”, afirmou Trita Parsi, do Quincy Institute.

Após o ataque, o Irã alertou que estava preparado para “elevar o nível de tensão” a fim de desafiar o que descreveu como pressupostos israelenses e americanos sobre os limites de sua resposta.

“Se os israelenses e os americanos imaginam que, por meio de uma ‘tensão controlada’, podem tornar o Irã e o chamado Eixo da Resistência (rede de aliados e grupos apoiados por Teerã) previsíveis diante de seus crimes, ou limitar o tipo de resposta iraniana, estão cometendo um erro tolo”, afirmou uma fonte militar não identificada, citada pela agência de notícias Tasnim News Agency, considerada próxima à IRGC (Guarda Revolucionária do Irã).

Teerã busca criar uma “nova equação” com o objetivo de impedir que Israel atue não apenas contra o próprio Irã, mas também contra sua rede de aliados e grupos parceiros na região, afirmou Danny Citrinowicz à jornalista Becky Anderson.

“Os acontecimentos das últimas 24 horas demonstraram mais uma vez que a atual liderança iraniana acredita cada vez mais que aquilo que não pode ser alcançado por meio da diplomacia pode, em última instância, ser obtido pelo uso da força”, escreveu ele na rede social X.

Explorando fissuras na relação entre EUA e Israel

O Irã também parece estar testando a aliança entre Estados Unidos e Israel e explorando as crescentes divergências entre os dois países sobre o desfecho do conflito.

Nas últimas semanas, o presidente americano Donald Trump se distanciou publicamente em diversas ocasiões do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, insistindo que um acordo diplomático com Teerã está ao alcance e afirmando que Israel “não terá outra escolha” a não ser aceitá-lo.

Essa estratégia pode estar produzindo resultados.

Depois que o Irã atacou Israel na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump agiu rapidamente para evitar uma nova escalada, conversando duas vezes com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em poucas horas, numa tentativa de convencê-lo a não retaliar.

Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, afirmou que Washington “tem responsabilidade” pelas ações de Israel e advertiu que elas “inevitavelmente” afetariam o processo diplomático.

Enquanto isso, uma autoridade militar israelense ressaltou que as forças dos Estados Unidos não participaram dos ataques contra o Irã, embora tenham ajudado a interceptar os mísseis iranianos lançados em direção a Israel.

O Irã pode ter conseguido forçar Washington a escolher entre apoiar a liberdade de ação militar de Israel ou preservar o caminho diplomático com Teerã.

A pressão exercida por Trump sobre Netanyahu “acrescentou mais uma ficha à mesa” para o Irã, afirmou Aaron David Miller, referindo-se ao novo poder de barganha conquistado por Teerã. “Isso levará à criação de uma nova norma.”

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

Acordo entre EUA e Irã pode ser assinado neste fim de semana; entenda

13 June 2026 at 08:00

Autoridades dos EUA e do Irã afirmaram na sexta-feira (12) que um memorando de entendimento para encerrar o atual conflito está próximo de ser concluído, aumentando a expectativa de que o documento seja assinado nos próximos dias.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo “nunca esteve tão próximo” e disse que o memorando poderá ser assinado remotamente após a conclusão das negociações finais.

Segundo autoridades americanas e iranianas, o documento serviria como uma etapa preliminar para um acordo mais amplo e abriria um período de 60 dias de negociações técnicas entre os dois países.

Entenda os pontos do acordo

De acordo com uma autoridade do governo dos Estados Unidos, o memorando inclui:

  • Reabertura do Estreito de Ormuz;
  • Fim do bloqueio americano aos portos iranianos;
  • Desmantelamento do programa nuclear iraniano;
  • Transferência do material nuclear enriquecido do Irã para os Estados Unidos, onde seria destruído;
  • Possível alívio gradual das sanções econômicas impostas a Teerã.

O governo americano afirma que qualquer benefício econômico só seria concedido após o cumprimento das obrigações por parte do Irã.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura”, afirmou uma autoridade americana. Segundo a fonte, cada etapa cumprida pelo regime iraniano resultaria em contrapartidas econômicas específicas.

Divergências

Apesar do avanço das negociações, Washington e Teerã seguem apresentando versões distintas sobre os termos do entendimento.

Enquanto os Estados Unidos destacam concessões iranianas relacionadas ao programa nuclear, o governo iraniano tem enfatizado pontos como o alívio das sanções, o respeito à soberania do país e o encerramento dos conflitos regionais.

Araghchi afirmou que o memorando incluirá não apenas questões nucleares e econômicas, mas também uma solução para os confrontos no Líbano e em “todas as outras frentes” do conflito regional.

O chanceler iraniano também declarou que o Irã está preparado para retomar a guerra caso os termos negociados não sejam cumpridos.

Israel mantém posição

Em meio às negociações, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país não pretende se retirar das áreas que ocupa no Líbano, na Síria e em Gaza.

Segundo Katz, Israel continuará atuando contra ameaças ligadas ao Irã e aos grupos armados apoiados por Teerã na região.

Tensão em Ormuz

No fim da noite de sexta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou ter interceptado diversos drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.

Segundo os militares americanos, as aeronaves buscavam interromper o tráfego marítimo comercial na região. O CENTCOM afirmou que todos os drones foram abatidos e que a navegação no corredor marítimo segue sem restrições.

(Com informações de Kevin Liptak, Sophia Saifi, Mitchell McCluskey, Alayna Treene, Oren Liebermann e Michael Williams, da CNN)

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Perda de apoio dos EUA é maior risco para Israel, diz professor ao WW

13 June 2026 at 07:03

A possível perda do apoio dos Estados Unidos representa o principal risco estratégico para Israel no cenário internacional, segundo avaliação de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Economia da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), em entrevista ao WW Especial, da CNN Brasil.

Ao analisar os desafios enfrentados pelo Estado israelense, Vieira, que também leciona no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), afirmou que questões internas, como as mudanças demográficas em curso no país, são relevantes, mas não suficientes, isoladamente, para ameaçar sua continuidade.

“O grande risco está do outro lado do Atlântico Norte”, afirmou. Segundo ele, uma eventual mudança no ambiente político americano pode reduzir significativamente o apoio histórico dado a Israel por Washington.

Vieira destacou que pesquisas apontam uma crescente resistência entre eleitores democratas ao apoio irrestrito dos Estados Unidos ao governo israelense. “Até três quartos dos eleitores democratas são contra, não vou dizer absolutamente, mas têm, no mínimo, um apoio crítico em relação aos Estados Unidos continuarem a apoiar Israel”, disse.

O professor também chamou atenção para transformações dentro da base republicana ligada ao Maga (Make America Great Again, sigla em inglês para “Faça a América Grande Novamente”), movimento político fundado por Trump.

Segundo ele, há um componente identitário relevante nesse grupo, associado à ideia de retorno a uma América definida por valores brancos, anglo-saxões e protestantes.

“Tem todo esse debate sobre os judeus serem considerados brancos ou não no contexto americano. Até 1945, eles eram super excluídos das universidades, não podiam entrar nas instituições de maior prestígio e estavam totalmente isolados do mainstream americano”, explicou.

Na avaliação do especialista, tanto democratas quanto republicanos podem, por razões distintas, representar desafios para a relação entre Washington e Tel Aviv no futuro.

“Caso os democratas voltem ao poder, haverá essa oposição por outro caminho. A ideia de que Israel não é mais um aliado confiável porque quer, em primeiro lugar, satisfazer interesses extremamente ideológicos e religiosos”, destacou.

Ao mesmo tempo, ele argumentou que setores do movimento conservador americano também podem rever sua posição em relação a Israel a partir de uma agenda política cada vez mais voltada para questões identitárias internas.

“O risco é de ambos os lados. Tanto o caminho republicano quanto o caminho democrata são pouco promissores para Israel, caso o país continue nessa toada”, avaliou.

Por fim, Vieira ressaltou que as mudanças demográficas em Israel ampliam os incentivos para a manutenção da atual trajetória política do país. Segundo ele, a população ortodoxa israelense cresceu de forma acelerada nas últimas décadas.

“Hoje a população ortodoxa seria de 14% a 15%, sendo que, no começo do século, era 7%. Ou seja, duplicou em 25 anos e continua aumentando”, concluiu.

WW Especial

Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

Conheça o Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube. Ao se cadastrar, você garante acesso antecipado à íntegra da edição já às sextas-feiras, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores do programa.

Análise: Trump diz que guerra com o Irã acabou

Autoridade do Irã diz que Trump concordou em liberar recursos congelados

13 June 2026 at 06:52

Enquanto Estados Unidos e Irã dão sinais de que estão próximos de um acordo, uma importante autoridade iraniana afirmou que Washington concordou em liberar parte dos ativos congelados do país, apesar de o governo Trump ter negado anteriormente qualquer entendimento nesse sentido.

“Trump concordou com a liberação de parte dos ativos congelados do Irã, mas não está disposto a anunciar isso publicamente”, disse Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, neste sábado (13).

Após diferentes relatos da imprensa sobre o que estaria incluído na proposta de acordo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou na sexta-feira (12) o que classificou como “informações falsas sobre um possível acordo”, afirmando que benefícios econômicos só serão concedidos ao Irã se o país “cumprir suas obrigações”.

“Os iranianos não estão recebendo dinheiro, e nenhum recurso está sendo liberado simplesmente por assinar um acordo ou participar de uma reunião”, escreveu Vance na rede social X.

I’m seeing a lot of fake information about a potential deal to reopen the Strait and end Iran’s nuclear weapons program. First, the Iranians are not receiving any cash, and no funds are being released for simply signing a deal or attending a meeting. The deal is structured to…

— JD Vance (@JDVance) June 12, 2026


“Este acordo tem o potencial de refazer a região e levar a uma paz duradoura”, afirmou Vance na publicação.

Contexto

Segundo relatos da imprensa, o Irã exigiu a liberação de US$ 12 bilhões em recursos congelados assim que um acordo provisório for assinado com os Estados Unidos, além de outros US$ 12 bilhões em uma etapa posterior.

Mas autoridades americanas temem que o desbloqueio de recursos neste momento elimine uma importante ferramenta de pressão sobre o regime iraniano.

Trump tem exigido que qualquer acordo pareça substancialmente mais robusto do que o pacto nuclear firmado em 2015 e evite qualquer medida que possa ser interpretada como a entrega de “paletes de dinheiro” ao Irã.

Em uma rara entrevista à CNN neste mês, Rezaei afirmou que “se ele (Trump) quiser chegar a um acordo com o Irã, esses US$ 24 bilhões são um teste de confiança que o Irã quer estabelecer com Trump — é um teste que os Estados Unidos precisam superar, e então o caminho estará aberto (…) Esse dinheiro é nosso, não dos Estados Unidos.”

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

 

Pressão criou condição para EUA e Irã quererem fim da guerra, diz professor

13 June 2026 at 03:58

Um possível acordo provisório de paz entre Estados Unidos e Irã pode ser assinado nos próximos dias, segundo análise do professor de Relações Internacionais Danny Zahreddine, ao WW.

Para ele, a pressão econômica mútua entre os dois países criou uma condição favorável para que ambos os lados busquem uma saída do conflito.

Zahreddine destacou que, desta vez, há um elemento novo que diferencia o atual momento das declarações anteriores sobre um possível entendimento.

“O posicionamento público do ministro das Relações Exteriores, o Abbas Araghchi, dizendo que eles não chegaram tão perto quanto chegaram agora”, foi apontado pelo professor como um sinal relevante de avanço nas negociações.

Pressões econômicas de ambos os lados

O professor explicou que a pressão imposta pelos americanos aos portos iranianos, impedindo o Irã de exportar petróleo pelo Golfo Pérsico, combinada com as pressões que os próprios Estados Unidos enfrentam em razão dos preços do petróleo e dos fertilizantes, criou um cenário em que os dois lados têm interesse em resolver o impasse.

Segundo Zahreddine, os termos do acordo já estariam prontos há mais de duas semanas, e a questão era apenas o timing escolhido pelos americanos para anunciá-lo como uma vitória política.

Divisões internas no governo iraniano

Zahreddine também chamou atenção para as tensões internas no governo iraniano.

De um lado, a linha mais dura, ligada à Guarda Revolucionária, se opõe a qualquer acordo que considere desfavorável, preferindo uma postura de confronto total.

Do outro, uma ala mais moderada e reformista, representada pelo próprio Araghchi, enxerga o protocolo de entendimento como uma vitória razoável.

Essa divisão interna representa um dos principais desafios para a conclusão do acordo.

Apesar do otimismo cauteloso, o professor ressaltou que o presidente americano, Donald Trump, já afirmou, por quase 40 vezes desde abril, que um acordo estava prestes a ser assinado.

Por isso, Zahreddine concluiu que é necessário aguardar a semana seguinte para uma avaliação mais precisa sobre a real possibilidade de um entendimento definitivo entre os dois países.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

EUA abatem drones iranianos perto do Estreito de Ormuz, diz Exército

13 June 2026 at 03:28

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou na noite desta sexta-feira (12) que as forças armadas americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional perto do Estreito de Ormuz.

O Irã lançou diversos drones de ataque que buscavam interromper o tráfego marítimo comercial próximo ao estreito, informou o CENTCOM em uma publicação no Facebook.

Os militares americanos afirmaram que suas forças “abateram todos eles nas últimas horas, enquanto o fluxo de tráfego pelo estreito continua sem impedimentos”.

“O corredor comercial internacional permanece aberto para trânsito”, afirmou o CENTCOM.

Possível acordo

A movimentação acontece em meio a especulações de um possível memorando de entendimento entre os EUA e o Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou mais cedo nesta sexta-feira que o acordo pdoerá ser assinado remotamente por ambas as partes nos próximos dias.

O documento será assinado e anunciado após as etapas finais das negociações, disse Araghchi.

O chanceler iraniano também afirmou que o documento deve abordar diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi .

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

EUA preparavam missão para capturar urânio do Irã; Trump mandou suspender

13 June 2026 at 01:59

O principal comandante militar dos Estados Unidos fez uma visita secreta e urgente ao quartel-general do Comando Central dos EUA (Centcom), na Flórida, no fim do mês passado, para receber pessoalmente informações sobre planos de enviar tropas terrestres ao Irã. O objetivo era tomar à força o urânio altamente enriquecido do país — componente essencial para a produção de uma arma nuclear, disseram à CNN duas fontes familiarizadas com o assunto.

As reuniões foram consideradas tão urgentes e sensíveis que exigiram que o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, deixasse às pressas um encontro de altos oficiais da Otan, em Bruxelas, e retornasse a Tampa, na Flórida, em 19 de maio, segundo as fontes. A natureza urgente e de alto nível das discussões mostra o quão perto o governo esteve de autorizar a arriscada operação terrestre.

Um porta-voz do Estado-Maior Conjunto se recusou a comentar os preparativos para uma possível operação.

Posteriormente, Caine apresentou ao presidente Donald Trump as opções para uma missão desse tipo, disse uma das fontes.

No entanto, Trump decidiu suspender os planos após ser alertado de que a operação provavelmente provocaria uma forte retaliação iraniana, prolongando a guerra e mergulhando a economia global em uma turbulência ainda maior, segundo as fontes. Trump também demonstrou preocupação com a possibilidade de um número significativo de baixas americanas.

O planejamento avançado ocorreu enquanto Trump afirmava repetidamente que EUA e Irã estavam próximos de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e concluir as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Na quinta-feira, Trump disse que os dois países poderiam assinar um acordo em breve, possivelmente já no fim de semana.

Mas as discussões sobre o envio de tropas terrestres ao Irã mostram o quão perto os EUA estiveram de uma grande escalada do conflito.

“Muito risco”, disse uma das fontes familiarizadas com os planos. Segundo ela, não foi surpreendente que Trump tenha optado por não dar sinal verde à operação.

Teerã e a “opção nuclear” econômica

Caso as negociações fracassem e a guerra seja retomada, Teerã também tem considerado uma “opção nuclear” econômica, disseram à CNN três pessoas familiarizadas com o tema: convencer os Houthis, principal força aliada do Irã no Iêmen, a fechar o estreito de Bab el-Mandeb — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e ponto estratégico para o comércio global, especialmente após meses de fechamento do Estreito de Ormuz.

Um alto funcionário do governo americano respondeu a um pedido de comentário da CNN nesta sexta-feira com uma lista de condições que o Irã supostamente aceitou nas negociações, incluindo a destruição e remoção do material nuclear, o desmantelamento do programa nuclear, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do financiamento iraniano a grupos armados aliados. Apenas depois disso haveria alívio de sanções.

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando de entendimento deve tratar do programa nuclear iraniano e do alívio de sanções, entre outros temas, incluindo uma solução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”.

Ainda de acordo com Araghchi, uma declaração sobre o futuro controle do Estreito de Ormuz deverá ser divulgada “em breve”.

O estoque de urânio do Irã

Garantir o controle do urânio altamente enriquecido do Irã continua sendo um dos principais objetivos de Trump que ainda não foi alcançado, seja por meio da diplomacia ou da força militar.

Embora o presidente tenha mencionado repetidamente a possibilidade de os EUA confiscarem o material à força, ele tem relutado em avançar com uma operação que possa resultar em muitas baixas americanas.

Ao comentar outra possível ação militar — a tomada da ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã — Trump afirmou à Fox News esta semana: “Não sei se os americanos têm disposição para isso”.

Apesar dos riscos, a possibilidade de apreender o urânio do Irã — especialmente as cerca de 970 libras (aproximadamente 440 quilos) enriquecidas a níveis próximos aos necessários para armas nucleares — ainda não foi totalmente descartada.

A frustração de Trump aumentou à medida que o Irã demorava a aceitar um acordo que exigiria concessões significativas em seu programa nuclear, incluindo a entrega voluntária de seus estoques de urânio enriquecido. Segundo fontes da CNN, esse material está distribuído entre várias instalações nucleares iranianas, principalmente nos complexos de Isfahan, Natanz e Fordow, enterrados profundamente em túneis subterrâneos.

Especialistas em energia nuclear questionam se uma operação militar americana conseguiria localizar e verificar todo o material, quanto mais removê-lo de forma segura em condições hostis. Acredita-se que o urânio ainda esteja em forma gasosa, como estava na última inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em junho de 2025.

O Irã expulsou os inspetores internacionais no mês seguinte, após ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel contra suas instalações nucleares. Embora esses bombardeios tenham causado danos, não destruíram todo o material nuclear, que permaneceu nos túneis subterrâneos.

Em entrevista recente, o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, alertou que o estoque existente poderia permitir ao Irã produzir até dez bombas nucleares, caso o país decidisse transformar seu programa em um projeto militar.

A comunidade de inteligência dos EUA acredita saber onde está todo esse material graças ao monitoramento aéreo contínuo, segundo duas fontes. Além do urânio altamente enriquecido, o Irã possui grandes quantidades de material de baixo enriquecimento que poderia ser usado para fabricar uma “bomba suja”.

Uma operação extremamente arriscada

Segundo reportagens anteriores da CNN, garantir fisicamente o controle do urânio exigiria uma grande força terrestre americana, incluindo centenas de operadores de forças especiais.

“Seria absurdamente difícil vasculhar aqueles túneis e todos os recipientes”, disse uma fonte. “Teríamos de estabelecer uma presença maciça. Na prática, teríamos de invadir.”

Comandantes militares classificaram uma operação desse tipo entre os níveis “alto” e “extremo” de risco aceitável para forças especiais, o que significa que ela poderia resultar em um número significativo de baixas americanas, mesmo em caso de sucesso.

Riscos de uma resposta iraniana

Caso uma operação terrestre para capturar o urânio fosse lançada, o fechamento do estreito de Bab el-Mandeb — cenário previsto em avaliações de inteligência — poderia causar danos econômicos catastróficos à economia mundial.

Uma fonte familiarizada com essas avaliações destacou que os Houthis ainda não retomaram ataques em larga escala contra navios americanos ou europeus, limitando suas ações principalmente a embarcações ligadas a Israel. Ampliar os alvos representaria uma escalada significativa.

Segundo as fontes, o Irã evitou até agora recorrer aos Houthis dessa forma porque sabe que isso poderia comprometer as negociações de paz em andamento.

O Exército regular iraniano foi significativamente enfraquecido, mas as principais ameaças para tropas americanas seriam os túneis armadilhados onde o urânio está armazenado, além de mísseis antiaéreos e lançados do ombro. O país também mantém uma parcela significativa de seus estoques de drones e mísseis balísticos.

Dan Caine e outros líderes militares já haviam alertado sobre a escala, a complexidade e o potencial de baixas americanas em uma campanha prolongada contra o Irã. Eles também advertiram que uma guerra extensa afetaria significativamente os estoques de armamentos e a prontidão militar dos EUA.

Apesar de declarações anteriores sobre a possibilidade de capturar o urânio, Trump minimizou essa opção na quinta-feira, em declarações no Salão Oval: “Ninguém vai chegar perto dele porque está enterrado sob uma montanha”, afirmou o presidente.

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

Israel diz que não vai recuar no Líbano em meio a possível acordo EUA-Irã

13 June 2026 at 01:35

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou nesta sexta-feira (12) que Israel não vai se retirar dos territórios que ocupa no Líbano. A declaração surge em meio ao possível acordo entre Estados Unidos e Irã.

“Israel não se retirará das zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza”, declarou Katz. “Nossa doutrina de segurança é firme e clara: agimos contra ameaças próximas e distantes e buscamos resultados decisivos, não compromissos ou concessões”, acrescentou.

Katz afirmou ainda que os Estados Unidos e Israel têm um “interesse comum” em impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

Ele disse esperar que esse princípio seja mantido, “juntamente com outros relacionados aos mísseis e às organizações terroristas por procuração” — uma referência aos grupos armados que o Irã apoia no Oriente Médio.

Possível acordo entre EUA e Irã

O Irã sugeriu nesta sexta-feira que um acordo com os Estados Unidos estava próximo e poderia ser assinado nos próximos dias. A Casa Branca também sinalizou otimismo, embora uma autoridade do governo Donald Trump tenha dito que alguns detalhes ainda precisam ser acertados.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o memorando de entendimento deve incluir o programa nuclear iraniano, o alívio de sanções e o bloqueio ao Estreito de Ormuz, além de uma solução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”.

Também nesta sexta-feira, uma autoridade americana afirmou que o possível acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz; o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos; o desmantelamento do programa nuclear iraniano; a transferência de estoques de urânio enriquecido. A fonte do dos Estados Unidos, no entanto, não mencionou o Líbano.

Sobre o alívio das sanções, a autoridade americana disse que “esses benefícios só serão concedidos se o Irã realmente cumprirem o que foi acordado”.

Memorando de entendimento EUA-Irã exige saída de Israel do Líbano, diz Hezbollah à Al Jazeera

12 June 2026 at 22:50

O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã exige a saída de Israel do território libanês, afirmou o membro do Hezbollah, Hussein Hajj Hassan, à Al Jazeera. A presença do Líbano nos termos do acordo foi confirmada também pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

Hassan afirmou à agência de notícias árabe que o Hezbollah não vai aceitar "o retorno ao status quo" anterior aos ataques israelenses no início de março, declarando que Israel "não tem o direito de permanecer" em território libanês. O Irã declarou "claramente" que o Líbano está incluído no memorando de entendimento com os EUA, disse Hassan.

Araghchi confirmou o relato e afirmou que o acordo deve declarar o fim da guerra em todas as frentes. "O fim da guerra no Líbano significa a retirada de Israel das áreas ocupadas", frisou, em entrevista à TV estatal do Irã no fim da tarde desta sexta-feira 12.

Durante a tarde, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que os compromissos assumidos devem ser cumpridos, em uma publicação no X. "Sem 'se', sem 'mas', sem desculpas. Para o negócio fechado que temos pela frente, não há outro caminho".

Fontes da Agência Reuters vazaram mais cedo o que seriam trechos do acordo firmado. Os Estados Unidos concordariam em fornecer imediatamente bilhões de dólares em ativos descongelados ao Irã. Além disso, as sanções às exportações de petróleo iraniano seriam suspensas. Em contrapartida, o Irã suspenderia o bloqueio ao Estreito de Ormuz, via marítima que esteve praticamente fechada desde o início do conflito.

Qualquer discussão sobre as exigências americanas relativas ao programa nuclear iraniano seria adiada por 60 dias para negociações de um acordo final. 

Versões preliminares do documento também indicam que as principais concessões dos EUA incluiriam a discussão de centenas de bilhões de dólares em potenciais reparações de guerra para Teerã.

© ALI MOHAMMADI / divulgação

Presença do Líbano nos termos do acordo foi confirmada por líder iraniano

Irã diz que declaração conjunta com Omã sobre Ormuz será divulgada em breve

12 June 2026 at 22:10

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou na noite desta sexta-feira (12) que uma declaração conjunta com Omã sobre o futuro controle do Estreito de Ormuz deve ser divulgada “em breve”.

Araghchi disse à televisão estatal iraniana que a declaração será divulgada em conjunto com o governo omanita, segundo a agência de notícias semioficial ISNA. O Estreito de Ormuz está situado entre o território de ambas as nações.

Os comentários surgem em meio a rumores de que um suposto acordo entre os EUA e o Irã estaria sendo finalizado, com sua assinatura prevista para os próximos dias.

Autoridades americanas destacaram vários pontos do memorando de entendimento, incluindo a reabertura completa do estreito e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos ao longo do estreito.

Acordo aborda o Estreito de Ormuz

Araghchi disse que o memorando abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.

O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o chanceler.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Bitcoin avança e registra maior preço da semana com alívio no Oriente Médio

12 June 2026 at 22:01

O bitcoin operou em alta na tarde desta sexta-feira (12) com a melhora do sentimento de risco em meio às esperanças de um acordo nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, acompanhando expectativas para a decisão de política monetária dos EUA da próxima semana. O mercado acompanha, ainda, o primeiro dia de negociações da SpaceX.

Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin subia 2,1%, a US$ 64.099,73, enquanto o ethereum caía 0,84%, a US$ 1.664,95, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, as moedas digitais ganharam cerca de 5,5% e de 7%, respectivamente.

No começo da tarde, a primeira criptomoeda avançou ao valor mais alto da semana, em US$ 64.305,7, ainda segundo a Binance. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um acordo nunca esteve tão próximo, pedindo o fim das especulações sobre os termos após o presidente americano, Donald Trump, acusar o país de mentir sobre as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão deve viajar à Suíça ainda hoje em continuidade à mediação.

Na avaliação do Saxo Bank, o cenário geral permanece construtivo, com a redução das tensões geopolíticas melhorando o sentimento por ativos de risco. Contudo, os investidores continuam acompanhando os fluxos de ETFs (Exchange Traded Funds), à espera da decisão do Fed (Federal Reserve), “em busca de confirmação de que a recente recuperação pode se estender ainda mais”, afirma a instituição.

Com os avanços no Oriente Médio, as expectativas de aperto monetário foram “adiadas”, observa a corretora XM, com um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros totalmente precificado apenas em março de 2027.

Dados da CoinGlass mostram que as saídas de capital de ETFs continuam acontecendo, mas em ritmo mais lento. A Coinbase Institutional avalia que um dos fatores impulsionando o fluxo negativo para criptomoedas é a SpaceX, além da expectativa em torno do IPO de outras empresas como OpenAI e Anthropic.

Para a corretora, a empresa de Elon Musk está competindo “diretamente pelo mesmo conjunto de capital de risco que financia ativos especulativos como criptomoedas”. Em seu primeiro dia de negociações nas bolsas, a empresa ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Ouro fecha em alta de 3% diante de otimismo no Oriente Médio

12 June 2026 at 21:55

O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira (12) em meio a esperanças de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que pressionaram o dólar e diminuíram as expectativas por um aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve). Apesar dos ganhos desta sexta, os metais ainda registraram perdas semanais.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy, perdendo 2,9% na semana. A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, perdendo 1,6% semanalmente.

O ouro operava em alta desde as primeiras horas do dia, ajustando os ganhos conforme as novidades sobre as negociações no Oriente Médio circulavam pelo mercado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações. Poucas horas depois, contudo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações, afirmando que nunca estiveram tão próximos de um tratado, comentário compartilhado posteriormente por Trump em suas redes sociais.

Mesmo com persistentes divergências entre os lados, o noticiário indica avanço nas negociações e há expectativa do mercado pela reabertura do Estreito de Ormuz, o que enfraqueceu os preços do petróleo e o dólar.

O Deutsche Bank aponta que os investidores reduziram as expectativas pela possibilidade de aumentos rápidos das taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Anteriormente, uma alta em dezembro era dada como certa, segundo a instituição.

Contudo, o TD Securities afirma que os metais preciosos continuam pressionados e com ganhos limitados frente ao nível ainda elevado dos juros dos Treasuries. “A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo”, alerta.

Para o banco canadense, uma queda do ouro abaixo do nível chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em queda.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Memorando com EUA pode ser assinado remotamente nos próximos dias, diz Irã

12 June 2026 at 21:53

Um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã poderá ser assinado remotamente por ambas as partes nos próximos dias, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em pronunciamento na televisão estatal nesta sexta-feira (12).

O documento será assinado e anunciado após as etapas finais das negociações, disse Araghchi.

O chanceler iraniano também afirmou que o documento deve abordar diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi .

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Irã diz que acordo aborda Estreito de Ormuz e conflito no Líbano

12 June 2026 at 21:01

O memorando de entendimento entre os EUA e o Irã abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (12).

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.

O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o ministro das Relações Exteriores.

“As ameaças devem parar e o povo iraniano deve ser tratado com respeito”, afirmou.

Araghchi acrescentou que o Irã está pronto para retornar à guerra se os EUA escolherem esse caminho.

“Se os termos do memorando de entendimento não forem cumpridos, o acordo final não será assinado”, disse ele.

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.

“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.

presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.

Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Governo Trump detalha termos de acordo provisório com o Irã

12 June 2026 at 18:40

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  1. A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  2. O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  3. O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

A questão do alívio econômico ao Irã tem sido um dos principais pontos de impasse nas negociações entre os dois países. A fonte insistiu que qualquer flexibilização só ocorrerá após o Irã tomar medidas concretas para cumprir o acordo.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) nem durante a própria negociação”, disse a autoridade.

“O que eles recebem são recompensas econômicas pelo cumprimento de suas obrigações no âmbito do acordo. Portanto, se entregarem o material nuclear conforme prometido, receberão algo. Se desmantelarem seus programas ou instalações nucleares, receberão outra compensação. E, se realmente se comprometerem com a paz e a estabilidade regional, receberão benefícios adicionais além disso”, acrescentou a fonte.

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

Acordo entre EUA e Irã “nunca esteve tão próximo”, diz chanceler iraniano

12 June 2026 at 17:53

Um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos “nunca esteve tão próximo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (10).

Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.

“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.

O presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.

Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

ANP anuncia medidas para evitar desabastecimento de combustíveis no Brasil

12 June 2026 at 15:58

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) aprovou nesta sexta-feira (12) medidas para priorizar ações de resposta aos impactos do conflito no Oriente Médio no mercado brasileiro de combustíveis. A iniciativa inclui subvenções econômicas ao diesel, à gasolina e ao gás de cozinha. 

Entre as ações, está a realocação emergencial de equipes e o reforço de recursos humanos e institucionais para áreas técnicas ligadas ao monitoramento do abastecimento nacional e à execução de medidas previstas em quatro medidas provisórias editadas pelo governo. 

A agência também aprovou uma nova etapa de fiscalização contra a abusividade de preços, com início em julho. O plano prevê mais de 3 mil ações entre julho e setembro, volume mais de 40% superior ao registrado entre março e junho.  

Com a mudança, a agência também suspendeu temporariamente ações da Agenda Regulatória 2025-2026 que estavam sob responsabilidade das áreas mais afetadas pelas medidas emergenciais. Segundo a ANP, a suspensão busca concentrar as equipes nas ações consideradas prioritárias diante do cenário de incerteza. 

Entre os temas suspensos estão revisões de normas sobre envio de dados de preços por produtores, importadores e distribuidores; regras para distribuição e revenda de GLP; diretrizes para situações de risco de restrição ou interrupção no suprimento de combustíveis; e critérios usados em processos de fiscalização. 

A agência afirma que as ações regulatórias suspensas devem ser retomadas, assim como a realocação emergencial de servidores deve ser revertida, quando houver normalização das condições que motivaram a decisão.

*Sob supervisão de Fabricio Julião 

Petróleo cai abaixo de US$ 90 com alívio na guerra do Oriente Médio

12 June 2026 at 15:49

Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira (12), atingindo o nível mais baixo em quase dois meses, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou novos ataques contra o Irã, diminuindo os temores de uma escalada das hostilidades após os ataques recíprocos ocorridos no início da semana.

Por volta das 11h30, o petróleo WTI, referência nos EUA, caía 1,7%, cerca de US$ 86 o barril.

No mesmo horário, o petróleo Brent recuavam 1,5%, para cerca de US$ 88 por barril.

Ambos os contratos atingiram seu nível mais baixo desde 17 de abril.

Um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Golfo poderia ser assinado já no domingo, disse uma fonte ocidental à Reuters nesta sexta-feira, com Genebra surgindo como o local mais provável.

Trump cancelou os ataques na quinta-feira, enquanto a agência de notícias iraniana Mehr informou que as negociações finais sobre um memorando de entendimento com os EUA se concentrariam em questões nucleares e econômicas, mas excluiriam discussões sobre o programa de mísseis do Irã.

Enquanto isso, a agência de notícias iraniana IRNA informou que as negociações nucleares ocorreriam dentro de um período de 60 dias após a assinatura do memorando de entendimento.

*Com informações da Reuters 

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