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Received today — 10 June 2026 O Jornal Económico

Festival Air Invictus ainda sem autorização da ANAC para a sua realização

10 June 2026 at 11:33

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não autorizou a realização do Air Invictus, agendado para 19, 20 e 21 de junho no Porto, Gaia, Maia e Matosinhos, acrescentando que o promotor apresentou alterações no início desta semana.

“A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não proferiu decisão sobre o pedido de realização do evento aeronáutico em apreço, encontrando-se o mesmo em fase de avaliação técnica. Salienta-se que o promotor do evento apresentou alterações, no início desta semana, que abrangem diversos domínios”, explica o regulador da aviação civil, em resposta enviada hoje à agência Lusa, quando faltam nove dias para o início do festival.

Segundo a ANAC, “a avaliação em curso incide sobre as diversas atividades que o requerente [promotor] pretende integrar no evento aeronáutico”.

“A decisão final será proferida após a conclusão da análise dos novos elementos apresentados e terá por base critérios exclusivamente relacionados com a segurança operacional, a proteção de terceiros (no solo e no ar) e o cumprimento do enquadramento legal e regulamentar aplicável ao evento e a cada uma das operações nele integradas”, salienta o regulador.

A ANAC lembra que a sua atuação visa a “prossecução do interesse público na salvaguarda da segurança de pessoas e bens”, sublinhando que o princípio da segurança é “o seu objetivo primordial e orientador em todas as vertentes da sua ação regulatória e de supervisão, encontrando-se empenhada na concretização e garantia efetiva desse desígnio”.

Em 08 de maio, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), após uma reunião com a organização do Air Invictus e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), revelou, em comunicado, que o evento ainda “não tinha a autorização definitiva para a sua realização”, por parte da ANAC.

No comunicado, emitido há um mês, a AAMTD adiantou que, de acordo com a informação transmitida pela organização, o regulador da aviação civil “apenas emitiria o seu parecer cerca de 15 dias antes da data do evento, agendado para 19, 20 e 21 de junho”.

Na ocasião, esta associação exigiu respostas e soluções, sublinhando que o facto de a ANAC vir a pronunciar-se cerca de 15 dias antes do evento era “estruturalmente inviável para operadores que planeiam a dois e três anos de antecedência”.

A AAMTD adiantou que a paragem total da navegação no Rio Douro durante os três dias do evento implicaria “perdas de milhões de euros para os operadores marítimo-turísticos, sem qualquer mecanismo de compensação definido”, acrescentando “não existirem locais alternativos para recolocar as embarcações, pois o encerramento do rio não tem solução logística conhecida”.

Fundada em 2018, a AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na Via Navegável do Douro, entre navios-hotéis, cruzeiros diários, embarcações de animação turística e navegação local e tem como missão defender os interesses do setor, promover a sustentabilidade da atividade e assegurar um diálogo institucional permanente com as autoridades competentes.

Em comunicado já divulgado pelos promotores do Air invictus lê-se que “está a chegar o maior evento aéreo e aeroespacial alguma vez organizado em Portugal”.

“O Air Invictus traz aos céus do Porto, Gaia, Maia e Matosinhos uma animação ímpar. A adrenalina vai estar ao máximo com acrobacias e corridas onde estarão os melhores pilotos do mundo, mas há também espaço para o desfile de modelos clássicos e contemporâneos civis e militares, muita música e animação com o Revenge of The 90’S e a espetacularidade de um show de drones que pode fazer história em Matosinhos, logo no primeiro dia do evento”, adiantou a organização.

Segundo os promotores, “muito mais do que uma corrida, a primeira edição do Air Invictus em Portugal contempla uma vasta oferta em terra e no ar, com um total de 15 eventos distribuídos” pelas cidades do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos.

Devolvidas 10 milhões de embalagens em 2 meses do Sistema de Depósito e Reembolso

10 June 2026 at 11:29

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.

Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.

“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.

O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.

A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.

Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.

“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.

“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.

Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.

Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.

Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.

As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.

Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.

Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

Portugal coloca 1.078 milhões em dívida a 9 e a 19 anos com juros até 3,894%

10 June 2026 at 11:20

Portugal colocou esta quarta-feira 1.078 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, numa operação marcada pela subida das taxas de juro exigidas pelos investidores, num contexto de maior incerteza geopolítica e de expectativas de manutenção de uma política monetária restritiva por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Do montante global emitido, 636 milhões de euros correspondem a obrigações com maturidade em outubro de 2035, com uma taxa de juro de 3,342% e uma procura equivalente a 2,04 vezes a oferta. Já a linha com vencimento em abril de 2045 captou 442 milhões de euros, a uma taxa de 3,894%, tendo registado uma procura de 2,33 vezes o montante disponibilizado.

Na emissão a nove anos, a taxa ficou acima da registada no leilão realizado em março, quando o juro se fixou em 3,175%, refletindo um agravamento das condições de financiamento nos mercados.

“O aumento das taxas registado no leilão de hoje espelha o atual ambiente geopolítico, marcado pelos avanços e recuos do conflito com o Irão”, afirma Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa. Segundo o analista, “esta tensão tem introduzido maior instabilidade no mercado de dívida e alterado as perspetivas de inflação no médio prazo”.

Na sua análise, Filipe Silva considera que este enquadramento reforça a expectativa de uma política monetária mais restritiva. “Antecipa-se que o Banco Central Europeu avance com uma subida de 25 pontos base na reunião de junho, embora a materialização de novas pressões inflacionistas possa forçar os bancos centrais a adotar uma postura ainda mais restritiva”, sublinha.

O analista acrescenta ainda que, apesar de o BCE ter reiterado estar preparado para responder a um eventual choque energético, “o abrandamento económico que se faz sentir em várias economias torna cada vez mais complexa a tarefa de manter a inflação sob controlo”.

Apesar da subida dos juros, a operação voltou a revelar uma procura robusta por parte dos investidores, com as duas linhas de dívida a registarem uma procura superior ao dobro do montante colocado.

Bruxelas poderá processar Portugal por falhas nas regras sobre transparência salarial

A Comissão Europeia está a analisar o estado da transposição das novas regras sobre transparência salarial pelos Estados-membros, incluindo Portugal, e poderá abrir um processo de infração por incumprimento, disse esta quarta-feira à Lusa fonte comunitária.

“Se um Estado-membro não tiver notificado as medidas de transposição no prazo legal, a Comissão avaliará a situação e poderá instaurar um processo de infração”, disse à Lusa um porta-voz do executivo comunitário.

“Até que a Comissão tenha avaliado formalmente os projetos de medidas nacionais notificados ou os processos legislativos em curso, não iremos especular sobre potenciais processos de infração futuros”, acrescentou.

A mesma fonte salientou ser “da máxima importância que os Estados-membros transponham a diretiva de forma rápida e eficaz, de modo a que os parceiros sociais, os empregadores e os trabalhadores beneficiem de segurança jurídica”.

O prazo para a transposição para a legislação nacional da Diretiva sobre Transparência Salarial terminou no dia 7.

Esta diretiva verte em lei aplicável o princípio consagrado no Tratado de salário igual para trabalho igual ou de valor igual entre mulheres e homens e, refere ainda o porta-voz, a prioridade da Comissão, desde a adição das novas regras em 2023, “continua a ser a transposição atempada e correta da diretiva que resulte numa mudança real para os trabalhadores e em particular para as mulheres”.

Ao abrigo das novas regras, os empregadores são obrigados a divulgar a faixa salarial inicial ou o salário base nos anúncios das vagas ou antes da entrevista e os funcionários têm o direito de solicitar por escrito informações sobre o seu nível salarial individual e sobre os níveis médios de remuneração, discriminados por sexo, para categorias de trabalhadores que desempenham funções equivalentes.

As empresas da UE têm ainda de tomar medidas se a disparidade remuneratória em função do género for superior a 5%.

A diretiva inclui igualmente disposições sobre a indemnização das vítimas de discriminação remuneratória e sanções, incluindo coimas, para os empregadores que violem as regras.

Segundo dados de Bruxelas, a falta de transparência salarial foi identificada como um dos principais obstáculos à eliminação da disparidade salarial entre homens e mulheres, que se mantém em cerca de 11%, o que significa que as mulheres ganham, em média, menos 11% do que os homens por hora por trabalho igual ou de valor igual, de acordo com informação do Eurostat relativa a 2024.

Irão: China pede “calma e moderação” após ataques dos Estados Unidos e retaliação

A China apelou esta quarta-feira à “calma e moderação” após os ataques dos Estados Unidos contra o Irão e a retaliação iraniana contra bases norte-americanas no Médio Oriente, defendendo um cessar-fogo rápido e o regresso à via diplomática.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian manifestou, em conferência de imprensa, a “profunda preocupação” de Pequim com a situação e apelou a todas as partes envolvidas para que adotem “medidas concretas” destinadas a reduzir as tensões.

Lin afirmou ainda que os diferendos devem ser resolvidos por meios políticos e diplomáticos e defendeu a concretização, “o mais rapidamente possível”, de um cessar-fogo “abrangente e duradouro”.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem realizado três vagas de ataques contra o Irão, em resposta ao abate de um helicóptero Apache norte-americano no estreito de Ormuz, uma operação à qual Teerão respondeu com ataques contra bases militares dos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein.

O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reafirmou hoje o “direito à autodefesa” da República Islâmica e advertiu os países do Golfo sobre a sua “responsabilidade” em impedir que os Estados Unidos utilizem os seus territórios para atacar o Irão.

Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, entre os alvos da retaliação esteve a Quinta Frota norte-americana estacionada no Bahrein, enquanto a Jordânia assegurou ter intercetado vários mísseis sem registo de vítimas ou danos materiais.

A nova escalada ocorre apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que continua a ser possível alcançar um acordo com Teerão dentro de “dois ou três dias”, após várias semanas de negociações com a República Islâmica.

10 Junho: Presidente da República atribui três condecorações nas comemorações na Madeira

O Presidente da República, António José Seguro, vai condecorar, na quinta-feira, uma personalidade e duas entidades no âmbito das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, na sua primeira visita oficial.

Segundo a informação disponibilizada na página oficial da Presidência da República, o Chefe de Estado que tem chegada prevista à Madeira às 12:40, tendo como foco a celebração dos 40 anos da autonomia e da adesão de Portugal na União Europeia.

Uma das condecorações será atribuída a Eduardo Luis Mendes Rodrigues, o presidente da Associação Teatro Experimental do Funchal (ATEF), fundada em 1975.

Também serão agraciadas a Banda Municipal de Santana e o Centro da Mãe- Associação de Solidariedade Social que tem como missão “o apoio à família, a defesa da vida humana e a promoção da dignidade da mulher”, fundada em 1999, que se dedica “ao apoio especializado a jovens grávidas, mães e respetivos filhos em situação de vulnerabilidade”.

A cerimónia de imposição das insígnias está marcada para as 16:30 no Palácio de São Lourenço no Funchal.

No primeiro dia da visita, António José Seguro ainda vai à Universidade da Madeira, à Startup Madeira – Incubadora de Empresas e à ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação, no Campus da Penteada às 14:45.

Às 17:00 vai decorrer a cerimónia de apresentação do livro “50 anos de Autonomia Regional 1976-2026”, do Professor Rui Carita, e a inauguração da exposição fotográfica “50 anos de Autonomia”, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

O dia termina com um jantar oferecido pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, na Quinta Vigia, a residência oficial do líder madeirense.

No dia seguinte (12 de junho), do programa consta a cerimónia comemorativa dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira e dos 40 anos da Adesão de Portugal à União Europeia – Assinatura da Declaração do Funchal, que tem como palco a Fortaleza de São João Baptista do Pico, Funchal, pelas 10:00.

BCE colocou restrições à Revolut devido à rapidez de aprovação de novos produtos financeiros

10 June 2026 at 09:14
BCE

O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.

De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.

O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.

A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.

A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.

Já o BCE não prestou comentários.

Risco digital começa antes do impacto: KPMG defende antecipação como fator crítico para as empresas

10 June 2026 at 09:01

A cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica para assumir um papel central na competitividade, na confiança e no crescimento das organizações. Esta é uma das principais conclusões do relatório Cybersecurity Considerations 2026, da KPMG, que alerta para a necessidade de uma abordagem mais preventiva e integrada face ao aumento das ameaças digitais.

Segundo o estudo, que reúne contributos de mais de duas dezenas de especialistas internacionais, 79% dos CEOs globais consideram o cibercrime e a insegurança digital como a maior ameaça aos seus negócios, ultrapassando fatores como a pressão regulamentar (69%) e os conflitos geopolíticos (57%).

A consultora  destaca que os ciberataques começam muito antes do seu impacto se tornar visível, explorando vulnerabilidades que servem de porta de entrada para operações cada vez mais sofisticadas. Neste contexto, a antecipação surge como um elemento-chave para reforçar a resiliência das organizações, numa altura em que a inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a evolução da regulamentação estão a transformar o panorama do risco digital.

“A confiança digital é hoje um diferencial competitivo. À medida que a IA amplia capacidades – tanto de atacantes como de defensores – é essencial gerir o risco associado a identidades não humanas em toda a cadeia de valor. Segurança e compliance não têm de ser um travão à inovação; pelo contrário, podem ser um catalisador, ao garantirem resiliência digital”, afirma Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal.

O relatório identifica a inteligência artificial como o principal motor de transformação do ciberespaço. Se, por um lado, os atacantes recorrem à automação, à IA generativa e a agentes autónomos para escalar ataques, por outro, as empresas utilizam estas mesmas tecnologias para detetar ameaças em tempo real e responder com maior rapidez a incidentes.

De acordo com os dados apresentados, 92% dos executivos do setor tecnológico acreditam que a gestão de agentes autónomos de IA será uma competência essencial nos próximos cinco anos. Ainda assim, a confiança pública continua a ser um desafio: mais de metade da população mundial (54%) afirma desconfiar da utilização desta tecnologia, reforçando a necessidade de mecanismos robustos de segurança e governação.

Entre as principais tendências destacadas pela KPMG está o crescimento exponencial das chamadas identidades não humanas – contas de serviço, máquinas, aplicações e agentes de IA –, que já superam largamente o número de utilizadores humanos nas organizações.

Esta realidade está a ampliar a superfície de ataque. O estudo revela que 59% das empresas foram vítimas, no último ano, de uma violação de segurança provocada por terceiros, frequentemente através da exploração de credenciais de máquinas com permissões excessivas. A consultora alerta mesmo que a próxima grande falha de segurança poderá resultar não de um erro humano, mas de uma máquina a operar sem controlo adequado.

Geopolítica, regulação e cadeia de abastecimento redefinem a segurança

A crescente tensão geopolítica e o reforço do quadro regulatório estão também a obrigar empresas e entidades públicas a repensarem as suas infraestruturas tecnológicas, a relação com fornecedores e a localização dos dados.

Na União Europeia, diretivas como a NIS2, a DORA e a CER estão a deslocar o foco da simples proteção da informação para a resiliência operacional, exigindo que as organizações demonstrem capacidade para resistir, responder e recuperar de incidentes cibernéticos, especialmente em setores críticos como energia, telecomunicações, saúde e banca.

Ao mesmo tempo, a cadeia de abastecimento está a transformar-se numa verdadeira “attack chain”. A dependência de fornecedores de serviços cloud, software, inteligência artificial e serviços digitais faz com que o risco cibernético se estenda a todo o ecossistema empresarial. Segundo a KPMG, a resiliência da supply chain é atualmente o principal fator a influenciar as decisões de negócio a curto prazo, enquanto 45% das organizações admitem que o risco regulamentar associado a terceiros aumentou significativamente.

Perante este cenário, o papel do Chief Information Security Officer (CISO) está também a evoluir. O responsável pela segurança da informação deixa de ser apenas um gestor técnico para assumir uma função estratégica, contribuindo para integrar a segurança nos processos de inovação, na adoção da inteligência artificial e no crescimento sustentável das empresas.

A mensagem do relatório é clara: num contexto marcado pela incerteza tecnológica e geopolítica, a cibersegurança já não é apenas uma questão de defesa. É um ativo económico, um fator de diferenciação competitiva e uma condição essencial para reforçar a confiança digital.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

10 June 2026 at 08:25

A bolsa de Lisboa abre a sessão desta quarta-feira com uma subida de 0,13% para os 8.914,13 pontos. Os principais índices europeus estão também no verde.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que valoriza 1,34% para os 4,53 euros, seguida pela Corticeira Amorim que sobe 1,23% para os 6,59 euros, e a REN avança 0,86% para os 3,50 euros.
A negociar no verde está também o Banco Comercial Português (BCP), a EDP, a Galp Energia, os CTT, a Navigator, e a Jerónimo Martins.
No vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,17% para os 10,12 euros, seguida pela Teixeira Duarte que desvaloriza 0,97% para os 0,40 euros, e a Semapa cai 0,65% para os 23,05 euros.
A negociar no vermelho está ainda a NOS.

Europa está no verde

O DAX (Alemanha) sobe 0,32% para os 24.496,85 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,15% para os 8.215,38 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) está inalterado nos 10.227,09 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,13% para os 1.048,18 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,36% para os 18.251,76 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avança 0,56% para os 50.543,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 0,02% para os 91,47 dólares e o crude valoriza 0,01% para os 88,21 dólares.

O euro está a subir 0,08%, face ao dólar, para os 1,15481 dólares e o euro valoriza 0,02%, face à libra, para as 0,86296 libras.

Plataforma de financiamento colaborativo imobiliário lança primeiro projeto residencial em Turim

10 June 2026 at 08:02

A Wecity, plataforma digital de financiamento colaborativo imobiliário, anunciou a sua entrada no mercado italiano, no que é considerado mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa. A operação arranca com um projeto de desenvolvimento residencial em Turim, uma das principais cidades económicas da região do Piemonte, no norte de Itália.

Através do seu modelo de financiamento alternativo e participativo, a plataforma vai permitir que investidores particulares e institucionais participem na aquisição, remodelação e posterior venda de 12 apartamentos localizados no edifício da Via Sacchi 16, numa operação desenvolvida em parceria com o promotor imobiliário LoBa Invest.

O projeto prevê um financiamento total de 1,45 milhões de euros, estruturado em duas fases. A primeira tranche, de 1 milhão de euros, destina-se a suportar parte da aquisição do imóvel e o arranque das obras, enquanto a segunda, de 450 mil euros, financiará a conclusão da intervenção.

Segundo a empresa, o promotor assegura um investimento próprio de 570 mil euros, reforçando a robustez da operação. Para os investidores da plataforma, o projeto oferece uma taxa de juro anual de 11%, com um prazo estimado de nove meses, acrescido de uma eventual prorrogação de três meses, estando ainda garantido por uma hipoteca de primeiro grau sobre a totalidade das habitações.

A entrada em Itália surge num contexto de crescente necessidade de soluções alternativas de financiamento para o setor residencial. A Wecity considera que o mercado italiano apresenta características semelhantes às de Portugal e Espanha, nomeadamente um défice estrutural de oferta habitacional e uma procura crescente por mecanismos de financiamento mais ágeis e flexíveis.

“A Itália reúne características semelhantes às de Portugal e Espanha: forte procura habitacional, interesse dos investidores e necessidade de novas soluções de financiamento. Acreditamos que a experiência acumulada pela Wecity nestes mercados nos permitirá contribuir para o desenvolvimento de novos projetos residenciais e oferecer oportunidades atrativas aos investidores”, afirma Antonio Mañas, CEO da Wecity.

A plataforma chega a Itália depois de consolidar a sua atividade em Espanha e em Portugal, onde opera há cerca de três anos. O mercado italiano representa, assim, o segundo grande passo da expansão internacional da empresa, que sublinha ainda o seu compromisso com a transparência e com o enquadramento regulamentar europeu, operando ao abrigo do regime ECSP (European Crowdfunding Service Providers).

Até ao momento, a Wecity já financiou mais de 255 milhões de euros através de 192 projetos imobiliários. Em Portugal, o volume financiado atingiu 11,9 milhões de euros em 2025 e, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a plataforma já ultrapassou esse valor, com 12,7 milhões de euros financiados, superando o total registado durante todo o ano anterior.

Fundada em Espanha e com presença em Portugal, a Wecity atua como uma plataforma digital que liga promotores imobiliários e investidores num ecossistema colaborativo. Nos últimos cinco anos, financiou cerca de 250 milhões de euros em projetos imobiliários e afirma liderar, no mercado europeu de financiamento colaborativo, o rácio de reembolso de empréstimos. Enquanto Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo autorizado, a empresa está habilitada a prestar serviços em Portugal.

Era Agêntica: 80% das pesquisas já incluem IA e obrigam marcas a reinventar estratégias

10 June 2026 at 07:46

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nos motores de pesquisa está a transformar profundamente o marketing digital, obrigando as marcas a competir não apenas pela atenção dos consumidores, mas também pela recomendação dos próprios sistemas de IA. A conclusão foi destacada no evento “What’s Next in the Agentic Era: Disrupção no Marketing, Media e Medição”, promovido pela Incubeta em parceria com a Google, que reuniu em Lisboa profissionais das áreas de marketing, media, dados e tecnologia.

Segundo Michael Ossendrijver, Group Chief Solutions Officer da Incubeta Global, “o manual tradicional do marketing digital foi reescrito”, sublinhando que os consumidores procuram cada vez mais respostas diretas, em vez de navegarem por múltiplos resultados. “Mindshare is becoming Model Share”, afirmou, sintetizando a mudança de paradigma.

De acordo com o responsável, cerca de 80% das pesquisas já apresentam respostas geradas por IA, tendência que deverá intensificar-se nos próximos anos. Em paralelo, o tráfego proveniente de sistemas de IA para plataformas de comércio eletrónico registou um crescimento de 393% face ao ano anterior, com taxas de conversão 42% superiores às do tráfego digital tradicional.

Este novo contexto está a alterar o papel dos agentes digitais, que passam a mediar a relação entre consumidores e marcas. O tradicional funil de marketing — baseado em pesquisas, cliques e navegação em websites — dá lugar a um modelo em que a decisão é cada vez mais influenciada por recomendações automatizadas.

Apesar da rápida evolução, a maioria das empresas ainda não está preparada para esta transformação. Dados da Incubeta indicam que 81% dos profissionais de marketing admitem não ter uma estratégia clara para interpretar e operacionalizar métricas relacionadas com IA.

Também Patrícia Nabeto, country manager da Incubeta em Portugal, alertou para a ausência de uma abordagem estruturada à adoção da tecnologia. “A verdade é que não há uma estratégia para o uso de Inteligência Artificial nas empresas”, afirmou.

Um estudo da empresa junto de líderes de marketing e executivos dos setores do retalho e comércio eletrónico revela ainda inconsistências na perceção de desempenho: embora 70,4% considerem eficaz a aplicação dos orçamentos, apenas 41,6% reconhecem que uma parte significativa do investimento não gera o retorno esperado.

A responsável destaca ainda o chamado “Imposto da Ineficiência”, apontando que muitas organizações continuam a aumentar os seus orçamentos — 73,6% fazem-no anualmente — sem resolver falhas estruturais, o que resulta na amplificação de ineficiências operacionais.

No plano estratégico, a adoção de IA é amplamente reconhecida como crítica: 77% dos líderes acreditam no seu impacto positivo no desempenho, mas apenas 55% dizem ter capacidade para a implementar eficazmente. Além disso, 12% das empresas ainda não utilizam IA nas suas operações de marketing.

O evento evidenciou também a emergência do conceito de “Agentic Commerce”, em que agentes de IA passam a intermediar a descoberta e recomendação de produtos. Neste cenário, a visibilidade baseada em SEO perde relevância, sendo substituída pela capacidade das marcas de comunicarem eficazmente com os algoritmos que orientam as decisões de compra.

A mudança implica uma revisão das estratégias de conteúdo, com menor foco em palavras-chave e maior aposta em descrições semânticas e informativas que facilitem a interpretação por modelos de linguagem.

Com a participação de empresas como Farfetch, Google, Sonae MC, Vodafone e Worten, o encontro reforçou a ideia de que a chamada Era Agêntica representa uma transformação estrutural na forma como as marcas criam valor e competem num ecossistema digital cada vez mais mediado por inteligência artificial.

Benfica confirma saída de José Mourinho para o Real Madrid por 15 milhões de euros

10 June 2026 at 07:37

O Sport Lisboa e Benfica oficializou junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na terça-feira, a saída de José Mourinho para o Real Madrid por 15 milhões de euros.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) informa que o Real Madrid CF formalizou a intenção de
contratar o treinador José Mário dos Santos Mourinho Félix pelo valor de 15 milhões de euros correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho desportivo em vigor, tendo o treinador dado o seu acordo a essa contratação”, referiu o clube português.

No passado domingo Florentino Pérez venceu as eleições no Real Madrid frente a Enrique Riquelme.

Durante a campanha eleitoral Florentino Pérez tinha prometido contratar o treinador português, algo que agora acaba por oficializar.

José Mourinho regressa assim ao Real Madrid clube espanhol no qual entrou em 2010 para sair em 2013. Pelo clube espanhol o treinador português venceu uma liga espanhola, uma taça de Espanha, e uma supertaça de Espanha.

Benfica chega a acordo com Marco Silva

O Benfica com a saída de José Mourinho confirmou, junto da CMVM, na terça-feira, que “chegou a acordo com o treinador Marco Alexandre Saraiva da Silva (Marco Silva) para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar até ao final da época desportiva 2027/2028, extensível até 2028/2029″.

Mundial 2026: turismo, hotelaria, publicidade e apostas entre os setores mais bem posicionados para lucrar

10 June 2026 at 07:20

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, está a ser apontado como um marco histórico não apenas no plano desportivo, mas também no económico.

Esta edição será a maior de sempre da FIFA, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes e jogos distribuídos por 16 cidades da América do Norte. O evento ganha ainda um forte simbolismo especial por representar, previsivelmente, a última participação de figuras como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modrić e Neymar no maior palco do futebol mundial.

De acordo com uma análise divulgada pela corretora Freedom24, as projeções financeiras associadas à competição superam largamente os registos anteriores.

A FIFA estima arrecadar entre 11 mil milhões e 13 mil milhões de dólares em receitas durante o ciclo de 2023–2026, uma subida expressiva face aos 7,5 mil milhões de dólares gerados no ciclo do Mundial do Catar, em 2022. Espera-se que a venda de bilhetes e os pacotes de hospitalidade atinjam os 3,1 mil milhões de dólares, enquanto os direitos televisivos deverão render cerca de 4,26 mil milhões de dólares. O campeonato prevê atrair perto de 6,5 milhões de espectadores aos estádios, estabelecendo um recorde absoluto.

No que toca ao impacto macroeconómico, estima-se que a contribuição total para o PIB dos três países anfitriões seja de 40,9 mil milhões de dólares, com a atividade económica global associada ao torneio a poder alcançar os 80,1 mil milhões de dólares.

Especialistas da Freedom24 sublinham que este fluxo de capital cria oportunidades táticas para investidores em múltiplos setores económicos, embora ressalvem que o efeito de um Mundial raramente constitui um motor de crescimento sustentável a longo prazo por si só.

O turismo e a hotelaria surgem como os principais beneficiários diretos, com a FIFA a estimar que mais de metade das despesas previstas estará ligada a gastos turísticos.

Grandes cadeias hoteleiras como Marriott International, Hilton Worldwide e Hyatt Hotels, além da plataforma Airbnb e de agências de reservas online como Expedia, Booking Holdings e Trip.com, deverão registar aumentos de procura. De resto, após o sorteio da fase de grupos em janeiro de 2026, os preços dos hotéis nas cidades anfitriãs subiram, em média, 14,75%, com picos notáveis em Guadalajara (385%) e Vancouver, onde alguns quartos atingiram os 1.455 dólares por noite.

O segmento da mobilidade urbana e entrega de refeições, onde operam empresas como Uber, Lyft, DoorDash e Uber Eats, também antecipa um forte acréscimo de atividade.

No retalho e marketing, as marcas de vestuário desportivo são apontadas como fortes candidatas a retornos financeiros. A Adidas, enquanto parceira oficial da FIFA e fabricante da bola da competição, é vista por muitos investidores como a empresa com maior potencial de benefício relativo, embora concorrentes como a Nike e a Puma também mereçam atenção devido aos seus patrocínios de seleções e vendas de vestuário casual associado ao futebol.

Paralelamente, o setor dos media e da publicidade digital — liderado nos EUA por operadoras como a Fox Corporation e a Comcast, e globalmente por plataformas como a Meta e a Alphabet — deverá capturar uma fatia significativa do reforço dos investimentos publicitários das marcas.

A análise indica ainda que a Netflix poderá beneficiar caso continue a expandir a sua aposta em documentários e conteúdos ligados ao futebol. Por fim, as apostas desportivas surgem como um setor de elevado potencial de rentabilidade, mas igualmente de alta volatilidade. Projeta-se que o volume global de apostas durante as semanas do campeonato ultrapasse os 150 mil milhões de dólares.

A Freedom24 cita um estudo da Paysafe que indica que 62% dos adeptos nos Estados Unidos planeiam apostar durante o evento (sendo que 29% o farão pela primeira vez), enquanto no México essa percentagem sobe para os 68%. Operadores consolidados no mercado norte-americano, como a DraftKings e a Flutter Entertainment (detentora da FanDuel), posicionam-se na linha da frente para capitalizar esta tendência, num cenário onde a concorrência de mercados de previsão alternativos como a Kalshi e a Polymarket poderá aumentar.

Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

10 June 2026 at 06:50

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

Anthropic lança a sua IA mais poderosa com acesso limitado por motivos de segurança

10 June 2026 at 00:39
Anthropic

A empresa norte-americana Anthropic disponibilizou terça-feira a versão mais poderosa da sua tecnologia de inteligência artificial (IA), limitando as suas capacidades em áreas sensíveis como a cibersegurança e, pela primeira vez, os riscos de ataques biológicos ou químicos.

Denominado Fable 5, este modelo é o primeiro da classe Mythos, a linha mais avançada da Anthropic, apresentada em abril mas com acesso restrito por motivos de segurança, a ser disponibilizado ao público.

Estará, no entanto, reservado para clientes de ‘gama alta’, aqueles que podem pagar o preço ‘premium’.

Paralelamente, a ‘startup’ sediada em São Francisco está a implementar o mesmo modelo numa versão sem restrições, o Claude Mythos 5, reservado a empresas e organizações que já têm acesso a esta família de IA, que se apresenta como capaz de detetar e explorar vulnerabilidades de segurança com uma velocidade e precisão sem precedentes.

No início de abril, a Anthropic anunciou simultaneamente a existência do Mythos e a sua decisão de limitar o acesso a parceiros de confiança para reforçar a sua cibersegurança.

O anúncio gerou acusações de “marketing do medo” e provocou uma considerável preocupação governamental, para se preparar para ameaças de IA a infraestruturas críticas, como bancos ou setor energético.

Desde então, várias empresas que tiveram acesso ao Mythos confirmaram as suas capacidades, e a administração Trump, apesar da sua longa disputa com a Anthropic, acabou por testá-lo.

Washington estabeleceu, então, um processo de avaliação voluntária para os modelos de IA norte-americanos mais poderosos antes do seu lançamento comercial.

A implementação do Mythos 5 e a seleção dos parceiros que podem aceder estão a ser feitas “em colaboração com o governo dos EUA”, detalhou a Anthropic.

Até então, a empresa justificava a restrição de acesso ao Mythos unicamente com base em riscos de cibersegurança. Com o Fable 5, ela estende essa vigilância à biologia e à química.

A Anthropic cita um salto em capacidade, permitindo-lhe realizar tarefas científicas. A empresa afirma ainda ter acelerado certas etapas do desenvolvimento de medicamentos em aproximadamente dez vezes e formulado novas hipóteses em biologia molecular.

Estas capacidades, alertou a empresa, poderão dar “um impulso” aos agentes maliciosos.

A Anthropic referiu o exemplo do desenvolvimento de vírus adeno-associados (AAV), que são potencialmente perigosos, mas também benéficos na terapia genética.

Por essa razão, a versão sem restrições estará disponível para investigadores selecionados.

De acordo com a empresa, as consultas sobre o Fable 5 relacionadas com cibersegurança, biologia ou química recebem uma resposta do modelo de nível inferior, Opus 4.8.

O mesmo se aplica às tentativas de ‘destilação’, ou seja, copiar o modelo para treinar concorrentes, algo que a Anthropic garantiu ter detetado em larga escala em “países autoritários”.

Marco Silva é o novo treinador do Benfica com contrato até 2028

10 June 2026 at 00:36

O português Marco Silva é o novo treinador do Benfica, tendo assinado um contrato de dois anos, com opção por mais um, anunciou hoje o clube que terminou na terceira posição da I Liga de futebol 2025/26.

“A Sport Lisboa e Benfica — Futebol, SAD comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que chegou a acordo com o treinador Marco Alexandre Saraiva da Silva (Marco Silva) para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar até ao final da época desportiva 2027/2028, extensível até 2028/2029”, informou a SAD ‘encarnada’, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Marco Silva, de 48 anos, sucede no cargo a José Mourinho, que vai rumar ao Real Madrid após ter liderado o Benfica durante cerca de oito meses, que se saldaram num terceiro lugar na I Liga, sem qualquer derrota, mas a oito pontos do campeão FC Porto e a dois do segundo classificado, Sporting, ou seja fora dos lugares de acesso à próxima edição da Liga dos Campeões.

Após cinco temporadas ao serviço do Fulham, Marco Silva encerra um percurso de uma década no futebol inglês, que começou ao serviço do Hull City (2016/17), prosseguiu no Watford (2017/18) e no Everton (2018 a 2019), antes de rumar aos ‘cottagers’, em 2021/22, naquela que foi a única temporada em que o técnico não disputou a Premier League.

Nesse ano, liderou os londrinos ao título de campeão do Championship, o segundo escalão em Inglaterra, e respetiva promoção à Premier League, em que alcançou, consecutivamente, um 10.º lugar (2022/23), um 13.º (2023/24), um 11.º (2024/25) e novamente um 11.º (2025/26), sempre com registos na ordem dos 50 pontos (52 em 2022/23, 47 em 2023/24, 54 em 2024/25 e 52 em 2025/26).

Com uma carreira de treinador iniciada no Estoril Praia – clube em que se despediu como jogador e no qual também foi diretor-desportivo por breves meses -, conquistou o título da II Liga com os estorilistas logo na primeira época, em 2011/12, e nas duas seguintes conduziu-os, respetivamente, ao quinto e ao quarto lugares do principal escalão, bem como à qualificação para a Liga Europa em ambas.

Posteriormente, rumou ao Sporting e, na única temporada ao comando dos ‘leões’, ficou no terceiro lugar da I Liga e venceu a Taça de Portugal, numa final diante do Sporting de Braga, em 2014/15.

Entre a saída dos ‘verdes e brancos’ e a ida para Inglaterra, orientou os gregos do Olympiacos, pelos quais ergeu o troféu de campeão helénico (2015/16).

Marco Silva é o sexto treinador do Benfica desde que Rui Costa assumiu a presidência do clube, em 2021, sendo que, neste periodo, as ‘águias’ foram lideradas por Jorge Jesus, Nélson Veríssimo, Roger Schmidt, Bruno Lage e José Mourinho, mas apenas alcançaram um título de campeão, sob o comando do alemão, em 2022/23.

O Benfica oficializou esta terça-feira a saída do treinador José Mourinho para o Real Madrid, que pagou 15 milhões de euros (ME) de indemnização, segundo o comunicado enviado pelo clube da I Liga de futebol ao regulador do mercado.

 

Amtrol-Alfa e Galp introduzem garrafas de butano produzidas com aço de baixas emissões

9 June 2026 at 23:59

A Amtrol-Alfa, empresa do grupo Worthington Enterprises com sede em Brito, Guimarães, anunciou o lançamento de uma nova geração de garrafas de gás butano produzidas com aço de baixas emissões de carbono. A iniciativa resulta de uma colaboração com a ArcelorMittal e conta com a Galp como parceira na distribuição das primeiras cinco mil unidades, que deverão começar a chegar ao mercado nacional em breve.

De acordo com a empresa, estas garrafas são fabricadas com aço laminado a quente XCarb® reciclado e produzido com recurso a energia renovável. Segundo a informação disponibilizada, este material apresenta uma pegada de carbono 73% inferior à do aço utilizado convencionalmente na produção deste tipo de recipientes.

Citado no comunicado, o diretor-geral da Amtrol-Alfa, Filipe Pedrosa, afirma que a empresa assumiu “o compromisso de desenvolver uma garrafa de aço com a menor pegada de carbono possível, sem recorrer a compensações de carbono”. O responsável acrescenta que o trabalho desenvolvido em conjunto com a ArcelorMittal permitiu criar um produto “mais sustentável, em total conformidade com as normas regulamentares”, sublinhando ainda o objetivo de disponibilizar esta solução a clientes interessados em reduzir o seu impacto ambiental.

A colaboração entre a Amtrol-Alfa e a ArcelorMittal teve início em 2022, com foco na redução da pegada carbónica do aço utilizado no fabrico de garrafas de gás. O projeto incluiu várias fases de testes e validação do aço XCarb® reciclado e produzido com energia renovável.

Também citado no documento, Tom Van de Putte, responsável pelo desenvolvimento de negócio XCarb® na ArcelorMittal Europe Flat Products – CMO Industry, explica que o aço utilizado é produzido com, pelo menos, 75% de sucata reciclada e num forno elétrico alimentado por eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo o responsável, este processo permite reduzir significativamente as emissões associadas à produção do material e é acompanhado por uma Declaração Ambiental de Produto verificada de forma independente.

A Amtrol-Alfa apresenta-se como o maior fabricante europeu de garrafas de aço, garrafas leves em aço e garrafas compósitas de baixo peso, contando com cerca de 800 colaboradores e um volume de faturação anual de 120 milhões de euros. A empresa fornece os setores do GPL, gases industriais e gases técnicos para diversos mercados internacionais.

Comunidade de startups do Santander já reúne 400 empresas de elevado impacto

9 June 2026 at 23:56

O Santander X 100, a comunidade de startups, scaleups e PME criada pelo Banco Santander através da sua plataforma global Santander X, atingiu 400 empresas de elevado crescimento provenientes de 11 países. Estes países especializam-se em setores estratégicos como inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. O anúncio foi feito pelo  Banco Santander.

O banco anunciou que a comunidade Santander X 100, ao atingir a marca de 400 empresas de elevado crescimento, consolida-se como “uma das maiores redes internacionais de startups, scaleups e PME dedicadas a setores estratégicos da nova economia”. A iniciativa, criada através da plataforma global Santander X, junta já 191 startups, 156 scaleups e 49 PME oriundas de 11 países, todas selecionadas entre milhares de candidaturas internacionais pela sua capacidade de inovação, escalabilidade e resposta aos grandes desafios atuais.

As empresas integrantes do Santander X 100 operam em mais de 20 setores-chave, com destaque para inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. Juntas, são responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho qualificados. Portugal marca presença na lista com 13 nomes, entre eles Agentifai SA, Aromashop, Code for All, FiberSight, Go Power, Infinite Foundry, JLC Energy, Lampsy, Smartex Europe, STARKDATA, Torpedo – Serviços de Informática, Ubbu e YORBA.

Muitas das empresas já captaram investimento privado, expandiram-se internacionalmente e fecharam parcerias estratégicas em áreas de forte procura por parte de investidores, como sustentabilidade, eHealth, fintech/insurtech, edtech e cibersegurança.

Só em 2025, o Santander X apoiou cerca de 60.000 empreendedores e empresas em 10 países, um crescimento de 12% face ao ano anterior, através de formação, prémios, desafios e soluções financeiras. Em Portugal, estão abertas até 11 de setembro as candidaturas aos Santander X Portugal Awards 2026, com 30.000 euros em prémios para universitários e startups inovadoras. A Unicorn Factory Lisboa coordena o processo de seleção e organiza o evento final.

Nos últimos anos, mais de 5.500 empresas participaram em oito concursos internacionais promovidos pelo banco, focados em saúde, educação, digitalização, empregabilidade e sustentabilidade. Em 2025, cerca de 1.000 projetos integraram desafios globais que distribuíram mais de 240.000 euros em prémios, além de acesso a investimento e redes de negócio. A iniciativa mais recente é o Santander X Global Challenge | The Quantum AI Leap, que procura soluções que apliquem computação quântica e inteligência artificial a setores como finanças, energia, saúde, logística e cibersegurança.

O Santander mantém há 30 anos uma forte ligação à educação, empregabilidade e empreendedorismo, com mais de 2,5 mil milhões de euros investidos e 8,3 milhões de pessoas e empresas apoiadas através de acordos com cerca de 1.000 universidades.

FlixBus reforça ligações ibéricas com novas rotas entre Portugal e Espanha

9 June 2026 at 23:45

A FlixBus anunciou o reforço da sua operação na Península Ibérica com o lançamento de duas novas ligações internacionais: Madrid–Braga e Lisboa–Badajoz. A expansão da rede, que entra em funcionamento este mês, inclui ainda a integração de Estremoz, Borba e Elvas na oferta da transportadora, marcando a estreia da empresa no distrito de Portalegre e o alargamento da sua presença no Alentejo.

A nova rota Madrid–Braga estabelece uma ligação direta entre Braga, Porto, Vila Real e Bragança e a capital espanhola, incluindo acesso ao terminal Madrid Sul e ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Já a linha Lisboa–Badajoz liga a capital portuguesa a Setúbal, Montemor-o-Novo, Évora, Estremoz, Borba, Elvas e à cidade espanhola de Badajoz, reforçando a conectividade transfronteiriça e ampliando a cobertura da operadora no interior do país.

A empresa enquadra este investimento numa estratégia de desenvolvimento da mobilidade internacional e regional, apontando para o potencial de crescimento dos fluxos turísticos e económicos entre Portugal e Espanha. No caso do Norte do país, a FlixBus destaca os dados do Turismo de Portugal, segundo os quais o mercado espanhol representou, em 2025, 18,3% dos hóspedes estrangeiros da região, num total superior a 780 mil visitantes.

A expansão para o Alto Alentejo é igualmente apresentada como um contributo para a coesão territorial, através do reforço das ligações entre centros urbanos e regiões de menor densidade populacional. A entrada em cidades como Estremoz, Borba e Elvas cria novas alternativas de transporte para residentes e visitantes, ao mesmo tempo que fortalece a ligação económica e turística com a região espanhola da Extremadura.

As duas novas linhas arrancam com dois horários diários, um em cada sentido. A ligação Madrid–Braga funcionará diariamente, enquanto a rota Lisboa–Badajoz terá partidas de Lisboa às 9h45 e de Badajoz às 16h25. Segundo a empresa, a viagem entre Lisboa e Badajoz terá uma duração inferior a quatro horas. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos canais habituais de venda, com preços iniciais de 14,99 euros para o trajeto Braga–Madrid, 8,49 euros entre Lisboa e Estremoz e 9,49 euros entre Lisboa e Elvas.

Navigator lança nova marca gCELL para o mercado global de pasta de celulose

9 June 2026 at 23:34

A The Navigator Company anunciou o lançamento da gCELL, uma nova marca que passa a reunir o seu negócio no segmento de pasta sob uma identidade única e distintiva.

Em comunicado a papeleira revela que “com a gCELL, a Navigator passa a reunir o seu negócio de pasta sob uma identidade única e distintiva, assente em mais de sete décadas de experiência na produção de pasta de Eucalyptus globulus, uma matéria-prima reconhecida pela sua elevada qualidade e competitividade à escala internacional”.

“A empresa foi pioneira na pasta branqueada kraft de eucalipto há 70 anos — uma liderança que remonta a um momento marcante em 1956, na fábrica de Cacia (Aveiro), onde uma pequena equipa demonstrou, pela primeira vez a nível mundial, a produção industrial de pasta pelo método kraft a partir de eucalipto, nomeadamente Eucalyptus globulus”, acrescenta.

Atualmente, a Navigator posiciona-se como o maior produtor europeu de pasta à base de eucalipto, com uma capacidade anual de 1,6 milhões de toneladas.

A Navigator explica em comunicado que a proposta de valor da gCELL assenta em quatro pilares fundamentais: inovação e legado, credibilidade e fiabilidade, versatilidade e sustentabilidade.

O nome da marca reflete a sua génese, combinando a letra “g”, associada à espécie globulus, com o termo “CELL”, que remete para a célula e para a celulose, adianta a Navigator.

De acordo com João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da empresa, a criação de uma marca dedicada visa reforçar o valor da fibra e estreitar a ligação com os clientes, disponibilizando soluções de elevado desempenho que otimizam os processos e melhoram a qualidade do produto final. O controlo da produção é assegurado através de unidades industriais totalmente integradas, que cobrem desde as florestas geridas de forma sustentável até à transformação industrial.

“A gCELL representa uma evolução natural do nosso negócio de pasta”, afirma João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da The Navigator Company. “Ao criarmos uma marca dedicada, estamos a reforçar o valor único da nossa fibra e a estreitar a nossa ligação com os clientes. A gCELL é mais do que um nome – reflete o nosso compromisso em disponibilizar soluções sustentáveis de elevado desempenho, que contribuem para a otimização dos processos e para a melhoria da qualidade do produto final”.

O portefólio da gCELL destina-se a um amplo conjunto de aplicações finais, abrangendo papéis de impressão e escrita, tissue, papéis de embalagem, papéis especiais e decorativos, além de soluções emergentes em celulose moldada. Segundo a empresa, as propriedades da pasta garantem um desempenho caracterizado por elevada resistência, estabilidade dimensional, opacidade, brancura, suavidade e capacidade de processamento.

A matéria-prima provém de florestas plantadas exclusivamente para esse efeito e geridas de forma sustentável, com certificações internacionais FSC® e PEFC. Adicionalmente, o uso da fibra de Eucalyptus globulus permite uma menor utilização de madeira face a outras espécies para a mesma quantidade de aplicação final, contribuindo para a redução do consumo de água e de produtos químicos no processo industrial.

A Navigator diz que o lançamento da gCELL enquadra-se no compromisso alargado da Navigator com a eficiência de recursos e a ação climática. A empresa estabeleceu a meta de reduzir em 86% as suas emissões diretas de CO₂ nos complexos industriais até 2035, face a 2018. Através do seu Roteiro de Descarbonização, que prevê um investimento superior a 350 milhões de euros entre 2019 e 2028, a companhia antecipou os seus objetivos intermédios para 2026, prevendo alcançar uma redução de cerca de 60% nas emissões diretas de CO₂ fóssil em comparação com o ano de referência.

Como produtor integrado de floresta, pasta, papel, tissue, soluções de packaging e bioenergia, a TNavigator registou um volume de negócios de 1.970 milhões de euros em 2025, exportando mais de 90% dos seus produtos para 117 países. A empresa é a terceira maior exportadora de Portugal, gerando cerca de 2,5% das exportações nacionais de bens e mais de 30 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no país.

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