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Credito più difficile, Pmi a caccia di nuove fonti di finanziamento

10 June 2026 at 06:30

La stretta creditizia non è più una sensazione: per le piccole e medie imprese romane è diventata una condizione strutturale. Le banche, spinte da requisiti patrimoniali più severi e da un approccio al rischio molto più prudente, stanno applicando criteri di selezione sempre più rigidi. Il risultato è un rallentamento nell’erogazione dei prestiti e un aumento dei tassi che pesa soprattutto sulle aziende con margini ridotti o cicli di cassa irregolari.

In questo scenario, le Pmi della Capitale stanno accelerando la ricerca di fonti alternative di finanziamento, aprendo un mercato che fino a pochi anni fa era considerato di nicchia. I minibond, ad esempio, stanno vivendo una seconda giovinezza: strumenti snelli, pensati per imprese solide ma non abbastanza grandi da accedere ai canali obbligazionari tradizionali. A Roma, diversi operatori specializzati segnalano un aumento delle emissioni, soprattutto nei settori servizi, costruzioni e tecnologie applicate al turismo.

Private debt, una soluzione che piace alle aziende ambiziose

Accanto ai minibond cresce il ricorso al private debt, con fondi che offrono capitali a medio termine in cambio di rendimenti più elevati e covenants più flessibili rispetto al sistema bancario. Una soluzione che piace alle aziende con piani di crescita ambiziosi, ma che richiede governance trasparente e capacità di dialogo con investitori professionali.

Poi c’è il capitolo crowdfunding, ormai maturo anche in Italia. Le piattaforme di equity e lending stanno diventando una valvola di sfogo per startup e microimprese che cercano capitali senza passare per gli istituti di credito. Nel Lazio, il numero di campagne è cresciuto a doppia cifra nell’ultimo anno, con particolare dinamismo nei settori food, cultura, green tech e servizi digitali.

Il ruolo sempre più centrale della finanza agevolata

Un ruolo sempre più rilevante lo gioca anche la finanza agevolata, tra bandi regionali, fondi europei e strumenti di garanzia pubblica. Le imprese romane stanno imparando a muoversi in un ecosistema complesso ma ricco di opportunità, spesso con il supporto di consulenti specializzati. La Regione Lazio, dal canto suo, sta spingendo su innovazione, transizione energetica e digitalizzazione, tre assi che attraggono sia contributi a fondo perduto sia finanziamenti a tasso agevolato.

Le startup e le imprese innovative rappresentano un capitolo a parte. Per loro, la difficoltà di ottenere credito bancario non è una novità. Ma oggi, rispetto al passato, possono contare su un ecosistema più maturo: fondi di venture capital, business angel, acceleratori e investitori privati che guardano con crescente attenzione alla scena romana, soprattutto nei settori AI, biotech, cybersecurity e mobilità sostenibile.

Le imprese non possono considerare il credito bancario l’unica soluzione

Il quadro generale è chiaro: la Capitale sta vivendo una trasformazione silenziosa ma profonda. Le Pmi non rinunciano al credito bancario, ma non possono più considerarlo l’unica strada. La diversificazione delle fonti finanziarie non è più una scelta strategica: è una necessità per sopravvivere in un mercato competitivo, volatile e sempre più selettivo. E la caccia ai capitali alternativi è appena iniziata.

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Comunidade de startups do Santander já reúne 400 empresas de elevado impacto

9 June 2026 at 23:56

O Santander X 100, a comunidade de startups, scaleups e PME criada pelo Banco Santander através da sua plataforma global Santander X, atingiu 400 empresas de elevado crescimento provenientes de 11 países. Estes países especializam-se em setores estratégicos como inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. O anúncio foi feito pelo  Banco Santander.

O banco anunciou que a comunidade Santander X 100, ao atingir a marca de 400 empresas de elevado crescimento, consolida-se como “uma das maiores redes internacionais de startups, scaleups e PME dedicadas a setores estratégicos da nova economia”. A iniciativa, criada através da plataforma global Santander X, junta já 191 startups, 156 scaleups e 49 PME oriundas de 11 países, todas selecionadas entre milhares de candidaturas internacionais pela sua capacidade de inovação, escalabilidade e resposta aos grandes desafios atuais.

As empresas integrantes do Santander X 100 operam em mais de 20 setores-chave, com destaque para inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. Juntas, são responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho qualificados. Portugal marca presença na lista com 13 nomes, entre eles Agentifai SA, Aromashop, Code for All, FiberSight, Go Power, Infinite Foundry, JLC Energy, Lampsy, Smartex Europe, STARKDATA, Torpedo – Serviços de Informática, Ubbu e YORBA.

Muitas das empresas já captaram investimento privado, expandiram-se internacionalmente e fecharam parcerias estratégicas em áreas de forte procura por parte de investidores, como sustentabilidade, eHealth, fintech/insurtech, edtech e cibersegurança.

Só em 2025, o Santander X apoiou cerca de 60.000 empreendedores e empresas em 10 países, um crescimento de 12% face ao ano anterior, através de formação, prémios, desafios e soluções financeiras. Em Portugal, estão abertas até 11 de setembro as candidaturas aos Santander X Portugal Awards 2026, com 30.000 euros em prémios para universitários e startups inovadoras. A Unicorn Factory Lisboa coordena o processo de seleção e organiza o evento final.

Nos últimos anos, mais de 5.500 empresas participaram em oito concursos internacionais promovidos pelo banco, focados em saúde, educação, digitalização, empregabilidade e sustentabilidade. Em 2025, cerca de 1.000 projetos integraram desafios globais que distribuíram mais de 240.000 euros em prémios, além de acesso a investimento e redes de negócio. A iniciativa mais recente é o Santander X Global Challenge | The Quantum AI Leap, que procura soluções que apliquem computação quântica e inteligência artificial a setores como finanças, energia, saúde, logística e cibersegurança.

O Santander mantém há 30 anos uma forte ligação à educação, empregabilidade e empreendedorismo, com mais de 2,5 mil milhões de euros investidos e 8,3 milhões de pessoas e empresas apoiadas através de acordos com cerca de 1.000 universidades.

Soko: Nova app portuguesa usa IA e sabedoria local para mapear tudo o que acontece em Lisboa

8 June 2026 at 23:31

Foi lançada esta segunda-feira, 8 de junho, a Soko, uma aplicação de descoberta local que utiliza Inteligência Artificial e contributos da comunidade para agregar eventos, sítios e experiências na cidade. O projeto arranca em Lisboa com mais de 1000 eventos registados para o mês de junho.

A plataforma foi desenvolvida pelos empreendedores portugueses João Albino, ex-Urbvan, e João Graça, ex-Unbabel. A Soko reúne informação dispersa por sites, redes sociais, grupos de mensagens e cartazes de rua. Os utilizadores podem também submeter conteúdos: o envio de uma fotografia de um cartaz, por exemplo, permite à plataforma criar um novo evento com recurso a IA.

Segundo os fundadores, o objetivo é centralizar e personalizar a oferta de programação local. A aplicação apresenta sugestões adaptadas ao perfil de cada utilizador e permite pesquisa e navegação direta por tipo de evento.

A Soko inclui integração com WhatsApp. Através de mensagens, os utilizadores podem solicitar recomendações, como “o que posso fazer com os meus filhos amanhã” ou “que exposições estão disponíveis esta semana”, recebendo respostas baseadas nos dados agregados pela plataforma.

Os criadores indicam que a combinação de IA com contribuição humana visa complementar as limitações de modelos generalistas na identificação de acontecimentos locais não publicados em canais digitais estruturados. A tecnologia é usada para organizar e escalar o conhecimento partilhado pela comunidade.

A aplicação está disponível para download a partir de hoje. A empresa convida comunidades e negócios locais a submeterem eventos na plataforma.

Fraudio angaria nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para expandir deteção de fraudes com IA

8 June 2026 at 23:10

A Fraudio, uma plataforma de pagamentos em tempo real e de prevenção de fraudes, angariou uma nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para acelerar a sua expansão internacional e continuar a desenvolver a sua tecnologia de deteção de fraudes baseada em Inteligência Artificial (IA). O investimento, que contou também com a participação da IMGA, irá apoiar o crescimento contínuo da empresa, permitindo-lhe expandir as suas operações comerciais e aprofundar as integrações com infraestruturas de pagamento modernas, anunciou a empresa em comunicado.

Para as empresas, o impacto desta tecnologia traduz-se numa redução de perdas decorrentes de fraudes e numa simplificação dos processos de resolução de litígios e estornos. Já para os consumidores, significa menos falsos positivos — ou seja, menos transações legítimas indevidamente recusadas — e maior confiança ao efetuar pagamentos e transferências em ambientes digitais, especialmente em canais de pagamento em tempo real e instantâneos, onde a decisão sobre a transação é tomada em milésimos de segundo.

À medida que os pagamentos instantâneos, as carteiras digitais e as transferências em tempo real se tornam cada vez mais comuns, a necessidade de sistemas de deteção de fraudes que funcionem em milésimos de segundo tornou-se fundamental, defende a plataforma da Fraudio que explica que aplica técnicas avançadas de aprendizagem automática e análise comportamental para detetar atividades suspeitas em tempo real, minimizando simultaneamente os transtornos para os utilizadores legítimos. Isto permite que as instituições financeiras, as empresas de tecnologia financeira e as plataformas de pagamento monitorizem as transações instantaneamente, reduzindo perdas relacionadas com fraudes e as recusas indevidas, acrescenta.

“Esta ronda de financiamento visa uma expansão a sério”, afirmou João Moura, fundador da Fraudio. “A prioridade imediata é reforçar a equipa comercial com mais capacidade de vendas e de estabelecimento de parcerias e transformar a dinâmica que já demonstrámos num crescimento previsível e recorrente. Paralelamente, continuamos a investir fortemente no produto, porque, no domínio dos pagamentos em tempo real, a fraude não espera que nos adaptemos. A partir de Portugal, estamos a construir uma empresa global com a ambição de sermos líderes na prevenção da fraude.”

Na perspetiva da Alea Capital Partners, o investimento reflete o foco da empresa no apoio a empresas tecnológicas de elevado crescimento impulsionadas pela IA, tendo a Fraudio construído vantagens competitivas significativas nas áreas da infraestrutura digital e dos serviços financeiros.

“A Fraudio alcançou um crescimento incrível no último ano com uma eficiência de capital altamente disciplinada e está pronta para continuar. À medida que a Fraudio cresce, o mesmo acontece com o valor entregue aos seus clientes atuais e futuros, graças aos efeitos de rede criados pela sua solução de prevenção de fraudes de pagamentos plug-and-play impulsionada pela IA”, afirmou John Lambe, Venture Partner na Alea. O responsável acrescentou ainda que a Fraudio desenvolveu uma poderosa plataforma que permite identificar comportamentos fraudulentos em milésimos de segundo, mantendo uma experiência perfeita para os utilizadores legítimos, tendo recentemente reforçado os processos de vendas, lançado novos componentes de produto como a Biblioteca de Regras, e conquistado novos clientes, como a GnosisPay e a PayTabs.

Por sua vez, a IMGA destaca a relevância da cibersegurança como um pilar essencial da economia digital atual face ao rápido crescimento e adoção da tecnologia e da IA. “A solução de prevenção de fraudes nos pagamentos da Fraudio responde diretamente a um desafio crítico e em rápida evolução, numa altura em que as empresas procuram cada vez mais uma proteção robusta e escalável contra a criminalidade financeira. A forte aceitação já alcançada no mercado reforça a relevância e a diferenciação da proposta de valor da empresa”, afirmou Tiago Roquette Geraldes, Diretor de Capital de Risco da IMGA. O mesmo responsável manifestou uma forte convicção na capacidade da Fraudio para concretizar as suas ambições, sublinhando o entusiasmo em apoiar a empresa nesta próxima fase de expansão internacional e de consolidação de uma marca globalmente reconhecida.

Nos próximos 12 a 18 meses, a Fraudio planeia expandir as suas capacidades de deteção para fazer face a novos padrões de fraude, tais como redes de mule accounts e ataques comportamentais de gastos rápidos, anuncia a empresa que e está também a reforçar as parcerias com prestadores de serviços de pagamento, bancos digitais e plataformas de pagamento para acelerar a adoção em novos mercados.

Neste cenário, Portugal desempenha um papel central na estratégia de crescimento da Fraudio, uma vez que a empresa continuará a desenvolver as suas principais capacidades de engenharia e de produto no país, operando ao abrigo de quadros regulamentares europeus, como a PSD2 e o SEPA Instant, e das diretrizes em evolução da Autoridade Bancária Europeia (EBA), acrescenta.

Fundação Santander Portugal e Unicorn Factory Lisboa assinam parceria para empreendorismo

8 June 2026 at 20:28

A Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa anunciaram a formalização de uma parceria para a implementação em Portugal dos Santander X Awards, uma das principais plataformas globais de apoio ao empreendedorismo, presente em mais de 25 países. As candidaturas à edição nacional abriram a 1 de junho e decorrem até 11 de setembro, com o objetivo de identificar e apoiar projetos inovadores nas categorias de Universidades e Startups.

Na categoria Universidades, a iniciativa procura soluções com potencial de disrupção e altamente escaláveis, que contem com um protótipo que permita a validação com potenciais clientes. Já na categoria Startups, as candidaturas estão abertas para empresas portuguesas que cumpram pelo menos um dos seguintes critérios: ter receitas anuais até 250 mil euros, ter angariado capital até ao limite de 1 milhão de euros, ou ter entre dois e 25 colaboradores a tempo inteiro. Esta edição terá prémios monetários no valor de 30 mil euros, distribuídos pelos vencedores. Em ambas as categorias, os vencedores recebem também divulgação nacional, visibilidade através do Grupo Santander, acesso a mentoria e participação na final do Santander X Global Award 2026.

Após a fase de candidaturas e avaliação, os projetos finalistas terão acesso a um programa de mentoria e apoio que decorrerá entre 21 de setembro e 9 de outubro, culminando numa apresentação e gala final prevista para outubro. Em Portugal, a execução do programa ficará a cargo da Unicorn Factory Lisboa, responsável pela captação de candidaturas, coordenação do processo de avaliação, preparação dos finalistas e organização do evento final.

Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa, afirma que a parceria reforça o compromisso de dar escala e promover a inovação portuguesa a nível global, permitindo que empreendedores se liguem ao mundo, captem investimento e desenvolvam soluções com impacto. Inês Rocha de Gouveia, Presidente da Fundação Santander Portugal, destaca que o empreendedorismo é uma das forças mais transformadoras para construir uma sociedade mais inovadora e inclusiva, e que investir no empreendedorismo é investir no futuro.

A Unicorn Factory Lisboa, lançada em 2022 pela Câmara Municipal de Lisboa, é uma plataforma que desenvolve iniciativas para potenciar startups e scaleups nacionais e internacionais. Atua em cinco áreas: incubação early stage, programas growth stage para scaleups, apoio soft landing, empreendedorismo jovem e innovation hubs como o Beato Innovation District, web3hub, gaminghub, greenhub, AIhub, healthhub e engineershub. O projeto contribuiu para que Lisboa fosse distinguida como Capital Europeia da Inovação em 2023.

A Fundação Santander Portugal, constituída em 2022, tem como missão transformar a vida de pessoas, empresas e organizações do terceiro setor através da Educação e Capacitação. Desde a sua criação, já apoiou 500 mil pessoas entre os 6 e 66 anos de idade, em todos os distritos do país, através de uma rede de 106 parceiros comprometidos com a Educação, Empregabilidade e Empreendedorismo. A fundação obteve recentemente o estatuto de utilidade pública.

Com esta iniciativa, a Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa reforçam o posicionamento do Santander X como um programa líder de apoio à inovação em Portugal e do país como um hub de inovação e empreendedorismo, promovendo o desenvolvimento de soluções com potencial de escala internacional e criando novas oportunidades para empreendedores em diferentes fases de crescimento.

Spin‑off da FEUP que promete alternativa limpa ao uso massivo de baterias descartáveis

6 June 2026 at 11:56

O crescimento acelerado dos dispositivos da Internet das Coisas (IoT) está a criar um desafio ambiental de grandes proporções: a dependência de baterias descartáveis. Sensores de temperatura, humidade, movimento, qualidade do ar, contadores inteligentes e sistemas de monitorização estão cada vez mais presentes em edifícios, cidades e indústrias, mas a sua alimentação energética continua a assentar, na maioria dos casos, em baterias com vida útil limitada, quem o diz é a Azure Photon, empresa spin-off nascida da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), sediada em Santo Tirso.

A Azure Photon estima que, até 2030, existam mais de 40 mil milhões de dispositivos IoT em funcionamento em todo o mundo. Embora estes equipamentos possam operar durante cerca de uma década, as baterias que os alimentam necessitam, em média, de ser substituídas a cada dois anos. Como consequência, prevê-se que já em 2025 sejam descartadas cerca de 78 milhões de baterias por dia, gerando elevados custos de manutenção e um impacto ambiental significativo, acrescenta.

A Azure Photon, recentemente reconhecida como spin-off da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) está a desenvolver células solares de perovskita capazes de captar energia da luz interior para alimentar dispositivos IoT durante toda a sua vida útil, eliminando a necessidade de baterias descartáveis.

A startup foi fundada pelos investigadores do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE), Seyedali Emami e Jorge Martins, juntamente com o professor catedrático Adélio Mendes, do Departamento de Engenharia Química e Biológica da FEUP. O objetivo passa por transformar anos de investigação científica em soluções energéticas sustentáveis com aplicação industrial.

As células solares de perovskita representam uma das tecnologias fotovoltaicas mais promissoras da atualidade. Produzidas a partir de materiais abundantes e de baixo custo, distinguem-se pela capacidade de gerar eletricidade de forma eficiente mesmo sob condições de baixa luminosidade.

Em ambientes interiores, estas células já alcançaram uma eficiência recorde de conversão de energia de 44,7%, superando significativamente as tecnologias solares convencionais baseadas em silício ou filmes finos. Esta característica permite transformar a iluminação artificial de escritórios, armazéns, lojas ou habitações inteligentes numa fonte contínua de energia para sensores e outros dispositivos conectados.

Selagem a laser aumenta durabilidade

Um dos principais desafios das células de perovskita tem sido a sua sensibilidade à humidade e ao oxigénio, fatores que aceleram a degradação dos materiais. Para ultrapassar esta limitação, a Azure Photon está a recorrer a uma tecnologia de selagem hermética assistida por laser desenvolvida na FEUP.

A Universidade do Porto destaca-se internacionalmente na utilização de frita de vidro para encapsular dispositivos fotovoltaicos de terceira geração, criando uma barreira impermeável. Enquanto os métodos convencionais exigem temperaturas superiores a 400 graus Celsius — incompatíveis com os materiais das perovskitas —, o processo desenvolvido pela equipa permite fundir a frita de vidro através de laser mantendo a temperatura do dispositivo abaixo dos 100 graus Celsius.

Segundo a empresa, as células produzidas com esta tecnologia já demonstraram 2.500 horas de estabilidade em testes acelerados sob iluminação solar, um resultado considerado determinante para a sua futura comercialização.

A Azure Photon prepara-se agora para lançar o primeiro dispositivo de perovskita hermeticamente selado com frita de vidro, combinando elevada eficiência energética, durabilidade e fiabilidade.

Ao substituir baterias descartáveis por uma fonte de energia renovável e contínua, a tecnologia poderá contribuir para reduzir resíduos eletrónicos, diminuir custos de manutenção e melhorar a eficiência energética de edifícios e operações industriais. A solução está também alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, incluindo energia limpa e acessível, inovação industrial, consumo responsável e ação climática.

Todo o conhecimento tecnológico que sustenta a Azure Photon resulta da investigação desenvolvida no LEPABE e no Departamento de Engenharia Química da FEUP, demonstrando o potencial da transferência de conhecimento científico para a criação de soluções capazes de responder a desafios globais.

Humanos e Stamp vencem edição ibérica do Mastercard For Fintechs 2026

6 June 2026 at 08:47

A fintech portuguesa Humanos e a espanhola Stamp foram as vencedoras da terceira edição do Mastercard For Fintechs Iberia, anunciou a Mastercard esta sexta-feira. As duas startups representarão a Península Ibérica na final europeia da competição, que decorrerá em Itália no final do ano, com possibilidade de conquistar um prémio de 100.000 euros para investir em ações de marketing.

Das 83 candidaturas recebidas, foram selecionadas cinco que apresentaram as suas propostas no âmbito do South Summit 2026. O júri, composto por representantes de instituições financeiras, fundos de investimento e especialistas do ecossistema fintech europeu, distinguiu as duas empresas pelo grau de inovação, potencial de crescimento, impacto e sustentabilidade dos respetivos modelos de negócio.

A Humanos, liderada por Pedro Andrade (Co-Founder e CEO), desenvolve soluções de comércio agêntico e uma camada de autorização humana para sistemas de inteligência artificial. A empresa procura reforçar a confiança nas interações entre humanos e IA, transformando aprovações como assinaturas e consentimentos em autorizações portáteis e verificáveis por qualquer sistema. Após o anúncio, Pedro Andrade salientou a importância da Mastercard como parceiro estratégico para avançar em modelos de confiança no setor financeiro.

Por sua vez, a Stamp, representada por Pablo Campos García (Chief Business Officer), foca-se na digitalização do reembolso do IVA (Tax Free) através de pagamentos transfronteiriços instantâneos. A sua tecnologia propõe um modelo “Real Tax Free” que elimina burocracia e reduz comissões para turistas internacionais. A empresa considera o prémio um marco relevante para o seu crescimento internacional e para parcerias com players como a Mastercard.

A sessão de apresentação decorreu no South Summit 2026, um dos principais eventos de empreendedorismo e inovação na Europa. O júri foi integrado por figuras como Roger Salvat Batlle (CaixaBank dayOne), Teresa Gómez Álvarez (Easo Ventures), Arturo Mac Dowell (AEFI) e outros responsáveis de fundos e aceleradoras.

O programa Mastercard For Fintechs visa impulsionar o ecossistema fintech europeu, oferecendo às startups selecionadas acesso à Mastercard Academy, networking em eventos do setor, integração numa rede internacional de inovação e possibilidade de colaboração com soluções tecnológicas da empresa. A vencedora da final europeia receberá ainda mentoria especializada e entrada direta no programa Start Path da Mastercard.

Paulo Raposo, Diretor Geral da Mastercard em Portugal, destacou a “qualidade, talento e ambição” demonstrados pelas candidaturas ibéricas, reforçando o papel crescente de Portugal e Espanha no panorama fintech europeu.

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