Peruvians who went to the polls this past Sunday to vote in the presidential runoff will not know who their president is until July. One month is how long the National Jury of Elections estimates it will take to review the 1,555 tallies that have been challenged, a spokesman confirmed on Tuesday. Two days after voting, uncertainty over a result that will be decided by about 25,000 votes between the leftist candidate Roberto Sánchez and the right-wing Keiko Fujimori is turning into weariness and allegations of fraud on the streets and social media.
Los peruanos no van a saber a quién han elegido presidente este domingo en las urnas hasta julio. Un mes es el tiempo que calcula el Jurado Nacional de Elecciones que tardará en analizar las 1.555 actas que han sido impugnadas para su revisión, según confirmó un portavoz este martes. Dos días después de acudir a las urnas, la incertidumbre sobre un resultado que se definirá por 25.000 votos entre el candidato de izquierdas, Roberto Sánchez, y la derechista Keiko Fujimori, va tomando forma de hastío, descrédito y sospecha de fraude en la calle y en las redes sociales.
A reta final da apuração do segundo turno da eleição presidencial do Peru avança em ritmo lento. A votação foi realizada no dia 7 de junho, mas a autoridade eleitoral do país afirmou que a contagem completa deve ser concluída até julho.
O cenário é ainda mais complexo com a disputa acirrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, com diferença de poucas dezenas de milhares de votos.
Esse é o primeiro ponto que ajuda a explicar a demora no processo: com os dois candidatos muito próximos na contagem, será necessário avançar ainda mais para cravar o próximo presidente.
Dois dos principais pontos que dificultam a apuração dos votos no Peru são a maneira como a eleição é realizada e a geografia do país, com terreno montanhoso e selvas.
O Peru utiliza o voto impresso, o que exige que as cédulas sejam enviadas para centros específicos para que sejam contadas. Muitas vezes é necessário utilizar barco para alcançar locais em áreas de selva ou então fazer viagens com burros para regiões sem estradas e trilhas.
Flavia Loss, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia, também afirma que, além de a contagem também ser realizada à mão, é necessário digitalizar os resultados com as atas.
“Isso também mostra uma ineficiência na rede de internet, na insuficiência de pessoas para trabalhar. Então são várias questões aí que se juntam para explicar essa demora toda”, pontua.
A especialista ressalta que a logística e estrutura são problemas muito grandes para o país, sendo que, mesmo comparado a outras nações como Equador e Bolívia, que têm processos similares, “o Peru fica muito atrás nessa questão da organização do processo eleitoral e na rapidez da contagem e dos resultados”.
Carolina Pedroso, professora de Relações Internacionais da Unifesp, também chama atenção para a demora para que votos de comunidades mais afastadas de grandes centros urbanos, como da região amazônica, sejam contabilizados.
Isso impacta diretamente na apuração, visto que há diferença na preferência dos eleitores dos centros urbanos e das áreas rurais, ajudando a explicar o fato de Keiko Fujimori ter saído na frente na apuração e, posteriormente, ter sido ultrapassada por Roberto Sánchez.
“Os grandes centros urbanos têm uma tendência, pelo menos nas últimas quatro eleições, de dar um voto de confiança na Keiko Fujimori. Ela tem uma base importante nas grandes cidades, o que já não acontece no campo, principalmente no sul do país”, explica Pedroso.
A opção por um processo de votação digital foi descartada em dezembro. O Conselho Nacional Eleitoral considerou o projeto inviável após uma auditoria que reprovou as condições técnicas e de segurança de um projeto piloto.
O conselho analisou um relatório apresentado pelo ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru) que analisou a arquitetura tecnológica do sistema, os protocolos de cibersegurança, o nível de proteção de dados pessoais e os padrões de legalidade e transparência.
Voto do exterior
Outro ponto que explica a demora na contagem no Peru é o voto dos cidadãos em outros países.
Há mais de 1,2 milhão de peruanos residentes fora do país que estavam aptos a votar, o que equivale a 4,4% do cadastro eleitoral, embora a participação seja geralmente consideravelmente menor.
Este bloco costuma ser um dos últimos a ser contabilizado, visto que as cédulas precisam ser transportadas de avião até a capital peruana, Lima.
Carolina Pedroso ressalta que o Peru possui uma comunidade importante em países asiáticos, o que pode fazer com que as atas demorem ainda mais para chegar à América do Sul.
Processo complexo até a proclamação do vencedor
O processo eleitoral no Peru também é complexo, o que dificulta a proclamação do resultado, principalmente em um pleito tão disputado.
O ONPE organiza o processo eleitoral, cuidando de sessões eleitorais, cadastramento de eleitores e até mesmo de organização e logística.
Em seguida, há atas que podem ser enviadas ao JEE (Júri Eleitoral Especial), que funciona apenas no período das eleições. Ele resolve apelações e controvérsias locais. Até o início da noite desta terça-feira (9), mais de 1.500 atas estavam marcadas para serem enviadas ao JEE.
Por fim, é necessário ainda que outro órgão valide os resultados: o Júri Nacional de Eleições. Flavia Loss explica que essa instituição fiscaliza e verifica o processo eleitoral Além disso, será ele que, em última instância, vai proclamar o resultado.
Fernando Tuesta, cientista político da PUCP e ex-chefe do ONPE, explica ainda que há uma peculiaridade no processo eleitoral peruano, que não acontece em outros países da região.
Ele explica que, no Peru, não é utilizada uma contagem preliminar, mas se leva em consideração apenas resultados das atas de apuração oficiais.
“O que eles [outros países] terão é esse tipo de resultado divulgado pelo órgão eleitoral, mas não é um produto dos registros oficiais, e sim uma captura, provavelmente em imagens; existem diferentes métodos que permitem apresentar o resultado total”, comentou.
“Esse dado não existe no Peru, portanto, com os resultados ajustados, obviamente não temos um resultado final”, adicionou.
Contexto político, desconfiança e judicialização
As especialistas consultadas pela reportagem também chamam atenção para o contexto político no Peru, com grande polarização e desconfiança na política. Este será o nono presidente do país em dez anos.
Em entrevista à CNN Espanhol, Francisco Sagasti, ex-presidente do Peru, avaliou que a própria desconfiança faz com que tudo seja muito mais devagar, sendo necessário “ver todas as atas”.
Isso também pode fazer com que qualquer um dos lados questione o processo eleitoral e acabe levando questionamentos para a Justiça, em um movimento que impactará ainda mais na demora para o resultado final.
Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp, destaca que, no Peru, “qualquer erro material mínimo, como uma assinatura fora do campo, uma rasura, ou uma soma de votos que distoa do número de votantes inscritos invalida a ditação imediata daquele sistema”.
“Então, as regras foram desenhadas de forma rígida para evitar a fraude, mas existe um efeito colateral imenso de paralisia.
“Uma ata contestada, impugnada ou retida por inconsistência, ela sai da contagem regular do ONPE e vai para o rito judicial. Então, ela deixa de somar o total oficial até que o Tribunal Eleitoral decida a sua validade”, conclui.
A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru segue acirrada, nesta terça-feira (9), com o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino à frente com uma pequena margem de 19,8 mil votos da candidata de direita Keiko Fujimori. Com 95,9% das urnas apuradas, o resultado segue imprevisível.
Enquanto Sánchez marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori.
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de as urnas de Lima, a capital, terem sido computadas primeiro.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência.
O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.
Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior tinham sido contabilizadas, dando 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.
Keiko x Sánchez
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru segue acirrada, nesta terça-feira (9), com o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino à frente com uma pequena margem de 19,8 mil votos da candidata de direita Keiko Fujimori. Com 95,9% das urnas apuradas, o resultado segue imprevisível.
Enquanto Sánchez marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori.
No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de as urnas de Lima, a capital, terem sido computadas primeiro.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência.
O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.
Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior tinham sido contabilizadas, dando 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.
Keiko x Sánchez
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
La segunda vuelta de las elecciones presidenciales de Perú se define voto a voto. Con el 96% escrutado, el izquierdista Roberto Sánchez, de 57 años, se mantiene al frente del conteo oficial de la ONPE con el 50,05% de los votos, apenas 20.000 más que la derechista Keiko Fujimori, de 51 años. La candidata de Fuerza Popular, que en un principio lideró el recuento gracias a los sufragios de la capital, Lima, vuelve a recortar distancia gracias al voto de los peruanos residentes en el exterior, donde logra dos de cada tres papeletas. El partido de Sánchez ha convocado para este martes a manifestarse frente a la justicia electoral contra una supuesta “maniobra contra el pueblo y la democracia”
Pope Leo and Armando Jesús Lovera have known each other for decades. They have watched World Cup games together, gone on road trips and once searched for a teddy bear for Mr. Lovera’s future wife.
“Las manos juegan un papel bien importante”, dice Alicia Pacas mientras va cerrando y dándole forma a la pupusa que acaba de elaborar frente a un reducido público en una de las cocinas de Infinito Delicias, en Madrid. Palmea la masa de maíz rellena de chicharrón, frijoles y queso hasta que, lo que comenzó siendo una bola, se convierte en una tortilla plana y gruesa. “A hacer las pupusas aprendí después de la guerra”, afirma mientras comprueba —directamente con la mano, como solo una experimentada cocinera podría hacer— el calor de la superficie donde, poco después, se cocinará esa pupusa junto a otras tantas, que el público degustará acompañadas de música.
La Selección española juega su último partido amistoso antes del inicio de la Copa del Mundo, y lo hace ante Perú en el Estadio Cuauhtémoc, en Puebla, un templo futbolero con dos mundiales a sus espaldas. El conjunto de Luis de la Fuente, uno de los favoritos del torneo, ha salido al campo sin dos de sus estrellas ofensivas, Lamine Yamal y Nico Williams, que ultiman sus respectivas recuperaciones físicas antes del comienzo de la fase de grupos. Tras alinear un equipo muy cambiado e incluso darle minutos a algunos jóvenes no convocados al torneo en el anterior partido contra Irak, la Roja ha salido al campo con un equipo que quizás da más pistas sobre quiénes serán los protagonistas durante el torneo, que para España comienza el próximo lunes 15 de junio en Atlanta contra Cabo Verde. Perú, por su lado, no clasificó a la Copa del Mundo.
Confirmou-se um cenário que as sondagens já antecipavam: uma corrida presidencial renhida e uma vitória por margem mínima na corrida entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez.
Confirmou-se um cenário que as sondagens já antecipavam: uma corrida presidencial renhida e uma vitória por margem mínima na corrida entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez.
La segunda vuelta de las elecciones presidenciales de Perú se define voto a voto. Con el 95,7% escrutado, el izquierdista Roberto Sánchez, de 57 años, se mantiene al frente del conteo oficial de la ONPE con el 50,07% de los votos, 26.000 más que la derechista Keiko Fujimori, de 51 años. Fujimori, que en un principio lideró el recuento gracias a los sufragios de la capital, Lima, vuelve a recortar distancia gracias al voto de los peruanos residentes en el exterior, donde logra dos de cada tres papeletas.
Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko.
O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.
O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que o resultado segue incerto porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana do país, onde Sánchez é favorito.
“Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse.
Disputa geopolítica
Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. Isso porque, a vitória de Keiko representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos,
“Inclusive, ela já se colocou à disposição dos EUA para fortalecer as políticas de combate aos crimes transnacionais e classificar os grupos peruanos como grupos terroristas. O Peru passa por essas disputas geopolíticas em torno dos seus recursos, pleiteados pelos EUA, e como um país do Pacífico que cada vez mais se conectou com investimentos chineses”, avaliou Menon.
Keiko vs Sanchéz
Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Moderação do discurso
Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio.
Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista.
Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais.
Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko.
O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.
O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que o resultado segue incerto porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana do país, onde Sánchez é favorito.
“Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse.
Disputa geopolítica
Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. Isso porque, a vitória de Keiko representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos,
“Inclusive, ela já se colocou à disposição dos EUA para fortalecer as políticas de combate aos crimes transnacionais e classificar os grupos peruanos como grupos terroristas. O Peru passa por essas disputas geopolíticas em torno dos seus recursos, pleiteados pelos EUA, e como um país do Pacífico que cada vez mais se conectou com investimentos chineses”, avaliou Menon.
Keiko vs Sanchéz
Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.
Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.
Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.
Moderação do discurso
Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio.
Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista.
Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais.
A segunda volta das eleições presidências peruanas, que ocorreram este domingo, mostraram um país quase rigorosamente dividido a meio: Keiko Fujimori à direita e Roberto Sánchez à esquerda estão tecnicamente empatados, segundo avança a comissão eleitoral peruana. Neste instante, quando estão contados 74,8% dos votos, Fujimori está à frente, com 52,33% dos votos, relegando para segundo ligar Roberto Sánchez (com 47,67%).
Mas nenhum dos candidatos está em situação de clamar vitória, e a comissão eleitoral indica que o país pode estar perante um empate técnico – onde cada voto conta. Assim, o mais provável é que, face aos resultados oficiais, a candidatura que venha a ser considerada derrotada tente impugnar as contagens e a exigir recontagens. Para todos os efeitos, o mais provável é, segundo a imprensa peruana, que os resultados oficiais e ‘fechados’ só sejam finalmente apurados em julho.
Apesar de a contagem ser neste momento favorável a Keiko Fujimori, uma sondagem à IPSOS à boca das urnas coloca Roberto Sánchez com 50,3% e Keiko Fujimori com 49,7%. Dado o resultado próximo, trata-se de um empate técnico: a margem de erro é de 1,9% para ambos os candidato.
Omar Awapara, secretário-geral da Transparência Internacional peruana, insistiu que não é possível declarar um vencedor porque a margem é bastante estreita. E também indicou que a contagem oficial da comissão não será capaz de produzir um resultado definitivo nos próximos dias.
De qualquer modo, em Lima, a capital, Keiko Fujimori obteve a maioria com 63,6%, superando Sánchez, que conquistou 38,4%. No entanto, o cenário muda em outras regiões.
Peru’s recent history of presidential elections advises caution when the margin is measured in tenths of a percentage point. If anyone knows this better than anyone else, it is Keiko Fujimori, who lost by a hair to Ollanta Humala in 2011, to Pedro Pablo Kuczynski in 2016 and to Pedro Castillo in 2021. That is why, although an exit poll currently gives a slight edge to the leftist Roberto Sánchez —50.3% to 49.7%— the presidential runoff remains open in a race to choose the country’s ninth leader in 10 years.
Los españoles van a conocer de cerca a un Papa que en realidad el mundo aún conoce poco. Ha pasado de ser un misterio, alguien aparentemente pusilánime, a convertirse en dos meses en una sorprendente revelación, desde que a mediados de abril chocó con Donald Trump y hace dos semanas publicó una encíclica de gran calado político, un alegato contra el tecnofascismo de Silicon Valley. Su larga visita a España culminará el descubrimiento definitivo de Prevost, pues es su primer gran viaje a Europa y hablará a todo el mundo occidental. Pero ¿qué es lo que piensa este Papa y por qué ha resultado tan desconcertante?
El escrutinio parcial de las elecciones presidenciales de Perú sitúa a la candidata derechista, Keiko Fujimori, 16.000 votos por delante (50%) del candidato de izquierdas, Roberto Sánchez, que sigue recortando distancia (49,9%) conforme avanza el recuento, al 93,3% contabilizado. Las proyecciones de voto, basadas en una muestra representativa de las mesas, habían apuntado previamente a una victoria de Sánchez por la mínima (0,6%). En una tensa espera, todo quedará en manos del voto exterior, que aún no ha sido escrutado, en un país que ha visto pasar ocho presidentes en la última década sumido en la inestabilidad política.
"Esperando con calma, paciencia y confianza en la voluntad del pueblo", escribe Sánchez en sus redes sociales tras protagonizar una polémica balconada, en la que se dirigió a sus seguidores como si fuera presidente electo. "Serán días largos", vaticina Keiko mucho más comedida Leer
"Esperando con calma, paciencia y confianza en la voluntad del pueblo", escribe Sánchez en sus redes sociales tras protagonizar una polémica balconada, en la que se dirigió a sus seguidores como si fuera presidente electo. "Serán días largos", vaticina Keiko mucho más comedida