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Autoridade Tributária explica: descubra quando é importante pedir número de contribuinte (NIF) na fatura

Pedir fatura com número de contribuinte continua a ser uma prática importante para muitos consumidores portugueses, sobretudo quando está em causa a possibilidade de beneficiar de deduções no IRS. Apesar de ser um gesto simples no momento da compra ou da prestação de um serviço, o NIF na fatura ajuda a garantir que a despesa fica associada ao contribuinte e comunicada à Autoridade Tributária (AT).

A AT explica que, para as despesas poderem ser aceites como deduções à coleta de IRS, devem, por regra, estar suportadas por faturas, faturas simplificadas ou faturas-recibo com o NIF do adquirente inscrito.

Estes documentos têm ainda de titular aquisições de bens ou prestações de serviços comunicadas eletronicamente à AT ou emitidas no Portal das Finanças, de acordo com a informação oficial disponível no Portal das Finanças.

O porquê de colocar o NIF nas faturas

A indicação do NIF permite que as despesas fiquem registadas no e-Fatura e possam ser consideradas no cálculo das deduções, quando cumpram os requisitos legais. Ao mesmo tempo, este procedimento ajuda a tornar as operações mais transparentes, uma vez que cada fatura comunicada contribui para o controlo fiscal das compras e serviços prestados.

Obrigação de emitir fatura

Segundo o Código do IVA, os sujeitos passivos são obrigados a emitir fatura por cada transmissão de bens ou prestação de serviços, mesmo que o cliente não a peça. Esta obrigação aplica-se independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário dos serviços, conforme resulta do artigo 29.º do Código do IVA, disponível no Portal das Finanças.

A fatura deve ser emitida, em regra, o mais tardar até ao quinto dia útil seguinte ao momento em que o imposto é devido, segundo o artigo 36.º do Código do IVA. Já a comunicação dos elementos das faturas à AT deve ser feita até ao dia 5 do mês seguinte ao da emissão, como esclarece a própria Autoridade Tributária nas perguntas frequentes do e-Fatura.

Como confirmar se as faturas foram comunicadas

Os contribuintes podem consultar as faturas na App e-Fatura ou no Portal das Finanças, acedendo à área de adquirente. Se uma fatura emitida com NIF não estiver disponível, o consumidor pode registá-la manualmente, desde que tenha o documento na sua posse, de acordo com as instruções da AT.

Existem, no entanto, situações com regras próprias. O Portal das Finanças esclarece que algumas despesas podem ser comprovadas por faturas, faturas-recibo, faturas simplificadas ou outros documentos quando o fornecedor esteja dispensado dessa obrigação.

Nas despesas de saúde e educação, por exemplo, há situações em que recibos ou documentos equivalentes podem ser relevantes, desde que cumpram os requisitos legais e permitam identificar a operação.

Quando o comerciante se recusa a emitir fatura

A recusa em emitir fatura, quando existe obrigação legal, não deve ser ignorada. A AT esclarece que os sujeitos passivos estão sempre obrigados a emitir fatura, mesmo quando o adquirente não a exige, e devem comunicar esses elementos à AT até ao prazo previsto na lei.

Perante uma recusa, o consumidor pode participar a situação em qualquer serviço de atendimento da AT, identificando o agente económico da forma mais completa possível, incluindo nome do estabelecimento, morada ou designação social. Esta comunicação permite que a Autoridade Tributária possa atuar sobre a situação reportada.

Uma prática simples com impacto direto

Pedir fatura com NIF e confirmar os documentos no e-Fatura são passos importantes para garantir que as despesas ficam corretamente registadas para efeitos de IRS. A AT lembra ainda que o contribuinte deve comunicar e confirmar no Portal das Finanças, até 25 de fevereiro do ano seguinte, se as despesas estão corretamente registadas.

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Advogados prometem livrar condutores de multas? Bastonário quer avaliar publicidade e sites

A contestação de multas de trânsito voltou ao centro do debate depois de uma investigação televisiva ter mostrado a existência de escritórios de advogados que se apresentam como especialistas em Direito rodoviário e prometem elevadas taxas de sucesso na anulação de coimas.

De acordo com a CNN Portugal, o bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, vai enviar vários sites de advogados para apreciação dos conselhos de disciplina da Ordem, por considerar que alguma da publicidade encontrada pode ultrapassar os limites aceitáveis da profissão.

Publicidade levanta dúvidas disciplinares

Em causa estão páginas de escritórios que promovem serviços de contestação de multas de trânsito, perda de pontos na carta ou inibição de conduzir. Segundo a investigação do Exclusivo da TVI, citada pela CNN Portugal, alguns desses sites apresentam mensagens muito apelativas para condutores que querem evitar pagar coimas ou ficar temporariamente sem carta.

João Massano admite que ficou preocupado com o teor da publicidade. O bastonário considera que alguns exemplos podem “ultrapassar aquilo que é aceitável” do ponto de vista disciplinar, embora sublinhe que a decisão cabe aos conselhos competentes da Ordem dos Advogados.

Contestar multas é legal

O bastonário faz uma distinção importante. Contestar uma multa de trânsito é um direito dos cidadãos e faz parte do funcionamento normal do Estado de direito. Se um condutor entende que foi autuado de forma injusta, ou se existem fundamentos legais para impugnar a contraordenação, pode recorrer a um advogado e apresentar defesa.

O problema, segundo João Massano, não está na prestação desse serviço jurídico, mas na forma como alguns escritórios o publicitam, podendo criar a ideia de que é possível escapar sistematicamente às consequências de infrações rodoviárias.

Taxas de sucesso muito elevadas

A investigação da TVI apontou para escritórios que indicam taxas de sucesso entre 90% e 100% quando contactados por condutores interessados em contestar multas. Segundo a CNN Portugal, essas percentagens estão relacionadas com fragilidades do sistema punitivo do Estado, nomeadamente com a falta de meios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

Quando há impugnações ou reclamações administrativas, muitos processos acabam por prescrever antes de haver uma decisão final. Na prática, isto pode levar a que condutores evitem pagar a coima ou cumprir sanções acessórias, não por inexistência da infração, mas por incapacidade do sistema em concluir o processo dentro dos prazos.

Sistema frágil favorece quem conhece a lei

A conclusão mais sensível do trabalho é que, em muitos casos, quase só paga a multa ou fica sem carta quem desconhece os mecanismos legais disponíveis ou não recorre a apoio especializado em Direito rodoviário.

Esta realidade cria uma desigualdade evidente entre condutores. Quem tem informação, recursos e acesso a advogados especializados pode conseguir arrastar o processo até à prescrição. Quem não conhece essas vias tende a pagar a coima ou aceitar a sanção. O tema ganha especial relevância num país onde a sinistralidade rodoviária continua a preocupar as autoridades e onde o Governo tem anunciado intenção de endurecer medidas no Código da Estrada.

Ordem quer avaliar limites da publicidade

A publicidade dos advogados tornou-se mais ampla após alterações legislativas recentes. Há cerca de dois anos, os profissionais passaram a ter maior margem para promover os seus serviços. Ainda assim, João Massano entende que essa abertura não deve permitir mensagens que possam ser consideradas incompatíveis com a dignidade da profissão. Por isso, o bastonário vai remeter os sites em causa para avaliação disciplinar. Caberá aos órgãos competentes da Ordem verificar se houve ou não infrações deontológicas.

Bastonário quer nova alteração à lei

João Massano defende ainda que a Assembleia da República deve voltar a discutir os limites da publicidade dos advogados. Na perspetiva do bastonário, a lei atual pode estar a permitir interpretações demasiado abertas, dando margem a práticas que considera prejudiciais para a imagem da advocacia. A intenção é que o Parlamento volte a impor alguns limites, evitando situações que, segundo o responsável da Ordem, não são aceitáveis na profissão.

Debate entre direito de defesa e segurança rodoviária

O caso coloca frente a frente dois princípios importantes. Por um lado, qualquer cidadão tem direito a defender-se de uma contraordenação e a recorrer aos meios legais previstos. Por outro, a utilização sistemática de falhas administrativas para evitar sanções pode fragilizar a prevenção rodoviária. As multas de trânsito não servem apenas para punir. Têm também uma função dissuasora, sobretudo em infrações associadas a velocidade excessiva, álcool, telemóvel ao volante ou outras condutas perigosas.

Se o sistema permite que muitos processos prescrevam quando são contestados, o problema deixa de estar apenas nos condutores ou nos advogados e passa a estar também na capacidade do Estado para fazer cumprir a lei.

O que está agora em causa

Para já, não está em causa a proibição de advogados contestarem multas de trânsito. Esse serviço continua a ser legítimo. O que será avaliado é a publicidade feita por alguns escritórios e a eventual promessa implícita ou explícita de resultados praticamente garantidos.

A decisão ficará nas mãos dos conselhos disciplinares da Ordem dos Advogados. Mas o debate já abriu uma questão maior: se o sistema rodoviário permite que tantas multas prescrevam, a resposta poderá ter de passar não apenas por regras deontológicas, mas também por reforço de meios e maior eficácia na tramitação dos processos.

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Eleições Peru: vantagem de Sánchez sobre Fujimori cai para 7 mil votos

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A apuração dos votos da eleição presidencial no Peru segue dramática, nesta quarta-feira (10), com a vantagem do candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino tendo caído para apenas 7,3 mil votos sobre a candidata de direita Keiko Fujimori, em um universo de mais de 27 milhões de eleitores aptos a votar.

Com 97,8% das urnas apuradas, Sánchez tem 50,020% dos votos válidos contra 49,980% para Keiko. Ao meio dia de ontem (9), Sánchez estava com 19 mil votos à frente de Keiko com 95,9% das urnas apuradas. 

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A diferença chegou a cerca de 4 mil votos na manhã de hoje, mas voltou a crescer nas últimas atualizações. Até o fechamento desta reportagem, foram computados 9.014951 votos para Sánchez e 9.7614.917 de votos para Keiko, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru

O candidato esquerdista chegou a abrir, ao longo das últimas 24 horas, mais de 40 mil votos de distância de Fujimori, mas essa diferença vem caindo ao longo das últimas horas, com crescimento dos votos para a filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000.

A apuração dos votos dos peruanos no exterior, que está mais atrasada, vem dando vantagem a Keiko, que soma 63,3% dos votos contra 36,6% para Sánchez.

Do total de 92,7 mil atas da eleição peruana, restam 378 para serem contabilizadas. Dos eleitores peruanos, 1,2 milhão estão no exterior, o que representa 4,4% do total de eleitores, segundo dados oficiais.

Reviravoltas

No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de terem sido primeiro computadas as urnas de Lima, a capital.

Porém, o resultado parcial teve uma reviravolta na segunda-feira (8), quando Sánchez ultrapassou numericamente Keiko com 93,9% das urnas apuradas

Apesar da apuração está se aproximando dos 100% das urnas apuradas, o Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser finalizados apenas em “meados de julho”.

Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência. O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1,3 mil atas “em observação”

Keiko x Sánchez

Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.

Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.

 

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Só 11% dos europeus consideram os EUA aliados. Portugueses são quem mais quer “NATO europeia”

Uma nova sondagem aponta que os europeus estão cada vez mais desconfiados dos Estados Unidos e acreditam que as relações transatlânticas vão melhorar com a saída de Trump. Portugueses são quem mais quer uma alternativa à NATO só com membros da UE. A confiança nos Estados Unidos como garante da segurança da Europa desceu para o nível mais baixo alguma vez registado, de acordo com uma nova sondagem publicada pelo Conselho Europeu dos Negócios Estrangeiros (ECFR). A sondagem, realizada em 15 países europeus antes das próximas cimeiras do G7 e da NATO, apurou que apenas 11% dos inquiridos consideram agora

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Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola

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Os protestos no Quênia contra a construção de um centro para quarentena de estadunidenses expostos ao vírus ebola no Continente Africano resultam em três mortos. O acordo entre Estados Unidos (EUA) e Quênia tem repercutido no país da África Oriental, onde a população teme risco à saúde pública com a transferência de americanos expostos ao vírus.

Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC). Devido à proximidade com os epicentros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.  

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Nessa terça-feira (9), manifestantes denunciaram o assassinato de mais uma pessoa em um protesto em Nairóbi, a capital do país, contra a instalação do centro de quarentena ligado aos EUA. Na semana passada, outras duas pessoas foram mortas em protestos pelo mesmo motivo, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC).

“A polícia destacada em Nairóbi atirou e matou um manifestante. Os moradores saíram às ruas exigindo transparência sobre a instalação de ebola apoiada pelos EUA e garantias sólidas para a proteção da saúde pública”, diz comunicado da organização não governamental.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.

“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo com o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem qualquer tipo de suspeita de ebola. E lógico que a juventude, e a população de Nairóbi, ficou muito apreensiva”, comenta.

O acordo foi revelado em uma comunicação do governo Trump sobre a ajuda prestada pela Casa Branca ao continente africano para enfrentar o mais recente surto de ebola, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência global.

“Essa questão coloca a saúde pública da população em risco porque ninguém sabe como é que vai ser feita essa construção, onde ela vai ser e quais serão as condições”, acrescentou a professora de relações internacionais da ESPM. 

Nesse contexto, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu ordem cautelar suspendendo a instalação do centro de quarentena, previsto para ser instalado em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital. A mídia local afirma que o centro teria 50 leitos com previsão de expansão até 250 leitos.

“O tribunal proibiu especificamente os réus de admitirem, transferirem, receberem ou facilitarem a entrada no Quênia de pessoas expostas ou infectadas com o vírus ebola, conforme o acordo relatado com os EUA”, disse o jornal Kenyans.

Por meio de nota, a Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para resolver qualquer obstáculo para resposta conjunta dos dois países contra o surto de ebola.

“A unidade de bioisolamento em Laikipia faz parte de uma resposta abrangente para prevenir a disseminação da doença e reduzir os riscos à saúde em toda a região; ela não representa risco para as comunidades vizinhas”, informou a representação de Washington no Quênia.

Segundo a professora Natalia Fingermann, o presidente do Quênia, William Ruto, tem tido uma política bastante alinhada à pauta ocidental na região, com certas características autoritárias.

“O Quênia já vem de algumas semanas de protestos contra o governo, em especial, devido ao aumento do preço dos combustíveis”, completou. O valor da gasolina vem subindo no Quênia no contexto da guerra contra o Irã, que vem perturbando o mercado de petróleo no mundo.

Surto de ebola

Autoridades de saúde de países africanos, em parceria com organismos internacionais e outros países, se esforçam para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para qual ainda não há vacina ou tratamento. O surto, que é o terceiro maior já registrado, vinha avançando mais rapidamente do que a resposta global.

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, tido com altamente mortal. Até o dia 8 de junho, foram registrados 626 casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), com 112 mortes associadas ao vírus; além de 19 casos e duas mortes confirmadas em Uganda.

Os dados são consolidados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da União Africana, alimentado por dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda.

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Seleção do Senegal é revistada em aeroporto dos EUA às vésperas da Copa do Mundo

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma operação de segurança envolvendo a seleção do Senegal provocou repercussão internacional. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram jogadores e integrantes da delegação sendo submetidos a revistas com detectores de metal diretamente na pista de um aeroporto nos Estados Unidos.

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As imagens rapidamente geraram críticas de torcedores, jornalistas e internautas, que apontaram um suposto tratamento diferenciado em relação a outras seleções classificadas para o torneio. Nas gravações, atletas aparecem ao lado das bagagens enquanto agentes realizam inspeções individuais antes do embarque.

Diante da repercussão, a Federação Senegalesa de Futebol divulgou um comunicado esclarecendo que a ação fez parte de um procedimento previamente organizado para agilizar a logística da equipe. Segundo a entidade, a delegação deixou o hotel e seguiu diretamente para a área de embarque na pista do aeroporto, evitando os terminais convencionais. Dessa forma, as verificações de segurança foram realizadas ao lado da aeronave, permitindo um embarque mais rápido.

Mesmo com a explicação oficial, as imagens continuaram alimentando debates sobre os protocolos de entrada e circulação adotados pelos Estados Unidos durante a realização da Copa do Mundo. A discussão ganhou força porque registros de outras seleções mostram recepções consideradas mais discretas e sem procedimentos semelhantes expostos publicamente.

O episódio ocorre em um momento de atenção redobrada às políticas migratórias e de segurança norte-americanas. Nos bastidores do torneio, relatos sobre fiscalizações mais rigorosas envolvendo cidadãos de determinados países têm gerado preocupação entre dirigentes e representantes de delegações estrangeiras.

O Senegal está no Grupo I da Copa do Mundo e fará sua estreia no dia 16 de junho contra a França. A equipe ainda enfrentará Noruega e Iraque na fase de grupos

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PS quer alterar lei do jogo online. Governo vai rever normas este verão

Os socialistas pretendem alargar o período mínimo de autoexclusão dos jogadores dependentes e criar um Portal da Transparência. O Partido Socialista (PS) apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende reforçar a regulação dos jogos e apostas online em Portugal. A iniciativa surge numa altura em que o Governo prepara uma revisão da legislação do setor e em que crescem as preocupações com o impacto social e económico do jogo online. Os socialistas defendem que, embora a atividade gere receitas significativas para o Estado e contribua para o financiamento de áreas como o desporto, o turismo e a cultura,

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10 Junho: Seguro pede diálogo “em tempos de trincheiras”

VTM

“Com honestidade, o Estado e as empresas têm de reconhecer que o mercado de trabalho ainda não aprendeu a recompensar adequadamente o conhecimento e a inovação. E isso é inaceitável e temos de o alterar”, considerou, no seu discurso do 10 de Junho, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.

O chefe de Estado defendeu que Portugal precisa “de políticas que fixem talento em vez de o exportar, de salários que reflitam a produtividade e a qualificação dos trabalhadores portugueses, de um mercado de habitação que permita aos jovens construir uma vida no país onde nasceram ou estudaram, de um Estado que simplifique em vez de complicar, que antecipe em vez de reagir, que planeie além do mandato em vez de gerir apenas a urgência do presente”.

Na parte final da sua intervenção na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizada em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, António José Seguro falou da necessidade das “palavras do meio”, que “se abrem como convite ao diálogo”, nestes “tempos de trincheiras”.

“As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros”, declarou.

O Presidente da República apelou, por isso, à tolerância e à criação de pontes, contra “o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação”, referindo que a sua eleição “foi marcada pelo desejo de unir os portugueses e de unir Portugal”.

Segundo António José Seguro, este é também um tempo que “pede coragem” para “fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo”, para “dizer a verdade mesmo quando é desconfortável” e decidir em função do “interesse de longo prazo mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo”, e que “exige ambição”.

Ao falar da emigração de jovens qualificados, o chefe de Estado sustentou que “o problema não é o talento”, contrapondo: “O que se ganhou em qualificação não tem sido acompanhado em remuneração. A habitação é praticamente inacessível e esgota qualquer orçamento familiar”.

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Portugal continental enfrenta temperaturas elevadas até sábado

VTM

Esta quarta-feira, a temperatura máxima irá variar entre os 25º e os 35ºC, com “exceção de alguns locais da faixa costeira, onde serão ligeiramente inferiores”, referiu o instituto em comunicado.

Já amanhã, a subida será “mais acentuada”, podendo subir cerca de 10°C em alguns locais.

O IPMA referiu que sexta-feira (dia 12) será o dia mais quente deste período, com a temperatura máxima a variar entre 35º e 40°C na generalidade do território. As temperaturas elevadas são esperadas até sábado (dia 13).

“Para além de se esperarem dias de céu pouco nublado ou limpo, a diminuição da intensidade do vento irá contribuir de forma significativa para uma sensação de aquecimento mais significativa”, referiu ainda.

O instituto realçou que a temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do país sejam registados valores próximos ou acima de 20°C até à noite de 13 para 14 de junho.

Évora, Porto, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga vão estar entre as 09h00 de quinta-feira e as 18h00 de sexta-feira sob aviso amarelo por “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

O mesmo aviso foi emitido para Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Castelo Branco, válido entre as 09h00 e as 18h00 de sexta-feira.

De acordo com o IPMA, o estado do tempo “será condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica”.

“A ação conjunta destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, a qual será responsável por um aumento acentuado dos valores de temperatura”, explicou o instituto.

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A man convicted of killing his ex-partner’s cat in Spain will be deported to Colombia

Spain’s National Police on Monday arrested a 29-year-old Colombian national who had been sentenced by a court to five years’ expulsion from the country for deliberately killing his ex-partner’s cat in Torrevieja, a resort town on the Mediterranean coast. According to Asociación Leal, an animal-welfare group that filed a private criminal complaint in the case, this is the first time that “animal abuse has had real consequences.” The court ruling, it said, “sets a precedent.”

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© POLICÍA NACIONAL (POLICÍA NACIONAL)

Spanish National Police officers arrest a man convicted of killing his ex-partner's cat in Torrevieja.
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Mercado de Famalicão transmite jogos do Mundial (e esplanadas abertas para ver Portugal)

A Praça – Mercado Municipal de Famalicão vai transmitir todos os jogos do Mundial2026 que comecem até à 01:30 e as esplanadas do concelho vão ter licença para estarem abertas durante as partidas de Portugal, independentemente do horário.

Em comunicado, a autarquia adianta que, durante a competição, a Praça-Mercado Municipal terá uma ‘Fan Zone’, que “convida os adeptos de todas as idades a acompanharem os principais momentos do torneio num ambiente de convívio, emoção e festa”.

“A iniciativa prevê a transmissão de todos os jogos com início até à 01:30 (inclusive), transformando o espaço num ponto de encontro para quem não quer perder um único lance da maior competição do futebol mundial”, refere o comunicado.

O Campeonato do Mundo de Futebol decorre entre amanhã, 11 de junho, a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá.

A seleção nacional começa na fase de grupos a 17 de junho, frente ao Congo, num encontro marcado para as 18:00. Segue-se o duelo com o Uzbequistão, em 23 de junho, também às 18:00. A terceira jornada, com Portugal a defrontar a Colômbia, será no dia 28 de junho, às 00:30.

Durante o Mundial2026, a Praça-Mercado de Famalicão “contará também com o apoio de um serviço de bar em funcionamento até às 23:00, durante a semana, e até à 01:00, aos fins de semana”.

A autarquia informa ainda que, a partir da meia noite e perante a presença de pouco público na ‘Fan Zone’ da Praça, o espaço poderá encerrar mais cedo.

“Independentemente do horário dos encontros de Portugal, todas as esplanadas do concelho terão licença para estar abertas nos jogos da Seleção Nacional”, conclui a autarquia.

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Ronaldo “vai querer fazer um brilharete” no seu sexto mundial

O desejo de conquistar um inédito título norteia o recorde de seis presenças de Cristiano Ronaldo por Portugal em Mundiais de futebol, avalia o ex-internacional Ricardo Costa, companheiro do avançado nas fases finais de 2006, 2010 e 2014.

“É um marco muito importante para a carreira dele. São seis Mundiais e vai querer fazer um brilharete, marcar golos, lutar por Portugal e continuar a demonstrar o que fez quando tinha 17 anos e começámos a jogar juntos nos sub-21. É um excelente profissional e jogador, um fora de série e defende Portugal como ninguém. Penso que não vai fugir à regra”, projetou à agência Lusa o antigo defesa central, de 45 anos, que atuou pela seleção nacional em três Campeonatos do Mundo, em 2006, 2010 e 2014, e é o novo treinador do Tondela, recém-despromovido à II Liga, após ter deixado o também secundário Feirense.

Avançado e capitão de Portugal, ao serviço do qual se tornou recordista de internacionalizações (227) e golos (143), Cristiano Ronaldo prepara-se para disputar a principal prova internacional de seleções pela sexta vez.

O madeirense, único a marcar em cinco Mundiais, deverá partilhar essa marca de participações com o também dianteiro argentino Lionel Messi, campeão do mundo em 2022, e o mexicano Guillermo Ochoa, guarda-redes do AVS em 2024/25, numa altura em que tem 41 anos e mais de duas décadas como sénior “ao mais alto nível e a ganhar títulos atrás de títulos”.

“Já passaram tantos anos e nota-se que continua com uma fome de vencer enorme. A sua liderança dentro e fora de campo será muito importante para ter todos metidos e para que o país esteja com a equipa, sabendo que ele vai dar o máximo para que Portugal consiga ir o mais longe possível”, salientou Ricardo Costa, com 22 jogos e um golo pela seleção principal.

Recém-campeão saudita Al Nassr, orientado pelo compatriota Jorge Jesus e cujo plantel integra João Félix, outros dos 26 convocados pelo técnico espanhol Roberto Martínez para o Campeonato do Mundo, Cristiano Ronaldo visa o quarto troféu por Portugal, após as conquistas do Europeu, em 2016, e de duas Ligas das Nações, em 2019, no Porto, e em 2025.

“É um atleta ambicioso e que nunca fica saciado. Vai ser muito complicado saber o que pretende, porque quererá sempre muito mais. Caso se sinta capaz, vai querer jogar mais um, dois ou três anos. Só quando acabar o fogo que tem dentro de si é que decidirá acabar a excelente carreira que está a fazer. Até lá, acho que não existe um prazo na cabeça dele, mas paixão por querer marcar, vencer e ser melhor do que ontem”, observou, sobre o segundo melhor ‘artilheiro’ de Portugal na prova, com oito golos, contra nove de Eusébio, todos em 1966, quando os lusos foram terceiros classificados na estreia.

Destacando o “profissionalismo fora do normal” de Cristiano Ronaldo, “que se trata como ninguém e tenta rodear-se das melhores pessoas e ciência para estar no topo dos topos”, Ricardo Costa vinca a influência de Roberto Martínez na forma como vai gerir o avançado e promover a coesão grupal.

“Podemos pensar que está cansado e não está num bom momento, mas a bola chega à área e ele faz golo. É um fora de série e esses têm de estar em campo. Quantos minutos? O tempo que esteja disponível para ajudar. Neste momento, Ronaldo sente e sabe quando está e não está bem. Se sentir que precisa de descansar para estar mais fresco no duelo seguinte, seguramente que o fará. Para Martínez, é uma sorte e um privilégio ter um jogador como este”, notou o ex-futebolista de FC Porto, Boavista, dos espanhóis do Valência ou dos alemães do Wolfsburgo, entre outros clubes.

Ricardo Costa reconhece que Portugal “sempre teve grandes grupos” nos três primeiros Mundiais de Cristiano Ronaldo, mas os “contextos diferentes” ditaram desempenhos contrastantes, desde o quarto lugar em 2006, na Alemanha – volvida a derrota frente à Grécia na final do Euro2004 (1-0), em Lisboa – à eliminação na primeira fase em 2014, no Brasil, passando pelo desaire nos ‘oitavos’ em 2010, diante da futura campeã Espanha, na África do Sul.

“Houve uma montagem de projetos, de jogadores e de equipa [em 2010 e 2014] que não existiu em 2006, porque já havia a seleção de 2004 e, a partir daí, foi muito mais coerente a forma de jogar, além de o torneio ser realizado na Europa. São fatores que, do meu ponto de vista, faziam com que a equipa de Luiz Felipe Scolari mostrasse mais coesão”, rememorou.

Grato por ter alinhado em três Mundiais – só Cristiano Ronaldo e Pepe têm mais presenças pelos lusos -, Ricardo Costa foi orientado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, Carlos Queiroz e Paulo Bento, com quem coincidiu ainda no Campeonato da Europa de 2012 e fez o último encontro na seleção.

Questionado sobre a situação de Roberto Martínez, que rendeu em 2023 Fernando Santos, antecessor de Paulo Bento, o ex-defesa descarta que o espanhol esteja a pensar no contrato extensível até ao fim do Mundial2026.

“Se Portugal fizer um bom torneio, a renovação automática acontecerá. Quanto mais estabilidade existir, melhores resultados surgirão. Por isso, Martínez está tranquilo, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol [Pedro Proença] também e tudo se conjuga para que seja uma união para continuar”, concluiu.

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Barbeiro de Barcelos cortou cabelo a Ronaldo: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial”

Vasco Coelho, de Barcelos, é barbeiro há quase nove anos, abriu o seu salão há três e cumpriu um “sonho” na passada sexta-feira: cortou o cabelo a Cristiano Ronaldo em plena Cidade do Futebol, em Oeiras, na véspera do jogo frente ao Chile em que o capitão da seleção nacional foi titular.

“Nem sei bem explicar o que foi aquilo, ainda não estou bem ciente do que aconteceu. É difícil dizer por palavras a experiência que eu tive”, diz Vasco Coelho.

Durou pouco mais de uma hora, entre o corte e outros tratamentos que estavam previamente agendados. Num espaço reservado apenas para o futebolista, o barbeiro e Diogo Dalot – amigo de ambos – falaram da terra de Cristiano Ronaldo, a ilha da Madeira, e também, claro, de futebol.

E Vasco Coelho fez Ronaldo rir: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial. Achou muita graça”.

“Não sabemos, é o Cristiano Ronaldo, ele até pode fazer mais dois não sei. É o que ele quiser”, conta o barbeiro, em declarações a O MINHO.  

Pressão? “A cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo”

Vasco Coelho confessa que há “uma pressão diferente” por estar a cortar o cabelo àquele que é considerados por muitos o melhor jogador de futebol da história.

“É uma coisa que eu faço há oito anos e não tenho problema nenhum em cortar qualquer cabelo, mas a cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo. Então, faz uma pessoa ter mais receio, não é a mesma coisa que cortar ao vizinho… mas sempre fui uma pessoa segura na minha área e as coisas correram bem”, explica.

“É uma pessoa como nós”

O barbeiro não esquece a “presença forte” do astro português e do seu cheiro: “É uma pessoa que cheira muito bem”.

Contudo, sublinha que Ronaldo é “uma pessoa super acessível”, que o “deixou à vontade” e mostrou interesse em o ouvir. “É uma pessoa engraçada, uma pessoa como nós, mas tem a amplitude dele”, refere o barbeiro de 28 anos.

Vasco Coelho é barbeiro de ‘craques’

Este “sonho” foi concretizado graças a Diogo Dalot, que é de Braga, e lhe fez uma grande “assistência”. Vasco Coelho corta o cabelo do lateral do Manchester United há cerca de cinco anos e pelas suas mãos já passaram outros ilustres como o vianense Pedro Neto, Rafael Leão, Samuel Lino ou Carlos Forbs.

Mas, apesar da proximidade que tem com Dalot, “nunca foi tema de conversa pedir-lhe uma ajuda para chegar ao Ronaldo”. “Mas ele confiou em mim e surgiu”, conta o profissional que tem um salão na freguesia de Manhente, em Barcelos.

Agora, depois de cumprido do “sonho” que não imaginava ser “possível”, quer fazer a “dobradinha”. “O impossível já aconteceu uma vez, portanto pode ser que surja. Ainda tenho muita coisa para lhe dizer”, atira.

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CNN processa Perplexity e acusa empresa de IA de copiar 17 mil reportagens sem autorização

A rede de televisão americana CNN entrou na Justiça contra a empresa de inteligência artificial Perplexity, acusando a companhia de utilizar cerca de 17 mil reportagens, fotografias e vídeos sem autorização para o treinamento de seus modelos de IA.

A ação foi protocolada em 28 de maio e representa o primeiro processo movido pela emissora contra uma empresa do setor. Segundo a CNN, a prática viola direitos autorais e explora indevidamente o trabalho produzido por jornalistas e profissionais da comunicação.

Em nota, a Perplexity rebateu as acusações e afirmou que “não é possível impor propriedade intelectual sobre os fatos”.

Conflito envolve mais de 100 ações judiciais

O processo da CNN se soma a uma crescente onda de disputas entre produtores de conteúdo e empresas de inteligência artificial. Segundo levantamento da plataforma ChatGPT is Eating the World, já existem pelo menos 115 ações judiciais em andamento movidas por veículos de imprensa, escritores, artistas e outros criadores.

Entre os casos mais conhecidos está a ação do jornal The New York Times contra a OpenAI e a Microsoft. A empresa alega que seus conteúdos foram utilizados no treinamento de sistemas de IA e que os modelos conseguem reproduzir trechos de reportagens.

No Brasil, a Folha de S.Paulo também acionou judicialmente a OpenAI, mas encerrou o conflito após firmar um acordo de licenciamento com a desenvolvedora do ChatGPT no fim de maio.

Debate opõe direitos autorais e inovação tecnológica

A CNN argumenta que empresas de inteligência artificial obtêm lucro a partir de conteúdos produzidos por organizações jornalísticas sem oferecer qualquer compensação financeira.

Segundo a emissora, a produção de jornalismo profissional exige investimentos elevados e, muitas vezes, envolve riscos para os profissionais envolvidos. Por isso, sustenta que companhias de tecnologia devem remunerar adequadamente os detentores dos direitos autorais.

Do outro lado, empresas de IA defendem que o uso de livros, reportagens e outros materiais para treinamento de modelos se enquadra no conceito jurídico de “uso justo” (“fair use”), previsto na legislação americana. Elas alegam que os sistemas não reproduzem integralmente as obras, mas geram conteúdos transformados a partir dos dados utilizados no treinamento.

Caso Anthropic abriu precedente importante

Entre as ações em curso, uma das mais avançadas envolve a empresa Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude. O processo foi movido por um grupo de escritores norte-americanos liderado pelo autor George R. R. Martin, criador da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspirou a produção televisiva “Game of Thrones”.

A Anthropic concordou em desembolsar US$ 1,5 bilhão para encerrar a ação coletiva que questionava o uso de livros protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de inteligência artificial.

O caso ganhou repercussão internacional após a revelação de que obras de autores brasileiros, como Chico Buarque, Paulo Coelho e Clarice Lispector, estavam entre os materiais utilizados sem autorização.

Apesar do acordo, a empresa não admitiu irregularidades e afirmou continuar comprometida com o desenvolvimento responsável de sistemas de inteligência artificial.

Justiça ainda busca definir limites da IA

Enquanto processos avançam em diferentes tribunais, o debate jurídico permanece aberto. Recentemente, um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou acusações apresentadas contra gigantes da tecnologia como Apple, Google, Meta, Nvidia, OpenAI, Perplexity e xAI por falta de provas suficientes.

Já as acusações contra a Anthropic seguiram adiante, especialmente após investigações apontarem o uso de bibliotecas digitais piratas para obtenção de conteúdos utilizados no treinamento dos sistemas.

As decisões que forem tomadas nos próximos anos podem definir os limites legais para o treinamento de inteligências artificiais e estabelecer novas regras para a relação entre empresas de tecnologia, veículos de comunicação e criadores de conteúdo.

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Alemania busca alternativa al FCAS y estudia un nuevo proyecto de avión de combate liderado por Airbus

Sede de Airbus.

Una filial de Airbus con sede en Alemania, y otras empresas armamentísticas germanas proponen una alianza para desarrollar un nuevo avión de combate tras el fracaso del proyecto franco-alemán FCAS de cazas de sexta generación en el que también participaba España, según la revista Der Spiegel.

Encabezada por Airbus Defence and Space, la división de defensa del fabricante aeronáutico europeo Airbus, la industria armamentística alemana quiere aprovechar el vacío que ha creado el naufragado proyecto del Futuro Sistema Aéreo de Combate (FCAS).

La alianza se autodenomina 'Team Gen 6', en referencia a los cazas de sexta generación, que aún no existen en Europa y que en el proyecto franco-germano se iba a concretar en el reemplazo a partir de 2040 de los aviones Eurofighter y Rafale hoy en servicio, según EFE.

Ese grupo ha explicado en una carta dirigida al canciller alemán, Friedrich Merz, su intención de desarrollar conjuntamente un avión de combate de sexta generación, según Der Spiegel.

Además de Airbus Defence and Space, con sede en Taufkirchen, en el sur de Múnich, la alianza incluye a las empresas MBDA, Hensoldt, Diehl Defence, Liebherr, MTU Aero Engines, Rhode & Schwarz y Autopflug, de acuerdo con la misma fuente.

El principal impulsor de la iniciativa sería el jefe de Airbus Defence and Space, Michael Schöllhorn.

Der Spiegel asegura que los planes no están todavía muy desarrollados y que la intención de la carta era "enviar una señal al Gobierno alemán", que la víspera anunció el fin definitivo del proyecto germano-francés FCAS por diferencias entre Airbus y la gala Dassault, que quería hacerse con el control del 80 % del proyecto, pese a que inicialmente se había pactado una participación del 33 % para cada uno de los socios, que incluía a la española Indra.

La idea es hacer publica la alianza este miércoles en compañía de Merz en la Feria Internacional Aeoroespacial (ILA) en Berlín, como se desprende de una carta enviada al ministro alemán de Defensa, Boris Pistoriis.

El proyecto apunta a un caza menos complejo que el que preveía el proyecto del FCAS, teniendo en cuenta que los drones cobran cada vez más importancia en la estrategia militar, indicó Der Spiegel.

Los iniciadores de la alianza quieren sumar a la misma al consorcio aeronáutico sueco Saab.

Mientras que Airbus ha desarrollado aviones de combate como el Tornado y el Eurofighter siempre en colaboración con otros países y empresas, Suecia ha desarrollado de forma independiente aviones como el Saab JAS 39 Gripen.

No obstante, añade Der Spiegel, el Gripen, en su configuración actual, no se considera una base adecuada para un caza de sexta generación.

En cambio, los nuevos socios parecen descartar una cooperación con el consorcio de combate GCAP, impulsado por el Reino Unido, Italia y Japón, ya que consideran que su concepto no se ajusta a los requisitos alemanes.

Preguntado en una rueda de prensa junto a su homólogo checo, Jaromír Zůna, Pistorius señaló que hay "varias opciones" sobre la mesa para un nuevo avión de combate para Alemania.

"La primera sería adquirir más F-35 (estadounidenses), ya sea como solución temporal o para otros fines. La segunda opción sería incorporarnos a otro proyecto internacional que ya esté en marcha. Y la tercera sería desarrollar nosotros mismos un avión bajo liderazgo alemán, encabezado por Airbus y otros socios", explicó.

"Tal vez surja una cuarta opción de la que ahora no quiero hablar, pero sí, es algo imaginable y constituye una de las posibilidades", dijo sobre la alianza liderada por la filial germana de Airbus.

"Es lógico que, cuando se prevé que un proyecto pueda terminar, se empiece a estudiar qué otras opciones o alternativas podrían seguirle. Pero todavía no hay ninguna decisión tomada", indicó el ministro. 

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Trump amenaza con represalias a Irán tras derribar un helicóptero de EEUU

Donald Trump, presidente de EEUU, en una comparecencia en el Despacho Oval.

La tregua entre Estados Unidos e Irán podría estar a punto de saltar por los aires. El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, ha dicho este martes que habrá represalias contra Irán por haber derribado un helicóptero estadounidense en el estrecho de Ormuz. El ataque no dejó víctimas. Tuvo lugar 100 días después del inicio de las hostilidades. Desde el 7 de abril está en vigor una tregua cada vez más frágil.

"Acabo de ser informado por nuestras Fuerzas Armadas de que los iraníes derribaron uno de nuestros helicópteros Apache de alta tecnología mientras patrullaba el estrecho de Ormuz", ha escritoTrump en su red Truth Social. "Dos pilotos estuvieron involucrados, ambos sanos y salvos. No obstante, Estados Unidos debe, necesariamente, responder a este ataque", ha añadido.

El helicóptero estadounidense cayó cerca de la costa de Omán, donde los dos soldados a bordo sobrevivieron, según informó este martes el Comando Central de las Fuerzas Armadas de Estados Unidos (Centcom). Fuerzas estadounidenses rescataron a los dos tripulantes del helicóptero AH-64 Apache, según informa la agencia Efe.

En el golfo de Omán, el Ejército estadounidense disparó a un buque petrolero por violar el bloqueo que Washington impone desde el 13 de abril contra embarcaciones que salen y llegan a puertos iraníes.

Discrepancias con Netanyahu

Estos hechos ocurren en medio de los nuevos enfrentamientos en la región, donde Irán e Israel han intercambiado ataques en los últimos días. Trump exigió el lunes a las dos partes que pararan. Las discrepancias con su aliado, el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, son cada vez más intensas. Netanyahu quiere seguir atacando el Líbano hasta reducir a su mínima expresión a Hizbulá. Pero la campaña militar contra Irán y sus aliados se ha revertido contra Israel y EEUU.

El presidente estadounidense aseguró que podría alcanzar un acuerdo con Irán en "dos o tres días", el enésimo plazo que plantea tras varias semanas de negociación con la República Islámica. Sin embargo, en cualquier momento puede decidir más ataques. Irán no se quedará de brazos cruzados y la escalada salpicará a toda la región.

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De las restricciones a Irán a la deportación del árbitro somalí: el bochornoso espectáculo de EEUU a 48 horas de empezar el Mundial 2026

Imagen del sorteo del Mundial celebrado en diciembre

A dos días de que arranque el Mundial 2026, Estados Unidos ha convertido la previa del torneo en un cúmulo de polémicas que van más allá del fútbol. Lo que debía ser la gran celebración internacional del deporte rey se ha visto empañado por restricciones migratorias, visados emitidos a última hora, denuncias de trato discriminatorio y la exclusión de un árbitro somalí designado por la FIFA. El resultado es una imagen muy poco edificante para un país que aspira a ejercer de gran anfitrión global.

Una previa llena de ruido

El foco principal se ha puesto en Irán. La selección iraní vivió durante semanas con la incertidumbre de no saber si sus futbolistas podrían entrar en Estados Unidos para disputar el Mundial 2026. A comienzos de junio, la situación parecía desbloquearse con la aprobación de visados para los jugadores, pero la tensión no desapareció. La federación iraní denunció que varios miembros de su cuerpo técnico seguían sin autorización para entrar en territorio estadounidense. Además, también asegura que se habían producido trabas para los aficionados del país.

La controversia fue creciendo con informaciones sobre visados limitados, permisos exprés de apenas 24 horas y quejas por parte de Irán sobre el trato recibido. El problema no era solo administrativo, sino simbólico. La Copa del Mundo se presentaba como un evento de unión, pero en la práctica una de sus selecciones participantes estaba siendo sometida a un escrutinio extraordinario. En paralelo, el trasfondo político entre Washington y Teherán añadió más combustible a la polémica.

El caso Omar Artan

La otra gran sacudida de la semana ha sido la expulsión del árbitro somalí Omar Abdulkadir Artan, uno de los colegiados designados para el Mundial 2026. Artan aterrizó en Miami, pero las autoridades estadounidenses lo retuvieron y lo devolvieron a su país. Esto lo deja fuera del torneo pese a que la FIFA lo había seleccionado para formar parte de la cita.

El caso ha generado una fuerte indignación porque Artan estaba llamado a hacer historia como el primer árbitro somalí en dirigir una fase final mundialista. Que un torneo de tal alcance arranque con la salida forzada de uno de sus árbitros designados resulta especialmente incómodo para la imagen del país anfitrión. Además, el episodio refuerza la percepción de que Estados Unidos no está gestionando el acceso al Mundial con la neutralidad y la claridad que exigiría una cita de este nivel.

Más polémicas en la entrada

Pero el malestar no se limita a Irán ni al caso del árbitro somalí. En las últimas horas también han trascendido otros episodios que alimentan la sensación de que la previa del Mundial 2026 está marcada por controles excesivos y una gestión migratoria muy discutida. La selección de Irak denunció que Aymen Hussein, uno de sus jugadores más relevantes, fue retenido durante horas en un aeropuerto estadounidense. Este episodio fue interpretado por la delegación como un trato desproporcionado.

A esto se suman los controles de seguridad reforzados aplicados a delegaciones como Senegal y Uzbekistán. Las revisiones con detectores de metales, la inspección exhaustiva y los controles adicionales a la llegada han provocado críticas y debate en redes sociales. Aunque estas medidas se justifiquen como parte de los protocolos de seguridad, lo cierto es que visualmente dejan una sensación poco amable y bastante alejada del clima festivo que debería rodear una Copa del Mundo.

Trámites acelerados, pero con filtro

Estados Unidos también ha intentado responder a la presión con medidas que faciliten la llegada de aficionados. Entre ellas, la activación de un sistema de citas prioritarias para visados de personas con entradas oficiales y la aprobación de millones de exenciones de visado. Sobre el papel, el objetivo es agilizar procesos y evitar colapsos en plena antesala mundialista.

Sin embargo, el mensaje que termina calando es otro. El Mundial 2026 está rodeado de un filtro migratorio especialmente severo. La organización ha querido vender eficiencia, pero lo que ha trascendido es la existencia de una barrera muy selectiva para jugadores, técnicos y aficionados. Y eso choca frontalmente con la idea de una Copa del Mundo abierta, inclusiva y pensada para recibir a todos los países.

La imagen del anfitrión

El problema de fondo no es solo cada caso aislado, sino el efecto acumulativo. En términos deportivos, estas decisiones alteran la preparación y la tranquilidad de las delegaciones. En términos mediáticos, alimentan una narrativa incómoda que sitúa al Mundial 2026 como un evento atravesado por la política, la inmigración y la seguridad. Y en términos de imagen, dejan la sensación de que el país que debía proyectar capacidad organizativa está ofreciendo, en cambio, una colección de episodios que rozan el bochorno.

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Canoagem | Jovens Castores do Arade conquistam pódios no Campeonato Nacional de Esperanças

O Kayak Clube Castores do Arade marcou presença no dia 7 de junho, em Esposende, no Campeonato Nacional de Esperanças, com uma das equipas mais jovens do clube, voltando a demonstrar a qualidade do trabalho desenvolvido na formação de jovens atletas. Numa competição que reuniu centenas de jovens canoístas de todo o país, os atletas […]

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Eleição no Peru: Sánchez à frente de Fujimori por apenas 19 mil votos

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A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru segue acirrada, nesta terça-feira (9), com o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino à frente com uma pequena margem de 19,8 mil votos da candidata de direita Keiko Fujimori. Com 95,9% das urnas apuradas, o resultado segue imprevisível.

Enquanto Sánchez marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori.

Notícias relacionadas:

Sánchez ultrapassou numericamente Keiko no início da tarde dessa segunda-feira (8), quando o país chegou a 93,9% das urnas apuradas. 

No início da apuração, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, devido ao fato de as urnas de Lima, a capital, terem sido computadas primeiro.

O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência. 

O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.

Das mais de 92,7 mil atas da eleição peruana, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru. 

Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior tinham sido contabilizadas, dando 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.

Keiko x Sánchez

Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.

Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou no domingo (7) em Lima, Sánchez foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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Moncloa no ve "motivo alguno para imputar al PSOE ni a Sánchez" en el 'caso Leire Díez'

La ministra de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones y portavoz del Gobierno, Elma Saiz, el ministro de Transportes y Movilidad Sostenible, Óscar Puente, y la ministra de Sanidad, Mónica García, durante la rueda de prensa posterior al Consejo de Ministros, en el Palacio de la Moncloa, a 9 de junio de 2026, en Madrid (España). Esta medida destinará 168 millones a mejorar la eficiencia energética en centros sanitarios y hospitales, mientras que los 200 millones restantes protegerán los centros educativos frente a la emergencia climática. Alberto Ortega / Europa Press 09/6/2026

El caso Leire Díez apenas ha echado a rodar. El juez de la Audiencia Nacional Santiago Pedraz ya dictó un primer auto en el que dibujaba cómo operaba una presunta red criminal en Ferraz que tenía a la cabeza al exsecretario de Organización del PSOE Santos Cerdán y a la ya exmilitante Leire Díez como mano ejecutora, como fontanera. El magistrado levantó parcialmente el secreto de la causa y ayer ordenó el libramiento de varios oficios y la citación de hasta 22 testigos entre el 26 de junio y el 13 de julio. Entre ellos, la presidenta del partido, Cristina Narbona. Y al día siguiente tendrá que declarar como imputada ante él la abogada Leticia de la Hoz, por presuntamente haber sobornado a la empresaria Carmen Pano para que cambiara su versión respecto a que había entregado 90.000 euros en efectivo en el cuartel general de los socialistas a petición del comisionista Víctor de Aldama.

Quedan por practicar muchas diligencias pero es verdad que en el partido, como ya publicó este diario, se teme que el caso escale más y pueda acabar suponiendo una imputación del PSOE como persona jurídica. Algo que sería letal para los ánimos de una formación hundida anímicamente también por otro caso, el que mantiene investigado al expresidente José Luis Rodríguez Zapatero. Pero la puntilla definitiva podría ser la imputación del propio Pedro Sánchez. No sería sencilla, porque para que esa circunstancia se diera, Pedraz tendría que hallar indicios que le condujeran hasta él que justificasen elevar una exposición razonada al Tribunal Supremo. Este sería el competente para decidir si investiga o no al jefe del Ejecutivo, dado que este es aforado, y en caso de que determinara proceder contra él, tendría que solicitar el suplicatorio al Congreso.

Sin embargo, fuentes la Moncloa aseguran no ver "motivo alguno" ni para la imputación del PSOE ni para la de Sánchez. Tampoco creen justificado que Pedraz pudiera llamar a declarar al presidente del Gobierno y secretario general del partido ni siquiera como testigo. "Es que no hay indicio ninguno de que Sánchez conociera a Leire. Ni hay una prueba de que operara la trama como tal ni mucho menos que implicara al partido", esgrimen. La tesis de la dirección socialista es que Cerdán pudo montarse su propia red para taparse a sí mismo, para esconder sus chanchullos, y que para ello tiró de la ayuda de Díez.

El juez tiene imputada a la gerente actual, Ana Fuentes, y la UCO descubrió que la directora de la Guardia Civil, Mercedes González, se reunió al menos tres veces con Díez. Citas que ella ratificó

Pero el juez tiene imputada a la actual gerente del PSOE, Ana María Fuentes —promovida al cargo por Cerdán en 2021—, y además en el sumario de la causa los informes de la Unidad Central Operativa (UCO) de la Guardia Civil revelaron que Díez se había reunido en al menos tres ocasiones con la directora general del cuerpo, Mercedes González. Encuentros que ella al final tuvo que reconocer después de que el ministro del Interior, Fernando Grande-Marlaska hubiera negado esa posibilidad apenas unos días de conocerse el sumario. El PSOE no ha abierto ningún tipo de expediente a Fuentes y el Ejecutivo, empezando por el propio Sánchez y siguiendo por Marlaska, han manifestado su respaldo pleno a la jefa de la Guardia Civil.

Este martes, en la rueda de prensa posterior al Consejo de Ministros, la portavoz del Gobierno, Elma Saiz, reiteró que Sánchez nunca supo nada de la fontanera del PSOE: "El presidente nunca ha conocido, ni avalado ni ha sido informado de las andanzas de Díez, que nunca, por cierto, hubiera tolerado". Repitió prácticamente palabra por palabra aquello que el propio jefe del Ejecutivo respondió a los periodistas el pasado viernes en Tivat (Montenegro).

#EnDirecto | El Gobierno desmiente "rotundamente" cualquier encuentro entre Pedro Sánchez y Leire Díez: "Nunca ha conocido ni avalado ni ha sido informado de sus andanzas. Nunca lo hubiera tolerado" pic.twitter.com/oG1tnnWPp7

— Europa Press (@europapress) June 9, 2026

Los informadores preguntaron a la portavoz por qué ahora el partido y el Gobierno no actúan como en el pasado, cuando pidió sus actas y echó a los exsecretarios de Organización José Luis Ábalos y Santos Cerdán. Ahora no se ha adoptado ningún tipo de medida contra Zapatero, ni contra la gerente del partido, ambos imputados en la Audiencia. La ministra reivindicó que la posición es "absolutamente coherente". "Somos el Gobierno de la tolerancia cero contra la corrupción, de la colaboración con la Justicia, de respetar los tiempos de la Justicia, de confiar en la Justicia", remachó, recordando de nuevo el plan de medidas anticorrupción que Sánchez presentó en julio del año pasado ante el Congreso. El problema es que la norma estrella, el anteproyecto de Ley Orgánica de Integridad Pública, aún no ha llegado al Congreso y se antojan muy complicados sus apoyos parlamentarios.

El Ejecutivo mantiene la confianza en González y también en Narbona. La presidenta del PSOE "tiene una moralidad intachable". "Jamás ha intervenido en nada ilícito o impresentable", apuntan

En el Gobierno mantienen toda la confianza en González —no se plantea de ningún modo su cese, y menos aún después de que Sánchez le explicitara su respaldo— y también en Narbona. En su caso, la UCO describe en su informe que la presidenta del PSOE mantuvo una conversación por WhatsApp con Díez el 24 de abril de 2024, cuando Sánchez publicó su Carta a la ciudadanía, en la que abría un periodo de reflexión de cinco días en el que se planteó dimitir. La exmilitante le habló de "reconducir" los ataques al presidente, de dar "ayuda cualificada" y dar la vuelta al asunto "como un calcetín". "[Esto] se lo habías contado a Santos el otro día", respondió ella. Narbona deberá comparecer como testigo ante Pedraz el 10 de julio. Ni Saiz ni el ministro de Transportes, Óscar Puente, presente en la rueda de prensa de este martes, quisieron hacer referencia a la citación de la presidenta del PSOE, pero fuentes de la Moncloa mostraron su "pleno respaldo" a la dirigente.

"Cristina tiene una moralidad intachable. Estamos seguros de que jamás ha intervenido en nada ilícito o impresentable. Es la persona más seria del mundo", señala un miembro del Ejecutivo que confía en que no obstante el caso Leire se vaya desactivando, porque no le ve recorrido. "Leire sería lo que en derecho se llama una tentativa inidónea, que es como elegir un medio incapaz de provocar el resultado buscado. Ella no tenía capacidad de influir en nada. Habría que darle la medalla de Isabel la Católica. Desde Mata Hari no se conocería nada igual", bromea este alto mando.

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